Nesta segunda-feira (24), o Parque Ecológico do Riacho Fundo foi palco de ação promovida pela Escola de Almas Benzedeiras de Brasília, que ofereceu atendimentos de benzimento a moradores e visitantes da região. A iniciativa faz parte do Projeto Reconexão Cerrado, do Instituto Brasília Ambiental, que visa resgatar saberes ancestrais e fortalecer a conexão da comunidade com o bioma local.
Escola de Almas Benzedeiras de Brasília ofereceu atendimentos de benzimento, no Parque Ecológico do Riacho Fundo, a moradores e visitantes da região | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental
O Reconexão Cerrado busca promover a integração de saúde e meio ambiente no Distrito Federal. O projeto fornece apoio às atividades do parque de geração de mudas nativas do Cerrado, que são utilizadas na regeneração ecológica. O projeto também integra ações educativas, rodas de conversa, que objetivam fortalecer a conexão da comunidade com o meio ambiente.
Para o gestor da autarquia, Rôney Nemer, o resgate dos valores e práticas passadas é uma forma de nos reconectarmos com nós mesmos. “Eu mesmo me vejo muito nessa experiência. São saberes e práticas que minha avó e minha mãe me submetiam e faziam (benzimento). Sinto-me muito saudoso, pelas boas lembranças, e orgulhoso de poder ter esse contato e mostrar aos meus filhos como foi”, compartilha.
Celina Leão, vice-governadora do DF, pontua que a prática favorece o bem-estar e a saúde mental da comunidade. “Essa iniciativa aproxima as pessoas da natureza e, ao mesmo tempo, cria uma oportunidade para que todos cuidem do corpo e da mente em um ambiente acolhedor, aproveitando os espaços públicos, como o nosso Parque Ecológico do Riacho Fundo”.