A população do Distrito Federal terá mais uma oportunidade de opinar sobre melhorias no transporte coletivo e mobilidade urbana, inclusive, sobre propostas que podem ser implementadas em até um ano. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) realizará, neste sábado (24), a terceira audiência pública sobre a atualização do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) e a elaboração do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS).
"A população pode contribuir diretamente com propostas que serão implementadas para trazer melhorias concretas para o dia a dia das pessoas"
Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade
“A participação de todos no debate é fundamental para construirmos uma mobilidade urbana mais eficiente, segura e inclusiva para o Distrito Federal”, afirma o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves. Segundo o titular da pasta, a audiência pública “representa um momento especial, em que a população pode contribuir diretamente com propostas que serão implementadas para trazer melhorias concretas para o dia a dia das pessoas.”
O evento será às 9h, no auditório Lindberg Aziz Cury, da Câmara Legislativa, com transmissão online simultânea. A audiência terá caráter consultivo e apresentará o prognóstico e as propostas de ação elaborados no âmbito do PDTU/PMUS. Durante o encontro, técnicos da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) e da equipe do Labtrans/Universidade Federal de Santa Catarina apresentarão as diretrizes propostas e receberão contribuições da sociedade civil sobre os rumos da mobilidade urbana no DF.
Curto prazo
Entre as propostas de curto prazo, com horizonte de implantação de até um ano, destacam-se iniciativas voltadas para o transporte coletivo e para a mobilidade ativa. No eixo dos modos ativos, estão previstas ações como a instalação de bicicletários nas estações de metrô, adequação de travessias para pedestres e ciclistas em locais prioritários (especialmente áreas escolares), melhoria da iluminação pública para deslocamentos noturnos e implantação de ações de urbanismo tático em pontos estratégicos.
Para o transporte público coletivo, as propostas incluem o aumento da frequência de linhas em horários noturnos para atender estudantes e trabalhadores, adequação de terminais de ônibus e estações BRT às normas de acessibilidade universal, qualificação do atendimento por meio de treinamentos para motoristas e cobradores, e melhor divulgação de informações sobre linhas e horários nas paradas.
Projetos futuros
Além das ações imediatas, a audiência apresentará o prognóstico com projetos estruturantes para o futuro da mobilidade urbana do DF. Entre os pontos que serão colocados em discussão, destacam-se os projetos do BRT Sudoeste na EPNB até o Recanto das Emas, BRT Norte, Terminal da Asa Norte, VLT em Ceilândia e Taguatinga, e a ampliação do metrô até o fim de Samambaia e o Terminal Setor O de Ceilândia.
Para a mobilidade ativa, o prognóstico aponta a necessidade de consolidar uma agenda de médio e longo prazo que reforce a integração entre caminhar, pedalar e acessar o transporte público. As propostas são de ampliar e qualificar infraestrutura para pedestres e ciclistas, favorecer conexões mais seguras e contínuas entre as regiões do DF e adotar medidas que reduzam riscos no deslocamento diário — tornando a mobilidade ativa uma opção real para mais pessoas, em especial quando combinada com metrô, ônibus e BRT.
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