No Dia do Trabalhador, celebrado nesta sexta-feira (1º/5), o Distrito Federal tem razões para comemorar: mais de 10 pessoas por dia conseguiram uma vaga de emprego no DF em 2026, por meio das Agências do Trabalhador. Entre 1º de janeiro e 28 de abril deste ano, foram mais de 1,3 mil contratações registradas. Quem busca uma oportunidade e serviços oferecidos no local, pode contar com encaminhamento para vagas, acesso a benefícios como cestas básicas e orientação profissional.
Atualmente, Brasília conta com 16 agências do trabalhador, além de unidades móveis que percorrem as regiões administrativas e participam de iniciativas como o GDF Bate à Sua Porta. Desde 2019, foram abertas três novas unidades físicas e uma móvel. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal (Sedet-DF), cerca de 380 indicações de vagas são feitas por dia.
O secretário adjunto da pasta, Ivan Alves dos Santos, destaca que a estrutura foi ampliada para atender melhor a população e aumentar a efetividade das indicações. “Vaga de trabalho existe. Criamos em média 700 vagas diárias, mas há um descompasso em relação às vagas preenchidas pelas indicações, muitas vezes pela falta de qualificação profissional. Por isso, também investimos em diversos programas nesse sentido — como RenovaDF, QualificaDF e Jornada da Mulher Trabalhadora — além de oferecer orientação com psicólogos do trabalho nas agências para preparar melhor o candidato”, destacou.
O gestor ressaltou, ainda, que dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçam o cenário de queda no desemprego no DF, com aumento das ocupações formais. “As notícias são boas: o índice de desemprego do Distrito Federal tem caído sistematicamente. Com relação a 2025, nós diminuímos dois pontos percentuais na média do desemprego, o que corresponde a 136 mil ocupações a mais no mercado de trabalho”, completou.
Dignidade e sustento
A operadora de caixa Silvia Gomes, 41 anos, conta que a relação com a Agência do Trabalhador vem desde o primeiro emprego e segue sendo essencial em momentos de transição profissional. “Quando completei 18 anos, foi a agência que me deu minha primeira oportunidade. Sempre que fico desempregada, volto a procurar. Recentemente, consegui uma carta de encaminhamento e fui aprovada. O trabalho traz dignidade e ajuda muito”, reforçou.