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Governadora Celina Leão cria Secretaria de Governança Digital e Integração

O Governo do Distrito Federal deu um passo na modernização dos serviços públicos com a criação da Secretaria de Governança Digital e Integração, que será responsável pela área de tecnologia e inovação do governo. A criação da pasta foi assinada pela governadora Celina Leão, por meio do Decreto nº 48.467 publicado nesta sexta-feira (10), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Clemilton Oliveira Rodrigues Junior vai comandar a nova Secretaria de Governança Digital e Integração | Foto: Arquivo pessoal “Estou desmembrando a Setic [Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação] para criar a Secretaria de Governança Digital e Integração. A ideia é, por meio dela, disponibilizar ferramentas de gestão para todo o GDF e, então, não ter sistemas sobrepostos. A partir de agora, estamos todos integrados em um governo que vai ser 100% digital”, explicou a chefe do Executivo. [LEIA_TAMBEM]Para comandar a nova pasta, foi nomeado Clemilton Oliveira Rodrigues Junior. Segundo o governo, a expectativa é tornar os serviços públicos mais rápidos, integrados e fáceis de acessar. “Nos próximos meses, teremos muito trabalho. Queremos implementar um sistema em que o cidadão terá acesso a todas as suas informações em um só lugar. A pessoa vai abrir, colocar o CPF e a biometria e terá acesso às consultas marcadas, às bolsas que recebe, à frequência das crianças na escola e aos prontuários disponíveis, por exemplo”, esclareceu Celina Leão. Com a mudança, a antiga Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação e Comunicação, que fazia parte da Secretaria de Economia, foi extinta.

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Distrito Federal lidera o país em leitos de terapia intensiva e médicos intensivistas

O Distrito Federal lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas. Levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) mostra que o DF tem 76,68 leitos de terapia intensiva para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da média brasileira. No mesmo estudo, a unidade da Federação aparece com 14,06 médicos intensivistas por 100 mil habitantes, o maior índice do país. O desempenho está ligado à expansão dos leitos próprios e ao apoio de vagas credenciadas na rede privada, que reforçam a retaguarda da assistência aos casos graves. O DF lidera o país na oferta proporcional de leitos de terapia intensiva e na densidade de médicos intensivistas | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília De acordo com a subsecretária de Atenção à Saúde, Raquel Mesquita, o resultado acompanha a ampliação da capacidade assistencial da rede nos últimos cinco anos. Segundo ela, o DF ampliou em 83% os leitos de UTI adulto e em 52% os de UTI pediátrica. “Não são só os leitos: também lideramos em médicos intensivistas”, afirma. Na pediatria, esse reforço ganha peso no período de maior circulação de vírus respiratórios. Segundo a Secretaria de Saúde, o DF adota medidas específicas entre março e julho para enfrentar o aumento das infecções respiratórias em crianças, com planejamento antecipado, monitoramento e reforço da capacidade de resposta da rede. Raquel Mesquita afirma que a estrutura pediátrica foi ampliada para absorver essa pressão. “Esse quantitativo a mais vem para garantir a assistência justamente no período de maior pressão sobre os leitos pediátricos”, diz. A subsecretária também destaca a importância da vacinação contra a influenza e da imunização materna para reduzir quadros graves entre crianças pequenas. Impacto na rotina dos hospitais Na rotina dos hospitais, a percepção de quem atua nas unidades ajuda a mostrar como essa rede funciona no dia a dia. Médico intensivista no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), Diogo Tobias diz que a diferença do DF em relação a outros estados aparece no funcionamento do hospital e da regulação. “Sou do Rio de Janeiro, e este é o terceiro estado em que trabalho no serviço público, depois do Rio e do Pará. A primeira impressão foi que eu não estava diante de um hospital público nos moldes a que eu estava acostumado”, relata. No HRSM, a estrutura ganhou reforço em dezembro de 2025. O hospital adquiriu um novo tomógrafo, com capacidade para realizar entre 180 e 200 exames por dia, medida que, segundo o IgesDF, deve reduzir filas, agilizar diagnósticos e favorecer decisões clínicas mais rápidas. Diogo Tobias afirma que esse suporte faz diferença na rotina da terapia intensiva. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir”, diz. Sobre a estrutura do HRSM, acrescenta: “Hoje temos um segundo aparelho de tomografia, novo, e isso se traduz na UTI. A fila para a tomografia é muito pequena”. Outro exemplo vem do Hospital de Base, onde o aposentado Irineu José Dewes ficou internado após sofrer um infarto. Segundo a filha dele, a fisioterapeuta Raquel Schmidt Dewes, a rapidez do atendimento foi decisiva. “Meu pai estava em um estado muito crítico, e, se não fosse esse atendimento, toda a equipe hospitalar, ele teria corrido risco de vida”, relata. Raquel conta que o pai foi recebido pela equipe da hemodinâmica, passou rapidamente por cateterismo com colocação de stent e, em seguida, foi encaminhado à UTI. Para ela, o que mais chamou a atenção foi a atuação integrada dos profissionais. “É uma equipe muito bem-estruturada, com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, médicos, técnicos de enfermagem e nutrição. O que mais me impressionou foi o acolhimento e a multidisciplinaridade de profissionais durante todo o dia, acompanhando o paciente”, afirma Ela também destaca a segurança passada à família durante a internação. “Apesar da grande demanda, eles conseguem acolher o paciente de forma eficaz, segura e, mais importante, empática. A família fica do lado de fora sofrendo, querendo informações, mas sabe que está tranquila porque o paciente está bem-assistido, com bons profissionais”, diz. Sobre a UTI, completa: “Ela é bem-equipada, com monitores que acompanham o paciente e com cama elétrica, o que ajuda na segurança”. “A rede de regulação realmente funciona. Não tem como passar à frente sem seguir a fila. É uma questão de organização e idoneidade. O paciente que entra pela porta e precisa de UTI vai conseguir” Diogo Tobias, médico intensivista do HRSM Após oito dias internado, Irineu recebeu alta. “Fui bem-atendido. Ótimos profissionais”, resume. Para outras famílias, o efeito dessa rede também aparece no cuidado de longo prazo. Dona de casa, Jamile Eduarda de Sousa Rosa, 25 anos, acompanhou o filho Miguel, hoje com oito meses, durante quase quatro meses de internação no HRSM. Nascido prematuro, com 23 semanas, ele ficou três meses e 11 dias na UTI, além de mais 20 dias em unidade intermediária neonatal. “Se não fosse por eles, meu filho nem estaria vivo”, diz Jamile. “A estrutura é muito preparada, os equipamentos são muito bons e a equipe é muito bem-treinada.” Jamile afirma que o cuidado não se limitou ao bebê. “Foi tudo ótimo, tanto para o neném quanto para mim. Tive muita ajuda, e cuidaram muito bem do meu filho. Até hoje cuidam”, conta. Segundo ela, a estrutura oferecida ao acompanhante também fez diferença durante a internação. “Tive cama, alimentação e apoio. Como era meu primeiro filho e ele nasceu prematuro, era tudo muito novo. Ver hoje tudo o que ele passou e o que superou é só gratidão”.

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Agricultura familiar ganha espaço na rede pública de ensino e movimenta, no DF, quase R$ 184 milhões

O Governo do Distrito Federal (GDF) movimentou R$ 183,9 milhões na compra de alimentos da agricultura familiar entre 2019 e 2025. Ao todo, quase 10 mil produtores participaram das aquisições, que abastecem principalmente a rede pública de ensino e ações de segurança alimentar. A política é executada por diversos programas, com destaque para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), responsável pela maior parte dos recursos. Somente pelo Pnae, foram R$ 125 milhões investidos no período, com crescimento contínuo a partir de 2022. O volume é reforçado por aportes locais, que chegam a superar em até sete vezes os repasses federais em alguns anos. O aumento da demanda tem ampliado a participação de produtores e incentivado a diversificação da produção. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões. Em 2024, a lógica se repetiu: R$ 62,7 milhões vieram do governo federal, frente a R$ 112,4 milhões de recursos distritais. Na prática, isso evidencia a prioridade orçamentária dada à alimentação escolar e amplia significativamente a capacidade de compra de alimentos da agricultura familiar. Outras iniciativas também contribuem para o fortalecimento do setor. O Programa de Aquisição da Produção da Agricultura do Distrito Federal (Papa-DF) movimentou R$ 44 milhões e adquiriu mais de 9,6 milhões de quilos de alimentos, com a participação de mais de 3,3 mil agricultores. Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA/TA) somou R$ 14,8 milhões e envolveu 2,2 mil produtores, com destaque para os produtos orgânicos, que representaram cerca de 39,4% do valor total. Além de hortifrútis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília No caso do Papa-DF e do Pnae, a comercialização ocorre principalmente por meio de associações e cooperativas, o que fortalece a organização coletiva e amplia a capacidade de atendimento às demandas públicas. Já no PAA/TA, as compras são feitas diretamente com os produtores, permitindo maior inclusão de agricultores que ainda não estão vinculados a organizações formais. As aquisições são articuladas pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), com participação direta de órgãos como a Secretaria de Educação, responsável pela alimentação escolar, e a Secretaria de Desenvolvimento Social, que direciona os alimentos para programas de segurança alimentar e assistência social. Outros equipamentos públicos também podem ser atendidos, como o Zoológico de Brasília. O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, afirmou que os programas de compras governamentais são estratégicos para dar estabilidade à agricultura familiar no DF. Segundo ele, a política reduz os impactos das oscilações de mercado, garante previsibilidade de renda e permite planejamento da produção, além de viabilizar investimentos e ampliar a competitividade dos produtores quando parte da produção é destinada aos mercados tradicionais, seja atacadista ou varejista. “Os programas de compra governamental são fundamentais e têm impulsionado a agropecuária no Distrito Federal, em especial a familiar. Por um lado, há o ganho do produtor familiar, por outro, há um alimento de qualidade produzido no DF e fornecido às comunidades locais”, declarou o chefe da pasta. Embora seja uma política federal, o Pnae no Distrito Federal tem forte complementação de recursos locais. Em 2025, por exemplo, o repasse da União foi de R$ 32,4 milhões, enquanto o GDF investiu R$ 189,1 milhões | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Além de hortifrutis, as compras públicas passaram a incluir itens com maior valor agregado, como lácteos, mel e pescado. A inclusão desses produtos amplia as cadeias produtivas atendidas e gera novas oportunidades de renda no campo. A previsão é de ampliação desse mercado, com aquisição mensal de filé de tilápia a partir de 2026. A mudança na prática Na Comunidade da Lagoinha, localizada no Núcleo Rural Rio Preto, em Planaltina, o produtor Ivan Engler, 49, acompanhou de perto essa transformação. Há mais de quatro décadas na atividade rural, ele fornece alimentos para a merenda escolar desde 2012 e hoje entrega cerca de 10 toneladas de hortifrútis, como cenoura, beterraba, mandioca, banana e tangerina. Bases alimentares como flocão, feijão e milho também saem da pequena propriedade para as salas de aula. Segundo o produtor, o acesso aos programas públicos trouxe estabilidade financeira e reduziu a dependência de intermediários. Ele também destaca o apoio técnico e estrutural recebido, que permitiu ampliar a produção e diversificar as atividades na propriedade, incluindo a criação de peixes. “O Pnae mudou nossa realidade. O mais importante é a segurança, saber que tenho uma venda garantida toda semana, com preço justo, e que faz com que cerca de 50% da minha renda já esteja assegurada. Antes, a gente dependia de intermediários comerciais e não tinha controle sobre o valor da produção. Hoje, conseguimos planejar, investir e crescer”, afirma. Além disso, o produtor ressalta a qualidade dos produtos colhidos e entregues frescos nas escolas. “A gente capricha porque sabe que são os nossos filhos que estão consumindo. Esse programa também ajudou a organizar os produtores, fortalecer cooperativas e mostrar que a agricultura familiar tem capacidade de atender grandes demandas com qualidade e profissionalismo”, observa. As mudanças no perfil das compras públicas também impactaram a organização do setor. O aumento da demanda incentivou a criação e fortalecimento de cooperativas, ampliando a capacidade dos produtores de atender contratos e acessar novos mercados. Com alimentos colhidos e distribuídos em curto intervalo de tempo, a produção local garante maior frescor e qualidade aos produtos entregues nas escolas, devido à proximidade entre campo e consumo. Esse modelo também reduz perdas logísticas, estimula a produção regional e mantém a renda circulando dentro do próprio Distrito Federal, fortalecendo a economia rural.

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GDF na Sua Porta, no Paranoá, começa segunda-feira (13) e vai até o dia 17

O Governo do Distrito Federal (GDF) avança na organização de mais uma edição do programa GDF na Sua Porta. A segunda rodada da iniciativa ocorre entre os dias 13 e 17 deste mês, no Paranoá, ao lado da administração regional. “Quando o programa GDF na Sua Porta passa, a cidade é transformada. A gente reúne todas as secretarias, levanta as demandas e executa tudo de forma unificada, poupando tempo e dando respostas mais rápidas para a população”, afirma a governadora Celina Leão. Governadora Celina Leão reúne gestores do Governo do Distrito Federal para tratar da organização do GDF na Sua Porta, edição Paranoá | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília No mês passado, o GDF lançou a primeira edição do programa no Itapoã. A ação levou um gabinete móvel e diversos serviços públicos à região. Durante cerca de 15 dias, o governo realizou atendimentos, ouviu a população e levantou as principais demandas locais. Como resultado, foram assinados 18 documentos, sendo 15 ordens de serviço para obras de zeladoria e infraestrutura, como construção de calçadas, reforma de espaços comunitários, melhorias na iluminação pública e intervenções viárias. Durante a ação, o governo também autorizou duas ordens de serviço voltadas ao transporte público, com a implantação e substituição de 22 abrigos de passageiros e a ampliação de duas linhas de ônibus no Itapoã. Celina Leão: "Quando o programa GDF na Sua Porta passa, a cidade é transformada. A gente reúne todas as secretarias, levanta as demandas e executa tudo de forma unificada, poupando tempo e dando respostas mais rápidas para a população" GDF na Sua Porta O programa reúne diversas secretarias e órgãos do Governo do Distrito Federal, como as pastas de Governo, Economia, Justiça e Cidadania, Saúde, Desenvolvimento Social, Mobilidade e Transporte, Segurança Pública, Meio Ambiente, Proteção Animal e Obras e Infraestrutura. Participam ainda órgãos como DF Legal, Detran-DF, DER, SLU, Novacap, Terracap, Procon-DF, Controladoria-Geral e as administrações regionais. [LEIA_TAMBEM]Também integram a iniciativa as forças de segurança, como as polícias Civil e Militar e o Corpo de Bombeiros, bem como a Defensoria Pública do DF e demais entidades públicas envolvidas, conforme a área de atuação. A coordenação do programa fica a cargo da Secretaria de Governo, por meio da Secretaria Executiva das Cidades. Todos os órgãos participantes vão disponibilizar equipes técnicas no local, com autonomia e capacidade para atender demandas e efetuar encaminhamentos imediatos.

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