Parques e PECs ampliam espaços de lazer após passagem do programa GDF na Sua Porta em Planaltina
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Aos 79 anos, Maria de Andrade Freire passou a incluir uma caminhada curta e alguns minutos de exercício na rotina durante a temporada na casa da filha, em Planaltina. Há cerca de dois meses, ela frequenta o Ponto de Encontro Comunitário (PEC) do Buritis IV, instalado a poucos minutos de onde está hospedada. Os movimentos nos aparelhos são executados sem pressa. Para Maria, que completa 80 anos em novembro, o mais importante é poder deixar o apartamento, caminhar um pouco e aproveitar o ar livre. “A gente vive dentro de casa. Aqui dá para andar um pouquinho e esquentar no sol”, conta. Maria Andrade Freire comemora a possibilidade de tomar sol e fazer exercício a poucos passos da casa da filha | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Ao lado do PEC frequentado por Maria, está em construção um parque infantil. A obra, assim como o parquinho do Buritis III e o PEC concluída no Parque Ecológico Sucupira, integra o conjunto de intervenções autorizadas durante a edição do GDF na Sua Porta, promovida em Planaltina entre 15 e 19 de junho. Na abertura do programa, foram assinados 24 documentos para autorizar ações em Planaltina e Arapoanga. O conjunto anunciado soma aproximadamente R$ 21 milhões em obras e serviços de infraestrutura, saneamento, lazer, esporte, transporte e conservação urbana. Perto de casa A possibilidade de acompanhar a mãe nos exercícios é uma das razões que levam a diarista Neusa Andrade Freire, 58, ao PEC do Buritis IV. Moradora de Cuiabá (MT), ela está em Planaltina para ajudar a família nos cuidados com Maria. Durante a temporada da mãe na cidade, as duas costumam seguir juntas até os equipamentos. Neusa Andrade Freire leva a mãe ao PEC para que ela mantenha a atividade física em dia Nos demais dias, outra filha de Maria procura acompanhá-la pela manhã ou no final da tarde, de acordo com a rotina de trabalho. “É muito bom para a idade dela. Como ela mora em um prédio, fica difícil subir e descer a escada. Quando estou aqui, sempre a trago. Minha irmã também vem com ela nos dias em que não trabalha”, relata Neusa. Para a diarista, a proximidade é decisiva. Um espaço mais distante exigiria o uso de transporte público e poderia tornar a atividade menos frequente. “Ela não tem condições de andar de ônibus para fazer exercício. Ter isso perto de casa é bom demais. Ajuda bastante”, afirma. A construção do parquinho ao lado do PEC também deve permitir que diferentes gerações compartilhem o mesmo espaço. Enquanto idosos e adultos utilizam os aparelhos, as crianças terão uma área própria para brincar. Critérios para a escolha dos locais O planejamento prevê 14 novos parques infantis e mais quatro PECs na cidade Segundo o coordenador de Licenciamento, Obras e Manutenção da Administração Regional de Planaltina, Vailson Reges de Souza Alves, as regiões escolhidas para receber parques infantis e PECs foram definidas após vistorias técnicas e a análise das manifestações encaminhadas pela população à Ouvidoria do Distrito Federal. O planejamento prevê 14 novos parques infantis e mais quatro PECs na cidade. Considerados também os serviços de conservação, as ações anunciadas alcançam 20 parquinhos e 27 PECs em diferentes pontos da região. A extensão territorial de Planaltina e a distância entre os setores exigiram que as equipes identificassem os locais ainda sem equipamentos próximos. “Planaltina é uma cidade muito grande em território. Então, cada setor tem uma necessidade. Esses 14 locais foram estudados e escolhidos nas comunidades que mais precisavam dos parques”, explica Vailson. O trabalho começou antes da assinatura dos documentos. Engenheiros e outros profissionais da administração regional percorreram os endereços, fizeram medições, avaliaram as condições dos terrenos e compararam as demandas apresentadas pelos moradores. “A gente mapeou as ouvidorias e está atendendo a maioria delas. Algumas ainda vão ficar para um próximo planejamento, mas estamos começando pelas mais antigas e mais urgentes”, acrescenta o coordenador. Segundo Vailson, a existência de equipamentos semelhantes nas proximidades também foi considerada. Quando uma área já contava com parque ou PEC, as equipes procuraram direcionar a nova estrutura para um ponto mais distante e ainda sem atendimento. Mais segurança para brincar Tânia Lopes da Silva brinca com os netos em um parquinho recém-inaugurado: "Vou poder ver meus netos e as outras crianças em um local mais seguro, perto de casa e ao alcance dos nossos olhos" Nos setores onde os parquinhos estão em construção, a expectativa das famílias está relacionada principalmente à segurança das crianças. A dona de casa Tânia Lopes da Silva, 55, tem três filhos e seis netos. Segundo ela, a falta de um espaço perto das residências fazia com que meninos e meninas brincassem nas áreas verdes ou nas ruas. “Elas usavam a área verde para se divertir ou ficavam na rua, disputando espaço com os carros. O outro parque era mais longe, então a gente não deixava as crianças irem”, conta. A ocupação da área com um equipamento infantil era, segundo Tânia, um pedido antigo da vizinhança. Com o parquinho mais próximo, pais e avós poderão acompanhar as brincadeiras sem precisar se deslocar para outro setor. “É um alívio. Vou poder ver meus netos e as outras crianças em um local mais seguro, perto de casa e ao alcance dos nossos olhos”, afirma. Wilson de Moura Rodrigues: "As pessoas podem fazer caminhada e as crianças têm onde brincar. Ter o próprio espaço é fundamental" Wilson de Moura Rodrigues, 67, que dá aulas de tênis e beach tennis, também relaciona a presença dos equipamentos públicos à convivência e ao esporte. Ele estava com dois dos netos no Parque Ecológico Sucupira durante a visita da equipe. “As pessoas podem fazer caminhada e as crianças têm onde brincar. Ter o próprio espaço é fundamental”, avalia. Para Wilson, parques, quadras e áreas de exercícios também oferecem alternativas para o tempo livre de crianças e adolescentes e podem aproximá-los da prática esportiva. Reforço no abastecimento Embora não integre as autorizações assinadas durante a edição do programa em junho, a Adutora de Água Tratada Planaltina 170 também fez parte do roteiro da equipe. Concluída em 29 de maio, a obra recebeu investimento de R$ 2,86 milhões e reforça o abastecimento de cerca de 186 mil moradores no eixo Sobradinho–Planaltina. Com mais de 1,3 quilômetro de tubulação, a estrutura interliga a Estação de Tratamento de Água de Planaltina, abastecida pela captação do Pipiripau, à Elevatória Mestre D’Armas. A conexão amplia a capacidade de distribuição e oferece outra alternativa de operação durante os períodos de estiagem.
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Abertas inscrições para seleção de técnico de enfermagem na área de saúde mental
Foram abertas, nesta terça-feira (14), as inscrições para processo seletivo simplificado destinado à formação de cadastro de reserva para Técnico de Enfermagem — Psiquiatria. A oportunidade é voltada a profissionais com experiência na assistência a pacientes em serviços de saúde mental. Previsto no Edital nº 069/2026, o processo seletivo oferece carga horária mínima de 36 horas semanais. As contratações poderão ocorrer em regime determinado, indeterminado ou intermitente, conforme a necessidade das unidades administradas pelo instituto. Além da remuneração, o cargo oferece benefícios como auxílio-transporte, alimentação para jornadas superiores a seis horas, auxílio-saúde, clube de benefícios com descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral, folga no mês de aniversário, folga para acompanhamento de filho em reunião escolar, auxílio-maternidade e auxílio-paternidade estendidos e auxílio-funeral, conforme os normativos internos e acordos coletivos de trabalho. Para participar da seleção, é necessário possuir diploma de curso técnico em Enfermagem reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), registro ativo no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e experiência mínima de seis meses na assistência a pacientes em serviços de saúde mental. Entre os diferenciais avaliados estão especialização técnica em Saúde Mental, cursos em emergências psiquiátricas, ética profissional e legislação em saúde, humanização na saúde e experiência com o sistema MV Soul. Inscrições As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site, onde também estão disponíveis o edital completo e o cronograma da seleção. O edital tem como objetivo a formação de cadastro de reserva, permitindo que o instituto convoque profissionais conforme a necessidade assistencial das unidades da rede. Abertura da seleção reforça as equipes que atuam na assistência em saúde mental, ampliando a capacidade de atendimento e o cuidado especializado prestado aos pacientes da rede pública do Distrito Federal.
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