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Programa Acolher Eles e Elas já atendeu mais de 200 órfãos de feminicídio no DF

Criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em dezembro de 2023, o Programa Acolher Eles e Elas já atendeu 217 crianças e adolescentes órfãos do feminicídio até maio deste ano. Atualmente, 194 cadastros seguem ativos na iniciativa, considerada pioneira no país por oferecer assistência financeira específica para filhos e filhas de mulheres vítimas desse tipo de crime, além de suporte psicossocial e acompanhamento especializado por meio da rede de proteção do GDF. O benefício foi regulamentado pela Lei nº 7.314, de setembro de 2023, e pelo Decreto nº 45.256, de dezembro do mesmo ano. O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a implementar um programa voltado exclusivamente para a assistência financeira de órfãos do feminicídio. Desde a implementação, mais de R$ 6,5 milhões foram investidos na política pública. O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a implementar um programa voltado exclusivamente para a assistência financeira de órfãos do feminicídio | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, a iniciativa busca minimizar os impactos causados pelo feminicídio na vida das crianças e adolescentes. “O programa Acolher Eles e Elas é algo que não gostaríamos que existisse. Afinal de contas, não gostaríamos que nenhuma mulher fosse vítima de feminicídio. Mas, sentimos a necessidade de apoiar essas crianças e adolescentes, que também são vítimas da violência e que, muitas vezes, viram a mãe falecer, às vezes morta pelo pai ou por alguém com que tinham uma convivência muito grande”, ressalta. De acordo com a gestora, a concessão individualizada do benefício faz diferença especialmente em casos de famílias numerosas ou quando a guarda das crianças é dividida entre diferentes responsáveis. “O objetivo de termos lutado tanto para que fosse um salário mínimo por órfão é que possamos realmente atender cada uma das crianças que foi vítima desse crime”, destaca. “O Governo do Distrito Federal atua para garantir acolhimento, proteção, dignidade e suporte às famílias que passam por essa situação tão dolorosa.”   Ajuda a quem precisa Entre os atendidos, a maior parte está na faixa etária de 7 a 12 anos, com 69 beneficiários. Outros 62 adolescentes têm entre 13 e 17 anos, 38 jovens possuem entre 18 e 21 anos e 25 crianças têm até 6 anos de idade. As saídas do programa ocorreram principalmente por beneficiários terem atingido a idade limite prevista na legislação, de 22 anos, ou por mudança para outros estados. A maioria dos responsáveis legais pelos beneficiários do programa são avós, que representam 67 casos. Em seguida aparecem pais que não são autores dos feminicídios, com 37 registros, além de 30 tias, 12 irmãs ou irmãos, quatro tios, três avôs, uma segunda mãe, um padrinho e uma prima. Há ainda 38 jovens maiores de idade responsáveis por si próprios. A dona de casa Joana Maria da Silva Lopes, 43 anos, passou a cuidar dos dois netos após a filha ser vítima de feminicídio. As crianças, um menino de 3 anos e uma menina de 5, recebem atualmente um salário mínimo cada por meio do programa, além de acompanhamento psicológico. Joana conta que foi orientada pelo Ministério Público a procurar a Secretaria da Mulher para buscar apoio após a perda da filha. Desde então, a avó passou a receber o benefício e atendimento especializado para ajudar no acolhimento dos netos, que ficaram órfãos há cerca de um ano e seis meses. Joana teve a guarda dos dois netos depois de a filha ser vítima de feminicídio: "O apoio do GDF está sendo muito importante. Eu faço acompanhamento com a psicóloga e o suporte financeiro ajuda muito no básico que as crianças precisam" “Eu dei entrada no processo de guarda provisória dos meninos e, depois que consegui a guarda, foi tudo bem rápido. Esse benefício é de grande ajuda nesse momento que estamos passando. Não que eu não possa trabalhar, mas tem os dois meninos pequenos que precisam dos meus cuidados integrais depois de todo o trauma que passamos. Eles presenciaram tudo”, relata. Joana se emociona ao lembrar da filha: “Para mim é muito difícil. A gente não se acostuma, só aprende a lidar com a situação. O apoio do GDF está sendo muito importante. Eu faço acompanhamento com a psicóloga e meu filho também, que agora está com 10 anos. E o suporte financeiro ajuda muito no básico que as crianças precisam, para dar um conforto melhor para elas”, reconhece. Como funciona O acesso ao benefício pode ocorrer em duas situações: para menores de 18 anos ou para jovens em situação de vulnerabilidade social até os 21 anos, conforme previsto no Decreto nº 45.256/2023. Para receber o auxílio, é necessário ter ficado órfão em decorrência de feminicídio, residir comprovadamente no Distrito Federal há pelo menos dois anos e comprovar situação de vulnerabilidade socioeconômica. Além do auxílio financeiro, a iniciativa oferece acompanhamento psicossocial às famílias, com atendimento humanizado e monitoramento contínuo da situação dos beneficiários. A subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Maíra Castro, explica que, assim que o crime é registrado, equipes da pasta buscam os filhos das vítimas ativamente, para garantir que tenham acesso à política pública. “A gente procura o máximo possível fazer com que eles se sintam acolhidos e saibam que podem contar conosco" Maíra Castro, subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher “A gente procura o máximo possível fazer com que eles se sintam acolhidos e saibam que podem contar conosco. Hoje, quem possui a guarda da criança ou adolescente apresenta a documentação necessária e, após o cadastro, o benefício é liberado em cerca de 30 a 40 dias”, afirma a subsecretária. O trabalho também inclui atividades culturais, oportunidades educacionais e ações voltadas à integração familiar. “Quando pensamos em levar algo para eles, não pensamos apenas nos órfãos, mas em toda a família que assumiu esse cuidado. Nosso objetivo é ajudar essas crianças e adolescentes a reconstruírem suas trajetórias com mais dignidade e perspectivas para o futuro”, completa. [LEIA_TAMBEM]As famílias interessadas podem procurar diretamente a Secretaria da Mulher (SMDF) pelo telefone (61) 3181-1471, sem necessidade de advogado. No primeiro atendimento, a equipe orienta sobre a documentação necessária e agenda atendimento individual na sede da pasta, no Anexo do Palácio do Buriti. Após a análise documental e aprovação do cadastro, o cartão-benefício é emitido pelo Banco de Brasília (BRB) e entregue no endereço informado pela família em até 30 dias. O funcionamento do programa envolve diferentes órgãos do GDF. A Secretaria da Mulher é responsável pela análise, aprovação e distribuição dos auxílios financeiros, além da busca ativa das famílias. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) compartilha informações após o registro das ocorrências de feminicídio, auxiliando na identificação dos possíveis beneficiários. Já a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) faz o acompanhamento psicossocial das famílias e dos órfãos atendidos.  

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Com novas estações, Metrô-DF vai transportar até 180 mil pessoas por dia

O Governo do Distrito Federal (GDF) segue investindo em mobilidade: desde 2019, foram inauguradas três novas estações do Metrô-DF — duas no Plano Piloto e uma em Águas Claras —  e novos pontos de embarque e desembarque sairão do papel nos próximos anos. A população terá acesso a mais duas paradas em Samambaia, que já estão em construção, e duas em Ceilândia, em fase de licitação. Investimentos no Metrô-DF resultaram em benefícios para mais de 5 mil usuários | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Nos últimos anos, o investimento do GDF na ampliação do Metrô-DF superou R$ 119,3 milhões. Parte dos recursos foi aplicada na construção das estações 106 Sul e 110 Sul, no Plano Piloto, inauguradas em setembro de 2020, e Estrada Parque, em Águas Claras, entregue em setembro do mesmo ano. Somados, os investimentos nos espaços chegam a R$ 42 milhões, que resultaram em aumento de 5 mil novos usuários no movimento diário. R$ 319 milhões Total de investimentos previstos para ampliação do Metrô-DF A outra parte do montante é referente às obras de expansão de Samambaia. De acordo com a Companhia do Metropolitano do DF (Metrô-DF), o investimento previsto para as obras chega a R$ 319 milhões, dos quais R$ 77.689.253,96 já foram executados. Atualmente, há frentes simultâneas de terraplenagem, drenagem, estruturas, contenções, sistemas complementares e intervenções especiais, com geração de cerca de 350 empregos, diretos e indiretos. Dez reeducandos do sistema penitenciário prestam serviços na empreitada, em conformidade com a Lei nº 4.652/2011. O diretor-presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, explica que a expansão de Samambaia já estava prevista desde a concepção original do metrô, há cerca de 30 anos. A retomada do projeto ganhou força a partir de 2023. “Já existia uma decisão do governo de preparar a infraestrutura da expansão de Samambaia”, lembra. “Conseguimos finalizar a licitação e começamos as obras entre março e abril de 2025”. “São iniciativas extremamente importantes para a mobilidade urbana do Distrito Federal” Handerson Cabral, diretor-presidente do Metrô-DF De acordo com ele, quando a ampliação dos ramais de Samambaia e Ceilândia for concluída, o metrô deverá receber mais 25 mil passageiros diariamente, com aumento de 5,9 km de via. “São iniciativas extremamente importantes para a mobilidade urbana do Distrito Federal”, enfatiza. Hoje, o Metrô-DF tem extensão de 42,3 quilômetros e transporta 160 mil usuários diariamente em média. Com as novas paradas nas duas cidades, o percurso passa para 48,2 quilômetros, e serão transportados cerca de 180 mil passageiros por dia.   Linha 2 Além das novas estações, o Metrô-DF planeja a construção da Linha 2, conectando a população da área sul do Quadradinho ao Plano Piloto. Serão atendidas cidades como Santa Maria, Gama, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Cruzeiro e Plano Piloto, com integração a pontos estratégicos como a Rodoviária do Plano Piloto e a Esplanada dos Ministérios.  Atualmente, estão sendo elaborados os Estudos Preliminares de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTea) do empreendimento metroferroviário. “A próxima etapa é a modelagem econômica e financeira, junto ao anteprojeto de engenharia, para que a gente possa realizar a licitação dessa obra”, adianta Handerson Cabral. “A determinação da governadora Celina Leão é que isso seja feito o mais rápido possível, porque temos uma demanda de passageiros tão grande como a que atendemos hoje nas regiões de Ceilândia e Samambaia”. [LEIA_TAMBEM]Conforme informações do Metrô-DF, a Linha 2 deverá ter aproximadamente 60 quilômetros de extensão, consolidando um eixo de transporte moderno, eficiente e integrado. A ampliação está alinhada ao plano de governo e aos objetivos institucionais da companhia, além de integrar as diretrizes do Plano de Desenvolvimento do Transporte Público Sobre Trilhos do Distrito Federal (PDTT-DF). A capacidade projetada é de cerca de 130 mil passageiros por dia, com cerca de 50 mil usuários no horário de pico da manhã. Além disso, a estimativa preliminar de investimento necessário varia entre R$ 13,4 bilhões e R$ 20,4 bilhões, a depender do traçado e das soluções técnicas adotadas — parâmetros que serão definidos nas próximas etapas dos estudos. Samambaia e Ceilândia O projeto da expansão de Samambaia engloba duas novas paradas (estações 35 e 36) partindo do terminal da cidade, bem como de três subestações retificadoras de energia (SRs) e a infraestrutura complementar necessária à ampliação da operação do sistema metroviário. O empreendimento acrescentará aproximadamente 3,6 quilômetros de via a partir da Estação Samambaia, estendendo-se até o subcentro oeste do bairro, nas proximidades da 1ª Avenida Sul, importante eixo de conexão entre as áreas norte e sul. 7 mil m² Total aproximado de área construída para a expansão das estações de Samambaia  Em conjunto, as duas novas estações somam aproximadamente 7 mil metros quadrados de área construída. As novas unidades estarão situadas em regiões estratégicas, próximas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia, ao Centro Olímpico e Paralímpico (COP) da cidade e novos complexos habitacionais, sendo a Estação 36 concebida como terminal operacional do trecho de expansão. A expectativa é que os novos pontos de embarque e desembarque da região administrativa atraiam de 12 a 15 mil usuários por dia. Segundo estudo apresentado pelo Metrô-DF, o número equivaleria à redução, nas pistas, de 3.225 automóveis/dia (considerando 1,3 passageiros/veículo) ou 62 ônibus alongados/dia (considerando 90 passageiros/veículo). O aposentado José Lamartine, morador da Expansão do Setor O, comemora: “Vai ficar ainda melhor, com menos complicações e ainda mais rápido” Região administrativa mais populosa do DF, Ceilândia também ganhará mais duas paradas. O processo de licitação para expansão do ramal foi reaberto pelo Metrô-DF em março deste ano. O projeto compreende 2,3 quilômetros de vias partindo da Estação Ceilândia até às margens da rodovia BR-070. O trecho terá dois novos pontos de embarque e desembarque: uma nas imediações da UPA e outra próxima ao COP da cidade, atendendo cerca de 15 a 18 mil passageiros por dia. Morador da Expansão do Setor O, o aposentado José Lamartine, de 72 anos, aprova a construção de novas estações. “Eu uso muito pouco, mas é [um serviço] muito importante para todos, principalmente lá para o Setor O”, afirma. “Vai ficar ainda melhor, com menos complicações e ainda mais rápido”. Pedro Ícaro Barroso, fotógrafo, usa diariamente o metrô: “É superinteressante e necessário termos essa expansão, principalmente dos locais que são mais afastados do Plano Piloto, como Gama e Santa Maria” O sistema metroviário faz parte do dia a dia do fotógrafo Pedro Ícaro Barroso, 29, que mora no Itapoã e utiliza os trens para chegar em compromissos do lado oeste do DF, principalmente Taguatinga e Ceilândia. “É superinteressante e necessário termos essa expansão, principalmente dos locais que são mais afastados do Plano Piloto, como Gama e Santa Maria”, aponta. “Com a expansão das linhas de metrô, vai facilitar demais”. Mais tecnologia e conforto  Uma das facilidades implantadas foi a antecipação do horário de abertura das estações para as 5h30  Além das grandes obras de infraestrutura e expansão, o Metrô-DF tem investido em modernização tecnológica. Entre as principais entregas estão a implantação do pagamento por aproximação diretamente nas catracas, a substituição e ampliação dos validadores, o uso de QR Code no lugar dos bilhetes de papel e painéis informativos com horários de chegada e partida dos trens em todas as 27 estações. Destaca-se também o lançamento do aplicativo, que permite acompanhar em tempo real o funcionamento do sistema e o horário das linhas. Disponível para os sistemas Android e iOS, a ferramenta conta com a aba Achados e Perdidos, facilitando a devolução dos itens encontrados nos trens e estações, e a aba Segurança, que oferece suporte a denúncias em tempo real. Outra mudança importante foi o novo horário de operação, com abertura das estações às 5h30, meia hora mais cedo do que antes, e o funcionamento estendido até 21h30 aos domingos — o expediente encerrava às 19h —, atendendo um pedido antigo dos usuários.  

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Ceilândia terá ação de acolhimento à população em situação de rua nesta quinta (4) e na sexta (5)

Nesta quinta (4) e na sexta-feira (5), o Governo do Distrito Federal (GDF) ofertará acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 16 endereços distintos em Ceilândia. Nos dois dias, a ação terá início às 9h. Pessoas abordadas vão receber oferta de diversos serviços, a começar por assistência em saúde | Foto: Agência Brasília Coordenada pela Casa Civil, a iniciativa envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), bem como SLU, Novacap, Codhab, Detran-DF, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Conselho Tutelar.   As pessoas em situação de rua receberão a oferta de serviços em áreas como saúde, educação e assistência social, além de orientação sobre cuidados com animais domésticos e benefícios como deslocamento interestadual. Também será oferecido um auxílio excepcional de R$ 600 para aquelas sem condições de pagar aluguel. Igualmente estarão disponíveis vagas em abrigos, programas de qualificação profissional – como o RenovaDF – e o cadastro para unidades habitacionais. Após todo o atendimento, a DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta (SIA Trecho 4, lotes 1380/1420), para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. No decorrer de toda esta semana, as secretarias participaram de abordagens sociais e atendimentos prévios, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Veja, abaixo, os pontos de ação programados para Ceilândia nesta quinta e na sexta:  → QNM 16, ao lado da igreja → QNM 16 → QNM 28, imediações da Associação Recicle a Vida e da Assembleia de Deus → QNM 19 Conjunto P, Lote 14/ QNM 27, próximo à Coordenação Regional de Ensino → QNM 29 → Extensão da Avenida Elmo Serejo → CNN 2 → QNN 12 → QNN 4 → Área pública do canteiro central entre as QNMs 1 e 2, Avenida Hélio Prates → CNM 1, fundos do Restaurante Comunitário → Área pública próxima ao estacionamento da China Atacadista, CNM 1, em frente ao MPDFT → QNM 12/28, embaixo da árvore no canteiro central, em frente ao Supermercado Primor → CNM 2 Conjunto A Bloco F → QNM 12, área verde ao lado dos prédios residenciais → QNM 12, Via NM 12 B, Lote 24, fundos da Honda Canopus.   *Com informações da DF Legal  

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Obesidade infantil acende alerta para consumo de ultraprocessados

Dados da Secretaria de Saúde (SES-DF) mostram que mais de 80% dos adolescentes do Distrito Federal comem ultraprocessados e quase 30% apresentam excesso de peso. O cenário também preocupa em outras faixas etárias: entre crianças de 5 a 10 anos, 25% estão acima do peso ideal; e entre crianças de 2 a 5 anos, o índice chega a 9,63%.  As informações fazem parte do mais recente boletim epidemiológico sobre obesidade infantil no DF, que também aponta a relação entre hábitos alimentares e o aumento do excesso de peso. O consumo de ultraprocessados, por exemplo, está presente em 78% das crianças de 2 a 5 anos e em 83% das crianças de 5 a 10 anos. Cada vez mais pacientes infantis têm chegado ao Cedoh com diabetes tipo 2 e com índice de colesterol e triglicerídeos alterados | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Nesta quarta-feira (3), é celebrado o Dia de Conscientização da Obesidade Infantil, tema que tem preocupado profissionais da área pelo aumento de casos e levantado o alerta sobre a mudança de hábitos. “Muitos pais acham que os filhos que estão acima do peso enquanto crianças vão emagrecer quando crescerem, mas hoje não temos visto esse cenário, porque as crianças não estão se alimentando bem nem se exercitando como antigamente”, explica a endocrinologista pediátrica do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão arterial (Cedoh), Emanuelle Marques. "É indicado, pelo menos, uma hora de atividade física tanto para crianças como adolescentes, que podem ser atividades do dia a dia, como os esportes" Emanuelle Marques, endocrinologista pediátrica A especialista destaca que os atendimentos de pré-adolescentes e adolescentes com diabetes tipo 2, além de colesterol e triglicerídeos alterados têm crescido. “Os alimentos ultraprocessados contribuem muito para o aumento de peso. É indicado, pelo menos, uma hora de atividade física tanto para crianças como adolescentes, que podem ser atividades do dia a dia, como os esportes", reforçou. Mudança De acordo com a nutricionista do Cedoh, Camila Pessoa, o tratamento para a obesidade infantil envolve quatro pilares principais: relacionamentos saudáveis, atividade física, sono e alimentação saudável. Além disso, Pessoa ressalta que o envolvimento da família e de uma equipe de saúde multiprofissional é fundamental para o sucesso do acompanhamento. “A gente trata não só a criança ou adolescente, mas toda a família. Temos que cuidar dessa família, que são os apoiadores dessa criança, porque é a família que vai comprar os alimentos, vai levar a uma atividade física. Então, mobilizamos toda essa família no cuidado da obesidade infantil”, explicou. Robson Rodrigues conta que o tratamento do filho, Enzo, acabou tendo reflexo na saúde de toda a família Enzo Mendes, 11 anos, faz acompanhamento no Cedoh desde 2022. Para o pré-adolescente, as mudanças exigiram adaptação, mas trouxeram benefícios. “Eu me sinto muito bem. Eu estou emagrecendo e fazendo atividade física, mas foi muito difícil mudar a alimentação”, conta. [LEIA_TAMBEM]O pai dele, Robson Rodrigues, 37 anos, relata que as mudanças impactaram toda a rotina da casa. “A alimentação dele não tinha muita fruta ou verdura, era repleta de ultraprocessados. Toda a saúde da família acabou mudando com a mudança na saúde dele”, conta.  Atendimento Caso os pais percebam que as crianças e adolescentes têm aumentado de peso, a orientação é procurar o serviço da atenção primária, a Unidade Básica de Saúde. Lá, os profissionais medem altura e peso e verificam se essas medidas estão dentro do padrão.  A UBS irá realizar todas as providências, como solicitação de exames, avaliação, encaminhamento para acompanhamento com nutricionista, psicólogo e endocrinologista para dar continuidade ao tratamento da criança. *Com informações da Secretaria de Saúde

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