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Hospital de Taguatinga ganha melhorias do piso ao teto
Quem circula pelo Hospital Regional de Taguatinga (HRT) pode observar que vários serviços estão sendo executados ao mesmo tempo. No terceiro andar, o paciente que precisa ir do Pronto-socorro à Oftalmologia ou ao Centro Cirúrgico passa por uma lona que isola a área para a troca do piso do corredor. Manutenções também estão em curso no ambulatório, com a substituição das esquadrias. No subsolo, a galeria de serviços está recebendo novas tubulações – e as inativas estão sendo retiradas. As instalações elétricas do setor também estão novas. Até o momento, já foram investidos R$ 414.632,02. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde Inaugurado há 45 anos, a estrutura do HRT ficou um longo período sem receber a manutenção necessária. “Precisamos dar um bom atendimento à população, com segurança para pacientes e servidores. Algumas obras não aparecem, mas são fundamentais para sustentar as bases de tudo”, diz o diretor do HRT, Wendel Moreira. A situação das galerias de serviço, no subsolo da unidade, era uma das maiores preocupações. O trabalho foi iniciado nas alas sul e norte, localizadas abaixo da área administrativa do hospital, com uma extensão de 200 metros. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde Nesta área, está sendo refeita a rede de drenagem de esgoto e a de águas pluviais; a instalação de iluminação; a retirada de tubulações de ar condicionado inativas e encanamentos de água, drenos e equipamentos ainda da época das caldeiras. Somente para a retirada do sistema de drenagem da água no subsolo foram necessários mais de três dias ininterruptos, com vazão média de 16 mil litros por hora. Necessidades O corredor do terceiro andar também apresentava sinais de degradação devido ao longo tempo de uso sem receber o devido cuidado. O local é caminho para macas, carrinhos de refeições e trânsito de pacientes a caminho do Centro Cirúrgico e Obstétrico. Inclusive dá acesso à área de exames, como raio X e mamografia, entre outros. O piso, que data da inauguração do prédio, está sendo substituído por granitina, material durável e de fácil limpeza e manutenção. Ao mesmo tempo, também estão sendo trocadas as esquadrias do ambulatório, avariadas devido ao desgaste das mais de quatro décadas de exposição ao tempo. Foto: Breno Esaki/Secretaria de Saúde Também foi refeita toda a instalação de cabos de energia da subestação e colocação de novos quadros de distribuição na sala do mamógrafo – além da revitalização do abrigo para resíduos, com restauração completa do piso. Os técnicos ainda retiraram vazamentos e infiltrações nas emergências, portaria central, pronto-socorro e ambulatório. E, por fim, concluíram revitalização do parque da pediatria, com manutenção e pintura dos brinquedos. Há, ainda, a previsão de realizar outras obras de manutenção até o final deste ano. A executora dos serviços é a empresa com contrato de manutenção vigente.
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Força-tarefa realiza 73 cirurgias em uma semana
O quarto ano da força-tarefa de reconstrução mamária do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) foi concluído com saldo positivo. Foram realizadas 73 cirurgias, sendo seis mastectomias com retirada total da mama e reconstrução imediata (plástica mamária reconstrutiva) – além de simetrizações, colocação de próteses, reconstrução de aréola e mamilos. Desse total, 13 mulheres tiveram as aréolas tatuadas. Os procedimentos foram realizados entre os dias 21 e 25 de outubro e tiveram a colaboração de dezenas de voluntários. Na avaliação da supervisora do Centro Cirúrgico e uma das organizadoras da iniciativa, Mônica Dias, a ação foi muita positiva. “Atendemos 68 mulheres, que saíram daqui felizes e resgataram sua autoestima depois de todo o sofrimento causado por um câncer de mama. Todos os dias, nós tínhamos cinco salas de cirurgia funcionando e os voluntários fizeram toda a diferença. Sem eles não teríamos realizado esta ação”, comemora Mônica. Foram atendidas pacientes como Geanelise Stoffel Pereira, 47 anos, que concluiu o tratamento contra o câncer em maio de 2017, quando fez a retirada total da mama. Em 2018, ela fez a primeira parte da reconstrução, durante o Outubro Rosa, com a colocação da prótese. Geanelise: processo doloroso recompensa – Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação Este ano, Geanelise voltou ao HRT para fazer os detalhes. “Eu fiz a aureola e uma lipo para o enxerto, a simetrização da mama (com a gordura do próprio corpo). Mas o que dói mais são as pálpebras, que tiveram parte da pele retirada para fazer a aréola. Está inchada e incomodando”, relata a paciente. Todo esse processo doloroso tem uma recompensa, confessa Geanelise: “É um alívio, porque a gente luta muito contra isso. Mas eu já estou me sentindo maravilhosa. Minha fisioterapeuta, Flávia, fala: você é maravilhosa”, sorri a paciente, enquanto recebe as orientações da fisioterapeuta Flávia Ladeira Ventura Caixeta, uma das voluntárias do pós-operatório da ação. Flávia a atende há sete meses no Ambulatório. “Ela me ajudou a recuperar os movimentos do braço, porque fica tudo travado”, lembra Geanelise. Desta vez, além dos exercícios para os braços, recebeu orientações para exercitar a face por causa da retirada de pele das pálpebras. Reconhecimento Maria Luci: filha com inveja – Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação O processo de reconstrução mamária de Maria Luci da Silva Ferreira, 67 anos, foi mais rápido. Ela realizou esta etapa logo a retirada da mama, com a colocação da prótese, tudo na mesma cirurgia. A paciente, sorridente e bem humorada, já comemorava a colocação das próteses um dia após a cirurgia. “Retirei dois nódulos de uma mama, mas coloquei silicone nas duas. Quem está com inveja é minha filha”, brinca. Voluntários Foto: Secretaria de Saúde/Divulgação Para que fosse possível realizar um número tão grande de cirurgias, as equipes do HRT contaram com a colaboração de um número expressivo de voluntários. Ao todo, foram 38 cirurgiões, 24 anestesistas, dez enfermeiros, 30 técnicos e três tatuadores, que doaram seu tempo somente no Centro Cirúrgico. Outros 27 profissionais atuaram no Centro de Esterilização de Materiais e nas enfermarias. Esses voluntários são os próprios servidores da unidade, que foram trabalhar fora de seu horário normal de expediente, servidores aposentados, profissionais de outras unidades de saúde do Distrito Federal e de estados vizinhos. Este foi o quarto ano de realização da força-tarefa. As equipes atendem às pacientes que estão na fila de espera pela cirurgia de reconstrução após o câncer de mama.
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