Em parceria com a FAPDF, Biotic recebe a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo
A Secretaria de Governança Digital e Integração do Distrito Federal (SGDI) realiza nesta sexta-feira (3), às 9h, na área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto, a Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo, em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados para a integração de dados, a inovação e a modernização da gestão pública, fortalecendo a integração entre os órgãos do Governo do Distrito Federal e ampliando a eficiência na prestação de serviços à população. Entre as ações que passam a integrar o Programa DF+Digital estão o Observatório do Turismo e o Observatório Olhar DF. A plataforma Olhar DF reunirá mais de 180 indicadores consolidados em parceria com diversos órgãos e entidades do GDF, ampliando o monitoramento de políticas públicas e apoiando a tomada de decisões baseada em evidências. Os indicadores também subsidiarão o processo de certificação de Brasília como Cidade Inteligente, Sustentável e Resiliente, contribuindo para a obtenção do selo Platina em Cidade Inteligente e dos selos Bronze em Cidade Sustentável e Cidade Resiliente. Durante o evento, também será lançado um programa de capacitação em inteligência artificial, desenvolvido em parceria com o Centro Integrado de Inteligência Artificial (Ciia) e a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF). A iniciativa será voltada para a qualificação de servidores públicos para o uso estratégico de tecnologias de inteligência artificial na gestão pública. A iniciativa reunirá projetos estratégicos voltados à integração de dados, à inovação e à modernização da gestão pública | Foto: Lúcio Bernardo Jr,/Agência Brasília Outro destaque da programação será a publicação de nove normativos estratégicos. Desse total, quatro correspondem a políticas de governança que passam a orientar a atuação dos órgãos e entidades do GDF em temas como governança digital, inovação, integração de dados e transformação digital. Entregas da FAPDF Ao longo de todo o dia de programação, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal apresentará os resultados de iniciativas voltadas ao fortalecimento do ecossistema de inovação do Distrito Federal, com destaque para os programas Start BSB, Deep Tech, Tecnova e Centelha. A programação também contará com a exposição de soluções desenvolvidas por startups apoiadas pela fundação, apresentações institucionais, atividades de networking, painéis e encontros voltados ao empreendedorismo e à inovação, além de espaços de integração entre pesquisadores, empreendedores, investidores e representantes do poder público, reforçando o papel da ciência, da tecnologia e da inovação no desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal. Semana de Transformação, Inclusão Digital e Empreendedorismo Data: Sexta (3) Horário: 9h às 18h Local: Área externa do Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), na Granja do Torto Entrada livre. *Com informações da FAPDF
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FAPDF lança chamada de iniciativa que apoia startups do DF e da Ride
De uma marca brasiliense de chocolates que começou com brownies vendidos na escola a uma feira digital que ajuda agricultores familiares a vender antes mesmo da colheita. De soluções biológicas para o cuidado ambiental nas cidades a plataformas voltadas para a segurança de mulheres viajantes, a saúde emocional materna e o desenvolvimento de ativos cosméticos a partir da biodiversidade do Cerrado. Essas são algumas das trajetórias que passaram pelo ecossistema de apoio a startups da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para ampliar esse impacto, a FAPDF lança, nesta terça-feira (30), o edital do 3º ciclo do programa Start BSB. A chamada pública tem como objetivo apoiar projetos de desenvolvimento tecnológico e de inovação apresentados por startups do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). O terceiro ciclo do programa prevê investimento de mais de R$ 10 milhões e poderá selecionar até 100 projetos inovadores. Os recursos serão concedidos por meio de subvenção econômica, modalidade de apoio financeiro não reembolsável, ou seja, os valores não precisam ser devolvidos, desde que sejam aplicados conforme as regras previstas no edital. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride. A iniciativa busca apoiar o desenvolvimento de soluções, produtos, serviços e processos inovadores, contribuindo para a criação e o crescimento de negócios com potencial de impacto econômico, social e tecnológico. O Star BSB integra as ações da FAPDF voltadas para o fortalecimento da ciência, da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo no DF e na Ride | Foto: Divulgação/FAPDF Além do apoio financeiro, as startups selecionadas contarão com atividades de capacitação, mentorias, acompanhamento técnico e ações de conexão com instituições, empresas e investidores. O objetivo é apoiar projetos em diferentes estágios de desenvolvimento, desde a estruturação inicial da ideia até a preparação para crescimento no mercado. Trajetórias que mostram o impacto do programa Entre as iniciativas apoiadas pelo Start BSB dos ciclos anteriores está a Exímio Cacau, marca brasiliense conduzida por jovens empreendedores que nasceu no ambiente escolar, com a venda de brownies e brigadeiros, e hoje reúne cafeteria, chocolateria, clube de assinatura e linha de presentes. Com apoio do programa, a empresa estruturou a Exímio Lab, escola de empreendedorismo que utiliza a venda de brownies como ferramenta prática de ensino. Na agricultura familiar, a Óiaki se destaca como uma plataforma de comercialização digital, capacitação e inteligência artificial voltada a pequenos produtores rurais. A startup criou uma feira digital integrada ao WhatsApp e às redes sociais, permitindo que agricultores vendam diretamente aos consumidores, recebam pedidos e pagamentos antecipadamente e colham apenas aquilo que já está vendido. Com o apoio do Start BSB, a empresa validou seu modelo de negócio, iniciou a expansão nacional e cresceu 285% nos primeiros seis meses do programa. Na área ambiental, a Arbor Garden aposta em bioinsumos para levar soluções biológicas do campo para o ambiente urbano. A startup desenvolve produtos voltados para o fortalecimento de plantas, o cuidado com áreas verdes e o controle biológico de vetores como o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Outro exemplo é o Sutiãs que Voam, plataforma colaborativa criada para tornar o turismo mais seguro e acolhedor para mulheres. A solução conecta viajantes a roteiros verificados e a uma rede de prestadoras de serviço formada majoritariamente por mulheres, fortalecendo também a economia criativa local. A Mãe Borboleta também integra o conjunto de soluções apoiadas pelo programa. A startup propõe uma abordagem estruturada para ajudar mulheres a organizarem a rotina e cuidarem da saúde emocional, com conteúdos, comunidade, mentorias e eventos voltados ao enfrentamento da sobrecarga materna. Já a Biointech, criada a partir de pesquisas desenvolvidas na Universidade de Brasília (UnB), transforma conhecimento científico em soluções biotecnológicas. A startup desenvolve peptídeos bioinspirados em moléculas presentes no veneno de vespas do Cerrado, com aplicações voltadas à indústria de cosméticos. Essas trajetórias demonstram a diversidade de áreas atendidas pelo programa — agricultura familiar, alimentação, meio ambiente, turismo, saúde emocional, biotecnologia e economia criativa — e demonstram o papel da FAPDF no apoio a negócios inovadores capazes de transformar conhecimento, pesquisa e criatividade em soluções com impacto para a sociedade. Apoio em diferentes estágios O Start BSB está organizado em três eixos, de acordo com o estágio de desenvolvimento de cada projeto. O Eixo I, de ideação e desenvolvimento de habilidades, é voltado a iniciativas em fase inicial, que ainda estão estruturando a solução e desenvolvendo competências empreendedoras. Serão selecionados até 50 projetos, com apoio de R$ 53 mil para cada proposta contemplada. O Eixo II, de incubação e pré-aceleração, é destinado a startups que já estão desenvolvendo o modelo de negócio e validando a solução. Nessa etapa, serão selecionados até 30 projetos, com apoio de R$ 110 mil para cada proposta contemplada. Já o Eixo III, de aceleração, é voltado a startups em estágio mais avançado, que buscam fortalecer sua atuação, ampliar mercado e se preparar para receber investimentos. Serão selecionados até 20 projetos, com apoio de R$ 200 mil para cada proposta contemplada. Cada eixo também contará com bonificação para as startups mais bem classificadas, conforme o desempenho nas atividades previstas pelo programa. Como se inscrever Podem participar pessoas físicas ou empresas com projetos inovadores e vínculo com o Distrito Federal ou a Ride, conforme as regras do edital. No caso de pessoa física, se a proposta for aprovada, será necessário constituir empresa com sede no DF ou na Ride para a contratação e o recebimento dos recursos. As empresas participantes devem atender aos critérios previstos na chamada pública, incluindo sede e administração no DF ou na Ride, documentação regular e proposta compatível com as áreas apoiadas pelo programa. O edital contempla projetos em áreas como agronegócio, cidades inteligentes e sustentáveis, construção civil, economia circular, defesa, jogos eletrônicos, economia criativa, educação, energia, serviços financeiros, saúde, biotecnologia, bioeconomia, blockchain, inteligência artificial, internet das coisas, manufatura avançada, microeletrônica, nanotecnologia, realidade aumentada, realidade virtual, governo digital, serviços, logística e demais tecnologias emergentes. As inscrições deverão ser realizadas pelo site oficial do Programa Start BSB, de 10 de julho a 3 de setembro. O resultado preliminar está previsto para 24 de setembro. O período para apresentação de recursos será nos dias 28 e 29 de setembro, e o resultado final está previsto para 15 de outubro. Após a divulgação do resultado final, os selecionados deverão cumprir as etapas de envio de documentação, constituição de empresa, quando necessário, e contratação junto à FAPDF, conforme os prazos estabelecidos no edital. Clique aqui e acesse o edital completo. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)
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Projeto foca potencial econômico dos produtos do Cerrado e aponta caminhos para a restauração produtiva
Com encerramento do Mês do Meio Ambiente, o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) lança nesta terça-feira (30) o projeto “Caminhos da Restauração: Valoração de Produtos Florestais Não Madeireiros do Cerrado”, iniciativa desenvolvida com apoio e financiamento da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) e do Fundo Único de Meio Ambiente (Funam). “O projeto reforça uma visão que norteia as ações da Sema-DF: o Cerrado em pé vale mais do que o Cerrado desmatado” Rafael Santana, secretário do Meio Ambiente A pesquisa apresenta um conjunto de estudos voltados para a valorização da sociobiodiversidade do Cerrado e para o fortalecimento de cadeias produtivas associadas aos produtos florestais não madeireiros, demonstrando como a conservação ambiental pode caminhar lado a lado com a geração de renda, a recuperação de áreas degradadas e o desenvolvimento sustentável. Os levantamentos indicam que espécies nativas como baru, pequi, buriti, mangaba, jatobá e cagaita têm elevado potencial econômico, nutricional e sociocultural, podendo contribuir para a diversificação da produção rural, o fortalecimento da agricultura familiar, a valorização de povos e comunidades tradicionais e a ampliação das estratégias de bioeconomia no DF e na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride-DF). Os produtos do Cerrado representam uma oportunidade estratégica para promover inclusão produtiva, estimular mercados locais e consolidar modelos de desenvolvimento capazes de aliar conservação ambiental e dinamização econômica dos territórios. Estudos identificaram que frutos do Cerrado têm elevado valor nutricional, econômico e sociocultural | Foto: Caroline Dantas/IPEDF “O papel do IPEDF é produzir conhecimento que ajude o poder público a transformar esse potencial em políticas capazes de gerar renda, promover inclusão produtiva e preservar os recursos naturais para as próximas gerações” Manoel Barros, diretor-presidente do IPEDF “O projeto reforça uma visão que norteia as ações da Sema-DF: o Cerrado em pé vale mais do que o Cerrado desmatado”, avalia o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “Quando conseguimos demonstrar, com dados técnicos, que produtos como o baru e o pequi geram renda e ao mesmo tempo conservam o bioma, abrimos caminho para políticas públicas mais efetivas e para um desenvolvimento que não tem o meio ambiente como obstáculo, mas como aliado.” O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, reforça: “O Cerrado é um patrimônio ambiental, mas também um ativo estratégico para o desenvolvimento do Distrito Federal. Esta pesquisa mostra que é possível conciliar conservação e desenvolvimento ao valorizar as espécies nativas e fortalecer as cadeias da sociobiodiversidade. O papel do IPEDF é produzir conhecimento que ajude o poder público a transformar esse potencial em políticas capazes de gerar renda, promover inclusão produtiva e preservar os recursos naturais para as próximas gerações”. Desafios para ampliar mercados Apesar do potencial identificado, a pesquisa aponta que ainda existem obstáculos para a consolidação dessas cadeias produtivas. Entre os principais desafios estão a sazonalidade da produção, limitações logísticas, dificuldades de armazenamento e beneficiamento, baixa padronização da oferta, dependência de atravessadores e a ausência de informações sistematizadas sobre produção e comercialização. O estudo também chama a atenção para a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas para o fortalecimento da sociobiodiversidade, criando mecanismos que favoreçam a inserção dos produtos agroextrativistas em mercados institucionais e ampliem sua competitividade. [LEIA_TAMBEM]“Ao identificar o potencial econômico das espécies nativas e os principais desafios das cadeias produtivas, o estudo contribui para orientar ações que ampliem oportunidades para produtores, fortaleçam a agricultura familiar e incentivem a conservação do Cerrado por meio da inserção de seus frutos e produtos nas compras públicas distritais, especialmente na alimentação escolar, onde o DF possui lei para inserção e capacidade de implantação”, aponta a coordenadora de Estudos Ambientais do IPEDF, Aline da Nóbrega. Restauração que gera renda Um dos destaques do projeto é a análise econômica de um sistema agroflorestal composto por baru, banana e café, desenvolvido como exemplo de restauração produtiva. A simulação considerou uma área de um hectare e um horizonte de avaliação de 30 anos, utilizando indicadores financeiros como Valor Presente Líquido (VPL), Taxa Interna de Retorno (TIR), Retorno sobre o Investimento (ROI) e relação benefício-custo. No modelo estudado, o baru foi implantado em espaçamento de 10 metros por 10 metros. A banana ocupa as entrelinhas nos primeiros anos do sistema, proporcionando retorno econômico mais rápido e contribuindo para a geração de biomassa. A partir do quinto ano, o cultivo do café passa a integrar o arranjo produtivo, ampliando as possibilidades de renda até que o baru alcance sua plena capacidade produtiva. Os resultados demonstram que sistemas agroflorestais podem combinar benefícios ambientais e econômicos, favorecendo a conservação do solo, o aumento da biodiversidade, a recuperação de áreas degradadas e a diversificação da produção. Alimentação escolar e sociobiodiversidade Outro eixo analisado pela pesquisa está relacionado às compras públicas, especialmente aos programas de alimentação escolar. “Os resultados da pesquisa Caminhos da Restauração são um farol para o futuro das políticas públicas” Werner Bessa, diretor de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do IPEDF De acordo com o levantamento, iniciativas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) têm potencial para estimular a produção local, fortalecer a agricultura familiar e ampliar a presença dos produtos da sociobiodiversidade nos mercados institucionais. Entretanto, ainda persistem desafios relacionados à adequação sanitária, à estruturação das cadeias produtivas e à criação de mecanismos específicos que favoreçam a participação dos produtos do Cerrado em editais e chamadas públicas. “Os resultados da pesquisa Caminhos da Restauração são um farol para o futuro das políticas públicas”, afirma o diretor de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do IPEDF, Werner Bessa. “Ao evidenciar o valor dos produtos florestais não madeireiros e seu potencial de inserção na alimentação escolar, no desenvolvimento regional e na preservação do Cerrado, unimos ciência e bioeconomia para transformar conhecimento técnico em impacto social. Assim, fortalecemos estratégias capazes de manter o Cerrado em pé e construir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.” Veja o sumário da publicação. *Com informações do IPEDF
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Unidades do SLU já recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis em 2026
O lixo que sai das casas do Distrito Federal não tem como único destino o aterro sanitário. Nas usinas de tratamento mecânico biológico (UTMBs) do Distrito Federal, parte desses resíduos ganha uma nova utilidade: vira material reciclável, gera renda para cooperados e se transforma em composto orgânico utilizado na produção de alimentos. Nos seis primeiros meses de 2026, as unidades processaram mais de 127 mil toneladas de resíduos, recuperaram 4,2 mil toneladas de recicláveis e produziram 4,7 mil toneladas de composto orgânico — utilizado principalmente por produtores rurais da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). No primeiro semestre de 2026, as unidades produziram 4,7 mil toneladas de composto orgânico, produto utilizado como adubo por produtores rurais do DF e Entorno | Foto Paulo H. Carvalho Os dados mostram o papel das usinas na redução da quantidade de resíduos encaminhados ao Aterro Sanitário de Brasília. Além dos benefícios ambientais, a atividade gera trabalho e renda para 147 cooperados que atuam nas unidades. A UTMB de Ceilândia foi responsável pelo maior volume processado no período, com mais de 80 mil toneladas de resíduos, além de recuperar aproximadamente 3 mil toneladas de recicláveis. Já a UTMB da Asa Sul processou 47 mil toneladas e recuperou 1,2 mil toneladas de materiais recicláveis. Uma nova utilidade O composto orgânico produzido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) é doado majoritariamente a produtores rurais da Ride e também a órgãos públicos. Em 2025, a iniciativa beneficiou 512 agricultores, contribuindo para a redução dos custos de produção e para o fortalecimento da oferta de alimentos na região. O diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, afirma que as usinas de tratamento mecânico-biológico representam a materialização de um modelo de gestão de resíduos que une responsabilidade ambiental, inclusão social e desenvolvimento econômico. “Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população”, observou. “Cada tonelada de composto produzida significa menos impacto ambiental e mais apoio à agricultura familiar, fortalecendo a segurança alimentar e a qualidade de vida da população” Luiz Felipe Carvalho, diretor-presidente do SLU O representante da pasta acrescentou que as usinas geram benefícios em múltiplas frentes: “Elas criam oportunidades para os catadores, apoiam produtores rurais e entregam ganhos concretos para toda a sociedade. São equipamentos públicos que devolvem valor à população em forma de alimento, renda e uma cidade mais limpa." Na UTMB da Asa Sul, os resíduos passam por etapas de separação manual e mecânica. Com o apoio das cooperativas de catadores, os materiais recicláveis são retirados antes que a fração orgânica siga para a UTMB do P Sul, onde ocorre a produção do composto orgânico. Atualmente, duas cooperativas atuam na unidade: a Renove, com 98 catadores; e a Cooperlimpo, com 60 trabalhadores. As UTMBs integram a estratégia prevista no Plano Distrital de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PDGIRS), contribuindo para aumentar a vida útil do aterro sanitário e para a recuperação de materiais recicláveis. O desempenho das unidades também foi impulsionado por melhorias operacionais implementadas após a efetivação do contrato nº 20/2021, que ampliaram a capacidade de processamento e reduziram interrupções nas atividades, além da atualização das licenças de operação junto ao Brasília Ambiental. UTMB do P Sul, onde ocorre a produção do composto orgânico | Vinicius Mendonça / SLU [LEIA_TAMBEM] Destinação correta A população também desempenha um papel fundamental para o sucesso das usinas de tratamento, uma vez que a qualidade dos resíduos recebidos influencia diretamente a eficiência dos processos de triagem, compostagem e recuperação de materiais. A principal forma de contribuição é separar corretamente o lixo na origem, destinando materiais recicláveis à coleta seletiva e encaminhando os orgânicos e rejeitos à coleta convencional. Outras recomendações incluem não misturar pilhas, baterias, lâmpadas, eletrônicos e outros materiais que exigem destinação específica ao lixo comum. Também é importante retirar os resíduos orgânicos de embalagens plásticas antes do descarte, manter tampas junto às garrafas recicláveis e embalar corretamente vidros quebrados para evitar acidentes. Outras práticas que ajudam no processo são evitar o uso excessivo de sacolas para acondicionar resíduos orgânicos, respeitar os horários de coleta, descartar os materiais em recipientes adequados e, sempre que possível, reduzir o desperdício e reaproveitar produtos. De acordo com o SLU, quanto melhor for a separação e o acondicionamento dos resíduos nas residências, maior será a recuperação de recicláveis, a produção de composto orgânico e a redução dos impactos ambientais.
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