GDF decreta emergência ambiental para reforçar combate a incêndios florestais
O Governo do Distrito Federal (GDF) decretou estado de emergência ambiental entre os meses de abril e dezembro deste ano. A medida foi oficializada por meio do Decreto nº 48.599, de 14 de maio de 2026. Assinado pela governadora Celina Leão, o texto foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (15) e reforça as ações de prevenção e enfrentamento aos incêndios florestais. Para o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana, a norma é fundamental para fortalecer a capacidade de resposta durante o período de estiagem. “A medida permite mais agilidade na contratação de brigadistas, aquisição de equipamentos e execução das ações preventivas e de combate aos incêndios florestais, garantindo maior proteção às unidades de conservação e ao bioma Cerrado”, afirmou. Coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente, a ação engloba vários órgãos do GDF | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília O texto prevê que os órgãos que integram o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do DF (Ppcif) adotem, dentro de suas competências, as providências necessárias para reduzir os impactos causados pelas queimadas e prevenir novas ocorrências. Segundo a coordenadora do Ppcif, Carol Schubart, a publicação reforça o planejamento integrado entre os órgãos que compõem o Sistema Distrital de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais. “Nossa expectativa é ampliar as ações de monitoramento, vigilância e prevenção nas áreas mais sensíveis, além de intensificar iniciativas como abertura de aceiros, educação ambiental e combate aos focos de incêndio durante todo o período de emergência ambiental”, destacou. "Nosso objetivo é reduzir os impactos ambientais, proteger a biodiversidade, preservar os recursos hídricos e minimizar os danos causados pela fumaça e pelas queimadas à saúde da população" Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental A atuação é coordenada pela Sema e reúne uma força-tarefa composta por diversos órgãos. Entre eles o Instituto Brasília Ambiental, a Fundação Jardim Zoológico de Brasília, a Secretaria de Saúde, o Jardim Botânico de Brasília, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar Ambiental, a Marinha, a Aeronáutica, o Instituto Nacional de Meteorologia, o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Novacap, o SLU, a Defesa Civil, a Secretaria de Agricultura, a Emater-DF, o DER-DF, a Universidade de Brasília, o Instituto Brasília de Gestão, a Caesb, além das administrações regionais e da sociedade civil organizada. De acordo com o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, a medida vem para intensificar ações que já vêm sendo executadas desde o início de maio em prol da proteção do Cerrado e das unidades de conservação. Ele ressalta que o trabalho contínuo de prevenção e combate aos incêndios florestais contribuiu para reduzir em quase 40% a área queimada nas unidades de conservação no último ano. “O resultado demonstra a importância das medidas permanentes. Nosso objetivo é reduzir os impactos ambientais, proteger a biodiversidade, preservar os recursos hídricos e minimizar os danos causados pela fumaça e pelas queimadas à saúde da população”, reforçou.
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Espaço da Fruticultura da Emater-DF na AgroBrasília apresenta técnicas para ampliar renda
A Emater-DF apresentará na AgroBrasília 2026, entre os dias 19 e 23 deste mês, um circuito de fruticultura com foco na diversificação produtiva e no uso eficiente dos recursos nas propriedades rurais. O espaço contará com pomares já implantados, demonstrando o cultivo de espécies com elevado potencial produtivo e de mercado, como o maracujá azedo, a pitaia consorciada com amendoim forrageiro e o açaí, além de tecnologias inovadoras, a exemplo do cultivo de mirtilo em sistema semi-hidropônico. Como destaque, o circuito trará o cultivo da goiaba Cortibel, cultivar que vem sendo adotada pelos produtores rurais nos últimos anos em função de sua rusticidade e alta produtividade. O circuito também contempla práticas de manejo essenciais, como sistemas de irrigação por microaspersão e o uso de adubação verde nas entrelinhas, reforçando a proposta de uma fruticultura mais sustentável e eficiente. Segundo a extensionista rural da Emater-DF Maíra Andrade, a diversificação deve ser tratada como estratégia produtiva. “Pomares diversificados são estratégicos para aumentar a resiliência das propriedades rurais. A combinação de culturas permite ao produtor reduzir riscos, ampliar o portfólio de produtos e acessar diferentes mercados ao longo do ano, especialmente em um cenário de alta demanda por frutas frescas e processadas”, explica Maíra. O circuito também contempla práticas de manejo essenciais, como sistemas de irrigação por microaspersão e o uso de adubação verde nas entrelinhas, reforçando a proposta de uma fruticultura mais sustentável e eficiente | Foto: Divulgação/Emater-DF A integração entre culturas também otimiza o uso do solo, melhora a fertilidade e aumenta a produtividade por área. “Práticas como a adubação verde nas entrelinhas também contribuem para a conservação do solo e a sustentabilidade dos sistemas produtivos”, conta Maíra. Tecnologia e manejo para aumento da produtividade O circuito evidencia a importância do manejo técnico das culturas. No caso da goiaba, uma das principais frutas produzidas no Distrito Federal, práticas como escolha de variedades, podas, adubação e irrigação são determinantes para garantir produtividade e qualidade dos frutos. Com potencial produtivo significativo, a cultura pode alcançar médias de até 37,5 toneladas por hectare, consolidando-se como uma alternativa importante de diversificação e geração de renda para os produtores da região. Em 2026, a produção de goiaba chegou a 7,4 mil toneladas, cultivadas em uma área de 432 hectares. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ficou em R$ 38,4 milhões. O manejo e os tratos culturais da goiaba também são destaque no Caderno Tecnológico que a Emater-DF disponibiliza para download durante o evento. AgroBrasília 2026 Durante a AgroBrasília, os visitantes poderão participar de palestras e visitas guiadas aos plantios, conhecendo de perto as tecnologias e práticas recomendadas pela Emater-DF. A entrada é gratuita. *Com informações da Emater-DF
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Aberto processo para modernizar sistemas de atendimento nas unidades de saúde
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu processo para aquisição de aparelhos de TV, terminais de autoatendimento e computadores compactos que serão utilizados nas unidades administradas pelo instituto. A iniciativa busca modernizar os sistemas de chamada de pacientes, melhorar a organização do atendimento e oferecer mais agilidade e conforto à população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Novos terminais vão dar mais agilidade ao processo de autoatendimento nas unidades de saúde | Foto: Divulgação/IgesDF Os equipamentos serão distribuídos entre hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs) geridos pelo IgesDF, incluindo unidades em fase de construção. Os aparelhos de TV serão utilizados como painéis de chamada, auxiliando na comunicação visual e na organização do fluxo de pacientes dentro das unidades. Já os terminais de autoatendimento devem contribuir para melhorar etapas do atendimento e reforçar a modernização dos serviços prestados à população. Os computadores compactos serão utilizados para dar suporte ao funcionamento dos sistemas tecnológicos das unidades. Melhora no fluxo Os novos equipamentos vão substituir aparelhos atualmente utilizados nos serviços de saúde, alguns desses recebidos anteriormente por meio de doações. A atualização tecnológica busca assegurar maior estabilidade operacional e reforçar o funcionamento dos serviços assistenciais. [LEIA_TAMBEM]O registro de preços será feito por meio do Edital nº 033/2026. O critério de julgamento será o menor preço por item, em modo de disputa fechado, entre as propostas que atenderem às exigências previstas no processo. “Os painéis e terminais ajudam a organizar o fluxo de atendimento, melhoram a comunicação com os pacientes e oferecem mais suporte às equipes assistenciais”, enfatiza o coordenador de Telecomunicações do IgesDF, Hirlei Nascimento. “Por isso, é fundamental manter esses equipamentos atualizados e em pleno funcionamento.” Os fornecedores interessados devem fazer a leitura completa do edital para verificar os requisitos técnicos e as condições estabelecidas no processo seletivo. As propostas devem ser enviadas por meio da plataforma Apoio Cotações. Serviço ♦ Aquisição de TVs, terminais de autoatendimento e computadores compactos → Edital de Seleção de Fornecedores nº 033/2026 → Identificação SEI: 04016-00153572/2025-39 → Número da cotação: 1537411 → Período para envio de propostas: de 18 a 29 deste mês, até as 23h55 → Plataforma: www.apoiocotacoes.com.br. *Com informações do IgesDF
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Estudo sugere construção de novas escolas como solução para o transporte escolar no DF
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Concurso de Tratadores do Zoo: conheça a dupla vencedora
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Conheça a dupla vencedora do Concurso de Tratadores do Zoológico de Brasília
A Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) realizou a terceira edição do TransformaZoo – Concurso de Tratadores, iniciativa voltada à valorização e ao protagonismo técnico das equipes responsáveis pelo manejo animal. O concurso premiou projetos de ambientação e de bem-estar desenvolvidos por tratadores da instituição, com foco na inovação, no enriquecimento ambiental e na melhoria da qualidade de vida dos animais. A iniciativa faz parte das estratégias institucionais da equipe da FJZB para o fortalecimento das práticas de manejo e a modernização dos recintos, alinhando-se às diretrizes de importantes referências internacionais, como a World Association of Zoos and Aquariums (Waza), a Asociación Latinoamericana de Parques Zoológicos y Acuarios (Alpza) e a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (Azab). O concurso também reforça recomendações relacionadas à capacitação contínua das equipes, ampliação de projetos de enriquecimento ambiental e fortalecimento da cultura institucional de bem-estar animal. Nesta edição, os projetos envolveram intervenções nos recintos da FJZB, promovendo melhorias estruturais, diversificação de estímulos ambientais e adequações voltadas tanto ao comportamento natural das espécies quanto à experiência dos visitantes. “O concurso fortaleceu a integração entre conservação, educação ambiental, inovação institucional e bem-estar animal, contribuindo para o planejamento estratégico da instituição e para os objetivos do Plano Diretor do Zoológico para os próximos 30 anos”, explica o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto. A avaliação do concurso foi dividida entre análise técnica e votação popular. A comissão avaliadora contou com representantes da Azab, Alpza e servidores da própria fundação, incluindo integrantes da Assessoria de Comunicação (Ascom), da Superintendência de Educação e Uso Público (Sueup) e da Superintendência de Conservação (Sucop). Os participantes receberam certificação pelas atividades desenvolvidas e premiações para participarem de congressos na área de atuação profissional. A iniciativa faz parte das estratégias institucionais da equipe da FJZB para o fortalecimento das práticas de manejo e a modernização dos recintos | Fotos: Divulgação/Zoológico de Brasília Proposta vencedora O recinto das onças-pintadas George e Peter ganhou novos espaços de descanso, ampliação das áreas arenosas, diferentes tipos de substratos e estruturas elevadas que permitem aos animais explorar o ambiente de maneira mais próxima ao comportamento observado na natureza. As mudanças fazem parte do projeto Predadores Brasileiros: Força e Adaptação, vencedor da terceira edição do Concurso de Tratadores. O projeto vencedor foi idealizado pela dupla Carlos Eduardo Nunes e Estevão Cesar Soares Melo. A proposta contemplou enriquecimento alimentar, cognitivo e sensorial, além de melhorias estruturais voltadas ao bem-estar dos animais e à sensibilização ambiental do público. A dupla conquistou o prêmio TransformaZoo Ouro, com direito à participação no Congresso da Azab 2026. Segundo os tratadores, a proposta foi construída a partir da observação diária do comportamento das onças e da tentativa de aproximar o recinto das características encontradas no habitat da espécie. “Ampliamos áreas arenosas dentro do recinto, criamos novos pontos de sombra e diversificamos os substratos. Hoje eles têm regiões com areia, grama baixa, capim alto, solo mais duro e outros espaços onde podem escolher por onde transitar”, explica Estevão. O projeto também ampliou os pontos elevados do recinto, considerando o comportamento natural das onças-pintadas, que utilizam diferentes níveis de altura para observação e deslocamento. Além das intervenções estruturais, a dupla buscou estimular o comportamento ativo dos animais por meio do enriquecimento ambiental. Foram implantadas novas estruturas para alimentação, áreas de exploração e espaços voltados ao descanso e à observação do recinto. Entre as novidades implantadas está uma rede suspensa utilizada como ponto de repouso e observação. Segundo os tratadores, a estrutura rapidamente passou a ser utilizada pelos animais. “Quando abrimos o recinto já com tudo novo, a primeira coisa que eles fizeram foi deitar juntos na rede. Foi muito marcante para a gente”, relembra Estevão. O trabalho desenvolvido pela dupla também levou em consideração as particularidades comportamentais de George e Peter, dois irmãos que convivem juntos no recinto. “Eles convivem muito bem juntos, e nós, tratadores, conhecemos essas características porque acompanhamos os dois todos os dias. Esse contato diário permite entender o comportamento deles, perceber mudanças e colaborar para um manejo que promova o bem-estar”, explica Carlos Eduardo. O projeto vencedor foi idealizado pela dupla Carlos Eduardo Nunes e Estevão Cesar Soares Melo Para os tratadores, a profissão vai muito além da alimentação e da limpeza dos recintos. A observação constante do comportamento dos animais é fundamental para identificar necessidades, desconfortos e oportunidades de melhoria no manejo. “Ser tratador é cuidar, observar e entender o que aquele animal precisa todos os dias. A gente acompanha mudanças de comportamento e consegue perceber quando algo está diferente e atua em colaboração com a equipe para garantir o bem-estar dos animais”, completa Carlos Eduardo. Dedicação ao bem-estar animal: conheça as outras duplas vencedoras Em segundo lugar, Magno Rainier dos Santos e Maicon Douglas Santos Vieira apresentaram o projeto Verde e Água, voltado às ariranhas Saraê e Macau. A iniciativa buscou reproduzir elementos do habitat da espécie, incentivando comportamentos típicos, como exploração aquática, interação social e uso de tocas, além de contribuir para futuras ações reprodutivas do casal. A terceira colocação foi conquistada por Rogério Rodrigues de Andrade e Thaynara Albuquerque Kuhl com o projeto Os Jardineiros do Cerrado. O trabalho promoveu a ambientação do recinto das antas por meio de um consórcio com tamanduás-mirins e seriemas, ampliando a complexidade ambiental do espaço e fortalecendo a representação do bioma Cerrado. O quarto lugar ficou com Priscila Sousa da Silva e Jozeilda Gabriel Soares, responsáveis pelas melhorias no recinto do Hospital Veterinário do Zoológico de Brasília, destinado à onça-melânica e à onça-parda Kira. O projeto incluiu ações de ambientação e enriquecimento ambiental voltadas ao acolhimento e recuperação de novos animais resgatados. Na quinta colocação, Maria Gorete Leão de Souza e Ésio Garcês de Mendonça desenvolveram o projeto Casa de Criação — Extensão do Borboletário, transformando o espaço em uma experiência educativa e imersiva sobre insetos diurnos e noturnos, especialmente mariposas. Já a dupla Juraci da Rocha Pereira e Edimias Nascimento da Silva apresentou o projeto Entre Listras e Horizontes, voltado à zebra Ailin, com intervenções para a melhoria do bem-estar, ampliação das opções de forrageamento e segurança nos procedimentos de manejo. *Com informações do Zoológico de Brasília
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Blitz educativa reforça prevenção aos incêndios florestais no Riacho Fundo II
Na manhã desta sexta-feira (15), a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF), com os demais órgãos que compõem o Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCif), realizou uma blitz educativa no Riacho Fundo II com foco na prevenção aos incêndios florestais durante o período de seca. A ação promoveu abordagens educativas a motoristas e passageiros sobre os riscos da queima irregular de lixo, entulho e restos de poda, práticas consideradas entre as principais causas de incêndios no Cerrado. Além das equipes técnicas, a ação contou com a participação de estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Lobo Guará, que auxiliaram nas abordagens e na distribuição de materiais educativos. A proposta foi fortalecer a conscientização ambiental e incentivar a participação da comunidade na prevenção aos incêndios florestais. O secretário do Meio Ambiente do DF, Rafael Santana, ressaltou a importância das ações de educação ambiental realizadas em parceria com estudantes da rede pública. “A participação das crianças e dos estudantes nessas ações educativas aproxima ainda mais a população da causa ambiental. É uma iniciativa importante, porque leva conscientização de forma leve e acessível, além de mostrar a sensibilidade do Governo do Distrito Federal com a preservação da nossa fauna, da flora e do bioma Cerrado”, comentou. A coordenadora do PPCif da Sema-DF, Carolina Schubart, reforçou a importância das ações preventivas para reduzir os riscos de incêndios florestais durante o período de estiagem. “Nosso foco é fortalecer cada vez mais as ações de prevenção e conscientização da população, principalmente em áreas ambientalmente sensíveis e de grande relevância ecológica, como a região da Granja do Ipê. O trabalho integrado entre os órgãos do PPcif é essencial para proteger o Cerrado e evitar ocorrências de incêndios florestais”, afirmou. Além das equipes técnicas, a ação contou com a participação de estudantes do Centro de Ensino Fundamental (CEF) Lobo Guará, que auxiliaram nas abordagens e na distribuição de materiais educativos | Foto: Divulgação/Sema-DF As blitzes educativas integram as ações preventivas desenvolvidas pelo PPCif antes do período mais crítico da estiagem, quando aumentam os riscos de incêndios florestais no Distrito Federal. Segundo os órgãos ambientais, grande parte das ocorrências está relacionada à ação humana, especialmente à queima irregular de resíduos em áreas urbanas e rurais. O diretor de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Brasília Ambiental, Erisom Vieira Cassimiro, destacou a importância das unidades de conservação da região e o papel da população na prevenção aos incêndios florestais. “Essa é uma região de grande importância ambiental, que abriga unidades de conservação como a do Riacho Fundo, a do Recanto das Emas e a Granja do Ipê, áreas que sofrem bastante com os incêndios florestais durante o período de seca. Por isso, esse trabalho de conscientização é fundamental para aproximar a comunidade e reforçar a importância da prevenção”, afirmou. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos do GDF e da participação dos estudantes nas ações de educação ambiental: “Essa ação é fundamental, porque une prevenção, conscientização e participação da comunidade no combate aos incêndios florestais. A presença das crianças torna esse trabalho ainda mais importante, já que elas ajudam a levar a mensagem de preservação ambiental para dentro de casa e contribuem para conscientizar a população sobre a importância de evitar queimadas e proteger o Cerrado”. O professor do Centro de Ensino Fundamental Lobo Guará, Aurélio Neres, destacou a importância da conscientização ambiental entre os estudantes durante o período de estiagem. “É fundamental trabalhar esse tema com as crianças para que elas compreendam, desde cedo, a importância da preservação ambiental e da prevenção aos incêndios florestais. Esse cuidado ajuda a proteger o meio ambiente, os animais e toda a biodiversidade do nosso Cerrado”, afirmou Aurélio Neres. A estudante do Centro de Ensino Fundamental Lobo Guará, Júlia Barbosa Lima, de 11 anos, também destacou a importância da conscientização ambiental desde a infância. “Eu acho muito importante participar dessa ação, porque, quando as crianças crescem com esse pensamento de cuidar da natureza, elas se tornam adultos mais conscientes no futuro. Além disso, os incêndios não prejudicam só o meio ambiente, mas também a nossa própria vida”, afirmou Júlia Barbosa Lima. Participaram da ação o Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Instituto Brasília Ambiental, Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF)
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Circuito da Agroindústria mostra como transformar a produção de frutas em renda o ano inteiro
A Emater-DF vai apresentar na AgroBrasília 2026, que começa na terça-feira (19), um modelo em tamanho real de agroindústria de pequeno porte voltado para o processamento de frutas, capaz de transformar excedentes e produtos com menor valor comercial em novas oportunidades de renda para agricultores familiares. Mãos à obra: visitantes da AgroBrasília poderão ver de perto como funciona uma pequena fábrica de produtos à base de frutas | Foto: Divulgação/Emater-DF O Circuito Tecnológico da Agroindústria mostrará, na prática, como estruturar uma pequena fábrica para produção de polpas, geleias, doces, frutas desidratadas e outros derivados, aumentando o valor agregado da produção e ampliando o tempo de comercialização das frutas. O modelo apresentado possui capacidade para processar aproximadamente 100 quilos de frutas por dia e foi planejado para atender pequenos e médios produtores, com estrutura adequada para até quatro manipuladores. A proposta contempla desde a organização dos espaços até o fluxo produtivo e as exigências sanitárias necessárias para comercialização segura dos alimentos. Produtividade “De uns anos para cá, a produção de frutas no DF tem aumentado cada vez mais, e [são] frutas de qualidade”, afirma o extensionista rural Paulo Álvares, responsável pelo circuito deste ano. “Além disso, temos a rota das frutas incentivando a implantação de novos pomares. Nos próximos anos, teremos uma alta produção de frutas in natura, e essas frutas precisam ser colocadas no mercado.” Ele explica que muitas frutas produzidas no Distrito Federal possuem alta perecibilidade, o que reduz o tempo de venda e impacta diretamente a renda do produtor: “É possível comercializar essas frutas in natura? Sim, mas, por serem sensíveis, elas perdem qualidade rapidamente. Com isso, a produção precisa ser vendida muito rápido, muitas vezes a preços baixos, reduzindo a possibilidade de ganho do produtor”. “O ideal é ter essa estrutura mínima de beneficiamento para aproveitar o alto valor agregado dessas frutas, aumentar o tempo de prateleira e utilizar aquilo que não tem valor comercial para produzir polpas, geleias, sucos e outros derivados” Paulo Álvares, extensionista rural da Emater-DF Espécies como açaí e mirtilo estão entre os exemplos de frutas que exigem maior cuidado no pós-colheita e que podem ter melhor aproveitamento quando destinadas ao beneficiamento. O modelo O modelo apresentado no circuito é baseado nos princípios de organização espacial e fluxo produtivo limpo descritos no manual Agroindústrias Rurais, da Emater-DF. A estrutura prevê áreas específicas para recepção, lavagem, processamento, armazenamento e expedição dos produtos, reduzindo riscos de contaminação e garantindo segurança alimentar. A proposta também contempla boas práticas de fabricação, controle higiênico-sanitário e separação entre áreas frias e quentes de processamento, além de orientações sobre armazenamento, rotulagem e conservação dos alimentos. O modelo inclui soluções sustentáveis para destinação de resíduos orgânicos e tratamento de efluentes. “O ideal é ter essa estrutura mínima de beneficiamento para aproveitar o alto valor agregado dessas frutas, aumentar o tempo de prateleira e utilizar aquilo que não tem valor comercial para produzir polpas, geleias, sucos e outros derivados”, explica Paulo Álvares. [LEIA_TAMBEM]A intenção da Emater-DF é mostrar que a agroindustrialização não é uma realidade distante da agricultura familiar, mas uma estratégia viável para aumentar a renda, reduzir desperdícios e ampliar mercados quando há planejamento e assistência técnica. A Emater-DF disponibiliza gratuitamente o manual Modelos de agroindústrias rurais: produtos de origem vegetal. A publicação reúne orientações técnicas sobre estrutura física, fluxo produtivo, organização dos ambientes, equipamentos e boas práticas de fabricação para agroindústrias de pequeno porte voltadas à agricultura familiar. Acesse gratuitamente o Manual Modelos de Agroindústrias Rurais – Produtos de Origem Vegetal. AgroBrasília 2026 → Data: terça-feira (19) a sábado (23), das 9h às 17h → Local: Parque Tecnológico Ivaldo Cenci — BR-251, Km 5, Brasília-DF. *Com informações da Emater-DF
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