Mais de 300 exames de espirometria foram realizados, em maio, durante força-tarefa no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Também conhecido como prova de função pulmonar, o teste é essencial para avaliar a capacidade respiratória de pacientes, permitindo especialmente o diagnóstico da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e de outras enfermidades.
“É um exame extremamente importante para o diagnóstico de DPOC e o acompanhamento dos pacientes que têm outras doenças respiratórias crônicas, como asma, fibrose pulmonar, fibrose cística; e ainda para avaliação pré-operatória”, explica a pneumologista do Hran Lícia Zanol.
A ação contou com o apoio do programa AbraçAR - uma iniciativa da companhia farmacêutica alemã Boehringer Ingelheim em parceria com o Governo do Distrito Federal (GDF).
Como funciona
Durante a espirometria, o paciente é orientado a encher o peito de ar e soprar forte e rápido, por seis segundos, esvaziando todo o pulmão em um tubo ligado a um sistema computadorizado. Após cerca de 20 minutos do primeiro sopro e do uso de um broncodilatador, o paciente repete o sopro para ver se houve mudança depois do uso da medicação.
Todo o exame é orientado por um técnico de espirometria habilitado, com equipamentos ligados a sistemas computadorizados que geram dados gráficos e numéricos para análise de um especialista - no mutirão, os pneumologistas do Hran.
Dependendo da doença e da gravidade, o exame pode, segundo Zanol, ser realizado mais de uma vez ao ano. Para os pacientes que já possuem problemas respiratórios, a espirometria é realizada anualmente ou a cada dois anos para o acompanhamento médico.
Monitoramento e cuidado