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Blitz educativa reforça combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no DF
Como parte das ações da campanha Maio Laranja, a Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal realizou, nesta quarta-feira (27), uma blitz educativa e preventiva em frente ao Centro Integrado 18 de Maio, na via W1 da 307 Sul. A mobilização ocorreu das 10h às 12h e reuniu cerca de 30 servidores do Centro 18 de Maio, integrantes do Grupo de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção e representantes da rede de proteção do Distrito Federal. Blitz educativa em combate ao abuso e à exploração sexual contra crianças e adolescentes | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Durante a ação, mais de 200 veículos foram abordados. Motoristas e passageiros receberam materiais informativos com orientações sobre prevenção, identificação de sinais de violência e canais de denúncia disponíveis à população. A blitz foi organizada pelos próprios servidores do Centro 18 de Maio e contou com o apoio do Departamento de Trânsito do Distrito Federal e da Polícia Militar, responsáveis pelo suporte técnico e orientações de segurança durante toda a atividade. “As crianças são muito vulneráveis e, muitas vezes, não têm voz para dizer o que estão passando. Informar os adultos é fundamental para que saibam identificar e agir diante dessas situações” Jaciara Bastos, engenheira civil Entre as pessoas abordadas durante a blitz, a engenheira civil Jaciara Bastos, de 33 anos, elogiou a iniciativa e destacou a importância de orientar a população sobre os sinais de violência. “As crianças são muito vulneráveis e, muitas vezes, não têm voz para dizer o que estão passando. Informar os adultos é fundamental para que saibam identificar e agir diante dessas situações”, afirmou. Rede de proteção fortalecida O empresário Augusto Nobre também ressaltou a relevância da ação e reforçou que a proteção das crianças deve ser uma responsabilidade coletiva. Para ele, iniciativas como essa ajudam a conscientizar a sociedade sobre o dever de cuidado e atenção com crianças e adolescentes. O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou que o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes depende do envolvimento de toda a sociedade. “Levar informação para as ruas é ampliar a proteção e fortalecer a rede de cuidado”, afirmou. [LEIA_TAMBEM] Na mesma linha, a subsecretária de Políticas para Crianças e Adolescentes, Maria do Socorro Lucena, ressaltou que campanhas educativas têm papel fundamental no rompimento do silêncio e no incentivo às denúncias. Já a coordenadora do Centro 18 de Maio, Joana D’Arc Fernandes, destacou que a mobilização aproxima a população dos serviços de proteção e reforça a responsabilidade compartilhada no cuidado com crianças e adolescentes. Durante a blitz, também foram divulgados os principais canais de denúncia disponíveis à população, como a Coordenação de Denúncias de Violação dos Direitos da Criança e do Adolescente — Disque 125; o Disque 100, canal do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania; além do atendimento direto do Centro 18 de Maio, pelo telefone (61) 98314-0636. A iniciativa integra a programação do Maio Laranja e reforça o compromisso da rede de proteção do DF no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. *Com informações da Sejus-DF
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Gamifica DF transforma equipamento clandestino em minicomputadores
O que antes era usado para a prática criminosa de pirataria de sinal de TV e internet, o popular "gato net", agora é a porta de entrada para a inclusão digital de milhares de jovens do Distrito Federal. Por meio do projeto Gamifica DF, da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) reconfigura aparelhos de TV box apreendidos pela Receita Federal e transforma-os em minicomputadores para alunos da rede pública de ensino. O kit entregue aos estudantes é composto pelo aparelho adaptado, teclado e mouse, adquiridos separadamente pelo GDF para garantir o uso como um computador completo. Após o reajuste do modelo, o equipamento passa a ser um miniprocessador, que pode ser levado a qualquer lugar. O subsecretário de Promoção à Ciência e Desenvolvimento Tecnológico da Secti-DF, Milton Mendes, destaca o impacto social e o aumento dos investimentos na iniciativa. "Este ano, o investimento do GDF para o Gamifica foi de R$ 15 milhões. São equipamentos que seriam destruídos, não tinham serventia nenhuma ou seriam usados indevidamente pela população por meio da pirataria. Então, a gente atua fortemente na economia reversa, na transformação digital, na inovação e também na inclusão digital, principalmente aos jovens menos favorecidos", avalia. “Além da capacitação de jovens, e muitos não têm acesso à tecnologia em casa, eles podem participar de cursos de formação nas áreas de criação, design de jogos e IA, gerando profissões e movendo o empreendedorismo”. O kit entregue aos estudantes é composto pelo aparelho adaptado, teclado e mouse, adquiridos separadamente pelo GDF para garantir o uso como um computador completo | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O Gamifica existe desde 2024, e o projeto com os “gatos net” começou no ano passado. A partir do segundo semestre deste ano, terá início a segunda edição com as TV box. Em 2025, cerca de 20 mil alunos receberam o kit da iniciativa. A expectativa em 2026 é atender mais 22 mil estudantes. Parceria em diversas frentes Do ponto de vista ambiental, o projeto resolve um problema de logística e sustentabilidade. Caso não fossem destinados a projetos educacionais, a Receita Federal teria de destruir ou reciclar esses eletrônicos, operações que podem custar até R$ 2.300 por tonelada em contratos onerosos. No Distrito Federal, a Receita apreende, em média, de 300 a 400 aparelhos anualmente, número que chega a mais de 400 mil no contexto nacional. Para a auditora fiscal da Receita Federal e delegada-adjunta na alfândega do Aeroporto de Brasília, Juliana Moreira, a transformação desses equipamentos irregulares em ferramentas de estudo consolida um modelo de cooperação institucional em diversas frentes. "Do ponto de vista social, a iniciativa contribui para retirar de circulação equipamentos que poderiam ser utilizados de forma irregular e representar riscos à segurança digital”, afirma. Além de solucionar um problema de segurança, a iniciativa transforma os dispositivos em uma ponte de oportunidades. “Sob o aspecto tecnológico, o projeto amplia a inclusão digital ao transformar mercadorias apreendidas em microcomputadores destinados a ações educacionais e de capacitação. O Gamifica se consolida, assim, como um exemplo de cooperação institucional voltada à geração de benefícios concretos para a sociedade, unindo segurança, educação, sustentabilidade e transformação social", conclui a auditora. O coordenador do Gamifica, Guilherme Trent, detalha a capacidade do novo equipamento de suprir as necessidades educacionais básicas Processo A conversão tecnológica dos aparelhos é um processo cuidadoso que impede qualquer tipo de engenharia reversa para que o dispositivo volte a ser usado para a pirataria. O método, que antes exigia intervenções diretas na placa-mãe, foi modernizado e hoje leva cerca de 15 minutos, sendo feito por meio da instalação de um sistema operacional via cartão de memória. O coordenador do Gamifica, Guilherme Trent, detalha a capacidade do novo equipamento de suprir as necessidades educacionais básicas. "O que instalamos é o sistema operacional Linux, em uma versão portátil, que não tem todas as funções que o Linux de um computador tem, mas dá para fazer as coisas básicas. Tem navegador, dá para abrir um Libre Office e escrever um texto, fazer planilhas. Eles conseguem conectar o wi-fi e usar a internet tranquilamente", explica. Outro fator fundamental é a segurança do processo. O sistema operacional original, focado em pirataria, é completamente apagado da memória da máquina. "O processo sobrescreve tudo que já tinha antes, então não dá para voltar ao que estava. Transformou, já era", acrescenta Trent, enquanto demonstra a conversão de um dos aparelhos. O Gamifica DF não entrega apenas o equipamento, mas oferece capacitação profissional para os estudantes no contraturno escolar, com aulas de criação de jogos, design, inteligência artificial e tecnologia reversa, para que os alunos também aprendam a configurar os aparelhos de “gato net”. Trent destaca que a meta é democratizar o acesso à tecnologia para o maior número de alunos possível e usar o DF de vitrine. "A gente quer que todas as crianças tenham oportunidade de falar que participaram do Gamifica. Qualquer criança na rua um dia vai falar que conhece o projeto e que já recebeu um kit. Essa é a nossa intenção. Nós queremos ter esse tipo de impacto no Brasil inteiro", projeta o coordenador.
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Operação Sossego faz autuações em Samambaia
Com apoio da Polícia Militar (PMDF), o Detran-DF realizou mais uma edição da operação Sossego, desta vez em Samambaia Sul, na noite de terça-feira (26). Ao retirar de circulação motocicletas com escapamento irregular, operação reforça a segurança viária | Foto: Divulgação/Detran-DF A ação teve como objetivo retirar de circulação motocicletas com escapamentos irregulares, reforçar a segurança viária e reduzir a poluição sonora na região. Dos 150 motociclistas abordados, 15 eram inabilitados. A maioria deles atuava em serviços de entrega por aplicativo. [LEIA_TAMBEM]Durante a fiscalização, 18 motociclistas foram autuados por conduzir veículos com escapamento irregular. Também foram registradas autuações por dirigir sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) (15), conduzir com a CNH vencida há mais de 30 dias (quatro), dirigir veículo em categoria diferente da habilitação (três) e alteração no sistema de iluminação (quatro). Ao todo, ainda foram contabilizadas 15 infrações diversas. De acordo com o artigo 230, inciso XI, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir veículo com descarga livre ou com silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante é infração grave, sujeita a multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo para regularização. *Com informações do Detran-DF
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