PMDF lança Operação Adsumus para reforçar segurança em Samambaia
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Capacitação reforça importância do diagnóstico rápido da meningite
Dor de cabeça intensa, febre alta, rigidez na nuca e confusão mental podem ser sinais de meningite, quadro que exige atendimento imediato para evitar complicações graves. Diante da importância do reconhecimento precoce dos sintomas e do diagnóstico rápido da doença, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) realizou, nesta quinta-feira (21), o curso Manejo Clínico e Fluxos de Vigilância das Meningites, voltado para a atualização de profissionais de saúde e estudantes sobre assistência, prevenção e protocolos de atendimento. A capacitação foi ministrada pela infectologista da Gerência de Vigilância das Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Flávia Costa. Durante a palestra, foram abordados sinais de alerta, formas de atendimento e condutas adotadas diante de suspeitas da doença. “É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata. Você não espera o resultado positivo chegar para começar a agir”, explica. A médica destaca, ainda, que a atualização contínua das equipes se torna ainda mais importante diante da alta rotatividade nas unidades de saúde e entre estudantes. Flávia Costa: "É essencial que todos saibam os protocolos corretos de tratamento da meningite, já que é uma doença de notificação imediata" | Foto: Divulgação/IgesDF Casos seguem em monitoramento no DF Dados da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) apontam que 44 casos de meningite foram confirmados no DF até maio de 2026. Em todo o ano de 2025, foram registrados 106 diagnósticos. No Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), 13 pacientes com suspeita da infecção foram atendidos desde o início deste ano. Desses, oito tiveram confirmação da doença e receberam assistência adequada. 44 Número de casos de meningite confirmados no DF até maio de 2026 Em nível nacional, o Ministério da Saúde contabilizou cerca de 2 mil registros até abril deste ano, número semelhante ao observado no mesmo período de 2025, quando houve 1.980 confirmações. Especialistas apontam que fatores como a queda na cobertura vacinal, o retorno das atividades presenciais e a circulação contínua de vírus e bactérias ajudaram a impulsionar o aumento das notificações nos últimos anos. Prevenção e vacinação são as principais formas de proteção A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. A condição pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros agentes infecciosos. Entre os tipos mais graves estão a meningite meningocócica e a pneumocócica. A primeira pode evoluir rapidamente e provocar complicações severas, como convulsões, manchas pelo corpo e alterações neurológicas. Crianças menores de cinco anos e idosos acima de 60 anos estão entre os grupos mais vulneráveis. “Já a meningite pneumocócica tem origem bacteriana e pode causar rigidez no pescoço, confusão mental e delírios, exigindo tratamento com antibióticos o mais rápido possível”, completa Flávia Costa. A imunização continua sendo a principal forma de proteção. Os imunizantes disponíveis oferecem cobertura contra os principais agentes causadores da doença, como meningococo e pneumococo. Medidas simples também ajudam a reduzir a transmissão, como higienizar as mãos com frequência, manter a etiqueta respiratória e evitar o compartilhamento de objetos pessoais. Onde se vacinar e quando procurar atendimento [LEIA_TAMBEM]A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mantém mais de 100 salas de vacinação em funcionamento nas unidades básicas de saúde (UBSs) em todas as regiões administrativas, com atendimento de segunda a sexta-feira. Os endereços e horários de funcionamento podem ser consultados no portal da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Em caso de sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos, confusão mental ou sonolência excessiva, a orientação é procurar imediatamente uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou o hospital mais próximo da região para avaliação médica. *Com informações do IgesDF
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Aprovada nova sede para Hospital de Fauna Silvestre
A Câmara de Compensação Ambiental e Florestal (Ccaf), do Instituto Brasília Ambiental, se reuniu de forma extraordinária nesta quinta-feira (21), para deliberar sobre novas destinações de recursos oriundos de empreendimentos que geraram impactos significativos nos recursos naturais ou na supressão de vegetação no Distrito Federal. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, que também preside a Câmara de Compensação falou um pouco sobre a importância do comitê na execução das políticas ambientais. “É nela que são discutidos e aprovados as verbas que irão beneficiar as nossas unidades de conservação e o Cerrado, de forma geral. A Ccaf prioriza nossas ações e execuções e a aplicação é uma ação que dialoga diretamente com a sociedade”, comentou o gestor da autarquia. Durante o encontro, foram apresentadas três propostas visando a aprovação entre os membros integrantes: a elaboração de projeto arquitetônico e a execução da reforma da antiga Apub, no Parque Ecológico Burle Marx, para a instalação definitiva do Hospital de Fauna Silvestre (Hfaus); a alocação de recursos para ações participativas, entre as quais consultas públicas e oficinas participativas voltadas às unidades de conservação e a consolidação de uma rede de monitoramento de qualidade da água (RMQA) nas áreas protegidas do DF. No primeiro item deliberado, uma nova estrutura hospitalar para fauna silvestre, foi demonstrado que a instituição, desde o surgimento em fevereiro de 2024, vem se tornando uma referência devido ao número crescente de atendimentos em um prédio que atualmente é alugado e que tem limitação de espaço. A ideia é que passe a funcionar em prédio público próprio, mais adequado às demandas e com o incremento de novos serviços, com exemplo da reabilitação dos bichos. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, que também preside a Câmara de Compensação falou um pouco sobre a importância do comitê na execução das políticas ambientais | Foto: Divulgação/Instituto Brasília Ambiental O segundo item em pauta foi a reserva de recursos para a promoção de diálogos com a comunidade por meio da realização de reuniões abertas, conselhos gestores, oficinas participativas e consultas públicas visando o fortalecimento das ações voltadas às unidades de conservação distritais. E o último, a continuidade por dois anos do projeto de monitoramento feito por 37 pontos de medição da qualidade de água em áreas protegidas, com o intuito de garantir que não haja interrupção na série histórica, atendendo a metas legais e estratégicas, e fortalecendo também a gestão ambiental. Todos os itens foram aprovados por unanimidade pelos componentes da Ccaf, que conta com representantes de diversos setores do Instituto Brasília Ambiental, além da Secretaria de Meio Ambiente. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental
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Projeto Além do Olhar leva atendimento oftalmológico gratuito ao Centro Olímpico de Samambaia
Alunos do Centro Olímpico e Paralímpico (COP) de Samambaia tiveram uma tarde diferente nesta quinta-feira (21) graças ao projeto Além do Olhar, promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa levou atendimentos oftalmológicos à unidade, com o objetivo de identificar casos que necessitam de óculos de grau, que serão entregues de forma gratuita posteriormente, e acompanhamento especializado. A ação uniu esforços do Instituto Brasileiro de Conectividade Social (IBCS) e das secretarias de Saúde (SES-DF) e de Esporte e Lazer (SEL-DF). A governadora Celina Leão esteve presente no evento e comentou a importância de facilitar o acesso da população à saúde visual. Segundo ela, a iniciativa deve passar por diversos centros olímpicos do DF, com oferta de exames de vista e óculos de grau gratuitos. “Já temos a previsão de levar o projeto para três Vilas Olímpicas, para que a gente possa sustentar o esporte também na saúde”, salientou. Iniciativa levou atendimentos oftalmológicos a alunos do Centro Olímpico e Paralímpico de Samambaia | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Segundo o coordenador do projeto, Guilherme Coelho, as próximas unidades contempladas serão da Estrutural e do Gama, com entrega de 3 mil óculos no total. De acordo com ele, o atendimento funciona em etapas. Primeiro, os participantes passam pela triagem e, caso seja identificada necessidade, vão para avaliação oftalmológica completa. “Se for comprovado que ele precisa do óculos, entregamos em até 30 dias gratuitamente para o aluno”, afirmou o coordenador, acrescentando que o projeto surgiu após um levantamento apontar que grande parte dos estudantes apresentam dificuldades visuais. “Descobrimos que 80% dos alunos, não só dos centros olímpicos, como também da rede pública, estão precisando de óculos para melhorar o desempenho dentro da sala de aula. O projeto veio com o objetivo de oferecer saúde visual aos estudantes”, afirmou. "O projeto veio com o objetivo de oferecer saúde visual aos estudantes”, explica Guilherme Coelho, coordenador do projeto O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, afirmou que o Além do Olhar garante que os alunos tenham as condições necessárias para a prática esportiva. “Sabemos o quanto a questão visual pode ajudar ou até mesmo atrapalhar o desempenho em alguma modalidade esportiva. Nos centros olímpicos temos desde crianças até idosos, então é um serviço de utilidade pública que prestamos para a comunidade”, declarou. “Saúde da visão é tudo. Sem ela você não consegue ler, pegar um ônibus ou ter sua liberdade”, diz a dona de casa Andréia Silva Entre os beneficiados pela ação está a dona de casa Andréia Silva, 51 anos. Ela faz ginástica localizada no Centro Olímpico, enquanto os três filhos praticam voleibol e futebol. “Eu e minha filha fizemos os exames e depois vou trazer meus dois meninos também”, contou. “Saúde da visão é tudo. Sem ela você não consegue ler, pegar um ônibus ou ter sua liberdade”, concluiu.
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