“Estou muito feliz por ter tido a oportunidade de fazer um curso de informática de excelência sem gastar nada. Aprendi, me dediquei e hoje estou colhendo os frutos desse conhecimento com a conquista do meu primeiro emprego”, celebra João Victor Sousa, de 18 anos, aluno do CEU das Artes do Recanto das Emas, um dos equipamentos públicos coordenados pela Secretaria de Justiça e Cidadania do (Sejus-DF).
A conquista representa mais do que o ingresso no mercado de trabalho: é o resultado de uma oportunidade que abriu novos caminhos. Nas aulas de informática, João desenvolveu conhecimentos sobre ferramentas digitais, digitação e recursos tecnológicos, habilidades cada vez mais exigidas no ambiente profissional. Ele integra o grupo de aproximadamente 5 mil pessoas atendidas pelos Centros de Artes e Esportes Unificados (CEUs das artes) e pelas Praças dos Direitos, instalados em Ceilândia, Recanto das Emas e Itapoã.
As atividades são promovidas pela Sejus-DF, em regime de cooperação, e incluem ações esportivas, culturais e educativas, além de cursos de formação profissional e tecnológica, mapeamento de talentos e preparação para o ingresso no ensino superior. Os espaços proporcionam convivência, desenvolvimento de habilidades e acesso a novas perspectivas.
Esporte, cultura e educação
O Distrito Federal conta com três unidades do CEU das Artes — duas em Ceilândia e uma no Recanto das Emas —, além de duas unidades da Praça dos Direitos, localizadas em Ceilândia e no Itapoã.
Nos equipamentos, são oferecidas diferentes modalidades esportivas, atividades culturais e cursos de formação. As atividades fixas têm como público crianças e jovens de até 18 anos, enquanto as ações temporárias podem contemplar pessoas de diferentes faixas etárias, ampliando o atendimento à comunidade.
Entre as histórias que ilustram o impacto dessas iniciativas está a da pequena Ana Júlia Carvalho, de 6 anos. Moradora do Paranoá, ela encontrou na Praça dos Direitos do Itapoã a oportunidade de realizar o sonho de fazer aulas de balé. Uma das alunas mais dedicadas e empolgadas da turma, Ana Júlia não esconde a alegria de participar das atividades. Quando perguntada sobre o que deseja ser no futuro, responde, com um sorriso no rosto: “Quero ser uma bailarina muito famosa!”
O entusiasmo da filha também emociona a mãe, Rafaela Palmas de Carvalho, 35, que acompanha de perto essa descoberta. “Ela está realizando um sonho que também foi meu; mas, mais do que isso, agora ela tem uma ocupação, algo que a motiva, que dá sentido”, comenta. “Antes ficava só vendo filme em casa. Agora vive para o balé”.
Para o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, os espaços desempenham papel importante na inclusão social e na melhoria da qualidade de vida da população. “O CEU das Artes e a Praça dos Direitos oportunizam o acesso ao esporte e revelam talentos”, aponta. “As ações culturais e educativas contribuem para o bem-estar físico e mental, favorecendo a qualidade de vida da população do DF. Além disso, as atividades têm impactado positivamente toda a comunidade”.
Espaços públicos que constroem futuros