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Programação cultural do fim de semana no DF tem de exposições a mostras de cinema

De sexta (22) a domingo (24), o Distrito Federal convida o público a curtir expressões artísticas espalhadas pela cidade, que vão de exposições e teatro a shows e festivais de cinema. A programação inclui toda a família e conta com o apoio das secretarias de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e de Turismo (Setur-DF). Confira os eventos a seguir e escolha o seu favorito. Cine Brasília Um dos destaques do fim de semana é a segunda parte do Ghibli Fest, em homenagem a um dos maiores estúdios de animação do mundo, que chega ao Cine Brasília e se estende neste fim de semana com 14 filmes na programação. Entre eles, Princesa Mononoke, O Conto da Princesa Kaguya, O Castelo no Céu, O Mundo dos Pequeninos, As Memórias de Marnie, O Reino dos Gatos e Contos de Terramar. A mostra também vem com novas sessões de Meu Amigo Totoro, A Viagem de Chihiro, O Castelo Animado, O Serviço de Entregas da Kiki e outras animações. Curtir um filme no Cine Brasília é sempre uma boa pedida para o final de semana | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Com entrada acessível, o equipamento público também conta com estreias além do festival, exibindo sucessos como Michael, um longa focado na carreira do Rei do Pop, Michael Jackson; e também o documentário brasileiro Mambembe, de 2024, que retoma uma filmagem de 2010 sobre um topógrafo errante e seu encontro com três mulheres de um circo mambembe. Espaço Cultural Renato Russo No Espaço Cultural Renato Russo, a exposição Superfície Interna, de Lydia Daza, está em cartaz até domingo e aborda a condição humana, emoção, paisagem, tempo e espaço com técnicas mistas empregadas como o uso de carvão e colagem. A visitação é das 10h às 20h, com entrada gratuita na Galeria Rubem Valentim. O Espaço Renato Russo também recebe, no sábado e no domingo às 16h, o projeto Entre Beneditos e Ubus, teatro de bonecos para adultos com a releitura abrasileirada do clássico de Alfred Jarry. A história narra a jornada do Pai Ubu, anti-herói influenciado pelos caprichos de sua esposa que decide derrubar o rei e assumir o trono. Com entrada franca e sessões com acessibilidade, a duração do espetáculo é de 55 minutos e a classificação é de 14 anos. Museus Na Galeria 3 do Museu Nacional está a exposição Colagem e Poéticas da Alteridade, do Coletivo Iló, formado por nove antropólogas e artistas cujas obras permeiam entre natureza, ciência e imaginação nas colagens. O museu funciona de terça a domingo, das 9h às 18h30, com entrada gratuita e agenda completa do espaço nas redes sociais — incluindo a 36ª Bienal de São Paulo e a 19ª Bienal de arquitetura de Veneza em suas galerias. Já no Museu de Arte de Brasília (MAB), há a chance de visitar a exposição MAB: Você Está Aqui, que dispõe de fotografias, mapas, projetos, documentos históricos, obras de arte e recursos acessíveis que ajudam a revelar como o museu também conta a história de Brasília. A exposição segue até 30 de maio, com programa educativo gratuito de quinta a domingo, das 10h às 19h. Pela cidade O Museu Nacional também é uma das atrações da programação cultural | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Outras opções de diversão gratuita no DF neste fim de semana incluem os complexos culturais da cidade, como o de Samambaia, com uma oficina de dança e circo no sábado, a partir das 14h; e o de Planaltina, com oficinas de produção de eventos musicais e o Desafio de Cidades de Jiu-jítsu, no domingo. No Cruzeiro, de sexta a domingo, o espetáculo Poéticas de Brasília chega aos palcos em uma montagem que une teatro, música e história. Com entrada franca e classificação indicativa livre, a peça ocorre no Auditório do CEMI do Cruzeiro e mergulha nas origens da capital brasiliense. Já em São Sebastião, o evento musical Brasília 66 recebe artistas como o cantor Belluco, a dupla Rick e Rangel, Kamisa 10 e George Henrique & Rodrigo, em um palco em frente à administração. Serão dois dias de programação: no sábado às 19h e no domingo a partir das 15h, além de estrutura completa com área kids e praça de alimentação. A entrada é gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. Turismo e lazer Para quem quer conhecer os atrativos turísticos da capital federal, independentemente da programação, a Secretaria de Turismo (Setur-DF) organizou rotas que valorizam diferentes áreas. Há, por exemplo, a Rota do Queijo, a Rota Arquitetônica, a Rota do Rock e a Rota da Paz, esta última dedicada aos espaços de fé e misticismo. Confira todas as rotas aqui. Há ainda a opção de aproveitar, pelo programa Lazer para Todos, o Zoológico de Brasília, aberto de terça-feira a domingo e nos feriados, das 8h30 às 17h; e o Jardim Botânico, que funciona de terça a domingo, das 9h às 17h — sendo gratuito aos domingos. Também dá para chegar a todos os atrativos aos domingos e feriados sem pagar tarifas no metrô e nos ônibus, pelo programa Vai de Graça.

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Vigilância Sanitária vistoria farmácias e supermercados da Asa Sul

A Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) vistoriou, nesta quinta-feira (21), farmácias e supermercados na Asa Sul. O foco foi a verificação do cumprimento da Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCal). O documento regulamenta a venda e a divulgação de produtos destinados a recém-nascidos e crianças de até 3 anos de idade.  Operação foi executada em parceria com servidores da Anvisa | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF A iniciativa ocorreu junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e buscou assegurar o uso apropriado de artigos e alimentos que podem ser utilizados inadequadamente como substitutos do aleitamento materno. “A população precisa saber que tem o direito de ser protegida dessas estratégias de marketing que, muitas vezes, podem induzir uma mãe a interromper o aleitamento e utilizar um produto em substituição” Renata Ferreira, coordenadora de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Alimentos da Anvisa “Emitimos termos de orientação e vistoria, indicando os pontos que estão adequados e aqueles que precisam de ajustes”, explicou o auditor da Vigilância Sanitária da SES-DF, Felipe Randalls. Conscientização Durante as vistorias, as equipes avaliaram exposição, rotulagem e promoção comercial de itens diversos, como fórmulas infantis, papinhas, mamadeiras e chupetas. Entre as irregularidades mais frequentes, foram identificadas divulgações promocionais de produtos destinados a crianças menores de 3 anos de idade, prática proibida pela legislação. “A população precisa saber que tem o direito de ser protegida dessas estratégias de marketing que, muitas vezes, podem induzir uma mãe a interromper o aleitamento e utilizar um produto em substituição”, ressaltou a coordenadora de Inspeção e Fiscalização Sanitária de Alimentos da Anvisa, Renata Ferreira. A iniciativa foi bem-recebida pelos comerciantes. Para o gerente de um dos estabelecimentos visitados, Ezer Silva, as orientações ajudam a tornar as regras mais claras. “Quando os produtos são organizados da forma correta e o consumidor entende melhor seus direitos, todos saem ganhando”, apontou. “A visita da equipe foi muito importante." O descumprimento da NBCal constitui infração sanitária e pode resultar em penalidades previstas na Lei nº 6.437/1977, incluindo multas de até R$ 1,5 milhão e apreensão de produtos. Proteção do aleitamento materno A mobilização integra as ações do Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, comemorado em 20 de maio. A data marca a aprovação do Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno pela Organização Mundial da Saúde (OMS), criado para proteger a amamentação de práticas abusivas de marketing que possam comprometer essa escolha. [LEIA_TAMBEM]Com base nesse código, foi criada no Brasil a NBCal, considerada uma das principais ferramentas de proteção ao aleitamento materno no país. A norma ganhou força de lei federal em 2006, por meio da Lei nº 11.265.  “O marketing abusivo pode levar ao desmame precoce, especialmente em momentos de dificuldade na amamentação, quando muitas mães estão mais vulneráveis e em busca de soluções rápidas”, alerta Graça Cruz, integrante da Coordenação de Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF. “O leite materno, por conter todos os nutrientes essenciais, dispensa a necessidade de qualquer outro tipo de alimento ou suplementação nos primeiros seis meses de vida.” No DF, os serviços de aleitamento materno da SES-DF destacam-se como uma referência para o Brasil. As medidas incluem o trabalho classificado como Padrão-Ouro realizado pelos 14 bancos de leite humano e os sete postos de coleta do DF. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Encontro promove integração entre servidores no Parque Tecnológico de Brasília

Em uma ação conjunta, a Secretaria de Governança Digital e Integração (SGDI) e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) promoveram, na última quarta-feira (20), um encontro de integração entre servidores das duas instituições. O evento foi realizado no auditório do BRB Lab, no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), e reuniu cerca de 150 participantes.   Servidores da FAPDF e da recém-criada SGDI participam de ato de integração entre as duas equipes | Fotos: Divulgação/FAFDF O encontro marcou o primeiro alinhamento institucional entre as equipes da FAPDF e da recém-criada SGDI, que passa a ocupar instalações no Biotic, onde também está sediada a fundação. A programação contou com mediação e falas institucionais do secretário de Governança Digital e Integração, Clemilton Junior, e do diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman.  A iniciativa integra as ações do Teia – Programa de Governança da FAPDF, voltado ao fortalecimento institucional e à promoção de ambientes mais colaborativos dentro da administração pública.  Papel estratégico A aproximação entre a FAPDF e a SGDI também está alinhada ao papel estratégico da Fundação no apoio às iniciativas de transformação digital do Governo do Distrito Federal. Conforme previsto no Decreto nº 48.503, de 18 de abril de 2026, a FAPDF, como ente gestor do Centro de Inteligência Artificial do Distrito Federal (CIIA), atuará como órgão consultivo da secretaria.  A Fundação contribuirá com infraestrutura tecnológica e suporte técnico-científico em iniciativas relacionadas à governança digital, pesquisas aplicadas e provas de conceito na administração pública distrital. Durante o encontro, os gestores destacaram a importância da integração entre inovação, tecnologia e gestão pública, além da construção de conexões institucionais dentro do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Distrito Federal.  Participantes do encontro destacaram o papel da transformação digital na integração das equipes Para o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, as fundações de apoio à pesquisa vêm ampliando sua atuação ao longo dos anos, incorporando iniciativas voltadas não apenas à academia, mas também ao setor produtivo e à gestão pública. “Historicamente, as fundações de apoio à pesquisa sempre estiveram muito ligadas ao financiamento da ciência e da academia. Mais recentemente, passaram também a apoiar o setor produtivo, startups e empreendedores inovadores. E hoje existe um terceiro eixo, que considero fundamental, que é o desenvolvimento de soluções e provas de conceito voltadas ao próprio governo”, afirma Reisman. Serviços públicos mais acessíveis  [LEIA_TAMBEM]O secretário de Governança Digital e Integração, Clemilton Junior, destacou que a criação da SGDI surgiu da necessidade de fortalecer a integração e a governança das iniciativas de transformação digital no Governo do Distrito Federal. “Para a governadora Celina Leão, a transformação digital sempre foi uma prioridade. A partir dessa visão, surgiu a necessidade de criar uma estrutura capaz de organizar melhor as ações de tecnologia, fortalecer a governança e ampliar a integração entre os órgãos do Governo do Distrito Federal.” Criada por meio do Decreto nº 48.467, a SGDI tem como missão coordenar iniciativas ligadas à governança digital, integração de sistemas, gestão de dados governamentais e inovação tecnológica voltada aos serviços públicos. A proposta do Governo do Distrito Federal é ampliar a integração entre órgãos, reduzir a sobreposição de sistemas e tornar os serviços públicos mais acessíveis à população.  *Com informações da FAPDF 

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DF inicia testes com ônibus escolar 100% elétrico na rede pública

O Distrito Federal iniciou neste mês de maio testes com um ônibus escolar 100% elétrico em uma rota do transporte escolar da rede pública de ensino. A iniciativa é realizada pela Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) em parceria com a iniciativa privada. O veículo em teste atua na rota Estrutural/Guará, atendendo estudantes do CEE 01 do Guará, em operação assistida e monitorada pelas equipes técnicas da TCB. O objetivo é avaliar o desempenho do ônibus elétrico em condições reais de circulação e ampliar os estudos sobre a viabilidade da tecnologia no transporte escolar do DF. “Este piloto inaugura, para a TCB, o caminho da eletrificação da frota escolar do Distrito Federal. Os próximos ciclos contratuais do transporte escolar serão o momento natural para incorporar essa tecnologia em escala, e é por isso que precisamos chegar lá com evidência técnica robusta, e não com improviso”, afirma a diretora-presidente da TCB, Maria Cecília Martins Lafetá. O veículo possui emissão zero de poluentes e baixa produção sonora, proporcionando viagens mais silenciosas e confortáveis para os estudantes | Fotos: Divulgação/TCB O modelo utilizado é o ônibus elétrico I/Ankai OE-9, equipado com propulsão 100% elétrica. Com uma autonomia estimada de aproximadamente 200 quilômetros por carga completa e tempo médio de recarga de cerca de 3h30, o veículo possui emissão zero de poluentes e baixa produção sonora, proporcionando viagens mais silenciosas e confortáveis para os estudantes. “Quando falamos em eletrificação do transporte escolar, falamos também de saúde pública. Crianças são particularmente vulneráveis à exposição prolongada a poluentes do diesel, e reduzir essa exposição no trajeto diário até a escola é um ganho que vai muito além da pauta ambiental”, destaca Cecília Lafetá. Entre as novidades do novo equipamento em teste estão o sistema de rebaixamento lateral da suspensão do veículo, conhecido como “kneeling”, que facilita o embarque de cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, além de rampa de acesso, área reservada para pessoas com deficiência (PcD), sistema de fixação para cadeiras de rodas e assentos preferenciais sinalizados. Nesse período de teste serão observados critérios como consumo de energia e tempo de recarga de bateria, entre outros O período de testes irá avaliar critérios como desempenho operacional, autonomia energética, consumo de energia, tempo de recarga das baterias, conforto dos passageiros, acessibilidade, eficiência do ar-condicionado, desempenho em tráfego intenso e redução de ruídos e emissão de poluentes. As equipes técnicas também irão acompanhar indicadores relacionados à manutenção, eficiência energética e desempenho operacional do ônibus em comparação aos modelos convencionais utilizados atualmente. A iniciativa acompanha uma tendência já adotada em outras cidades brasileiras, como Curitiba e São Paulo, que vêm ampliando testes e processos de implementação de ônibus elétricos em seus sistemas de transporte público. “Sabemos que a transição para uma frota elétrica não se faz sem viabilidade econômica para quem opera. Por isso, a TCB está em diálogo com instituições financeiras para desenhar soluções de crédito adequadas à realidade dos operadores do transporte escolar — uma agenda que caminha junto com a agenda ambiental”, explica a diretora-presidente. Para a TCB, o projeto-piloto representa mais um passo na busca por soluções modernas, sustentáveis e acessíveis para o transporte escolar da rede pública do Distrito Federal. Além da redução do impacto ambiental, a proposta visa oferecer mais conforto, segurança, tecnologia e inclusão aos estudantes atendidos pelo sistema, especialmente alunos com deficiência e mobilidade reduzida. *Com informações da TCB  

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Participantes do Viver 60+ de Samambaia Sul vivem tarde inesquecível no Cine Brasília

Uma tarde marcada por emoção, descobertas e encantamento. Assim foi a visita de mais de 50 participantes do programa Viver 60+, coordenado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), ao Cine Brasília. O grupo do polo de Samambaia Sul, localizado na UBS 5, participou de uma sessão especial do filme O Diabo Veste Prada 2, um dos lançamentos mais aguardados do ano. Para muitos dos idosos, a experiência foi histórica. Aquela era a primeira vez em uma sala de cinema — e logo em um dos patrimônios culturais mais emblemáticos da capital federal. Projetado por Oscar Niemeyer, o Cine Brasília foi inaugurado em 22 de abril de 1960, um dia após a entrega oficial de Brasília, e se tornou referência nacional pela arquitetura modernista e importância cultural. Localizado na Entrequadra Sul 106/107, próximo ao Eixo Rodoviário Sul, o espaço impressionou os participantes desde a chegada. A grandiosidade da sala, a dimensão da tela e a experiência coletiva despertaram emoção e encantamento no grupo. A aposentada Cleonice Vieira, 73 anos, viveu um momento ainda mais especial ao compartilhar a experiência com a neta Emily Silva, 13 anos. As duas conheceram uma sala de cinema pela primeira vez durante o passeio promovido pelo programa. “Esse programa é maravilhoso. Estou encantada com tudo, com a telona, com esse passeio e com essa turma maravilhosa. Quero viver isso de novo, mais e mais vezes”, contou Cleonice, emocionada ao fim da sessão. Emily também celebrou a oportunidade ao lado da avó. “Estou muito feliz. Não conhecia um cinema e realizei um sonho. Adorei o filme e, principalmente, esse passeio com a minha avó”, afirmou. Para muitos dos idosos, a experiência foi histórica porque aquela era a primeira vez em uma sala de cinema | Foto: Divulgação/Sejus-DF O secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, destacou que ações como essa vão além do lazer e fortalecem a inclusão social e o envelhecimento ativo da população idosa do DF. “Ver a emoção dessas pessoas vivendo algo inédito mostra a importância de políticas públicas que valorizem a convivência, a cultura e o bem-estar. O Viver 60+ transforma vidas justamente por proporcionar novas experiências, acolhimento e qualidade de vida”, ressaltou. Memórias, emoção e pertencimento Outra participante emocionada foi Maria das Graças Almeida, 69. Ela contou que acompanhou a construção do Cine Brasília ainda na juventude, quando trabalhava como babá em um prédio vizinho ao cinema, mas nunca havia conseguido entrar no local. “Você acredita que eu nunca tinha entrado aqui? Quando eu era nova, ficava imaginando todos os dias como seria aqui dentro. Estou emocionada de verdade. Já tinha até perdido a esperança de conhecer esse lugar, e, graças ao Viver 60+, estou vivendo esse sentimento único”, relatou. Para ela, o programa tem sido fundamental para melhorar a saúde emocional e fortalecer os vínculos sociais dos participantes. “O Viver 60+ ajuda a gente a sair da tristeza, da depressão e até dos remédios. Aqui fazemos amizades e voltamos a viver”, completou. A subsecretária de Políticas para o Idoso da Sejus, Dolores Ferreira, reforçou que o programa tem justamente o propósito de ampliar o acesso da população idosa a experiências de convivência, lazer e bem-estar. “Muitas pessoas idosas passaram a vida inteira sem acesso a espaços culturais, e momentos como esse mostram que nunca é tarde para viver novas experiências. O Viver 60+ promove pertencimento, autoestima e novas memórias para essas pessoas”, afirmou. A programação cultural continua na próxima semana. No dia 28, às 10h, será a vez de os participantes do polo da Ceilândia visitarem o Cine Brasília para assistir ao filme A Revolução dos Bichos. Qualidade de vida e envelhecimento ativo Coordenado pela Sejus-DF, o Viver 60+ promove qualidade de vida, convivência social e protagonismo para pessoas com 60 anos ou mais. O programa já atende mais de 15 mil idosos em todo o Distrito Federal e conta atualmente com 47 polos distribuídos em diversas regiões administrativas. As atividades incluem caminhadas, aulas de dança, alongamento, exercícios físicos, bate-papo, ações de bem-estar e iniciativas voltadas para o envelhecimento ativo e saudável. Os encontros são realizados gratuitamente em espaços comunitários, unidades de saúde, centros de convivência e equipamentos públicos parceiros, fortalecendo vínculos sociais e estimulando mais saúde física e emocional para os participantes. Além das atividades regulares, o programa também promove passeios e experiências culturais para os idosos, com visitas a pontos turísticos do Distrito Federal, sessões de cinema, idas ao zoológico e outras atrações culturais e de lazer. As ações têm como objetivo ampliar o acesso da população idosa a espaços de convivência, cultura e entretenimento, incentivando novas experiências e fortalecendo a autoestima e o sentimento de pertencimento dos participantes. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF)

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Projeto Borboleta promove dignidade e novos começos para reeducandos

O Projeto Borboleta, iniciativa da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), promove dignidade, autoestima e reintegração social de reeducandos em regime semiaberto por meio da doação de roupas, acessórios e cosméticos. A iniciativa evidencia como ações solidárias podem transformar vidas e contribuir para um recomeço mais digno no retorno ao mercado de trabalho e à convivência em sociedade. “O Projeto Borboleta é mais do que um espaço de doações; é um ambiente de acolhimento, dignidade e reconstrução de vidas. Com a reorganização do projeto, novos móveis e o apoio constante da sociedade civil, conseguimos oferecer um atendimento ainda mais humanizado às reeducandas e reeducandos que estão recomeçando suas trajetórias. Cada peça doada, cada gesto de solidariedade, representa uma oportunidade real de fortalecer a autoestima e incentivar a reinserção social dessas pessoas”, relata a diretora-executiva da Funap, Deuselita Pereira Martins. 190 Número de atendimentos no Projeto Borboleta em 2026 Em 2025, foram atendidas 417 pessoas pelo Projeto Borboleta, sendo 253 homens (60,7%) e 164 mulheres (39,3%), com maior procura concentrada entre os meses de outubro, novembro e dezembro. Entre janeiro e maio de 2026, o projeto já contabiliza 190 atendimentos. Para muitos, o projeto é o único apoio oferecido no processo de recomeço. “O único lugar e o único amparo que a gente tem é o Projeto Borboleta. Quando saí do sistema penitenciário, não tive apoio da família nem de amigos. O único apoio que encontrei veio dos meus companheiros de casa, que me emprestaram algumas roupas. Quando cheguei para trabalhar, vim à Funap, ao Projeto Borboleta, e eles me cederam roupas. Sem isso, eu nem poderia trabalhar. É de grande importância para quem está saindo do sistema sem nenhuma ajuda”, comenta o reeducando Márcio (nome fictício), de 48 anos. O Projeto Borboleta é uma forma de os reeducandos se reintegrarem social e profissionalmente | Foto: Divulgação/Funap-DF O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, vê o projeto também como uma forma de esperança para aqueles que estão reconstruindo as próprias histórias. “Cada peça entregue representa acolhimento, confiança e uma nova oportunidade de reintegração social e profissional, fortalecendo a crença de que todo recomeço merece respeito, apoio e inclusão”, afirma. O Projeto Borboleta recebe doações de itens de vestuário, cosméticos e acessórios, com maior necessidade de roupas de frio, calças jeans de todos os tamanhos e camisas. As entregas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede da Funap-DF, localizada no SIA Trecho 2, lotes 1.835/1.845, 1º andar. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (61) 3686-5031 e (61) 3686-5030.  

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Receita apreende 202 iPhones; valor total passa de R$ 1,6 milhão

Auditores da Secretaria de Economia (Seec-DF) evitaram a chegada ilegal ao mercado eletrônico de luxo da capital de 202 unidades de iPhone, modelos Pro Max 17, 17, 16 e 15. A carga, que também continha 22 MacBooks Air e Neo, da Apple, foi avaliada em R$ 1,6 milhão. O crédito tributário (imposto e multas devidos) passa dos R$ 400 mil. Material foi apreendido durante dois dias de fiscalização das equipes da Secretaria de Economia | Foto: Divulgação/Seec-DF  A apreensão ocorreu na terça (19) e na quarta-feira (20), com o objetivo de proteger a ordem tributária da concorrência leal. Além dos smartphones e computadores, foram recolhidas 65,3 mil unidades de cigarros orgânicos (cerca de mil eletrônicos com refis), 215 mil unidades de unidades de mudas de tomate, 40 mil quilos de flocão de milho, 23 mil quilos de produtos alimentícios e de limpeza – todos esses itens com alguma irregularidade na venda e no transporte. Os iPhones foram retidos no Núcleo Bandeirante; os cigarros eletrônicos, na BR-060. Estes têm valor estimado de R$ 130,6 mil e crédito tributário de R$ 84 mil. Na BR-251, foi retida uma carreta com 215 mil unidades de mudas de tomate com nota fiscal inidônea. Essa irregularidade fiscal resultou em uma base de cálculo de R$ 279,5 mil e crédito tributário de R$ 115,7 mil. [LEIA_TAMBEM]Veja, abaixo, outras apreensões feitas durante a operação. BR-060 → Retida carreta com 40 mil quilos de flocão de milho. A irregularidade fiscal (nota inidônea) resultou em uma base de cálculo de R$ 153,7 mil e crédito tributário de R$ 65,3 mil BR-020 → Apreendida carreta com 23 mil quilos de produtos alimentícios e de limpeza com nota fiscal inidônea. Base de cálculo: R$ 66,4 mil; crédito tributário: R$ 30,5 mil BR-020 → Carreta com 20 mil quilos de madeira com nota fiscal inidônea. Transportadoras (confecções, suplementos, material elétrico etc) → Base de cálculo de R$ 179,6 mil, com crédito tributário de R$ 81,6 mil. O balanço consolidado das ações fiscais realizadas pela Receita do DF evidencia a efetividade da atuação estatal no combate à sonegação fiscal, na proteção da ordem econômica e na preservação da justiça tributária. As operações resultaram em uma base de cálculo total de R$ 2,5 milhões, além da constituição de um crédito tributário, referente a impostos e multas, no montante de R$ 801,5 mil. Segundo Silvino Nogueira, auditor fiscal responsável pela ação, a fiscalização tributária não se limita à simples repressão de irregularidades isoladas. “Ela integra uma política permanente de defesa do mercado interno, de estímulo à conformidade tributária e de fortalecimento da justiça fiscal”, reforça ele.  *Com informações da Secretaria de Economia

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Café do DF avança rumo a uma identidade própria no mercado brasileiro

O Distrito Federal já produz cafés premiados e apresenta produtividade acima da média nacional. Mas uma questão ainda define o futuro da atividade na região: esses resultados são pontuais ou indicam o surgimento de uma nova origem no mapa do café brasileiro? É a partir dessa pergunta que um estudo fomentado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), no valor de R$ 1 milhão, por meio do edital Agro Learning (2023), busca transformar potencial produtivo em evidência científica — investigando se o Cerrado brasiliense reúne condições para consolidar uma identidade própria no mercado cafeeiro.  Teste sensorial feito com café produzido no Distrito Federal | Fotos: Divulgação/FAPDF  Da produção emergente ao diagnóstico estruturado Apesar de recente e ainda com área plantada reduzida, a cafeicultura do Distrito Federal já demonstra desempenho expressivo, com produtividade elevada e presença em concursos de qualidade. No entanto, esses indicadores, isoladamente, não são suficientes para caracterizar uma origem.  “Se o Distrito Federal já apresenta boa produtividade, cafés premiados e condições edafoclimáticas promissoras, por que ainda não conhecemos de forma sistemática a identidade desses cafés?” Lívia de Lacerda, coordenadora do projeto O projeto coordenado pela professora Lívia de Lacerda de Oliveira, da Universidade de Brasília (UnB), surge justamente para preencher essa lacuna: transformar percepções dispersas em um diagnóstico estruturado da produção local. O apoio da FAPDF foi fundamental para viabilizar a complexidade do estudo, permitindo a integração entre instituições de pesquisa, assistência técnica e produtores. “Mais do que fomentar  análises, o apoio da FAPDF permitiu conectar produtores, pesquisadores e instituições”, ressalta Lívia. O projeto também contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica da Universidade de Brasília e para a formação de recursos humanos qualificados, consolidando uma base técnica que pode sustentar o desenvolvimento da cafeicultura local no longo prazo. A pesquisa reúne instituições como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), articulando dados de campo, laboratório e mercado para compreender a cafeicultura do DF em sua totalidade.   “Se o Distrito Federal já apresenta boa produtividade, cafés premiados e condições edafoclimáticas promissoras, por que ainda não conhecemos de forma sistemática a identidade desses cafés?”, questiona a coordenadora. Visita do grupo de pesquisa a uma produção de café no Gama  Do campo à xícara: uma leitura sistêmica da qualidade  O diferencial da pesquisa está na sua abordagem integrada. O café deixa de ser analisado apenas como produto final e passa a ser compreendido como resultado de um sistema complexo, que envolve ambiente, manejo e processamento. O estudo acompanha toda a cadeia produtiva — do levantamento de dados nas propriedades à análise laboratorial dos grãos e à avaliação sensorial da bebida, conduzida por protocolos reconhecidos internacionalmente, como os da Specialty Coffee Association (SCA). A caracterização inclui compostos químicos determinantes para a qualidade, como cafeína, açúcares, ácidos clorogênicos e compostos voláteis, além da correlação desses dados com variáveis ambientais, como solo, clima e altitude. “O coração do projeto está justamente no cruzamento dos dados de clima, solo, manejo, composição química e avaliação sensorial”, explica Lívia. Essa abordagem permite não apenas avaliar a qualidade do café, mas compreender os fatores que a determinam — um passo essencial para o desenvolvimento consistente da atividade. Bolsista analisa o perfil de açúcares nos grãos  Terroir e identidade: quando o território agrega valor O conceito de terroir diz respeito à relação entre o ambiente de cultivo e as características do produto. Fatores como solo, clima, altitude e manejo influenciam diretamente o sabor, o aroma e a qualidade do café, podendo resultar em atributos únicos que identificam sua origem. No caso do DF, a pesquisa busca responder se essas características se manifestam de forma consistente — condição fundamental para que a região seja reconhecida como uma origem.  O estudo acompanha toda a cadeia produtiva — do levantamento de dados nas propriedades à análise laboratorial dos grãos e à avaliação sensorial da bebida, conduzida por protocolos reconhecidos internacionalmente, como os da Specialty Coffee Association (SCA). A caracterização inclui compostos químicos determinantes para a qualidade, como cafeína, açúcares, ácidos clorogênicos e compostos voláteis, além da correlação desses dados com variáveis ambientais, como solo, clima e altitude. “O coração do projeto está justamente no cruzamento dos dados de clima, solo, manejo, composição química e avaliação sensorial”, explica Lívia. Essa abordagem permite não apenas avaliar a qualidade do café, mas compreender os fatores que a determinam — um passo essencial para o desenvolvimento consistente da atividade.  A cordenadora do projeto, Lívia de Lacerda de Oliveira (2ª à esquerda, sentada), com equipe que participa da pesquisa Impacto estratégico: da pesquisa ao mercado Os desdobramentos do estudo vão além da produção científica. Ao estruturar um diagnóstico da qualidade e das condições de produção, a pesquisa cria bases concretas para o reposicionamento do café do DF no mercado. A possível consolidação de uma identidade regional pode: 1) agregar valor ao produto; 2) orientar estratégias de certificação; 3) fortalecer a inserção em mercados mais exigentes; 4) ampliar a competitividade da cadeia produtiva Além disso, o projeto investiga o comportamento do consumidor, analisando quais atributos influenciam a decisão de compra — especialmente em situações em que o café não pode ser previamente degustado. “O que queremos descobrir é quais atributos realmente pesam na decisão de compra quando o consumidor ainda não provou o café”, explica a pesquisadora. [LEIA_TAMBEM]O futuro: de potencial a origem reconhecida O reconhecimento do café do Distrito Federal como uma origem consolidada ainda depende de fatores estruturais, como escala produtiva, padronização e construção de reputação no mercado. “Para uma origem se firmar, não basta ter alguns lotes excelentes — é preciso consistência, volume e reconhecimento”, afirma a coordenadora. “O que queremos descobrir é quais atributos realmente pesam na decisão de compra quando o consumidor ainda não provou o café”, explica a pesquisadora.  Ao transformar dados dispersos em evidência científica, o estudo representa um passo decisivo nesse processo. Mais do que confirmar o potencial já identificado, a pesquisa cria as condições para que o Cerrado brasiliense deixe de ser uma promessa e passe a se posicionar como origem — onde ciência, território e produção se encontram para revelar, na xícara, a identidade de um lugar. *Com informações da FAPDF

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