Resultados da pesquisa

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Atendimento do Crie-DF, no Hmib, será interrompido nesta segunda (27)

Na manhã de segunda-feira (27), entre 10h e 12h, o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie-DF), localizado no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), fará uma pausa em seu atendimento à população. O intervalo ocorrerá devido a uma reunião de alinhamento entre a Área Técnica de Imunização e a equipe do Crie-DF. O atendimento será retomado no período da tarde. O Crie-DF é destinado ao atendimento de indivíduos portadores de quadros clínicos específicos, que necessitam de imunobiológicos especiais (vacinas ou imunoglobulinas), indisponíveis no calendário básico de vacinação. São elegíveis para atendimento no centro pacientes portadores de determinadas doenças crônicas, recém-nascidos prematuros, pessoas com sistema imunológico comprometido, quem convive com pacientes imunossuprimidos ou já apresentou hipersensibilidade a alguma vacina. As reuniões para alinhamento técnico acontecem bimestralmente. O cronograma de reuniões e subsequentes pausas nos atendimentos pode ser conferido abaixo. • 1ª reunião: 27/4 – Hmib, das 10h às 12h; • 2ª reunião: 29/6 – Rede de Frio, das 10h às 12h; • 3ª reunião: 31/8 – Hmib, das 10h às 12h; • 4ª reunião: 26/10 – Rede de Frio, das 10h às 12h; • 5ª reunião: 14/12 – Hmib, das 10h às 12h. *Com informações da SES-DF

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Buraco do Tatu terá interdição total para manutenção programada do sistema de videomonitoramento entre os dias 27 e 30

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) informa que o Buraco do Tatu será interditado para a realização de manutenção preventiva do sistema de videomonitoramento. Para reduzir o impacto no trânsito, os serviços serão realizados entre segunda (27) e quinta-feira (30), das 22h às 3h30. O Buraco do Tatu é monitorado por seis câmeras. A intervenção visa garantir o bom funcionamento dos equipamentos e, no decorrer dos trabalhos, o fluxo será interrompido. Esta manutenção mensal é crucial para assegurar que os equipamentos operem dentro das especificações, prevenindo assim problemas e garantindo a segurança dos usuários. Pelo local, trafegam 150 mil motoristas diariamente. Ao todo, o DER-DF conta com 96 câmeras de videomonitoramento. As imagens são monitoradas por agentes de trânsito rodoviário diretamente do Centro de Controle Operacional (CCO) do órgão. *Com informações do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF)

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Fêmea de veado-catingueiro recebe alta do Hfaus e volta à natureza

Na manhã desta sexta (24), uma fêmea de veado-catingueiro (Mazama Gouazoubira) retornou à natureza, depois de receber alta do Hospital de Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus), em Taguatinga, para onde havia sido encaminhada após um atropelamento em Planaltina. De volta à natureza após mais de um mês passando por tratamento pós-traumático no hospital, animal está sem sequelas | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental “É muito representativa essa soltura dela, que é um animal supersensível. Ficou pouco mais de um mês no Hfaus, e está aqui viva, bem-recuperada, saiu até levemente desfilando. Foi muito bacana presenciar isso” Rodrigo Santos, gerente de Fauna do Brasília Ambiental   Desde as 6h da manhã, as equipes de fauna do Instituto Brasília Ambiental e do hospital estavam cuidando dela, para que a devolução ocorresse com o mínimo de estresse possível. Ela foi solta na Estação Ecológica de Águas Emendadas (Esecae), em Planaltina.  “É muito representativa essa soltura dela, que é um animal supersensível”, avalia o gerente de Fauna da autarquia, Rodrigo Santos. “Ficou pouco mais de um mês no Hfaus, e está aqui viva, bem-recuperada, saiu até levemente desfilando. Foi muito bacana presenciar isso”.  Durante o tempo em que esteve no Hfaus, o animal passou por avaliação e monitoramento do estado orgânico por meio de exames de sangue. “Com esse procedimento, vimos que, ao longo desse período, ela não manifestou nenhum sintoma de miopatia de captura, que é um quadro que vai se agravando sob estresse alto”, explica Rodrigo. “Isso indica que os nossos protocolos feitos no hospital foram muito corretos. Além disso, o animal ganhou peso, o que é também uma vitória e ressalta que estamos no caminho certo do tratamento e da recuperação”. O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, ressaltou o profissionalismo que envolveu cada etapa da ação: “O trabalho da equipe técnica, com relação ao animal hoje devolvido à natureza, que envolveu acolhimento, tratamento e soltura, revela o compromisso do Brasília Ambiental com a proteção da fauna silvestre, a recuperação de animais vítimas de acidentes e a conservação da biodiversidade do nosso Cerrado”. Acolhimento [LEIA_TAMBEM]Classificada pela equipe do hospital como um animal jovem, a fêmea de veado-catingueiro foi resgatada pelo Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) em 17 de março nos arredores de Planaltina, após ser vítima de atropelamento. O BPMA a encaminhou imediatamente ao Hfaus, onde recebeu atendimento especializado. Quando chegou ao hospital, ela apresentava quadro de prostração, epistaxe (sangramento nasal, que ocorre quando os vasos sanguíneos na mucosa interna do nariz se rompem) e escoriações em diferentes regiões do corpo. Após exames clínicos, radiográficos e laboratoriais, foram descartadas fraturas e outras alterações graves, permitindo a condução segura do tratamento. A Esecae foi escolhida para a soltura por reunir condições ideais de abrigo, alimentação e segurança, ser próxima de onde o animal foi encontrado, além de ser uma das mais importantes unidades de conservação do Distrito Federal, com mais de nove mil hectares de Cerrado preservados.   *Com informações do Brasília Ambiental

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Cultivo de pimentas e outras tecnologias são destaques do Circuito de Hortaliças da Emater na AgroBrasília 2026

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Espaços Humanizar Kids melhoram experiência de pais e crianças em UPAs do Distrito Federal

Uma unidade de saúde não é necessariamente um lugar onde as pessoas desejam estar. Mas há maneiras de fazer com que esse serviço prestado em um momento de desconforto seja o mais confortável possível, especialmente para as crianças. Foi buscando isso que o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) criou os Espaços Humanizar Kids nas unidades de pronto atendimento (UPAs) que contam com atendimento pediátrico. "Atualmente, a iniciativa dos Espaços Humanizar Kids está consolidada em todas as UPAs com atendimento pediátrico do IgesDF, sendo elas Ceilândia, Sobradinho, Recanto das Emas e São Sebastião. Esses espaços foram implantados com o objetivo de tornar o ambiente de espera mais acolhedor, lúdico e adequado às necessidades do público infantil", destacou a gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente no IgesDF, Anucha Soares. Os espaços têm uma decoração especial e contam com brinquedos e atividades lúdicas para entreter as crianças | Foto: Divulgação/IgesDF As salas têm uma decoração especial e contam com brinquedos e atividades lúdicas para entreter os pequenos. "O público atendido é composto por crianças que aguardam atendimento nessas unidades, além de seus acompanhantes, que também são impactados positivamente pelo ambiente mais confortável e acolhedor", observou a gerente, acrescentando que a criação dos espaços foi feita "por meio de parcerias com a iniciativa privada sem a utilização de recursos próprios do instituto, o que reforça o engajamento coletivo em torno da humanização do cuidado". "O público atendido é composto por crianças que aguardam atendimento nessas unidades, além de seus acompanhantes, que também são impactados positivamente pelo ambiente mais confortável e acolhedor" Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente no IgesDF Os primeiros espaços ficaram prontos em outubro do ano passado. À época, a então primeira-dama, Mayara Noronha Rocha — que é madrinha do programa Humanizar, do IgesDF — acompanhou a inauguração da sala na UPA de Sobradinho. "Desde a implantação, já é possível observar resultados importantes, como a redução da ansiedade durante o tempo de espera, maior engajamento das crianças no ambiente e uma percepção mais positiva por parte das famílias em relação ao atendimento. Os espaços contribuem diretamente para tornar a experiência mais leve, humanizada e alinhada às necessidades do cuidado infantil", arrematou Anucha Soares.

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Livro 'Monumental' reúne arquivos, desenhos técnicos e fotos para contar a história do coração cívico de Brasília

Um dos espaços mais conhecidos de Brasília ganha nova leitura em Monumental, livro de Carlos Henrique Magalhães de Lima, arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (Fau/UnB). A obra será lançada terça-feira (28) e quarta-feira (29) e propõe um olhar sobre o Eixo Monumental a partir da arquitetura, da história, da memória urbana e das formas de ocupação da capital. Resultado de pesquisa no Arquivo Público do Distrito Federal, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a publicação reúne fotografias históricas, registros da construção de Brasília, desenhos técnicos e um ensaio contemporâneo da fotógrafa Joana França, produzido entre 2011 e 2018. O material permite acompanhar as transformações do Eixo Monumental ao longo de mais de seis décadas. Para o autor, a combinação entre documentos históricos e imagens atuais amplia a leitura sobre uma paisagem conhecida, mas nem sempre observada em suas mudanças. “Os registros da Joana França permitem pensar as transformações no espaço ao longo dos anos”, explica Carlos Henrique. Resultado de pesquisa no Arquivo Público do Distrito Federal, com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), a publicação reúne fotografias históricas e registros da construção de Brasília | Foto: Acervo/Arquivo Público A proposta de Monumental é ampliar a percepção sobre uma paisagem presente na rotina de moradores, trabalhadores e visitantes do Plano Piloto. Para Carlos Henrique, o Eixo Monumental deve ser observado tanto pelo caráter simbólico dos edifícios quanto pelas formas de uso público que se consolidaram no território. “É um lugar que tem aspecto monumental e simbólico, mas também permite diferentes formas de ocupação e apropriação. O livro é um convite para pensar adiante, para pensar o futuro do Eixo Monumental mantendo esse caráter de lugar popular, que permite ocupações variadas”, afirma. A pesquisa também chama atenção para camadas menos visíveis da construção dos edifícios monumentais. Além de arquitetos e engenheiros, a obra destaca o papel dos trabalhadores que atuaram nos canteiros e ajudaram a transformar desenhos, cálculos e projetos em concreto, mármore, vidro e cidade. “A pergunta inicial era como houve, naquele momento, uma confluência de trabalhadores, operários, arquitetos e engenheiros para fazer tanta obra em tão pouco tempo e com tanta perícia. No detalhamento, na execução das formas e na execução do concreto, tudo isso importa para a realização da obra”, observa Carlos Henrique. A proposta de Monumental é ampliar a percepção sobre uma paisagem presente na rotina de moradores, trabalhadores e visitantes do Plano Piloto | Foto: Divulgação/Joana França O autor faz pesquisas no Arquivo Público do DF desde a graduação, no início dos anos 2000. Ao longo da investigação para o livro, encontrou documentos, imagens e registros que ajudaram a estruturar a obra. Para ele, a instituição é essencial para a produção de conhecimento sobre Brasília. “Hoje é uma instituição que se modernizou consideravelmente e permite o acesso de forma muito mais facilitada. A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito importante para a história do Brasil”, destaca. O apoio do FAC também ampliou o alcance do projeto. Segundo Carlos Henrique, o fundo foi decisivo não apenas pelo financiamento, mas pelo formato dos editais, que estimulam a circulação da produção cultural, a descentralização das ações e o diálogo com diferentes públicos. “O FAC tem importância enorme aqui em Brasília. Não é só o patrocínio em si, embora os recursos sejam fundamentais. O formato do edital também estimula a pensar em outros produtos, com repercussão maior e alcance de públicos que muitas vezes são deixados de lado”, afirma. Como contrapartida do projeto, Monumental terá exemplares em braile destinados a bibliotecas de Brasília voltadas a esse público. A iniciativa soma-se às versões em português e inglês da publicação, concebida para alcançar leitores interessados em arquitetura, história, fotografia, patrimônio e cidade. “Hoje é uma instituição que se modernizou consideravelmente e permite o acesso de forma muito mais facilitada. A equipe do Arquivo Público do Distrito Federal foi fundamental para a pesquisa. É uma instituição muito importante para a história do Brasil” Carlos Henrique Magalhães de Lima, autor do livro Monumental Sobre o autor Carlos Henrique Magalhães de Lima é arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. Doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Prourb-UFRJ), com estágio na École Nationale Supérieure d’Architecture Paris-Malaquais, é autor do livro Catedral de Brasília: projeto e obra (2024). Sua pesquisa investiga relações entre projeto, desenho e construção, com foco nos edifícios monumentais de Brasília. Serviço - Lançamento do livro Monumental Terça-feira (28) Local: Bar Beirute Asa Sul - SHCS CLS 109 Bloco A1 Lojas 2/4 Horário: 19h Quarta-feira (29) Local: Auditório Jayme Golubov — FAU/UnB, ICC Norte, subsolo, Campus Darcy Ribeiro Horário: 17h Atividade: lançamento seguido de debate com o autor, mediação de Leandro Cruz e certificação da UnB para inscritos Onde encontrar: Livraria do Chiquinho, na UnB, e site da editora Valor: R$ 50 Editora: Nada — Estúdio Criativo, em coedição com a Estereográfica  

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GDF reforça prevenção contra incêndios florestais com blitz educativa no Park Way

A manhã desta sexta-feira (24) foi marcada por uma mobilização educativa na feirinha da Quadra 14 do Park Way, de olho na redução de focos de incêndio e na proteção da Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), faz parte do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PPCIF) e reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres. O secretário de Meio Ambiente, Rafael Luiz Ramalho de Santana, ressaltou a importância da antecipação ao período mais crítico da estiagem. "Estamos na nossa segunda blitz de prevenção e combate aos incêndios do ano. É fundamental a população receber informação e estar participando de forma ativa. A seca está logo ali e a gente sabe muito bem como o Distrito Federal sofre nesse período. Nosso trabalho primeiro é de conscientização. O Governo do Distrito Federal tem se preocupado bastante com isso, em colaboração também com outros órgãos", afirmou. Além dos órgãos que fazem parte do PPCIF, a ação também conta com 30 estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental I do Centro Educacional de Vargem Bonita. Para o secretário, a participação dos alunos torna o trabalho de conscientização "mais leve" e eficaz. “Sem falar que também é uma preparação para o futuro. O meio ambiente também se trata de futuro. Então, trazendo as crianças para participar desse momento, elas se tornam conscientes, e estamos preparando futuros preservadores do meio ambiente”, completa. A ação reuniu diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) para abordar motoristas e pedestres | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília A coordenadora do PPCIF, Carolina Schubart, explicou a escolha estratégica da região. "O Park Way está inserido dentro da APA do Gama e Cabeça de Veado, que é uma área super importante para o Distrito Federal em termos de preservação do Cerrado", detalhou. Segundo a gestora, a blitz ocorre agora porque, a partir de julho, os incêndios tornam-se mais agressivos, mudando o foco da prevenção para o combate. Para Carolina, a iniciativa em parceria com os estudantes desperta neles a importância do cuidado com o meio ambiente. Além disso, muitos moram na área rural e se tornam multiplicadores nas famílias e comunidades. "A gente trabalha com as crianças para trazer essa leveza e conscientização, especialmente em áreas rurais onde há maior incidência de fogo por queima irregular de lixo ou resto de poda", completou.   Vozes da comunidade Os motoristas que passaram pelo local aprovaram a iniciativa. O motorista profissional Matheus Victor Silva, morador do Gama, destacou o impacto das crianças na abordagem. "Eu acho certinho isso. Tem que falar para o próximo para não botar fogo, senão estraga a natureza", disse. Para ele, o envolvimento dos alunos é um diferencial. “Quando é um adulto falando, muitas vezes a gente nem esquenta muito. Mas se é uma criança, a gente bota a cabeça no lugar”, avaliou o motorista. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação. "Acho um ótimo incentivo, não só para a gente, mas para as crianças também, porque todo mundo tem que ter essa consciência de preservar o nosso ambiente. Dependemos dele para ter uma qualidade de vida melhor", refletiu a moradora de Ceilândia. Próximas ações A blitz educativa do Park Way é a segunda de um cronograma que prevê mais cinco ações no Distrito Federal. De acordo com a Sema, as próximas mobilizações ocorrerão na última sexta-feira de cada mês. Em maio, está prevista uma blitz simultânea nas regiões do Jardim Botânico e do Lago Oeste. Outras áreas constantemente afetadas por incêndios florestais, como a Floresta Nacional de Brasília (em Brazlândia), Riacho Fundo e Granja do Torto, também receberão a iniciativa. Elaine Carneiro, boleira que passava pelo local a trabalho, também elogiou a ação Crime ambiental: multas e o que fazer ao avistar fogo Durante a blitz, foram distribuídos materiais informativos com o slogan "DF de Olho no Fogo", com orientações sobre a Lei de Crimes Ambientais e informações para produtores rurais sobre manejo controlado. A lei permite aos produtores rurais usar a queima controlada em algumas situações. Mesmo assim, ela é perigosa e precisa ser feita de forma correta. Um curso gratuito do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), em parceria com o PrevFogo, aborda as técnicas seguras em propriedades rurais (Técnicas de Realização de Queima Controlada em Propriedades Rurais — Senar Play). Antes de fazer uma queima controlada, é preciso solicitar autorização da Sema-DF, que é obrigatória. A permissão pode ser suspensa, de forma temporária, nas épocas de estiagem intensa, que aumentam os riscos dos incêndios florestais. Entre as alternativas ao uso do fogo, estão adubação verde, agroecologia, agroextrativismo, apicultura e meloponicultura, artesanato e reciclagem, compostagem e minhocultura, consórcio e torração de culturas, ecoturismo e turismo rural, pastagem ecológica, pastejo misto, permacultura, plantio direto, silagem e sistemas agroflorestais. Fazer queimadas sem autorização do órgão ambiental ou sem tomar os devidos cuidados no DF é infração penal, de acordo com a Lei nº 4.329/2009, sujeita a multa de R$ 500 a R$ 5.000. Provocar incêndios em mata ou floresta é crime sujeito a multa e reclusão de dois a quatro anos. Denúncias sobre suspeitas de autoria de incêndios florestais devem ser feitas à Polícia Militar (190), quando há possibilidade de intervenção imediata, e à Polícia Civil (197), para crimes já cometidos. Caso o cidadão aviste um incêndio florestal ou práticas irregulares de queimada, deve entrar em contato imediatamente com os órgãos ambientais, o Corpo de Bombeiros (193) ou a linha verde do Ibama, por meio de ligação gratuita pelo telefone 0800 061 8080.

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Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Diante de novas variantes e do aumento de casos de doenças respiratórias, um estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), ganha ainda mais relevância ao propor uma máscara capaz de inativar não apenas o coronavírus, mas também outros vírus respiratórios. A máscara Vesta representa um avanço ao ir além da proteção física tradicional. Diferentemente dos modelos convencionais, que atuam apenas como barreira mecânica, a tecnologia incorpora nanotecnologia à base de quitosana — substância extraída da carapaça de crustáceos, como caranguejo, camarão e lagosta. Inserida entre as quatro camadas de tecido TNT, essa barreira atua diretamente sobre o vírus, envolvendo e degradando sua membrana, o que leva à inativação. Além disso, a estrutura do material contribui para impedir a passagem de micro-organismos. No modelo PFF2, a máscara recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, sendo capaz de atuar contra vírus, bactérias e fungos. Além de atuar como barreira mecânica, a máscara Vesta incorpora uma nanotecnologia à base de quitosana que age sobre o vírus degradando sua membrana | Foto: Anastácia Vaz/UnB Impacto duradouro O projeto teve início em 2021, no contexto da pandemia de covid-19, período em que a comunidade científica foi mobilizada globalmente em busca de soluções para conter a disseminação do vírus. No entanto, os resultados da pesquisa ultrapassam esse momento. A tecnologia foi desenvolvida com potencial de atuação contra diferentes vírus respiratórios, o que amplia sua relevância em cenários atuais e futuros, como surtos sazonais de gripe e outras síndromes respiratórias. Com coordenação da professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, o projeto também contou com a atuação de pesquisadoras como Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Da pesquisa à validação clínica A máscara apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas | Foto: Divulgação/SES-DF A máscara Vesta percorreu diferentes etapas de desenvolvimento, desde testes laboratoriais até a validação em condições reais de uso. Em 2023, o projeto alcançou a fase final dos ensaios clínicos, etapa essencial para comprovar a eficácia e a segurança da tecnologia. Essa fase contou com a atuação do professor da UnB e coordenador do ensaio clínico, Rodrigo Luiz Carregaro, contribuindo para o avanço da solução rumo à aplicação prática. Com isso, a tecnologia se encontra em um estágio avançado de maturidade, compatível com fases de validação em ambiente real (TRL 7 a 8), aproximando-se da aplicação prática e da produção em escala. Ciência aplicada com apoio do DF O projeto contou com investimento de R$ 76.825, viabilizado por meio do convênio Transparência Covid (2020), em parceria entre a UnB, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão provenientes do edital Demanda Induzida (2021), com fomento exclusivo da Fundação. [LEIA_TAMBEM]“A trajetória da máscara Vesta demonstra a capacidade do ecossistema de ciência e inovação do Distrito Federal de desenvolver soluções com alto nível de maturidade tecnológica. Trata-se de uma iniciativa que percorre todas as etapas da pesquisa aplicada, desde a concepção até a validação em ambiente real, o que reforça a importância de instrumentos de fomento contínuos e estruturados. A FAPDF tem atuado justamente nesse sentido, apoiando projetos que não apenas geram conhecimento, mas que se traduzem em inovação com potencial de transformação social”, destaca o presidente da Fundação, Leonardo Reisman. Além de impulsionar a inovação, o investimento contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica e para a geração de soluções com potencial de impacto direto na sociedade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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