Escadas de acesso à bacia de detenção do Drenar DF ganham barreiras de proteção para segurança de visitantes
As escadas de acesso à bacia de detenção do Drenar DF receberam guarda-corpos e corrimãos para garantir o conforto da população e evitar acidentes. As estruturas de passagem foram erguidas em 11 pontos ao redor do reservatório, próximo aos taludes, para permitir o acesso dos cidadãos ao espelho-d’água com segurança. As peças em aço galvanizado foram soldadas por empresa terceirizada. Os guarda-corpos têm altura de 1,2 metros, e os corrimãos foram instalados a 90 cm e 70 cm do solo, para serem acessível a todos. Barreiras de proteção foram instaladas ao redor da bacia de detenção do Drenar DF para a prevenção de acidentes, seguindo determinação do Iphan | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Por sua vez, a bacia de detenção é protegida por gradis de aço galvanizado com 1,10 m de altura. O cercamento da área segue uma determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e já foi concluído. Também foram instaladas placas informativas advertindo sobre o perigo de ultrapassar a barreira, uma vez que o espelho-d’água não é próprio para banho. O reservatório do Drenar DF tem capacidade para reter até 96 mil m³ de água, volume suficiente para abastecer 40 piscinas olímpicas. É a ponta final do Drenar DF, o maior programa de drenagem do Governo do Distrito Federal (GDF). “A bacia será responsável por armazenar temporariamente a água da chuva, controlando o volume que é recebido pela rede de drenagem e enviando ao Lago Paranoá com mais qualidade. É um projeto estratégico que alia infraestrutura moderna a práticas sustentáveis”, afirma Izidio Santos, presidente da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). O reservatório do Drenar DF tem capacidade para reter até 96 mil m³ de água, volume suficiente para abastecer 40 piscinas olímpicas Para abrandar o fluxo pluvial, o reservatório terá dissipadores na entrada e vertedores na saída. A água chegará por um túnel com diâmetro de 3,60 metros, enquanto a galeria que devolverá a água para a natureza tem 2,60 metros de diâmetro. A qualidade do volume direcionado ao Lago Paranoá será garantida por meio do processo de decantação, que concentra os resíduos carregados pela chuva na estrutura, impedindo que cheguem ao corpo hídrico. Com isso, além de duplicar a rede de drenagem existente na Asa Norte, o Drenar DF também ajudará que o Lago Paranoá continue próprio para banho, práticas desportivas e de lazer. Atualmente, a balneabilidade do lago é considerada adequada em 95% de sua extensão. Mais capacidade de drenagem A rede de tubulação do Drenar DF começa na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha) e vai até o Lago Paranoá, seguindo em paralelo às quadras Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chega à L4 Norte. O projeto duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas. Além do projeto de captação de águas pluviais, o Drenar prevê a criação do Parque Urbano Internacional da Paz, que abrigará a bacia de detenção e uma praça. O projeto foi desenvolvido pela Terracap em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) conforme exigências do Iphan.
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Construídas em pontos estratégicos da Asa Norte, bocas de lobo do Drenar DF já estão prontas
Para possibilitar o escoamento das águas das chuvas para as galerias construídas debaixo da terra, as obras do Drenar DF também incluíram a construção de 291 novas bocas de lobo. Todas as estruturas já estão prontas, mas serão mantidas lacradas com tijolos ou blocos de concreto até que tenha início a operação do sistema de drenagem. Os pontos de instalação foram selecionados estrategicamente durante a fase de elaboração do Drenar DF, a partir de um levantamento que apontou trechos críticos de alagamento ou de empoçamento de água na Asa Norte. Bocas de lobo foram construídas a partir de levantamento sobre trechos críticos de alagamento ou de empoçamento de água na Asa Norte | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília As entradas estão localizadas ao longo dos cinco lotes do projeto, desde as imediações da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha), passando pelas quadras da Asa Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando as W3 e W5 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, chegando à L4 Norte, próximo ao Setor de Embaixadas Norte. “A rede antiga será mantida e continuará em operação. O que acontece é que nós estamos aliviando o sistema atual com as novas bocas de lobo” Hamilton Lourenço Filho, diretor-técnico da Terracap Segundo o diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço Filho, foram identificados trechos na região que não contavam com nenhuma estrutura do tipo, como o Setor de Rádio e Televisão Norte (SRTVN) e Via O3 Oeste, próxima à Fundação Hemocentro de Brasília. Ele explica que, na prática, as bocas de lobo continuam descarregando no sistema antigo de captação, que é interceptado em sete pontos. “Em alguns pontos da rede de drenagem foram encontrados trechos de quase 300 metros de via sem nenhuma boca de lobo. Em outros pontos também já sabíamos que eram trechos de alagamento mais forte, como no eixinho, perto do estádio. Todos esses trechos foram reforçados”, salientou o diretor-técnico. O Drenar DF vai duplicar a capacidade do sistema de captação de águas pluviais, sem deixar de lado o que já funciona. “A rede antiga será mantida e continuará em operação. O que acontece é que nós estamos aliviando o sistema atual com as novas bocas de lobo. A sobrecarga do sistema atual é descarregada em sete pontos da rede do Drenar DF; tudo isso para que não ocorram mais alagamentos, enchentes e enxurradas nas quadras iniciais da Asa Norte”, frisa Filho. Etapas Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende as quadras 4 e 5 até as quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16. Além do projeto de captação de águas pluviais, o Drenar prevê a criação do Parque Urbano Internacional da Paz, que abrigará a bacia de detenção e uma praça. Com 5 mil m² de área livre, o espaço contará com esculturas e 249 árvores e arbustos, entre espécies para sombreamento, como magnólias-do-brejo, aroeiras-vermelhas e copaíbas, e frutíferas, a exemplo da aceroleira, pitangueira, amoreira, jabuticabeira e goiabeira.
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Poços de visita para manutenção da rede do Drenar DF são equipados e concluídos
As obras do Drenar DF conquistaram mais uma marca nesta semana. Com o avanço da escavação de solo rígido – restam apenas 12 metros para que esta etapa da empreitada seja concluída –, mais poços de visita (PVs) foram fechados. Do total de 108, 102 já estão vedados e equipados com escadas e tampas. As estruturas verticais possibilitaram que a escavação das galerias do maior programa de captação e escoamento pluvial do Governo do Distrito Federal(GDF) ocorresse sem a abertura de grandes valas no meio da cidade. “Os túneis horizontais vão de um PV a outro, que são verticais. Foi graças a essas estruturas que os operários desciam e subiam para o trabalho, com equipamentos e materiais”, explica o diretor-técnico da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço Filho. Segundo ele, a instalação de escadas e tampas ocorreu para que seja possível a manutenção, inspeção e limpeza do sistema quando os trabalhos forem finalizados. Atualmente, duas frentes de operários atuam na escavação dos últimos 12 metros de solo rígido | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Os PVs têm profundidade média de 11,32 metros, e algumas chegam a 21,3 metros de altura – o equivalente a um prédio de seis andares. A abertura das entradas compõe a metodologia tunnel liner, que garante maior agilidade aos serviços e segurança à população e operários. Após a abertura dos poços de visita, é feita a escavação das galerias. A cada 46 cm de solo escavado com pás e picaretas, foram instaladas chapas de aço curvadas para sustentar o túnel aberto. Atualmente, duas frentes de operários atuam na escavação dos últimos 12 metros de solo rígido. Após esta etapa, será iniciada a montagem das chapas do túnel liner, que garantirão a estrutura dos túneis, seguidas pela injeção de solo-cimento, uma técnica que proporciona maior estabilidade à construção. Além disso, também será executado o concreto projetado, que irá revestir os túneis. Com investimento na ordem de R$ 180 milhões, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes e é executado pela Terracap. O projeto duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas Concluídos estes serviços, o Drenar DF estará pronto para operar de forma plena. Em janeiro, foi realizada a ligação de parte da nova infraestrutura de drenagem à rede antiga de captação, com a perfuração de dois dispositivos de derivação. A partir dessa conexão, a água da chuva cai na rede nova. Esse processo elimina o risco de sobrecarga do sistema antigo, uma vez que a maior parte da captação será direcionada para o sistema novo. O programa Com investimento na ordem de R$ 180 milhões, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes e é executado pela Terracap. O projeto duplicará a capacidade de escoamento da região sem modificar a rede existente, dando fim a enchentes recorrentes em todo o período de chuvas. A rede de tubulação começa na altura da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha) e vai até o Lago Paranoá, passando pelas quadras 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando as W3 e W5 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da Via L2 Norte, chegando à L4 Norte, próximo ao Setor de Embaixadas Norte. Concluída a primeira etapa do programa, que abrange as primeiras quadras da Asa Norte, a Terracap deve executar a segunda fase do projeto, que compreende as quadras 4 e 5 até as quadras 14 da Asa Norte. O material está em aprovação na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e aguarda recursos. Um terceiro projeto está em estudo para atender as quadras de finais 15 e 16.
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Escavações do Drenar DF chegam aos últimos 12 metros de solo rígido
As obras do maior programa de captação e escoamento de águas pluviais do Governo do Distrito Federal (GDF) se encaminham para a conclusão. Nesta semana, os trabalhos avançaram e, agora, os operários se dedicam à escavação dos últimos 12 metros de solo rígido, encontrado no andamento do projeto. Trata-se do último trecho a ser escavado, considerado um dos mais complexos de toda a obra. Descoberta de solo mais rígido durante uma etapa da escavação demandou o uso de equipamentos especializados para dar continuidade ao trabalho | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Os túneis subterrâneos que compõem o sistema do Drenar DF somam 7,7 quilômetros de extensão. A tubulação do programa será responsável por direcionar as águas da chuva para a bacia de detenção, localizada na ponta do projeto, às margens do Lago Paranoá. R$ 180 milhões Total de investimentos feitos no Drenar DF Com um investimento de R$ 180 milhões, o Drenar DF foi dividido em cinco lotes que percorrem as imediações da Arena BRB (Estádio Nacional Mané Garrincha), passando pelas quadras da Asa Norte 902 (perto do Colégio Militar), 702, 302, 102, 202 e 402, cruzando a W3 e a W5 Norte e o Eixo Rodoviário Norte (Eixão), além da via L2 Norte, e chegando à L4 Norte, próximo ao Setor de Embaixadas Norte. Foi no segundo lote que se descobriu, durante a etapa de escavação de um túnel de mais de três quilômetros, um solo mais rígido do que o previsto nos estudos iniciais feitos pelas equipes técnicas. Para lidar com o desafio, foi preciso trocar o processo de escavação, que era manual. Os operários passaram a usar escavadeiras e furadeiras hidráulicas – equipamentos especializados, munidos de brocas, capazes de perfurar e romper solos resistentes. Próximas etapas Novo processo de trabalho elimina o risco de sobrecarga do sistema A conclusão da escavação e a montagem dos túneis são as fases finais necessárias para garantir o funcionamento total do sistema de drenagem. Após essa etapa, outras ações importantes serão iniciadas, como a montagem das chapas do tunnel liner, que garantirão a estrutura dos túneis, seguida pela injeção de solo-cimento, uma técnica que proporciona mais estabilidade à construção. Além disso, também será executado o concreto projetado, que vai revestir os túneis. Ao fim dessas etapas, o Drenar DF estará pronto para operar de forma plena. Em janeiro, foi feita a ligação de parte da nova infraestrutura de drenagem à rede antiga de captação, com a perfuração de dois dispositivos de derivação. A partir dessa conexão, a água da chuva cai na rede nova. Esse processo elimina o risco de sobrecarga do sistema antigo, uma vez que a maior parte da captação será direcionada para o sistema novo. Tipos de solo Diante do desafio de realizar uma obra subterrânea como a do Drenar DF, era de se esperar a identificação de diferentes tipos de solo durante a fase de escavação dos túneis. Desde o início do projeto, a Terracap realizou estudos para se preparar para o tipo de material que seria encontrado. Além do solo considerado muito rígido, foram identificados outros dois tipos. O mais comum deles, o solo mole, esteve presente em quase todo o trecho de 7,7 quilômetros que recebe o sistema de drenagem do projeto. Outra categoria também prevista nos estudos era a de um solo pouco rígido. Nos dois casos, os técnicos chegaram à conclusão de que a escavação poderia ser manual, com uso de pá, picareta e martelete elétrico.
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