Bacia de detenção e retenção: entenda a diferença e qual o tipo do reservatório do Drenar DF
Quando o assunto é controle de enchentes e alagamentos, existem dois tipos de reservatórios que atuam nesse sentido: as bacias de detenção e as de retenção. Apesar de parecerem similares, as estruturas possuem funcionalidades diferentes. As bacias de detenção são projetadas para armazenar grandes volumes de água pluvial de forma temporária. Após ficar retida, geralmente por um período de 24 horas, a água é liberada de forma controlada. Já a bacia de retenção funciona como uma espécie de lago permanente, que acumula água de forma contínua. Para o Drenar DF, o maior programa de escoamento e captação de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF), foi escolhido o sistema de detenção. “A bacia do Drenar vai armazenar temporariamente a água da chuva, controlando o volume recebido pela rede de drenagem. É um projeto estratégico que alia infraestrutura moderna a práticas sustentáveis”, afirma Izidio Santos, presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Para o Drenar DF, o maior programa de escoamento e captação de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF), foi escolhido o sistema de detenção | Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília O reservatório ocupa terreno de 37 mil m² e está localizado no Parque Urbano Internacional da Paz, no Setor de Embaixadas Norte. Com capacidade para até 96 mil m³ de água e volume útil de 70 mil m³, o tanque terá a função de reduzir a pressão da água que chega ao Lago Paranoá e o índice de sujeira incorporado a partir de decantação. Antes, o volume chegava em alta velocidade e repleto de resíduos, animais mortos e lixo em geral. “O sistema vai captar todo o lixo e sujeira, que ficarão retidos na bacia para recolhimento posterior. Assim, a água que chega ao lago estará mais limpa, ajudando a manter a balneabilidade da área”, explica Hamilton Lourenço, diretor-técnico da Terracap. “A água chegará à bacia por um dispositivo que já vai separar o material que não deve ir para o lago e acalmar o volume, diminuindo a velocidade e a força. Pelo projeto, a água fica até 24 horas na bacia. Então, se chover todo dia, todo dia terá água; e, quando parar de chover, 24 horas depois, não terá mais água na bacia.” Para abrandar o fluxo pluvial, o reservatório terá dissipadores na entrada e vertedores na saída. A água chegará por um túnel com diâmetro de 3,60 metros, enquanto a galeria que devolverá a água para a natureza tem 2,60 metros de diâmetro. A vazão de chegada na bacia será de 42,72 m³/s, e a de saída, 10,37 m³/s. Fim de alagamentos e enchentes Executado pela Terracap, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes. Com um investimento de R$ 180 milhões, o programa duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas. A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha) e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte. Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende das quadras 4 e 5 às quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Novacap e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.
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Manutenção da bacia do Drenar DF ficará sob responsabilidade da Novacap
Quando as obras do Drenar DF forem concluídas, a bacia de detenção do programa entrará em operação com a promessa de reduzir enchentes e alagamentos, além de ampliar o escoamento de águas pluviais na região da Asa Norte. Para garantir a funcionalidade e a segurança da estrutura, é preciso que o reservatório passe por um trabalho de limpeza periódico para remover os resíduos sólidos levados pela enxurrada e armazenados no fundo do tanque. A manutenção do reservatório ficará sob responsabilidade da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), que já realiza a limpeza de outras 86 bacias de drenagem em todo o Distrito Federal. A companhia possui contratos de manutenção de natureza continuada desses dispositivos. Em 2023, foram investidos cerca de R$ 26 milhões na manutenção e conservação dessas bacias. Ocupando um terreno de 37 mil m², a bacia de detenção do Drenar DF vai ajudar a manter a qualidade e a balneabilidade do Lago Paranoá, que hoje é considerada adequada em 95% de sua extensão | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Nós estamos elaborando um manual de manutenção da bacia do Drenar DF para que a Novacap possa executá-la da melhor maneira possível, que precisará de uma limpeza específica”, detalha o presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Izídio Santos. “O fundo da bacia precisa estar sempre nivelado para não perder a sua funcionalidade.” A bacia de detenção do Drenar DF terá a função de reduzir a pressão da água que chega ao espelho d’água e o índice de sujeira incorporado a partir do processo de decantação. O reservatório ocupa um terreno de 37 mil m² e está localizado no Parque Urbano Internacional da Paz, no Setor de Embaixadas Norte. Para se ter ideia, essa área equivale a quatro campos de futebol tradicionais. Além disso, o tanque tem capacidade para reter até 96 mil m³ de água, volume suficiente para abastecer 40 piscinas olímpicas. A bacia vai ajudar a manter a qualidade e a balneabilidade do Lago Paranoá, que hoje é considerada adequada em 95% de sua extensão. A estrutura do reservatório será responsável por reter resíduos sólidos, promovendo uma barreira importante contra a poluição. Além disso, o tanque também vai contribuir para a redução do assoreamento, mantendo o equilíbrio ambiental do lago. O programa, que possui um investimento de R$ 180 milhões, duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A bacia contará com gradis de proteção, conforme determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Também haverá placas informativas advertindo sobre o perigo de ultrapassar a barreira, uma vez que a bacia não será própria para banho. “É importante destacar que esses locais são áreas de segurança e não de lazer à população, logo, o cercamento e placas instalados devem ser respeitados e não podem ser removidos do local para garantir a devida proteção”, destaca a Novacap. Fim de alagamentos e enchentes Executado pela Terracap, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes. O programa, que possui um investimento de R$ 180 milhões, duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas. A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha) e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte. Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende das quadras 4 e 5 às quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Novacap e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.
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Sondagem de solo auxiliou no planejamento das obras do Drenar DF
A sondagem de solo é um procedimento técnico vital de qualquer obra. A depender dos resultados obtidos com o estudo, um projeto pode chegar a ser inviabilizado. Graças à sondagem, é possível conhecer as características do terreno, como o tipo de solo, a profundidade, o comportamento, o perfil, o nível do lençol subterrâneo, caso haja, e a resistência do solo. O Drenar DF, maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF), seguiu todas as normas vigentes para sondagem de solo. Concluído o estudo de sondagem, um relatório técnico especifica as descrições das camadas de solo que auxiliam no planejamento da obra | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “A análise pode ser comparada com uma radiografia médica. Várias equipes vão a campo para estudar o terreno a ser usado. É com base nesses estudos que nós conseguimos traçar um cronograma de etapas a serem cumpridas”, explica o diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço Filho. O projeto do Drenar DF possui 7,7 quilômetros de túneis que vão direcionar a água da chuva para a bacia de detenção, localizada próxima ao Lago Paranoá. O solo mole foi o mais comum encontrado na extensão do programa A partir dos estudos, foram identificados três tipos de solo com os quais os operários iriam se deparar na etapa de escavação dos túneis: → Solo mole → Solo pouco rígido → Solo muito rígido Com um investimento de R$ 180 milhões, o projeto do Drenar DF possui 7,7 quilômetros de túneis que vão direcionar a água da chuva para a bacia de detenção, localizada próxima ao Lago Paranoá. O solo mole foi o mais comum encontrado na extensão do programa. Como o estudo é realizado A sondagem do solo precisa ser realizada antes de se tomar qualquer decisão do projeto, como a escolha dos materiais e os custos da iniciativa. A técnica usa equipamentos especializados, como sondas de percussão, sondas de rotação ou sondas de cone, que são inseridas no solo para coletar amostras e medir as propriedades do terreno. As especificações de um projeto conseguem determinar a profundidade e a posição das sondagens a serem feitas. Mapas geológicos e dados sísmicos também podem ser usados. Concluído o estudo, um relatório técnico especifica as descrições das camadas de solo que auxiliam no planejamento da obra. Etapas Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende as quadras 4 e 5 até as quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16. Além do projeto de captação de águas pluviais, o Drenar prevê a criação do Parque Urbano Internacional da Paz, que abrigará a bacia de detenção do Drenar e uma praça. Com 5 mil m² de área livre, o espaço contará com esculturas e 249 árvores e arbustos, entre espécies para sombreamento, como magnólias-do-brejo, aroeiras-vermelhas e copaíbas, e frutíferas, a exemplo da aceroleira, pitangueira, amoreira, jabuticabeira e goiabeira. O projeto, desenvolvido pela Terracap em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) e seguindo exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ainda inclui uma ciclovia de 1,1 km de extensão contornando o parque.
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Drenar DF: Parque Internacional da Paz tem investimento de R$ 2 milhões
Futuro cartão-postal do Quadradinho, o chamado Parque Urbano Internacional da Paz tem um investimento de R$ 2 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF). Os recursos fazem parte de um contrato à parte do Drenar DF, maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do DF, que conta com R$ 180 milhões para ser executado. Localizado no Setor de Embaixadas Norte, em frente ao Iate Clube e próximo à via L4, o parque abrigará a bacia de detenção do Drenar e uma praça. “O local foi todo planejado para ter visitação e funcionar como um parque, e não apenas para ter uma lagoa”, diz o diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço, sobre o projeto do Parque Urbano Internacional da Paz | Arte: Divulgação/Terracap Os recursos estão sendo usados para a construção de 5 mil m² de calçadas. O chão será cimentado em relevo para que seja possível sentar e desfrutar do espaço ao ar livre. Além disso, o investimento contempla um trecho de 1 km de ciclovia, que irá percorrer o parque, interligando mais áreas na região central de Brasília. O projeto urbanístico para a criação do ponto turístico em Brasília foi desenvolvido pela Terracap e pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), seguindo normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). “O local foi todo planejado para ter visitação e funcionar como um parque, e não apenas para ter uma lagoa. A área terá 3 mil m² em pedra portuguesa e mais 2 mil m² em outro tipo de piso. Toda essa etapa já está concluída e agora estamos na fase de implantação do paisagismo da área, com a plantação de gramas e árvores. Será um novo local bucólico para as pessoas virem se divertir”, afirma o diretor técnico da Terracap, Hamilton Lourenço. O investimento também prevê uma área verde a ser ocupada por esculturas e 249 árvores e arbustos, entre espécies para sombreamento – como magnólias-do-brejo, aroeiras-vermelhas e copaíbas – e frutíferas, como aceroleira, pitangueira, amoreira, jabuticabeira e goiabeira. A combinação de fruta e sombra não deixa de ser uma homenagem a Brasília, cidade-parque que tem essa composição em diversos pontos.
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