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Terracap oferece 36 imóveis em licitação exclusiva para entidades religiosas e de assistência social

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) lançou novo edital do Programa Igreja Legal, com 36 imóveis destinados exclusivamente a entidades religiosas de qualquer culto e entidades de assistência social. Os terrenos estão distribuídos por Brazlândia, Ceilândia, Jardim Botânico, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria e Sobradinho. As áreas ofertadas variam de 150 m² a 9.319,95 m², e os preços públicos mensais mínimos partem de R$ 208,50 e chegam a R$ 8.655. A maior área está localizada no Jardim Botânico, com 9.319,95 m², enquanto o menor imóvel, de 150 m², fica no Recanto das Emas. A maior parte dos terrenos tem dimensões entre aproximadamente 400 m² e 800 m². Samambaia concentra o maior número de oportunidades, com 15 imóveis. As áreas variam de 200 m² a 1.440 m², com preços públicos mensais mínimos entre R$ 342 e R$ 1.299. No Recanto das Emas, são seis terrenos, com áreas de 150 m² a 775,34 m² e preços públicos a partir de R$ 208,50. Já no Riacho Fundo II, há quatro imóveis, com áreas de 225 m² a 877,50 m². Entre os demais lotes, destacam-se o imóvel de 7.803 m² em Brazlândia, com preço público mensal mínimo de R$ 4.995, e o terreno de 5.659,14 m² no Paranoá, cujo valor mínimo mensal é de R$ 2.685. Em Santa Maria, são dois imóveis, de 700 m² e 1.400 m², enquanto Ceilândia conta com quatro oportunidades. Planaltina, Jardim Botânico e Sobradinho têm um imóvel cada. Como participar A caução deverá ser depositada até 28 de outubro, em qualquer agência do BRB, por depósito identificado, transferência eletrônica (TED) ou pagamento de boleto expedido no site da Terracap. As propostas deverão ser apresentadas no dia 29 de outubro, das 9h às 10h, no auditório da sede da Terracap ou por meio de formulário eletrônico, no mesmo período. Podem participar exclusivamente pessoas jurídicas constituídas como entidades religiosas ou de assistência social, sendo necessário que a entidade participante ou sua matriz tenha sido regularmente constituída há pelo menos um ano. A concessão é feita por meio de Concessão de Direito Real de Uso sem opção de compra (CDRU-S), com vigência de 15 anos, prorrogável uma vez por igual período. O imóvel deverá ser utilizado para a atividade religiosa ou de assistência social correspondente à natureza da entidade vencedora durante toda a vigência da concessão. O preço público mensal mínimo corresponde a 0,15% do valor de avaliação do imóvel, considerando o valor da terra nua. O pagamento começa após a assinatura da escritura pública de CDRU-S. Após dois anos, a entidade poderá solicitar a aplicação da moeda social, tornando a concessão gratuita mediante execução de plano de trabalho voltado a grupos vulneráveis. O certame é regulamentado pela Lei Distrital nº 6.888/2021 e pelo Decreto Distrital nº 43.209/2022, conforme estabelecido no próprio edital. O edital completo, com a relação dos imóveis, endereços, metragens, valores, cauções e demais condições de participação, está disponível no site da Terracap: www.terracap.df.gov.br. As entidades interessadas também podem obter mais informações na Divisão de Atendimento da Terracap, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, ou pelo telefone (61) 3350-2222. *Com informações da Terracap

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Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça importância do cuidado precoce e da inclusão

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Quando um bebê demora mais para sustentar a cabeça, apresentar rigidez ou flacidez muscular, movimentar um lado do corpo de forma diferente ou demorar a alcançar etapas esperadas do desenvolvimento são sinais que merecem atenção. Nem sempre essas alterações significam paralisia cerebral, mas elas podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada. Celebrado em 6 de outubro, o Dia Mundial da Paralisia Cerebral reforça a importância do diagnóstico, da assistência multiprofissional e de um olhar que veja a criança para além da deficiência. Identificar alterações precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia. A paralisia cerebral reúne alterações permanentes do movimento e da postura decorrentes de uma lesão ou alteração no cérebro em desenvolvimento. A lesão que dá origem à condição não é progressiva, mas as manifestações e as necessidades da criança podem mudar ao longo do crescimento. Identificar os sinais da paralisia cerebral precocemente pode favorecer o desenvolvimento de habilidades, prevenir complicações e contribuir para mais funcionalidade e autonomia | Fotos: Divulgação/IgesDF No Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), esse cuidado pode começar ainda na assistência neonatal e continuar ao longo da infância, conforme as necessidades de cada paciente. Relação com o parto Um dos principais mitos sobre a paralisia cerebral é associar automaticamente a condição à falta de oxigênio durante o nascimento. Segundo a chefe do serviço de neonatologia do HRSM, Phabyana Araújo, as causas são diversas e podem ocorrer antes, durante ou depois do parto. Prematuridade, baixo peso ao nascer, alterações no desenvolvimento cerebral, infecções e acidente vascular cerebral fetal ou neonatal estão entre os fatores associados à condição. "A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto" Phabyana Araújo, chefe do serviço de neonatologia do HRSM “A paralisia cerebral pode ter diferentes causas. A alteração cerebral pode ocorrer ainda na gestação, durante o nascimento ou no período neonatal. Por isso, não podemos atribuir automaticamente o diagnóstico a um episódio ocorrido no parto. Cada caso precisa ser analisado individualmente”, explica Phabyana. Uma das condições que podem provocar comprometimento neurológico é a encefalopatia hipóxico-isquêmica, quando há redução importante da oferta de oxigênio ou do fluxo sanguíneo para o cérebro. Ela pode ocorrer antes, durante ou depois do nascimento. “A encefalopatia hipóxico-isquêmica é uma lesão cerebral aguda e pode deixar sequelas neurológicas. Entre elas, a paralisia cerebral. Mas não é a única causa. Da mesma forma, um Apgar baixo, isoladamente, não permite concluir que houve asfixia ou lesão cerebral”, esclarece Phabyana. O Apgar é uma avaliação rápida feita logo após o nascimento para verificar as condições do bebê. A nota, que varia de zero a 10, leva em conta sinais como frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, resposta aos estímulos e cor da pele. Um resultado baixo indica que o recém-nascido precisa de atenção, mas não permite, sozinho, diagnosticar falta de oxigênio, lesão cerebral ou prever paralisia cerebral. “Na neonatologia, reconhecer rapidamente um bebê que pode estar evoluindo com EHI é fundamental. É uma situação tempo-dependente e, quando a criança atende aos critérios, a hipotermia terapêutica iniciada precocemente pode melhorar os desfechos”, destaca Phabyana. O cuidado em crianças com paralisia é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia A atenção precoce é importante porque os primeiros anos de vida são marcados por intensa neuroplasticidade, capacidade do cérebro de se reorganizar e aprender. Quando existe diagnóstico ou risco elevado para paralisia cerebral, começar as intervenções o quanto antes pode favorecer habilidades, funcionalidade e participação, além de ajudar a prevenir complicações. O cuidado é individualizado e pode envolver fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, enfermagem, nutrição e psicologia. Dependendo da necessidade, podem ser utilizados órteses, tecnologias assistivas e recursos de comunicação alternativa. Além do diagnóstico Na Unidade de Cuidados Prolongados Pediátricos (UCPPed) do HRSM, esse olhar faz parte da rotina de assistência a crianças e adolescentes com condições crônicas complexas de saúde. A maioria dos pacientes atendidos no setor tem paralisia cerebral, incluindo crianças dependentes de tecnologias de suporte à vida. A unidade oferece assistência integral, humanizada e multiprofissional, com foco na funcionalidade, qualidade de vida, capacitação dos familiares e preparação para uma desospitalização segura, além de cuidados paliativos quando necessários. “Na UCPPed, não cuidamos apenas da paralisia cerebral, mas da criança em sua integralidade. Cada paciente tem capacidades, necessidades e uma história própria. Nosso trabalho é identificar potencialidades, favorecer funcionalidade e qualidade de vida e preparar a família para que esse cuidado tenha continuidade também fora do hospital”, destaca a chefe do Serviço da UCPPed, Lara Vieira. Dimensões diferentes  Paralisia cerebral não significa, necessariamente, deficiência intelectual. O comprometimento motor e o intelectual são dimensões diferentes. Uma criança pode ter grande dificuldade para andar ou falar e, ainda assim, compreender o que acontece ao seu redor. Da mesma forma, não falar não significa não compreender. Com os recursos adequados, muitas crianças podem se comunicar, participar das atividades da família, frequentar a escola e fazer escolhas. “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades” Lara Vieira, chefe do Serviço da UCPPed “Não podemos limitar uma criança ao que ela não consegue fazer. Algumas vão precisar de mais apoio, outras conquistarão maior independência, mas todas precisam ter oportunidades para se comunicar, participar, aprender e exercer escolhas dentro de suas possibilidades”, reforça Lara. Nesse contexto, autonomia não significa necessariamente fazer tudo sozinho. Significa ter oportunidades de participar, expressar preferências e exercer escolhas com os apoios necessários. Onde buscar atendimento no DF Crianças com atraso no desenvolvimento ou alterações nos movimentos devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Na rede pública, a Unidade Básica de Saúde (UBS) é a porta de entrada para avaliação e, quando necessário, encaminhamento para atendimento especializado. O Distrito Federal conta com centros especializados em reabilitação (CER) que oferecem atendimento multiprofissional para pessoas que necessitam de reabilitação, incluindo pacientes com paralisia cerebral. Os serviços podem envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e outras especialidades, conforme a necessidade de cada paciente. *Com informações do IgesDF  

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