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Centro de Atenção Psicossocial (Caps)

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Um lugar à mesa: novo Centro Pop amplia o espaço para cuidar de pessoas e acolher histórias

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Antônio reparou nas mesas. Ao conhecer a nova sede do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop), foi esse um dos detalhes que escolheu para explicar o que havia mudado. “Tem mesa para sentar, para comer.” Aos 41 anos, com uma trajetória nas ruas que começou, segundo ele, aos dez, Antônio Poena Duarte encontrou nas instalações uma resposta ao receio que sentia antes da transferência. “Eu pensei que ia ser uma mudança para pior, mas foi uma mudança para melhor.” A comparação veio da experiência de quem frequentou o espaço anterior, na Asa Sul, e conheceu suas limitações. Antônio recorda a exposição à chuva. No novo endereço, no Setor de Garagens Oficiais Norte (SGON), o refeitório comporta cerca de 180 pessoas sentadas. Antes, sem um local adequado para as refeições, havia quem comesse no chão ou na rua. A nova sede tem aproximadamente 4,2 mil metros quadrados e recebeu investimento de R$ 4,367 milhões | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília  Para Antônio, a diferença cabe em uma frase: “Aqui, a gente tem um lugar que a gente vai ser tratado como ser humano”. O secretário executivo da Secretaria de Desenvolvimento Social, Rafael Rodrigues Silveira, explica que oferecer melhores condições de atendimento motivou a mudança. A unidade anterior não tinha refeitório e dispunha de pouco espaço para oficinas. A transferência também permitiu adequar as instalações para os servidores. “Ficou um lugar muito mais digno para alimentação, muito mais humano”, afirma. A nova sede tem aproximadamente 4,2 mil metros quadrados e recebeu investimento de R$ 4,367 milhões para a adequação de um imóvel que já abrigava setores administrativos e de garagem da Sedes. A ocupação começou nesta quinta-feira (15/10), e a unidade tem capacidade para realizar cerca de 12 mil atendimentos por mês. Além do refeitório, reúne lavanderia, banheiros adaptados para pessoas com deficiência, guarda de pertences, espaços para cursos e leitura, cinco salas de atendimento individual e canil para os cães dos usuários. “Aqui, a gente tem um lugar que a gente vai ser tratado como ser humano” Antônio Poena Duarte A estrutura muda. O vínculo que faz Antônio voltar ao Centro Pop vem de antes. Ele conta que já não dorme na rua: uma pessoa o recebeu em casa. Continua, porém, a frequentar o serviço onde encontrou apoio quando chegou sem recursos e com uso intenso de álcool e outras drogas. Também mantém tratamento em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps). “Foi aqui que me acolheram, foi aqui que abriram as portas para mim”, afirma. O cuidado prossegue: “Estou tentando me recuperar, cara, é isso aí, a minha vida”. Os amigos que ficam Para Wagner Ignácio Ribeiro, que completa 64 anos em 31 de outubro, avaliar um lugar onde possa receber atendimento passa também por saber se seus animais terão espaço. Ele não abre mão deles. Quando perdeu a moradia, seus cães foram junto. A ruptura começou com o desemprego, por volta dos 56 ou 57 anos. Sem condições de pagar aluguel, veio o despejo. Wagner conta que olhou ao redor, procurou um canto e ali se estabeleceu com os animais. “São meus verdadeiros amigos, 24 horas do meu lado.” Os animais de estimação puderam acompanhar os tutores no novo Centro Pop Até então, diz, levava uma vida com pouco dinheiro, mas conseguia se manter. Ao precisar de ajuda, procurou o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Gama, onde recebeu orientação para buscar o Centro Pop. Lembra do psicólogo que ouviu sua história e perguntou se ele gostaria de receber acompanhamento. Vieram o apoio para acessar benefícios e o cadastro habitacional. A casa ainda é uma espera. O café, o almoço, o banho e o atendimento fazem parte do presente. “A minha alimentação é aqui”, resume. Na nova sede, Wagner elogia a organização e a estrutura. Ao falar sobre os animais, explica por que um espaço para recebê-los tem importância: a impossibilidade de levá-los pode pesar na decisão de aceitar acolhimento. “Eu vou dispensar meu bichinho de estimação que anda comigo 24 horas, que está do meu lado 24 horas?”, pergunta, ao descrever o dilema. “A minha alimentação é aqui” ​​​​​​ Wagner Ignácio Ribeiro O novo Centro Pop dispõe de um canil para receber os animais durante a permanência de seus tutores. Para usuários como Wagner, essa estrutura permite buscar atendimento sem deixar para trás a companhia que permaneceu nos períodos mais difíceis. Cuidado no cotidiano O atendimento no Centro Pop parte da procura espontânea. Cada pessoa pode buscar o serviço de que precisa: tomar banho, guardar pertences, fazer uma refeição ou permanecer por mais tempo para participar das atividades. A equipe também orienta e encaminha os usuários para serviços de saúde, qualificação profissional e outras políticas públicas. A unidade fica no SGON, Quadra 4, Lote 3, e atende diariamente, das 7h às 18h, inclusive nos feriados. Durante a semana, oferece acompanhamento socioassistencial e os serviços básicos. Aos sábados e domingos, mantém banho, lavanderia, guarda de pertences, alimentação e convivência, além de atendimento a situações emergenciais. Na vida de Wagner, essa rede passou a fazer parte da rotina depois que o desemprego o deixou sem condições de pagar o aluguel. Na de Antônio, continua presente mesmo após ele conseguir um lugar para dormir. Ter onde passar a noite não desfez o vínculo com quem o recebeu. “Eu nunca parei de andar aqui, eu sempre vou andar aqui”, diz Antônio. “Porque eu gosto daqui, foi aqui que me acolheu.”  

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Nova edição do Libertarte integra arte, cultura e economia solidária para o cuidado com a saúde mental

A segunda edição do programa Libertarte teve início na última quinta-feira (30). Voltado a gestores dos centros de atenção psicossocial (Caps) e a profissionais da área da saúde mental, a iniciativa integra arte, cultura e economia solidária para promover o cuidado em liberdade como princípio fundamental.  O objetivo é oferecer oficinas que mobilizem diversas linguagens artísticas e práticas manuais, como horta, pintura e músicas. A coordenadora-geral do projeto, Rosângela Fernandes Camapum, explica que o conhecimento reproduzido nas oficinas beneficia todos os usuários dos Caps. “Esse projeto visa levar arte e cultura para os usuários de saúde mental em todos os Caps na perspectiva da reforma psiquiátrica antimanicomial, levando o cuidado em liberdade e complementando a assistência médica de uma forma livre, onde os usuários protagonizam o próprio cuidado”, reforça. A partir das oficinas oferecidas pela programa, os usuários dos Caps protagonizam o próprio cuidado | Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde DF Capacitação A diretora substituta de Atenção Psicossocial, Jamila Zgiet, destaca que as oficinas vão formar profissionais preparados para um cuidado terapêutico com foco na liberdade do usuário. “A ideia é a gente criar grupos que possam permanecer depois nos Caps, para que eles se aprofundem naquele tema e consigam continuar fazendo as oficinas sozinhas depois das saídas dos terapeutas”, explicou. Zgiet destaca que, com as oficinas, o usuário poderá garantir a continuidade do tratamento. “É uma atividade que tem um viés tanto terapêutico quanto de produção. Está tudo voltado para os usuários, para a autonomia, para eles terem realmente um potencial tanto terapêutico quanto de inserção e geração de renda e trabalho”, destacou. [LEIA_TAMBEM]Projeto Parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília e a Secretaria de Saúde (SES-DF), a iniciativa irá contar com o trabalho de oficineiros dedicados a atividades artísticas e de produção. Esses profissionais serão responsáveis por colocar em prática as oficinas de arte, cultura e geração de renda, além de qualificar e ampliar o que já é realizado nos centros.   A diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio, enfatizou como a iniciativa tem sido replicada em outros estados do país. “Esse é um espaço de partilha de tecnologias sociais. O que a gente desenvolve com os profissionais da oficina levamos para outros locais, outros estados”, destacou. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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GDF investe R$ 3,5 milhões em novo Caps 24h do Gama destinado a pacientes com transtornos graves

O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha na construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama, que atenderá casos de transtornos mentais graves e persistentes. Com investimento de R$ 3,5 milhões, a unidade está em fase final de obras, no Setor Norte da região. Com infraestrutura principal já pronta, unidade terá 740 metros quadrados de área edificada | Fotos: Arquivo/Agência Brasília A infraestrutura principal já está instalada, incluindo redes de água, gás, energia e telecomunicações. Do tipo III, modelo mais completo, esse Caps funcionará 24 horas por dia. A unidade oferece assistência contínua, inclusive aos finais de semana e feriados, para adultos a partir dos 18 anos. O atendimento contará com leitos de acolhimento breve para estabilização clínica. “Ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso a essa política pública tão importante” Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental Construído em um terreno de 3,5 mil metros quadrados, o projeto prevê 740 metros quadrados de área edificada, com ambientação voltada à convivência e ao cuidado diário. O equipamento terá espaços de atendimento individual, salas coletivas, refeitório, farmácia, áreas externas de convivência e acessibilidade integral. De acordo com a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a nova unidade demonstra o compromisso do governo com a ampliação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps). “É o fortalecimento dessa política pública tão importante para todos nós”, afirma. “As demandas de saúde mental representam hoje um dos agravos à saúde que mais preocupam a população, então ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso a essa política pública tão importante”. Demanda histórica e reforço na rede Ruber Gomes, diretor do Hospital Regional do Gama, comemora: “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo em busca desse atendimento; agora, com esse Caps tipo III, a população será acolhida na própria região” A diretora regional de Atenção Secundária da Região Sul, Ângela Alves, explica que a implantação do Caps no Gama vem para somar à Rede de Atenção Psicossocial da região. “A equipe será multidisciplinar, formada por psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais, entre outros profissionais”, enumera. O diretor do Hospital Regional do Gama (HRG), Ruber Paulo de Oliveira Gomes, lembra que o serviço atende uma demanda antiga. “Por muitos anos, as famílias precisaram se deslocar até o Riacho Fundo em busca desse atendimento; agora, com esse Caps tipo III, a população será acolhida na própria região”, observa. Estrutura pensada para acolher Loiane Cabral, diretora administrativa da Região Sul de Saúde: “A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias” A diretora administrativa da Região Sul de Saúde, Loiane Cabral, destaca o caráter humanizado das instalações: “É uma edificação acolhedora, com jardins e referência residencial. Isso favorece o vínculo do paciente com o tratamento e com a equipe. A proximidade com a casa do usuário facilita o cuidado contínuo e reduz custos para as famílias. Muitos pacientes deixam de seguir o tratamento por não terem como pagar duas ou três passagens até o Riacho Fundo. Com o Caps aqui, isso muda. A proximidade com a residência é essencial”. [LEIA_TAMBEM]O engenheiro responsável pela obra, Pedro Henrique Florêncio Alves, confirma que o projeto tem diferenciais para promover o melhor acolhimento possível aos pacientes. “São ambientes amplos, com integração entre áreas internas e externas e espaços de convivência coletivos”, aponta. “É uma estrutura grande, pensada para acolher e atender diferentes demandas clínicas e terapêuticas”. Entre os ambientes previstos estão enfermarias femininas e masculinas, salas de atividades coletivas, cozinha completa, abrigo de resíduos e pátio interno. Rede de Atenção A Região de Saúde Sul já conta com um Caps voltado ao tratamento de álcool e outras drogas, em Santa Maria, que funciona em horário comercial. Com a chegada do Caps tipo III do Gama, a rede será ampliada, enquanto a oferta de cuidado especializado ganhará reforço. O Distrito Federal possui hoje 18 centros psicossociais em funcionamento, em diferentes modalidades. A previsão é que, após a conclusão das obras, seja iniciado o processo de contratação das equipes e definição dos fluxos internos de cuidado. Com isso, o GDF projeta ampliar o suporte em saúde mental na Região Sul e consolidar um modelo de atendimento humanizado, integrado e de acesso direto para quem mais necessita.  

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Cozinhas reformadas nos hospitais do DF garantem mais qualidade e segurança alimentar para pacientes

Na semana passada, Edilson Alves deu entrada no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) com febre, náuseas e dor. O diagnóstico veio rápido: infecção urinária com complicações nos rins e na bexiga. Desde então, ele se tornou um dos mais de 3 mil pacientes atendidos por mês que recebem, todos os dias, pelo menos seis refeições preparadas na cozinha do hospital — desjejum, colação, almoço, merenda, jantar e ceia. Edilson Alves, internado no Hospital Regional de Samambaia, elogia a alimentação: “Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo” | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília “Hoje no almoço, eu comi arroz, feijão, cenoura e carne”, relata o garçom aposentado, que recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). “A comida chega quentinha, bem-preparada. Eu sou diabético, e aqui a alimentação é balanceada. Sempre tem um suco diferente. Já tomei de caju, uva, tamarindo. Tem muita variedade. O médico disse que o alimento é um remédio natural, e aqui é mesmo.” Na cozinha do HRSam são preparadas diariamente cerca de 1.218 refeições, das quais 954 se destinam a pacientes, servidores e acompanhantes A rotina de refeições mencionada por Edilson é resultado de um trabalho diário e estruturado. No HRSam, são preparadas 1.218 refeições por dia. Desse total, 954 são servidas a pacientes, servidores e acompanhantes, e o restante é enviado aos centros de atenção psicossocial (Caps) de Samambaia e do Recanto das Emas. Também são produzidos 306 lanches para setores fechados do hospital. Qualidade alimentar Segundo a nutricionista Rodeluzzi de Andrade, da Secretaria de Saúde (SES-DF), o trabalho começa muito antes de a refeição chegar à bandeja do paciente. “Nós prescrevemos a dieta de todos os internados e fiscalizamos a empresa terceirizada responsável pelo preparo”, explica. “O objetivo é garantir que o alimento chegue seguro, dentro do padrão e conforme a necessidade de cada paciente”. A nutricionista conta que a cozinha do hospital passou por uma ampliação importante em outubro de 2023. O antigo refeitório foi transferido para o andar térreo, abrindo espaço para reorganizar os setores internos. “Agora, conseguimos separar melhor cada área: saladas, panificação, dietas especiais e cozinha geral”, comemora. “Isso facilita a limpeza, melhora o fluxo de trabalho e aumenta a segurança dos funcionários”. Raimunda Soares relata que as refeições servidas no hospital ajudam a fortalecer seu organismo para o tratamento:  “Eu estou comendo para me levantar dessa cama” Ela destaca ainda que a nova estrutura permite mais controle sanitário e menos risco de contaminação. “Os pacientes do hospital já chegam debilitados e com imunidade baixa, por isso a alimentação precisa ser segura e adequada”, pontua a nutricionista. “Com o novo espaço, ficou mais fácil garantir isso. Com uma cozinha maior, é possível receber mais profissionais e dividir melhor as tarefas, o que ajuda a garantir que a dieta prescrita seja exatamente a que o paciente recebe”. Cura nutritiva A boa alimentação também tem sido essencial na recuperação de Raimunda Soares. Internada há mais de um mês, ela chegou ao HRSam em estado grave, com pedras na vesícula e dificuldade de se mover. Segundo ela, as refeições ajudam a fortalecer o corpo para o tratamento. “Tem dia [em] que é peixe, tem dia [em] que é frango, carne ao molho, bastante salada e sobremesa”, detalha. “Eu estou comendo para me levantar dessa cama”. A irmã dela, Francisca Pereira, que a acompanha desde o início da internação, lembra que a melhora é visível: “Os médicos disseram que só um milagre faria ela voltar, e aconteceu. Hoje ela fala, reconhece todo mundo e come sozinha. A comida aqui é saudável e variada, e isso ajudou muito na recuperação”. Estrutura ampliada Além do HRSam, outras cinco unidades da Secretaria de Saúde foram reformadas desde 2019 para garantir mais segurança alimentar, higiene e conforto aos servidores e pacientes. As unidades que receberam as melhorias são os hospitais Regional do Guará (HRGu), de Ceilândia (HRC), da Região Leste/Paranoá (HRL), de Sobradinho (HRS) e de Taguatinga (HRT) — com intervenção ainda em andamento —, que produzem, respectivamente, 600; 1,2 mil; 1,7 mil; 1,8 mil e 2,8 mil refeições por dia, todas seguindo padrões nutricionais. [LEIA_TAMBEM]Os hospitais administrados pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) também estão recebendo melhorias. Em setembro, foi anunciada a reforma completa da cozinha do Hospital de Santa Maria (HRSM), com investimento previsto de R$ 8,2 milhões. A unidade é responsável pela preparação de cerca de 5,2 mil refeições diárias, que atendem pacientes, acompanhantes e colaboradores do próprio hospital, além de seis unidades de pronto atendimento (UPAs) do DF e do Hospital Cidade do Sol (HSol). Entre as principais melhorias no HRSM estão a construção de um novo refeitório, a instalação de câmaras frigoríficas modernas, a readequação dos espaços internos e a implantação de sistemas de climatização e exaustão mecânica. O projeto inclui ainda revestimentos de alta performance em pisos, paredes e tetos, garantindo mais higiene e segurança alimentar. O prazo estimado para conclusão da obra é de nove meses. Em 2023, o Hospital de Base também passou por uma grande modernização em sua cozinha e refeitório, com investimento de R$ 675 mil. A unidade, que produz cerca de 6 mil refeições por dia, ganhou novas câmaras frias, piso industrial, revestimentos renovados e dutos de exaustão revisados. O espaço recebeu ainda aparelhos de ar-condicionado e melhorias na pintura e limpeza das áreas internas, garantindo mais conforto e segurança alimentar para pacientes e colaboradores.    

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Projeto PIS Vida Saudável leva qualidade de vida a idosos

Com atividades como automassagem, alongamento e dança, a Unidade Básica de Saúde (UBS) 6 de Taguatinga tem reunido um público de idosos em torno do projeto PIS Vida Saudável. Além das atividades presenciais na UBS, o grupo participa de passeios culturais e turísticos pelo Distrito Federal. Visita ao Parque Nacional: grupo mantém atividades de socialização, interagindo com público de diferentes idades | Foto: Divulgação/Agência Saúde-DF A equipe do PIS Vida Saudável já visitou o Parque da Água Mineral, onde os idosos puderam contemplar a natureza, fazer caminhadas e aproveitar o banho de piscina. No final de outubro, houve um passeio ao Catetinho, primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. O lanche foi organizado pelos próprios usuários, que aproveitaram o momento de convivência e valorização da história da cidade. [LEIA_TAMBEM]“Nós observamos um aumento na satisfação e na melhora nos relatos de dor entre os frequentadores”, relatou a enfermeira Margareth Diniz, coordenadora do grupo, ao qual algumas pessoas são encaminhadas por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). Iniciado em 2013, o projeto tem como foco as Práticas Integrativas em Saúde (PIS), que fortalecem a prevenção e o bem-estar integral. Há dois anos, as ações passaram a ser desenvolvidas em parceria com a equipe de fisioterapia, ampliando o foco na reabilitação dos idosos. Durante os passeios, os grupos também interagem com público de outras idades.  Além do estímulo físico, o grupo também trabalha o aspecto cognitivo e a interação social entre os participantes. As atividades buscam reduzir quadros de depressão, isolamento e ansiedade. “A equipe tem se dedicado à capacitação contínua, buscando aprimorar cada vez mais a qualidade do serviço oferecido”, afirma a médica da família Sara Viana, a UBS 6.   *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Obras do Caps do Gama entram em fase de acabamento

As obras do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Gama entraram em fase de acabamento. Grande parte da infraestrutura já está concluída, inclusive com todas as tubulações e os cabos instalados para sistemas de água, gás, eletricidade e telecomunicações. A construção, localizada no Setor Norte, teve início em março deste ano.  Projeto prevê uma unidade com mais de 740 metros quadrados de construção e funcionamento 24 horas por dia | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Com investimento de R$ 3,5 milhões, o projeto arquitetônico prevê uma área construída de mais de 740 metros quadrados, visando à integração entre os espaços de atendimento e convivência. A estrutura contará com a adaptação necessária a pessoas com deficiência (PcD), proporcionando um ambiente seguro e acessível para todos os usuários. Também estão previstos espaços de convivência interna e externa, com jardins planejados para promover o bem-estar e a socialização dos pacientes. O serviço especializado será do tipo III, destinado ao atendimento de pessoas a partir de 18 anos que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente de transtornos mentais graves e persistentes. A expectativa é que a unidade funcione 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados. Rede de Atenção Psicossocial A implementação do Caps no Gama é uma reivindicação antiga da comunidade, explica a diretora de Atenção Secundária à Saúde da Região de Saúde Sul, Ângela Maria de Sousa. “Essa implantação é imprescindível para proporcionar cuidado completo à saúde mental dos usuários”, afirma. “A iniciativa vem também para fortalecer a Raps [Rede de Atenção Psicossocial] da Região Sul”. [LEIA_TAMBEM]A Região de Saúde Sul, que compreende Gama e Santa Maria, já conta com um Caps para tratamento de álcool e outras drogas – tipo II. Esta última unidade, em Santa Maria, atende pessoas a partir dos 16 anos que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente do uso de drogas. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, em horário comercial. Serviço especializado O Caps é destinado ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave, incluindo aquele decorrente do uso de álcool e outras drogas, tanto em situações de crise quanto nos processos de reabilitação psicossocial. O atendimento ocorre por demanda espontânea (comparecimento do usuário direto nos centros) ou via encaminhamento por outros dispositivos da rede de saúde ou da rede intersetorial (assistência social, educação e justiça).  Atualmente, há 18 centros psicossociais de todas as modalidades distribuídos pelas regiões de saúde do DF. Encontre o Caps mais próximo de sua residência.   *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Festival ViraMundo celebra arte, cultura e saúde mental

Nesse final de semana, a Torre de TV abrigou o Festival ViraMundo, iniciativa que uniu arte, cultura e saúde mental em uma programação gratuita e aberta ao público. Com debates e apresentações culturais, o evento destacou o papel da arte no cuidado em liberdade e na reabilitação psicossocial. Organizado por várias entidades da capital, com o apoio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o festival seguiu uma programação diversa. No roteiro, instalações interativas, percussão popular, capoeira, teatro, música e discussões de temas afins. Todas as atividades foram conduzidas por profissionais e usuários dos serviços de saúde mental da rede pública, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Organizado por várias entidades, com o apoio da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), o festival seguiu uma programação diversa | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF “As vivências e as rodas de conversa promovidas reforçam a importância da arte, da cultura e do diálogo para o cuidado em liberdade, que é o que a gente pretende fazer nos Caps do DF e em outros serviços da rede”, conta a gerente de Desinstitucionalização da SES-DF, Jamila Zgiet. Conscientização Segundo o psicólogo do Caps II do Paranoá, Felipe Braga, o festival amplia o diálogo com a sociedade. “É um evento que nasceu da história dos coletivos de arte e cultura iniciados nos Caps ou em centros de convivência que, muitas vezes, ficaram isolados nesses espaços", diz. "Realizar o evento na Torre de TV é permitir que esses coletivos falem sobre saúde mental, loucura, diferenças e cuidado em liberdade para um público mais amplo, sensibilizando novas pessoas sobre a pauta". A subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, concorda: “Eventos como o ViraMundo funcionam como um meio de promover a inclusão social das pessoas com transtornos mentais. A vivência de experiências de arte e cultura no cuidado em saúde mental fortalece o processo de reabilitação psicossocial", explica. Em um resgate histórico, o evento destacou figuras marcantes da luta antimanicomial no Brasil e no Distrito Federal Homenagens Em um resgate histórico, o evento destacou, ainda, figuras marcantes da luta antimanicomial no Brasil e no Distrito Federal. Entre os homenageados está a psicóloga Juliana Garcia Pacheco, que atuava no Caps II do Paranoá e faleceu em 2020. Juliana foi uma militante incansável pelos direitos das pessoas com transtornos mentais. Poeta e artesão, Samuel Magalhães também foi lembrado. O usuário do Caps II do Riacho Fundo mantinha uma banca cultural na Torre de TV e teve uma coletânea póstuma de poesias lançada, contribuindo para a cultura local. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Horto agroflorestal do Caps II do Riacho Fundo é inaugurado

Os usuários do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Riacho Fundo passam a contar com um novo espaço que promove saúde, acolhimento e bem-estar. Foi inaugurado, na última sexta-feira (12), um horto agroflorestal medicinal biodinâmico (Hamb) na unidade de saúde. O espaço é dedicado ao cultivo de plantas medicinais e plantas alimentícias não convencionais (Pancs). A iniciativa integra a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb), resultado da parceria entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. “É um marco trazer a Rhamb para a atenção especializada, principalmente para um Caps, equipamento que tem o poder de integração do serviço com a comunidade. Será uma ferramenta potente para estimular o contato com a natureza, a conexão entre as pessoas e uma experiência prática de cuidado em saúde mental”, afirma a médica de família e comunidade da equipe técnica da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde, Gabriela Andrade. O horto serve como complemento ao tratamento, já que o contato com a terra e com as plantas contribui para a diminuição da ansiedade | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Espécies cultivadas Entre as plantas que serão cultivadas estão lavanda, alecrim, melaleuca, além de frutas, mandioca, milho e hortaliças. De acordo com a pesquisadora da Fiocruz, Fabiana Peneireiro, a escolha das espécies reflete o envolvimento da comunidade. “Muitas plantas foram sugeridas pelos próprios usuários e profissionais da unidade, o que torna este horto único e adaptado às necessidades locais. O espaço promove vínculos, incentiva hábitos saudáveis e contribui para a qualidade de vida de todos os envolvidos”, explica. "O contato com a terra e com as plantas contribui para a diminuição da ansiedade, fortalece processos de socialização e possibilita aos usuários resgatar autonomia e identidade para além do papel de paciente" Fabiana Peneireiro, pesquisadora da Fiocruz Este é o 35º horto implantado no DF. Para a psicóloga do Caps II do Riacho Fundo, Wenddie Dutra, a presença do Hamb traz benefícios terapêuticos diretos. “O contato com a terra e com as plantas contribui para a diminuição da ansiedade, fortalece processos de socialização e possibilita aos usuários resgatar autonomia e identidade para além do papel de paciente”, ressalta. Acesso O Caps é um serviço especializado em saúde mental voltado para maiores de 18 anos com transtornos mentais graves e persistentes. De caráter aberto e comunitário, a unidade do Riacho Fundo acolhe demandas espontâneas ou encaminhadas por outros serviços da rede de saúde ou da rede intersetorial.  Entre as plantas que serão cultivadas estão lavanda, alecrim, melaleuca, frutas, mandioca, milho e hortaliças A assistência em saúde mental é realizada por equipe multiprofissional, composta por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e equipe de enfermagem. O atendimento é de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), KM 2, Granja do Riacho Fundo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Saúde mental infantojuvenil terá reforço com novas unidades do Caps

A construção de duas novas unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) dedicadas ao público infantojuvenil (Capsi) foi tema, nesta terça-feira (9), do InterCapsi, encontro de profissionais da Secretaria de Saúde (SES-DF) que atuam na área. Em julho, foi publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) a ordem de serviço para a construção do novo Capsi no Recanto das Emas. O investimento será de R$ 4,7 milhões. O espaço, que atualmente funciona em uma sede improvisada junto a uma unidade básica de saúde (UBS), contará com um novo prédio no Setor Hospitalar 104/105 da cidade.  Profissionais que atuam na saúde mental participaram do InterCapsi, onde foram debatidos diversos temas referentes ao atendimento prestado ao público infantojuvenil do DF | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Já o futuro Capsi de Ceilândia será implantado na QNN 27, próximo a uma unidade de pronto atendimento (UPA) e ao Hospital Cidade do Sol. O investimento supera R$ 4,9 milhões, e o processo de contratação de construtoras já foi iniciado. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) é parceira nessas implantações. [LEIA_TAMBEM]Atualmente, a SES-DF conta com quatro unidades do Capsi, localizados em Sobradinho, Recanto das Emas, Taguatinga e no Plano Piloto. Essas unidades são destinadas ao atendimento de crianças e adolescentes que apresentam intenso sofrimento psíquico decorrente de transtornos mentais graves e persistentes. A rede do DF também dispõe de Caps para adultos e idosos, totalizando outras 14 unidades — entre elas, os Caps AD, especializados no tratamento da dependência química. Também se encontram em fase de implantação outras três unidades do Caps, no Gama, em Taguatinga e no Guará. “Essa expansão ocorre em um momento de crescimento do número de atendimentos: nos primeiros quatro meses de 2025, foram registrados 126.776 atendimentos na rede de atenção psicossocial, frente a 115.731 no último trimestre de 2024”, contabiliza a diretora de Atenção Psicossocial da SES-DF, Kelly Vieira. Troca de experiências “Os Capsi estão aqui para promover a autonomia das crianças e adolescentes, para resgatar o seu protagonismo” Ana Luiza Mantovani, gerente de Serviços de Atenção Psicossocial da Subsecretaria de Saúde Mental Realizado no auditório do Hemocentro, o 8º InterCapsi contou com mais de 70 participantes, a maioria servidores da SES-DF. A programação, ao longo de todo o dia, teve dinâmicas e bate-papos sobre temas como violência, família, estratégias de cuidado, sistema socioeducativo e protagonismo de crianças e adolescentes. Durante a abertura do evento, Ana Luiza Mantovani, gerente de Serviços de Atenção Psicossocial da Subsecretaria de Saúde Mental da SES-DF, lembrou que o evento evidencia a boa articulação entre as unidades da rede de saúde em busca do aprimoramento do serviço. “Os Capsi estão aqui para promover a autonomia das crianças e adolescentes, para resgatar o seu protagonismo”, disse. A representante do Conselho Regional de Psicologia, Thessa Guimarães, reforçou que o foco é promover o atendimento com ênfase na autonomia dos indivíduos. “Esse tema é particularmente auspicioso porque é muito crítico levar adiante essa questão tão básica, que é as crianças e adolescentes serem sujeitos de direitos”, declarou. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Setembro Amarelo: Unidades médicas e escolas da capital oferecem atendimento contínuo em saúde mental

Setembro Amarelo lembra: cuidar da saúde mental é um ato que deve ser praticado em cada um dos 365 dias do ano. Por isso, em vez de criar uma campanha própria, o foco tem sido fortalecer os serviços e mostrar às pessoas onde podem buscar ajuda. “O sofrimento mental é visto de forma estereotipada, mas faz parte da vida das pessoas”, lembra Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Todos terão momentos de oscilação, mas isso vira um problema quando passa a afetar o sono, o trabalho, os estudos, as relações. É nesse ponto que a pessoa precisa buscar ajuda. Precisamos reforçar que é um problema de saúde, como qualquer outro.” Unidades do Caps estão espalhadas por todo o DF  | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Segundo a gestora, a intensidade do sofrimento de cada pessoa é o que determina por onde ela deve começar a procurar atendimento. “De forma geral, as 175 unidades básicas de saúde [UBSs] são a primeira porta de entrada para as pessoas que estão em sofrimento mental”, aponta. “Qualquer pessoa pode procurar a equipe de Saúde da Família e relatar alterações de sono ou aspectos emocionais. O médico da família avalia o grau de sofrimento e dá o encaminhamento para o paciente.” Além do tratamento clínico, as UBSs também oferecem práticas integrativas em saúde (PIS) como acupuntura, meditação, reiki, yoga e outras técnicas que ajudam a reduzir o estresse e promovem bem-estar. Casos mais graves “Os profissionais olham a pessoa de forma integral e trabalham a reabilitação psicossocial, para que o usuário possa retomar a vida em comunidade” Fernanda Falcomer, subsecretária de Saúde Mental Em casos de sofrimento persistente, a subsecretária esclarece que as unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) são o principal serviço. O Distrito Federal conta hoje com 18 centros dessas especialidades, onde equipes multiprofissionais oferecem atendimento interdisciplinar com psiquiatras, médicos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros, fonoaudiólogos e farmacêuticos. Os Caps funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento. “Os Caps acolhem e acompanham de maneira contínua pessoas com sofrimento já instalado”, afirma Fernanda Falcomer. “Os profissionais olham a pessoa de forma integral e trabalham a reabilitação psicossocial, para que o usuário possa retomar a vida em comunidade”. Já nos casos de crises agudas, de urgência ou emergência, a pessoa deve ser atendida pelo Samu, em unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais. “Nesses momentos, é fundamental receber atendimento imediato”, ressalta. Saúde mental na escola Crianças e adolescentes também enfrentam desafios emocionais que podem interferir na escola e na vida pessoal, pontua Larisse Cavalcante, diretora de Atendimento e Apoio à Saúde do Estudante. Para ajudar os estudantes, a Secretaria de Educação (SEEDF) mantém o Programa de Saúde Mental dos Estudantes (PSME) durante todo o ano, oferecendo apoio, orientação e atividades que incentivam o autocuidado. Atividades desenvolvidas nos centros de convivência ajudam a combater ansiedade e depressão “São promovidos bate-papos com os estudantes”, explica Larisse. “Os temas abordam a ansiedade, a depressão, violência de gênero, desenvolvimento de habilidades socioemocionais e letramento em saúde, para que os estudantes possam falar sobre si e seus próprios sentimentos.” Segundo a diretora, os estudantes também podem sugerir discussões que considerem importantes. “No início, a gente percebeu que se os temas não fossem próximos da realidade deles, o engajamento seria baixo — por isso os alunos têm liberdade para escolher os assuntos que querem discutir”, afirma. Demanda Os estudantes da educação infantil e das séries iniciais do ensino fundamental são atendidos pela Ciranda do Coração, que trabalha as competências emocionais das crianças na sede do Espaço Saúde do Estudante, na Asa Sul, após encaminhamento das escolas. [LEIA_TAMBEM]Os demais projetos ocorrem dentro de sala de aula conforme a demanda, como o  Acolhendo Corações Jovens, destinado a alunos das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio; Prevenção ao Uso dos Dispositivos Eletrônicos para Fumar e Tabaco, para estudantes do ensino médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA); e Caminhos para uma Escola Promotora de Bem Viver, disponível para suporte de alunos em sofrimento. Segundo Larisse, as iniciativas contribuem para reduzir o bullying e tornar a escola um espaço mais acolhedor. “As ações de promoção e prevenção acontecem de janeiro a dezembro”, esclarece. “Esse cuidado contínuo garante que setembro não seja apenas um mês em que o aluno é obrigado a falar sobre saúde mental porque o tema já esteja naturalizado na rotina escolar”. Cuidar de quem cuida Antes de cuidar de outros, é preciso cuidar de si mesmo. No Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), essa é a filosofia do Programa Acolher, que oferece apoio físico e emocional aos colaboradores da instituição. Nesta semana, o programa lançou a campanha Setembro mais que Amarelo – Todas as Cores. “Essa campanha contribui para que a gente humanize os colaboradores com foco total na saúde deles”, relata Paula Paiva, chefe do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho do instituto. “Consequentemente, a gente impacta a assistência porque quando o colaborador é cuidado, é assistido, ele também vai transferir esse cuidado para o paciente”.  Paula reforça que a campanha continua ao longo do ano inteiro: “A mensagem final é esta: que as pessoas se cuidem, que coloquem primeiro a máscara de oxigênio em si mesmas, para depois colocar em quem está ao seu lado”.    

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Curso capacita servidores para urgências em saúde mental

Capacitar servidores para lidar com situações de urgência é o objetivo do curso “Crises e urgências em saúde mental: uma abordagem interdisciplinar”, que, na quarta-feira (3), deu início às atividades da segunda turma voltada exclusivamente a profissionais dos centros de atenção psicossocial (Caps) da Secretaria de Saúde (SES-DF). A iniciativa é fruto da parceria entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF), a Subsecretaria de Saúde Mental (Susam) e a Escola de Governo (Egov). Abordagens do curso vão de primeiros-socorros psicossociais a simulações práticas de intervenção | Foto: Divulgação/Egov  “Nosso objetivo é fortalecer a segurança e a confiança dos profissionais, promovendo intervenções mais ágeis, seguras e de qualidade” Renata Cavalcante, assistente social e instrutora do curso “Treinamentos específicos fortalecem a identificação precoce de sinais de risco, a aplicação de técnicas de acolhimento, a contenção verbal e demais procedimentos adequados”, explica a gerente de Normatização do Cuidado em Saúde Mental da SES-DF, Beatriz Montenegro. “Com mais preparo, reduzimos incidentes, aumentamos a confiança da comunidade e promovemos vínculos estáveis entre usuários, familiares e equipes.” Capacitação [LEIA_TAMBEM]Com carga horária de 20 horas, a formação é ministrada por servidores do Núcleo de Saúde Mental (Nusam) do Samu-DF e aborda primeiros-socorros psicossociais, principais tipos de crises, apresentação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e simulações práticas de intervenção. A primeira turma foi capacitada entre 30 de junho e 4 de julho, e uma nova edição está prevista para o período de 1º a 3 de novembro, direcionada a profissionais de saúde mental. O curso, agora incluído na grade curricular da Egov, tem como proposta apoiar a educação continuada não apenas de profissionais de saúde, mas também de servidores de áreas como educação, segurança pública e assistência social. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta em situações de crise, garantindo intervenções mais seguras, resolutivas e integradas entre diferentes setores. Instrutora do curso, a assistente social do Nusam do Samu-DF Renata Cavalcante enfatiza os benefícios da capacitação: “O principal resultado esperado com a formação é qualificar o manejo das crises em saúde mental nos Caps. Nosso objetivo é fortalecer a segurança e a confiança dos profissionais, promovendo intervenções mais ágeis, seguras e de qualidade. Assim, garantimos um cuidado efetivo e acolhedor às pessoas em situação de crise psíquica”. *Com informações da Secretaria de Saúde    

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Centro de Atenção Psicossocial do Riacho Fundo oferece serviço virtual

Você já ouviu falar em terapia comunitária integrativa (TCI) online? Desde 2020, o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) II do Riacho Fundo oferta sessões de terapia comunitária via internet. O encontro é aberto a todos que necessitem de ajuda, com quadros que podem abranger crises de ansiedade a traumas de infância. Atualmente, entre 30 e 40 pacientes acessam remotamente a terapia todas as semanas, oriundos de diversas partes do Brasil e do mundo. Classificada como Prática Integrativa em Saúde (PIS), a TCI visa a promover atenção em saúde mental à comunidade, levando os pacientes a um espaço coletivo em que há a partilha de sentimentos, experiências e dificuldades. A técnica de enfermagem Cássia Maria Garcia, terapeuta do Caps II, explica que as sessões abordam diversos temas. “Todos são valorizados dentro da didática da prática. Essa é uma conversa organizada, em que há início, meio e fim”, afirma. Atualmente, entre 30 e 40 pacientes acessam remotamente a terapia todas as semanas, oriundos de diversas partes do Brasil e do mundo | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF A terapeuta ressalta os benefícios da conscientização sobre doenças e transtornos psíquicos: “Aqui o paciente pode esperar acolhimento, escuta qualificada, solidariedade, partilha, incentivo à valorização da cultura e confiança no grupo, além de orientações quanto à Rede de Atenção Psicossocial (Raps). A TCI traz novas soluções, um novo olhar para a vida”. A aposentada Magnólia Cardoso Silva conheceu a TCI por meio de uma sobrinha do DF. Residente no município baiano de Santo Antônio de Jesus, ela se sentia muita solitária no início da pandemia de covid-19. “Eu estava isolada e muito angustiada, sofrendo muito, não podia ver nem falar com ninguém. Então, essa terapia me trouxe paz, tranquilidade, eu me socializei – todas aquelas janelinhas dentro da minha casa eram uma companhia. Isso me trazia alegria e reflexão sobre a vida, percebi que eu não estava sozinha naquela situação”, conta. As sessões virtuais ocorrem sempre às quintas-feiras, às 15h. Para participar, o interessado deve ingressar no grupo do aplicativo de mensagens WhatsApp Terapia Comunitária On-Line. É necessário informar nome completo, data de nascimento, CPF e cidade em que atualmente mora. Feito o cadastro, o paciente receberá um link e senha para acessar o encontro online, realizado pela plataforma Zoom. A Raps também conta com outras portas de entrada para tratamentos na área de saúde mental. A principal é a rede de 176 unidades básicas de saúde (UBSs), indicadas para quem apresenta sintomas considerados leves ou moderados – você pode acessar aqui para encontrar sua UBS de referência. Para casos moderados ou graves, inclusive em situações de uso e abuso de substâncias químicas, deve-se procurar uma das 18 unidades do Caps da Rede – acesse aqui para encontrar o Caps mais próximo de você. *Com informações da Secretaria de Saúde  (SES-DF)

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Saúde mental: Samu 192 também atende casos de crises psíquicas

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) do Distrito Federal é referência nacional no atendimento de crises psíquicas. Somente em 2024, foram registrados 7,5 mil acionamentos de unidades móveis de atendimento pré-hospitalar. O serviço integra a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF).  Equipe multiprofissional do Samu agiliza atendimento e, quando necessário, encaminha pacientes a unidades específicas de tratamento | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF “As situações de crise são as mais desafiadoras para a nossa rede e para as famílias”. pontua a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. “Poder contar com o atendimento especializado da equipe do Samu 192 enriquece muito o cuidado que é oferecido para a população do Distrito Federal.” 301 Total de atendimentos em saúde mental prestados pelo Samu em 2024 O atendimento ocorre conforme a necessidade. Há situações que exigem a contenção física do paciente, por apresentar riscos à própria vida ou a de outros. “Os atendimentos do Núcleo de Saúde Mental [Nusam] do Samu 192 abrangem crises de ansiedade, crises psicóticas, ideações ou tentativas de suicídio, pessoas vítimas de violência, casos de dependência química grave e pessoas que se encontram em situação de emergência por necessidade de cuidados psicossociais”, detalha a gerente da Central de Informações Toxicológicas e Atendimento Psicossocial (Ceitap), Christina Porfirio. O Samu conta com uma equipe multiprofissional que, composta por assistente social, psicólogo, enfermeiro e condutor socorrista, encaminha corretamente o paciente ao serviço adequado a fim de evitar uma internação hospitalar injustificada. Essa equipe atuou em 301 atendimentos em 2024. A Raps atualmente envolve desde o atendimento de rotina às urgências e emergências, em unidades básicas de saúde (UBSs) e unidades de pronto atendimento (Upas) das policlínicas e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps). O Hospital de Base (HBDF) também atua nesse segmento. Acolhimento e escuta qualificada  “A equipe do Samu 192 chega ao local e logo tenta estabelecer um vínculo de confiança com o indivíduo. Ela vai ouvi-lo, fazer uma escuta qualificada das suas dores para identificar o que levou o paciente àquela situação” Christina Porfirio, gerente da Central de Informações Toxicológicas e Atendimento Psicossocial O atendimento psicossocial é prestado nos mesmos moldes dos demais. O solicitante aciona o serviço pelo número 192, a ligação passa pelo técnico auxiliar de regulação médica e este cadastra e transfere a chamada para o médico regulador, responsável pelo caso. O profissional analisa a situação, e, sendo identificada uma emergência na área, pode contar com o apoio de equipe especializada em saúde mental. Em seguida, é definida a melhor maneira de interceder, sendo alguns casos resolvidos até mesmo pelo telefone. A gerente da Ceitap lembra que cada ocorrência é única e demanda ações próprias. “Às vezes, é necessário que a equipe vá até o paciente”, exemplifica. “Nem sempre ele será removido para um ambiente hospitalar, nem sempre ele precisará de medicação. A equipe do Samu 192 chega ao local e logo tenta estabelecer um vínculo de confiança com o indivíduo. Ela vai ouvi-lo, fazer uma escuta qualificada das suas dores para identificar o que levou o paciente àquela situação. Vai tentar identificar também todos os fatores que podem beneficiar ou prejudicar aquela pessoa em uma determinada localidade, e isso pode levar em consideração se ela está acompanhada ou não, se está com a família, se está em alguma situação de vulnerabilidade, entre outros motivos”. Muitas vezes a ocorrência é concluída no local, quando o atendimento é suficiente para estabilizar a crise, com o posterior encaminhamento por escrito a uma unidade para continuidade do tratamento. Há casos, porém, em que não é possível finalizar o atendimento no local, sendo necessária a remoção do paciente para um ambiente hospitalar.  Onde buscar atendimento Além do Samu, a Raps tem outras portas de entrada para os tratamentos na área de saúde mental. A principal é a rede de 176 UBSs, indicadas para quem apresenta sintomas considerados leves ou moderados. Para casos moderados ou graves, inclusive em situações de uso e abuso de substâncias químicas, deve-se procurar uma das 18 unidades do Caps.  *Com informações da Secretaria de Saúde

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Com investimento de R$ 3,6 milhões, Gama terá Centro de Atenção Psicossocial

Assinada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a Secretaria de Saúde (SES-DF), a Portaria Conjunta nº 50, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (22), autoriza a construção de um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) do Tipo III no Gama. A nova unidade será erguida no Setor Norte da cidade pela empresa vencedora do processo licitatório: a GP Construções e Reformas Ltda – EPP. A obra está orçada em R$ 3.685.840,94, e o início das atividades no canteiro de obras está previsto para a primeira quinzena de novembro. O terreno designado para o Caps possui uma área total de 3.500 m², enquanto o projeto arquitetônico prevê uma área construída de 741,23 m², visando a integração entre os espaços de atendimento e convivência. O Caps oferece atendimento intensivo de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, com modelo de tratamento que prioriza a inclusão social, a reintegração comunitária e o suporte contínuo | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde-DF O novo centro contará com uma infraestrutura ampla e moderna, distribuída para atender às necessidades específicas de usuários em tratamento psicossocial intensivo. Os ambientes internos e externos foram planejados para garantir o acolhimento, a acessibilidade e a funcionalidade, favorecendo o cuidado contínuo e especializado. O edifício terá áreas destinadas a diversos serviços, como o espaço de acolhimento para a recepção inicial dos pacientes, um posto de enfermagem e uma sala de medicação para administração de tratamentos médicos e apoio imediato. Além disso, haverá enfermarias femininas e masculinas com banheiros adaptados para pessoas com deficiência (PcDs), proporcionando um ambiente seguro e acessível para todos os pacientes. Salas de atendimento individualizado e de atividades coletivas serão incluídas para suporte terapêutico e desenvolvimento de dinâmicas de grupo, enquanto os espaços administrativos e operacionais contarão com uma sala administrativa, farmácia, sala de utilidades, almoxarifado, refeitório, cozinha e área de higienização de utensílios. Também estão previstos espaços de convivência interna e externa, com jardins planejados para promover o bem-estar e a socialização dos pacientes. “O novo Caps no Gama representa o compromisso do GDF em fortalecer a assistência à saúde mental, criando um ambiente mais humanizado e adequado para atender uma população que muitas vezes enfrenta dificuldades no acesso a esses serviços”, afirma Fernando Leite, diretor-presidente da Novacap. “O investimento em saúde mental é uma prioridade. O governador Ibaneis Rocha determinou que os órgãos atuem juntos para proporcionar o melhor atendimento à população. Essa parceria com a Novacap é um passo importante para a criação da nova unidade”, explica a secretária de Saúde, Lucilene Florêncio. A estrutura de um Caps é destinada ao atendimento intensivo de pessoas com transtornos mentais severos e persistentes, oferecendo um modelo de tratamento que prioriza a inclusão social, a reintegração comunitária e o suporte contínuo. *Com informações da Novacap  

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Rede de apoio à saúde mental no DF é destaque em debate

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participou, nesta terça-feira (24), de debate com a temática “Saúde Mental: uma conversa sobre qualidade de vida e bem-estar” promovido pelo Correio Braziliense, no auditório do Edifício Edilson Varela, sede do jornal, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). A diretora de Serviços de Saúde Mental (Dissam) da SES-DF, Fernanda Falcomer, abriu o evento com o painel Um recorte sobre a saúde mental. “O contexto pós-pandemia colocou as pessoas diante desse processo de sofrimento psíquico de uma forma mais expressiva, principalmente em relação a casos de depressão e ansiedade. A SES tem investido na divulgação e no fortalecimento da rede de atenção psicossocial”, apontou. Rede de apoio à saúde mental foi apresentada pela diretora de Serviços de Saúde Mental (Dissam) da SES-DF, Fernanda Falcomer | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Falcomer explicou ainda que o uso de redes sociais e meios de comunicação têm sido influentes nos processos de sofrimento psíquico. “Todos podemos, em algum momento, ser acometidos por essas condições. Mas quando esse processo traz algum tipo de impacto na nossa funcionalidade, é preciso buscar ajuda”, alertou. Rede de atendimento O DF conta com 176 unidades básicas de saúde (UBSs), que são portas de entrada para tratamentos, além de 18 centros de Atenção Psicossocial (Caps). A previsão é de ampliação de mais cinco unidades, entre elas, duas destinadas ao público infantojuvenil (Capsi), no Recanto das Emas e em Ceilândia, e outras duas para tratamento de distúrbios causados pelo abuso de álcool e de outras drogas (Caps III AD), no Guará e em Taguatinga. Além de orientações médica e psicológica, há outros meios para cuidar da saúde mental, como as práticas integrativas em saúde (PIS) oferecidas pela SES-DF. São ofertadas 17 modalidades abertas à comunidade, geralmente sem requisitos, e conduzidas por profissionais de saúde e voluntários devidamente capacitados. As PIS são métodos para abordar a saúde de forma multidimensional, ou seja, física, mental, psíquica, afetiva e espiritual. Na rede pública são oferecidas: acupuntura, arteterapia, auriculoterapia, automassagem, fitoterapia, homeopatia, lian gong, medicina e terapias antroposóficas, meditação, musicoterapia, reiki, shantala, tai chi chuan, terapia comunitária integrativa, ayurveda, yoga (hatha e laya) e a técnica de redução de estresse (TRE). *Com informações da SES-DF  

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Hospital Regional de Santa Maria sedia Fórum de Saúde Mental da Região de Saúde Sul

Na terça (17) e nesta quarta-feira (18), os conselhos regionais de saúde do Gama e de Santa Maria promoveram o Fórum de Saúde Mental da Região de Saúde Sul, no auditório do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Com uma ampla programação, o Fórum teve o objetivo de discutir a importância de tratar a saúde mental, apresentar propostas e sugestões de ferramentas que possam resultar em melhorias para o tratamento dos transtornos psíquicos de toda a Região de Saúde Sul (Gama e Santa Maria). Fórum realizado no Hospital Regional de Santa Maria discute políticas públicas de saúde mental e promove atividades com práticas integrativas | Foto: Divulgação/IgesDF “O propósito do fórum é chamar a atenção das autoridades para que vejam a importância que é a saúde mental. Vamos sacudir essa bandeira, vestir a camisa da saúde mental, que hoje é uma pauta muito importante para todos, tanto para o trabalhador quanto para a nossa comunidade, onde a gente vê crescendo o número de crianças e adolescentes com algum tipo de transtorno. Precisamos ter uma atenção voltada para isso”, destaca a presidente do Conselho Regional de Saúde de Santa Maria, Denise Bastos. Atualmente, a Região Sul conta com um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), localizado em Santa Maria, e isso foi bastante debatido pelos participantes do evento que compuseram a mesa de abertura. Para o superintendente da Região de Saúde Sul, Willy Pereira da Silva Filho, é fundamental a abertura de um novo Caps no Gama, mas sem esquecer de compor a força de trabalho de equipes especializadas para atuarem com a atenção psicossocial. “Precisamos de mais espaços, mas também precisamos de equipe multidisciplinar pra trabalhar atendendo a demanda de pacientes, que tem sido cada vez mais alta”, lembra. A diretora clínica do HRSM, Janaína Cristina Machado, destacou a importância de um olhar sensível à causa, tendo em vista que a saúde mental é um problema constante nos dias atuais. “Essa é uma luta sensível, pois trabalhamos com pessoas cada vez mais no seus limites. Aqui dentro do IgesDF temos o projeto Acolher, voltado para os colaboradores que quiserem fazer um acompanhamento com a equipe multidisciplinar para tratarem sua saúde e bem-estar, o que é essencial para a vida”. No primeiro dia do fórum ocorreram duas palestras voltadas para as políticas públicas para a saúde mental infantojuvenil. Uma foi apresentada pela Diretoria de Serviços de Saúde Mental (Dissam), da Secretaria de Saúde do DF, que abordou as principais legislações acerca do tema e os serviços disponíveis na rede pública de saúde, destacando a Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Já a segunda palestra foi apresentada pela psicopedagoga Thais Holanda, do Instituto Social Santa Maria, com o tema O cotidiano pode ser adoecedor. Ela abordou a importância do uso controlado das telas, do bullying e do cyberbullying, dos transtornos atuais, principalmente os que podem ser piorados com o uso excessivo de telas, e a saúde mental das crianças, em especial as que estão dentro do Transtorno do Espectro Autismo (TEA) e as possibilidades terapêuticas com TEA. Também foram realizadas práticas integrativas com os participantes, com a prática de automassagem e reiki. Nesta quarta, o evento abordou as políticas públicas voltadas para a saúde mental adulta e realizou uma palestra com o tema Discutindo emoções e iniciativas para a valorização da vida, além da realização de oficinas temáticas para discussão de possíveis propostas de melhorias. *Com informações do IgesDF  

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Primeira Semana da Saúde do Recanto das Emas tem atividades de cuidado e bem-estar

No Recanto das Emas, uma parceria entre a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES), o Conselho Regional de Saúde, a administração local e a Paróquia São Miguel Arcanjo abriu, nesta terça-feira (6), a Primeira Semana da Saúde do Recanto das Emas. A programação, que vai até sábado, inclui palestras sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e saúde mental, vacinação, auriculoterapia (técnica de pressão em pontos específicos na orelha) e aulões de atividades físicas, entre outras atividades.  Edna Rezende, moradora da cidade, foi aferir a pressão arterial e medir a glicemia: ““Vou ver se venho nos outros dias, gosto de participar desses eventos” | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde Haverá ainda aferição de pressão arterial e glicemia, distribuição de kits de higiene bucal, serviços estéticos, atendimento jurídico, acolhimento pela equipe do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e testes rápidos. Representantes da Polícia Militar do DF (PMDF) também vão participar, ministrando palestra sobre abuso sexual e sobre a Lei Henry Borel, que prevê medidas protetivas a crianças vítimas de violência doméstica.  Saúde de todos “Pensamos em fazer uma semana inteira dedicada à saúde para abranger a maior quantidade de pessoas”, afirma a presidente do Conselho de Saúde do Recanto das Emas, Ana Cláudia Rodrigues da Silva. “A ideia é diversificar as atividades ao longo desses dias para que as pessoas escolham a melhor data.” Moradora da região, Edna Maria Carlos Rezende, 55, aproveitou o primeiro dia para aferir a pressão arterial e medir a glicemia. “Participo da terapia comunitária da UBS 3, e me falaram da ação”, contou. “Vou ver se venho nos outros dias, gosto de participar desses eventos”. Todas as atividades são gratuitas e vão ocorrer no salão da Paróquia São Miguel Arcanjo. “É uma ação para chamar a comunidade para um olhar mais atento à saúde, ao bem-estar e à saúde mental, algo necessário em todos os lugares”, ressaltou o pároco Thaisson da Silva Santarém. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF 

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Inaugurada reforma da cozinha do Hospital Regional de Ceilândia

O cuidado com a estrutura da saúde pública do Distrito Federal passa pelas grandes e pelas pequenas obras, como a reforma da cozinha do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), inaugurada nesta quinta-feira (11). A área da principal unidade de saúde da maior cidade da capital foi completamente reformulada após receber investimento de R$ 1,1 milhão. A cozinha tem capacidade para produção de aproximadamente 3,2 mil refeições diárias, incluindo café da manhã, colação, almoço, lanche, jantar e ceia. É deste local que saem as refeições para os pacientes internados no Hospital Cidade do Sol e para o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da região. A governadora em exercício Celina Leão ressaltou que essa obra “dá dignidade tanto para o trabalhador como para os usuários do SUS” | Fotos: Renato Alves/ Agência Brasília Todo o espaço físico da cozinha foi reformado, e o custeio veio do contrato de manutenção do hospital. Foi feita a renovação da parte elétrica, hidráulica, esgoto, gás encanado e no layout. O GDF também renovou a câmara fria, banheiro, almoxarifado e coifa, além de adquirir novas bancadas e motores. A obra contemplou, ainda, piso, revestimento total da parede, novas portas de acesso e novo acesso de alimentos. Não houve aumento do espaço e a cozinha continua com 328 m². Ao inaugurar a obra, a governadora em exercício Celina Leão lembrou que o GDF tem cuidado de outras unidades da rede pública de saúde. “A obra dá dignidade, tanto para o trabalhador como para os nossos usuários do SUS. Ter um ambiente adequado para a produção de alimentos cumpre, inclusive, pré-requisitos da vigilância sanitária. Esse hospital é da década de 1980, então ele tem passado por várias reformas. Essa é uma grande entrega para nós, apesar de ser uma obra pequena, mas ela é muito simbólica, porque ela dá dignidade. São oito cozinhas que nós já reformamos no nosso governo”, disse Celina Leão. Outras reformas A cozinha do HRC passou por reforma na parte elétrica, hidráulica, esgoto, gás encanado e no layout Em agosto de 2023, o GDF entregou a reforma e modernização da cozinha do Hospital de Base, que, juntamente do refeitório, estava há mais de 40 anos sem receber intervenções nas estruturas. Na época, foram investidos R$ 675 mil. Outro hospital que passou por reforma é o Regional de Planaltina. Só na nova subestação de energia elétrica foi investido R$ 1,3 milhão. Por lá também está sendo feito o novo bloco auxiliar. Com dois pavimentos, ele terá 30 leitos de enfermaria adulto, 13 leitos de internação pediátrica, nove leitos de UTI e nove cadeiras para diálise. Já o Hospital Regional de Brazlândia, datado da década de 1970, vai passar por uma reconstrução e se adaptar às normas e à realidade atual, inclusive com o aumento de leitos de 26 para 60. Para tanto, estão sendo investidos R$ 20,8 milhões nesta obra.

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População do DF terá novos centros especializados em saúde mental

Para reforçar o atendimento à saúde mental da população, a Secretaria de Saúde do DF (SES) prevê a implantação de mais cinco unidades do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) até o início de 2026. Duas unidades serão destinadas ao público infantojuvenil (Capsi), no Recanto das Emas e em Ceilândia, e outras duas ao tratamento em tempo integral de distúrbios causados pelo abuso de álcool e outras drogas (Caps III AD), no Guará e em Taguatinga. Integrado a serviços de saúde, atendimento no Caps não exige agendamento prévio | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde A quinta unidade, por sua vez, será implementada no Setor Norte do Gama, com atendimento previsto para começar já em 2025. O processo de licitação para a construção do prédio – orçado em mais de R$ 4,6 milhões – está em fase de análise das propostas. O Caps do Gama será do tipo III, acolhendo pessoas a partir de 18 anos que sofrem com transtornos mentais agudos ou crônicos. Funcionando 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados, a unidade vai atender a Região de Saúde Sul, que hoje possui mais de 278 mil habitantes. “O centro é esse espaço de cuidado, uma referência para a Rede de Atenção Psicossocial, e está profundamente inserido na comunidade”, afirma a diretora de Serviços de Saúde Mental da SES, Fernanda Falcomer. “Promove um acolhimento de portas abertas [sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento], integrado com outros serviços de saúde e políticas públicas.” Mudança de endereço Outra unidade com previsão de entrar em funcionamento em 2025 é o novo Capsi do Recanto das Emas. O serviço, atualmente prestado na Quadra 307 da região, migrará para um terreno mais apropriado ao atendimento à população, no Setor Hospitalar da cidade. Para a construção das instalações foram disponibilizados mais R$ 4,7 milhões. O Caps é um serviço especializado de saúde mental de caráter aberto e comunitário. A assistência é prestada por equipe multiprofissional e interdisciplinar, composta por psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, equipe de enfermagem e farmacêuticos, a depender da modalidade do centro. As atividades podem ser coletivas ou individuais. Após o acolhimento inicial e a avaliação, o cuidado nesses espaços é desenvolvido por meio de Projeto Terapêutico Singular (PTS), que envolve equipe, usuário e família. Para encontrar o Caps mais próximo, acesse aqui. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF  

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Com investimento de mais de R$ 4,6 milhões, Gama vai ganhar um Caps

O Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta sexta-feira (10) trouxe o aviso de licitação para construção do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) no Gama. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) é a responsável pela execução desse projeto que atenderá o público da região. O Departamento de Compras da Novacap já anunciou detalhes específicos sobre a licitação para a construção do Caps tipo III no Gama. O processo licitatório, marcado para 4 de junho de 2024, segue o tipo menor preço em modo de disputa fechado. Com um valor estimado de R$ 4.665.748,03, os documentos pertinentes ao edital e seus anexos estão disponíveis para consulta nos sites oficiais, com suporte adicional provido pelos canais de contato da Novacap. A unidade atenderá toda a Região de Saúde Sul, que atualmente possui 278.396 habitantes | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo da Agência Saúde-DF “A Novacap desempenha um papel central em todo o processo, sendo responsável não apenas pela elaboração dos projetos, mas também pela licitação e fiscalização das obras”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite. “A transparência na gestão e execução desses projetos é garantida através da publicação detalhada de cada etapa nos sites oficiais, facilitando o acesso e o acompanhamento público”, completa o gestor. O Caps do tipo III é um serviço público de saúde que atende pessoas a partir de 18 anos que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente de transtornos mentais graves e persistentes. Funcionará 24 horas por dia, incluindo finais de semana e feriados. A unidade atenderá toda a Região de Saúde Sul, que atualmente possui 278.396 habitantes. “É um dia histórico para nós da saúde do DF porque hoje damos mais um passo para o fortalecimento da rede psicossocial. Estamos avançando de forma a construir uma rede de saúde mental mais fortalecida e com capacidade de atendimento ampliado à nossa população”, destacou a diretora de Serviços de Saúde Mental (Dissam) da Secretaria de Saúde (SES-DF), Fernanda Falcomer. O Caps do tipo III é um serviço público de saúde que atende pessoas a partir de 18 anos que apresentem sofrimento psíquico intenso decorrente de transtornos mentais graves e persistentes A SES-DF é a responsável pela disponibilidade orçamentária para a concretização dessa tão aguardada obra. Além dela, nos próximos dias, está prevista a licitação para um Caps no Recanto das Emas. Ao todo, serão entregues cinco Caps até 2025. Até o fim de maio, também está previsto o aviso de licitação para a construção do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) Recanto das Emas. Já foram disponibilizados R$ 4.782.391,36 para a obra a ser construída no setor hospitalar local. Para as unidades de Ceilândia e Taguatinga, no ano que vem, os projetos continuam em fase de elaboração, com a expectativa de que os editais sejam publicados durante o segundo semestre. Editais Os editais e seus anexos poderão ser retirados exclusivamente nos sites www.licitacoese.com.br e www.novacap.df.gov.br. Contatos e informações: (61) 3403-2321 ou (61) 3403-2322, e e-mail dilic@novacap.df.gov.br. *Com informações da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap)

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