Prestação de contas destaca mais de 6,9 mil capacitações e avanço da assistência no IgesDF
A qualificação contínua das equipes e a ampliação da produção cirúrgica marcaram a segunda parte da prestação de contas do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em audiência pública realizada nesta sexta-feira (10), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), o Instituto apresentou resultados que incluem mais de 6,9 mil participações em capacitações e aumento de 9,6% no número de cirurgias realizadas. Nesta etapa, foram apresentados os resultados nas áreas de gestão financeira, gestão de pessoas, ensino, pesquisa e assistência. Compuseram a mesa a presidente da Comissão de Saúde da CLDF, deputada distrital Dayse Amarílio, o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, e o presidente do Conselho de Saúde, Domingos de Brito. A apresentação começou com o gerente financeiro Fabiano Batista, que detalhou os resultados da área e as estratégias adotadas para fortalecer o controle dos recursos e dar mais previsibilidade à execução orçamentária. Em seguida, a gerente-geral de pessoas substituta, Alana Mioranza, apresentou um panorama da força de trabalho no Instituto. O foco esteve na gestão do quadro de pessoal e nos indicadores de acompanhamento. Entre os dados, está a manutenção do percentual de cargos de livre nomeação abaixo do limite estabelecido. Na sequência, a Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep) detalhou as ações de qualificação profissional e produção científica. O gerente de ensino, Paulo Estevão, destacou o fortalecimento das atividades educacionais e o papel da instituição na formação de profissionais da saúde. Os dados evidenciam a ampliação da formação na rede de saúde administrada pelo IgesDF. Foram mais de 6,9 mil participações em capacitações, distribuídas em 113 temas, além de programas de aperfeiçoamento e desenvolvimento de estudos em diversas áreas da saúde. Nesta etapa, foram apresentados os resultados nas áreas de gestão financeira, gestão de pessoas, ensino, pesquisa e assistência | Foto: Divulgação/IgesDF Também foram apresentados avanços na formação acadêmica, com 7.510 estudantes vinculados a instituições conveniadas. O número reforça o papel do IgesDF como campo de ensino e pesquisa no Distrito Federal. Encerrando as exposições, o diretor de Atenção à Saúde, Edson Gonçalves, apresentou os resultados assistenciais dos hospitais e das unidades de pronto atendimento (UPAs). Entre os destaques está a otimização dos centros cirúrgicos, com aumento global de 9,6% no número de procedimentos realizados entre 2024 e 2025. O diretor também destacou o papel da telemedicina na organização do fluxo assistencial, especialmente na pediatria. A estratégia tem contribuído para dar mais agilidade ao atendimento e reduzir a sobrecarga nas unidades. “O controle da sazonalidade, especialmente neste período do ano, tem sido mais estruturado em comparação ao ano anterior. A telemedicina, especialmente na pediatria, tem ajudado a organizar o fluxo e dar mais vazão aos atendimentos de menor complexidade, contribuindo para o funcionamento da rede”, explica. Durante a audiência, a deputada Dayse Amarílio destacou o compromisso dos gestores com a continuidade dos serviços. Ela também reforçou a importância de avanços estruturais para os trabalhadores da saúde, como a implementação do plano de cargos e salários e a recomposição salarial. Ao final, o presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, ressaltou a importância do diálogo institucional e da presença ativa na rede. “Estamos atentos às demandas dos servidores e sempre disponíveis para prestar esclarecimentos. Nosso compromisso é estar presente, ouvir quem está na ponta e transformar essas demandas em melhorias concretas para a rede”, afirma. Cleber Monteiro também reforçou o impacto da telemedicina na rede pública do Distrito Federal. “Todas as UPAs já contam com teleconsulta, e quatro unidades também oferecem teleatendimento pediátrico. É uma experiência muito positiva, que amplia o acesso, organiza o fluxo e deve impactar diretamente na redução do tempo de espera”, destaca. Ao encerrar, o presidente destacou a importância da presença ativa nas unidades. “Eu nunca acreditei em trabalhar dentro de gabinete. Estou diariamente nas unidades, visitando hospitais e UPAs, ouvindo os profissionais. São eles que vivenciam a realidade e ajudam a construir soluções mais efetivas”, conclui. *Com informações do IgesDF
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Pacientes com Parkinson recebem atendimento especializado no Hospital de Base
Edson Roberto Campos percebeu os primeiros tremores nas mãos aos 58 anos, quando passou a ter dificuldade para segurar o celular. Diante dos sinais, procurou um neurologista que, após identificar sintomas como alterações no caminhar, tremores em repouso (geralmente de um lado do corpo), rigidez e lentidão de movimentos, suspeitou da doença de Parkinson já na primeira consulta. O paciente está entre as pessoas acompanhadas no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Atualmente, o serviço presta assistência a uma média de 30 pacientes por semana. O Parkinson é uma doença neurodegenerativa que não tem cura e compromete a coordenação motora e os movimentos do corpo, sendo causada pela degeneração de neurônios. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 8,5 milhões de pessoas no mundo têm a doença, que costuma começar a se manifestar aos 60 anos. O chefe da Neurologia do HBDF, André Ferreira, destaca que existem sintomas que podem ser percebidos até antes das disfunções motoras. “As manifestações iniciais do Parkinson costumam incluir constipação crônica, depressão, perda do olfato e transtorno comportamental do sono REM, condição em que o paciente externaliza fisicamente os sonhos, podendo se debater durante o sono e até machucar quem está ao lado. Na maioria dos casos, esses sinais surgem antes dos sintomas motores e podem indicar o início da doença”, explica. A condição de Edson Ramos ficou mais controlada após o acompanhamentro no HBDF | Foto: Divulgação/IgesDF Segundo o médico, apesar desses sinais prévios, o diagnóstico geralmente acontece apenas após o surgimento das alterações motoras, por serem mais perceptíveis no dia a dia. “A família costuma notar quando o idoso passa a ter dificuldade para abotoar uma camisa, começa a andar mais devagar ou adota uma postura mais curvada. Muitas vezes, são os familiares que incentivam a procura por atendimento especializado”, avalia. Neste sábado (11), é comemorado o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson. A data busca trazer atenção para a condição e reforçar a importância do diagnóstico precoce, que depende da identificação de sintomas. Vivendo com a doença O tratamento da doença de Parkinson consiste no alívio e controle dos sintomas, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Edson conta que, desde que começou o acompanhamento com os médicos especialistas do HBDF, sua condição ficou mais controlada. "É uma doença que vai aprisionando o seu corpo, você sente dificuldade de se movimentar, e tudo que vai fazer é lento. Afeta também a autoestima, já que as pessoas te olham quando você começa a tremer. Você se sente preso dentro do seu próprio corpo", relata. O neurologista destaca que, além da medicação, atividades físicas, fonoaudiologia e fisioterapias de readequação de equilíbrio, postura e marcha também fazem parte do tratamento. "A limitação física do Parkinson causa um dilema muito grande aos pacientes, já que muitos, no início da doença, estão com a função cognitiva intacta, e ela impacta diretamente as atividades diárias. Quanto mais precoce se começam a tratar os sintomas, melhor a qualidade de vida do paciente", completa. Em caso de suspeita da doença, a recomendação é buscar avaliação profissional em uma unidade básica de saúde (UBS). Após essa avaliação inicial, se houver indicação, o paciente é inserido no sistema de regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF) e encaminhado para atendimento especializado. *Com informações do IgesDF
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IgesDF lança edital para ampliar serviço de laudos
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu seleção para contratar empresa especializada em teleradiologia. A contratação inclui a análise de exames de tomografia computadorizada e radiografia (raio X), contribuindo para diagnósticos mais rápidos e maior segurança no atendimento aos pacientes. O serviço é voltado exclusivamente à emissão de laudos médicos, sem incluir a realização dos exames, fornecimento de equipamentos ou atuação presencial de profissionais. A prestação atenderá todas as unidades administradas pelo IgesDF e também considera a ampliação da rede, com novas unidades de pronto atendimento (UPAs) previstas para inauguração ainda em 2026. [LEIA_TAMBEM]As propostas podem ser enviadas entre os dias 13 e 17 de abril, até as 23h55, pela plataforma Apoio Cotações. Os critérios de participação e demais detalhes estão disponíveis no edital publicado no site do instituto. Serviço · Objeto: emissão de laudos de exames de imagem (teleradiologia) · Processo SEI: 04016-00009754/2026-54 · Plataforma: Apoio Cotações · Cotação: 1500948 · Período para envio de propostas: 13 a 17 de abril (até 23h55) · Edital: nº 014/2026 *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
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Capacitação reforça atendimento a crises convulsivas na UPA de Brazlândia
Para melhorar o atendimento a pacientes com crises convulsivas, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) realizou, na quinta (9) e nesta sexta (10), uma capacitação na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia. A iniciativa orienta as equipes sobre como identificar e agir nesses casos com mais segurança e agilidade. Elaborado para fortalecer a atuação dos profissionais, o protocolo aborda desde os diferentes tipos de crises até o fluxo de atendimento inicial. A proposta prioriza o diagnóstico precoce, a distinção entre crises epilépticas e não epilépticas e a condução adequada de cada caso, contribuindo para a prevenção de complicações e para a segurança do paciente. As crises convulsivas podem gerar apreensão em pacientes, acompanhantes e até mesmo entre os profissionais de saúde, especialmente em situações de emergência. Para a gerente da UPA de Brazlândia, Célia Maria, discutir e treinar os procedimentos adequados é fundamental para reduzir riscos e garantir uma resposta eficiente. “Assim, evitamos complicações secundárias, como traumas e obstrução das vias aéreas, e asseguramos uma resposta rápida diante dessas ocorrências. O diagnóstico precoce e o manejo correto também contribuem para a redução de complicações e para a melhor utilização dos recursos da unidade”, pontua. Padronização nas condutas A formação faz parte de um conjunto de iniciativas do IgesDF voltadas ao aprimoramento da assistência em todas as unidades da rede Segundo o coordenador-médico da unidade, Eduardo Sousa, a capacitação também proporcionou troca de experiências e discussão de casos clínicos, fortalecendo o aprendizado prático e a integração entre as equipes. “A capacitação contínua é fundamental para garantir um atendimento seguro, ágil e baseado em evidências. No contexto das crises convulsivas, em que o tempo e a conduta adequada impactam diretamente no prognóstico do paciente, é essencial que todos os profissionais estejam alinhados quanto à identificação precoce, à classificação correta e ao manejo inicial”, afirma. A formação faz parte de um conjunto de iniciativas do IgesDF voltadas ao aprimoramento da assistência em todas as unidades da rede. Os treinamentos contínuos e a implementação de protocolos baseados em evidências reforçam o compromisso da instituição com uma saúde pública mais eficiente, humanizada e segura. A coordenadora de enfermagem da unidade, Rayane Pergentino, também ressaltou a importância da padronização das condutas no atendimento às crises convulsivas. “Protocolos bem definidos reduzem a variabilidade no atendimento e promovem maior segurança assistencial”, reforça. *Com informações do IgesDF
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