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UnB e FAPDF divulgam seleção do Mestrado Profissional gratuito em Economia e Inovação 

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A Universidade de Brasília (UnB) e o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e da Secretaria de Economia do DF, divulgaram nesta segunda-feira (31) o resultado do processo seletivo para mestrado profissional em economia, área de concentração em Gestão Econômica de Inovação Tecnológica, ofertado gratuitamente pelo GDF. Ao todo, são 80 vagas, sendo 70 destinadas a servidores efetivos e 10 ao público externo. A iniciativa integra o projeto Empreendedorismo, Inovação, Tecnologia e Crescimento Econômico na Era da Inteligência Artificial, que conta com investimento de R$ 2,4 milhões para a formação acadêmica e o desenvolvimento de pesquisas aplicadas. Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, a parceria representa uma oportunidade de aproximar o conhecimento produzido na universidade das necessidades do serviço público e dos desafios do desenvolvimento do Distrito Federal. “Investir na formação de pessoas é investir na capacidade do Distrito Federal de inovar e encontrar soluções para seus próprios desafios. Essa parceria aproxima governo e universidade e cria condições para que o conhecimento produzido na academia possa se transformar em pesquisa aplicada e em políticas públicas mais eficientes”, afirma Reisman. Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE/UnB), unidade ligada à formação em gestão econômica e inovação | Foto: Divulgação/UnB Formação conectada à gestão pública Oferecido pela UnB, o mestrado busca aproximar a formação acadêmica das questões enfrentadas pela administração pública e pelo setor produtivo. O curso aborda temas relacionados à inovação tecnológica, inteligência artificial, economia, ciência e tecnologia e desenvolvimento econômico. Ao longo da formação, os participantes desenvolverão projetos aplicados a questões relevantes para o Distrito Federal, buscando produzir conhecimento que possa contribuir para o aprimoramento de políticas públicas e da gestão. Segundo o vice-diretor da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Gestão de Políticas Públicas (FACE), professor Antonio Nascimento Junior, a iniciativa já demonstra resultados na qualificação dos servidores e na aproximação entre conhecimento acadêmico e prática profissional. “O mestrado profissional da UnB, desenvolvido em parceria com a FAPDF, tem gerado resultados expressivos para a qualificação dos servidores do GDF, unindo excelência acadêmica e aplicação prática. As dissertações apresentadas na primeira edição dessa parceria em 2024 evidenciam uma forte integração entre teoria e prática, com estudos voltados para o aprimoramento da gestão pública do Governo do Distrito Federal”, afirma Nascimento Junior.  Programa tem nota máxima na avaliação da Capes Outro destaque da formação é a qualidade acadêmica do programa. O mestrado Profissional em Economia da UnB recebeu Conceito 5 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), nota máxima na escala dos mestrados profissionais. O resultado reconhece a qualidade do corpo docente, o rigor acadêmico e a relevância das pesquisas desenvolvidas pelo programa, consolidando o mestrado como uma referência na formação de profissionais qualificados para atuar tanto no setor público quanto no privado. Para a coordenação do programa, a avaliação também reflete o trabalho conjunto de professores, estudantes, egressos e equipe administrativa e reafirma a atuação da UnB como instituição de excelência na pós-graduação em Economia. A parceria entre a UnB e o GDF dá continuidade à cooperação iniciada em 2024 e amplia a integração entre universidade, governo e sociedade, com foco na qualificação profissional e na produção de conhecimento capaz de responder a desafios concretos do Distrito Federal. Os candidatos podem consultar a relação dos selecionados e as demais informações do processo seletivo clicando neste link. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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FAPDF publica edital de chamamento para servidores do GDF

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) publicou o Edital de Chamamento Público de Servidores, voltado a servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF) interessados em atuar na fundação. A seleção tem como objetivo reforçar a equipe da FAPDF, de acordo com as necessidades do serviço, para o desempenho de atividades técnicas e administrativas. A escolha dos servidores levará em conta a formação, a área de interesse, a experiência profissional e a carga horária no órgão de origem. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas desta quarta-feira (22) a 22 de julho, por meio de formulário disponível no site da FAPDF. No momento da inscrição, o servidor deverá informar a área em que tem interesse de atuar, conforme as opções disponíveis. Podem participar servidores efetivos do quadro de pessoal do GDF que atendam aos requisitos previstos no edital. Entre as exigências estão não responder a processo administrativo disciplinar, estar em dia com as obrigações eleitorais, não ter previsão de licenças nos próximos 12 meses e apresentar autorização favorável do órgão onde trabalha atualmente. Como a FAPDF atua em diferentes áreas ligadas ao fomento à ciência, tecnologia e inovação, o edital prevê a participação de servidores com ensino superior completo em direito, administração, ciências contábeis, ciências da computação, gestão pública ou áreas relacionadas. Também é indicado que os interessados tenham conhecimento sobre normas ligadas à ciência, tecnologia, inovação e parcerias com organizações da sociedade civil. Etapas da seleção As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas até 22 de julho | Foto: Divulgação/FAPDF O processo será realizado em três etapas: inscrição, avaliação curricular e entrevista individual. Na avaliação curricular, serão analisadas a formação acadêmica, a formação técnica, as competências e as experiências profissionais do servidor. Já a entrevista individual terá como base as informações apresentadas no currículo e buscará avaliar se o perfil do candidato está alinhado às atividades da fundação. Os servidores selecionados para a entrevista serão convocados por e-mail, conforme o endereço informado no momento da inscrição. Os aprovados atuarão na sede da FAPDF, localizada no Parque Tecnológico de Brasília, na Granja do Torto. A área de atuação será definida de acordo com o perfil do servidor, sua experiência profissional e a disponibilidade de vagas nas unidades administrativas da Fundação. De acordo com o edital, é possível concorrer a mais de uma área, conforme o perfil do servidor e as opções disponíveis no formulário de inscrição. Os servidores selecionados atuarão na FAPDF até, pelo menos, 31 de dezembro deste ano. Esse prazo poderá ser renovado, caso haja interesse do órgão de origem e da fundação. Oportunidades de desenvolvimento Os servidores que passarem a atuar na FAPDF poderão participar, conforme as regras internas, a disponibilidade orçamentária e o interesse institucional, de ações de capacitação e desenvolvimento promovidas pela fundação. Entre as possibilidades estão cursos de aperfeiçoamento, capacitação em língua estrangeira, participação no programa de incentivo à pós-graduação e jornada de trabalho de sete horas corridas diárias, sem intervalo para refeição, conforme a legislação vigente e as normas internas da FAPDF. O acesso a essas oportunidades depende da autorização da chefia imediata, das necessidades do serviço e da disponibilidade da fundação. Clique aqui e acesse o edital.   *Com informações da FAPDF

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Com apoio da FAPDF, GDF participa de lançamento do Hub de Inovação Aeroespacial

O Hub de Inovação Aeroespacial do Parque Científico e Tecnológico da Universidade de Brasília (PCTec/UnB) foi lançado oficialmente nesta terça-feira (16), durante o evento SpaceBR Show 2026, realizado no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). A iniciativa tem a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e a Agência Espacial Brasileira (AEB) entre os parceiros, com objetivo de ampliar o protagonismo de Brasília no desenvolvimento de soluções voltadas à economia espacial, à inteligência territorial e à soberania nacional. Apresentado em um dos maiores eventos do setor espacial da América Latina, o hub nasce como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais. A proposta é criar um ambiente colaborativo para o desenvolvimento de projetos de alta complexidade, com foco em áreas como defesa, uso de dados espaciais, inteligência artificial e governo digital. Hub nasce como uma plataforma de articulação entre governo, universidades, centros de pesquisa, empresas, startups, investidores e organismos internacionais | Foto: Divulgação/FAPDF A iniciativa alinha-se a uma trajetória já consolidada da UnB em pesquisas e missões aeroespaciais. Com infraestruturas física e digital modernas, a universidade tem desenvolvido estudos em sistemas propulsivos, incluindo motores de foguete produzidos por manufatura aditiva em metal e propulsores elétricos a plasma pulsado. Também se destacam missões reais como a AlfaCrux, primeira missão satelital inteiramente brasiliense, financiada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) por meio da FAPDF, e o Serpens, desenvolvido em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB).  Na cerimônia de lançamento, estiveram presentes representantes das instituições parceiras, entre eles Leonardo Souza, fundador da Ideia Space; Lucas Fonseca, CEO da Airvants; José Vagner Vidal, CEO do Instituto Start; Jeferson Rodrigues de Freitas, representante institucional da Saipher ATC; e Daniel Rosa, diretor da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec). Também participaram Douglas Silveira, chefe de Comunicação da FAPDF; Rodrigo Leonardi, diretor de Gestão de Portfólio da Agência Espacial Brasileira (AEB); Leila Maria Garcia Fonseca, coordenadora de Estudos Estratégicos e Novos Negócios da AEB; e Renato Borges, diretor do PCTec/UnB. A missão brasiliense AlfaCrux, 100% financiada pela fundação, colocou Brasília em evidência no cenário espacial brasileiro ao demonstrar a capacidade de nossas instituições de desenvolver tecnologia de ponta e formar talentos para o setor aeroespacial. “O Hub nasce justamente para ampliar esse legado, fortalecendo a conexão entre universidade, governo e iniciativa privada e posicionando o Distrito Federal como um dos principais polos de inovação aeroespacial do país”, destaca o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman.  Segundo o professor Renato Borges, diretor do Parque Tecnológico da UnB, o Distrito Federal reúne condições singulares para liderar esse movimento. “Nosso hub foi concebido não como um parque industrial tradicional, mas como um ambiente estratégico de articulação tecnológica e inovação cooperativa em áreas essenciais para o futuro do país”, afirma. Rodrigo Leonardi ressaltou: “O Hub representa um ponto de encontro do ecossistema espacial, não apenas do Distrito Federal, mas de forma articulada com o restante do país e com organizações no exterior. Ele tem potencial para atrair, de maneira dinâmica, os atores necessários para esse ecossistema, como governo, academia e iniciativa privada. A partir de agora, o desafio é traduzir essa visão em resultados, em oportunidades para estudantes, professores, investidores e para a economia local, fortalecendo Brasília como um importante polo aeroespacial”. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech. A proposta também prevê programas de aceleração, inovação aberta e espaços para experimentação regulatória de novas soluções aeroespaciais. Entre os principais eixos de atuação estão inteligência artificial aplicada, monitoramento territorial, drones, nanossatélites, segurança cibernética, tecnologias de uso dual e desenvolvimento de startups deep tech A estrutura prevista inclui laboratórios especializados, estação de comando e controle, espaços de coworking, áreas para prototipagem e testes, plataformas de dados geoespaciais, simuladores computacionais, laboratório de cibersegurança e infraestrutura de supercomputação. Além da UnB, da FAPDF e da AEB, estão entre os parceiros nacionais empresas e instituições como Saipher ATC, Instituto Start, Ideia Space e Airvants. A iniciativa também prevê cooperação internacional com a Universidade de Vigo, na Espanha; a Universidade de Nottingham, no Reino Unido; a Alén Space, do grupo GMV; e a UARX, também da Espanha. A atuação da FAPDF contribui para fortalecer iniciativas que ampliam a capacidade de produção de conhecimento e impulsionam áreas consideradas prioritárias para o futuro da capital federal. O lançamento ocorreu logo após o painel “Parques Tecnológicos: Construindo Novas Fronteiras de Inovação no Brasil”, dentro da programação do SpaceBR Show 2026, que vai até esta quinta-feira (18), no Expo Center Norte, em São Paulo, e reúne autoridades, pesquisadores, empresas, startups, investidores e especialistas ligados à economia espacial. Serviço SpaceBR Show 2026 Data: até quinta-feira (18) Local: Expo Center Norte, Pavilhão Azul Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 — Vila Guilherme, São Paulo (SP) Inscrições: SpaceBR Show.  *Com informações da FAPDF

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Pesquisa com apoio da FAPDF estuda uso do pequi em tratamento de feridas e inflamações

Os tratamentos para feridas de difícil cicatrização — como as associadas ao diabetes — podem ganhar um novo aliado vindo do Cerrado. Uma pesquisa fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital FAPDF Learning (2023), desenvolve formulações à base de óleo de pequi com potencial para auxiliar na cicatrização e na redução de processos inflamatórios. Desenvolvido na Universidade de Brasília (UnB), o estudo é liderado por Graziella Anselmo Joanitti e aposta na combinação entre fitoterapia e nanotecnologia para criar soluções mais eficazes e acessíveis, com perspectiva de aplicação futura na prática clínica. O pequi é rico em substâncias bioativas, reunindo ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes | Foto: Divulgação/Freepik O que está sendo desenvolvido O projeto tem como foco a criação de formulações nanofitoterápicas — medicamentos derivados de plantas que utilizam estruturas em escala nanométrica para melhorar sua atuação no organismo. A proposta inclui duas formas principais: uma versão em gel, voltada à aplicação tópica, e outra em suspensão, ampliando as possibilidades de uso terapêutico. “Estamos desenvolvendo formulações que combinam o potencial terapêutico do óleo de pequi com tecnologias capazes de melhorar sua absorção e eficácia, pensando em aplicações futuras na área da saúde”, explica Graziella Anselmo Joanitti. Por que o pequi? O uso do óleo de pequi está ligado à sua composição rica em substâncias bioativas. Tradicionalmente utilizado por comunidades brasileiras, o composto reúne ácidos graxos, vitaminas e antioxidantes associados a efeitos anti-inflamatórios e cicatrizantes. “O pequi já é conhecido por suas propriedades medicinais. O que buscamos é ampliar esses efeitos e suas possibilidades de uso terapêutico”, destaca a coordenadora. A pesquisa estuda o uso do óleo de pequi como tratamento de feridas de difícil cicatrização, como as úlceras de pé diabético | Foto: Acervo pessoal O diferencial da nanotecnologia A inovação do estudo está na aplicação de estruturas em escala nanométrica ao óleo de pequi, o que pode melhorar sua absorção pelo organismo, aumentar a eficácia e prolongar o tempo de ação. Esse processo também contribui para maior estabilidade das formulações e melhor interação com células e tecidos, ampliando o potencial terapêutico. “A nanotecnologia permite que o ativo atue de forma mais eficiente, favorecendo sua interação com as células e os efeitos observados em laboratório”, completa Graziella. A base tecnológica do projeto se apoia em pesquisas anteriores conduzidas na UnB, nas quais o grupo desenvolveu nanoemulsões à base de óleo de pequi. Como resultado, foi concedida, em 2022, carta patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), contemplando aplicações biomédicas, nutracêuticas e cosméticas. Esse reconhecimento reforça o caráter inovador da tecnologia e amplia suas possibilidades de aplicação. [LEIA_TAMBEM]Avanço no tratamento de feridas Um dos principais focos da pesquisa é o tratamento de feridas de difícil cicatrização, como as úlceras de pé diabético. Essas lesões representam um desafio para a saúde pública, pois estão associadas a complicações graves, como infecções e, em casos mais severos, amputações. Com o aumento do número de pessoas com diabetes no Brasil, cresce também a necessidade de alternativas mais eficazes e acessíveis. Do laboratório à aplicação Além dos estudos laboratoriais, o projeto inclui etapas de validação em modelos experimentais e o desenvolvimento de um produto mínimo viável (MVP), com foco na futura aplicação prática. Atualmente, a solução está em nível de maturidade tecnológica TRL 4, caracterizado pela validação em ambiente de laboratório, com perspectiva de avanço para etapas mais próximas da implementação. “Nosso objetivo é avançar até que a tecnologia possa, no futuro, chegar à população e contribuir para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, afirma a pesquisadora. Outro aspecto relevante é o impacto além da área da saúde. Ao utilizar um recurso natural do Cerrado, a pesquisa contribui para a valorização da biodiversidade brasileira, fortalece a bioeconomia e incentiva práticas sustentáveis de produção. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Máscara criada com apoio da FAPDF inativa vírus respiratórios

Diante de novas variantes e do aumento de casos de doenças respiratórias, um estudo desenvolvido pela Universidade de Brasília (UnB), com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), ganha ainda mais relevância ao propor uma máscara capaz de inativar não apenas o coronavírus, mas também outros vírus respiratórios. A máscara Vesta representa um avanço ao ir além da proteção física tradicional. Diferentemente dos modelos convencionais, que atuam apenas como barreira mecânica, a tecnologia incorpora nanotecnologia à base de quitosana — substância extraída da carapaça de crustáceos, como caranguejo, camarão e lagosta. Inserida entre as quatro camadas de tecido TNT, essa barreira atua diretamente sobre o vírus, envolvendo e degradando sua membrana, o que leva à inativação. Além disso, a estrutura do material contribui para impedir a passagem de micro-organismos. No modelo PFF2, a máscara recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas, sendo capaz de atuar contra vírus, bactérias e fungos. Além de atuar como barreira mecânica, a máscara Vesta incorpora uma nanotecnologia à base de quitosana que age sobre o vírus degradando sua membrana | Foto: Anastácia Vaz/UnB Impacto duradouro O projeto teve início em 2021, no contexto da pandemia de covid-19, período em que a comunidade científica foi mobilizada globalmente em busca de soluções para conter a disseminação do vírus. No entanto, os resultados da pesquisa ultrapassam esse momento. A tecnologia foi desenvolvida com potencial de atuação contra diferentes vírus respiratórios, o que amplia sua relevância em cenários atuais e futuros, como surtos sazonais de gripe e outras síndromes respiratórias. Com coordenação da professora Suélia de Siqueira Rodrigues Fleury Rosa, da UnB, o projeto também contou com a atuação de pesquisadoras como Graziella Anselmo Joanitti e Kelly Grace Magalhães. Da pesquisa à validação clínica A máscara apresenta propriedades virucidas, bactericidas e fungicidas | Foto: Divulgação/SES-DF A máscara Vesta percorreu diferentes etapas de desenvolvimento, desde testes laboratoriais até a validação em condições reais de uso. Em 2023, o projeto alcançou a fase final dos ensaios clínicos, etapa essencial para comprovar a eficácia e a segurança da tecnologia. Essa fase contou com a atuação do professor da UnB e coordenador do ensaio clínico, Rodrigo Luiz Carregaro, contribuindo para o avanço da solução rumo à aplicação prática. Com isso, a tecnologia se encontra em um estágio avançado de maturidade, compatível com fases de validação em ambiente real (TRL 7 a 8), aproximando-se da aplicação prática e da produção em escala. Ciência aplicada com apoio do DF O projeto contou com investimento de R$ 76.825, viabilizado por meio do convênio Transparência Covid (2020), em parceria entre a UnB, a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a FAPDF, além de R$ 1 milhão provenientes do edital Demanda Induzida (2021), com fomento exclusivo da Fundação. [LEIA_TAMBEM]“A trajetória da máscara Vesta demonstra a capacidade do ecossistema de ciência e inovação do Distrito Federal de desenvolver soluções com alto nível de maturidade tecnológica. Trata-se de uma iniciativa que percorre todas as etapas da pesquisa aplicada, desde a concepção até a validação em ambiente real, o que reforça a importância de instrumentos de fomento contínuos e estruturados. A FAPDF tem atuado justamente nesse sentido, apoiando projetos que não apenas geram conhecimento, mas que se traduzem em inovação com potencial de transformação social”, destaca o presidente da Fundação, Leonardo Reisman. Além de impulsionar a inovação, o investimento contribui para o fortalecimento da infraestrutura científica e para a geração de soluções com potencial de impacto direto na sociedade. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Concurso Inova AgroBrasília 2026 abre inscrições para startups no espaço de inovação da feira

A Feira de Tecnologia e Negócios AgroBrasília 2026 está com inscrições abertas para o Inova AgroBrasília, edital que seleciona startups para integrar o Ambiente de Inovação e Tecnologia (AiTec). As inscrições seguem até o dia 24 deste mês, por meio do site oficial do evento. As empresas selecionadas terão a oportunidade de expor seus projetos durante a AgroBrasília, compondo a programação do AiTec, espaço dedicado à apresentação de soluções inovadoras voltadas ao setor agropecuário e que reúne iniciativas com potencial de impacto direto no campo. Arte: FAPDF Ambiente de inovação no agro Com incentivo da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o AiTec é um espaço colaborativo e inclusivo da AgroBrasília, criado para impulsionar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias aplicadas ao agronegócio. A proposta é fortalecer a produtividade no campo, incentivar práticas sustentáveis e ampliar a competitividade do setor, por meio da integração entre diferentes atores da cadeia produtiva. As startups selecionadas terão acesso a um ambiente estratégico de networking, com possibilidade de estabelecer parcerias, atrair investimentos e ampliar sua inserção no mercado Inserido na programação da feira, o ambiente funciona como um ecossistema de inovação, conectando produtores rurais de diferentes portes, startups, universidades, centros de pesquisa, investidores e o setor público, além de estimular a troca de conhecimentos e a adoção de novas tecnologias. Soluções inovadoras A seleção de startups no Inova AgroBrasília tem como foco reconhecer iniciativas capazes de responder a demandas concretas do setor agropecuário. As propostas devem apresentar soluções inovadoras, com potencial de aplicação prática e impacto positivo, especialmente em temas relacionados à sustentabilidade, eficiência produtiva e transformação digital. A iniciativa também busca estimular o intercâmbio de experiências, o benchmarking (troca de boas práticas do setor) e a disseminação de conhecimento, contribuindo para acelerar a adoção de novas tecnologias no campo. [LEIA_TAMBEM]Além da exposição durante a AgroBrasília 2026, as startups selecionadas terão acesso a um ambiente estratégico de networking, com possibilidade de estabelecer parcerias, atrair investimentos e ampliar sua inserção no mercado. A iniciativa é realizada pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF), com organização do Core Inovação e coordenação da Vincere Eventos. A AgroBrasília ocorre entre 19 e 23 de maio, no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci (PAD-DF). Clique aqui e acesse o edital no site oficial. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Printer Chef Brasília: bucha vegetal vira ingrediente e impressora 3D traz inovação na gastronomia

Você já ouviu falar em cagaita? E em transformar uma simples bucha vegetal, daquelas usadas no banho, em ingrediente de um prato criativo? No Printer Chef Brasília 2026, essas curiosidades deixam de ser apenas ideias inusitadas e ganham forma em uma proposta inovadora: apresentar ao público a gastronomia do futuro, com uso de comida impressa em 3D, biomassa e ingredientes pouco explorados, como as plantas alimentícias não convencionais (Pancs). A iniciativa mostra, de forma prática, como ciência, tecnologia e uma pitada de criatividade podem se unir para reinventar a maneira como produzimos e consumimos alimentos. O Printer Chef Brasília 2026 reúne tecnologia e ingredientes pouco explorados para criar pratos surpreendentes | Foto: Divulgação/FAPDF O evento ocorre dentro da programação do Geek Prime e transforma o espaço em um verdadeiro laboratório criativo. Ao circular pelo ambiente, o visitante poderá acompanhar competições ao vivo entre chefs e criadores, que não apenas apresentam pratos saborosos, mas também defendem o conceito científico por trás de cada criação. Muitas dessas experiências utilizam ingredientes do Cerrado, como a cagaita, transformada em preparações surpreendentes, como sorvetes e releituras contemporâneas. Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o Printer Chef também reforça o papel da pesquisa científica no desenvolvimento de soluções inovadoras para a alimentação, explorando desde técnicas de bioimpressão até o uso sustentável da biodiversidade brasileira. Ao longo dos dois dias, o público poderá participar de workshops e palestras que aproximam áreas como gastronomia, design e tecnologia, além de interagir diretamente com chefs, pesquisadores e entusiastas da cultura maker. [LEIA_TAMBEM]Mais do que observar, a proposta é provocar: provocar o paladar, a curiosidade e a forma como enxergamos a comida. Afinal, no Printer Chef, o que parece estranho à primeira vista pode se revelar uma experiência surpreendente e deliciosa. Printer Chef Brasília 2026 • 28 e 29 de março • Shopping Conjunto Nacional – Jardim Urbano • Entrada gratuita. Retire ingresso para algumas atividades no site do evento • Para mais informações, acesse a rede social da FAPDF: @fapdfoficial *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Pesquisa apoiada pela FAPDF aposta em novas tecnologias para enfrentar a doença de Chagas

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) avança no enfrentamento da doença de Chagas, uma enfermidade que afeta milhões de pessoas, principalmente na América Latina. O estudo aposta no desenvolvimento de uma vacina com tecnologias inovadoras, capazes de atuar tanto na prevenção quanto no tratamento da doença. A iniciativa é coordenada pela professora Izabela Marques Dourado Bastos, doutora na área de imunologia e pesquisadora do Instituto de Ciências Biológicas (IB/UnB), com atuação em estudos sobre resposta imune e desenvolvimento de vacinas. O projeto tem o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio da chamada pública Bio Learning, vinculada ao edital FAPDF Learning (2023). A doença de Chagas Pesquisadora realiza procedimentos laboratoriais durante etapa experimental do estudo que investiga novas estratégias vacinais contra a doença de Chagas | Fotos: Divulgação/FAPDF A doença de Chagas é causada por um microrganismo chamado Trypanosoma cruzi, um tipo de protozoário (parasita microscópico). A principal forma de transmissão ocorre por meio do inseto popularmente conhecido como “barbeiro”. Quando esse inseto pica uma pessoa, ele pode liberar fezes contaminadas próximas à pele. Ao coçar o local, o parasita pode entrar no organismo. A doença também pode ser transmitida por alimentos contaminados, transfusão de sangue, transplante de órgãos ou durante a gestação, da mãe para o bebê. Um dos principais desafios é que, na fase inicial, a doença muitas vezes não apresenta sintomas claros. Com o passar do tempo, pode evoluir para a fase crônica e provocar problemas graves, especialmente no coração e no sistema digestivo. Mais comum em regiões com maior vulnerabilidade social, a doença ainda registra maior incidência nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Como a vacina funciona, na prática Diante desse cenário, a pesquisa da UnB busca desenvolver uma vacina capaz de “ensinar” o organismo a reconhecer e combater o parasita. O estudo utiliza duas tecnologias modernas: DNA e RNA mensageiro. De forma simplificada, essas tecnologias funcionam como instruções para o corpo. Elas orientam as células a produzir pequenas partes do parasita, o que permite que o sistema imunológico aprenda a identificá-lo e esteja preparado para combatê-lo no futuro. “A doença de Chagas ainda possui opções limitadas de tratamento, especialmente na fase crônica. Por isso, buscamos alternativas inovadoras que possam atuar tanto na prevenção quanto como estratégia terapêutica”, explica a professora Izabela Bastos. A escolha por trabalhar com duas abordagens aumenta as chances de sucesso da pesquisa. “Cada tecnologia tem suas vantagens. O DNA é mais estável e tem custo menor, enquanto o RNA mensageiro pode induzir uma resposta imune mais rápida e intensa”, destaca a pesquisadora. A doença de Chagas é causada por um microrganismo chamado Trypanosoma cruzi, um tipo de protozoário (parasita microscópico) Formação, investimento e impacto no DF Além dos avanços científicos, o projeto também contribui para a formação de novos pesquisadores. Estudantes de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado participam diretamente das atividades. “O projeto também tem um papel importante na formação de recursos humanos qualificados, preparando novos profissionais para atuar em áreas estratégicas da ciência”, afirma Izabela. Com investimento de aproximadamente R$ 1 milhão, o apoio da FAPDF é fundamental para a execução do projeto, viabilizando desde a compra de insumos até a manutenção da estrutura laboratorial. “O desenvolvimento de vacinas envolve custos elevados e exige infraestrutura especializada. O apoio da FAPDF é essencial para que possamos avançar com qualidade e segurança”, ressalta a coordenadora. Se os resultados continuarem positivos, a expectativa é que a pesquisa contribua para ampliar as alternativas no combate à doença de Chagas — oferecendo novas possibilidades tanto para prevenir a infecção quanto para melhorar a qualidade de vida de pessoas que já convivem com a doença. Avanços científicos e próximos passos O projeto dá continuidade a estudos anteriores desenvolvidos pela equipe da UnB, que já vinham investigando proteínas importantes para a sobrevivência do Trypanosoma cruzi. Essas proteínas funcionam como “alvos” para o sistema imunológico. Com base nesses estudos, os pesquisadores conseguiram desenvolver protótipos de vacina e avançar na compreensão de como o organismo reage à presença do parasita. Atualmente, a pesquisa está em fase de testes em modelos animais. Nessa etapa, os cientistas avaliam se a vacina é capaz de gerar proteção, estimular a produção de anticorpos (proteínas de defesa do organismo) e ativar células responsáveis por combater infecções.   *Com informações da FAPDF

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Com recordes de queda na criminalidade, DF investe em inteligência para enfrentar sensação de insegurança

Mesmo com sucessivas quedas nos índices criminais e resultados históricos — como o mês de fevereiro de 2026, que registrou o menor número de homicídios desde o início da série histórica, em 1977 —, o Distrito Federal ainda convive com um desafio que vai além dos números: a sensação de insegurança da população. Para enfrentar esse cenário com inteligência, dados e planejamento, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) recebeu, na última semana, os relatórios finais do projeto Cidade + Segura. A entrega marca o encerramento de um ciclo robusto de pesquisa aplicada, desenvolvido em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e a Universidade de Brasília (UnB), no âmbito do Programa Desafio DF. Mais do que um ato formal, a finalização dos relatórios simboliza um avanço estratégico, com uso de evidências, escuta ativa da população e análise qualificada de dados para a implementação de ações. Na última semana, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) recebeu os relatórios finais do projeto Cidade + Segura | Fotos: Divulgação/SSP-DF O projeto teve como foco compreender um fenômeno central para a segurança pública contemporânea: o medo do crime. Ao longo de dois anos, foram realizados diagnósticos, pesquisas de campo, grupos focais e desenvolvimento de soluções tecnológicas, o que permitiu uma leitura aprofundada sobre como e por que a população se sente insegura — mesmo diante da redução consistente dos indicadores criminais. “O Distrito Federal tem alcançado resultados históricos na redução da criminalidade, como demonstram os dados mais recentes. Mas segurança pública não se mede apenas por números. É fundamental que a população se sinta segura no seu dia a dia. Esse projeto nos permite compreender melhor essa percepção e agir de forma mais precisa, com políticas públicas orientadas por evidências e focadas na realidade das pessoas”, destacou o secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar. No Setor Comercial Sul, por exemplo, o estudo oferece subsídios técnicos para ações já em andamento, como a ampliação do videomonitoramento, a instalação de tecnologias inteligentes e a implantação da Unidade Integrada de Segurança Pública (Uisp) Ao todo, foram entregues quatro relatórios estruturantes que compõem o projeto Cidade + Segura: o diagnóstico distrital sobre o medo do crime, o planejamento estratégico, além de estudos específicos sobre o Setor Comercial Sul (SCS) e o sistema de transporte coletivo. “A FAPDF acredita na ciência como ferramenta concreta de transformação social. Os resultados deste projeto mostram como o conhecimento produzido pela academia pode orientar decisões mais eficientes e contribuir diretamente para a melhoria da segurança pública no Distrito Federal. Quando investimos em pesquisa aplicada, estamos investindo em soluções concretas para problemas complexos da sociedade”, destaca o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman. De acordo com Isângelo Senna, integrante da Comissão Técnica da SSP-DF responsável pelo acompanhamento do projeto, que é mestre e doutor com trajetória acadêmica dedicada aos estudos sobre Crime Prevention Through Environmental Design (CPTED) — em português: Prevenção do Crime por Meio do Design Ambiental — e medo do crime, a percepção de segurança é um fenômeno complexo, que envolve experiência subjetiva, sinais ambientais e confiança institucional. “Por isso, enfrentar esse desafio exige mais do que policiamento e estatística criminal: exige diagnóstico qualificado, escuta da população e intervenções baseadas em evidências sobre os fatores que moldam a percepção de segurança. Nesse contexto, a CPTED oferece uma contribuição importante ao demonstrar como o ambiente urbano pode ser planejado, manejado e qualificado para reduzir vulnerabilidades e fortalecer a sensação de segurança em uma perspectiva de segurança integral”, explicou o especialista. Responsável pela pesquisa, o professor Arthur Trindade Maranhão Costa evidencia a importância do material produzido para a segurança pública do Distrito Federal: “Diminuir a sensação de insegurança é um dos principais desafios do Distrito Federal. A pesquisa que realizamos, a pedido da SSP-DF, buscou levantar informações e dados que subsidiam políticas públicas voltadas para o tema”. O estudo, realizado ao longo de dois anos, visa compreender um fenômeno central para a segurança pública contemporânea: o medo do crime Os documentos revelam fatores que influenciam diretamente a percepção de insegurança, como desordens urbanas, iluminação precária, infraestrutura inadequada, presença institucional e experiências vividas pelos cidadãos em seus deslocamentos diários. A partir desses achados, foram formuladas recomendações concretas para orientar intervenções mais eficazes e integradas. No Setor Comercial Sul, por exemplo, o estudo oferece subsídios técnicos para ações já em andamento, como a ampliação do videomonitoramento, a instalação de tecnologias inteligentes e a implantação da Unidade Integrada de Segurança Pública (Uisp). Já no transporte coletivo, o levantamento aponta caminhos para fortalecer a segurança nos trajetos, com melhorias em iluminação, vigilância, canais de denúncia e prevenção ao assédio. [LEIA_TAMBEM]Outro destaque do projeto é o desenvolvimento de uma solução tecnológica baseada no conceito de CPTED, que permitirá à SSP-DF identificar e atuar de forma mais ágil em problemas urbanos que impactam diretamente a sensação de segurança, como falhas de iluminação, acúmulo de lixo e degradação de espaços públicos. Coordenado pelo Núcleo de Estudos sobre Violência e Segurança da UnB (Nevis), sob liderança do professor Arthur Trindade, o projeto mobilizou pesquisadores, especialistas e diversas áreas da própria SSP-DF, além de forças de segurança e outros órgãos do Governo do Distrito Federal, em um esforço integrado e multidisciplinar. A iniciativa também estabelece uma base inédita para a avaliação contínua das políticas públicas. Com a previsão de novas coletas de dados no segundo semestre de 2026, será possível comparar cenários antes e depois das intervenções — especialmente em áreas estratégicas como o SCS e o sistema de transporte —, mensurando com precisão os impactos das ações implementadas. Pesquisa A pesquisa que fundamenta o projeto Cidade + Segura contou com o apoio da FAPDF e representa um avanço na aplicação da ciência para o enfrentamento dos desafios da segurança pública. A iniciativa integrou produção acadêmica, análise de dados e desenvolvimento de soluções práticas, gerando diagnósticos qualificados sobre o medo do crime e a percepção de insegurança no DF. O estudo reforça o papel estratégico da pesquisa científica na formulação de políticas públicas mais eficientes, orientadas por evidências e voltadas à melhoria da qualidade de vida da população.

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Luz que ativa informação: pesquisa apoiada pela FAPDF é publicada na 'Nature Communications'

Imagine um dispositivo eletrônico que possa ser acionado não apenas por corrente elétrica, mas também por luz, como se um feixe luminoso funcionasse igual a um interruptor extremamente rápido e preciso. É justamente essa possibilidade que um estudo com participação do pesquisador Jorlandio Francisco Felix, professor associado da Universidade de Brasília (UnB) e líder do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS), ajuda a consolidar. Com mais de 50 artigos científicos publicados, o pesquisador atua na interface entre materiais bidimensionais, spintrônica e desenvolvimento de dispositivos avançados. A pesquisa foi apoiada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) por meio da chamada BIO Learning, vinculada ao edital Programa FAPDF Learning (2023), iniciativa da Fundação voltada ao fortalecimento da produção científica nas macroáreas bio, tech, gov e agro. O artigo foi publicado, em inglês, na revista Nature Communications (2025), uma das revistas científicas de maior prestígio internacional. O que está em jogo: o spin do elétron O estudo se insere na área da spintrônica, campo da física que explora o spin do elétron, uma propriedade quântica que pode ser entendida, de forma simplificada, como um “estado interno” da partícula, associado a dois valores possíveis e capaz de representar informação. Segundo o pesquisador, a diferença em relação à eletrônica tradicional é clara: “Enquanto a eletrônica convencional utiliza apenas a carga elétrica do elétron, a spintrônica explora também o spin como uma nova forma de codificar informação”. Jorlandio Francisco Felix, Leander Michels e integrantes do Laboratório de Instrumentação em Nanomateriais e Sensores (LabINS) da UnB | Foto: Reprodução/Instagram LabINS Na prática, isso pode permitir dispositivos menores, mais rápidos e com menor consumo de energia. Mas, para que isso se torne viável, é preciso conseguir controlar o spin de maneira eficiente. É justamente nesse ponto que o novo estudo avança. Luz como ferramenta de controle Os pesquisadores, em colaboração com profissionais do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), demonstraram que é possível utilizar luz para controlar a conversão entre uma corrente de spin (fluxo de informação baseado nessa propriedade quântica) em um sinal elétrico mensurável, processo conhecido como conversão spin–carga. Na prática, isso significa que a iluminação adequada pode intensificar o sinal, reduzi-lo, ou até anulá-lo completamente. Em vez de depender exclusivamente de correntes elétricas, o sistema pode ser modulado por luz. Esse resultado abre perspectivas para a chamada opto-spintrônica, área que integra propriedades ópticas e magnéticas para o desenvolvimento de tecnologias potencialmente mais eficientes. [LEIA_TAMBEM]Um material ultrafino com múltiplas possibilidades O experimento foi realizado utilizando dissulfeto de molibdênio (MoS₂), um material bidimensional, isto é, com espessura de ordem atômica. Materiais 2D são considerados estratégicos porque permitem miniaturização extrema e podem ser combinados em camadas, formando heteroestruturas com propriedades ajustáveis. Além disso, o MoS₂ apresenta uma vantagem adicional: deriva da molibdenita, principal minério do molibdênio, o que favorece sua disponibilidade quando comparado a outros materiais avançados. Um dos resultados mais relevantes do estudo foi identificar que a conversão spin–carga no MoS₂ não ocorre por um único caminho. Os pesquisadores mostraram que existem dois mecanismos físicos distintos, um associado às bordas metálicas dos flocos do material e outro relacionado à região interna semicondutora. Esses dois “canais” atuam simultaneamente e competem entre si. Dependendo da geometria dos flocos e da intensidade da luz, um pode se tornar dominante sobre o outro. Em determinadas condições, ambos podem se equilibrar, anulando o sinal. Essa compreensão traz maior clareza sobre os mecanismos físicos envolvidos e oferece mais previsibilidade para o projeto de dispositivos futuros. O controle óptico da corrente de spin pode beneficiar diversas áreas tecnológicas, abrangendo desde o desenvolvimento de memórias e lógicas spintrônicas com menor consumo energético até a criação de sensores acionados por luz, dispositivos híbridos e arquiteturas voltadas ao processamento neuromórfico ou analógico. Em perspectiva, sistemas integrados que combinam spin e luz podem contribuir para aumentar a velocidade de processamento e reduzir a dissipação de energia. *Com informações da FAPDF

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Pesquisa apoiada pela FAPDF compara exames de ingresso no ensino médio no Brasil e na China e revela impactos nos estudantes

Para celebrar o Dia Internacional da Educação, comemorado neste sábado (24), a FAPDF Destaca apresenta um estudo de 2016, fomentado pela fundação por meio da chamada pública Demanda Espontânea, mas ainda relevante dez anos depois, sobre os exames nacionais de acesso ao ensino superior que ocupam um papel central na trajetória educacional de milhões de jovens em todo o mundo. No Brasil, esse papel é exercido pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já na China, a principal porta de entrada para a universidade é o Gaokao, um exame nacional aplicado ao final do ensino médio e frequentemente comparado ao “Enem da China”. De forma semelhante ao Enem, o Gaokao é um exame em larga escala que avalia o desempenho dos estudantes e define o acesso ao ensino superior. Na China, porém, sua influência é ainda mais concentrada: em muitos casos, o resultado do Gaokao é o principal — e, por vezes, o único — critério para o ingresso na universidade. Isso faz com que a preparação para a prova marque profundamente a rotina escolar, os currículos do ensino médio e os projetos de vida dos estudantes e de suas famílias. É a partir dessa comparação que se desenvolve a pesquisa “Estudo comparado dos exames Enem (Brasil) e Gaokao (China): repercussões nos currículos do ensino médio e no acesso à educação superior de jovens brasileiros e chineses”, coordenada pela professora Wivian Weller, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB). O estudo contou com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do Edital Demanda Espontânea (2016), na área de Educação e Ciências Humanas. Embora finalizado em 2022, o estudo apresenta resultados consolidados que permanecem relevantes para compreender a dinâmica dos exames em larga escala e seus impactos no ensino médio. Wivian Weller: “Os resultados das pesquisas apoiadas pela FAPDF não se restringem à comunidade científica. Eles chegam às escolas, aos estudantes e à sociedade, ampliando o debate público e contribuindo para a construção de uma educação mais justa e equitativa” | Fotos: Divulgação/FAPDF O papel da FAPDF no fortalecimento das ciências humanas Segundo a pesquisadora, o apoio da FAPDF foi decisivo para a viabilização do projeto, especialmente no que diz respeito à realização do trabalho de campo e à consolidação das atividades de pesquisa. “Pesquisas na área da educação e das ciências humanas são fundamentais para compreender desafios complexos da sociedade e subsidiar a construção de políticas públicas mais eficazes. Ao apoiar estudos como este, a FAPDF contribui para a produção de conhecimento científico que ajuda a compreender desigualdades e a qualificar o debate educacional”, afirma o presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal, Leonardo Reisman. Para a coordenadora do projeto, o fomento de pesquisas nas áreas de Educação e Ciências Humanas é essencial para fortalecer a produção científica e ampliar o impacto social do conhecimento gerado. “Os resultados das pesquisas apoiadas pela FAPDF não se restringem à comunidade científica. Eles chegam às escolas, aos estudantes e à sociedade, ampliando o debate público e contribuindo para a construção de uma educação mais justa e equitativa”, conclui Wivian Weller. Exames em larga escala e trajetórias educacionais Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisa surgiu da necessidade de compreender a centralidade que o Enem e o Gaokao assumem nas trajetórias escolares e nos projetos de vida dos jovens brasileiros e chineses Segundo a coordenadora do estudo, a pesquisa surgiu da necessidade de compreender a centralidade que o Enem e o Gaokao assumem nas trajetórias escolares e nos projetos de vida dos jovens brasileiros e chineses. “A pesquisa foi desenvolvida com o intuito de compreender o funcionamento, a adequação e os objetivos dos dois maiores exames mundiais que dão acesso à educação superior, bem como as repercussões dessas avaliações nas trajetórias educacionais de estudantes brasileiros e chineses”, explica Wivian Weller. Embora esses exames sejam frequentemente associados a princípios de igualdade e meritocracia, por submeterem todos os candidatos às mesmas provas, o estudo destaca que modelos padronizados de avaliação convivem com desafios relacionados às desigualdades econômicas, regionais e sociais, bem como à diversidade dos sistemas educacionais e dos contextos vividos pelos estudantes. Ainda assim, tanto no Brasil quanto na China, os exames em larga escala tendem a permanecer como principal via de acesso ao ensino superior. Compreender sua dinâmica e seus efeitos é, portanto, fundamental para qualificar o debate sobre avaliação educacional. Metodologia e análise do cotidiano dos estudantes A investigação adotou como referência a Educação Comparada, com uma abordagem contextual, que busca compreender os sistemas educacionais a partir de suas especificidades históricas, culturais e sociais. Na prática, o estudo combinou análise documental, entrevistas com especialistas e aplicação de questionários a estudantes no Distrito Federal e em Pequim (China). "Ao apoiar estudos como este, a FAPDF contribui para a produção de conhecimento científico que ajuda a compreender desigualdades e a qualificar o debate educacional” Leonardo Reismann, presidente da FAPDF Os dados empíricos permitiram compreender, de forma concreta, a rotina dos estudantes durante o ensino médio, especialmente as estratégias adotadas por jovens e famílias na preparação para os exames nacionais. Parte desses resultados foi analisada em uma tese de doutorado desenvolvida no âmbito do projeto. “Nos dois países, as trajetórias escolares estão fortemente marcadas pela preparação para os exames nacionais. Apesar das diferenças culturais e institucionais, os jovens pesquisados alcançaram seus objetivos e ingressaram na universidade, ainda que por caminhos distintos”, observa Weller. Além das publicações científicas, os resultados da pesquisa foram apresentados em eventos acadêmicos nacionais e internacionais e compartilhados em palestras realizadas em escolas públicas de ensino médio no Distrito Federal, ampliando o diálogo com estudantes, professores e a comunidade escolar. Contribuições para reflexões educacionais e redução das desigualdades Entre os principais resultados do estudo, destaca-se sua relevância para o debate sobre o ensino médio e os modelos de avaliação utilizados para o acesso ao ensino superior. A pesquisa dialoga com temas como organização curricular, avaliação educacional e desafios relacionados às desigualdades no acesso à universidade. O estudo evidencia que Brasil e China, apesar de suas diferenças estruturais, enfrentam desafios comuns no campo educacional, especialmente no que se refere à ampliação do acesso de jovens de diferentes contextos sociais à educação superior. Nesse contexto, o conhecimento comparado produzido pela pesquisa contribui para oferecer subsídios qualificados ao debate educacional e ampliar a compreensão sobre os impactos dos exames em larga escala nas trajetórias juvenis.   *Com informações da FAPDF

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StartBSB encerra primeiro ciclo com apoio a 100 startups no Distrito Federal

A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) realizou, na noite dessa quinta-feira (18), o evento de encerramento do primeiro ciclo do StartBSB, programa voltado ao desenvolvimento de startups e negócios inovadores no Distrito Federal e na Região Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). A cerimônia ocorreu no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília, e marcou oficialmente a conclusão da primeira edição da iniciativa. Criado como uma política pública estruturante de fomento ao empreendedorismo inovador, o StartBSB celebrou, neste primeiro ciclo, resultados expressivos. Ao longo da etapa inicial do programa, 100 startups foram apoiadas, com acesso à formação empreendedora, mentorias especializadas e subvenção econômica, de acordo com o estágio de maturidade de cada negócio. O investimento total previsto para o programa é de R$ 41 milhões ao longo de três anos, distribuídos em três ciclos. O primeiro ciclo do programa StartBSB, dedicado ao desenvolvimento de startups e negócios inovadores, foi encerrado nessa quinta (18) | Foto: Divulgação/FAPDF Durante a abertura do evento, o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, destacou a ampliação dos investimentos públicos voltados às startups no Distrito Federal: “Em apenas um ano, a FAPDF conseguiu duplicar o número de startups apoiadas e triplicar o volume de investimentos. Passamos de 100 startups fomentadas em 2024, com R$ 14 milhões em investimentos, para mais de 200 em 2025, com recursos que ultrapassam R$ 40 milhões”. O StartBSB é estruturado em três eixos complementares, que acompanham diferentes momentos da jornada empreendedora. O Eixo I – Ideação e Desenvolvimento de Habilidades, executado pela Universidade de Brasília (UnB), por meio da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), é voltado a projetos em fase inicial. O Eixo II – Incubação e Pré-aceleração, conduzido pelo Instituto Multiplicidades, apoia startups em processo de estruturação e amadurecimento. Já o Eixo III – Aceleração, executado pela Cotidiano Aceleradora, é direcionado a negócios em estágio mais avançado, com foco em crescimento e consolidação no mercado. [LEIA_TAMBEM]Para o diretor-presidente da Finatec, professor doutor Daniel Monteiro Rosa, o eixo de ideação teve papel fundamental na transformação de ideias inovadoras em projetos estruturados, ao apoiar os empreendedores desde a fase inicial e oferecer base técnica, metodológica e empreendedora para que as propostas evoluíssem de forma consistente e alinhada às demandas do mercado. Na avaliação da diretora executiva do Instituto Multiplicidades, Cristiane Pereira, a etapa de incubação contribuiu diretamente para o fortalecimento dos modelos de negócio das startups participantes, permitindo o amadurecimento das soluções, a melhor estruturação dos modelos de negócio e o desenvolvimento de competências essenciais em gestão, estratégia e validação de mercado. Já o CEO e cofundador da Cotidiano Aceleradora, Andre Froes, destacou que o processo de aceleração foi decisivo para preparar as startups para os próximos desafios, ao impulsionar o crescimento, a tração e o posicionamento mais competitivo das empresas, tanto na atração de investimentos quanto na ampliação de mercado e na consolidação de produtos e serviços. Cerca de 220 pessoas participaram do evento, entre empreendedores, representantes das instituições executoras e integrantes do ecossistema de inovação Durante o evento, foram realizados painéis com startups finalistas de cada eixo, seguidos da premiação das três melhores iniciativas. No Eixo I – Ideação, foram premiadas as startups Endotech (1º lugar), Musicseat (2º lugar) e Estimanutri (3º lugar). No Eixo II – Incubação, receberam reconhecimento as startups Flly IA (1º lugar), Plataforma EnergyC (2º lugar) e Square City (3º lugar). Já no Eixo III – Aceleração, a startup Pick’n’Go conquistou o primeiro lugar, seguida por Arbor Garden (2º) e Biointech (3º). Ao longo do primeiro ciclo, a FAPDF destinou recursos de subvenção econômica às startups participantes, com valores que variaram conforme o eixo: até R$ 110 mil para projetos dos eixos de Ideação e Incubação e até R$ 200 mil para startups do eixo de Aceleração. Encerrando a programação, a superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPDF, Renata Vianna, apresentou um panorama dos programas da fundação, com destaque para iniciativas como Inovatec, Deep Tech e Centelha, reforçando as oportunidades de continuidade para empreendedores e pesquisadores. O evento reuniu cerca de 220 participantes, entre empreendedores, representantes das instituições executoras e integrantes do ecossistema de inovação. Ao concluir seu primeiro ciclo, o StartBSB reafirma o compromisso da FAPDF com o fortalecimento do empreendedorismo inovador no Distrito Federal. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)  

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Ciência em evidência e inovação em alta: 2025 projeta a FAPDF para todo o Brasil

A produção científica fomentada pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) alcançou, em 2025, projeção inédita, com pesquisas desenvolvidas no DF ganhando espaço frequente na imprensa local e nacional. A visibilidade evidenciou diversidade temática, qualidade técnica e impacto social, ao mesmo tempo em que a Fundação registrou um ciclo histórico de investimentos em inovação, fortalecendo o ecossistema empreendedor brasiliense. A FAPDF alcançou projeção inédita em 2025, com pesquisas desenvolvidas no DF ganhando espaço frequente na imprensa local e nacional | Fotos: Divulgação/FAPDF Parte dessa projeção veio da editoria FAPDF Destaca, publicada semanalmente no site e nas redes sociais da fundação, que se consolidou como vitrine permanente da ciência financiada no DF. Entre os projetos apresentados estão o Chip-Eny, da Universidade de Brasília (UnB), que combina látex da seringueira e luz de LED para regeneração de tecidos; a vacina antitumoral contra o câncer de mama agressivo, também da UnB; o Vector Tracking System (VTS), voltado ao monitoramento do Aedes aegypti; a pesquisa que mede cortisol em fios de cabelo, método rápido e não invasivo para avaliação do estresse; e o estudo sobre substância extraída de vespa com potencial no combate ao Alzheimer. [LEIA_TAMBEM]No campo do empreendedorismo, 2025 marcou um salto expressivo. Com novas edições dos programas StartBSB, Centelha e Tecnova Brasília, a FAPDF ampliou o apoio às startups do DF. Segundo o presidente da fundação, Leonardo Reisman, o número de empresas apoiadas dobrou, passando de 100 para 200, e os investimentos triplicaram, ultrapassando R$ 40 milhões em relação ao ano anterior. Um exemplo é a startup Virdia, integrante do StartBSB, que desenvolve soluções em compostagem automatizada, monitoramento da maturação de alimentos e lixeiras inteligentes com sensores. Em 2025, a tecnologia foi selecionada para testes no Porto do Itaqui, em São Luís (MA), demonstrando a capacidade de soluções locais alcançarem escala nacional. A startup Virdia, integrante do StartBSB, desenvolve soluções em compostagem automatizada, monitoramento da maturação de alimentos e lixeiras inteligentes com sensores A atuação internacional também foi ampliada com o programa FAPDF pelo Mundo, que fortaleceu redes de cooperação científica. Destaque para o Projeto Perception, em parceria com o Departamento de Engenharia Elétrica da UnB, apresentado na Universidade Politécnica de Madri e na Universidade de Vigo, na Espanha. A iniciativa integra hardware, inteligência artificial e comunicação via satélite para monitoramento do Cerrado e da Amazônia, gerando dados estratégicos para políticas públicas ambientais. Outro marco foi o 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizado no ano em que a Fundação completou 33 anos, com homenagens às pesquisadoras Mercedes Bustamante, Maria Sueli Felipe e Rose Monnerat. As trajetórias foram registradas na microssérie Memória Científica do DF, disponível no YouTube da Fundação. Internamente, a FAPDF manteve ações do Programa de Integridade e lançou o FAPDF Talks, com encontros presenciais sobre temas estratégicos. Para 2026, a agenda prevê a gestão do Centro Integrado de Inteligência Artificial (CIIA), o fomento a projetos governamentais inovadores pelo edital Desafio DF, o lançamento do programa de governança da fundação — o Teia —  e o novo edital Deep Tech, para mais investimento a startups inovadoras do DF, com suporte de até R$ 11,5 milhões. Além disso, a FAPDF participa da campanha nacional “A ciência está em todo lugar”, reunindo as 27 FAPs do Brasil, por meio do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que em 2026 completa 20 anos. *Com informações da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF)

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Brasília recebe fórum nacional sobre empregabilidade de pessoas autistas

Apesar dos avanços no debate sobre diversidade e inclusão, jovens e adultos autistas ainda enfrentam barreiras significativas para acessar e permanecer no mercado de trabalho. Foi diante desse cenário que Brasília sediou, nesta segunda-feira (15), o 1º Fórum da Empregabilidade e das Relações Profissionais Saudáveis para o Jovem e o Adulto Autista, encontro nacional dedicado a discutir caminhos concretos para uma inclusão profissional mais justa, efetiva e sustentável. Realizado no Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com programação presencial e transmissão online, o evento reuniu especialistas, gestores públicos, empresas, universidades, organizações da sociedade civil, famílias e a comunidade autista. A iniciativa foi realizada pela Major Tom Comunicação e Publicidade, com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Presente na cerimônia de abertura, o diretor-presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, destacou que a pauta da empregabilidade de pessoas autistas precisa ser tratada como prioridade pelo poder público. Segundo ele, o desafio passa, especialmente, pela atuação do poder público enquanto empregador. “O governo é o maior empregador do Distrito Federal e, muitas vezes, nossas áreas de gestão de pessoas ainda não estão preparadas para realizar as melhores alocações e extrair, com excelência, o potencial de jovens e adultos autistas. Fóruns como este são essenciais porque informam não apenas a sociedade, mas também o próprio Estado, que precisa se preparar para ser mais inclusivo”, completou. Realizado no Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com programação presencial e transmissão online, o evento reuniu especialistas, gestores públicos, empresas, universidades, organizações da sociedade civil, famílias e a comunidade autista | Foto: FAPDF/Divulgação A mesa de abertura contou ainda com autoridades estratégicas para a pauta do autismo no Distrito Federal, entre elas o deputado distrital Eduardo Pedrosa, presidente da Frente Parlamentar do Autismo do DF; o presidente da Specialisterne Brasil, Marcelo Vitoriano; a diretora de Inclusão Profissional da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Andressa Matias; a subsecretária da Subsecretaria de Saúde Mental, Fernanda Falcomer; e Célia Leão, que representou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. A diretora de Inclusão Profissional da Secretaria da Pessoa com Deficiência, Andressa Matias, reforçou a importância de olhar para a empregabilidade a partir de uma perspectiva humana e estruturada. “Falar de inclusão profissional é falar de acessibilidade, de respeito às singularidades e de ambientes preparados para acolher diferentes formas de existir e trabalhar. Pessoas autistas têm competências valiosas e precisam de oportunidades reais”, destacou. Já o deputado distrital Eduardo Pedrosa, presidente da Frente Parlamentar do Autismo do Distrito Federal, ressaltou o papel das políticas públicas na transformação desse cenário. “A inclusão de jovens e adultos autistas no mercado de trabalho precisa sair do discurso e se transformar em ação concreta, com políticas públicas, protocolos e compromissos institucionais claros”, afirmou. Representando a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, Célia Leão também se pronunciou durante a mesa de abertura e enfatizou o caráter coletivo da pauta da inclusão. “Quando falamos em inclusão, estamos falando de um compromisso coletivo. Nós, enquanto sociedade e enquanto poder público, precisamos garantir que todas as pessoas tenham oportunidades reais, sejam tratadas com dignidade e tenham suas capacidades reconhecidas”, afirmou. Segundo ela, a construção de políticas públicas voltadas às pessoas autistas deve ser orientada pelo princípio da equidade. “Tratar todos de forma igual não é ignorar as diferenças, mas oferecer as condições necessárias para que cada pessoa possa desenvolver seu potencial e participar plenamente da vida social e profissional”, completou. O fórum contou ainda com a participação do presidente da Specialisterne Brasil, Marcelo Vitoriano. A Specialisterne é uma empresa global socialmente inovadora, presente em 26 países, especializada na oferta de serviços na área de Tecnologia da Informação (TI), como tratamento de dados e documentos, testes de software e qualidade (QA), além de software e operações. Reconhecida internacionalmente, a organização foi a primeira empresa no mundo a estruturar modelos de negócios baseados no aproveitamento das habilidades de pessoas autistas, formando equipes de consultores capazes de atuar com alto nível de qualidade, rendimento e precisão — características frequentemente associadas à chamada “paixão pelos detalhes”. Além da atuação no mercado, a Specialisterne desenvolve um Programa de Formação Inicial voltado a pessoas autistas nas áreas de TI e sociolaboral, com foco na identificação e no desenvolvimento de talentos individuais, promovendo inclusão profissional a partir de uma lógica de vantagem competitiva e impacto social. Ao longo da programação, o fórum promove palestras magnas, painéis técnicos, debates interativos e a apresentação de cases nacionais e internacionais. Um dos destaques foi a construção colaborativa da TéIA — Manual Interativo de Boas Práticas para a Empregabilidade, iniciativa inovadora que utiliza inteligência artificial para apoiar empresas e instituições na adoção de práticas inclusivas voltadas a jovens e adultos autistas. Para o Distrito Federal, o fórum chama a atenção para o papel de Brasília como espaço de diálogo, inovação social e formulação de políticas públicas voltadas à inclusão. A iniciativa contribui para o fortalecimento de práticas inclusivas no setor público, mobiliza empresas e instituições de ensino e pesquisa e amplia o debate sobre empregabilidade a partir de uma perspectiva ética e baseada em evidências. O evento contou ainda com apoio institucional e parcerias da Specialisterne, parceiro estratégico internacional, do Espaço Vivências, da Câmara Legislativa do Distrito Federal e da Universidade de Brasília (UnB). Serviço 1º Fórum da Empregabilidade e das Relações Profissionais Saudáveis para o Jovem e o Adulto Autista Local: Auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal Data: 15 e 16 de dezembro de 2025 Horário: 8h às 18h Público-alvo: profissionais de RH, gestores públicos, empresários, estudantes, familiares e pessoas autistas Indicação: Livre Inscrições: https://tea.mjtom.com.br Inclusão: Tradução em libras e legendagem *Com informações da FAPDF    

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AgroTech Brasília 2025 amplia debate sobre tecnologia e produtividade no campo

De quinta-feira (27) a domingo (30), o Estacionamento 6 do Parque da Cidade Sarah Kubitschek recebe o AgroTech Brasília 2025, encontro dedicado a promover soluções inovadoras para o setor agropecuário e fortalecer o uso de tecnologias que ampliam a produtividade e a sustentabilidade no campo. A entrada é gratuita. Ao longo dos quatro dias, produtores rurais, empresários, pesquisadores, estudantes e profissionais do setor terão acesso a uma programação que aproxima o público das transformações já em curso no agronegócio. A iniciativa é uma realização do Movimento Inova e conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da Secretaria de Agricultura (Seagri). A programação do AgroTech reúne atividades que exploram desde técnicas de manejo até ferramentas digitais aplicadas à rotina rural. O público poderá acompanhar debates sobre sustentabilidade, oficinas práticas, demonstrações de tecnologias emergentes e apresentações de especialistas que atuam em diferentes áreas da cadeia produtiva. Entre os temas abordados ao longo do evento estão soluções biotecnológicas que ampliam a adaptação das culturas ao clima do Cerrado, uso de drones e inteligência artificial para monitoramento de lavouras, sensores que fornecem dados do solo e do microclima em tempo real, estratégias de agricultura de precisão voltadas ao uso eficiente de insumos, ferramentas digitais para treinamento e planejamento de atividades agrícolas. Além dos conteúdos técnicos, o AgroTech também contará com painéis temáticos, debates com especialistas da Universidade de Brasília (UnB), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Distrito Federal (Senar-DF) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), além de atividades que abrangem desde sustentabilidade e segurança alimentar até inovação social e conectividade no campo. A diversidade da programação cria um panorama amplo das tendências que estão moldando o futuro do agro no Distrito Federal. A programação do AgroTech reúne atividades que exploram desde técnicas de manejo até ferramentas digitais aplicadas à rotina rural | Foto: Divulgação/FAPDF A programação também inclui oficinas técnicas e experiências imersivas, com atividades de realidade virtual, demonstrações de processos produtivos e ações de capacitação voltadas a produtores de diferentes portes. Entre elas, destacam-se as oficinas realizadas em parceria entre FAPDF e Senar, que apresentarão drones, produção de mudas e aplicações de óculos de realidade virtual no agro. O evento também receberá o AgroTech Podcast Studio, com uma série de entrevistas e conversas sobre temas como protagonismo feminino no campo, pastagens sustentáveis, conectividade rural, produção de café no Cerrado e inovação em cadeias produtivas regionais. Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino, o evento consolida o papel estratégico da tecnologia como motor de desenvolvimento econômico e sustentável no campo. “O AgroTech Brasília não é apenas uma vitrine de inovações, mas a prova de que o agronegócio moderno é, essencialmente, um setor de ciência aplicada. Quando trazemos inteligência artificial, biotecnologia e conectividade para o produtor rural, estamos transformando dados em eficiência e desafios climáticos em novas oportunidades. O apoio da Secti a este evento reforça nosso compromisso em integrar o ecossistema de inovação do Distrito Federal às demandas reais do campo, garantindo que a nossa produção seja cada vez mais precisa, competitiva e sustentável”, destacou. Segundo o secretário de Agricultura do DF, Rafael Bueno, o AgroTech Brasília vem para firmar o Distrito Federal como um polo de inovação agropecuária e reforçar o alinhamento entre o setor produtivo, as instituições parceiras e a gestão pública. “Este é um espaço onde compartilhamos conhecimento, apresentamos resultados de ações em andamento e reafirmamos o compromisso com a construção de um campo mais tecnológico, sustentável e competitivo. A Seagri-DF reconhece a importância desse diálogo para orientar iniciativas que estimulem a modernização da agropecuária, aproximem o conhecimento técnico de quem produz e promovam um desenvolvimento rural sustentável, seguro e alinhado às demandas atuais”, afirmou. *Com informações da FAPDF

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Mulheres que inspiram: 4º Prêmio de CT&I do DF celebra protagonismo feminino na ciência e na inovação

O 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação foi realizado na noite dessa terça-feira (4), no Clube de Engenharia, reunindo autoridades e pesquisadores para reconhecer iniciativas que transformam o Distrito Federal por meio da pesquisa e do conhecimento. A data desta edição foi escolhida em comemoração ao aniversário de 33 anos da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), criada em 4 de novembro de 1992 pela Lei nº 347 e implementada no ano seguinte. O evento destacou o protagonismo feminino na construção do conhecimento e no fortalecimento da pesquisa no Distrito Federal. Entre as homenageadas estavam a vice-governadora Celina Leão, a superintendente de Ciência, Tecnologia e Inovação da FAPDF, Renata Vianna, e as professoras Rose Monnerat, Mercedes Bustamante e Maria Sueli Felipe — três referências nacionais que simbolizam a força das mulheres na ciência. Mercedes, reconhecida por sua atuação internacional em pesquisas sobre ecologia do Cerrado e mudanças ambientais globais, foi representada por sua filha, Helena Bustamante. O 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação destacou o protagonismo feminino na construção do conhecimento e no fortalecimento da pesquisa no Distrito Federal | Fotos: Marck Castro/FAPDF Reconhecimento O diretor-presidente da fundação, Leonardo Reisman, destacou o papel estratégico da FAPDF no fomento à ciência e à inovação, reforçando a valorização da pesquisa e do protagonismo feminino: “Antes de tudo, é preciso valorizar a pesquisa e a ciência — pilares que sustentam o desenvolvimento do Distrito Federal. E, em especial, reconhecer a força das mulheres que impulsionam esse avanço. As pesquisadoras homenageadas representam o que temos de mais inspirador: suas trajetórias mostram como a ciência pode transformar o Cerrado, a saúde, a agricultura e a sustentabilidade. Ainda enfrentamos desafios de representatividade, mas iniciativas como esta reafirmam o potencial e a importância das nossas pesquisadoras”. Leonardo também ressaltou o orgulho de ver a FAPDF composta majoritariamente por mulheres em cargos de liderança, o que, segundo ele, reflete um legado de competência e reforça o compromisso coletivo da instituição. A vice-governadora Celina Leão destacou a força e a representatividade das mulheres na ciência e na gestão pública: “A FAPDF é um orgulho para o Governo do Distrito Federal. As mulheres aqui homenageadas representam a força da mulher brasileira, que pode e deve ocupar todos os espaços — especialmente na pesquisa. Ainda é um terreno árido em muitas áreas, mas seguimos avançando. Hoje, a FAPDF desenvolve projetos em parceria com as secretarias de Saúde, de Segurança Pública e de Educação, aplicando inovação tecnológica para melhorar a vida da população. Essas mulheres mostram que é possível transformar o Cerrado e o país com sustentabilidade, conhecimento e coragem”, afirmou. Celina Leão, vice-governadora do DF: "Hoje, a FAPDF desenvolve projetos em parceria com as secretarias de Saúde, de Segurança Pública e de Educação, aplicando inovação tecnológica para melhorar a vida da população" O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF, Rafael Vitorino, reforçou o compromisso do Governo do Distrito Federal com o investimento contínuo em ciência e tecnologia, destacando o papel da FAPDF como protagonista nesse avanço. “O GDF acredita que investir em ciência é investir no desenvolvimento e no futuro. Isso se reflete aqui neste prêmio: o investimento em pesquisa abre caminhos, gera oportunidades e deixa um legado que ultrapassa gerações”, declarou. O secretário de Governo do DF, José Humberto Pires de Araújo, reforçou que o verdadeiro resultado do trabalho da fundação está refletido nas pessoas que transformam o DF por meio da pesquisa e da inovação: “O maior resultado do trabalho da FAPDF está aqui: ver o Distrito Federal cheio de homens e mulheres que estão à frente da ciência, da tecnologia e da inovação. Esse é o legado de uma política pública que acredita nas pessoas e aposta no conhecimento como força transformadora. A fundação tem cumprido um papel essencial ao apoiar quem pesquisa, quem cria e quem faz o DF avançar”. Premiações e categorias O 4º Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação reconheceu pesquisadores, estudantes, startups, profissionais de comunicação, bolsistas e servidores que se destacaram no avanço da ciência e da inovação no Distrito Federal. A iniciativa contemplou diferentes categorias, valorizando desde o desenvolvimento científico e tecnológico até a divulgação e a aplicação prática do conhecimento. Os valores das premiações chegaram a R$ 12 mil, de acordo com cada categoria e colocação. José Humberto Pires de Araújo, secretário de Governo do DF: "O maior resultado do trabalho da FAPDF está aqui: ver o Distrito Federal cheio de homens e mulheres que estão à frente da ciência, da tecnologia e da inovação" Na categoria Pesquisador Destaque, foram premiados trabalhos de excelência em três grandes áreas do conhecimento. Em Ciências da Vida, os vencedores foram Eliete Neves da Silva Guerra (1º lugar), Jonato Prestes (2º) e João Luiz Quagliotti Durigan (3º). Em Ciências Exatas, o reconhecimento foi para Alberto José Alvares (1º), Fábio Comes de Castro (2º) e Roberto de Souza Baptista (3º). Já em Ciências Humanas, o prêmio foi concedido à pesquisadora Marta Helena de Freitas (1º lugar). Na categoria Pesquisadores Inovador, voltada à aplicação de soluções tecnológicas em diferentes contextos, os premiados foram Márcia Renata Mortari (1º lugar) e João Paulo Figueiró Longo (2º) na modalidade de Inovação para o Setor Privado e Renato Alves Borges (1º) em Inovação para o Setor Público, todos reconhecidos pela relevância de suas contribuições ao setor empresarial. Na categoria Startup Inovadora, que celebra o empreendedorismo científico e o impacto tecnológico no mercado, receberam o prêmio João Daivison Silva Ramalho, na modalidade acelerada, e Gustavo Adolfo Marcelino de Almeida Nunes, na modalidade não acelerada. A cerimônia também marcou o lançamento do volume IV da revista Diálogo Científico, publicação da FAPDF que reúne resultados de pesquisas financiadas pela Fundação em diversas áreas do conhecimento Os bolsistas de iniciação científica também foram reconhecidos pelo desempenho em pesquisas fomentadas pela FAPDF. Em Ciências da Vida, foram premiados Luiza Helena de Sousa Bahia (1º lugar), Yasmin Lacerda Lopes (2º) e Vitor Hugo Moraes de Lima (3º). Em Ciências Humanas, os destaques foram Natália Correia Pimenta (1º), Aimeê Eduarda Vieira Borges (2º) e Sofia Marcondes da Silva Leal (3º). Entre os Profissionais de Comunicação, foram reconhecidas Juliana Soares Mendes (Podcast) e Eliane Gonçalves de Araújo (Telejornalismo), pelo papel fundamental na divulgação científica e na aproximação entre ciência e sociedade. Na categoria Estudante Destaque, que valoriza talentos do ensino básico engajados em projetos de iniciação científica, as vencedoras foram Stephany Santana de Araújo, da escola pública, orientada pelo professor José Matheus Lima Gomes da Silva; e, na modalidade escola privada, Arissa Jia Nirmal (orientada por Natália de Oliveira Duplan) e Andressa Gabrielly Souza Santos (orientadora: Milena Souza da Silva). O Servidor Destaque da FAPDF foi Danilo da Silva Maciel, assessor de Coordenação de Bolsas e Eventos (Coobe), reconhecido pela contribuição às ações de gestão e fomento da Fundação. Além disso, receberam menções honrosas as servidoras da FAPDF Lanna Neves e Marcilene Bonfim, em reconhecimento ao comprometimento e à excelência no desempenho de suas funções. [LEIA_TAMBEM]Lançamento A cerimônia também marcou o lançamento do volume IV da revista Diálogo Científico, publicação da FAPDF que reúne resultados de pesquisas financiadas pela fundação em diversas áreas do conhecimento. A nova edição reforça o compromisso da instituição com a divulgação científica e o acesso aberto ao conhecimento, aproximando a sociedade dos resultados das pesquisas realizadas no Distrito Federal. A programação foi encerrada com uma fala de Leonardo Reisman, que parabenizou toda a equipe da FAPDF pelo comprometimento e pelo trabalho coletivo que têm fortalecido a Fundação ao longo dos anos. “Nada disso seria possível sem o empenho e a dedicação de cada servidor e servidora que fazem parte desta história”, destacou. Para acessar o Diálogo Científico - Volume 4 (2025), clique aqui. Também é possível ter acesso todos os periódicos clicando neste link. *Com informações da FAPDF

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Pesquisa apoiada pela FAPDF aproxima produção acadêmica e cenário cultural independente

Desenvolvido pela Universidade Católica de Brasília (UCB) com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), o projeto Cultura Pop e Sociedade Contemporânea no Distrito Federal analisa a cena criativa local e propõe um novo olhar sobre a cultura popular como campo de pesquisa e produção de conhecimento. A iniciativa foi viabilizada por meio do edital Demanda Espontânea (2022). Coordenado pelo professor Ciro Inácio Marcondes, do mestrado profissional em inovação em comunicação e economia criativa da Universidade Católica de Brasília, o projeto conecta teoria crítica, economia criativa e expressões culturais contemporâneas. A iniciativa parte da ideia de que produtos considerados populares — como quadrinhos, filmes e canções — são também expressões legítimas de pensamento estético, social e político, merecendo o mesmo olhar analítico dedicado às chamadas altas artes. Segundo o pesquisador, “a cultura pop sempre foi vista como entretenimento, mas ela é também um campo fértil para entender quem somos, o que consumimos e como nos expressamos no mundo contemporâneo”. Entre a teoria crítica e os super-heróis Inspirado por autores como Theodor Adorno, Walter Benjamin e Henry Jenkins, o projeto examina como a antiga noção de indústria cultural se transformou em um ecossistema de participação e convergência digital. Esses três pensadores, de épocas diferentes, têm em comum o interesse por compreender como a arte e a mídia moldam a sociedade: enquanto Adorno analisou os efeitos da padronização cultural na era industrial, Benjamin viu nas novas tecnologias uma oportunidade de ampliar o acesso à arte, e Jenkins, já no contexto das redes digitais, destacou o papel ativo do público na criação e circulação de conteúdos. Mais do que um estudo teórico, o projeto se consolidou como uma plataforma de valorização da produção cultural local | Fotos: Divulgação/FAPDF Essa perspectiva deu origem ao Pop ao Cubo, um canal-laboratório que mistura audiovisual, jornalismo e design para investigar o universo pop brasiliense.  “Queríamos criar um espaço experimental, onde os alunos pudessem pensar cultura de forma crítica e, ao mesmo tempo, produzir conteúdo acessível, com linguagem pop e contemporânea”, destaca Ciro. O formato foi desenvolvido de forma colaborativa, com a participação de alunos dos cursos de jornalismo, publicidade, design e cinema da Universidade Católica de Brasília (UCB) em todas as etapas — da criação da identidade visual à gravação e edição dos vídeos. O resultado é um retrato plural da produção cultural do Distrito Federal, com destaque para artistas, músicos e realizadores independentes de diferentes regiões administrativas. Entre as produções, uma entrevista com o rapper GOG — sigla de Genival Oliveira Gonçalves — se tornou um dos pontos altos do projeto. Conhecido como Poeta do Rap Nacional, GOG é uma referência do hip-hop brasileiro e ícone da cultura de resistência do Distrito Federal, com trajetória marcada pelo engajamento social, pela valorização da periferia e pela força poética de suas letras. Brasília como cena e memória Mais do que um estudo teórico, o projeto se consolidou como uma plataforma de valorização da produção cultural local. A equipe realizou um mapeamento inédito de quadrinistas, músicos e cineastas do DF, revelando uma cena vibrante que vai muito além do Plano Piloto. Os participantes do projeto criaram Pop ao Cubo, um canal-laboratório que mistura audiovisual, jornalismo e design para investigar o universo pop brasiliense Entre os produtos estão 24 vídeos publicados no YouTube e nas redes sociais do projeto, divididos entre entrevistas, coberturas e debates sobre o cenário criativo do Distrito Federal. As produções apresentam artistas, produtores, designers, músicos e técnicos ligados à cultura pop local, com atenção à diversidade racial, de gênero e territorial. O canal também realizou coberturas de eventos culturais, incluindo a participação na Comic Con Experience 2024 (maior convenção de cultura pop da América Latina, dedicada a quadrinhos, cinema, séries e games), onde a equipe registrou painéis, lançamentos e bastidores — ampliando a visibilidade do projeto e sua conexão com o universo que estuda. Outra entrega importante é a coletânea digital de quadrinhos brasilienses, que reunirá artistas de diferentes gerações em torno da identidade cultural do DF. A antologia busca registrar a história e a estética das HQs produzidas na cidade, valorizando tanto nomes consolidados quanto novos talentos da cena independente. O projeto prevê ainda uma exposição de originais e uma feira de quadrinhos na Universidade Católica de Brasília (UCB), que reunirá artistas, editoras e o público em um espaço de troca e comercialização. Essas ações aproximam arte, pesquisa e mercado criativo, reforçando o papel do projeto como ponte entre o ambiente acadêmico e a produção cultural do Distrito Federal. Segundo Ciro, a ideia é dar visibilidade a um fenômeno que já existe em Brasília, historicamente e contemporaneamente. "Ainda não há uma antologia que reúna o melhor dessa produção, e queremos que o projeto funcione como um retrato da identidade brasiliense”, completa. Apoio que transforma teoria em prática Com investimento de R$ 45 mil, o apoio da FAPDF viabilizou bolsas de iniciação científica, produção audiovisual e editorial, festivais e eventos. O fomento foi decisivo para consolidar o projeto como uma experiência pioneira de integração entre ciência, cultura e inovação. “Quando falamos em pesquisa, não tratamos apenas das áreas de bio, agro ou tech. A ciência também está presente nas artes e nas áreas humanas. Por isso, a FAPDF apoia e fomenta projetos como este, que ampliam o alcance do conhecimento e fortalecem a produção cultural do Distrito Federal”, afirma Leonardo Reisman, presidente da fundação. Para o pesquisador, o apoio da fundação foi determinante para transformar ideias em entregas concretas. “Sem o fomento da FAPDF, não teríamos conseguido reunir equipe, equipamentos e estrutura. Foi o que nos permitiu transformar teoria em prática e alcançar o público para além dos muros da universidade”, afirma. Encerrando sua primeira fase, o Pop ao Cubo se destaca ao unir teoria e criatividade em um mesmo movimento. A continuidade da iniciativa prevê novas parcerias e abordagens, explorando territórios simbólicos ainda pouco estudados — e reafirmando que pensar o mundo também pode ser pop. *Com informações da FAPDF

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Evento debate marcos legais, incentivos fiscais e estratégias conjuntas para fortalecer inovação no DF

A Jornada Nacional de Inovação da Indústria — Etapa Distrito Federal — reuniu, na última terça-feira (14), no Parque Tecnológico de Brasília (Biotic), representantes do governo, da academia e do setor produtivo para discutir os principais desafios e caminhos para o avanço da inovação no país. Organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Sistema Fibra, com apoio do Sebrae e da FAPDF, o evento teve como propósito promover um espaço de diálogo e cocriação de soluções para impulsionar a inovação, a competitividade e o desenvolvimento econômico sustentável. Entre os principais entraves identificados, destacaram-se a falta de informações acessíveis sobre mecanismos de fomento e a escassez de recursos financeiros. As causas apontadas incluíram a complexidade das informações disponíveis, a dificuldade das empresas em localizar oportunidades de financiamento e a ausência de estratégias integradas para buscar recursos de forma mais eficiente. Como soluções, os participantes propuseram ações de capacitação empresarial, o desenvolvimento de tecnologias de apoio, como plataformas baseadas em inteligência artificial para direcionar editais conforme o perfil das empresas, e o reforço da articulação público-privada para dinamizar o acesso a recursos e parcerias. Os resultados esperados com essas iniciativas incluem o aumento da produtividade, o crescimento de empresas inovadoras, a geração de empregos de alta qualificação e o fortalecimento da competitividade regional. O evento teve como propósito promover um espaço de diálogo e cocriação de soluções para impulsionar a inovação, a competitividade e o desenvolvimento econômico sustentável | Foto: Divulgação/FAPDF Integração Para a superintendente da FAPDF, Renata Vianna, o encontro evidenciou a importância da integração entre governo, universidades e setor produtivo — o que ela definiu como o funcionamento pleno da “tríplice hélice da inovação”. “Foi um enorme prazer ouvir as experiências e entender as dores que são comuns em polos diferentes. Isso mostra o quanto precisamos trabalhar juntos. Quando conseguimos envolver a academia e o setor produtivo, vemos a roda começar a girar. Se a tríplice hélice funcionar aqui no DF, mudamos a matriz econômica”, afirmou. A Jornada Nacional de Inovação da Indústria faz parte de um movimento nacional que percorre as cinco regiões do país, somando 27 encontros estaduais e cinco regionais, com o objetivo de mapear desafios e propor soluções sustentáveis e tecnológicas para o futuro da indústria brasileira. A mesa de abertura contou com a presença de Márcio Guerra (Observatório Nacional da Indústria), Rose Rainha (Sebrae/DF), Luciano Carvalho (Biotic), Pedro Verano (Fibra), Leonardo Sant’Anna (Secti-DF), Renata Vianna (FAPDF), Hideraldo Luiz de Almeida (MCTI) e Graciomário de Queiroz (Fibra). Na ocasião, a superintendente do Sebrae no Distrito Federal, Rose Rainha, destacou o protagonismo das micro e pequenas empresas no processo de transformação digital e na transição ecológica da indústria. “A inovação é um movimento coletivo. É nas pequenas empresas, nas startups e nos empreendedores que nascem muitas das soluções que moldam o futuro. A Jornada é uma oportunidade de conectar essas ideias ao setor produtivo”, afirmou Rainha. “Foi um enorme prazer ouvir as experiências e entender as dores que são comuns em polos diferentes. Isso mostra o quanto precisamos trabalhar juntos. Quando conseguimos envolver a academia e o setor produtivo, vemos a roda começar a girar. Se a tríplice hélice funcionar aqui no DF, mudamos a matriz econômica” Renata Vianna, superintendente da FAPDF   A programação incluiu painéis, oficinas e cinco salas temáticas sobre temas estratégicos como Indústria Sustentável, Transformação Digital, Futuro do Trabalho, Ecossistemas de Inovação e Marcos Legais de Fomento. Os resultados desses debates serão apresentados no Congresso Nacional de Inovação, previsto para março de 2026. Parcerias que geram resultados concretos Desde 2019, a FAPDF e o Sistema Fibra mantêm uma cooperação permanente voltada ao fortalecimento da inovação, da produtividade e da qualificação profissional no Distrito Federal. Entre os resultados mais expressivos dessa parceria estão: - O Hub da Indústria do DF, um espaço que funciona como ponto de encontro para atividades de capacitação de micro e pequenas indústrias e que foi lançado em 2025 com investimento de R$ 900 mil da FAPDF; - O Programa DF+ que, com objetivo de aumentar a produtividade das empresas por meio de consultorias, recebeu investimento de mais de R$ 8 milhões da FAPDF. Entre 2020 e 2024, o programa realizou 444 consultorias gratuitas, 54 mil horas de capacitação e aumentou em média 79% a produtividade das empresas participantes; - A série audiovisual A Força da Indústria do DF, que apresenta histórias de sucesso, como a da CoPack Embalagens, empresa com sede em Brasília que registrou aumento de 20% no faturamento após a mentoria do programa; Essas ações reforçam o papel da FAPDF como articuladora do ecossistema de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e consolidam o Distrito Federal como referência nacional na integração entre pesquisa, tecnologia e setor produtivo. *Com informações da FAPDF

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Abertas inscrições para o sétimo período dos programas de difusão científica Participa e Publica

O Programa Difusão Científica da FAPDF está com inscrições abertas até esta quinta-feira (4), para o sétimo período dos editais 02/2025 (FAPDF Participa) e 03/2025 (FAPDF Publica), voltados ao fortalecimento da produção e da circulação do conhecimento científico no Distrito Federal. Arte: FAPDF O edital FAPDF Participa seleciona propostas de apoio à participação em eventos, cursos de curta duração e visitas técnicas, com atividades previstas para os meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Já o edital FAPDF Publica tem como objetivo incentivar a publicação de artigos científicos em todas as áreas do conhecimento, com foco na ampliação da visibilidade da produção científica do Distrito Federal em periódicos qualificados. Para participar, os interessados devem acessar o site da FAPDF, ler atentamente os editais e submeter suas propostas dentro do prazo previsto. *Com informações da FAPDF

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Projeto Agroflorestando promove restauração produtiva e engajamento comunitário no Cerrado

Conciliar práticas agrícolas com a recuperação do solo e da vegetação nativa é o objetivo central do projeto Agroflorestando, coordenado pela professora Cristiane Gomes Barreto, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), com apoio da FAPDF por meio do Edital Learning 2023. Bióloga formada pela UnB, Cristiane construiu uma carreira marcada pelo diálogo entre ciência e políticas públicas ambientais. Após experiências em zoologia, consultoria e licenciamento, retornou à universidade para o doutorado em Desenvolvimento Sustentável, onde investigou a história ambiental e a paisagem.  Desde 2016, como servidora, atua em projetos voltados à restauração ecológica, agricultura familiar e inovação social. O Agroflorestando foi estruturado em três eixos: o fortalecimento comunitário, a análise de recursos tangíveis como mudas e sementes nativas, e a inovação social por meio de oficinas e trocas de conhecimento. Essa abordagem integrada permitiu envolver estudantes de mestrado e doutorado, agricultores e jovens do meio rural, ampliando a circulação de saberes e práticas sustentáveis. Brigadistas e agricultores familiares durante atividade de análise de solo nas oficinas do projeto | Foto: Divulgação/Projeto Agroflorestando Entre as atividades realizadas, destacam-se as oficinas de tecnologias sociais, como a oficina com jovens do Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar (PADEF) e a oficina sobre combate ao fogo, que reuniu agricultores familiares, brigadistas e especialistas da área. Esses encontros resultaram não apenas em troca de experiências, mas também na criação de metodologias comunitárias para prevenção e enfrentamento de incêndios, um dos principais desafios ambientais do Cerrado. Os avanços já são expressivos. No campo científico, o projeto contabiliza cerca de dez trabalhos apresentados em congressos, artigos submetidos e três trabalhos acadêmicos em andamento. No aspecto social, houve a criação de uma associação de jovens agricultores no assentamento Osiel Alves, passo decisivo para a gestão coletiva de iniciativas locais. Já os impactos ambientais incluem o retorno da fauna — aves, répteis e mamíferos — às áreas em processo de restauração. O percurso também envolveu desafios. O alto custo de mudas nativas e um incêndio que destruiu parte de uma área restaurada exigiram resiliência e criatividade da equipe. Como resposta, foram desenvolvidos cinco protótipos comunitários de baixo custo para prevenção e combate ao fogo, além de equipamentos e metodologias que agora começam a ser replicados em territórios da agricultura familiar. O apoio da FAPDF foi essencial para garantir bolsas de pesquisa e a participação direta de agricultores, promovendo engajamento comunitário sem prejuízo às atividades produtivas. Agora, a iniciativa caminha para uma nova etapa: a construção de uma fábrica comunitária, que será gerida pela associação de jovens agricultores. O espaço vai abrigar tecnologias e protótipos criados nas oficinas, gerando alternativas de renda e fortalecendo a agricultura familiar no DF. “O apoio da FAPDF foi fundamental para garantir que o projeto pudesse unir ciência, comunidade e sustentabilidade, deixando um legado duradouro para o Cerrado”, destaca a professora Cristiane Barreto. *Com informações da FAPDF

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