Reduzir etapas desnecessárias, evitar retrabalho e aproveitar melhor os recursos públicos. Esses são alguns dos objetivos da primeira formação institucional em Lean Six Sigma Green Belt, iniciada nesta terça-feira (3) pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). A capacitação reúne 75 profissionais e busca transformar a maneira como os processos são organizados nas unidades de saúde.
Participam colaboradores de diferentes áreas do Instituto, incluindo hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e setores administrativos. A procura superou a previsão inicial de 60 vagas, e a empresa responsável pelo treinamento, a Setec, disponibilizou outras 15 oportunidades.
“Espero que as ferramentas aprendidas sejam aplicadas na prática, gerando melhorias sustentáveis nos processos de trabalho"
Rossana Rocha, chefe do Serviço Multiprofissional
Na UPA de Sobradinho, a chefe do Serviço Multiprofissional, Rossana Rocha, vê na formação uma oportunidade de aprimorar a rotina das equipes e qualificar o atendimento.
“Espero que as ferramentas aprendidas sejam aplicadas na prática, gerando melhorias sustentáveis nos processos de trabalho e, principalmente, mais qualidade e segurança na assistência oferecida aos pacientes”, destaca.
O Lean Six Sigma combina duas abordagens de melhoria de processos. O Lean busca eliminar desperdícios e etapas que não agregam valor ao trabalho. Já o Six Sigma utiliza dados e ferramentas de análise para identificar falhas, reduzir variações e aumentar a qualidade dos serviços.
Na formação Green Belt, os participantes aprendem a identificar problemas, analisar suas causas e desenvolver projetos de melhoria. Na saúde, essas ferramentas podem contribuir para organizar fluxos de atendimento, diminuir o tempo dedicado a atividades burocráticas e permitir que os profissionais concentrem mais esforços no cuidado aos pacientes.
A iniciativa amplia uma estratégia de melhoria contínua já adotada pelo IgesDF, que conta com uma equipe especializada em Lean para apoiar projetos e estimular mudanças nos processos de trabalho.
Para o superintendente de Qualidade e Melhoria de Processos, Clayton Sousa, a formação também representa uma oportunidade de disseminar essa cultura entre profissionais de diferentes unidades.
“Respeitem a metodologia e sigam o método, porque o resultado virá. Vocês vão mudar a maneira de enxergar os processos. É um conhecimento que levamos para a vida”, destaca.
A presidente do IgesDF, Eliane Abreu, reforça a importância de uma gestão comprometida com a aplicação responsável dos recursos públicos.