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Região de Saúde Centro-Sul ganha ambulatório para doenças crônicas
Pacientes da região são beneficiados com centro especializado em doenças crônicas | Foto: Agência Saúde A Região de Saúde Centro-Sul * recebeu o primeiro Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), núcleo especializado em atendimento ambulatorial. A unidade começou a funcionar no Hospital Regional do Guará nesta quarta-feira (9) e amplia, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a oferta de serviços especializados para os moradores da região. [Olho texto=”“O paciente passa por um circuito de várias especialidades no mesmo dia: cardiologista, endocrinologista, psicologia, enfermeira, assistente social e fisioterapia. Agora os atendimentos são integrados”” assinatura=”Flávia Costa, superintendente da Região de Saúde Centro-Sul” esquerda_direita_centro=”centro”] Com atendimento multidisciplinar, o novo ambulatório é destinado para pacientes da Região de Saúde Centro-Sul classificados como de alto e muito alto risco para hipertensão e diabetes. O atendimento aos pacientes com doenças crônicas na região já era oferecido, mas de forma não integrada. “O paciente passa por um circuito de várias especialidades no mesmo dia – cardiologista, endocrinologista, psicologia, enfermeira, assistente social e fisioterapia. Agora os atendimentos são integrados. No mesmo dia o paciente passa por diferentes especialistas, tendo em vista serem pacientes de alto e muito alto risco”, explica a superintendente da Região de Saúde Centro-Sul, Flávia Costa. Com o atendimento multidisciplinar, o resultado esperado é aumentar a resolutividade regional, de modo a serem reduzidas as ocorrências de infarto, acidente vascular cerebral e amputações. “Há substancial melhora na qualidade de vida de pacientes portadores de doenças crônicas, sem aumentar custos para o sistema de saúde”, analisa a gestora. Atendimentos são agendados pela Central de Regulação da Secretaria de Saúde | Foto: Agência Saúde A expectativa é de atender cerca de 60 casos novos por mês, com perspectiva de multiplicação desse número por cinco ou seis vezes nos próximos seis meses. Porta de entrada Os pacientes atendidos pelo Cedhic são encaminhados para o ambulatório pelas unidades básicas de saúde (UBSs). São as UBSs que realizam o primeiro atendimento, avaliam cada caso e direcionam aqueles de alto e muito alto risco para as atenções secundária ou especializada. Ao fundo, a superintendente Flávia Costa e o diretor administrativo da Cedhic, Evilásio Sousa Ramos, ao lado da cardiologista Luciane Santoro (de jaleco) e o diretor de Atenção Secundária, Thiago Braga | Foto: Agência Saúde Esse atendimento é feito nos ambulatórios e policlínicas que funcionam em todas as regiões de saúde. Com o modelo de atendimento integrado, a expectativa é de mais adesão e continuidade no tratamento dos doentes crônicos e de acesso à rede de atenção especializada. O novo ambulatório é mais um avanço da Região de Saúde Centro-Sul na proposta de Planificação de Atenção à Saúde, projeto viabilizado pelo Proadi-SUS, do Ministério da Saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O ambulatório O Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca funciona no Hospital Regional do Guará. Trata-se de uma policlínica vinculada à Gerência de Serviços da Atenção Secundária. Os atendimentos serão realizados sob forma de circuito multidisciplinar composto por especialistas em cardiologia – especialmente insuficiência cardíaca e hipertensão arterial –, endocrinologistas, enfermeiras especializadas em cuidados com “pé diabético”, atendimento psicoterapêutico, nutricional, fisioterapêutico e com assistente social. * Com informações da Secretaria de Saúde. ** A Região de Saúde Centro-Sul é formada pelas seguintes regiões administrativas: Guará, Estrutural, Setor de Indústria e Abastecimento, Setor Complementar de Indústria e Abastecimento, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Park Way, Riacho Fundo e Riacho Fundo II.
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Respirador de baixo custo vai ampliar atendimento a pacientes com Covid-19
Expectativa é de que 30 unidades fiquem prontas para uso em dois meses | Foto: FAP-DF Criar respiradores mecânicos baratos para ampliar o acesso de pacientes com Covid-19 em leitos de UTI. Esse é o objetivo do projeto apoiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), instituição vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), e coordenado pelo pesquisador Sanderson César Macêdo Barbalho. O cronograma do projeto é de 120 dias a partir da assinatura do Termo de Outorga e Aceitação (TOA) junto à FAP-DF, o que foi feito no início do mês de junho. Ao final deste período, a expectativa do pesquisador e sua equipe é de ter 30 unidades prontas para uso.Covi [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O projeto recebeu investimento de R$ 1,1 milhão. O valor foi repassado pela Secti/FAP-DF no âmbito do Convênio 03/2020, que conta com orçamento global de R$ 30 milhões para apoiar projetos e ações de pesquisa, inovação e extensão destinadas ao combate à Covid-19. “Nosso objetivo inicial é desenvolver um respirador de baixo custo, mas que atenda às normas de segurança médica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária [Anvisa], validar o produto e certificá-lo de acordo com os padrões simplificados da agência para a pandemia, para que possamos entregar um lote-piloto”, explica o coordenador do projeto, que também é professor adjunto do Departamento de Engenharia de Produção (EPR) da Universidade de Brasília (UnB). “Estamos organizados em grupos divididos por área tecnológica – eletrônica e software, mecânica, testes médicos e logística de aquisições e fabricação. Cada grupo se reúne e planeja suas atividades semanalmente. Usamos metodologia ágil baseada em softwares de uso livre para registrar as atividades. Fazemos uma reunião semanal toda sexta-feira para consolidar o avanço do projeto, e assim por diante. Serão 17 semanas de trabalho nesse ritmo para atingir a nossa meta”, acrescenta Sanderson. Ele destaca ainda a importância do fomento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e em Pesquisa Desenvolvimento (P&D) para que projetos como esse saiam do papel e, assim, possam efetivamente ajudar a população do DF, bem como os profissionais de saúde que atuam na linha de frente no combate à pandemia. “Sem o fomento o projeto não aconteceria. Tivemos contato com investidores de Brasília, os quais infelizmente não se prontificaram em contribuir minimamente com a proposta. E, com recursos próprios, conseguiríamos no máximo fazer um protótipo de bancada, não muito diferente do que encher um balão de festas”, arremata. * Com informações da FAP-DF
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Febre amarela pode ser prevenida com vacina
O mesmo da dengue: mosquito Aedes aegypti também é o transmissor da febre amarela urbana | Foto: Agência Saúde A febre amarela é uma doença viral que há algum tempo voltou a ser notícia no Brasil e ainda preocupa as autoridades. Em 2017, ocorreu um novo surto da doença no leste de Minas Gerais com diversas mortes. No Distrito Federal, a situação está sob controle e a cobertura vacinal da população tem sido essencial para manter a doença longe da população. No ciclo silvestre, em áreas florestais, o vetor da febre amarela é principalmente o mosquito Haemagogus. Já no meio urbano, a transmissão dá-se pelo mosquito Aedes aegypti (o mesmo da dengue). Há ainda o Aedes albopictus que apresenta ampla valência ecológica, adaptando-se aos ambientes rurais, periurbanos e urbanos. Essa característica lhe confere destaque pela possibilidade de fazer a ponte entre os ciclos silvestre e urbano de transmissão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. Por isso, é importante manter a vacina em dia, principalmente as pessoas que mantêm contato direto com regiões de mata, ecoturismo entre outras atividades em que a pessoa fica exposta na zona rural. O Distrito Federal não tem casos confirmados da doença, mas em outros estados do Brasil há registro da doença tanto em locais urbanos quanto em regiões rurais. No país já é admitida a presença dos dois ciclos de transmissão. Por isso ela ainda tem grande importância epidemiológica por sua gravidade clínica e potencial de disseminação em áreas urbanas infestadas pelo Aedes. Membro da gerência de Vigilância das Doenças Transmissíveis (GVDT), Fabiano Martins destaca que a doença continua exigindo uma vigilância permanente pelo quadro clínico grave que apresenta. Como recorrentemente não chega a dar sintomas nas pessoas, o paciente não é tratado de maneira precoce, podendo ter hemorragia e chegar a óbito. O profissional alerta para os deslocamentos para áreas endêmicas e propensas à transmissão. “A doença tem um potencial muito grande de transmissão em área urbana por conta do Aedes. A vigilância é essencial para evitar essa proliferação que pode acontecer de maneira muito rápida. Por isso, a pessoa não vacinada, independentemente da idade ou sexo, que se exponha em áreas de risco pode ser contaminada e morrer. Viajar para lugares de mata onde há registro de casos e não estar com a vacina em dia é se expor ao risco de contaminação com a doença”, alerta. Em viagens internacionais, o cidadão pode ser barrado por não ter a comprovação da vacina, bem como correr o risco em países endêmicos como o Brasil. Primatas A Vigilância Ambiental trabalha no controle do ambiente e mapeamento de macacos que aparecem mortos. Rodrigo Menna, gerente de Vigilância Ambiental de Zoonoses, explica que a população deve contribuir informando a gerência sempre ao encontrar macacos mortos para que os animais sejam recolhidos e feita a autópsia. Vacina contra a febre amarela está disponível em todas as UBSs do DF | Foto: Agência Saúde “Esse animal não pode ser descartado, jogado no lixo ou enterrado. É preciso a investigação de sua morte, pois é o principal hospedeiro da doença no meio ambiente. Também reforçamos o alerta sobre os possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti. Não podemos mais permitir que ele nasça, deixando depósitos de água para o seu desenvolvimento”, afirmou Rodrigo. O Distrito Federal, no último boletim do Ministério da Saúde sobre monitoramento de mortes de macacos, recolheu 69 macacos mortos para análise, sem a confirmação de caso positivo para a febre amarela. Caso a população encontre macacos mortos, deve comunicar pelo telefone (61) 99269-3673 ou pelo e-mail zoonosesdf@gmail.com. Sintomas e prevenção Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou eles são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A vacina contra a febre amarela está disponível em todas as salas de vacina do DF. Assim como as demais vacinas do calendário nacional de imunização, a que previne contra essa doença está com baixa cobertura em 2020. Até o momento, a cobertura vacinal é de 62,9%, número abaixo do registrado em 2019, quando atingiu-se 90,5% e a meta preconizada foi alcançada. Veja todos os dados abaixo: Casos De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde nesta sexta-feira (28), o Distrito Federal não registrou casos da doença em 2019 e em 2020. Este ano, foram notificados 16 casos suspeitos de residentes e não residentes do DF. Porém nenhum foi positivo para a doença. No entanto, em 2018, o DF teve dois casos confirmados. Por isso, a vacinação é a única proteção. Nas duas últimas décadas, diversas reemergências do vírus foram registradas. A última, iniciada em 2014 apresenta efeitos até o presente e resultou nos maiores surtos de febre amarela silvestre da história do país, desde que esse ciclo foi descrito na década de 1930, alcançando a área de domínio de Mata Atlântica, onde as populações não estavam imunizadas. No século XXI, além da área endêmica, casos humanos e/ou epizootias em primatas não humanos foram registrados em todos os estados das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além da Bahia, caracterizando a expansão recorrente da área de circulação viral nos sentidos Leste e Sul do país. Isso afetou áreas antes consideradas indenes, onde o vírus não era registrado há décadas, o que gerou profundos impactos à saúde pública e à biodiversidade. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Ceilândia: mais três núcleos de saúde e cerca de um milhão de beneficiados
Alta demanda: por mês nascem mais de 600 crianças na cidade | Foto: Arquivo Agência Brasília Assim que a pandemia da Covid-19 estiver controlada, Ceilândia vai herdar melhorias que vão mudar completamente a cara da saúde pública da maior cidade do Distrito Federal. Uma delas é a nova Unidade Básica de Saúde, obra com 10% de trabalhos executados, uma estrutura que deve ser inaugurada ainda neste ano. São benfeitorias que vão permanecer, uma vez encerrada a crise sanitária, para reforçar o sistema de saúde pública de toda a região, de modo a beneficiar cerca de um milhão de pessoas. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Na manhã desta sábado (29), o secretário de Saúde do DF, Osney Okumoto, e o presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Gestão (Iges-DF), Sérgio Costa, estiveram na cidade para acompanhar obras e ações em andamento. Acompanhados pelo administrador regional, Marcelo Piaui, e pela superintendente de Saúde da Região Oeste, Lucilene Florêncio de Queirós, eles foram conferir o andamento das obras da nova UPA, no Setor O, e do Hospital de Campanha na QNN 27, em Ceilândia Norte, que se tornará o primeiro Hospital Materno Infantil do DF fora do Plano Piloto. O administrador Marcelo Piauí acredita que a construção das novas instituições, em Ceilândia – aliada a outras ações e obras, como a ala anexa ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC), com mais de 60 leitos – será um divisor de águas para a saúde da cidade. “São edificações que seguem os padrões estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o que habilita a atender milhares de pacientes quando as obras forem entregues. Por mês nascem mais de 600 crianças na cidade, o que justifica a presença de um hospital especializado para atender as mães e fazer todo o acompanhamento necessário. Todas essas benfeitorias ficarão como legado na saúde para toda comunidade”, enfatiza Piauí. [Numeralha titulo_grande=”1 milhão” texto=”de pessoas beneficiadas com a nova rede de saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] O administrador também ressalta que a estruturação da saúde em Ceilândia tem sido intensa e por meio de parcerias. “Ceilândia ganhou o novo Hospital Modular, a ala anexa ao HRC, que está em pleno funcionamento e que, depois que passar essa pandemia, irá reforçar a oferta de atendimento do Hospital de Ceilândia. Uma das nossas prioridades é desenvolver e oferecer uma saúde pública de qualidade para a população”, acrescenta. O secretario de Saúde, Osney Okumoto, disse que as obras vêm reforçar o sistema como um todo. “Já ampliamos enormemente o programa Saúde da Família, que hoje tem a maior cobertura do Brasil, e vai prover a população da fase mais importante, que é a saúde preventiva. Importante ressaltar que todo o investimento feito para o combate à Covid-19 fica na rede, reforçando muito a nossa capacidade de atendimento”, explicou. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em construção na cidade é uma das oito unidades que serão entregues até o final do ano. As obras estão adiantadas e o presidente do Iges-DF, Sérgio Costa, afirma que elas entrarão rapidamente em funcionamento. “Já estamos providenciando todo o mobiliário e pessoal necessários para que as UPAs entrem em operação assim que as obras físicas forem concluídas”, vislumbrou. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Tecnologia ajuda UBSs a traçar estratégias contra a Covid-19
| Foto: Divulgação A pandemia do coronavírus tem se mostrado um grande desafio para a humanidade, mas também tem despertado a necessidade de inovações tecnológicas em várias frentes, inclusive na saúde pública. Na Região de Saúde Leste, as Unidades Básicas de Saúde 3, do Paranoá Parque, e a UBS 1 do Itapoã estão utilizando uma plataforma indicada pela Organização Mundial da Saúde para estudo de dados, e outro aplicativo gratuito do Google. Apesar de usarem a mesma base, o painel de cada unidade tem suas diferenças, conforme a necessidade de cada local. “O Painel Epidemiológico dos casos de Covid-19 tem como principal função conhecer o perfil dos pacientes que procuram a UBS 1 do Itapoã com sintomas gripais e, com isso, pensar em estratégias que melhorem os fluxos internos e os processos de trabalho a fim de melhorar a eficiência no nosso atendimento”, simplifica a gerente da unidade Thaís Fonseca Lima. Conheça o painel da UBS 1 do Itapoã aqui. A gestora destaca como uma das principais características do painel da sua unidade o mapa de calor que ele apresenta, indicando os locais onde há mais casos. “Outro ponto é saber como está o contágio de nossos servidores e tentar minimizar os efeitos dos afastamentos na assistência pois sabemos que aquele servidor ficará tantos dias afastados”, indica Thaís. A atualização dos dados é semanal, exceto dos servidores que é atualizado sempre que há um novo afastamento ou recuperação. O painel apresenta, ainda, o monitoramento do consumo dos testes sorológico e PCR, com a memória do consumo desses insumos, permitindo a solicitação apenas do necessário para atender a demanda dessa UBS. “Os dados estatísticos são de extrema importância para qualquer organização, sabendo sua demanda, de onde ela vem, a quantidade atendida, as queixas mais comuns de determinada área e a doença que necessita de acompanhamento por exemplo, podemos traçar estratégias para tentar minimizar os problemas da população, perceber o perfil de nossa comunidade e traçar uma estratégia assistencial fazendo grupos, por exemplo”, finaliza a gestora. Paranoá No caso da unidade do Paranoá, a gerente de Serviços da Atenção Primária, Mariana Alencar Sales, conta que, desde o início da pandemia é realizado o monitoramento diário dos casos suspeitos e confirmados da Covid-19. “O acompanhamento desses dados é de grande importância para a compreensão do cenário epidemiológico do nosso território e para a organização das ações de cuidado. A elaboração de um painel ajuda na visualização destas informações. É uma forma mais agradável de se relacionar com esses dados do que, por exemplo, as tabelas”, justifica a gestora. Os responsáveis pela consolidação semanal dos dados são dois residentes de Gestão em Saúde, da Fiocruz. | Foto: Divulgação A fim de conscientizar a comunidade, os profissionais daquela unidade buscaram aproximação dos síndicos dos condomínios locais, inicialmente divulgando os dados e discutindo estratégias de cuidados coletivos. Com a criação do painel, essa atualização dos casos suspeitos e confirmados ficou mais fácil. “O painel interativo possibilita maior dinamicidade na apresentação das informações e ajuda na divulgação dos dados para as equipes pois podemos divulgar apenas o link no qual está hospedado e todos podem acessar de forma mais rápida. É mais atrativo também para as equipes pois podemos ver os dados gerais da Unidade de Saúde ou os dados referentes aos atendimentos dos usuários daquela equipe, bastando clicar no gráfico”, explica Mariana. O painel entrou no ar no último dia 18 de agosto e pode ser acessado aqui. Para chegar até o painel, os dados dos casos suspeitos e confirmados, e seus respectivos contatos, são lançados no Go.Data. As equipes dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Odontologia fazem monitoramento diário usando o sistema da OMS. A partir desses sistema, os dados são extraídos para consolidar e fazer o painel interativo no Data.Studio, do Google. A UBS 3 do Paranoá participa de um projeto piloto, junto à UnB, na utilização da plataforma da OMS. *Com informações da Secretaria de Saúde
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O Diretor-geral do Departamento de Trânsito do Distrito Federal
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Carta-Teste
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Vigilância Ambiental: vacinação contra raiva
Campanha Anual de Vacinação Antirrábica tem início previsto para 3 de outubro, em meio rural e urbano | Foto: Secretaria de Saúde O calendário da vacinação antirrábica está se aproximando. Por isso, a Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival) tem capacitado funcionários para a aplicação da vacina no Distrito Federal. São cerca de 300 agentes contratados no primeiro semestre, temporariamente, a receber treinamento para auxiliar na vacinação de cães e gatos, nas zonas rural e urbana. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Com turmas que variam entre dez e 20 pessoas, o curso teve início em 17 de agosto, com previsão de que a capacitação seja ministrada para as últimas turmas no próximo dia 25. Entre os conteúdos, além da própria doença, estão etiologia, profilaxia e técnicas de vacinação. “A gente espera que todos estejam aptos a realizar essa atividade de fundamental importância para a saúde humana, que é por meio da vacinação de cães e gatos na campanha, na rotina e na identificação de áreas vulneráveis, e do aparecimento de foco nos casos de morcegos ou bovinos com diagnósticos positivo para a raiva. A gente faz um reforço na vacinação desses cães e gatos em um raio adjacente a este caso”, explica o gerente ambiental de Zoonoses, Rodrigo Menna Barreto Rodrigues. Campanha A Campanha Anual de Vacinação Antirrábica tem início previsto para 3 de outubro, em meio rural e urbano. A ação será dividida em três etapas, programadas para os dias 24 e 31 de outubro e 7 de novembro. * Com informações da Secretaria de Saúde
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Fiscalização no uso de máscaras na Feira dos Goianos
Servidores de 12 órgãos do Governo do Distrito Federal que atuam na força-tarefa intensificaram, nesta quinta-feira (20), a fiscalização do uso de máscaras nos comércios das regiões do Areal, Setor H Norte e Feira dos Goianos. O objetivo foi conscientizar as pessoas sobre a importância do uso de máscaras e da manutenção das normas de distanciamento no comércio para o combate à Covid-19. Foram abordados pedestres e estabelecimentos e cobrado o cumprimento das regras estabelecidas pelo poder público. Nos períodos da manhã e tarde, auditores da Secretaria DF Legal, Secretaria de Governo, Vigilância Sanitária, Ibram, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran-DF e DER-DF, entre outros, andaram pelas ruas com o objetivo de orientar sobre o uso correto das máscaras e distribuir o acessório para os pedestres. Pelo menos 700 pessoas foram abordadas e 3.500 máscaras foram distribuídas. Segundo o secretário do DF Legal, Cristiano Mangueira, o governo do Distrito Federal, preocupado com o aumento do número de casos nessa última semana, resolveu intensificar as ações para aumentar a observância aos protocolos sanitários e o uso de máscaras, além da conscientizar a população. Caso haja desobediência às normas ocorrerá a aplicação de multas de R$ 2 mil a R$ 4 mil pelo não uso de máscaras. Caso o estabelecimento comercial não esteja respeitando os protocolos, ele receberá uma multa – nunca inferior a R$ 3.628. “Nesses últimos cinco meses, com a abertura gradual do comércio, a observância dos protocolos foi relaxada. Esse incremento da força-tarefa busca aumentar o respeito a esses protocolos”, alerta Cristiano Mangueira. “Os estabelecimentos em geral devem respeitar o distanciamento de 2 metros, aferição de temperatura e a oferta de álcool em gel a todos os seus clientes”, reforça. Também houve punição para os estabelecimentos que descumpriram normas. Ao todo, foram vistoriados 525 estabelecimentos, desse total três foram autuados por irregularidades e um multado por descumprimento de normas de combate à Covid-19. * Com informações da Secretaria DF Legal
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Afastamento Remunerado 2º/2020 Resultado preliminar 1ª etapa
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Região de Sobradinho recebe ações do Sanear Dengue
Já foram notificados 43.857 casos prováveis de dengue no DF | Foto: Agência Saúde As ações para o combate ao mosquito da dengue não param. Nos dias 17 e 18 de agosto o Sanear Dengue esteve em Sobradinho e Sobradinho II, onde agentes de Vigilância Ambiental e bombeiros militares inspecionaram um total de 1.718 imóveis. Mesmo em período de seca, foi necessário utilizar larvicida em 98 depósitos de água, em um universo de 5.056 encontrados durante as vistorias. [Olho texto=”“Neste período antiepidêmico temos que intensificar as ações, principalmente em pontos estratégicos como ferros-velhos, floriculturas, oficinas, reciclagens, acumuladores e depósitos. Estes locais podem promover uma infestação em pelo menos 500 imóveis ao redor”” assinatura=”Reginaldo Braga, gerente da Vigilância à Saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] No último Boletim Epidemiológico, com dados relativos a até 1º de agosto, Sobradinho figurava com 2.147 casos de dengue, enquanto Sobradinho II registrava 2.442 ocorrências. Apesar de essas regiões administrativas não possuírem os maiores números de casos do Distrito Federal, elas estão entre as que apresentam maior incidência de casos por 100 mil habitantes. “As escolhas das cidades são por meio dos critérios apontados nos Boletins Epidemiológicos e das análises técnicas dos nossos chefes de núcleo, mediante informações das ações de campo de novas tecnologias”, esclarece o gerente de Operações da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, Reginaldo Braga. No DF, já foram notificados 43.857 casos prováveis de dengue – 65 casos graves e 4 óbitos confirmados, dois de moradores de Sobradinho e outros dois de Sobradinho II. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Neste período antiepidêmico temos que intensificar as ações, principalmente em pontos estratégicos como ferros-velhos, floriculturas, oficinas, reciclagens, acumuladores e depósitos. Estes locais podem promover uma infestação em pelo menos 500 imóveis ao redor”, alerta o gerente. A ação do Sanear Dengue também serviu de combate ao coronavírus e contou com a participação do Centro de Referência da Assistência Social (Cras), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), de centros de convivência (Cose), da Agência do Trabalhador e da Inspetoria de Saúde. * Com informações da Secretaria de Saúde
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No DF, 1,45% dos casos de Covid terminam em morte
A 18ª edição semanal do Boletim Codeplan Covid divulgado nesta semana aponta que a taxa de letalidade da doença no DF é a 25ª mais baixa entre as 27 unidades da federação. Desde o começo da pandemia, o DF ocupa as três últimas posições do país na taxa que compara o percentual de óbitos causados por Covid-19 em relação ao número de casos confirmados. A Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) analisou os dados sobre a infecção pelo coronavírus até o último dia 16. De acordo com o boletim, o DF tinha 136.467 casos e 1.976 óbitos. Só perde para Roraima, com taxa de 1,43, e Tocantins (1,38%). A média do Brasil é de 3,2%, mas o índice chega a 7,5% no Rio de Janeiro e a 6,36% em Pernambuco. “Desde que começamos o Boletim Covid-19 em abril, a taxa de letalidade do DF sempre manteve-se entre as melhores do país, sendo a antepenúltima na análise da semana passada.” afirma Jean Lima, presidente da Codeplan. A taxa de letalidade do DF tem variado entre 1,2 e 1,5 desde o começo da pandemia. “Os outros estados têm variado muito. A nossa se mantém estável. Ontem excepcionalmente chegou 1,6 porque a gente consolida esses dados às 18h e alguns laboratórios privados mandaram dados de casos confirmados depois desse horário”, explica o subsecretário de Vigilância à Saúde, Eduardo Haje. Para ele, a taxa de letalidade é o melhor indicador para se avaliar a eficiência da rede de saúde pública e privada nas ações de enfrentamento ao coronavírus. “A taxa de letalidade daqui é uma das menores do país graças ao atendimento dado aos pacientes. Tem estudos que mostram que 90% das pessoas que chegam a precisar de leitos de UTI, morrem se não tiverem acesso a um tratamento adequado”, diz. “Se fosse esse desastre como às vezes se supõe, nós não teríamos uma taxa de letalidade tão baixa”, ressalta. De acordo com o secretário de Saúde, Francisco Araújo, o GDF, no início da pandemia, fez três projeções de abertura de leitos de UTI. No último dos cenários, seria preciso ofertar mil leitos de UTI na rede pública e privada. “Hoje, somando os 730 leitos UTI Covid com 240 no privado, nós chegamos próximos a mil leitos”, afirma. “Enquanto durar a pandemia a Secretaria de Saúde vai abrir leitos, não em grande número como antes”, completa. Reestruturação da rede Em seis meses de pandemia, a Secretaria de Saúde estruturou no Distrito Federal uma rede totalmente preparada para receber e atender os casos relacionados ao coronavírus. Hoje, são 739 leitos com suporte de ventilação mecânica aos pacientes mais graves da Covid-19, com dificuldade respiratória. Entre eles, os de Unidade de Terapia Intensiva (535), de Cuidado Intermediário (196) e Cuidado Intermediário Neonatal (8). Isso foi possível depois de um esforço de gestão para entregar em poucos meses estruturas adaptadas e preparadas para receber esses pacientes. A mais recente foi a do Hospital de Campanha do Centro Médico da Polícia Militar. A nova unidade disponibiliza, desde o início de agosto, 80 novos leitos de UTI à população e 20 de enfermaria. Com isso, contribuiu para reduzir a taxa de ocupação total de leitos no DF para 69%, até o momento. Além disso, a pasta tem 533 leitos de enfermaria para os casos menos graves, disponíveis em cinco unidades hospitalares. A maior quantidade está no Hospital Regional da Asa Norte (Hran), uma das referências no DF para tratamento da Covid-19, com 233 leitos. Também estão nessa lista os hospitais de campanha do Mané Garrincha e da Polícia Militar, com 177 e 20 leitos de enfermaria, respectivamente, além dos hospitais de Ceilândia (95) e do Guará (8).
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Covid-19: novos dados no DF. Confira
Novos dados sobre infectados pela Covid-19 foram disponibilizados no Portal Covid-19 Agora, o site também mostra quais os sintomas mais apresentados pelos contaminados e dados mais específicos sobre os casos avaliados, como etnias indígenas, raça/cor, número de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) disponibilizados e profissionais de saúde em serviço na rede do DF. Há também uma nova área que diferencia os que tiveram síndrome respiratória grave causada pelo novo coronavírus ou por outras doenças. Segundo levantamento disponibilizado pela Secretaria de Saúde do DF no Portal Covid-19, dos 64.545 casos avaliados, 38,7% (24.989) apresentaram tosse, 19,8% (12.764) febre, 9,6% (6.185) dor de garganta e 10,23% (6.608) dispneia (falta de ar ou dificuldade de respirar). Para o critério raça/cor, dos 46.818 mil respondentes, 61,5% (28.801) se autodeclararam como pardos, 23,8% (11.161) como brancos, 10,1% (4.711) como amarelos, 4,4% (2.074) como pretos e 0,2% (71) como indígenas. Todos esses dados foram extraídos do sistema e-SUS no dia 11 de agosto de 2020 e serão atualizados semanalmente. Dos 71 indígenas autodeclarados, 66 informaram residência no DF e 5 em Goiás, não sendo localizados, dentre os autodeclarados, nenhum indígena aldeado ou que tenha informado residência em terra indígena. Outra questão importante levantada nas novas informações é a diferenciação de casos que apresentaram a síndrome respiratória aguda causada pelo novo coronavírus de outras doenças como a Influenza. Essa distinção levou a Secretaria de Saúde a promover uma reestruturação das ações de vigilância entre as regiões de saúde do DF, com ampliação e redistribuição das unidades de atendimento da síndrome gripal (Influenza e outros vírus respiratórios) e da Síndrome Respiratória Aguda Grave2. No Portal Covid-19 também estão disponíveis os boletins epidemiológicos semanais que apresentam o cenário e casos hospitalizados de Covid-19. Essas informações têm sido usadas para subsidiar recomendações de ações de vigilância, prevenção e controle. O portal é administrado pela Controladoria-Geral do DF em parceria com outras Secretarias como Saúde e Segurança. Contratações Para dar mais transparência às contratações realizadas durante o combate ao novo coronavírus, também foi criado um painel que detalha os recursos financeiros públicos investidos desde março. É possível verificar, inclusive, quais órgãos realizaram mais contratações, os valores por fornecedor e filtrar os contratos a serem analisados. Além disso, a Secretaria de Saúde e o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges/DF) lançaram um aplicativo para o monitoramento de Covid-19 por meio de um número de WhatsApp (61) 99819-6599, com o objetivo de divulgar informações sobre a doença e, principalmente, agregar mais uma ferramenta para aprimorar a sua vigilância na população, por meio da coleta direta de dados sobre possíveis casos, seu monitoramento diário e a identificação de situações de risco que precisem ser avaliadas pelas equipes locais de saúde. * Com informações da Controladoria-Geral do DF
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Pregão Eletrônico SRP nº 11/2020 – HOMOLOGADO
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Conselho recomenda trabalho a distância para pessoas com deficiência visual
O Conselho Distrital de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos publicou nesta segunda-feira (17), no Diário Oficial do DF, uma recomendação para que os órgãos públicos e as empresas privadas mantenham os trabalhadores com deficiência visual em home office durante a pandemia de Covid-19. As orientações do colegiado, que é vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), estão na Resolução Nº 14, aprovada em reunião plenária no dia 20 de maio. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) não ter incluído as pessoas com deficiência como grupo de risco, o conselho alerta que este segmento está mais vulnerável em função da própria deficiência, que muitas vezes é associada a problemas de saúde. Além disso, em tempos de distanciamento social e de cuidados para evitar toques em objetos e superfícies, as pessoas cegas ou com baixa visão enfrentam mais risco de contaminação por coronavírus, porque precisam utilizar o tato e o contato na interação com outras pessoas, e mesmo com o ambiente. Caso não seja possível a prestação de serviço remoto, a sugestão é que o empregador ofereça à pessoa com deficiência licença remunerada, antecipação de férias, aproveitamento de feriados ou uso do banco de horas. O importante, de acordo com o conselho, é viabilizar a proteção desses trabalhadores, com a manutenção dos empregos e sem prejuízos trabalhistas. * Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Reforço nos serviços de saúde do Paranoá
Posto desativado fica em ponto estratégico da principal avenida do Paranoá | Foto: AR Paranoá / Agência Brasília Os moradores do Paranoá ganharão reforço nos serviços de saúde. O posto da Polícia Militar desativado, que ocupa um canto da praça central, será transformado em ponto de apoio da Unidade de Saúde Básica (UBS) 1 da região. A ideia é que profissionais da equipe de Saúde da Família reforcem a assistência aos cercas de 81 mil habitantes da cidade, com meta de 50 atendimentos por dia, segundo gestores de saúde da Região Leste. [Olho texto=”“Vamos conseguir dar mais assistência aos moradores, ficando mais próximos da comunidade e garantindo o acesso à saúde”” assinatura=”Wallace dos Santos, diretor de Atenção Primária da Região Leste” esquerda_direita_centro=”centro”] A nutricionista Janaína Soares, 41 anos, mora ao lado do imóvel e comemora a novidade. “Minha mãe é cadeirante e não temos carro, então é difícil para nos locomovermos. Com esse ponto de apoio, é só descermos a rua que já estamos lá. Vai melhorar muito para nós que dependemos de transporte público”, comenta a moradora. O administrador do Paranoá, Sérgio Damasceno, ressalta que, principalmente devido à pandemia de Covid-19, o objetivo é melhorar o atendimento da comunidade. “A expectativa é de que as obras comecem em até 60 dias”, informa o gestor, vislumbrando os próximos passos do empreendimento. O primeiro passo será cercar o local e reestruturar as redes elétrica e hidráulica. “Será uma parceria entre a administração e a secretaria para reformar o imóvel”, explica. Projeto Segundo o diretor de Atenção Primária da Região Leste, Wallace dos Santos, a previsão é de que a estrutura tenha dois consultórios e uma sala de acolhimento com um médico, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes de saúde. “Serão cerca de 50 atendimentos por dia. Vamos conseguir dar mais assistência aos moradores, ficando mais próximos da comunidade e garantindo o acesso à saúde”, reforça. [Numeralha titulo_grande=”81 mil” texto=” moradores do Paranoá terão mais atendimento na área da saúde” esquerda_direita_centro=”centro”] As pessoas em situação de rua, que ficam ao redor do prédio, terão atenção especial. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) faz abordagens e encaminha, aqueles que aceitam, para abrigos. A administração também acionou a Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), subordinada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus), para conscientizar usuários de álcool e drogas. Outras ações O Centro Obstétrico do Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, foi totalmente reformado. Além disso, houve a ambientação do local de acordo com as recomendações da Rede Cegonha. O ambiente foi revitalizado, as salas de pré-parto pintadas, os consultórios ganharam seis pontos de oxigênio, todas as infiltrações foram solucionadas e houve troca de portas de madeira por peças de vidro. A procura pelo trabalho voluntário para atuar nas unidades de saúde da Região Leste é outro ganho para a cidade. Em comparação ao ano passado, o aumento foi de 100% e a maioria desses profissionais atuam no hospital da região. Para incentivar o ingresso de novos voluntários, a equipe desenvolveu um QR Code, para inscrição de interessados, e o fixou em cartazes nos principais pontos do hospital, com informações sobre a documentação necessária para se tornar um colaborador. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Paranoá Parque O Paranoá Parque também ganhará dois importantes equipamentos públicos: uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A primeira está sendo erguida na Quadra Comercial 1 e terá capacidade para atender 4,5 mil pessoas por mês. A UBS, por sua vez, conta com investimento de R$ 3,1 milhões. Recentemente, o governador Ibaneis Rocha visitou as obras e ressaltou a importância delas para a geração de emprego e renda no DF.
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Hospitais e Lacen recebem máquinas de esterilização e desinfecção
Aparelhos têm o ciclo de lavagem e desinfecção mais rápido e vão gerar economia de água e energia | Foto: Divulgação Hospitais públicos do Distrito Federal começaram a receber máquinas de última geração que vão otimizar a esterilização e a desinfecção de equipamentos e materiais cirúrgicos. O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde, investiu R$ 9.826.113,84 na compra de 30 autoclaves e 18 termodesinfectoras das marcas Cisa e Baumer. As máquinas, muito mais modernas, dinâmicas e econômicas, vão substituir as atuais e atender cada Núcleo de Material Esterilizado (NME) de 13 unidades hospitalares e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Os aparelhos têm o ciclo de lavagem e desinfecção mais rápido e o processo de secagem automático das peças, o que nem sempre era possível. A autoclave é um equipamento que impacta diretamente no atendimento do centro cirúrgico. É responsável pela esterilização de materiais contaminados por meio do contato com vapor de água sob pressão a alta temperatura (134°C). A autoclave híbrida esteriliza também em baixa temperatura (-60°C) as peças mais sensíveis – como umidificadores, por onde passam o oxigênio e mangueiras de ventiladores, muito utilizados no tratamento de pacientes com Covid-19. Também são esterilizados materiais como cânulas de entubadores, pinças cirúrgicas, bandejas utilizadas em partos, capotes de proteção usados pela equipe médica e até potes de vidro para leite materno nos bancos de coleta. Já as termodesinfectoras fazem a lavagem e a desinfecção de materiais por meio de um vapor de ar quente. Para o secretário de Saúde do DF, Francisco Araújo, a troca desses equipamentos e sua consequente implantação são de absoluta importância para o sistema de saúde pública, principalmente neste momento especial de demanda por serviços. “Dentro desse processo de modernização da rede, as autoclaves servem como instrumentos operacionais de ação para agilizar os serviços prestados nas unidades, ganhando tempo e diminuindo custos.” Transporte dos equipamentos, de mais de uma tonelada cada, tem suporte de caminhões da Novacap | Foto: Divulgação O Núcleo de Material Esterilizado é uma unidade de apoio técnico montada dentro do hospital. Tem a função de receber material considerado sujo ou contaminado em procedimentos cirúrgicos ou laboratoriais. Nas máquinas, esses materiais são descontaminados, esterilizados e preparados para novos procedimentos. O mesmo acontece com as roupas limpas liberadas da lavanderia e armazenadas para futura distribuição. “Essa modernização impacta diretamente no atendimento à população, principalmente na marcação de cirurgias eletivas, com menos riscos de serem comprometidas. Sem falar na economia de água e energia, já que são mais eficientes”, ressalta o subsecretário de Infraestrutura e Saúde do DF, Sócrates Alves de Souza. Avanço A rede hospitalar do DF já contava com equipamentos similares, com mais de dez anos de uso, fabricados ainda nas décadas de 1980 e 1990. Os atuais aparelhos são mais modernos, de manuseio e controle mais fáceis, o que fez com que a equipe do NME do Hospital Regional de Samambaia comemorasse as trocas. Chefe do núcleo daquela unidade, Kelly de Carvalho Lima conta que chegou a ter vários funcionários afastados com problemas nas articulações diante da dificuldade de manejo dos antigos equipamentos. Agora tudo é automatizado e consome bem menos tempo, o que já possibilita ao hospital desinfectar e esterilizar os materiais que recebem das unidades básicas de saúde (UBSs) do Recanto das Emas e de Samambaia, além das equipes do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) que atendem a região. “É um ganho operacional gigantesco que se reflete em toda a cadeia de atendimento”, diz Kelly. O transporte dos equipamentos de mais de uma tonelada cada conta com um suporte de caminhões da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). Já a instalação é feita com guinchos de empresas terceirizadas.
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