03/11/2026 às 18h03 - Atualizado em 03/11/2026 às 18h03

Ações de prevenção às drogas alcançam mais de 3 mil estudantes no DF em 2026

Iniciativas da Secretaria de Justiça e Cidadania também promovem conscientização em outros espaços, com atividades educativas e pedagógicas voltadas a diferentes públicos

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

Seminários, palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo e contação de histórias estão entre as atividades educativas e pedagógicas realizadas para ampliar a conscientização sobre a prevenção às drogas no Distrito Federal. Entre maio e outubro de 2026, as iniciativas somaram 3.002 participações em ações promovidas em instituições escolares e não escolares, sob a coordenação da Diretoria de Prevenção da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF).

A proposta é abordar o tema de forma humanizada, transversal e integrada ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) das escolas, considerando as diferentes faixas etárias e realidades dos participantes. As ações buscam ampliar o acesso à informação, estimular o pensamento crítico e fortalecer o diálogo sobre os riscos associados ao uso de drogas e a importância da prevenção.

Do total registrado, 2.720 participações ocorreram em 48 atividades escolares. Outras 282 foram contabilizadas em cinco ações realizadas fora das escolas, com públicos diversos, incluindo adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, pessoas idosas e integrantes da comunidade.

As atividades escolares contemplaram estudantes da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além de turmas de Classes Especiais e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Interventivo | Foto: Divulgação/Sejus-DF

Informação e diálogo nas escolas

As atividades escolares contemplaram estudantes da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além de turmas de Classes Especiais e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Interventivo.

Com abordagens participativas e linguagem acessível, as ações criam oportunidades para que os estudantes expressem dúvidas, compartilhem experiências e compreendam como a informação e o diálogo podem contribuir para escolhas mais conscientes.

Para Lucas Almeida, de 14 anos, estudante do Ensino Fundamental em São Sebastião, a atividade foi importante por abordar um tema que nem sempre é fácil de discutir. “Eu achava que esse assunto era complicado de conversar, mas, quando a gente participa de uma roda de conversa e pode fazer perguntas, fica mais fácil entender. É importante ter informação para saber reconhecer os riscos e também conversar com os amigos sem preconceito”, comentou.

A participação dos profissionais da educação também é importante para fortalecer o trabalho preventivo. Como espaço de aprendizagem e convivência, a escola permite integrar o tema às atividades pedagógicas e à formação dos estudantes.

É importante ter informação para saber reconhecer os riscos e também conversar com os amigos sem preconceito”

Lucas Almeida, 14 anos

Ana Paula Martins, de 39 anos, professora do Ensino Fundamental em Ceilândia, destacou a contribuição dessas iniciativas para a formação dos alunos. “Quando a prevenção é trabalhada de forma contínua e adequada à idade dos estudantes, ela deixa de ser apenas uma palestra e passa a fazer parte da formação deles. As rodas de conversa e as dinâmicas ajudam a criar um ambiente de confiança, em que os alunos podem tirar dúvidas e compreender a importância de fazer escolhas conscientes”, afirmou.

Atividades em diferentes regiões

As ações escolares alcançaram unidades de ensino de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal. Paranoá concentrou 1.357 participações, seguido de São Sebastião, com 481; Ceilândia, com 465; Planaltina e Mestre d’Armas, com 202; Samambaia, com 90; Sobradinho II, com 80; e Núcleo Bandeirante, com 45.

Setembro foi o mês com o maior número de registros nas escolas, com 1.047 participações. Em maio, foram 195; em junho, 475; em agosto, 208; e em outubro, 395.

Para o subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Diego Moreno, a prevenção deve ser desenvolvida com informação qualificada, diálogo e abordagens adequadas à realidade de cada público. “Nosso trabalho é levar informação e conscientização a diferentes espaços, utilizando abordagens que favoreçam a participação e a reflexão. Quando falamos de prevenção, precisamos considerar as particularidades de cada público e fortalecer o diálogo, para que crianças, adolescentes e demais participantes tenham acesso a informações que contribuam para escolhas mais conscientes”, afirmou.

Prevenção para além das escolas

As iniciativas também chegaram a outros espaços de convivência e atendimento. Entre maio e setembro, foram realizadas cinco ações não escolares, que reuniram 282 participantes. Em maio, uma atividade na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês contou com 46 participantes. Em junho, uma ação no Complexo Penitenciário da Papuda, em São Sebastião, reuniu 75 adolescentes.

“A prevenção às drogas exige um trabalho permanente, que vá além de um único ambiente e alcance diferentes públicos"

Jaime Santana, secretário interino de Justiça e Cidadania

Em julho, o projeto Rimas de Responsa registrou 13 participantes, entre nove adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e quatro servidores do Grupo de Execução de Medidas Socioeducativas (GEAMA). Em setembro, uma atividade no Centro Olímpico do Recanto das Emas reuniu 80 pessoas idosas. No mesmo mês, uma ação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), na Estrutural, contou com 68 participantes, entre estudantes e monitores.

O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, ressalta a importância de ampliar o alcance das ações preventivas e fortalecer a conscientização em diferentes contextos sociais. “A prevenção às drogas exige um trabalho permanente, que vá além de um único ambiente e alcance diferentes públicos. Nosso compromisso é fortalecer iniciativas que promovam informação, conscientização e diálogo, contribuindo para que a prevenção seja tratada de forma responsável, integrada e próxima da realidade das pessoas”, afirmou.

 

*Com informações da Sejus-DF