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DF fortalece a vigilância e cria plano de contingência para doenças de tilápias

Matéria editada em 17/9, às 15h20 Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A produção de peixes do Distrito Federal passa a contar com novas medidas de prevenção e controle sanitário. A Portaria nº 339 atualizou os protocolos do Plano Distrital de Vigilância de Doenças e Boas Práticas em Aquicultura (PDVAq), vigente desde 2023, e instituiu um plano de contingência para casos de Tilapia lake virus (TiLV) e outras doenças exóticas que podem afetar os animais aquáticos. Na prática, a nova regulamentação estabelece procedimentos para identificar possíveis doenças ainda nos primeiros sinais e agir rapidamente diante de uma suspeita ou confirmação. O objetivo é reduzir o risco de disseminação de enfermidades e evitar que os prejuízos se espalhem a toda a produção. Entre as medidas previstas estão fiscalizações, coleta de amostras, monitoramento epidemiológico e acompanhamento das condições sanitárias dos estabelecimentos. O plano também reforça a importância da adoção de boas práticas de manejo e de medidas de biossegurança pelos produtores. Um dos principais pontos da nova regulamentação é o plano específico para o TiLV, vírus de notificação obrigatória internacional que afeta tilápias e causa impactos severos na tilapicultura dos países onde a doença está presente. O Distrito Federal e o Brasil não possuem registros dessa enfermidade até o momento. O protocolo define como devem ser conduzidas as ações em caso de suspeita ou identificação de um foco, incluindo medidas de contenção, controle e, quando necessário, erradicação. A ideia é evitar que uma eventual ocorrência se espalhe para outras propriedades ou comprometa a cadeia produtiva. A preocupação ganha importância diante do peso da tilápia na piscicultura. A tilápia é a principal espécie cultivada comercialmente e, por isso, a entrada de uma doença de grande impacto pode representar perdas severas para piscicultores, frigoríficos e toda a cadeia produtiva. Biossegurança ganha espaço O novo plano também estabelece critérios para o Programa de Certificação de Estabelecimento Aquícola Biosseguro, disponibilizado pela Secretaria de Agricultura do DF aos produtores desde 2022. A proposta é estimular propriedades a adotarem procedimentos capazes de reduzir os riscos de entrada e disseminação de doenças de peixes. Medidas como controle da movimentação de animais, cuidados com a água, equipamentos e instalações, além do acompanhamento da saúde dos peixes, fazem parte de uma estratégia de prevenção que depende também da participação dos próprios produtores. Os planos de vigilância e contingência não serão estáticos. Os documentos deverão passar por revisões periódicas, considerando mudanças no cenário epidemiológico, novas avaliações de risco e atualizações técnicas. Também poderão ser alteradas as doenças monitoradas e os critérios utilizados para coleta de amostras. A versão mais recente de cada plano, de vigilância e de contingência, ficará disponível para consulta do público em geral no site da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal.   *Com informações da Seagri-DF

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Voluntários superam 1 milhão de lanches distribuídos a pacientes oncológicos

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O que começou com a iniciativa de dois pais que acompanhavam o filho durante um tratamento oncológico já resultou na distribuição de mais de 1 milhão de lanches no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). Há 38 anos, o Movimento de Apoio ao Paciente com Câncer (MAC) faz da alimentação uma das formas de acolher pacientes e acompanhantes durante a rotina de tratamento. A iniciativa surgiu com a oferta de lanches e ampliou a atuação ao longo dos anos. Instituído oficialmente em 1994, o MAC já doou mais de 2 milhões de vales-transporte, mil bengalas, quase 50 mil kits de higiene, 7,3 mil medicamentos, 3,7 mil exames na rede particular e 41 mil cestas básicas, além de outros itens. Os lanches são preparados pelos próprios voluntários e servidos a pacientes que realizam radioterapia e quimioterapia. Os acompanhantes recebem a alimentação, composta por suco, café, sanduíches caseiros, pão de queijo, biscoitos, bolos e frutas.  Além dos lanches preparados e distribuídos pelos próprios voluntários, o MAC já doou mais de 2 milhões de vales-transporte, mil bengalas, quase 50 mil kits de higiene, 7,3 mil medicamentos, 3,7 mil exames na rede particular e 41 mil cestas básicas | Foto: Divulgação/IgesDF “Me lembro de estar doente e de ver esse trabalho lindo, deles chegarem sorrindo, conversando. Aquilo me dava forças. Hoje, gosto muito de conversar com os pacientes. Ser voluntário é doar amor ao próximo” Marias de Lourdes Gomes do Nascimento, ex-paciente e hoje voluntária no Hospital de Base Para a presidente do MAC, Lilian Rejane Müller da Silva, a atuação do grupo vai além da assistência material. “Nossa função aqui é, primeiro de tudo, sentar ao lado do paciente e conversar com eles. O importante do voluntariado é isso, é dar atenção para eles”, explica. Solidariedade que se multiplica Maria de Lourdes Gomes do Nascimento conheceu o trabalho do MAC enquanto fazia tratamento de leucemia no Hospital de Base. Depois de receber alta, voltou à unidade e se inscreveu como voluntária. Há 16 anos, passou de paciente acolhida a integrante do grupo. “Me lembro de estar doente e de ver esse trabalho lindo, deles chegarem sorrindo, conversando. Aquilo me dava forças. Hoje, gosto muito de conversar com os pacientes. Ser voluntário é doar amor ao próximo”, emociona-se Maria de Lourdes. Ivana Amaral conheceu o MAC enquanto acompanhava a filha, que é médica, no Hospital de Base. Foi nesse período que teve contato com a atuação dos voluntários e com o trabalho desenvolvido pelo grupo. “É um trabalho muito maravilhoso e enriquecedor. Todos estão aqui com o objetivo de ajudar o paciente, dando palavras de apoio”, relata.  *Com informações do IgesDF

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