Projeto social traz alívio para pacientes com infecção óssea
Um projeto implantado pela equipe da Unidade de Ortopedia para tratar infecção óssea está mudando a vida de pacientes no Hospital de Base (HB). Mais de 40 já foram beneficiados pela nova técnica. Joeri Alves, 45 anos (foto abaixo), é um deles. Depois de noites inteiras sem dormir por causa de uma dor intensa na perna, ele foi diagnosticado com osteomielite, uma infecção no fêmur. O alívio só chegou após ser submetido ao tratamento que conta com uma abordagem inovadora e de forte caráter social. Davidyson Damasceno/Iges-DF “Acordei com uma dor muito forte que teve continuidade nos dias seguintes. Se eu me deitasse, uma hora depois já estava de pé, porque sentia muita dor. Passava a noite pulando da cama para o sofá na tentativa de um cochilo. Graças a Deus esse sofrimento acabou. Hoje durmo a noite inteira”, relatou. O cirurgião da Unidade de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Base Mário Soares foi quem operou o paciente e teve a iniciativa de implementar o projeto. Ele explicou que conheceu essa abordagem fora do Brasil e que ela promove a cura em mais de 90% dos casos. “O mundo inteiro tem dificuldade de tratar essa infecção. Essa técnica existe há alguns anos em parte da Europa e nos Estados Unidos. Aprendi o tratamento na Alemanha e trouxe esse conhecimento para o Brasil. Com o apoio do Hospital de Base, preparamos a equipe e compramos o material para colocá-la em aplicação”, ressaltou. O cirurgião esclarece que já foram beneficiados mais de 40 pacientes com a nova técnica e faz questão de reforçar que os ganhos para os pacientes são diversos, principalmente nas esferas social, pessoal e econômica. “ Eles sofrem muito, durante um bom tempo, sem uma solução definitiva para o caso. São inúmeros dias internados, várias cirurgias sem sucesso e uso de antibióticos por longos períodos, além de todos os efeitos colaterais” disse. Mário Soares relata, ainda, que muitos pacientes acabam abandonando o emprego e tendo sempre uma história de sofrimento familiar. “Esse projeto de luta contra a osteomielite é a grande oportunidade desses pacientes e a grande contribuição do Hospital de Base para a comunidade do DF. Além de representar uma medida coerente e inteligente para economia de recursos que poderão ser destinados a outros tipos de tratamentos. Nosso objetivo é curar essa doença da maneira mais rápida e eficiente possível”, destacou. O diretor-presidente do Iges-DF, Francisco Araújo, elogia a técnica que está sendo utilizada e ressalta a importância desse projeto para “a diminuição do tempo de internação, do número de cirurgias por paciente, além da redução de gastos com antibióticos e de tratamentos que não resultam em sucesso”. Francisco Araújo também destacou o aspecto social do projeto e o trabalho multidisciplinar feito pelos profissionais de saúde do Hospital de Base. Bactéria O projeto consiste em algumas etapas importantes. Antes de tudo, é identificada a bactéria causadora da infecção para melhor definição do antibiótico. Posteriormente, é feita a cirurgia. Durante a operação, o médico limpa o local para retirada de todos os tecidos infectados e dos implantes ortopédicos, quando for o caso. Depois, são colocados os implantes ortopédicos. O cuidado com as partes moles, que são peles e tecidos ao redor, é responsabilidade da equipe de cirurgia plástica. Posteriormente é feita a cirurgia geral. O tratamento cirúrgico pode ser realizado em um tempo, quando na mesma cirurgia é retirado o tecido infectado e inserida a prótese ou outro material. A segunda opção consiste em fazê-la em dois tempos, quando se opta por retirar o tecido morto, aguardar a recuperação e realizar uma segunda cirurgia em até 60 dias para inserção da prótese. “A indicação do tipo de tratamento cirúrgico dependo de cada caso. Fazemos sempre o que é melhor para o paciente. O resultado é parecido, mas a vantagem é que em um tempo é mais cômodo para o paciente e permite uma otimização do tempo das salas cirúrgicas”, explicou. Davidyson Damasceno/Iges-DF O médico ressaltou que é de grande importância também a atendimento multidisciplinar. O paciente é atendido por enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos clínicos, infectologistas, geriatra, técnicos de enfermagem e de gesso, assistentes sociais, além de cirurgião plástico, que cuidam do paciente em todas as esferas. Doença A osteomielite é a infecção do osso causada por uma bactéria que provoca gradativamente a morte do tecido. A bactéria pode chegar aos ossos pela corrente sanguínea. Pacientes que sofreram fraturas, principalmente, as expostas também podem ter a infecção, já que muitas vezes o osso entra em contato com terra, asfalto e outras superfícies que têm bactérias. “No Hospital de Base, recebemos muitos pacientes nessa situação. Uma vez que a bactéria contamina e mata o osso, somente a cirurgia tem potencial curativo”, ressaltou. Os sintomas mais comuns incluem dor, vermelhidão local, vazamentos nas feridas, febre e calafrios. Os fatores de risco são desnutrição, obesidade, diabetes descompensado, pacientes fumantes, aqueles que fazem uso de corticóide e que têm doenças que causam baixa imunidade. * Com informações do Iges-DF
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Riacho Fundo: UBS cria grupo para ajudar pessoas com sobrepeso
Grupo teve início no segundo semestre de 2019 e já conta com 40 pacientes | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação Profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) 1, do Riacho Fundo 1, criaram um grupo para promover a perda de peso de forma saudável para os pacientes da unidade. O Grupo Viver Mais Leve oferece aos pacientes a busca e a prática de um estilo de vida mais saudável no horário estendido de atendimento da unidade de saúde. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A incidência do sobrepeso e da obesidade tem crescido muito nas últimas décadas. A obesidade é responsável por doenças como diabetes, hipertensão, doenças cardíacas, articulares e depressão. Neste sentido é fundamental a implementação de ações que busquem reduzir o crescimento do sobrepeso e da obesidade”, destaca o nutricionista da UBS 1, Fábio Pires. O Grupo Viver Mais Leve teve início no segundo semestre de 2019 e já conta com 40 pacientes. As atividades são voltadas para adultos com sobrepeso e obesidade, com ou sem doenças associadas. Nos encontros os pacientes recebem orientações de vários profissionais – como nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo –, que trocam experiências entre eles e dão seu testemunho, incentivando uns aos outros. Para participar do grupo é preciso ser morador do Riacho Fundo I | Foto: Secretaria de Saúde / Divulgação “Esse trabalho ajuda demais. Com as terapias estou bem mais leve, perdi muito peso e me surpreendo com o novo corpo que venho ganhando a cada dia”, destaca o aposentado Francisco de Assis Pires, de 62 anos. O grupo se reúne uma vez por mês para estimular a prática de atividade física, orientar sobre alimentação saudável e trabalhar as questões como ansiedade e compulsão alimentar. A próxima reunião será em 29 de janeiro. “Uma vez inserido no grupo, o indivíduo participara de uma jornada de 12 meses, tendo como uma das metas a redução de seu peso de 5 a 10% no primeiro semestre”, pontua o nutricionista Fábio. Para participar do grupo é preciso ser morador do Riacho Fundo I, procurar a equipe de saúde da família de referência do usuário e informar que deseja participar do Grupo Viver Mais Leve. Um novo grupo, com integrantes encaminhados pelas equipes, terá início em 31 de janeiro. * Com informações da Secretaria de Saúde
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