29/10/2026 às 15h14 - Atualizado em 29/10/2026 às 15h14

Atenção Primária oferece cuidado contínuo a pacientes acometidos por AVC 

Em 29 de outubro, a população mundial é lembrada dos sintomas e da importância de agir rapidamente; para acelerar a assistência, Saúde DF lançou o AVC no Quadrado há um ano

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Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes

Quando uma pessoa é acometida por um acidente vascular cerebral (AVC), é possível que conviva com dores articulares e musculares decorrentes de fraqueza ou rigidez. Nesse sentido, a Secretaria de Saúde (SES-DF) também oferece cuidados após a assistência emergencial. Nas unidades básicas de saúde (UBSs), atividades em grupo, orientações posturais e práticas integrativas ajudam a controlar o desconforto e devolvem a qualidade de vida.

"O exercício físico orientado é essencial para estimular o cérebro a criar novos caminhos e conexões neuronais, compensando áreas lesionadas", explica o neurologista João Tatsch, da SES-DF. "Além de reabilitar os movimentos, a atividade física combate a fadiga e a depressão pós-AVC e é fundamental para controlar a pressão arterial, evitando que um novo acidente aconteça", complementa.

Assistência imediata 

"Além de reabilitar os movimentos, a atividade física combate a fadiga e a depressão pós-AVC", explica o neurologista João Tatsch, da SES-DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF 

O AVC ocorre de forma súbita, quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea. Essa é uma das principais causas de morte, incapacitação e internações em todo o mundo. Por isso, organizações internacionais reúnem-se, nesta quinta-feira (29), para conscientizar a população sobre os sintomas e a importância de agir rapidamente. 

"Não leve o paciente por conta própria para uma UBS ou para um hospital qualquer. O Samu faz a regulação médica e já transporta a pessoa direto para a unidade de emergência certa, com tomografia computadorizada e equipe de neurologia preparada"

João Tatsch, neurologista
da Secretaria de Saúde do-DF

A cada minuto em que uma artéria fica entupida, cerca de 1,9 milhão de neurônios morrem. Para encurtar essa corrida contra o relógio, a SES-DF lançou, em maio de 2025, o projeto AVC no Quadrado. 

Na capital federal, a iniciativa descentralizou a trombólise (tratamento medicamentoso de emergência para dissolver coágulos sanguíneos) para hospitais regionais estratégicos, apoiados por telemedicina (telestroke). O Hospital de Base (HBDF) manteve-se como referência de alta complexidade. Participam do projeto o Hospital Regional do Gama (HRG) e o Hospital Regional de Sobradinho (HRS).

Chame o Samu

Ao identificar os primeiros sinais de um AVC, a chave para a atuação, revela Tatsch, é lembrar-se do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Brasil (Samu), pelo número 192.

"Não leve o paciente por conta própria para uma UBS ou para um hospital qualquer. O Samu faz a regulação médica e já transporta a pessoa direto para a unidade de emergência certa, com tomografia computadorizada e equipe de neurologia preparada", orienta o neurologista.

*Com informações da SES-DF