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Área pública em Ceilândia Norte passa por limpeza para coibir descarte irregular

Uma área pública que vinha sendo utilizada irregularmente como lixão a céu aberto, próxima à UBS 05 da QNM 08, em Ceilândia Norte, passou por uma ampla ação de recuperação promovida pela Administração Regional de Ceilândia, com apoio do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e do programa GDF Presente. A operação incluiu limpeza completa do terreno, retirada de resíduos descartados irregularmente e implantação de medidas físicas para impedir novas invasões e despejo de lixo no local. Foram instaladas placas alertando sobre a proibição do descarte irregular e colocadas barreiras de concreto para impedir a entrada de veículos, carroças e caminhonetes utilizados para jogar entulho e resíduos na área. Para a instalação das estruturas de proteção, foi utilizado um guindaste, responsável pelo posicionamento das barreiras de concreto que agora restringem o acesso ao terreno. A ação também contemplou a recuperação de uma erosão próxima à calçada, contribuindo para melhorar a segurança e preservar a infraestrutura urbana da região. Segundo a administração regional, o espaço já havia sido cercado anteriormente com arame para impedir o acesso irregular. No entanto, o material foi furtado, comprometendo a proteção da área e facilitando o retorno do descarte clandestino.  Fim dos lixões irregulares tem como objetivo proteger espaços públicos e conscientizar a população sobre os impactos do descarte irregular | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia Animais peçonhentos Durante a limpeza, foram retirados diversos tipos de resíduos, incluindo entulho, lixo doméstico, pneus, embalagens, móveis inutilizados e outros materiais descartados de forma irregular. Além de mosquitos da dengue, o acúmulo desses resíduos favorece a proliferação de animais peçonhentos, como ratos, escorpiões e baratas, transmissores de outras doenças. Na semana passada, outra área crítica localizada ao lado do Centro de Ensino Médio 02, na QNM 16, em Ceilândia Norte, também recebeu a mesma operação, com limpeza, instalação de muretas e reforço nas medidas para impedir novos descartes irregulares. Para o administrador regional de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza, as ações têm como objetivo proteger os espaços públicos e conscientizar a população sobre os impactos do descarte irregular. “Estamos intensificando esse trabalho em diversos pontos da cidade, especialmente em terrenos públicos que acabam sendo utilizados de forma indevida. Além da limpeza, estamos implantando barreiras físicas para impedir o acesso de veículos e evitar que essas áreas voltem a se transformar em lixões a céu aberto. É uma ação permanente de cuidado com a cidade e proteção à saúde da população”, afirmou. O descarte irregular de resíduos é passível de multa aplicada pelos órgãos de fiscalização do DF Legal. A população também pode colaborar denunciando práticas ilegais por meio do Participa DF, além do envio de fotos e registros pelos canais oficiais do Governo do Distrito Federal. A administração regional reforça que a destinação correta de resíduos deve ser feita nos papa-entulhos e pontos adequados de descarte, contribuindo para manter a cidade limpa, organizada e livre de riscos ambientais e sanitários.  *Com informações da Administração Regional de Ceilândia    

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Anexo do Palácio do Buriti recebe a III Feira Raízes do Entorno

A Secretaria do Entorno (Seent-DF) está com tudo pronto para a III Feira de Artesanato Raízes do Entorno, marcada para 5 e 6 de maio, no Anexo do Palácio do Buriti. O evento celebra a produção cultural, artística e empreendedora dos municípios da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), em homenagem ao Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio. A feira reúne artesãos, produtores, artistas plásticos e representantes de diversas manifestações culturais do Entorno, que poderão divulgar e vender seus trabalhos diretamente ao público. “A Feira Raízes do Entorno é essencial para impulsionar a economia criativa, fortalecer a identidade cultural da região e destacar o talento de artesãos e produtores locais. Ela gera renda e visibilidade para os municípios da Ride, especialmente em uma celebração à mulher empreendedora”, afirma o secretário do Entorno do DF, Clésio Ferreira. Nesta terceira edição, 30 expositoras vão participar — um aumento de dez em relação à feira anterior. Os municípios representados incluem Valparaíso, Cidade Ocidental, Luziânia, Novo Gama, Águas Lindas e Cristalina. Em 5 e 6 de maio, das 8h às 16h, o público poderá adquirir artesanatos variados, biojoias, roupas, flores e plantas naturais, semijoias, comidas típicas, produtos de beleza e bem-estar e itens naturais | Foto: Divulgação/Seent-DF Em 5 e 6 de maio, das 8h às 16h, o público poderá adquirir artesanatos variados, biojoias, roupas, flores e plantas naturais, semijoias, comidas típicas, produtos de beleza e bem-estar e itens naturais. Destaque para as novidades: exposição de pedras e cristais, trabalhos em crochê e quadros de artistas plásticos. “O evento é uma linda homenagem às mães, que inspiram tanta criatividade e dedicação. Um momento importante para os expositores mostrarem o que há de melhor nesta importante região, que é a do Entorno ”, diz a coordenadora da feira, Elisaneide Barros.    *Com informações da Secretaria do Entorno

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Pesquisa com apoio da FAPDF estuda uso do pequi em tratamento de feridas e inflamações

Os tratamentos para feridas de difícil cicatrização — como as associadas ao diabetes — podem ganhar um novo aliado vindo do Cerrado. Uma pesquisa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital FAPDF Learning (2023), desenvolve formulações à base de óleo de pequi com potencial para auxiliar na cicatrização e na redução de processos inflamatórios. Desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB), o estudo é liderado por Graziella Anselmo Joanitti e aposta na combinação entre fitoterapia e nanotecnologia para criar soluções mais eficazes e acessíveis, com perspectiva de aplicação futura na prática clínica. O pequi é rico em substâncias bioativas, reunindo ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes | Foto: Divulgação/Freepik O que está sendo desenvolvido O projeto tem como foco a criação de formulações nanofitoterápicas — medicamentos derivados de plantas que utilizam estruturas em escala nanométrica para melhorar sua atuação no organismo. A proposta inclui duas formas principais: uma versão em gel, voltada à aplicação tópica, e outra em suspensão, ampliando as possibilidades de uso terapêutico. “Estamos desenvolvendo formulações que combinam o potencial terapêutico do óleo de pequi com tecnologias capazes de melhorar sua absorção e eficácia, pensando em aplicações futuras na área da saúde”, explica Graziella Anselmo Joanitti. Por que o pequi? O uso do óleo de pequi está ligado à sua composição rica em substâncias bioativas. Tradicionalmente utilizado por comunidades brasileiras, o composto reúne ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes. “O pequi já é conhecido por suas propriedades medicinais. O que buscamos é ampliar esses efeitos e suas possibilidades de uso terapêutico”, destaca a coordenadora. A pesquisa estuda o uso do óleo de pequi como tratamento de feridas de difícil cicatrização, como as úlceras de pé diabético | Foto: Acervo pessoal O diferencial da nanotecnologia A inovação do estudo está na aplicação de estruturas em escala nanométrica ao óleo de pequi, o que pode melhorar sua absorção pelo organismo, aumentar a eficácia e prolongar o tempo de ação. Esse processo também contribui para maior estabilidade das formulações e melhor interação com células e tecidos, ampliando o potencial terapêutico. “A nanotecnologia permite que o ativo atue de forma mais eficiente, favorecendo sua interação com as células e os efeitos observados em laboratório”, completa Graziella. A base tecnológica do projeto se apoia em pesquisas anteriores conduzidas na UnB, nas quais o grupo desenvolveu nanoemulsões à base de óleo de pequi. Como resultado, foi concedida, em 2022, carta patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), contemplando aplicações biomédicas, nutracêuticas e cosméticas. Esse reconhecimento reforça o caráter inovador da tecnologia e amplia suas possibilidades de aplicação. [LEIA_TAMBEM]Avanço no tratamento de feridas Um dos principais focos da pesquisa é o tratamento de feridas de difícil cicatrização, como as úlceras de pé diabético. Essas lesões representam um desafio para a saúde pública, pois estão associadas a complicações graves, como infecções e, em casos mais severos, amputações. Com o aumento do número de pessoas com diabetes no Brasil, cresce também a necessidade de alternativas mais eficazes e acessíveis. Do laboratório à aplicação Além dos estudos laboratoriais, o projeto inclui etapas de validação em modelos experimentais e o desenvolvimento de um produto mínimo viável (MVP), com foco na futura aplicação prática. Atualmente, a solução está em nível de maturidade tecnológica TRL 4, caracterizado pela validação em ambiente de laboratório, com perspectiva de avanço para etapas mais próximas da implementação. “Nosso objetivo é avançar até que a tecnologia possa, no futuro, chegar à população e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a pesquisadora. Outro aspecto relevante é o impacto além da área da saúde. Ao utilizar um recurso natural do Cerrado, a pesquisa contribui para a valorização da biodiversidade brasileira, fortalece a bioeconomia e incentiva práticas sustentáveis de produção. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Ceilândia ultrapassa 2 milhões de toneladas de massa asfáltica aplicadas em três anos

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