Entenda o funcionamento dos alertas enviados aos celulares no DF pela Defesa Civil
Os alertas que aparecem diretamente na tela do celular acompanhados por um sinal sonoro fazem parte do sistema Defesa Civil Alerta (DCA), ferramenta utilizada para comunicar situações de risco à população de forma rápida e direcionada. No Distrito Federal, o sistema é coordenado pela Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil, vinculada à Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), e envia mensagens georreferenciadas para aparelhos localizados em áreas previamente delimitadas. Sistema de monitoramento de onde são enviados os alertas aos celulares pela Defesa Civil | Fotos: Divulgação/Defesa Civil Desde o início do uso da ferramenta, o sistema foi acionado duas vezes no DF. Antes de entrar em operação definitiva, o DCA passou por testes obrigatórios, incluindo uma demonstração realizada em 27 de setembro de 2025, quando um alerta foi disparado às 15h para verificar o funcionamento da tecnologia e familiarizar a população com o som da sirene. Já em janeiro deste ano, a ferramenta foi utilizada durante a implosão do antigo Torre Palace Hotel, no Setor Hoteleiro Sul. O alerta integrou o plano de segurança da operação para orientar as pessoas que estavam na área afetada. “Enquanto o SMS permanece como ferramenta voltada para a prevenção e o monitoramento de eventos com maior antecedência, o DCA é destinado a ocorrências extremas, que demandam comunicação rápida, precisa e direcionada à população potencialmente afetada” Sandro Gomes Santos da Silva, secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil De acordo com o secretário-executivo de Proteção e Defesa Civil, Sandro Gomes Santos da Silva, a utilização do sistema DCA representa uma evolução importante nos protocolos de comunicação de risco. “A tecnologia permite o envio simultâneo de mensagens para todos os dispositivos compatíveis localizados em uma área previamente delimitada, sem necessidade de cadastro prévio. Enquanto o SMS permanece como ferramenta voltada para a prevenção e o monitoramento de eventos com maior antecedência, o DCA é destinado a ocorrências extremas, que demandam comunicação rápida, precisa e direcionada à população potencialmente afetada”, destacou. Como funciona Os alertas podem ser emitidos somente por agentes da Defesa Civil previamente capacitados e cadastrados para operar a plataforma federal Idap. Antes de cada disparo, é realizado um processo de validação técnica que começa com a confirmação do risco por órgãos responsáveis pelo monitoramento ou por laudos especializados, dependendo da ocorrência. Após essa etapa, operadores habilitados definem o nível de severidade do evento, elaboram uma mensagem com orientações de autoproteção e delimitam geograficamente a área que receberá o aviso. Em seguida, a plataforma encaminha a mensagem às operadoras de telefonia, responsáveis pelo envio instantâneo por meio da tecnologia Cell Broadcast. Atualmente, a plataforma Idap ainda passa por testes e homologação de recursos de segurança. Por isso, a operação do sistema está sendo conduzida pelo Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad). No Distrito Federal, o monitoramento das ocorrências é realizado por equipes de plantão da Defesa Civil no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob). SMS ou alerta sonoro? No Brasil, o serviço de alertas começou a ser implantado em outubro de 2017 e já está em vigor em nove estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste A Defesa Civil utiliza os sistemas de SMS e Defesa Civil Alerta de forma complementar. O SMS é empregado principalmente em ações preventivas e de monitoramento, como previsões de chuvas, ondas de calor, baixa umidade e outros fenômenos que permitem maior antecedência para preparação da população. Já o DCA é reservado para situações de maior gravidade, classificadas como severas ou extremas, incluindo tempestades intensas, enxurradas repentinas, risco de colapso de estruturas, deslizamentos, rompimentos de barragens e operações especiais que exigem ações imediatas e isolamento de áreas. [LEIA_TAMBEM]Uma das principais diferenças entre as ferramentas é que o DCA não exige cadastro prévio. A mensagem é enviada automaticamente para todos os celulares compatíveis localizados na área de risco, aparecendo em destaque na tela e podendo emitir som de sirene mesmo quando o aparelho está no modo silencioso. Além disso, o sistema permite delimitar com precisão a região afetada, evitando disparos desnecessários. Como cadastrar seu celular Para receber os alertas preventivos por SMS, é necessário fazer o cadastro junto à Defesa Civil do Distrito Federal. As orientações estão disponíveis na página da pasta, acessível por este link. O serviço começou a ser implantado no Brasil em outubro de 2017 e já está em vigor em nove estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os moradores do DF começaram a receber uma mensagem via SMS solicitando o cadastramento no serviço. Para fazer parte do sistema, basta responder à mensagem informando o CEP do interessado e, inclusive, é permitido cadastrar mais de um código postal. Os moradores que não receberem o contato podem enviar o CEP para o telefone da Defesa Civil Nacional, o 40199. Os alertas são gerados pelo Centro de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração, em parceria com os órgãos de Defesa Civil de estados e municípios.
Ler mais...
Com mais cirurgias e menos espera, Opera DF devolve qualidade de vida a pacientes
Após cerca de um ano convivendo com dores e dormência na mão, a diarista Wilma Fabiano Leite, de 36 anos, procurou atendimento na rede pública e recebeu o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo — que ocorre quando o nervo mediano é comprimido no canal do punho. Com sintomas que dificultavam a rotina de trabalho e afetam a qualidade de vida, ela passou por consultas, exames e foi encaminhada para cirurgia. Moradora do Itapoã, Wilma destacou que a agilidade no procedimento e o bom atendimento prestado pela equipe de saúde fizeram toda a diferença. “Eu achei muito rápido. Assim que o cardiologista me liberou, logo saiu a cirurgia. Foi excelente, fui muito bem atendida e me senti superacolhida. Agora estou confiante de que vou ficar bem, voltar ao normal e retomar meu trabalho”, relata. Trajetória semelhante foi vivida pelo microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva, 30, morador de Arapoanga. Após fraturar o escafoide — osso localizado no punho — durante uma partida de futebol, ele procurou uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês. Para ele, o acesso ao procedimento pela rede pública foi fundamental. “Eu gostei muito do atendimento e fui muito bem-recebido pela equipe. Eu não conseguiria arcar com essa cirurgia no particular. Agora é focar o pós-operatório e me recuperar o mais rápido possível”, afirma. O microempreendedor Leonardo Alexandre de Souza Silva fraturou o punho e foi encaminhado ao Hospital Regional do Paranoá, onde passou por acompanhamento e fez a cirurgia neste mês | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília Histórias como as de Wilma e Leonardo refletem os esforços do Governo do Distrito Federal (GDF) para ampliar o acesso a cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera dos pacientes. Criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em 2025, o programa OperaDF já registrou mais de 35 mil cirurgias entre setembro de 2025 e março deste ano, crescimento de 49% em relação ao mesmo período anterior, quando foram contabilizados em torno de 23,4 mil procedimentos. O avanço representa cerca de 11,6 mil cirurgias a mais na capital. No mesmo período, as cirurgias ambulatoriais passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%, enquanto as cirurgias com internação cresceram de 11.866 para 17.264, aumento de 45%. Sobre o programa O OperaDF atua em duas frentes: a contratação de hospitais privados para procedimentos de pequena e média complexidade e o reforço da capacidade dos hospitais públicos, com contratação de anestesiologistas e ampliação das agendas cirúrgicas. Os pacientes são acompanhados pela rede pública e encaminhados conforme critérios técnicos do Complexo Regulador do Distrito Federal. A estratégia inclui consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, acompanhamento pré-anestésico, exames, fornecimento de insumos e internação quando necessária. Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, para reforçar a rede, foi feita a contratação de anestesiologistas para recompor o quadro dos centros cirúrgicos. “É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirma. O gestor acrescenta, ainda, que em 2025 o DF alcançou o maior volume de cirurgias da série histórica da rede pública, superando mais de 53 mil procedimentos. Ele reforça a importância de os interessados manterem os telefones atualizados, estarem atentos às notificações e confirmarem presença. “Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alerta Lacerda. Especialidades A iniciativa também passou a incorporar novas especialidades, como a oftalmologia, ampliando a capacidade de atendimento da rede pública. Até o dia 1º deste mês, o programa contabilizava aproximadamente 10,3 mil cirurgias autorizadas na rede contratada e cerca de 3,8 mil concluídas. Entre os procedimentos contratados pelo OperaDF, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de atendimentos concluídos, com 1.290 operações. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos, dos quais 643 já foram concluídos. O programa também contempla cirurgias como vasectomia, com mais de 1,2 mil operações contratadas, além de procedimentos como retirada da vesícula, tratamentos oftalmológicos, procedimentos na tireoide, correção de hérnias, cirurgias de próstata e retirada de cálculos urinários. Os dados fazem parte do balanço do OperaDF, que compara os períodos de setembro de 2024 a março de 2025 e setembro de 2025 a março de 2026. No caso das cirurgias contratadas, o levantamento considera a produção registrada até 1º de junho deste ano
Ler mais...
Plataformas digitais do GDF ampliam acesso da população ao serviço público
A digitalização dos serviços públicos tem mudado a forma como a população brasiliense acessa atendimentos e solicitações do Governo do Distrito Federal (GDF). Por meio de plataformas online, aplicativos e sistemas integrados, cidadãos conseguem resolver demandas relacionadas a saúde, trânsito, mobilidade, educação, acessibilidade e serviços urbanos sem enfrentar filas ou precisar se deslocar até unidades físicas. Uma das iniciativas é o GDF Digital, conjunto de plataformas criadas para modernizar a prestação de serviços públicos. Entre elas está a Administração Regional Digital 24 Horas, ferramenta que permite solicitar serviços, como poda de árvores e limpeza urbana, além de acompanhar o andamento das demandas em tempo real pelo Portal Cidadão. O sistema também inclui o EducaDF Digital, voltado para a gestão escolar; e o E-Protocolo, que possibilita o envio eletrônico de documentos para órgãos do governo. O sistema Farmácia Digital acompanha todo o processo a ser cumprido nas Farmácias de Alto Custo | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Na área da saúde, a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) lançou, em maio deste ano, a Farmácia Digital, sistema de gestão de medicamentos de alto custo. A ferramenta acompanha todo o processo, desde a aprovação da solicitação até a entrega dos medicamentos, sendo integrada ao Cartão Nacional de Saúde. "Usamos a tecnologia para reduzir as filas de espera e aproximar a saúde do cidadão" Juracy Lacerda, secretário de Saúde Além de permitir o agendamento eletrônico para retirada dos remédios, o sistema mantém toda a documentação em formato digital, facilita o controle de estoque e possibilita o acompanhamento clínico dos pacientes. “Mais do que implantar um sistema inovador, o propósito da Farmácia Digital é humanizar o atendimento e valorizar o tempo de quem mais precisa. Usamos a tecnologia para reduzir as filas de espera e aproximar a saúde do cidadão", destacou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. No dia 22 deste mês, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) oficializou o lançamento da Iná, plataforma de inteligência artificial voltada para o atendimento ao cidadão. O sistema tem elevado nível de autonomia no relacionamento com os usuários. Pela Iná, o consumidor pode solicitar a emissão de segunda via de contas, pedir a revisão de faturas, visualizar gráficos de consumo e solicitar abertura de serviços usando apenas a linguagem natural, em formato de conversa livre. Pela Iná, inteligência artificial da Caesb, o consumidor pode solicitar a emissão de segunda via de contas, pedir a revisão de faturas, visualizar gráficos de consumo e solicitar abertura de serviços | Foto: Reprodução A tecnologia interpreta o contexto e a necessidade do cliente sem obrigá-lo a navegar por menus engessados ou sistemas complexos. Para garantir a segurança e a privacidade, o acesso às informações ligadas ao CPF é feito unicamente mediante login no sistema gov.br. "A gente está muito orgulhoso, porque foi feita totalmente pela equipe interna da Caesb. Ficou muito fácil para o usuário. Você pergunta sem precisar complicar, sem nada: 'Ah, eu quero a segunda via da minha fatura de dezembro de 2025', aparece; 'Ah, eu quero minha média de consumo dos últimos dois anos', aparece; 'Eu quero um gráfico da minha média', aparece. Ela faz tudo sozinha", comenta o presidente da Caesb, Luis Antonio Reis. Mobilidade Para facilitar acesso a serviços como segunda via do Cartão Mobilidade ou consultar o extrato, o BRB Mobilidade conta com o serviço de chatbots | Foto: Arquivo/ Agência Brasília No transporte público, os usuários contam com os serviços digitais do BRB Mobilidade. Pelo aplicativo e pelo site é possível fazer recargas via Pix, consultar saldo, extrato e validade dos créditos, acessar itinerários e solicitar segunda via do cartão, entre outros serviços. A plataforma também oferece atendimento por chatbot. Embora os canais digitais concentrem boa parte das demandas, permanecem disponíveis 512 pontos de atendimento para recarga em todo o DF, incluindo estabelecimentos credenciados e equipamentos instalados nos terminais rodoviários. Atualmente, mais de 790 mil usuários utilizam o Cartão Mobilidade. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) também ampliou a oferta de serviços digitais. Entre as ferramentas disponíveis está o Balcão Virtual, que permite ao cidadão protocolar solicitações, enviar documentos e acompanhar processos de forma totalmente online, sem necessidade de comparecimento presencial. O acesso pode ser feito pelo Portal de Serviços, na aba “Atendimento”, ou diretamente pelo endereço eletrônico, mediante login pelo Gov.br, com conta prata ou ouro. Além disso, o aplicativo e o site da autarquia permitem consultar a pontuação da CNH, verificar a situação do veículo e acompanhar resultados de exames e bancas examinadoras. Nos últimos anos, o número de serviços acessados ultrapassou 4 milhões. "O Balcão Virtual possibilita ao cidadão acessar diversos serviços com mais praticidade, segurança e comodidade, sem sair de casa" Marcu Bellini, diretor-geral do Detran-DF “Nosso compromisso é servir cada vez melhor a população do Distrito Federal. O Balcão Virtual possibilita ao cidadão acessar diversos serviços com mais praticidade, segurança e comodidade, sem sair de casa. Queremos continuar evoluindo, ampliando soluções digitais e tornando o atendimento cada vez mais simples, acessível e eficiente”, declarou o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini. Acessibilidade A tecnologia também tem ampliado a acessibilidade nos serviços públicos. Desde dezembro de 2023, o Distrito Federal conta com o DF Libras - CIL Online, sistema de interpretação em Libras por videochamada disponível 24 horas por dia. Por meio de um QR Code, pessoas surdas podem acionar intérpretes em tempo real durante atendimentos realizados em unidades públicas. O DF Libras pode ser acessado de UBSs, UPAs, hospitais públicos e órgãos da segurança | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília O serviço está presente em unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs), hospitais públicos, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), ouvidorias da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) e órgãos da segurança pública, incluindo delegacias e viaturas da Polícia Militar (PMDF). A iniciativa segue em expansão e deverá chegar também ao metrô, ao Detran-DF, ao Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) e a escolas públicas. Após cada atendimento, os usuários podem avaliar a experiência, que registra média de satisfação de 4,4 em uma escala de 1 a 5. O secretário da Pessoa com Deficiência, William Cunha, afirma que a pasta tem atuado de forma estratégica para ampliar o acesso e garantir mais autonomia às pessoas com deficiência no Distrito Federal: “O DF Libras é uma iniciativa que traduz esse compromisso ao oferecer interpretação em Libras em tempo real, 24 horas por dia, conectando o cidadão aos serviços públicos com mais acessibilidade e eficiência. Os resultados já demonstram o impacto positivo da ação, com alta avaliação dos usuários e expansão contínua para novos pontos de atendimento”.
Ler mais...
Com investimento de mais de R$ 10 milhões, GDF organiza a reforma do Cine Itapuã, no Gama
Fechado desde 2005 por problemas estruturais, o Cine Itapuã, no Gama, passa por uma ampla obra de reforma para devolver à população um dos mais tradicionais espaços culturais da região. Inaugurado em 1961, o cinema terá uma nova estrutura, acessibilidade, equipamentos audiovisuais modernos e ampliação da capacidade de público para 500 pessoas. Serviços começaram pela infraestrutura, adequando as instalações a normas de acessibilidade | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Com investimento total de aproximadamente R$ 10,5 milhões, a obra está na fase de infraestrutura, com atualização das instalações e adequação às normas de acessibilidade. “A população vai encontrar uma sala de cinema absolutamente equipada, com o melhor que se possa imaginar hoje dentro da tecnologia” Rosa Carla de Oliveira, presidente do Conselho de Cultura do DF Rosa Carla Monteiro de Oliveira, presidente do Conselho de Cultura do Distrito Federal (CCDF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), lembra que o processo de retomada ganhou força a partir de 2023, após avaliações técnicas e readequações dos projetos. A proposta, explica, é transformar o espaço em um centro de convivência e produção cultural para o Gama e outras regiões do DF. “A população vai encontrar uma sala de cinema absolutamente equipada, com o melhor que se possa imaginar hoje dentro da tecnologia”, afirma. “Vai ter uma ampliação para 500 lugares, em vez de 400, e será um espaço de convivência onde várias leituras culturais vão poder se apresentar. Também haverá acessos que não existiam antes, como rampas e adaptações previstas na legislação atual.” Memória afetiva O professor Rodrigo Reis comemora os trabalhos: “Aqui eu assisti ao meu primeiro filme, vi grandes atores, como Antonio Banderas e Tom Hanks, tenho muitas lembranças boas. A reinauguração vai além da expectativa de simples produções cinematográficas, porque traz de volta uma parte da nossa história” Além da modernização tecnológica, o projeto busca preservar o valor simbólico do espaço para a comunidade. Morador do Gama há décadas, o professor Rodrigo Reis, de 45 anos, lembra que assistiu no Cine Itapuã ao primeiro filme da vida, ainda na adolescência: Filadélfia, de 1993. Para o professor, a reabertura permitirá que novas gerações construam suas próprias memórias no local. [LEIA_TAMBEM]“O Cine Itapuã vai além de um cinema”, enfatiza. “Ele traz recordações, faz a gente voltar um pouco no tempo. Aqui eu assisti ao meu primeiro filme, vi grandes atores, como Antonio Banderas e Tom Hanks, tenho muitas lembranças boas. A reinauguração vai além da expectativa de simples produções cinematográficas, porque traz de volta uma parte da nossa história. E isso também amplia o acesso à cultura, porque escolas, institutos e a população vão poder aproveitar esse espaço novamente.” A expectativa pela reabertura também é compartilhada pela comunidade local. A administradora regional do Gama, Thábata Almeida, ressalta que a obra representa a recuperação de um patrimônio que marcou gerações de moradores. “São mais de 20 anos de espera por essa obra”, contabiliza. “Há muitas crianças e gerações que não conhecem o Cine Itapuã, apenas ouviram histórias sobre ele. Eu mesma tenho lembranças da infância aqui. Muitos casais se encontraram neste espaço, muitos casamentos começaram aqui. É uma memória afetiva do gamense e será muito celebrado o dia da reabertura.”
Ler mais...