Seminários, palestras, rodas de conversa, dinâmicas de grupo e contação de histórias estão entre as atividades educativas e pedagógicas realizadas para ampliar a conscientização sobre a prevenção às drogas no Distrito Federal. Entre maio e outubro de 2026, as iniciativas somaram 3.002 participações em ações promovidas em instituições escolares e não escolares, sob a coordenação da Diretoria de Prevenção da Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas (Subed), da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF).
A proposta é abordar o tema de forma humanizada, transversal e integrada ao Projeto Político-Pedagógico (PPP) das escolas, considerando as diferentes faixas etárias e realidades dos participantes. As ações buscam ampliar o acesso à informação, estimular o pensamento crítico e fortalecer o diálogo sobre os riscos associados ao uso de drogas e a importância da prevenção.
Do total registrado, 2.720 participações ocorreram em 48 atividades escolares. Outras 282 foram contabilizadas em cinco ações realizadas fora das escolas, com públicos diversos, incluindo adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, pessoas idosas e integrantes da comunidade.
Informação e diálogo nas escolas
As atividades escolares contemplaram estudantes da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, além de turmas de Classes Especiais e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Interventivo.
Com abordagens participativas e linguagem acessível, as ações criam oportunidades para que os estudantes expressem dúvidas, compartilhem experiências e compreendam como a informação e o diálogo podem contribuir para escolhas mais conscientes.
Para Lucas Almeida, de 14 anos, estudante do Ensino Fundamental em São Sebastião, a atividade foi importante por abordar um tema que nem sempre é fácil de discutir. “Eu achava que esse assunto era complicado de conversar, mas, quando a gente participa de uma roda de conversa e pode fazer perguntas, fica mais fácil entender. É importante ter informação para saber reconhecer os riscos e também conversar com os amigos sem preconceito”, comentou.
A participação dos profissionais da educação também é importante para fortalecer o trabalho preventivo. Como espaço de aprendizagem e convivência, a escola permite integrar o tema às atividades pedagógicas e à formação dos estudantes.
É importante ter informação para saber reconhecer os riscos e também conversar com os amigos sem preconceito”
Lucas Almeida, 14 anos
Ana Paula Martins, de 39 anos, professora do Ensino Fundamental em Ceilândia, destacou a contribuição dessas iniciativas para a formação dos alunos. “Quando a prevenção é trabalhada de forma contínua e adequada à idade dos estudantes, ela deixa de ser apenas uma palestra e passa a fazer parte da formação deles. As rodas de conversa e as dinâmicas ajudam a criar um ambiente de confiança, em que os alunos podem tirar dúvidas e compreender a importância de fazer escolhas conscientes”, afirmou.