Audiência pública discute a revisão da Luos no Jardim Botânico
A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) decidiu revisar a proposta para atualização da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) na Região Administrativa do Jardim Botânico, após ouvir os moradores durante audiência pública realizada nesta quinta-feira (21). A proposta apresentada pela equipe técnica da secretaria previa, entre outros pontos, a flexibilização de usos em lotes localizados em áreas residenciais, no Jardim Botânico 3. A intenção era permitir usos mistos e ampliar possibilidades de atividades comerciais e de prestação de serviços em determinados lotes, com o objetivo de dinamizar o desenvolvimento econômico da região, sem obrigatoriedade de alteração do uso atual dos lotes. Os moradores se manifestaram contrariamente às mudanças previstas para os lotes residenciais | Foto: Divulgação/Seduh-DF No entanto, os moradores se manifestaram contrariamente às mudanças previstas para os lotes residenciais. Diante da posição apresentada durante a audiência, o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz, anunciou a decisão de reavaliar a proposta. “Quando elaboramos um estudo e propomos alterações, isso é feito com base em critérios técnicos e em uma metodologia desenvolvida pela equipe. Mas o mais importante, para qualquer alteração, é ouvir a população. Estamos aqui justamente para isso. A audiência pública existe para garantir essa escuta”, afirmou. [LEIA_TAMBEM]O secretário destacou ainda que, após ouvir as manifestações dos moradores e conversar com a equipe técnica da Seduh durante a audiência, a secretaria decidiu reavaliar a proposta relacionada ao Jardim Botânico 3. “Diante de todas as falas e considerando os anseios apresentados pela população, decidimos reavaliar toda proposta prevista para a região. O mais importante é que a população esteja satisfeita, e entendemos que, neste momento, isso não está acontecendo. Por isso, vamos reconsiderar a proposta, ouvindo e analisando tudo o que foi colocado pela comunidade”, completou. *Com informações da Seduh-DF
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Ação de acolhimento à população em situação de rua ocorre no Plano Piloto neste fim de semana
O Governo do Distrito Federal (GDF) fará a oferta de acolhimento e assistência social a pessoas que estão instaladas em 27 endereços distintos no Plano Piloto. A ação está prevista para ter início às 9h deste sábado (23), é coordenada pela Casa Civil e envolve as secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Novacap, a Codhab, o Detran-DF, a Polícia Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o Conselho Tutelar. A DF Legal fará o desmonte das estruturas das pessoas em situação de rua e o transporte dos pertences ao local regular indicado pelo ocupante. Em último caso, o governo levará os objetos pessoais ao depósito da pasta, no SIA Trecho 04, lotes 1380/1420, para retirada em até 60 dias, sem qualquer custo para o responsável. As pessoas em situação de rua também serão encaminhadas para atendimento da Sedes-DF. No decorrer de toda a semana, as secretarias realizaram abordagens sociais e atendimentos prévios nos locais, mapeando o público que será atendido e suas demandas. Veja abaixo os pontos de ação neste sábado (23) e domingo (24): 1. Via N2, próximo à 5ªDP; 2. Atrás da subestação entre a 5ª DP e o CMB; 3. EQN 309/310, atrás da Igreja Cristã Evangélica; 4. Área verde entre a SQN 311 e 312, nos fundos da Capela Divina Misericórdia; 5. Entre a SQN 313 e 314, nos fundos da 1ª Igreja Batista; 6. EQN 315/316, igreja Messiânica; 7. SQN 316, comercial do bloco A; 8. SHCGN 716, entre os blocos G e H; 9. Estacionamento ao lado do Ilhas do Lago; 10. Ao lado do Clube da Aeronáutica; 11. Ao lado do Posto Melhor; 12. Via L4 Norte, próximo à via N1 Leste; 13. Rua DFL, casa 1; 14. Próximo à Torre de TV; 15. Torre de TV, subsolo; 16. Setor Comercial Sul; 17. SHCS CLS 102 bloco A, ao lado da Drogasil; 18. Entrequadra SQS 303/304 - Área Verde; 19. SCLS 412, ao lado da Drogasil; 20. SCLS 413, entre os blocos C e D; 21. CLS 415 Bl D, lateral da loja 20; 22. SHIGS 703/704, praça Galdino Jesus dos Santos; 23. SHIGS 706 entre os blocos I e J; 24. Centro POP 903 Sul; 25. Via W5 e W4 Sul, extensão da 902 a 905 e 702 a 705; 26. SGAS 908, em frente à escola do Parque da Cidade; 27. SGAS 914, próximo à Casa do Maranhão. *Com informações da DF Legal
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Rede pública de saúde já oferece acompanhamento hormonal para menopausa e baixa testosterona
“Era um calorão que vinha exatamente de madrugada, na hora em que eu começava a pegar no sono.” Aos 45 anos, Eliane Mendes Maciel começou a enfrentar ondas de calor, noites maldormidas e cansaço constante provocados pela menopausa. Eliane Maciel faz tratamento de reposição hormonal no ambulatório do Hospital de Base: “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada” | Foto: Divulgação/IgesDF Ela está entre as primeiras pacientes atendidas no novo ambulatório de reposição hormonal do Hospital de Base (HBDF), criado para acompanhar mulheres e homens com alterações hormonais relacionadas ao envelhecimento. O ambulatório tem capacidade para atender até 40 pessoas por mês. Desde a implantação do serviço, já houve 26 acompanhamentos, envolvendo 19 mulheres e sete homens. “É uma fase bem sofrida, mas agora, com esse acompanhamento, estou sendo amparada”, relata Eliane. Desde janeiro deste ano, a unidade hospitalar, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), oferece atendimento especializado para pessoas que enfrentam sintomas ligados à redução hormonal causada pela idade. Sintomas Ondas de calor, insônia, irritabilidade, perda de memória, diminuição da libido, cansaço excessivo e alterações de humor estão entre os sinais mais comuns. Embora muitas pessoas associem essas mudanças apenas ao envelhecimento, especialistas alertam que o acompanhamento médico pode ajudar a reduzir impactos físicos e emocionais provocados pelas alterações hormonais. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular” Marcelo Canto, endocrinologista “No caso das mulheres, a principal queixa costuma estar ligada à menopausa”, aponta a chefe do serviço de endocrinologia do HBDF, Alessandra Christine Pfeilsticker. “Já entre os homens, a queda da testosterona pode causar diminuição da libido, disfunção erétil, cansaço e falta de disposição.” O endocrinologista Marcelo Canto enfatiza que o aumento da expectativa de vida fez crescer também a procura por tratamentos voltados à saúde hormonal. “Hoje existe uma compreensão muito maior sobre a importância desse cuidado quando ele é indicado e acompanhado por especialistas”, afirma. “Além da melhora na qualidade de vida, o tratamento pode auxiliar na saúde óssea, muscular e cardiovascular”. Quem pode procurar o serviço [LEIA_TAMBEM]O atendimento é destinado a mulheres entre 40 e 60 anos que apresentem sintomas típicos da menopausa, como ondas de calor e alterações no ciclo menstrual, incluindo intervalos longos entre as menstruações ou ausência do fluxo. Para homens, o serviço é indicado principalmente a pacientes acima dos 45 anos com sintomas como diminuição da libido, cansaço persistente e disfunção erétil, além de exames laboratoriais que apontem baixos níveis de testosterona. Para agendar avaliação no ambulatório, é necessário comparecer ao Hospital de Base com encaminhamento médico, tanto da rede pública quanto da particular. No documento, devem constar os sintomas apresentados e, no caso dos homens, exames laboratoriais que comprovem alteração hormonal. *Com informações do IgesDF
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Caderneta digital promete facilitar acompanhamento da gravidez
Todos os dias, o pronto-socorro da ginecologia e obstetrícia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) recebe gestantes em busca de atendimento por diferentes situações. Além dos documentos pessoais, existe um item considerado essencial pelas equipes de saúde: a Caderneta da Gestante, responsável por reunir informações importantes sobre o pré-natal e o histórico da gravidez. No entanto, segundo profissionais da unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), é comum que algumas pacientes esqueçam a versão física em casa, o que pode dificultar o acesso rápido a informações importantes durante o atendimento. “Muitas mulheres chegam precisando de assistência e acabam não trazendo a caderneta. Isso dificulta o acesso às informações do pré-natal e ao histórico da gestação, que são fundamentais para a equipe”, explica a chefe de serviço do centro obstétrico do HRSM, Priscila Pinheiro. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. A ferramenta permite acessar pelo celular informações como consultas, exames, vacinas, histórico da gravidez e orientações médicas. Para facilitar esse acompanhamento, o Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, integrada ao aplicativo Meu SUS Digital | Foto: Divulgação/IgesDF No HRSM, a novidade é vista como um avanço importante para agilizar atendimentos e garantir mais segurança às pacientes, principalmente em situações de urgência. “Vamos conseguir acessar as informações independentemente do local onde essa mulher realizou o pré-natal, algo que hoje ainda apresenta falhas. E, com tudo no celular, a equipe poderá visualizar o histórico da gestação em qualquer atendimento”, destaca Priscila. Mais praticidade no dia a dia Grávida de seis meses, Tamires Alves conta que ainda não conhecia a nova funcionalidade e gostou da possibilidade de concentrar as informações da gestação no celular. “Eu já usava o Meu SUS Digital por causa das vacinas, mas não sabia que agora também seria possível acompanhar a gravidez pelo aplicativo. Achei muito útil, porque deixa tudo mais organizado e acessível no dia a dia”, afirma. À espera do bebê há nove meses, Jacilene dos Santos acredita que a novidade ainda precisa chegar ao conhecimento de mais mulheres. “Muita gente ainda nem sabe que isso existe. Acho que poderia ser mais divulgado nas consultas e nos postos de saúde”, comenta. Para Priscila Pinheiro, a versão digital representa um avanço importante no cuidado às gestantes, especialmente em atendimentos de urgência e casos de pré-natal de alto risco. “Em muitos casos, quando perguntadas sobre exames ou procedimentos realizados, elas não conseguem explicar exatamente o que foi feito. Com esse acesso facilitado, é possível dar continuidade adequada ao atendimento e aprimorar ainda mais o cuidado prestado”, finaliza. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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