03/11/2026 às 18h55 - Atualizado em 03/11/2026 às 18h55

Profissionais passam por capacitação para tornar atendimento no SUS mais ágil e eficiente

Formação em Lean Six Sigma Green Belt ensina equipes a identificar gargalos, reduzir desperdícios e desenvolver soluções para os serviços de saúde

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

Reduzir etapas desnecessárias, evitar retrabalho e aproveitar melhor os recursos públicos. Esses são alguns dos objetivos da primeira formação institucional em Lean Six Sigma Green Belt, iniciada nesta terça-feira (3) pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A capacitação reúne 75 profissionais e busca transformar a maneira como os processos são organizados nas unidades de saúde.

Participam colaboradores de diferentes áreas do Instituto, incluindo hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e setores administrativos. A procura superou a previsão inicial de 60 vagas, e a empresa responsável pelo treinamento, a Setec, disponibilizou outras 15 oportunidades.

“Espero que as ferramentas aprendidas sejam aplicadas na prática, gerando melhorias sustentáveis nos processos de trabalho"

Rossana Rocha, chefe do Serviço Multiprofissional

Na UPA de Sobradinho, a chefe do Serviço Multiprofissional, Rossana Rocha, vê na formação uma oportunidade de aprimorar a rotina das equipes e qualificar o atendimento.

“Espero que as ferramentas aprendidas sejam aplicadas na prática, gerando melhorias sustentáveis nos processos de trabalho e, principalmente, mais qualidade e segurança na assistência oferecida aos pacientes”, destaca.

Na saúde, essas ferramentas podem contribuir para organizar fluxos de atendimento, diminuir o tempo dedicado a atividades burocráticas | Foto: Ualisson Noronha/IgesDF

O Lean Six Sigma combina duas abordagens de melhoria de processos. O Lean busca eliminar desperdícios e etapas que não agregam valor ao trabalho. Já o Six Sigma utiliza dados e ferramentas de análise para identificar falhas, reduzir variações e aumentar a qualidade dos serviços.

Na formação Green Belt, os participantes aprendem a identificar problemas, analisar suas causas e desenvolver projetos de melhoria. Na saúde, essas ferramentas podem contribuir para organizar fluxos de atendimento, diminuir o tempo dedicado a atividades burocráticas e permitir que os profissionais concentrem mais esforços no cuidado aos pacientes.

A iniciativa amplia uma estratégia de melhoria contínua já adotada pelo IgesDF, que conta com uma equipe especializada em Lean para apoiar projetos e estimular mudanças nos processos de trabalho.

Para o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos, Clayton Sousa, a formação também representa uma oportunidade de disseminar essa cultura entre profissionais de diferentes unidades.

“Respeitem a metodologia e sigam o método, porque o resultado virá. Vocês vão mudar a maneira de enxergar os processos. É um conhecimento que levamos para a vida”, destaca.

A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, reforça a importância de uma gestão comprometida com a aplicação responsável dos recursos públicos

A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, reforça a importância de uma gestão comprometida com a aplicação responsável dos recursos públicos.

“Não podemos perder tempo com retrabalho nem deixar de buscar entregas de valor. Estamos falando da gestão dos recursos públicos investidos na saúde. Precisamos entregar resultados com cada vez mais eficiência”, afirma.

Segundo Eliane, a expectativa é acompanhar, ao longo do próximo ano, os projetos desenvolvidos pelos participantes e seus possíveis resultados para a saúde pública do Distrito Federal.

Formação com aplicação prática

O programa prevê 12 encontros, com encerramento programado para 29 de abril de 2027. Além das aulas, os participantes terão acompanhamento da consultora de Healthcare, Mara Pereira, responsável por orientar o desenvolvimento dos projetos institucionais.

Um dos professores é Cristiano Saraiva, head de Healthcare da Setec, que já participou de iniciativas de melhoria de processos na rede pública de saúde do Distrito Federal, inclusive nas UPAs, durante a pandemia de Covid-19.

Para ele, os resultados da qualificação poderão ultrapassar o ambiente de aprendizagem e chegar à rotina dos serviços.

“Essa qualificação vai trazer benefícios não apenas para os profissionais, mas também para o dia a dia da instituição e, principalmente, para o paciente do SUS, que é o nosso propósito final”, destaca.

A diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa do IgesDF, Emanuela Dourado, também incentiva os colaboradores a aproveitar a oportunidade de desenvolvimento profissional.

“É uma oportunidade que o Instituto está oferecendo aos seus profissionais. Aproveitem essa formação e participem dessa jornada”, incentiva.

Ao longo dos encontros, os participantes desenvolverão projetos voltados a desafios reais do Instituto, alinhados aos eixos estratégicos definidos pelo IgesDF. A proposta é aplicar o conhecimento adquirido na rotina das unidades e transformar as soluções elaboradas durante o curso em melhorias para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

*Com informações do IgesDF