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Com quase 50 mil alunos, educação infantil da rede pública alia pré-alfabetização a ensino de valores

Em vez dos tradicionais A, B, C, D e E, amor, bondade, confiança, doação e empatia. Os nomes dados às cinco turmas de cada turno já dão pistas do tipo de trabalho desenvolvido no Centro de Educação Infantil (CEI) 10 de Taguatinga. “Os valores no mundo estão muito perdidos. Você escuta cada história, vê cada história. Então, uma educação desde o início faz falta, porque a gente sabe que vai levar para a vida. E aqui a escola ensina os valores. A gente achou a coisa mais linda a sala ser por nome, tudo bonitinho”, conta a empresária Áurea Rodrigues, mãe de Miguel, 4 anos. A busca por um ensino cuidadoso, em uma idade em que as crianças estão formando seu caráter, não é exclusiva do CEI 10. Essa é a tônica de toda a educação infantil no Distrito Federal, expressada, principalmente, por meio de projetos como a Plenarinha, que propõe aos pequenos o exercício da cidadania, por meio da escuta sensível. O projeto Plenarinha propõe aos pequenos o exercício da cidadania, por meio da escuta sensível | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “A Plenarinha é um dos grandes destaques dessa perspectiva que o DF tem. Ela surgiu com o objetivo de fomentar a participação das crianças na construção do currículo publicado em 2014 e, desde então, tornou-se referência no DF, sendo reconhecida e tendo a participação da população”, explica a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “No ano passado, o tema foi ‘Identidade e diversidade na educação infantil: Sou assim, e você, como é?’. Então, a criança passa a refletir: ‘eu uso óculos, uso aparelho, sou cadeirante, sou preta, branca, indígena’… É a diversidade trabalhada desde a educação infantil para que a criança se veja inserida no ambiente de diversidade. Essa temática procura colocar em evidência o respeito às diferenças.” Neste ano, o projeto focou as pessoas idosas. No CEI 10, foi realizada uma gincana com o objetivo de arrecadar doações para uma casa de repouso. “A gincana não foi nem só a questão da competição, mas o que ela passava”, lembra o pai de Miguel, o também empresário Hugo Oliveira. “O avô dele é acamado, então ele já tem essa vivência de cuidado do idoso”. A disputa solidária ainda contribuiu para outro ponto fundamental da educação infantil no DF: trazer os familiares para dentro da unidade de ensino. “Se escola e família não caminharem juntas, não funciona”, crava o vice-diretor do colégio, Gleisson da Costa. Outros projetos Ainda no CEI 10, os alunos têm a oportunidade de participar de diversos outros projetos ao longo do ano. Todos levam o nome do mascote da escola, o coração Tum Tum. “Ele é o nosso coração, que está de braços abertos acolhendo todas as crianças, todas as famílias, as diversidades que nós temos”, pontua Gleisson. Entre as iniciativas, estão a Tum Tum Horteiro e a Tum Tum Cozinha. Nelas, as crianças ajudam no cultivo de uma horta e, depois de colhidos os alimentos, aprendem noções básicas de como prepará-los. No CEI 10, os alunos têm a oportunidade de participar de diversos projetos ao longo do ano “Nossos três pilares são a questão do acolhimento, da participação e do trabalho em equipe. A gente sempre trabalha a brincadeira com a aprendizagem, valorizando a autonomia, essa questão da criança realmente colocar a mão na massa e aprender brincando”, aponta o vice-diretor, que ainda reforça: “Nessa faixa, elas absorvem muito. Então, a educação infantil não visa exatamente a alfabetização. Ela visa os primeiros conceitos”. Mãe de Benjamin, 5, a empreendedora Valcicleide Costa relata que todas essas iniciativas fazem uma “grande diferença na parte pedagógica”. O pequeno ainda repete em casa o que aprende no colégio. “O lado criativo dele aflorou”, conta. “Na idade em que ele está, ele vem para a escola não só para aprender a parte do ABC, de alfabetização. O que surpreende muito aqui na escola é essa parte de valores, que está sendo só fortalecida, que está sendo bem-feita”. Rede Somadas as creches (crianças de até 3 anos) e as pré-escolas (4 e 5 anos), são 47.814 estudantes atendidos atualmente — apenas em colégios da rede pública, sem considerar as instituições parceiras —, número que cresceu 40% desde 2011, quando era de 34.146. A quantidade de escolas também teve um salto, passando de 265 em 2011 para as atuais 281. Em relação às instituições parceiras, eram 88 em 2011. Hoje, são 137. Visita dos alunos do CEI 10 de Taguatinga ao Lar dos Velhinhos Maria Madalena “No início do governo Ibaneis Rocha, tínhamos uma fila de 24 mil [crianças à espera de uma vaga]. Caímos para cerca de 6 mil. Vamos entregar 17 creches até o fim do ano, uma política que faz parte e é prioritária no GDF e na nossa gestão. A gente tem avançado muito na oferta”, destaca Hélvia Paranaguá. A secretária ainda ressalta que o DF tem uma particularidade em relação às outras unidades da Federação: “Nos estados, a educação infantil fica a cargo dos municípios. Por isso que o DF é diferente, tem toda uma rede sob a nossa responsabilidade, desde os 4 meses até a EJA [Educação de Jovens e Adultos], onde nós temos uma aluna de 86 anos. A gente vai em todas as etapas. Nós temos a vantagem de poder programar a rede como um todo. Tenho que investir em creche, mas preciso investir também no sequencial. Tem que pensar no sequencial, vai para a creche e depois não volta para casa. Tem que ter todo um planejamento, de todas as etapas, a vida escolar da criança”. A biomédica Helica Santos conhece bem as diferentes etapas dessa rede. Ela tem dois filhos: Lavínia, 7, que passou pela educação infantil e segue na rede pública, e Pedro Miguel, 5, aluno do CEI 1 de Ceilândia. A mais velha foi diagnosticada com transtorno do espectro autista (TEA), o que não a impediu de ser completamente integrada à escola. “Ter descoberto o diagnóstico com três anos assusta um pouco, porque a gente não sabe como vai ser o futuro. Por isso, quando ela teve o primeiro contato [com a escola], para a gente, foi assustador, mas, para ela, foi a descoberta do mundo. Hoje ela é alfabetizada, e, para nós, foi muito importante o desenvolvimento dela. Ela desenvolveu coisas que a gente nem achava que ela desenvolveria, como a questão da socialização”, celebra a mãe. Questionada sobre qual a importância desse cuidado na educação infantil, Helica diz não saber especificar. “É tudo. Foi espetacular [com a Lavínia], tem sido com o Pedro. O ambiente é acolhedor, os professores capacitados, que trabalham toda a parte de valores e isso é muito importante, não fica se apegando só à alfabetização e a gente percebeu a diferença”.

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DF terá esquema especial de segurança para o jogo da Seleção Brasileira nesta terça (15)

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) elaborou um Protocolo de Operações Integradas (POI) para coordenar as ações de segurança durante o jogo entre Brasil e Peru, válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. A partida ocorre nesta terça-feira (15), às 21h45, na Arena BRB Mané Garrincha, com previsão de abertura dos portões às 19h e público estimado em 70 mil pessoas, de acordo com os organizadores. A Polícia Militar (PMDF) reforçará o policiamento nas áreas interna e externa do estádio | Foto: Divulgação/SSP-DF O monitoramento do evento contará com cerca de 600 câmeras exclusivas do Centro de Comando e Controle (CCC) da Arena BRB, somadas às câmeras do Programa de Videomonitoramento Urbano (PVU), do Centro Integrado de Operações (CIOB). Na área externa do estádio, será montada uma “cidade policial”, reunindo representantes das forças de segurança e de órgãos públicos, que acompanharão a operação. Eventuais ocorrências serão direcionadas à 5ª Delegacia da Polícia Civil (PCDF). Não será permitida a entrada e permanência de sinalizadores, fogos de artifício, artefatos explosivos, capacetes, garrafas e copos de vidro ou similares, guarda-chuvas, carrinhos de bebê, frascos de perfume, cigarros, vapers, materiais perfurocortantes, drones não autorizados, entre outros “É uma grande satisfação ver nossa cidade sediando mais um evento de destaque. As forças de segurança atuaram de forma integrada com diversos órgãos para garantir um espetáculo seguro e bem-organizado. Estamos confiantes de que será um sucesso, com a população participando de forma tranquila: sem maiores intercorrências para quem for prestigiar a partida e com o mínimo de impacto no trânsito”, destacou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. A Polícia Militar (PMDF) reforçará o policiamento nas áreas interna e externa do estádio, acompanhando também todos os deslocamentos das delegações. A área central de Brasília receberá reforço policial, em especial nos setores Hoteleiro Norte (SHN) e de Divulgação Cultural (SDC), na Zona Cívico-Administrativa, entre outros pontos e vias afetadas. As ações de trânsito ficarão a cargo do Departamento de Trânsito (Detran-DF). O Corpo de Bombeiros (CBMDF) fiscalizará as ações de prevenção contra incêndio e pânico, mantendo viatura de prontidão ao lado do efetivo do BPChoque da PMDF. Empresas privadas realizarão os serviços de segurança privada, de brigadistas e de atendimento pré-hospitalar. Serão realizadas revistas nos torcedores. Não será permitida a entrada e permanência de sinalizadores, fogos de artifício, artefatos explosivos, capacetes, garrafas e copos de vidro ou similares, guarda-chuvas, carrinhos de bebê, frascos de perfume, cigarros, vapers, materiais perfurocortantes, drones não autorizados, entre outros. Também ficam vedados cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas. Intervenções no trânsito Imagem: Divulgação/Detran-DF O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizará diversas intervenções no trânsito nas proximidades da Arena BRB Mané Garrincha a partir das 23h59 desta segunda-feira (14). As alterações visam otimizar o fluxo de veículos e garantir a segurança dos torcedores durante a partida entre Brasil e Peru, que acontecerá nesta terça-feira (15), às 21h45, na Capital Federal. Os condutores que transitam na área devem redobrar a atenção, pois haverá sinalização especial para facilitar o acesso e o fluxo de veículos. Serão estabelecidos diversos pontos de travessia de pedestres, além de ações para coibir o estacionamento irregular, garantindo a fluidez nas vias ao redor do estádio. Imagem: Divulgação/Detran-DF Na Via N1, altura do Planetário, será implantado um ponto de travessia de pedestres. A via que contorna a Arena BRB Mané Garricha receberá atenção especial, com equipes dedicadas à sinalização e à fiscalização do estacionamento em locais proibidos, especialmente nas proximidades do Colégio Militar de Brasília e do estacionamento rotativo. Dispersão do trânsito Durante a dispersão, que ocorrerá entre 22h45 e 1h, na Via N1, nas proximidades do estacionamento leste do ENB, três faixas de rolamento serão liberadas para facilitar o acesso à Via N2 e a saída dos veículos. Para garantir a fluidez do trânsito, a rotatória da 5ª Delegacia de Polícia e a rotatória de acesso ao Autódromo estarão fechadas. Além disso, o fluxo na Via Contorno do ENB será direcionado em sentido único na Curva do Chinelo e no Cine Drive-in. Imagem: Divulgação/Detran-DF Semáforos em pontos estratégicos, como na interseção da SRPN com a Via N1 e na saída do estacionamento do Buriti, funcionarão em modo intermitente para facilitar o trânsito durante o evento. Guinchos estarão posicionados ao longo da Via Contorno do ENB, prontos para serem acionados, e uma equipe será designada para a área do Setor Recreativo Parque Norte (SRPN), nas proximidades da Procuradoria-Geral do DF (PGDF), com o mesmo objetivo. O Detran-DF recomenda que os motoristas evitem estacionar em áreas não permitidas e fiquem atentos às orientações da equipe de trânsito para evitar transtornos. Essas medidas visam garantir a segurança e fluidez durante o evento, além de facilitar o deslocamento dos torcedores que comparecerão à Arena BRB Mané Garrincha para assistir ao jogo. Órgãos envolvidos O planejamento foi realizado em conjunto com as polícia Militar (PMDF) e Civil (PCDF), o Corpo de Bombeiros (CBMDF) e uma série de órgãos e instituições, como as secretarias de Mobilidade (Semob), de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal), de Saúde (SES) e das Cidades (Secid), além do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Detran-DF, DER-DF, Metrô-DF, Samu, Ministério Público (MPDFT), Companhia Energética (CEB), Neoenergia, Brasília Ambiental, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), administrações regionais, empresas de segurança privada e a organizadora do evento, a Arena BRB. *Com informações da SSP-DF e do Detran-DF  

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