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Governo do DF inaugura a Casa da Mãe Atípica no Parque da Cidade

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Cuidar de quem cuida. Partindo dessa premissa fundamental, foi inaugurada nesta quinta-feira (1º/10) a Casa da Mãe Atípica, no Estacionamento 13 do Parque da Cidade. O novo equipamento é voltado a mães e cuidadoras de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras, com a estimativa de 740 atendimentos mensais. A estrutura da Secretaria da Mulher recebeu investimento de R$ 350 mil, provenientes de recursos próprios do Governo do Distrito Federal (GDF), sem uso de emendas parlamentares. A governadora Celina Leão visitou as instalações e destacou a prioridade em prestar assistência a essas mulheres. "É a primeira vez que o governo as enxerga e sabe que precisa cuidar de quem cuida. É o primeiro equipamento. A gente quis que fosse num lugar público, um lugar que todas conhecessem. E um dos lugares mais bonitos aqui do Distrito Federal, para que elas tenham um lugar de aconchego, porque elas cuidam das suas crianças e muitas vezes esquecem que também precisam de cuidados. Muitas delas estão na depressão, estão adoecidas. Então, é o primeiro canal de cuidado para quem cuida. Eu tenho certeza que vai ser pequeno daqui uns dias. É o primeiro laboratório para a gente ver como vai funcionar essa política pública. Nós vamos repercutir em outras cidades que há essa necessidade, mas aqui já é um ponto de encontro, de pautas, de reivindicação, de política pública, de disseminar o que elas querem de forma organizada, de trazer o problema das crianças para nós. Esse olhar para as mães é um olhar muito especial. Muitas delas são abandonadas pelos companheiros, apesar que existem pais que permanecem. Eu fui abordada por um pai dias para trás que falou: 'Por que da mãe atípica? Eu sou pai e não abandonei.' Mas aqui é um lugar da família, mas a maioria são mães", afirmou a governadora. Com 217,50 m² de área útil, o local oferece três salas de atendimento individual, sala para atividades em grupo, banheiros acessíveis, pátio e playground. O espaço foi mobiliado pela própria pasta e conta com uma equipe 100% feminina para o acolhimento. A grade de serviços inclui apoio psicossocial, acolhimento e escuta qualificada, orientação jurídica, atendimentos médicos e psiquiátricos, além de oficinas de empreendedorismo para autonomia e geração de renda, aulas de ioga e musicoterapia. Para facilitar o acesso público, o governo vai garantir transporte gratuito da Rodoviária do Plano Piloto até a unidade. A governadora Celina Leão visitou as instalações nesta quinta e destacou a prioridade em prestar assistência a essas mulheres | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília A secretária da Mulher em exercício, Jaqueline Aguiar, explicou que o projeto busca criar uma rede completa de proteção e facilidades de transporte. "Nosso principal objetivo é, de fato, acolher as mulheres, as mães atípicas, para que elas tenham um espaço onde encontrem psicólogos, assistentes sociais, advogados, médicos, psiquiatras. Todo o atendimento será feito por mulheres. Vamos disponibilizar transporte vindo da rodoviária de forma gratuita várias vezes ao longo do dia, para que a gente possa justamente facilitar a vinda das mães para cá. Vamos ter atividades ao longo do dia, o dia todo. Vamos ter um ambiente de paz para que as mães possam ter esse respiro no dia e as crianças vão ser cuidadas por monitores especializados. É um ambiente realmente com todo o cuidado para elas, e de porta aberta, a mãe pode vir e ser atendida", destacou a secretária, ao ressaltar que não será necessário agendamento para participar das atividades. Dignidade no dia a dia Para as mães que acompanham a causa, o novo centro público representa o reconhecimento da luta feminina e da busca por dignidade. A representante do Instituto Ápice Down, que também é mãe atípica, Janaína Parente expressou a emoção de presenciar a entrega do espaço. "O sentimento é primeiro de dever cumprido, porque é uma luta. Nós buscamos qualidade da vida, não só dos nossos filhos, mas a nossa também. Ter um lugar com uma acessibilidade ampla, arborizado, no parque, não é num lugar escondido. Isso tem um valor imenso. Nós precisamos ser vistas, nós existimos, não só como mães que lutam pela a vida dos seus filhos com deficiência, mas como mulheres, primeiramente, que abdicamos uma vida inteira de tantas coisas. Poder estar aqui, seja num dia de semana ou no fim de semana, escutando os passarinhos, praticando ioga, tendo apoio psicológico, isso não tem preço", elogia a mãe. A coordenadora da Casa da Mãe Atípica, Linda Marques, reforçou o caráter inovador do espaço, voltado especificamente às necessidades das cuidadoras. "A casa foi pensada justamente para cuidar da mãe, porque às vezes ela é esquecida. A expectativa é gerar cuidado, gentileza e gratidão. Só quem tem um filho atípico sabe da necessidade desse cuidado que essa mãe vai ter, de alimentação, de gerenciamento, de saúde mental, isso é muito importante. Eu acredito que vai ser incrível e inesquecível para as mães, um presente de aconchego no coração delas", refletiu.

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