04/11/2026 às 15h39 - Atualizado em 04/11/2026 às 15h39

Exposição ‘Fantasia Concreta’ segue aberta à visitação no Espaço Cultural Renato Russo

Executada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF, mostra de Camilla Siren reúne mais de 60 obras inéditas na galeria Rubem Valentim 

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

A exposição Fantasia Concreta, da artista visual brasiliense Camilla Siren, segue aberta à visitação na galeria Rubem Valentim, no Espaço Cultural Renato Russo. Com mais de 60 obras inéditas produzidas ao longo deste ano, a mostra reúne pinturas, esculturas, flâmulas, bandeiras e trabalhos em diferentes formatos, construindo um percurso que explora fantasia, memória, natureza, infância e imaginação.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o projeto marca uma nova etapa na trajetória de Camilla, que há mais de uma década desenvolve trabalhos entre o graffiti, o muralismo e a pintura. Na exposição, as obras foram concebidas para compor uma narrativa integrada, convidando o público a percorrer o espaço e construir suas próprias interpretações.

“Depois de tantos anos produzindo na rua, quis experimentar a galeria como um espaço onde pudesse reunir diferentes obras, construir relações entre elas e desenvolver uma narrativa contínua”, afirma a artista | Foto: Divulgação/Secec-DF

“A cultura transforma espaços e amplia horizontes, e iniciativas como Fantasia Concreta mostram a força da arte em despertar a imaginação, estimular a criatividade e aproximar diferentes públicos”, afirma o secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto. “O apoio do Fundo de Apoio à Cultura é fundamental para que artistas do Distrito Federal possam desenvolver seus projetos, apresentar novas perspectivas e promover experiências que dialoguem com a comunidade. É também uma oportunidade de fortalecer a produção artística local e ampliar o acesso da população à cultura.”

Do cotidiano aos sonhos

A mostra está organizada em três séries — Realismo Mágico, Contos Fantásticos e Devaneios — que apresentam diferentes dimensões do trabalho da artista. A proposta é criar um universo aberto à interpretação de cada visitante, despertando memórias, curiosidade e a liberdade de imaginar.

“Me interessa resgatar o encantamento, a delicadeza e a capacidade de imaginar que muitas vezes vamos deixando de lado à medida que crescemos”

Camilla Siren, artista plástica

“Depois de tantos anos produzindo na rua, quis experimentar a galeria como um espaço onde pudesse reunir diferentes obras, construir relações entre elas e desenvolver uma narrativa contínua”, explica Camilla Siren.

A exposição também incorpora elementos que ampliam a experiência do público, como uma intervenção com retroprojetor, equipamento associado ao ambiente escolar e às lembranças da infância de diferentes gerações.

Arte, educação e acessibilidade

O diálogo com a comunidade também está presente nas ações educativas do projeto. Uma criação coletiva desenvolvida por Camilla com alunos da Escola Parque 210/211 Sul resultou em um desenho incorporado à exposição. A artista também promoveu uma oficina com estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB), no campus de Taguatinga, aproximando-os de técnicas do graffiti, da cultura hip-hop e das possibilidades de atuação na economia criativa.

A iniciativa prevê ainda a doação de três obras para espaços públicos e acervos culturais do DF, além de uma campanha de arrecadação de materiais artísticos para o IFB Campus Taguatinga. Os recursos de acessibilidade incluem audiodescrição por meio de QR Codes, atendimento especializado para pessoas com deficiência visual mediante agendamento e possibilidade de intérprete de Libras, conforme demanda.

Da rua para a galeria

Artista visual e grafiteira brasiliense, Camilla Siren desenvolve, desde 2014, uma produção marcada pela representação de mulheres, pela relação com a natureza e pela ocupação do território urbano. Em Fantasia Concreta, a artista experimenta novas relações entre obra, espaço e público, sem deixar de lado a rua como parte fundamental de sua identidade artística.

“Me interessa resgatar o encantamento, a delicadeza e a capacidade de imaginar que muitas vezes vamos deixando de lado à medida que crescemos”, pontua. “Quero criar um espaço que convide as pessoas a desacelerar, se reconectar com a imaginação e encontrar esperança por meio da arte.”

 

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa