08/09/2026 às 16h54 - Atualizado em 08/09/2026 às 16h54
Vacinas contra o pneumococo: veja critérios para receber imunizantes
Indicação de doses como a pneumo 20 e a pneumo 23 varia de acordo com idade, condição de saúde, histórico de doses e grupos prioritários
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Agência Brasília | Edição: Chico Neto
A vacinação contra o pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é uma das estratégias para prevenir doenças que variam de infecções comuns, como otite e sinusite, a quadros graves, como pneumonia, meningite e sepse. No Distrito Federal, seguem-se as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI), com indicação das vacinas pneumocócicas de acordo com a idade, a condição de saúde e o histórico de doses de cada pessoa.
Vacina contra a pneumo 23 é destinada a grupos de idosos com algumas especificidades e a crianças a partir de 2 anos que apresentem comorbidades | Foto: Divulgação
Atualmente, o DF passa por um processo de transição para o uso exclusivo da vacina pneumocócica 20-valente (VPC20). Até que a mudança seja concluída, a rede pública irá considerar o esquema vacinal misto, com doses de pneumo 10 (VPC10), pneumo 13 (VPC13) e pneumo 23 (VPP23). A pneumo 23 será disponibilizada apenas aos grupos prioritários estabelecidos pelo Ministério da Saúde (MS).
Quem tem direito à pneumo 23
De acordo com o MS, a pneumo 23 é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a grupos específicos. O primeiro é de idosos com 60 anos ou mais e que, necessariamente, vivam em instituições fechadas, como lares de idosos, centros geriátricos, hospitais de longa permanência e casas de repouso. Na população idosa geral que vive em comunidade, a pneumo 23 não é aplicada.
O segundo grupo abrange pessoas a partir de 2 anos de idade que possuam comorbidades ou condições médicas que aumentem significativamente o risco de desenvolver formas graves da doença pneumocócica, como imunossupressão, cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, asma moderada ou grave e diabetes, entre outras.
Nessas situações, o esquema varia de acordo com a idade, a condição clínica e as vacinas pneumocócicas já recebidas. Nesses casos, a aplicação da vacina não é automática e depende de avaliação e autorização prévia do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie). Há, ainda, indicação específica para povos indígenas a partir dos 5 anos que não tenham histórico de vacinação com dose pneumocócica conjugada.
Primeira dose da pneumo 20 é aplicada a pessoas a partir dos 2 meses de idade; segunda, aos 4 meses, é da pneumo 10
Para as pessoas que já receberam a pneumo 23 e não sabem informar quando as doses foram aplicadas, a recomendação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Sempre que possível, é importante levar a caderneta de vacinação e, nos casos de indicação especial, documentos que comprovem a condição de saúde.
Imunização infantil
Na rotina de vacinação infantil, o esquema atual começa aos 2 meses de idade, com uma dose da pneumo 20. A segunda dose é administrada aos 4 meses, com a pneumo 10. E o reforço é feito aos 12 meses, com a pneumo 20.
As crianças com o esquema atrasado podem receber a vacina antes de completar 5 anos (até 4 anos, 11 meses e 29 dias), conforme doses aplicadas anteriormente. Para isso, a equipe de saúde avalia o histórico registrado na caderneta e, assim, define quais doses serão necessárias. Já as crianças que completaram o esquema básico e o reforço com vacinas pneumocócicas não precisam receber doses adicionais de pneumo 20 pelo SUS.
Transição de doses
A transição para a pneumo 20 leva em conta o histórico de quem já tomou outras vacinas pneumocócicas, como as pneumo 10, 13 e 23. Dessa forma, não é necessário que todas as pessoas recebam uma nova dose do imunizante. A definição depende do histórico individual e dos critérios estabelecidos para cada grupo.
A pneumo 20 é uma vacina conjugada, tecnologia que favorece uma resposta imunológica mais robusta e a formação de memória imunológica. O imunizante amplia a proteção contra doenças pneumocócicas invasivas e contribui para reduzir complicações, hospitalizações e mortes provocadas pela bactéria.
A orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada e procurar uma UBS para verificar a situação vacinal. Nos casos de indicação especial, a própria equipe poderá orientar sobre os procedimentos necessários para a avaliação do Crie.