Programa de triagem pré-natal amplia qualidade assistencial
A Secretaria de Saúde (SES-DF) investe na modernização de seu parque tecnológico. Para ampliar a qualidade assistencial e fortalecer a capacidade diagnóstica da rede pública, a pasta incorporou novas metodologias laboratoriais de alta performance, voltadas à linha de cuidado materno-infantil. As análises dos novos exames serão feitas pela Central de Exames Especializados, no HRT, e pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde “Estamos internalizando esses métodos, considerados padrão-ouro, mais robustos e sensíveis, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos” Samuel Dias, referência técnica distrital em Patologia Clínica da SES-DF Entre os exames estão a eletroforese de hemoglobina por eletroforese capilar e os sorológicos, que detectam anticorpos contra o vírus linfotrópico de células T Humanas (HTLV I/II) e doença de Chagas por eletroquimioluminescência (Eclia) e Quimioluminescência (Clia), respectivamente. “Estamos internalizando esses métodos, considerados padrão-ouro, mais robustos e sensíveis, permitindo diagnósticos mais rápidos e precisos”, explica Samuel Dias, referência técnica distrital (RTD) em patologia clínica da SES-DF. Antes, a pasta dependia de laboratórios terceirizados para a realização dos diagnósticos. Agora, os procedimentos passam a ser feitos pela própria rede pública do DF, alinhando-a às recomendações dos principais organismos nacionais e internacionais de saúde. As novas tecnologias oferecem maior sensibilidade, rapidez e confiabilidade nos diagnósticos | Foto: Divulgação/Agência Saúde Fortalecimento da rede laboratorial [LEIA_TAMBEM]A expectativa é que, até o fim deste ano, todos os exames da triagem neonatal sejam feitos pelas unidades da SES-DF. "Dessa forma, teremos maior controle sobre todo o processo, desde a produção até a qualidade e o tempo de liberação dos resultados. Isso garantirá mais agilidade e eficiência no atendimento à população”, destaca Dias. Com a internalização, os pacientes passarão, também, a ter acesso direto aos resultados das análises, pelo Portal de Exames, com login e senha. A eletroforese de hemoglobina será feita na Central de Exames Especializados, localizada no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), unidade inaugurada no final de 2025. Já os exames para diagnóstico de HTLV I/II e doença de Chagas serão processados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). Doação de leite e gestação seguras A implantação da sorologia para HTLV I/II e doença de Chagas por Eclia amplia significativamente a segurança diagnóstica tanto da triagem pré-natal quanto da avaliação das doadoras de leite humano. A identificação precoce dessas infecções tem impacto direto na prevenção da transmissão vertical — de mãe para filho — e possibilita a adoção oportuna de medidas assistenciais e epidemiológicas. Todas as gestantes em acompanhamento pré-natal na rede da SES-DF, bem como as doadoras de leite humano, deverão buscar os postos de coleta das unidades básicas de saúde (UBSs) para amostras, seguindo o mesmo fluxo adotado aos demais exames laboratoriais. *Com informações da SES-DF
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Teste de DNA-HPV na rede pública ajuda na prevenção do câncer de colo do útero
A rede pública de saúde do Distrito Federal já opera com o novo teste de DNA-HPV. O exame, mais moderno e sensível, é capaz de detectar 14 genótipos do papilomavírus humano (HPV) associados ao alto risco oncogênico, permitindo maior agilidade no diagnóstico precoce e no tratamento de lesões precursoras e do câncer de colo do útero. Atualmente, o exame é feito nas unidades básicas de saúde (UBSs) das regiões administrativas de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol e será ampliado para as demais regiões gradualmente. Letícia dos Santos fez a coleta, recebeu resultado negativo e pôde ampliar o intervalo entre os exames: “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos” | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento” Luiz Fabiano Barbosa, enfermeiro A nova tecnologia apresenta maior sensibilidade diagnóstica em comparação ao exame citopatológico convencional, reduzindo a necessidade de avaliações complementares e intervenções desnecessárias. Além disso, quando o resultado é negativo, o intervalo entre as coletas pode ser ampliado, proporcionando mais conforto, segurança e rastreamento mais qualificado às pacientes. Foi o caso de Letícia dos Santos, de 42 anos, que fez a coleta da amostra na UBS 8 de Samambaia durante exame de rotina.“O enfermeiro me explicou direitinho como funciona,e eu achei ótimo”, lembra. “Agora, não vou precisar fazer o exame todo ano, vou poder fazer só daqui a cinco anos”. O enfermeiro Luiz Fabiano Barbosa ressalta que, além de proporcionar mais conforto às mulheres, o teste de DNA-HPV oferece maior precisão e rapidez na identificação de alterações. “A longo prazo, vejo que vamos conseguir detectar com mais rapidez e precisão os casos de câncer, o que vai permitir o início mais rápido do acompanhamento oncológico e o tratamento; é um grande avanço”, avalia. Estratégia O teste de DNA-HPV integra a estratégia de enfrentamento ao câncer do colo do útero baseada em três pilares principais: vacinação, rastreamento organizado e tratamento oportuno das lesões precursoras. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde” Simone Lacerda, gerente de Apoio à Saúde da Família da SES-DF A meta é alcançar 90% de cobertura vacinal entre adolescentes até 2030, além de garantir que 70% das mulheres entre 25 e 64 anos façam o rastreamento periódico, ampliando a detecção precoce e reduzindo a mortalidade pela doença. “Trata-se de um conjunto de ações integradas voltadas à eliminação dessa doença”, explica a gerente de Apoio à Saúde da Família da Secretaria de Saúde (SES-DF), Simone Lacerda. “O câncer de colo do útero ainda representa um importante problema de saúde pública, sendo um dos tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres brasileiras”, aponta. “Além disso, destaca-se por ser um dos tipos de câncer passíveis de prevenção e detecção precoce por meio da vacinação, do rastreamento organizado e do tratamento oportuno das lesões precursoras.” A gerente também explica que o exame citopatológico convencional, apesar de ter sido fundamental ao longo dos anos na prevenção do câncer do colo do útero, frequentemente gerava dúvidas quanto à periodicidade correta de realização, levando muitas mulheres a repetirem o procedimento anualmente, mesmo quando não havia indicação clínica ou necessidade conforme os protocolos vigentes. “Com o teste de DNA-HPV, os protocolos de rastreamento tornam-se mais objetivos, organizados e padronizados, facilitando a compreensão tanto pelas usuárias quanto pelos profissionais de saúde”, detalha. “Isso fortalece o fluxo assistencial na Atenção Primária, reduz exames e intervenções desnecessárias, amplia a segurança clínica e permite um acompanhamento mais qualificado das pacientes.” Fluxo do exame [LEIA_TAMBEM]A coleta da amostra é feita de forma semelhante ao exame citopatológico (Papanicolau), sendo o material encaminhado para análise molecular por técnica de PCR. Nos casos em que houver detecção dos tipos HPV 16 ou HPV 18 — associados ao maior risco oncogênico —, a paciente será encaminhada para colposcopia. Quando o resultado for negativo, a recomendação é repetir o exame após cinco anos, conforme protocolo vigente. Se for detectado outro tipo de HPV, será feita a citologia com a mesma amostra. As amostras são coletadas nas UBSs e encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) para análise. Após a liberação dos resultados, as equipes da Atenção Primária à Saúde serão responsáveis pelo acompanhamento das pacientes, orientações e encaminhamentos necessários, conforme cada caso. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Chegada da influenza K reforça importância da vacinação
A confirmação da presença do vírus Influenza A (H3N2) subclado K no Distrito Federal não representou, até o momento, uma mudança no padrão dos casos de gripe no Distrito Federal. A morte de uma adolescente de 17 anos com a variante, porém, reforça a importância das vacinas para prevenir casos graves da doença e hospitalização. Rede de unidades básicas de saúde — algumas funcionam no período noturno e também aos sábados — é a principal porta de entrada para atendimento a pacientes com sintomas gripais | Foto: Sandro Araújo | Agência Saúde-DF Na rede pública, a vacinação contra a influenza, iniciada em 25 de março, já alcançou mais de 100 mil pessoas — a meta é chegar a 1,1 milhão. A imunização é gratuita e está disponível em diversas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Este ano, a vacina protege contra três variantes do vírus. A vacina é voltada a grupos prioritários e considerados mais vulneráveis pelo Ministério da Saúde. Entre os principais públicos estão crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; idosos a partir dos 60 anos; gestantes; puérperas até 45 dias após o parto; pessoas com comorbidades e deficiências; indígenas e quilombolas; população privada de liberdade; e uma série de profissões, como professores, caminhoneiros, policiais e militares das Forças Armadas. Outros vírus e medicação A influenza não é a única causadora da chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Mulheres a partir das 28 semanas de gestação, por exemplo, devem vacinar-se contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal agente da bronquiolite em recém-nascidos. Idosos a partir dos 60 anos fazem parte do grupo ao qual se destina a vacina contra covid-19 O VSR é foco, ainda, do nirsevimabe, um anticorpo oferecido a bebês de até seis meses e que tenham nascido prematuros, com menos de 37 semanas de idade gestacional. Também é aplicado em crianças menores de 24 meses com comorbidades. Já os bebês que receberam o palivizumabe em 2025 e que tenham menos de um ano devem tomar novas doses, com foco na proteção contra o VSR. A vacinação em combate à covid-19, por sua vez, é destinada a uma série de grupos, incluindo todos os idosos a partir dos 60 anos e crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Mudança no clima Casos de síndrome respiratória no DF, de janeiro até agora, passam de 1.600 | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Entre janeiro e 14 de abril deste ano, o DF registrou 1.627 casos de SRAG, dos quais 67 foram causados pelo vírus influenza, 199 pelo VSR, 303 pelo metapneumovírus, 537 pelo rinovírus, 71 por outros vírus respiratórios e 33 por covid-19. Em 434 casos, não foi especificado o tipo de vírus, e, em dois, houve a presença de outro agente. Há ao menos 175 codetecções com vírus distintos identificados de maneira simultânea. O crescimento dos casos de março a julho ocorre, principalmente, devido ao clima mais frio e seco, que facilita a circulação de vírus e resseca as vias respiratórias, deixando o organismo mais vulnerável. Também é uma época em que as pessoas costumam ficar mais tempo em locais fechados, com pouca ventilação, facilitando a transmissão. [LEIA_TAMBEM]Por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF acompanha o cenário na capital, incluindo o sequenciamento genético dos vírus em circulação. Até 15 de abril, a equipe laboratorial identificou o subtipo H3N2 (clado 3C.2a1b.2a.2a.3a.1 e subclado K) em 13 amostras de vírus influenza A. Onde buscar atendimento Os sintomas da influenza K podem ser confundidos com aqueles causados por outros vírus respiratórios e até outras variantes. Em caso de sinais leves, a orientação da SES-DF é buscar uma das 183 unidades básicas de saúde (UBSs). Desse total, 66 UBSs abrem nas manhãs de sábado, das 7h às 12h, enquanto nove funcionam de segunda a sexta-feira até as 22h. Se houver sintomas mais graves, recomenda-se procurar uma das 13 unidades de pronto atendimento (UPAs) ou os hospitais da rede SES-DF. O atendimento é feito por um protocolo de cores que define a gravidade do caso e o tempo de espera previsto. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Prevenir, monitorar e atender são as estratégias do DF contra as viroses infantis
Vírus sincicial respiratório (VSR), influenza e Sars-CoV-2, responsável pela covid-19: estes são alguns dos causadores do histórico aumento do número de casos de infecções respiratórias em crianças, todos os anos no Distrito Federal, entre março e julho. O período de sazonalidade é causado por fatores como condições climáticas no período de transição de verão para outono e inverno. Para enfrentar esse desafio, a Secretaria de Saúde (SES-DF) vai colocar em ação um plano elaborado para prevenir casos, monitorar a circulação de cada vírus e oferecer tratamento rápido. Crianças com quadros graves de doenças respiratórias contam com leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF “Os últimos anos reforçaram a importância do planejamento antecipado e da atuação integrada da rede de saúde”, aponta a médica Juliana Macêdo, coordenadora de Atenção Especializada à Saúde da secretaria. “O objetivo é reduzir casos graves, evitar desassistência e garantir maior segurança às crianças e suas famílias.” O plano contempla as fases de preparação, mobilização, alerta, emergência e crise, conforme o número de casos registrados e de pacientes atendidos. “O foco está na antecipação das medidas, no reforço da capacidade de resposta e na integração do atendimento, além da intensificação das ações de prevenção e comunicação com a população”, explica a gestora. Prevenção A vacinação é uma das principais medidas preventivas no combate às síndromes respiratórias agudas graves | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Na primeira fase, destacam-se as medidas preventivas. Além de orientações gerais à população, como evitar a circulação em caso de doenças respiratórias, é indicada a vacinação contra os vírus influenza e covid-19, atividades que já fazem parte do dia a dia da SES-DF. “A imunização é a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de otimizar o uso das doses já disponíveis” Tereza Pereira, gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde Ao longo de 2025, e nas primeiras semanas de 2026, já foram aplicadas mais de 880 mil doses da vacina contra a influenza. De acordo com os levantamentos populacionais, porém, apenas 53% das crianças de 6 meses e menores de 6 anos foram vacinadas, percentual abaixo da meta de 90%. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, ressalta que a vacina aplicada protege contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B (linhagem Áustria). “A imunização é a principal estratégia para reduzir casos graves, internações e óbitos, além de otimizar o uso das doses já disponíveis”, orienta. “Todos os anos, o imunizante é atualizado conforme as cepas do vírus com maior registro de circulação daquele período. Além disso, a imunidade obtida pela vacina dura de seis a 12 meses”. Neste mês também foi iniciada a aplicação do nirsevimabe e do palivizumabe, medicamentos que protegem contra o vírus sincicial respiratório, indicados para bebês que nasceram prematuros. “O nirsevimabe e o palivizumabe representam avanços relevantes na prevenção das formas graves de infecção pelo VSR [Vírus Sincicial Respiratório], principal causa de bronquiolite e importante motivo de hospitalização em lactentes”, detalha Julliana Macêdo. Monitoramento Para o monitoramento do número de casos, o DF conta, hoje, com dez unidades-sentinela. Nesses locais, distribuídos conforme as concentrações demográficas, há a coleta de amostras de pacientes com sintomas gripais a fim de detectar quais vírus estão em circulação. Os exames são enviados para análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF). Isso ajuda tanto a definir condutas de atendimento quanto a detectar eventuais cepas novas. “A unidade-sentinela é um termômetro: se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente” Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da Secretaria de Saúde A Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SES-DF mantém o monitoramento constante dos casos, incluindo o acompanhamento da situação em outras partes do Brasil e até em outros países. O registro de casos no próprio Distrito Federal também permite compreender o cenário local. “A unidade-sentinela é um termômetro: se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente”, explica Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da secretaria. Entre 2023 e 2025, o número de casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave provocada pelo vírus Sars-CoV-2, da covid-19, caiu de 965 para 472. Já os casos provocados pelo vírus Influenza subiram de 373 para 1.421. O trabalho no laboratório também tem sido mais preciso: em 2023, 61% dos casos foram classificados como de vírus “não especificado” — índice que, em 2025, ficou em 27%. Atendimento Conforme o plano de enfrentamento ao período de sazonalidade das infecções respiratórias virais na pediatria, a rede pública do Distrito Federal conta atualmente com 182 unidades básicas de saúde (UBSs). De 2019 até agora, 13 unidades foram entregues novas ou reformadas. Outras duas estão próximas da conclusão. As UBSs são a principal porta de acesso aos serviços de saúde e atendem pacientes com sintomas leves, sem necessidade de ir até hospitais e unidades de pronto atendimento (UPAs). [LEIA_TAMBEM]Além disso, as UPAs de Ceilândia I, São Sebastião, Recanto das Emas e Sobradinho ofertam atendimento especializado em pediatria. Há pronto-socorro infantil, ainda, no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) e em oito hospitais regionais, localizados em Brazlândia, Ceilândia, Guará, Paranoá, Planaltina, Sobradinho, Taguatinga e Santa Maria. Para casos mais complexos, há 128 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (Utip), sendo 16 no Hmib, cinco no Hospital Regional de Taguatinga (HRT), 20 no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), 58 no Hospital da Criança de Brasília José de Alencar (HCB) e dez no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) — este último de administração federal —, além de 19 já disponíveis nos hospitais Santa Marta e Anchieta Ceilândia, a partir do credenciamento para prestação de serviços. Há ainda 39 leitos de isolamento respiratório. Juliana Macêdo lembra que, além da ampliação do número de leitos, há capacitação constante de servidores, reforço de equipes e novos métodos de trabalho: “Seguem em curso estratégias de reorganização de fluxos, qualificação da rede e otimização da capacidade instalada”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde reforça vigilância contra doenças respiratórias
Cerca de 30 profissionais de saúde participaram, nesta quinta-feira (6), de uma oficina de capacitação para o monitoramento de doenças respiratórias. No encontro promovido pela Secretaria de Saúde (SES-DF), houve troca de experiências e mostra de boas práticas para as unidades-sentinela de síndromes respiratórias — pontos estratégicos de acompanhamento dessas viroses. Durante a oficina, foram mostradas práticas que asseguram um fluxo contínuo de amostras para análise dos vírus | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “A unidade-sentinela é um termômetro; se um vírus for introduzido, conseguimos detectar precocemente”, explica a gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar da SES-DF, Renata Brandão. Para fazer a detecção precoce, a SES-DF coleta exames em dez postos de monitoramento em unidades básicas de saúde (UBSs), unidades de pronto atendimento (UPAs) e hospitais, tanto da rede pública quanto da privada. Esses exames, após envio ao Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), permitem que sejam identificados novos vírus ou variantes daqueles já conhecidos como os causadores da gripe e da covid-19. [LEIA_TAMBEM]Na capacitação — a quarta do tipo em dois anos —, os profissionais de saúde estudaram boas práticas para assegurar um fluxo contínuo de amostras para análise, o que ajuda a SES-DF a identificar rapidamente eventuais surtos. “No final de 2021 e início de 2022, por exemplo, conseguimos sinalizar o aumento do número de casos do vírus influenza, atípico para o período”, lembrou a enfermeira Cleidiane Carvalho. “Os dados da Vigilância são fundamentais para realizar estratégias, como de vacinação ou disponibilidade de leitos”. Um dos participantes, o enfermeiro Heloy Silveira, coordenador da UPA do Núcleo Bandeirante, falou sobre a importância da atualização: “Vejo como uma oportunidade contínua de aprendizagem e sempre trago a equipe técnica, para que possa também acompanhar as evoluções e as atualizações”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Lacen-DF recebe certificação por excelência em exames laboratoriais
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) conquistou o Selo Prata de Desempenho na Avaliação Externa de Qualidade da Rede Nacional de Quantificação da Carga Viral do HIV, concedido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pelo Ministério da Saúde. O Lacen-DF recebeu o Selo Prata de Desempenho na Avaliação Externa de Qualidade da Rede Nacional de Quantificação da Carga Viral do HIV | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A diretora do laboratório, Grasiela Araújo, destaca a importância do reconhecimento: “Receber esse selo no controle de qualidade externo reafirma o compromisso do Lacen-DF com a excelência e a confiabilidade dos seus resultados”, disse. Com mais de 258 mil procedimentos realizados apenas em 2024, incluindo 59 mil testes para HIV e 44 mil para hepatite B, o Lacen-DF se consolida como peça-chave no diagnóstico laboratorial e na vigilância epidemiológica. A Secretaria de Saúde (SES-DF) segue investindo na capacitação da equipe, modernização da infraestrutura e adoção de tecnologias avançadas para assegurar exames cada vez mais precisos e seguros. Segundo o gestor da Gerência do Sistema de Qualidade do Lacen-DF, José Garcia Júnior, o laboratório segue normas internacionais, como as ISO 15189 e ISO 17025. “Também aplicamos a RDC 512 da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], e participamos de rigorosos programas de controle de proficiência, assegurando a excelência dos exames e um atendimento de qualidade à população”, assegura. Certificação de excelência Além do Selo Prata, o Lacen recebeu a certificação da Fundação Ezequiel Dias pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ), após demonstrar alto desempenho em exames de arboviroses, leishmaniose visceral, leptospirose, dengue IgM e chikungunya IgM. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Nova metodologia aprimora o diagnóstico de coqueluche no Distrito Federal
Dados do último boletim epidemiológico sobre a coqueluche no Distrito Federal indicam um aumento significativo no número de registros da doença. Em 2024, foram notificados 575 casos suspeitos, dos quais 256 foram confirmados — 161 pelo critério laboratorial, 59 por critério clínico e 36 por critério clínico-epidemiológico. No ano anterior, apenas 34 casos suspeitos foram registrados, com cinco confirmações — duas pelo critério laboratorial e três pelo clínico. No entanto, os números dos dois anos não são diretamente comparáveis, pois, em abril de 2024, o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) implementou uma nova metodologia para diagnosticar a doença. Desde abril de 2024, o Lacen-DF usa nova metodologia para detectar a bactéria Bordetella pertussis, causadora da coqueluche | Foto: Arquivo/Agência Saúde-DF “Boa parte do aumento se deve à introdução do RT-PCR [reação em cadeia da polimerase em tempo real], um método mais sensível para a detecção da coqueluche”, explica Renata Brandão, gerente de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis e de Transmissão Hídrica e Alimentar (Gevitha) da Secretaria de Saúde (SES-DF). A coqueluche é uma infecção respiratória altamente transmissível causada pela bactéria Bordetella pertussis. Até 2023, o único método diagnóstico laboratorial utilizado no Lacen-DF era o isolamento da bactéria por cultura, a partir de material colhido da nasofaringe do paciente. O maior risco da doença ocorre em recém-nascidos não vacinados; por isso, é essencial completar o esquema vacinal com a pentavalente “Fatores como uso prévio de antibióticos, tempo de duração dos sintomas, idade, estado vacinal e a presença de outros patógenos na nasofaringe podem interferir no crescimento bacteriano. Já o RT-PCR permite diagnóstico até o terceiro dia de uso de antibióticos e até a terceira semana após o início dos sintomas”, destaca Brandão. O Distrito Federal é a quarta unidade da federação — depois de São Paulo, Paraná e Minas Gerais — a realizar o RT-PCR para detecção da coqueluche na rede pública. Desde 2024, o Lacen-DF também passou a realizar a testagem completa para o gênero Bordetella, abrangendo as espécies pertussis, parapertussis e holmesii. Capacitação contra resistência bacteriana Em 2023, profissionais do Lacen-DF participaram do Projeto Pertussis: Monitoramento de Resistência aos Macrolídeos, uma parceria entre a Sociedade Americana de Microbiologia e o Instituto Adolfo Lutz (IAL). O objetivo do programa é aprimorar o diagnóstico da coqueluche e identificar os fatores de risco para o surgimento e a disseminação da resistência microbiana aos medicamentos. Os servidores do Lacen-DF participaram de três treinamentos, sendo dois no Brasil e um no México, aprimorando conhecimentos em procedimentos e tecnologias específicas para o tratamento da bactéria. “A participação do Lacen-DF neste projeto é fundamental não apenas para investigar possíveis falhas no tratamento, mas também para direcionar estratégias de prevenção, controle e monitoramento epidemiológico”, afirma Grasiela Araújo, diretora do laboratório. Sintomas da coqueluche A doença evolui em três etapas: → Fase catarral: sintomas leves, semelhantes aos de uma gripe, com coriza, febre, mal-estar e tosse seca. → Fase paroxística: tosse intensa e prolongada, com acessos finalizados por uma inspiração forçada e ruidosa — o chamado guincho inspiratório. Esses episódios podem ser seguidos de vômitos, dificuldade para respirar e coloração arroxeada nas extremidades. → Fase de convalescença: os acessos de tosse diminuem gradativamente, dando lugar a uma tosse comum. O quadro é mais grave em bebês com menos de 6 meses, que ainda não completaram o esquema vacinal e apresentam maior risco de complicações, como infecções de ouvido, pneumonia, insuficiência respiratória, convulsões, lesões cerebrais e até morte. Arte: Agência Saúde-DF Vacinas e prevenção A vacinação é a principal estratégia de prevenção da coqueluche. O maior risco da doença ocorre em recém-nascidos não vacinados; por isso, é essencial completar o esquema vacinal com a pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae B), aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços com a DTP (difteria, tétano e coqueluche), aos 15 meses e aos 4 anos. Além disso, a vacina dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) deve ser aplicada a cada gestação, a partir da 20ª semana, garantindo a proteção do bebê por meio da transferência de anticorpos da mãe para o feto. A vacinação é a principal medida de prevenção para a coqueluche, independentemente do período de sazonalidade | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF “Nos primeiros meses de vida, o sistema imunológico do bebê ainda está em formação. Por isso, além da vacinação da gestante, é fundamental seguir o calendário infantil corretamente”, reforça Brandão. A gerente da Gevitha também destaca que parteiras, estagiários e profissionais de saúde — especialmente os que atuam em maternidades e unidades de internação neonatal — devem receber a vacina dTpa, conforme orientação do Ministério da Saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Lacen-DF adquire insumos para maior precisão nos diagnósticos de Chagas e sífilis
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) iniciou processo de aquisição de insumos que vão aprimorar o diagnóstico de casos suspeitos da doença de Chagas e sífilis. A obtenção será realizada mediante o processo de comodato, que funciona como um empréstimo e é considerada uma forma mais eficiente e vantajosa do ponto de vista econômico. “A disponibilização da tecnologia de quimioluminescência por meio do processo de comodato permitirá que o Lacen-DF atenda integralmente à demanda das unidades públicas de saúde, assegurando qualidade e confiabilidade dos resultados emitidos”, ressalta diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo. Com o fornecimento contínuo dos reagentes, o Lacen-DF poderá agir com mais precisão e confiabilidade no diagnóstico de Chagas e Sífilis | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde Neste contrato, o fornecimento contínuo dos reagentes para os diagnósticos das doenças será garantido. Os insumos vão viabilizar a implantação de uma metodologia denominada “imunoensaio quimioluminescente”, que oferece mais precisão e confiabilidade nos resultados laboratoriais dos casos suspeitos. Atendendo recomendações do Ministério da Saúde para que os testes sejam realizados com alta sensibilidade e especificidade, a técnica reduz a interferência por reações cruzadas com outras patologias – como leishmaniose visceral, hanseníase e doenças autoimunes. Isso minimiza a ocorrência de resultados falsamente positivos ou negativos. “A implementação não apenas viabiliza a modernização do diagnóstico, mas também promove maior eficiência na gestão dos recursos públicos” Grasiella Araújo, diretora do Lacen-DF Para a diretora do Lacen-DF, essa forma de empréstimo resulta também em economia aos cofres públicos, uma vez que não requer grande investimento inicial na aquisição do equipamento. “A implementação não apenas viabiliza a modernização do diagnóstico, mas também promove maior eficiência na gestão dos recursos públicos, garantindo acesso à tecnologia de ponta sem comprometer o orçamento destinado à saúde pública”, explica. Doença de Chagas e sífilis A doença de Chagas é uma infecção causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto barbeiro. Durante o seu curso no organismo da pessoa, a doença apresenta duas fases, uma aguda – podendo ser sintomática ou não – e uma crônica, podendo ser cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva. Já a sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Muitas vezes, apresenta sintomas discretos e a procura tardia pode causar complicações. No Distrito Federal, de 2019 a 2023, foram registrados 12 mil casos de sífilis adquirida, quase 5 mil de sífilis em gestantes e 1,6 mil casos em menores de um ano, incluindo abortos e natimortos. Ambas as doenças possuem cura e tratamento oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). *Com informações da Secretaria de Saúde
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Lacen realizou mais de 258 mil procedimentos em 2024
O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) desempenha um papel crucial na proteção e promoção da saúde da população do DF. Como unidade de referência vinculada à Secretaria de Saúde (SES-DF), o centro de pesquisa coordena uma extensa rede de laboratórios públicos e privados, realizando análises essenciais para a saúde pública. O laboratório é essencial para o diagnóstico rápido e preciso de doenças como covid-19, sarampo, dengue, zika e hepatites virais | Foto: Divulgação/SES-DF Em 2024, foram realizados mais de 258 mil procedimentos, incluindo 59 mil testes para detecção de anticorpos anti-HIV-1 e HIV-2 e cerca de 44 mil para anticorpos contra hepatite B. Além disso, o laboratório processou aproximadamente 25 mil amostras para identificação de vírus respiratórios, 12.881 determinações de carga viral de HIV, 670 análises laboratoriais para o programa de monitoramento de alimentos e 544 dosagens de colinesterase, que indicam exposição a produtos tóxicos. O Lacen também analisou 256 amostras relacionadas a casos suspeitos de malária. “Nossa missão vai além das análises laboratoriais. Somos os olhos e ouvidos da vigilância em saúde, fornecendo dados cruciais para a tomada de decisões que impactam diretamente a saúde da população”, afirma Fabiano Queiroz Costa, gerente de biologia médica do Lacen. O laboratório é essencial para o diagnóstico rápido e preciso de doenças como covid-19, sarampo, dengue, zika e hepatites virais. “Essa agilidade é fundamental para conter surtos e epidemias”, destaca Costa. Reconhecido como referência regional e nacional em áreas como tuberculose, pesquisa de genes de resistência bacteriana e arboviroses, o Lacen também contribui para o monitoramento de novas linhagens virais. “Este trabalho é crucial para o desenvolvimento e a atualização de vacinas”. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Laboratório é peça-chave para diagnóstico, pesquisa e vigilância na rede pública de saúde
Criado originalmente como Instituto de Saúde do Distrito Federal, o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-DF) desempenha papel crucial na rede da capital federal. Em 2023, mais de 488.581 exames foram realizados pelos profissionais da unidade. Apenas neste ano, até o fim de março, o quantitativo já ultrapassava os 176 mil diagnósticos. Recentemente, o laboratório passou por reformas, com a implantação do diagnóstico molecular de doença de Chagas e malária, além do sequenciamento genômico do vírus influenza e da dengue. Mais de 480 mil exames foram realizados pelo Lacen-DF em 2023; já no primeiro trimestre deste ano, o quantitativo ultrapassava os 105 mil | Fotos: Sandro Araújo/ Agência Saúde-DF No local, três grandes gerências são responsáveis pela realização das análises: de Biologia Médica (GBM), de Controle de Qualidade de Produtos e Ambientes (GCQPA) e de Medicamentos e Toxicologia (GMTOX). Em números, no ano passado, a GBM elaborou 438,2 mil exames; a GCQPA, 37,3 mil; e quase 13 mil foram realizados pela GMTOX. No primeiro trimestre de 2023, foram 120 mil análises: 111 mil na GBM. 7,1 mil na GCQPA e 1,8 mil na GMTOX. Considerando o mesmo período em 2024, os índices chegaram a 167,4 mil exames pela GBM, 4,9 mil pela GMTOX e 4 mil pela GCQPA. “Conseguimos garantir uma segurança à população em relação aos alimentos consumidos e à água utilizada” Grasiela Araújo da Silva, diretora do Lacen-DF O Lacen-DF realiza mais de 170 tipos de exames laboratoriais, como os de análise toxicológica, de bactérias, botulismo, brucelose, doença de Chagas, chikungunya, citomegalovírus. coqueluche, coronavírus, dengue, tuberculose, difteria, enteropatógenos, esquistossomose, febre amarela, febre maculosa, filariose, hanseníase, hantavirose, HIV. HPV (papilomavírus), infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), leishmaniose, leptospirose, malária, monkeypox e hepatites A, B, C e aguda de etiologia a esclarecer . “Em ações de vigilância sanitária, realizamos análise tanto de qualidade da água quanto de alimentos para consumo humano, além da verificação de medicamentos e produtos para a saúde. Na parte de monitoramento epidemiológico, investigamos doenças de notificação, como covid-19 e arboviroses”, detalha a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva. Ao todo, o laboratório central possui 218 servidores no quadro de pessoal. Entre os 64 especialistas em diversas áreas, são 39 profissionais com grau de especialização, 16 com mestrado e nove doutores. Com mais de 170 tipos de exames na lista de diagnósticos, o Lacen-DF se destaca como referência em resultados de tuberculose, candidíase, monkeypox e gene de resistência Alimentos As análises fisicoquímicas em água e alimentos são feitas pelo Núcleo de Química de Alimentos (NQA), que recebe, aproximadamente, 150 amostras por semana. Ali os profissionais examinam a qualidade da água para consumo humano ou para processos industriais de preparo de alimentos, verificando, entre outros itens, o teor de sódio. Em um trabalho conjunto, o Núcleo de Microbiologia de Alimentos e Ambientes é responsável pela análise fiscal e de orientação nas áreas de microbiologia e microscopia de alimentos e ambientes. Adicionalmente, são verificadas também denúncias e surtos em alimentos e amostras ambientais do DF. “Nessa parte do laboratório, conseguimos garantir uma segurança à população em relação aos alimentos consumidos e à água utilizada”, explica a diretora. O laboratório conta com equipe altamente qualificada composta por mais de 60 especialistas, sendo 39 profissionais com grau de especialização, 16 com mestrado e nove doutores Vigilância epidemiológica No âmbito da vigilância epidemiológica, o Lacen-DF se destaca como referência nacional no diagnóstico em Candida albicans, popularmente conhecida como candidíase, e, regionalmente, em tuberculose, monkeypox e genes de resistência. “Com a vigilância genômica, verificamos e explicamos alguns comportamentos de doenças na população, como o aumento e a gravidade de casos” Grasiela Araújo da Silva, diretora do Lacen-DF No combate à tuberculose, o laboratório fornece diagnósticos precisos, contribuindo para o controle da doença. Já em termos de bactérias, a pesquisa em genes de resistência permite identificar padrões de resistência e antibióticos, orientando estratégias de tratamento mais eficazes. Em relação à monkeypox, a unidade possui capacidade de identificar e diagnosticar os casos de forma ágil. “O Lacen-DF é primordial na execução dessas análises, pois conseguimos fazer uma sorotipagem e, por meio da metodologia PCR, identificar, diferenciar e saber o que está circulando. Além disso, fazemos o trabalho de sequenciamento das amostras dos vírus. Com a vigilância genômica, verificamos e explicamos alguns comportamentos de doenças na população, como o aumento e a gravidade de casos”, diz Silva. Durante a pandemia de covid-19, o laboratório se destacou e atuou como centro de referência em sequenciamento genético, atuando com uma peça-chave no monitoramento da evolução do vírus, identificando variantes e auxiliando na elaboração de estratégias de controle e vacinação. Origem O Lacen-DF foi criado em abril de 1978 como Instituto de Saúde do Distrito Federal (ISDF). O objetivo era desenvolver, em parceria com outros órgãos, um sistema de vigilância sanitária, epidemiológica, controle de zoonoses, de sangue e hemoderivados. Em 2000, o ISDF foi extinto e o Lacen-DF surgiu. Em 2011, a Secretaria de Saúde (SES-DF) passou por uma reestruturação, em que o laboratório, por questões técnicas, teve sua denominação alterada para Diretoria do Laboratório Central de Saúde Pública, subordinado diretamente à Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS). *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Cepoteca reforça controle de qualidade nos testes que identificam bactérias
?As superbactérias, ou bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, representam um grande problema de saúde global. Diante disso, o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) criou uma cepoteca, ou seja, um local onde possam ser mantidas as cepas-padrão desse tipo de microrganismos. Médica patologista do Lacen realiza técnica laboratorial em que pequenas quantidades de células são transferidas para meio de cultura adequado | Fotos: Isabela Graton/Agência Saúde-DF ?Trata-se de um projeto de pesquisa cujo objetivo é viabilizar a implementação do controle de qualidade interno de antibiogramas para auxiliar na validação da metodologia utilizada, garantindo a melhoria da qualidade para auxiliar na escolha dos antibióticos pelos médicos. O projeto foi desenvolvido por uma equipe de servidores da Gerência de Suporte Laboratorial do Lacen em 2022 e passou a ser implementado no início deste ano. ?Para criar o novo espaço, o laboratório central investiu na aquisição de novos equipamentos e insumos, como freezers e um sistema de refrigeração para o ambiente, além das cepas-padrão das bactérias. O projeto é financiado pela Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde (Fepecs). ?O Lacen já possui equipamentos de última geração e experiência com a utilização de cepas de referência no controle de qualidade dos produtos fabricados pela Gerência de Suporte Laboratorial. “Contudo, na incansável busca de melhorias aos trabalhos ofertados à população do Distrito Federal, continuamos investindo na qualidade de seu parque analítico, realizando novas aquisições”, pontua a diretora do laboratório, Grasiela Araújo da Silva. ?Metodologia única Para compor a cepoteca, o Lacen adquiriu cepas-padrão de diversas bactérias Um diagnóstico laboratorial efetivo se baseia, entre outros pontos, na identificação precisa de uma bactéria e, principalmente, na realização do Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos (TSA), também conhecido como antibiograma. Portanto, é preciso rigor ao fazer o TSA e padronizar os métodos executados. ?Para que todos os procedimentos relacionados ao TSA sejam executados e interpretados corretamente, deve existir, na rotina do laboratório de microbiologia, um controle de qualidade do teste que envolva cepas-padrão de procedência reconhecida. Segundo o gerente de Suporte Laboratorial do Lacen, Heverson Soares de Brito, a cepoteca serve justamente para centralizar a manutenção de cepas-padrão viáveis. “A ideia é distribuir a metodologia resultante do projeto a outros laboratórios da rede pública. O intuito é que esse controle empregado no TSA ocorra semanalmente em cada unidade”, explica. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Ao permitir essa distribuição, o projeto contribui para garantir a confiabilidade de resultados mais assertivos na rede e a prescrição de medicamentos mais adequados. ?O que são as superbactérias? Superbactérias são micro-organismos bacterianos que desenvolveram a capacidade de resistir aos efeitos dos antibióticos tradicionais. Isso ocorre devido à sua exposição repetida e inadequada a esses medicamentos, permitindo que elas evoluam e desenvolvam mecanismos de resistência. A relutância aos antibióticos é uma preocupação séria na área da saúde, uma vez que torna as infecções bacterianas mais difíceis de tratar e pode levar a complicações graves ou, em casos mais extremos, a óbito. As superbactérias podem ser resistentes a um ou a vários tipos de antibióticos, o que limita as opções de tratamento disponíveis. ?Para combater o problema das superbactérias, é essencial adotar práticas de uso responsável de antibióticos, desenvolver novos medicamentos e terapias alternativas, bem como melhorar a higiene e a vigilância para evitar a disseminação de micro-organismos resistentes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Caso de nova subvariante Éris da covid-19 é confirmado no DF
Em novo sequenciamento genômico realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen) foi detectado pela primeira vez no DF a presença da nova subvariante da Ômicron, denominada de EG.5.1, apelidada internacionalmente de Éris. O sequenciamento foi realizado na última quinta-feira (24), em parceria com o Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVivas) do Instituto Butantan. [Olho texto=”“Não há motivos para a população se exasperar, porque a Secretaria de Saúde está atenta a essas questões das variantes da Ômicron. Essa ação demonstra a eficácia da rede de saúde do DF ao detectar, quase em tempo real, essa nova variante”” assinatura=”Divino Valero, subsecretário de Vigilância à Saúde” esquerda_direita_centro=”direita”] A paciente é uma bebê da faixa etária de até dois anos, atendida no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) no dia 11 deste mês com sintomas respiratórios. A criança foi internada, tratada e recebeu alta no dia 14. Ao todo, a Secretaria de Saúde do DF (SES) analisou 30 amostras de exames de diferentes regiões administrativas, mas somente o caso da bebê atendida no Hmib foi positivo para a nova subvariante. Derivada da Ômicron, a subvariante EG.5.1 já circula pelo menos desde fevereiro, tendo sido confirmada em mais de 50 países. No Brasil, o primeiro caso reportado foi no estado de São Paulo, tendo sido confirmado no dia 17 deste mês. O apelido Éris, ainda que disseminado internacionalmente, não é um nome oficial dado pela Organização Mundial de Saúde. Não há indicativo de que a subvariante seja mais letal ou mais contagiosa que a Ômicron, variante identificada no Distrito Federal pela primeira vez em dezembro de 2021. Os índices mais baixos de vacinação contra a covid-19 são relacionados às doses de reforço e à população infantil | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Para o subsecretário de Vigilância à Saúde, Divino Valero Martins, os brasilienses não precisam se preocupar com a nova cepa. “Não há motivos para a população se exasperar, porque a Secretaria de Saúde está atenta a essas questões das variantes da Ômicron. Essa ação demonstra a eficácia da rede de saúde do DF ao detectar, quase em tempo real, essa nova variante através das unidades sentinelas e do Lacen, que detectou a presença dessa nova variável nesta criança”, ressaltou. [Olho texto=”“É importante que a população esteja com o esquema vacinal completo, principalmente os grupos de risco, como idosos e portadores de comorbidades, pois a imunização diminui a probabilidade de casos graves e mortes”” assinatura=”Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde” esquerda_direita_centro=”esquerda”] Embora seja altamente contagiosa, a mutação não demonstrou sinais de grande risco para a maior parte da população. Até o momento, os relatos são de sintomas muito parecidos com os que são causados pela Ômicron original: febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor de garganta e nariz escorrendo. De acordo com a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, o crescimento dos casos nos próximos meses é esperado porque as mutações da subvariante Éris permitem a reinfecção pela doença. “É importante que a população esteja com o esquema vacinal completo, principalmente os grupos de risco, como idosos e portadores de comorbidades, pois a imunização diminui a probabilidade de casos graves e mortes”, disse. Doença sob controle Desde o início da pandemia, o DF já registrou mais de 911 mil casos confirmados de covid-19, com 98,6% tendo evoluído para recuperação e 1,3% (11.886) resultado em óbitos, dos quais 1.033 foram de residentes de estados. Em 2023, foram 33 óbitos. Entre os dias 12 e 19 deste mês, foram registrados 312 novos casos da doença, contra 239 em relação à semana anterior. Isso fez com que a taxa de transmissão, o chamado índice R(t), chegasse a 1,21. A variação positiva, contudo, não indica uma preocupação epidemiológica, por conta do baixo número total e pela baixa gravidade dos casos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Vacinação A SES mantém a vacinação como a principal medida para combater a pandemia de covid-19. Desde o início da campanha no DF, em 19 de janeiro de 2021, já foram aplicadas mais de 7,8 milhões de doses, sendo 534 mil da bivalente, atualmente disponível para toda a população acima dos 18 anos. Mais de 81% da população já recebeu pelo menos uma dose da vacina, e 78,5% completaram o esquema vacinal de duas doses. Porém, os índices são mais baixos em termos de doses de reforço e entre a população infantil. Cerca de metade da população (48,9%) não recebeu nem uma dose de reforço. Entre as crianças de 5 a 11 anos, 44,6% não tomaram a segunda dose. Na faixa etária de 3 e 4 anos, o índice sobe para 83,6%. Já entre os bebês de seis meses a dois anos, na faixa etária da criança diagnosticada com a nova subvariante, 91,1% não completaram o esquema vacinal duas doses. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Lacen recebe equipamentos que ampliam controle e qualidade de diagnósticos
Novos equipamentos recebidos pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) melhoram a qualidade dos serviços e dos diagnósticos prestados, fortalecendo a vigilância laboratorial. Entre os equipamentos recém-adquiridos, com recursos do Ministério da Saúde, estão 52 câmaras conservadoras, que são refrigeradores próprios para laboratórios, 21 freezers e equipamentos para realizar testes PCR para o diagnóstico de várias doenças. “O Lacen espera uma melhoria na qualidade dos resultados das análises. Com os novos equipamentos, também temos a possibilidade de avançar nas normas de qualidade que temos de seguir”, explica a diretora do Lacen, Grasiela Araújo da Silva. O fotodocumentador é usado para realizar o sequenciamento do DNA e identificar bactérias e vírus | Fotos: Breno Esaki/ Agência Saúde Essas normas, como a ISO 15189, especificam os requisitos do sistema de gestão de qualidade específicos para laboratórios médicos. Alguns tratam da parte de controle de temperatura tanto das amostras quanto dos reagentes. Por isso, os novos equipamentos garantem mais adequação às regras de qualidade. Antes, este controle no Lacen ocorria manualmente. “Nós utilizávamos formulários e dependíamos de um servidor para fazer a leitura desse registro. Agora, esses equipamentos permitem fazer vários registros automaticamente”, complementa a diretora. ? Como funcionam Antes da automatização, o controle das informações era feito manualmente Os novos refrigeradores do Lacen têm uma série de mecanismos de alarme e de segurança para conservação das amostras. Eles possuem autonomia de 36 horas de bateria caso ocorra queda de energia no laboratório, além de um sistema de alarmes que avisam se o equipamento sair da temperatura desejada. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Outro ponto positivo é que são equipados com uma porta USB, onde podem ser inseridos pen drives para gerar gráficos de medições de temperatura. É dessa maneira que o trabalho de monitoramento da variação da temperatura foi automatizado. Já os freezers adquiridos garantem armazenamento adequado de amostras laboratoriais e reagentes, pois podem chegar até -30ºC e as temperaturas oscilam muito menos. Mais tecnológicos que os anteriores, os novos termocicladores e fotodocumentadores também resultam em mais eficiência e qualidade.? O termociclador é utilizado para realizar testes PCR tanto de diagnóstico de covid-19 quanto de outras doenças respiratórias e bacterianas, enquanto o fotodocumentador é usado para realizar o sequenciamento do DNA e identificar bactérias e vírus, o que resulta em análises mais precisas e em economia de reagentes. *Com informações da Secretaria de Saúde
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GDF incentiva projeto para transporte de material biológico por drone
A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF), por meio do Programa DF Inovador, em conjunto com a Universidade de Brasília (UnB) e o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), fomentou a proposta desenvolvida pela pesquisadora Izabela Gimenes (Fiocruz), em parceria com a startup H4andsLab. O edital concedeu ao projeto da Fiocruz Brasília um incentivo de R$ 50 mil para a construção de um protótipo de drone viável e funcional. A ideia da pesquisadora Izabela Gimenes utiliza o drone para o transporte do material biológico colhido no campo, como sangue ou órgãos para transplante, até o laboratório | Foto: Divulgação/FAP-DF A ideia de se criar um drone para transportar material biológico surgiu com a dificuldade vivenciada por Izabela para realizar suas pesquisas. A pesquisadora conta que muitos trabalhos se tornavam inviáveis devido à distância do ponto de coleta até o laboratório, custo e dependência de transporte institucional. Para solucionar de forma prática essa questão, a pesquisadora da Fiocruz formou uma parceria com a startup H4andsLab, por intermédio do Programa DF Inovador, da FAP-DF. O objetivo do programa é promover a inovação e transformação digital de organizações públicas e privadas do Distrito Federal e RIDE, unindo pesquisadores e startups para a criação de projetos que possam gerar melhorias para a sociedade. O protótipo foi construído e testado sem material biológico e percorreu uma distância de 8 km em menos de 20 minutos, algo que demoraria 40 minutos se o trajeto fosse feito por transporte tradicional. Além disso, houve uma redução no custo do deslocamento em 28%. Ambas reduções são significativas e podem promover transformações no que diz respeito ao transporte de sangue e órgãos para transplante, como informa o CEO da H4nds, Luis Eduardo Ludgero. A segunda fase dos testes será feita incorporando o trabalho da pesquisadora da UnB Olga Machado, que transportará material biológico para realizar o estudo de vigilância genômica para monitoramento de casos de tuberculose associados à covid-19. Caso o teste seja bem sucedido, o projeto seguirá para novas etapas. *Com informações da FAP-DF
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Laboratório do DF para diagnóstico de monkeypox atende mais cinco estados
Brasília, 25 de agosto de 2022 – O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) é uma das oito unidades de referência para diagnóstico da Monkeypox no país. Além dele, estão credenciados o da Universidade Federal do Rio de Janeiro; da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro; do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo; da Fundação Ezequiel Dias, de Minas Gerais (Funed); do Instituto Evandro Chagas, no Pará; o Lacen de Amazonas e o Lacen do Rio Grande do Sul. Como unidade de referência, o laboratório de Brasília hoje é o responsável pela análise de todas as amostras coletadas na região e ainda nos estados de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Acre e Roraima. Há menos de um mês trabalhando nessa atividade, o Lacen-DF realizou mais de 450 exames, sendo aproximadamente 250 do DF e 210 de outras unidades da Federação. O Lacen-DF realizou mais de 450 exames para diagnóstico de Monkeypox, sendo aproximadamente 250 do DF e 210 de outras unidades da Federação | Foto: Tony Oliveira / Agência Brasília O diretor substituto do Lacen, Fabiano Queiroz Costa, explica que o local faz o diagnóstico molecular da monkeypox (PCR). Segundo ele, o método é o mais eficiente na análise das amostras, por detectar o DNA do vírus causador da doença. “O Lacen-DF foi o primeiro Lacen do Brasil a fazer o diagnóstico molecular da Monkeypox”, explicou Fabiano. “No primeiro momento, mandamos as amostras para o Rio de Janeiro, depois passamos a fazer os exames em paralelo com eles. Em agosto, nos tornamos laboratório de referência”, lembra o diretor. O diagnóstico é oferecido em até três dias. O Lacen do Distrito Federal conta atualmente com cinco servidores – biomédicos, farmacêuticos e técnicos de laboratório – na análise da monkeypox. O reagente utilizado para o diagnóstico é praticamente o mesmo dos exames de covid. Grande parte do material utilizado no laboratório é distribuído pelo Ministério da Saúde, portanto, não há gasto extra do Lacen com os exames.
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Laboratório público do DF inicia testagem da monkeypox
Brasília, 1º de agosto de 2022 – O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) desenvolveu uma metodologia de teste para o diagnóstico local de monkeypox, doença zoonótica viral com sintomas semelhantes aos da varíola, mais conhecida como varíola dos macacos. O objetivo é se tornar um ponto de testagem referenciado, acelerando o reconhecimento dos casos suspeitos na capital. Até então, as amostras dos pacientes precisavam ser enviadas para o reconhecimento na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com a metodologia de teste para o diagnóstico local de monkeypox, o Lacen-DF tem o objetivo de se tornar um ponto de testagem referenciado, acelerando o reconhecimento dos casos suspeitos no Distrito Federal | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Os ensaios no Lacen-DF tiveram início há três semanas com o surto dos casos no Brasil – até a última sexta-feira (29), o Distrito Federal contava com 21 casos confirmados e 70 suspeitos. “Nós estamos fazendo os primeiros ensaios para poder oferecer o diagnóstico à população do Distrito Federal e aos gestores e apresentar as ações de vigilância”, afirma a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva. A metodologia foi criada a partir dos estudos, publicações e artigos científicos mais recentes sobre a doença para garantir segurança. A testagem é feita por um teste PCR que detecta a partícula viral da monkeypox nas lesões na pele do paciente. Para aumentar a confiabilidade, o laboratório também faz a sequência do DNA dos casos positivos. A diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo, diz: “Estamos fazendo os primeiros ensaios para poder oferecer o diagnóstico à população do Distrito Federal e aos gestores e apresentar as ações de vigilância” Os kits para os testes são fornecidos pelo Lacen às unidades de saúde, que encaminham as amostras para diagnóstico. “Tentamos suprir informações e dar apoio quanto à coleta, ao armazenamento e ao envio dessas amostras. O procedimento de coleta tem que seguir um rito para que a gente consiga uma qualidade de material boa”, revela a chefe do Núcleo de Virologia do Lacen-DF, Fernanda Yamada. Agilidade no combate Agenor de Castro, farmacêutico do Lacen-DF, diz: “Se a gente faz por aqui, consegue minimizar esse tempo e logo ajudar nas políticas de vigilância epidemiológica” O principal benefício da testagem local é o tempo de resposta para as ações de bloqueio e tratamento da doença. A expectativa é de que com o processo os resultados sejam entregues em até 48 horas. Atualmente, entre coleta, transporte e diagnóstico, o tempo é de 10 a 15 dias. “Quando a gente envia uma amostra para fora, temos que contar com o tempo de envio e o recebimento no outro centro. Essa amostra ainda concorre com outros locais do Brasil. Se a gente faz por aqui, consegue minimizar esse tempo e logo ajudar nas políticas de vigilância epidemiológica. Consegue informar o paciente sobre a necessidade dele ficar isolado e manter as normas sanitárias, que são recomendadas nesses casos”, explica Agenor de Castro, farmacêutico do Lacen-DF. Mesmo em pouco tempo, o Laboratório Central de Saúde Pública do DF já está sendo procurado por outros estados que desejam replicar a metodologia. “Desde o momento que nós publicizamos que estamos preparados para fazer esse diagnóstico, outros Lacens entraram em contato para obter informações e caminhos necessários para adquirir os reagentes e poder fazer a mesma metodologia”, conta a diretora do Lacen-DF. Doença A monkeypox é uma doença de origem animal transmitida para humanos. A transmissão ocorre por contato com animal ou humano infectado (lesões, fluidos corporais e gotículas respiratórias), ou ainda com materiais contaminados contendo o vírus. Os sintomas duram de duas a quatro semanas. Os principais sintomas são erupções na pele e alteração da temperatura corporal acima de 37,5º Celsius. A pessoa também pode ter dor no corpo, na cabeça e na garganta. O período febril tem duração de cerca de cinco dias. Conforme a febre reduz, as lesões na pele começam a aparecer. A lesão é avermelhada, se eleva e vira uma bolha com presença de líquido incolor, que com o passar dos dias passa a ter o tom mais amarelado e evolui para um processo de cicatrização, virando uma crosta e depois se rompe da pele. Em caso de suspeita, as unidades básicas de saúde (UBSs) e as unidades de pronto atendimento (UPAs) estão prontas para receber pacientes. O diagnóstico deve ser laboratorial.
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Moradores do DF que tiveram variante ômicron da covid-19 estão curados
A Secretaria de Saúde confirmou que os dois moradores do Distrito Federal infectados com a variante ômicron não estão mais com covid-19. “Os dois concluíram o período de isolamento e, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, agora são considerados curados”, informou a chefe do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Federal (Cievs-DF), Priscilleyne Reis. A variante ômicron foi identificada no DF pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) a partir de trabalho realizado em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Um dos dois infectados manifestou apenas sintomas leves e o outro ficou assintomático. Os dois chegaram da África do Sul em 27 de novembro e tiveram a contaminação constatada graças ao trabalho realizado em parceria com o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) identificou a nova variante. De acordo com Priscilleyne Reis, a Secretaria de Saúde mantém a rotina de vigilância por eventuais casos da variante, com atenção ao fluxo de passageiros no Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek. *Com informações da Secretaria de Saúde do DF
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Sequenciamento genômico identificou presença da variante Delta no DF
A equipe de Biologia Molecular do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) analisou 67 amostras de casos positivos para o novo coronavírus Sars-CoV-2 e detectou a presença da variante Delta em seis amostras. Já na maior parte dos casos analisados a predominância foi da variante Gama, que surgiu em Manaus, no Amazonas. A análise das amostras é uma medida importante no combate à pandemia e que reforça as estratégias de vigilância em saúde em relação ao surgimento de novas variantes do coronavírus | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF Até o momento, não é possível afirmar se nos casos positivos para a variante de origem indiana a infecção ocorreu por transmissão comunitária. Os casos foram identificados em três homens e três mulheres, com idade entre 20 e 59 anos. Quatro são residentes em Planaltina, um de Santa Maria e um do Plano Piloto. As coletas dos materiais foram realizadas nos dias 12 (um paciente), 14 (quatro pacientes) e 16 de julho (um paciente). [Olho texto=”“Entendemos o comportamento do vírus a partir de análises laboratoriais e esses estudos subsidiam o monitoramento de variantes virais do Sars-CoV-2 circulantes no DF, possibilitando ações de vigilância mais intensivas de combate à pandemia”” assinatura=”Grasiela Araújo da Silva, diretora do Lacen-DF” esquerda_direita_centro=”direita”] O sequenciamento genômico foi encerrado na última terça-feira (20). De acordo com a diretora do Lacen-DF, Grasiela Araújo da Silva, a análise das amostras é uma medida importante no combate à pandemia e que reforça as estratégias de vigilância em saúde em relação ao surgimento de novas variantes do coronavírus. “Entendemos o comportamento do vírus a partir de análises laboratoriais, como fizemos em diversas oportunidades. E esses estudos subsidiam o monitoramento de variantes virais do Sars-CoV-2 circulantes no Distrito Federal, possibilitando ações de vigilância mais intensivas de combate à pandemia do novo coronavírus”, explica. Investigação epidemiológica Após a confirmação do Lacen, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde iniciou a investigação sobre a origem dos casos e, até o momento, já fez contato, por telefone, com três infectados. Desses, dois não viajaram ou tiveram contato com pessoas que viajaram. Um também não viajou, porém teve contato com uma pessoa que esteve no estado da Bahia. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Segundo a Vigilância Epidemiológica, um dos pacientes apresentou falta de ar, mas não foi hospitalizado. Todos os pacientes contatados foram devidamente orientados e informaram estar cumprindo, ou ter cumprido isolamento domiciliar. Nenhum está internado. A variante Delta surgiu na Índia e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), já circula em mais de 111 países. *Com informações da Secretaria de Saúde
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