População negra tem manhã de empoderamento em Sobradinho
Em sua segunda edição, a ação Afroconexões: Diga Não ao Racismo, contou com uma programação especial para os 76 participantes na manhã desta sexta-feira (29), no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Sobradinho, unidade administrada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Idealizado para acolher e promover a autonomia da população negra, o evento contou com conversas sobre a história da população negra no Brasil, dinâmicas sobre discriminação racial e atividades que valorizaram a cultura e os direitos da população negra no Brasil. Durante o ato, foram ministradas dinâmicas sobre a ressignificação das experiências de racismo e a responsabilidade coletiva antirracista | Foto: Renato Raphael/ Sedes-DF A ideia da iniciativa surgiu durante os atendimentos na unidade, quando a equipe observou que os usuários do Cras apresentavam dificuldades no momento da autodeclaração racial. O mês de maio foi escolhido em alusão à assinatura da lei áurea, ocorrida em 13 de maio de 1888, quando foi abolida a escravidão no Brasil. O marco simboliza o momento de liberdade de trabalho, de crença e cultura da população negra. “Iniciativas como esta são fundamentais para romper com o preconceito, promovendo o resgate da identidade, a garantia de direitos e a ocupação de espaços que historicamente foram negados à população negra" Mythsuer Monsueth, assistente social do Cras Sobradinho Após o café da manhã especial, os participantes assistiram a uma apresentação de capoeira ministrada pelo Mestre Bilu, da Associação Baluarte de Capoeira. Em seguida, foram ministradas dinâmicas sobre a ressignificação das experiências de racismo e a responsabilidade coletiva antirracista. A especialista em Desenvolvimento e Assistência Social da Sedes, Loyde Cardoso, foi convidada para ministrar uma roda de conversa abordando a história da comunidade negra e o combate ao racismo. Promoção da proteção social Mythsuer Monsueth, assistente social do Cras Sobradinho, ressaltou a importância da ação comunitária para a promoção da proteção social. “Iniciativas como esta são fundamentais para romper com o preconceito, promovendo o resgate da identidade, a garantia de direitos e a ocupação de espaços que historicamente foram negados à população negra. A execução do Afroconexões é um compromisso ético-político de construir uma sociedade justa, equitativa e antirracista”, disse. [LEIA_TAMBEM] A equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) de Sobradinho também esteve presente, oferecendo cortes de cabelo, penteados afros e tranças; aspectos estéticos que representam a cultura negra e valorizam a identidade racial. Ao final da manhã, os participantes receberam kits de autocuidado e lembranças temáticas. “A prevenção do racismo é fundamental para garantir o respeito e a dignidade da população negra que é maioria em nosso país e grande parte das famílias vulneráveis que atendemos. Nossas equipes têm trabalhado para criar ações conjuntas para promover a igualdade racial e fortalecer a autoestima das pessoas atendidas no Cras”, enfatizou a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira. *Com informações da Sedes-DF
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Evento promove diálogo sobre família, dignidade e envelhecimento da população LGBTQIA+ no DF
A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), em parceria com a Igreja Inclusiva Cidade do Refúgio, promove, neste sábado (30), das 9h às 12h, o evento Entre Laços e Vidas: Família e Dignidade LGBTQIA+, na própria Igreja Inclusiva Cidade do Refúgio, em Vicente Pires. A iniciativa será realizada em formato de roda de conversa e vai abordar temas como adoção, barriga solidária e envelhecimento da população LGBTQIA+, fortalecendo informação, acolhimento e cidadania. A programação contará com momentos de fala, escuta e troca de experiências entre participantes, comunidade e representantes da rede de proteção social. Entre os temas debatidos estarão os direitos assegurados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para adoção por pessoas LGBTQIA+, os caminhos legais para a formação familiar no Brasil e as regras previstas pelo Conselho Federal de Medicina para a gestação por substituição sem fins lucrativos. O coordenador de Políticas de Proteção e Promoção de Direitos e Cidadania LGBT (CoorLGBT) da Sejus-DF, Eduardo Fonseca, destaca que o encontro busca ampliar o acesso à informação e fortalecer vínculos comunitários. “Falar sobre família, afeto e dignidade também é falar sobre direitos humanos. O evento cria um espaço seguro de acolhimento e diálogo, onde as pessoas LGBTQIA+ podem compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e fortalecer redes de apoio fundamentais para a garantia da cidadania”, afirma. O bate-papo aberto permitirá que os participantes compartilhem vivências e construam propostas de fortalecimento da rede local de apoio | Foto: Divulgação/Sejus-DF Outro eixo da programação será o envelhecimento LGBTQIA+, com reflexões sobre invisibilidade social, direito ao cuidado, saúde, acolhimento e fortalecimento da rede de apoio formada por familiares, comunidade e instituições. O debate também terá como base o Estatuto do Idoso e os princípios de igualdade e não discriminação. O bate-papo aberto permitirá que os participantes compartilhem vivências e construam propostas de fortalecimento da rede local de apoio, além da divulgação de serviços e orientações oferecidos pelo poder público e instituições parceiras. Para o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, ações como essa fortalecem o compromisso do Governo do Distrito Federal com políticas públicas inclusivas e de promoção da dignidade humana. “Promover espaços de diálogo e acolhimento é fundamental para assegurar direitos, combater preconceitos e fortalecer políticas públicas que reconheçam e respeitem a diversidade da população LGBTQIA+”, afirma. Programação 9h20 – Bloco 1: Direito à família (adoção e barriga solidária) Adoção por pessoas LGBTQIA+ Processo de adoção no Brasil Mitos e preconceitos ainda existentes Gestação por substituição sem fins lucrativos Caminhos jurídicos para reconhecimento da filiação 10h20 – Bloco 2: Envelhecimento LGBTQIA+ Invisibilidade e riscos sociais Direito à dignidade, saúde e cuidado Importância da rede de apoio 10h50 – Intervalo 11h – Bate-papo aberto Espaço de fala e escuta Troca de experiências 11h40 – Encaminhamentos Divulgação de serviços e orientações Fortalecimento da rede local de apoio Possíveis ações futuras 12h – Encerramento Síntese Mensagem final de acolhimento *Com informações da Sejus-DF
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Rede Feminina reúne solidariedade e música em festa junina no Hospital de Base
Em clima de festa junina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer entregou, nesta sexta-feira (29), 300 cestas básicas e dúzias de ovos a pessoas em tratamento oncológico atendidas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa reuniu música, comidas típicas e momentos de acolhimento para pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A iniciativa integra as ações permanentes de apoio social desenvolvidas pela rede com os pacientes atendidos no HBDF, oferecendo suporte às famílias durante esse período e contribuindo para tornar a jornada do cuidado menos difícil. Durante festa junina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer distribuiu 300 cestas básicas e reuniu lazer e solidariedade | Foto: Divulgação/IgesDF Com temática junina, a ação deste mês contou com música, acolhimento e trajes xadrez, transformando a entrega dos alimentos em um momento de descontração para quem enfrenta uma rotina marcada por consultas, exames e cuidados constantes. A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, destacou a importância do acolhimento durante o cuidado oncológico. “Precisamos pensar no cuidado ao paciente em todas as esferas, não apenas na clínica. Esse tipo de iniciativa é essencial para o bem-estar e a qualidade de vida dos nossos pacientes”, afirma. A coordenadora da Rede Feminina, Larissa Bezerra, explica que a festa foi pensada para proporcionar um momento leve aos pacientes e familiares. “Nosso principal objetivo era fazer com que os pacientes pudessem vivenciar a festa junina e compartilhar esse momento de confraternização, mesmo diante dos desafios impostos pelo tratamento”, ressalta. [LEIA_TAMBEM]Toda a festa foi realizada a partir de doações. Os alimentos foram vendidos a preços simbólicos, e o valor arrecadado será revertido para investimentos nos diversos projetos da Rede Feminina. Em acompanhamento contra o câncer de mama desde 2023, Maria Ivanilça aproveitou a oportunidade para experimentar a uva do amor e curtir a música ao vivo. “Essa cesta básica realmente faz a diferença. Vim do Nordeste para me cuidar aqui e não sei o que faria sem esse apoio da Rede Feminina. Eu me sinto muito abençoada. Esse projeto é maravilhoso”, agradece. *Com informações do IgesDF
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Brasília Ambiental inicia prazo para renovação no Sispass
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