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SUS completa 36 anos com histórias que mostram a importância da saúde pública

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. Descobrir uma doença depois de meses buscando respostas. Fazer um exame que afasta a necessidade de uma cirurgia. Encontrar profissionais que oferecem atenção em meio a uma internação. Experiências como essas ajudam a traduzir, para além dos números, a presença do Sistema Único de Saúde (SUS) na vida dos brasileiros. Neste sábado (19/9), a Lei nº 8.080, que regulamentou a organização e o funcionamento do SUS, completa 36 anos. Sancionada em 19 de setembro de 1990, a legislação consolidou princípios e diretrizes do sistema de saúde previsto pela Constituição Federal de 1988. No Distrito Federal, unidades administradas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) fazem parte dessa rede. No cotidiano dos serviços, histórias de pacientes e familiares mostram diferentes formas pelas quais a assistência se torna presente justamente quando alguém mais precisa. Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária, mas uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF   Aos 68 anos, Waldemar Rodrigues de Rezende procurou o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) depois de passar meses em tratamento na rede privada para uma suposta infecção urinária. Na unidade, uma investigação clínica mais aprofundada identificou um tumor na próstata, permitindo que ele recebesse o acompanhamento adequado. “Do administrativo à assistência, eu não tive problema algum, pelo contrário: encontrei pessoas carismáticas, prestativas, resolutivas e atenciosas. Se eu não tivesse vindo para este hospital, talvez não tivesse descoberto o tumor”, relata. João Carvalho, 48, morador de Sobradinho II, chegou a uma unidade de pronto atendimento (UPA) com dores na região abdominal e suspeita inicial de apendicite. Depois de permanecer internado por alguns dias, foi encaminhado ao HRSM para realizar uma tomografia do abdômen. O exame descartou a suspeita e afastou a necessidade de cirurgia. “Esta investigação foi importante para esclarecer a causa dos sintomas que eu sentia e evitar um procedimento desnecessário”, conta João. Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC)   Aos 31 anos, Jonatas Carvalho de Oliveira precisou do HBDF após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ele permaneceu internado por duas semanas para observação e recebeu atendimento da equipe de neurologia. “Fui atendido pelos melhores neurologistas do país e, assim que subi ao quarto, tive um excelente tratamento. Percebi que, apesar de algumas mazelas, é possível, sim, contar com a saúde pública de Brasília”, relata. O alcance do SUS vai muito além da assistência hospitalar. O sistema reúne serviços que vão da atenção primária aos atendimentos de média e alta complexidade, além de ações de vacinação, vigilância em saúde, transplantes, urgência e emergência. Embora mais de 52 milhões de brasileiros tenham plano de saúde, a maior parte da população depende exclusivamente dos serviços públicos. Segundo estudo da República.org, elaborado com base em dados do DataSUS, 75,3% dos habitantes do país utilizam exclusivamente os serviços oferecidos pelo SUS. IgesDF é 100% SUS No Distrito Federal, o IgesDF integra a rede pública de saúde e realiza atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde. O Instituto administra o Hospital de Base do Distrito Federal, o Hospital Regional de Santa Maria, o Hospital Cidade do Sol e 13 unidades de pronto atendimento. Os serviços atendem usuários do SUS de acordo com os fluxos da rede pública e o perfil assistencial de cada unidade. É nessa estrutura que histórias como as de Waldemar, João e Jonatas ajudam a mostrar, para além dos números, como o sistema está presente na vida de quem precisa de assistência.   *Com informações do IgesDF

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SUS oferece consulta gratuita no Hran para uma viagem mais segura

Passagem comprada, hospedagem reservada e malas quase prontas. Antes de embarcar, vale incluir mais um compromisso no roteiro: uma consulta médica. No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece o Ambulatório do Viajante. O serviço gratuito orienta sobre vacinas, prevenção de doenças e outros cuidados importantes antes do embarque. O atendimento é personalizado. A consulta leva em conta o destino, o tempo de permanência e o perfil de cada viajante. Com essas informações, o profissional indica as vacinas recomendadas, explica os principais riscos da região e orienta como reduzir as chances de adoecer durante a viagem. O ambulatório não aplica vacinas. A consulta serve para indicar quais imunizantes são necessários, onde eles estão disponíveis e quais medidas de prevenção devem ser adotadas antes da viagem | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde   Cuidados preventivos O ambulatório não aplica vacinas. A consulta serve para indicar quais imunizantes são necessários, onde eles estão disponíveis e quais medidas de prevenção devem ser adotadas antes da viagem. Quem viaja para áreas com maior circulação de doenças também recebe orientações sobre cuidados com água e alimentos, prevenção contra doenças transmitidas por mosquitos e riscos como a trombose em voos longos. Quando necessário, o médico também prescreve medicamentos preventivos. Viagem segura O Ambulatório do Viajante funciona desde 2014. A recomendação é agendar a consulta pelo menos 30 dias antes da viagem. O atendimento é gratuito e ocorre às terças e quintas-feiras, das 14h às 18h. O agendamento pode ser feito pelos e-mails agendamentocriehran@gmail.com e hran.cri@saude.df.gov.br ou pelo telefone (61) 3449-4733. No dia da consulta, é preciso apresentar documento de identificação, Cartão SUS e cartão de vacinação.  

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Região Oeste debate prioridades para fortalecer SUS em Conferência Regional de Saúde

Como parte da programação das Conferências Regionais de Saúde do Distrito Federal, a Região Oeste realizou seu encontro nesta quinta-feira (25). Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), trabalhadores da área e gestores da Secretaria de Saúde (SES-DF) discutiram os principais desafios da saúde pública na área que abrange Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol.  O superintendente e presidente da Conferência Regional da Região Oeste, Cézar Renk, ressalta que a construção coletiva é essencial para ampliar a qualidade da assistência prestada à população. “O avanço da saúde pública depende da construção conjunta entre todas as frentes. É esse diálogo que fortalece a região Oeste e ajuda a enfrentar nossos desafios", avalia.  As propostas construídas durante os debates serão apresentadas na 12ª Conferência Distrital de Saúde (CDS), que ocorre em 2027. Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, as conferências regionais ocorrem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle / Agência Saúde DF   Participação social Com o tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil”, as conferências regionais ocorrem até 1º de julho nas sete Regiões de Saúde do DF. Nessa etapa, a participação é livre para toda a população. Representando os usuários do SUS, Eduardo Fleury reforça que o espaço permite levar as experiências e as necessidades da população para o centro das discussões. “A participação da sociedade é essencial, pois é dela que surgem contribuições para melhorar a nossa saúde. Quando compartilhamos, ajudamos a apontar caminhos para aperfeiçoar os serviços." “A participação da sociedade é essencial, pois é dela que surgem contribuições para melhorar a nossa saúde. Quando compartilhamos, ajudamos a apontar caminhos para aperfeiçoar os serviços" Eduardo Fleury, representante dos usuários do SUS Na região Oeste os três segmentos de participantes se dividiram em grupos para discutir quatro eixos temáticos: democracia, direito à saúde e soberania nacional; financiamento do SUS; desafios relacionados às emergências climáticas e à justiça socioambiental; e modelos de atenção, gestão e cuidado integral.  “O envolvimento dos três segmentos é fundamental para construir propostas viáveis. É ouvindo quem utiliza os serviços que conseguimos apontar prioridades para a saúde pública”, afirma a coordenadora-adjunta da 12ª CDS e membro do Conselho de Saúde do Distrito Federal, Fátima Rôla. Para o representante dos trabalhadores e presidente do Conselho de Saúde de Brazlândia, Jefferson Júnior, quem atua diariamente na assistência também tem papel decisivo nesse processo. “O profissional está na linha de frente do atendimento, orienta a população e contribui diretamente para o funcionamento do SUS. Sua participação é indispensável nessa etapa”, aponta.  Próximas etapas Após a aprovação do Relatório Final da 12ª CDS, o documento é oficialmente enviado à Comissão Organizadora Nacional, onde as diretrizes aprovadas no DF são integradas aos relatórios dos demais estados, compondo o Relatório Consolidado Nacional. Esse instrumento serve de base para as deliberações e votações da 18ª Conferência Nacional de Saúde (18ª CNS), prevista para julho de 2027.   *Com informações da SES/DF

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Delegação da Etiópia visita rede pública de saúde do DF

Representantes do Ministério da Saúde da Etiópia e de instituições parceiras estiveram no Distrito Federal para uma visita às unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). O encontro focou a troca experiências entre os dois países e apresentou práticas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o debate sobre estratégias de gestão, financiamento e organização dos serviços de saúde. Nesta quarta-feira (24), a delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF. A programação incluiu a observação das rotinas de atendimento e a apresentação da estrutura responsável por organizar o acesso da população aos serviços da rede pública na capital. “É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países”, afirma o coordenador de APS da SES-DF, Afonso Mendes. A delegação visitou a Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 da Asa Sul para conhecer de perto o funcionamento da Atenção Primária à Saúde (APS) do DF | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF   Em busca de exemplos A missão internacional busca promover o intercâmbio técnico sobre temas essenciais para os sistemas públicos de saúde. Entre os assuntos debatidos estão Estratégia Saúde da Família, governança descentralizada e tripartite do SUS, financiamento baseado em desempenho e qualificação da força de trabalho, entre outros.  A visita ocorre em um momento em que a Etiópia deseja aperfeiçoar seu sistema de saúde por meio de uma reforma sanitária. Nesse contexto, o país tem analisado experiências internacionais consideradas referências na área e identificou no SUS exemplos que podem auxiliar na construção de políticas voltadas à ampliação do acesso e à melhoria do cuidado oferecido à população.  “É um privilégio mostrar como funcionam as nossas ações de promoção da saúde e prevenção de doenças. Essa troca é muito rica e pode contribuir para o fortalecimento dos sistemas de saúde dos dois países” Afonso Mendes, coordenador de Atenção Primária à Saúde Para o assessor técnico da Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Danylo Vilaça, o intercâmbio beneficia não apenas a Etiópia, mas também fortalece a cooperação entre os países. “Depois da pandemia, ficou evidente a importância de sistemas universais de saúde capazes de promover vacinação, prevenção e atendimento integral. Compartilhar experiências acumuladas ao longo de mais de 30 anos do SUS contribui para que outros países fortaleçam seus sistemas e para que possamos enfrentar juntos desafios que são globais”, avalia.   * Com informações da SES/DF

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Gestores públicos de Saúde discutem aprimoramento do SUS

Por trás de cada atendimento realizado, consulta agendada ou leito disponibilizado, existem decisões, processos e estratégias que ajudam a garantir que o cuidado chegue a quem mais precisa. Foi com esse olhar voltado ao fortalecimento da saúde pública que a Controladora Interna do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Vanessa Tchelzoff, participou nesta terça-feira (23) da 3ª Maratona Temática: Saúde Pública, promovida pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). O evento reuniu gestores, especialistas e representantes de órgãos de controle de diferentes regiões do país para compartilhar experiências e discutir caminhos capazes de aprimorar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao longo da programação, foram debatidas iniciativas voltadas à inovação, governança, eficiência dos serviços e fortalecimento de políticas públicas. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes de órgãos de controle de diferentes regiões do país para compartilhar experiências e discutir caminhos capazes de aprimorar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) | Foto: Divulgação IgesDF Representando o IgesDF, a gestora integrou a mesa de debate "Experiências de Terceirização da Saúde no DF" em um espaço dedicado à reflexão sobre diferentes modelos de contratualização utilizados em parceria com o Estado. A discussão abordou desafios operacionais, mecanismos de controle e boas práticas capazes de assegurar mais qualidade, responsabilidade e transparência na prestação dos serviços oferecidos à população. Para a controladora interna, momentos como esse são fundamentais para promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer soluções que contribuam para uma assistência cada vez mais qualificada. "Foi uma oportunidade valiosa para aprofundarmos o debate sobre modelos de gestão, compartilharmos experiências e refletirmos sobre mecanismos que garantam a qualidade na entrega final ao cidadão. O controle aliado à gestão estratégica é um importante instrumento para o fortalecimento da saúde pública", destaca. Segundo Vanessa, a participação do Instituto em fóruns de discussão e construção coletiva reforça o compromisso permanente com a melhoria dos serviços prestados à população do Distrito Federal. "Quando diferentes instituições se reúnem para compartilhar aprendizados e discutir boas práticas, todos ganham. Essas trocas ajudam a aperfeiçoar processos, ampliar a eficiência e fortalecer uma cultura de responsabilidade que impacta diretamente a experiência do paciente dentro da rede de saúde", acrescenta. Mais do que discutir modelos de gestão, encontros como a Maratona Temática evidenciam que uma saúde pública de qualidade também é construída por meio do diálogo, da cooperação e da busca constante por aprimoramento. "O controle, aliado à gestão estratégica, é o caminho para uma saúde pública cada vez mais robusta e eficiente no nosso DF", finaliza a controladora interna do Instituto.   *Com informações do Iges/DF

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GDF participa de trabalho integrado para aumentar índice de vacinação

Em evento sobre a recuperação das coberturas vacinais no Brasil, realizado nesta terça-feira (16), o secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, destacou a importância da atuação conjunta e tripartite (União, estados e municípios) para impedir a volta de doenças aos territórios.  "Quando temos a diminuição da cobertura vacinal, temos também a quebra de diversas barreiras protetivas que foram construídas há décadas. Assim, precisamos voltar a nos preocupar com enfermidades que deixaram de representar riscos à saúde populacional", afirmou o titular da pasta.  A II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O encontro reuniu gestores, especialistas e representantes de instituições ligadas ao setor para discutir estratégias de fortalecimento da imunização no país. II Mostra de Experiências Exitosas da Gestão Estadual do SUS para Recuperação das Coberturas Vacinais ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) | Foto: Divulgação SES/DF   A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS), Mariângela Galvão, endossou o trabalho coletivo. “O fortalecimento da imunização só pode ser fruto de uma atuação integrada, feita por todo o Sistema Único de Saúde (SUS), que tem trabalhado continuamente." Troca de experiências Organizada pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a mostra buscou propiciar debates e troca de soluções entre as secretarias estaduais. As experiências bem-sucedidas abordaram pontos como: apoio técnico aos municípios e ações de educação permanente; ações para facilitar o acesso às vacinas; campanhas de comunicação e ações de enfrentamento da desinformação; e integração de dados. Tema central do encontro, a atuação da Atenção Primária à Saúde (APS) mostrou-se indispensável para o alcance da cobertura vacinal. “Falar de recuperação da imunização é, também, falar do fortalecimento da APS, de acolher e oferecer acesso", afirmou o diretor de Saúde da Família do MS, José Eudes Barroso. Representada principalmente pelas unidades básicas de saúde (UBSs), a APS foi apontada como fundamental para garantir acesso à vacinação e estreitar o vínculo com as comunidades.  “Esse evento é importante para destacar o papel essencial que o SUS tem no programa de imunização, principalmente pela capilaridade da atenção primária. As experiências comprovam essa capacidade de atuação”, argumentou a representante-adjunta da Opas, Elisa Prieto. [LEIA_TAMBEM] Desafios Embora mostre avanços, as ações de proteção ainda enfrentam desafios. Especialistas alertaram sobre a desinformação e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde.  Para a representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Kandice Falcão, presenciar o que tem sido feito pelo Brasil permite pensar em estratégias para enfrentar os desafios. “Quanto compartilhamos experiências, multiplicamos os resultados. Vivenciamos a capacidade de mobilização que o SUS tem.”   *Com informações da SES/DF

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Hospital Regional de Sobradinho ganha UTI reformada e equipamentos de ponta

Após receber uma ampla reforma, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Sobradinho (HRS) volta a operar com uma estrutura totalmente modernizada, novos equipamentos e maior capacidade de monitoramento dos pacientes. O investimento de R$ 1,5 milhão fortalece a rede pública de saúde do Distrito Federal ao qualificar o atendimento de alta complexidade, aumentar a segurança assistencial, oferecer melhores condições de cuidado para pacientes em estado crítico e melhorar as condições de trabalho das equipes multiprofissionais. A governadora Celina Leão entregou a unidade nesta terça-feira (16). “Estão acontecendo várias reformas de centros de UTI na nossa rede pública de saúde. Obras assim chegam a emocionar. Entregar um espaço adequado como esse, para nossa equipe de saúde, é dar uma condição de trabalho e melhorar o atendimento aos pacientes. É uma estrutura com todos os níveis de suportes. Toda semana nós estamos inaugurando espaços novos, 100% reformados e é com o que tem de mais moderno. Hoje nós não perdemos para nenhuma UTI particular. E é com monitoramento central e todos os leitos aqui também vão ter suporte de hemodiálise, para a gente não ficar transferindo o paciente com hemodiálise”, destacou a governadora. Governadora Celina Leão: "Entregar um espaço adequado como esse para nossa equipe de saúde é dar uma condição de trabalho e melhorar o atendimento aos pacientes. É uma estrutura com todos os níveis de suportes" | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília   Um dos grandes destaques da nova UTI é a atualização tecnológica. A unidade foi equipada com um sistema de monitoramento global de leitos, permitindo que a equipe acompanhe os sinais vitais dos pacientes em tempo real. Além disso, o setor, agora, conta com equipamento portátil de hemodiálise, o que possibilita a realização de terapias contínuas ou agudas diretamente à beira do leito. Essa infraestrutura foi planejada para garantir o controle de infecções, promover maior privacidade e otimizar os fluxos de atendimento.   Para o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, as melhorias impactam diretamente a segurança do paciente crítico e a redução de eventos adversos, consolidando a humanização do cuidado. “Nós sabemos que, com o envelhecimento da população, temos uma demanda cada vez maior por esse tipo de leito, que é um leito nobre. E aqui nós revitalizamos 10 leitos de UTI. Antes, nem todos tinham pontos de diálise. Agora, temos 10 pontos de diálise na UTI. E também estão com isolamento e telemetria, ou seja, no posto de enfermagem, nós conseguimos acompanhar como estão os dados vitais do paciente. Isso é fundamental para trazer segurança aos nossos pacientes”, afirmou. “Nós sabemos que, com o envelhecimento da população, temos uma demanda cada vez maior por esse tipo de leito, que é um leito nobre. E aqui nós revitalizamos 10 leitos de UTI. Antes, nem todos tinham pontos de diálise. Agora, temos 10 pontos de diálise na UTI" Juracy Lacerda, secretário de Saúde A governadora Celina Leão aproveitou para reforçar a estratégia de inserir novos aparelhos de exames. “Aqui também já começou a reforma para chegar o tomógrafo. Nós estamos determinando que os hospitais tenham um tomógrafo, para a gente não transportar mais pacientes para fazer exames. Estamos fazendo um estudo também para ressonância, que é um pouco mais caro, mas a gente quer também em todos os nossos hospitais, para diminuir esse transporte de passageiros”, acrescentou. O diretor do HRS, Bruno Guedes, destaca que as obras simbolizam um salto importante para o hospital. “Essa reforma representa um sonho. Quando a gente vê a alegria dos servidores… O pessoal brinca que agora a gente tem o HRS Star, por conta do nível , qualidade e de toda a tecnologia, que é o que o nosso usuário merece. O paciente do SUS merece o melhor. Com a ampliação, são dois leitos a mais, o que representa 140 pacientes a mais atendidos em um ano. Hoje nós temos dois leitos com isolamento e 10 leitos com hemodiálise, e isso é um diferencial. O usuário vai encontrar uma estrutura bonita, funcional e limpa, mas vai encontrar também uma equipe muito bem treinada para fazer o acolhimento, para fazer gestão com indicadores. Hoje, o protocolo de segurança do paciente é fundamental, e agora está completamente instalado dentro da UTI. Então, a estrutura junto com a mudança do processo de trabalho, não vai ter UTI melhor”, comemorou. O investimento de R$ 1,5 milhão fortalece a rede pública de saúde do Distrito Federal ao qualificar o atendimento de alta complexidade Investimentos contínuos A reforma do HRS integra o processo contínuo do Governo do Distrito Federal (GDF) de fortalecimento da rede hospitalar, garantindo maior resolutividade e eficiência na assistência de alta complexidade. As obras, iniciadas no segundo semestre de 2025, englobaram uma reestruturação completa da unidade. As intervenções incluíram desde a renovação das instalações elétricas e hidráulicas e a modernização do sistema de climatização, até a readequação integral aos padrões técnicos e normas sanitárias vigentes. A nova estrutura física passa a contar com oito leitos de terapia intensiva e dois leitos destinados ao isolamento. Nessa segunda-feira (15), a governadora Celina Leão entregou as obras de modernização do pronto-socorro do Hospital Regional de Planaltina (HRPl) e um novo aparelho de tomografia para a unidade de saúde. As medidas, que tiveram investimento inicial de R$ 1 milhão em contratos de manutenção, adequaram a unidade para atender uma população estimada em quase 219 mil habitantes, além de moradores de municípios goianos do Entorno, como Água Fria e Formosa. As ações ocorreram durante a passagem do programa GDF na Sua Porta pela cidade. [LEIA_TAMBEM] Mais vagas para exames de imagem Segundo a Secretaria de Saúde, o DF tem 13 hospitais estruturados, mas nem todos terão tomógrafos, devido a limitações de espaço físico ou perfil assistencial. Os hospitais de Planaltina e Gama já receberam novos equipamentos, enquanto a substituição de tomógrafos está em andamento nos hospitais de Sobradinho, Ceilândia e Materno Infantil de Brasília. As próximas unidades contempladas serão Samambaia e Taguatinga. No total, serão sete tomógrafos. A distribuição dos aparelhos deve ocorrer da seguinte maneira: - Um em Planaltina, já entregue e instalado. - Seis para substituições: Hospital Regional do Gama já entregue e instalado; Hospital Regional de Ceilândia, em fase final de instalação; Hospital Regional de Sobradinho, em fase de entrega; Hospital Materno Infantil, em fase de entrega; Hospital Regional de Samambaia, em preparação para receber; e Hospital Regional de Taguatinga aguarda empenho para receber. A oferta de ressonância já está ampliada, e a fila, zerada. Hoje, há um equipamento no IgesDF de ressonância, com previsão de aquisição de mais quatro equipamentos para reforçar a rede.

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Botox oferecido pelo SUS ajuda pacientes a recuperar movimentos e qualidade de vida

Conhecida pelos usos estéticos, a toxina botulínica — botox — também é uma importante aliada no tratamento de pacientes com tremores, espasmos musculares e sequelas neurológicas. Referência nesse tipo de atendimento na rede pública do Distrito Federal, o Hospital de Base realiza cerca de 240 atendimentos por mês, ajudando pacientes a recuperar movimentos, reduzir dores e ganhar mais qualidade de vida. Um dos pacientes beneficiados é Darlan Souza Sobrinho, de 44 anos. Depois de ser baleado na cabeça, em 2011, ele passou a conviver com limitações severas de mobilidade. As sequelas neurológicas provocaram o aumento involuntário da contração muscular, que dificulta movimentos simples do dia a dia. Desde então, a mãe dele, Maria Gonçalves de Souza, assumiu integralmente os cuidados com o filho. “Ele fica com o corpo todo rígido. Para colocá-lo no carro ou dobrar as pernas, por exemplo, é muito difícil. Exige bastante esforço", relata. O tratamento de Darlan Souza Sobrinho evoluiu depois do início do uso de toxina botulínica | Fotos: Ualisson Noronha/IgesDF Na busca por mais conforto e qualidade de vida para Darlan, a família encontrou no Hospital de Base, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), um importante aliado: o tratamento com aplicação de toxina botulínica. A aplicação ajuda a reduzir a atividade muscular excessiva e é indicada para casos de tremores, espasmos, distonias e outras condições que provocam contrações involuntárias. Segundo o neurologista Flávio Faria, do HBDF, o procedimento não cura a doença de base, mas proporciona alívio significativo dos sintomas e melhora a funcionalidade dos pacientes. "Essas doenças podem provocar contrações musculares involuntárias que causam dor e dificultam atividades simples, como movimentar o pescoço ou até mesmo abrir os olhos. A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente", explica. O especialista destaca que o tratamento precisa ser realizado periodicamente, geralmente a cada três meses, período correspondente à duração média dos efeitos da medicação. Além dos transtornos do movimento, a aplicação é indicada para pessoas com sequelas de acidente vascular cerebral (AVC), traumatismo cranioencefálico e paralisia cerebral. "A aplicação da toxina reduz esses sintomas e traz mais conforto e independência para o paciente" Flávio Faria, neurologista Maria acompanha de perto os resultados no filho e afirma que as mudanças são perceptíveis após cada sessão. "Ele fica mais maleável, consegue movimentar melhor os braços e as pernas. Parece até mais leve. É um tratamento que ajuda muito", comemora. Referência na rede pública O ambulatório de aplicação de toxina botulínica do Hospital de Base é a principal referência da rede pública do Distrito Federal para esse tipo de tratamento. Entre os pacientes atendidos está Vilmar Neres de Sousa, que passou a sofrer com espasmos involuntários na face, especialmente na região da mandíbula. “Quando cheguei ao hospital, minha boca estava toda torta. Eu tinha dificuldade para conversar e até para me alimentar", relembra. Em acompanhamento desde 2020, ele afirma que a melhora após as aplicações é evidente. "Sinto muita diferença. É um tratamento que me ajuda bastante e faz toda a diferença na minha rotina", conta. [LEIA_TAMBEM]Acesso ao tratamento Pacientes que apresentam tremores, espasmos ou outros distúrbios do movimento devem procurar uma unidade básica de saúde (UBS) para avaliação médica. Quando necessário, são encaminhados para atendimento especializado com fisiatra, neurologista ou neurocirurgião e, posteriormente, para o ambulatório do Hospital de Base. A toxina botulínica é disponibilizada gratuitamente pela rede pública, por meio das farmácias de alto custo. Os pacientes em tratamento retiram a medicação e a levam ao hospital para aplicação pelos especialistas. *Com informações do IgesDF  

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Pesquisa de profissional da ESP/DF recebe prêmio internacional

Uma pesquisa desenvolvida por Beatriz Maciel, ex-aluna da 11ª turma do mestrado profissional em Ciências para a Saúde da Escola de Saúde Pública do Distrito Federal (ESP/DF) e servidora da Secretaria de Saúde (SES-DF),  recebeu reconhecimento internacional na 22nd Biennial International Conference on Human Retrovirology: HTLV and related viruses, realizada na Filadélfia (EUA) entre os dias 3 e 6 deste mês. A pesquisa “Impact of antenatal HTLV-1/2 screening on vertical transmission in Distrito Federal, Brazil” demonstra a eficácia de medidas adotadas no Sistema Único de Saúde (SUS) para prevenir a transmissão vertical do HTLV, vírus que pode passar da mãe para o bebê durante a gestação, no parto ou na amamentação. O trabalho em formato de pôster recebeu a premiação Runner Up Poster Prize, um reconhecimento internacional pela qualidade científica, clareza da apresentação e relevância do tema. Os resultados mostraram que a identificação precoce das gestantes, aliada à adoção de medidas preventivas, como a não amamentação, o uso de cabergolina e a oferta de fórmula láctea infantil, contribuíram para interromper a transmissão do vírus da mãe para o bebê. O trabalho foi resultado da dissertação de mestrado da servidora, intitulada “Transmissão vertical do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) no Distrito Federal: uma realidade?”, orientada pela docente Aline Imoto. “Foi um momento muito emocionante, porque esse reconhecimento internacional valoriza uma pesquisa produzida a partir da realidade do SUS e voltada para um problema de saúde pública ainda pouco visibilizado”, destaca Beatriz Maciel. Segundo a pesquisadora, o estudo permitiu identificar desafios na organização da linha de cuidado e na orientação às mulheres e famílias acompanhadas pelos serviços de saúde | Foto: Divulgação Fapecs/DF DISSERTAÇÃO Segundo a pesquisadora, o estudo permitiu identificar desafios na organização da linha de cuidado e na orientação às mulheres e famílias acompanhadas pelos serviços de saúde. “O HTLV ainda é uma infecção pouco conhecida, apesar de seus impactos na saúde e do risco de transmissão vertical. Ao produzir dados locais e materiais educativos, a pesquisa contribui para dar visibilidade ao tema, apoiar profissionais de saúde e qualificar a orientação às gestantes e famílias”, afirma. O Distrito Federal realiza a testagem para HTLV no pré-natal desde 2013, antes mesmo da incorporação nacional do exame pelo SUS, o que contribuiu para a construção de uma experiência local relevante para a prevenção da transmissão vertical. “Esse reconhecimento internacional valoriza uma pesquisa produzida a partir da realidade do SUS e voltada para um problema de saúde pública ainda pouco visibilizado” Beatriz Maciel, pesquisadora   Além da dissertação, a pesquisa resultou na produção de cartazes e materiais educativos destinados a profissionais de saúde, gestantes e familiares, ampliando o alcance das informações sobre prevenção e cuidado. O desenvolvimento desses produtos contou com o apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF). Para Beatriz Maciel, a principal contribuição do trabalho está na aproximação entre a produção científica e a prática dos serviços de saúde. “É uma pesquisa que nasce de uma demanda concreta da saúde pública e dialoga diretamente com a necessidade de organizar melhor a resposta ao HTLV no SUS”, disse. Segundo Beatriz, “ela une vigilância, assistência, educação em saúde e produção de tecnologias aplicadas ao cuidado”. O que é o HTLV O HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas) foi o primeiro retrovírus humano oncogênico causador de doença infecciosa a ser descoberto, na década de 1980. Esse vírus infecta principalmente as células do sistema imunológico (LT CD4+) e possui a capacidade de imortalizá-las, fazendo com que percam sua função de defender o organismo. As formas de transmissão do HTLV são a vertical (de mãe infectada para o filho) durante a amamentação e, mais raramente, durante a gestação, relação sexual desprotegida (sem uso de preservativo) com parceiro infectado e o compartilhamento de seringas e agulhas.   *Com informações da Fapecs

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Comunicação não violenta fortalece liderança e contribui para atendimento mais humanizado no SUS

A construção de ambientes mais seguros, colaborativos e humanizados foi o foco do sétimo encontro da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), realizado nesta quarta-feira (20). Com a palestra “Comunicação não violenta na liderança: construindo ambientes de confiança”, gestores e assessores refletiram sobre como a escuta ativa, a empatia e a qualidade das relações profissionais impactam diretamente o atendimento prestado aos pacientes nas unidades assistenciais do Sistema Único de Saúde (SUS).    Participantes da 5ª edição do Programa de Desenvolvimento de Liderança (PDL) do IgesDF | Fotos: Divulgação/IgesDF "Quando você começa a aplicar a técnica da comunicação não violenta, você tem um ganho na equipe, constrói um ambiente mais seguro e, consequentemente, vai ter uma equipe com maior performance" Ronaldo Silvestre da Costa, assessor técnico da CPLAM e membro da CAC    A formação foi conduzida por Ronaldo Silvestre da Costa, assessor técnico da Coordenação de Planejamento e Monitoramento de Contratações (CPLAM) e membro da Comissão de Avaliação do Contrato de Gestão (CAC). Durante o encontro, ele destacou que a comunicação não violenta vai além das relações internas e reflete diretamente na assistência oferecida à população. "Quando você começa a aplicar a técnica da comunicação não violenta, você tem um ganho na equipe, constrói um ambiente mais seguro e, consequentemente, vai ter uma equipe com maior performance. Isso reflete na ponta, em um atendimento com mais qualidade e uma escuta mais ativa do próprio paciente que busca os nossos serviços", afirma. Segundo Ronaldo, um dos principais desafios das organizações está na qualidade das relações interpessoais. Ele ressaltou que, muitas vezes, equipes tecnicamente qualificadas deixam de alcançar melhores resultados devido a falhas de comunicação e dificuldades no relacionamento entre os profissionais. "Às vezes, temos profissionais muito bons tecnicamente, mas as relações não estão boas. A liderança precisa identificar e trabalhar essas questões para fortalecer o time e melhorar a performance", explica.   No encontro foi abordada a importância da escuta ativa, da linguagem positiva, da validação de sentimentos e da criação de espaços seguros para diálogo  Ao longo da palestra, foram desenvolvidas atividades práticas que incentivaram os participantes a refletir sobre autenticidade, clareza na comunicação e construção de vínculos de confiança dentro das equipes. O palestrante também abordou a importância da escuta ativa, da linguagem positiva, da validação de sentimentos e da criação de espaços seguros para diálogo. "Muitas vezes, colocamos máscaras nos ambientes em que estamos. Precisamos refletir sobre que tipo de ambiente estamos construindo e se existe confiança dentro da instituição", destaca Ronaldo.  Observação sem julgamento [LEIA_TAMBEM]O debate também trouxe reflexões sobre liderança baseada em acolhimento, e não em medo. Ronaldo lembrou que, frequentemente, profissionais deixam empresas, equipes ou projetos não pelo trabalho em si, mas pela forma como são tratados no dia a dia. Durante o encontro, foram apresentados princípios da Comunicação Não Violenta (CNV), como observação sem julgamento, empatia, escuta ativa e expressão respeitosa de sentimentos e necessidades. A metodologia busca transformar a comunicação por meio do diálogo construtivo e da compreensão mútua, fortalecendo relações profissionais mais saudáveis. Para o palestrante, iniciativas como o PDL representam um investimento direto no desenvolvimento humano dos colaboradores e na melhoria contínua dos serviços prestados pelo IgesDF. “O programa traz esse aspecto da formação. É uma pausa para refletir, compartilhar experiências e entender como boas práticas de comunicação podem melhorar nosso trabalho, dar mais fluidez aos processos e fortalecer a assistência prestada nas unidades”, conclui. Oportunidade de rever atitudes A analista executiva da assessoria de comunicação (Ascom) do instituto, Anna Beatriz Vieira, ressaltou que o momento gerou um ótima oportunidade para rever ações e atitudes do dia a dia. "O PDL nos cria cenários onde podemos acompanhar as experiências de outros setores e levá-las para nossa realidade", comenta.  "Capacitar os gestores nesse tema contribui diretamente para o desenvolvimento de equipes mais engajadas, para a melhoria do clima organizacional e para uma cultura institucional pautada na empatia e no respeito" Tatiana Marra, chefe do NUCDC O Programa de Desenvolvimento de Liderança promove encontros periódicos voltados para o fortalecimento das competências de liderança no IgesDF, estimulando o desenvolvimento humano, a melhoria das relações interpessoais e a construção de uma cultura organizacional mais acolhedora e eficiente. A iniciativa é desenvolvida pela Superintendência de Pessoas, por meio do Núcleo de Cultura, Desenvolvimento e Comunicação Interna (NUCDC), e integra as ações voltadas ao fortalecimento das lideranças da instituição. "Promover espaços de diálogo sobre comunicação não violenta é essencial para o fortalecimento das lideranças e para a construção de relações de trabalho mais saudáveis, respeitosas e colaborativas. Capacitar os gestores nesse tema contribui diretamente para o desenvolvimento de equipes mais engajadas, para a melhoria do clima organizacional e para uma cultura institucional pautada na empatia e no respeito", completa a chefe do NUCDC, Tatiana Marra. *Com informaçõs da IgesDF  

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Mais de mil novos servidores da Saúde são acolhidos em evento de integração no DF

A Secretaria de Saúde (SES-DF) acolheu, nesta terça-feira (5), mais de mil novos servidores nomeados no início deste ano. A integração envolveu técnicos de enfermagem, enfermeiros, cirurgiões-dentistas, agentes de Vigilância Ambiental (Avas), agentes comunitários de saúde (ACSs) e auditores. O objetivo foi apresentar as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura organizacional da pasta. Encontro teve como objetivo apresentar as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estrutura organizacional da pasta | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O programa de integração, coordenado pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep), é considerado uma etapa estratégica para fortalecer o vínculo institucional e garantir que os novos profissionais iniciem suas atividades alinhados às políticas de saúde e às responsabilidades de cada função. Durante o encontro, o secretário-executivo de Gestão Administrativa, Valmir Lemos, destacou a importância do compromisso com o serviço público. “A cada dia que vocês saem para trabalhar, pensem no quão difícil foi para vocês chegarem até a SES-DF e lembrem que o serviço não é o fim, é o meio. Se você estiver fazendo o seu melhor e a sua equipe o melhor, com certeza, a saúde estará ganhando.” A subsecretária de Gestão de Pessoas (Sugep), Eliete Santana, reforçou o caráter humano da atuação na saúde: “Hoje não é apenas o início de uma jornada profissional, é o início de uma missão. O que une vocês é o cuidado, a escuta”. Recém-nomeada, a cirurgiã-dentista Carolina de Figueiredo destacou a importância da experiência no SUS: “Você pode realmente ajudar, passar para as pessoas a importância da saúde, do autocuidado” Demanda A subsecretária de Atenção Integral à Saúde (Sais), Raquel Mesquita, ressaltou que a chegada dos novos servidores atende a uma demanda da rede pública. “Esse não é um sonho só de vocês, nós também estávamos ansiando por essas nomeações. Contem conosco para prover um melhor ambiente de saúde”, declarou. [LEIA_TAMBEM]Recém-nomeada, a cirurgiã-dentista Carolina de Figueiredo relembrou o esforço até a aprovação. “Sempre acreditei que daria certo. Quando saiu o anúncio das nomeações, fiquei muito feliz. O meu nome estava entre os convocados”, celebrou. Já atuando em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Samambaia, a profissional destacou a receptividade da equipe e a importância da experiência no SUS. “Chego na SES-DF com a sensação de que, na rede pública, posso colocar em prática a ontologia que idealizo. Poderei realmente ajudar as pessoas”, revelou Carolina. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Profissionais de saúde do DF passam a usar plataforma científica para apoiar decisões clínicas

Decisões médicas mais seguras, diagnósticos mais precisos e atendimento mais qualificado para quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Com esse objetivo, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) passou a oferecer a colaboradores e pesquisadores acesso gratuito à ClinicalKey, uma das principais plataformas internacionais de conteúdo científico na área da saúde. Para a diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), Emanuela Dourado, a iniciativa reforça o compromisso com uma assistência cada vez mais qualificada e centrada no paciente. “Ao ampliar o acesso ao conhecimento científico atualizado, aprimoramos a tomada de decisão dos profissionais, promovemos maior segurança ao paciente e consolidamos o instituto como um ambiente de ensino, pesquisa e inovação”, destaca. Arte: IgesDF A ferramenta reúne livros, periódicos, protocolos clínicos, diretrizes, calculadoras médicas e conteúdos multimídia que auxiliam profissionais a tomar decisões mais rápidas, seguras e baseadas em evidências dentro das unidades de saúde. Na prática, isso representa mais precisão na assistência, redução de riscos e maior segurança para o paciente. Mais do que uma base de dados, a ClinicalKey funciona como um ambiente de aprendizagem que aproxima a produção científica da rotina hospitalar, fortalecendo a atuação de médicos, enfermeiros, residentes, pesquisadores e demais integrantes da equipe multiprofissional. Disponível para toda a equipe, a plataforma integra diferentes áreas em torno de um objetivo comum: transformar informação qualificada em decisões mais assertivas. Seja na assistência, na pesquisa ou na gestão, o acesso ao conhecimento passa a ocupar papel ainda mais estratégico na construção de uma saúde pública mais eficiente e segura. Profissionais mais qualificados, atendimento mais seguro "Queremos impulsionar a formação contínua de residentes, estagiários e colaboradores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão da prática assistencial" Paulo Estevão, gerente de Ensino da Diep De acordo com o gerente de Ensino da Diep, Paulo Estevão, no ritmo intenso das unidades de saúde — onde cada decisão impacta diretamente a vida dos pacientes —, o acesso imediato a revisões clínicas, protocolos e diretrizes atualizadas se torna um diferencial importante. “A ferramenta contribui para decisões mais seguras, reduz a variabilidade de condutas e fortalece intervenções mais eficazes e consistentes”, pontua. Segundo o gestor, a disponibilização da plataforma também busca ampliar o acesso à informação científica de qualidade e acompanhar as exigências de unidades de saúde em constante evolução. “Queremos impulsionar a formação contínua de residentes, estagiários e colaboradores, ao mesmo tempo em que elevamos o padrão da prática assistencial. Isso se reflete diretamente na qualidade do cuidado oferecido à população”, afirma. Acesso facilitado e monitoramento Para ampliar o uso da ferramenta, a Diep disponibilizou, por meio de QR Code, o acesso ao formulário de solicitação de cadastro, divulgado nos computadores utilizados pelos colaboradores do Instituto. A plataforma também pode ser acessada pelo portal interno. [LEIA_TAMBEM]A ClinicalKey será acompanhada por indicadores que permitirão medir seu alcance e impacto. O monitoramento de acessos, tempo de uso e áreas mais consultadas ajudará a orientar novas ações e fortalecer a conexão entre ensino, pesquisa e assistência. “Com isso, o IgesDF consolida um ambiente em que o conhecimento não apenas circula, mas transforma realidades e qualifica, de forma contínua, o cuidado oferecido à população do Distrito Federal”, finaliza Paulo Estevão. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Hospital de Base capacita equipes em técnica a laser para tratar próstata

Uma nova técnica cirúrgica para o tratamento da próstata começa a ser estudada por profissionais do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). O procedimento a laser é menos invasivo, reduz riscos durante a cirurgia e permite uma recuperação mais rápida para o paciente. A capacitação começou nesta sexta-feira (24) e segue até sábado (25), reunindo especialistas e equipes da unidade. O treinamento aborda uma cirurgia realizada com laser de alta potência, indicada principalmente para homens com hiperplasia prostática benigna — aumento da próstata que não é câncer, mas pode causar dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de bexiga sempre cheia e necessidade frequente de ir ao banheiro. Profissionais do Hospital de Base passam por treinamento para a utilização de nova técnica cirúrgica no tratamento da próstata | Fotos: Divulgação/IgesDF A técnica, chamada enucleação da próstata com laser, permite a retirada do excesso de tecido prostático com mais precisão e menor sangramento, reduzindo o tempo de internação e as chances de complicações no pós-operatório. O diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Edson Gonçalves, destaca que a busca por novas tecnologias faz parte do compromisso do instituto com a qualidade da assistência. “Quando a eficácia, o benefício ao paciente e a viabilidade financeira são comprovados, começamos a estudar a incorporação dessas soluções. Estamos muito otimistas com os resultados e com as evidências já publicadas sobre essa técnica”, afirma. "A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população" Paulo Saad, superintendente do HBDF Embora o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar essa tecnologia ao atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Capacitação prática Durante o curso, oito pacientes que aguardavam na fila de regulação foram atendidos e beneficiados com o procedimento. As cirurgias foram conduzidas pelo urologista Thiago Sato, referência nacional na técnica, com a participação de seis especialistas do corpo clínico do HBDF. Para ampliar o alcance do treinamento, os procedimentos foram transmitidos em tempo real para outros profissionais de saúde, que acompanharam as cirurgias e puderam esclarecer dúvidas durante as intervenções. O superintendente do HBDF, Paulo Saad, destaca que a formação de profissionais qualificados faz parte do compromisso do IgesDF com a saúde pública. “A modernização da assistência é um caminho natural e necessário. Preparar nossas equipes para isso significa oferecer um atendimento cada vez mais seguro, eficiente e resolutivo para a população”, acrescenta. Ainda que o equipamento ainda não esteja disponível na rede pública, a capacitação representa uma etapa importante para avaliar a possibilidade de incorporar a tecnologia ao SUS Técnica mais segura Realizado por via endoscópica, o procedimento dispensa cortes externos, o que reduz o risco de complicações e proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente. O chefe do setor de Urologia do Hospital de Base, Bruno Pinheiro, afirma que a capacitação prepara os profissionais do HBDF para o momento em que o equipamento estiver disponível na rede pública. [LEIA_TAMBEM]“Essa tecnologia vai chegar ao SUS mais cedo ou mais tarde, e já estamos preparando nossos profissionais para utilizá-la. O Hospital de Base é referência em saúde em todo o Centro-Oeste e, quando ela for incorporada, estaremos prontos para oferecer esse atendimento”, explica. O especialista detalha que, atualmente, pacientes submetidos ao método convencional permanecem internados, em média, por quatro dias. Com o uso do laser, esse tempo pode ser reduzido significativamente. “Com essa técnica, em muitos casos, a alta pode acontecer já no dia seguinte”, pontua. Quando procurar atendimento Homens que apresentam sintomas como dificuldade para urinar, jato urinário fraco, aumento da frequência urinária, especialmente à noite, ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga devem procurar avaliação médica. O atendimento inicial pode ser realizado nas unidades básicas de saúde (UBSs), que fazem o encaminhamento para especialistas, quando necessário. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Profissional orienta sobre relações mais saudáveis dentro e fora de unidades de saúde do DF

Em unidades de saúde, a forma como profissionais se comunicam entre si e com os pacientes pode influenciar diretamente a qualidade do atendimento e até a saúde mental de quem busca ajuda. Escuta atenta, acolhimento e empatia fazem diferença tanto na rotina das equipes quanto na relação com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras e envolve também a maneira como as mensagens são transmitidas e recebidas. “A cada oportunidade de comunicação e expressão, podemos utilizar nosso repertório de experiências para criar conexões mais humanas e respeitosas. Em um ambiente de saúde, isso faz ainda mais diferença, porque muitas vezes o paciente já chega fragilizado e precisa, antes de tudo, ser acolhido”, afirma. Segundo a especialista, o cuidado com a forma de se comunicar deve ser constante, especialmente em um contexto em que questões emocionais estão cada vez mais presentes na rotina das pessoas e também no ambiente hospitalar. “A relevância da comunicação na saúde mental exige competência, responsabilidade e dedicação. Não se trata apenas do que é dito, mas de como isso chega ao outro. A forma como uma informação é transmitida pode gerar segurança ou aumentar ainda mais a ansiedade e o sofrimento”, destaca. A psicóloga do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Fernanda Souza Pinto, explica que a comunicação vai além das palavras e envolve também a maneira como as mensagens são transmitidas e recebidas | Foto: Divulgação/IgesDF A psicóloga ressalta que a saúde mental não está restrita ao ambiente clínico e faz parte de diferentes espaços da vida, como o convívio familiar, o trabalho e as relações sociais. No ambiente hospitalar, isso também se reflete na relação entre colegas de equipe, familiares e pacientes. “Desenvolver habilidades de escuta e expressão ajuda a enfrentar situações complexas com mais equilíbrio. Muitas vezes, um atendimento mais humanizado começa justamente na forma como ouvimos e respondemos ao outro”, pontua. Fernanda Souza reforça que buscar ajuda especializada é fundamental sempre que houver dificuldade em lidar com emoções ou situações do cotidiano. “A saúde mental atravessa fronteiras e chega dentro das nossas casas. Lidar com esse universo de complexidades, muitas vezes, requer apoio profissional. Isso é um passo importante no cuidado com a própria saúde e pode fazer toda a diferença”, orienta. Mais do que palavras, a forma de se comunicar também pode ser uma ferramenta de acolhimento, prevenção e cuidado, dentro e fora das unidades de saúde. Onde buscar atendimento em saúde mental no DF A população do Distrito Federal conta com uma rede pública estruturada e gratuita para o cuidado em saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Confira abaixo os principais pontos de atendimento. ⇒ Centros de atenção psicossocial (Caps): são serviços especializados que oferecem acompanhamento psicológico e psiquiátrico para pessoas com sofrimento mental, incluindo casos de ansiedade, depressão e uso abusivo de álcool e outras drogas ⇒ Unidades básicas de saúde (UBSs): funcionam como a principal porta de entrada do SUS. Realizam escuta qualificada, acolhimento inicial e, quando necessário, encaminhamento para serviços especializados ⇒ Unidades de pronto atendimento (UPAs) e prontos-socorros: indicados para situações de urgência e crise, garantindo atendimento imediato na rede pública ⇒ O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece escuta gratuita e sigilosa pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia, além de atendimento por chat no site. *Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

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Carreta do programa Agora Tem Especialistas chega ao Paranoá com serviços de saúde da mulher

Nesta sexta-feira (16), a carreta do programa Agora Tem Especialistas iniciou os atendimentos no Paranoá. A unidade itinerante está instalada no estacionamento do Hospital da Região Leste (HRL) e vai oferecer serviços voltados à prevenção e ao cuidado da saúde da mulher, com exames como mamografia e ultrassonografia. A carreta atende mulheres previamente reguladas — ou seja, que já estavam na fila de espera —, funcionando como uma porta adicional dentro do Sistema Único de Saúde (SUS). Na unidade móvel, iniciativa do Ministério da Saúde (MS), além dos exames de imagem, as pacientes também passam por consultas com médicos ginecologistas. Carreta permanecerá por 30 dias no estacionamento do Hospital da Região Leste, com oferta de mamografias, ultrassonografias e outros serviços | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O diretor de Programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Milton Pereira Junior, destacou que o objetivo é reduzir o tempo de espera pelos atendimentos especializados. “É importante destacar que, até hoje, registramos mais de 3 mil mulheres atendidas e mais de 6,5 mil exames. Aqui, a gente tem a consulta, a mamografia e o ultrassom, e faz até a biópsia”, declarou. [LEIA_TAMBEM]A superintendente da Região de Saúde Leste, Maria de Lourdes Castelo, ressaltou os benefícios da ação para a população local. “Aqui na Região Leste, observamos uma demanda por serviços maior devido às peculiaridades e à extensão do território. Essa carreta traz alívio para quem acompanha diariamente as filas”. A região engloba Paranoá, Itapoã, São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. Gláucia Alves, de 46 anos, foi uma das pacientes atendidas e aprovou o serviço. “Achei excelente, foi muito rápido e todos foram muito atenciosos. Foi a primeira vez que venho nesses serviços de carreta e gostei. Amanhã volto para ver o resultado do exame”, comentou. A unidade permanecerá no Paranoá por 30 dias, com funcionamento de segunda a sábado. Não se trata de um serviço de porta aberta, sendo destinado exclusivamente a pacientes que já se encontravam nas filas da regulação. Gláucia Alves foi uma das pacientes atendidas: "Achei excelente, foi muito rápido e todos foram muito atenciosos. Foi a primeira vez que venho nesses serviços de carreta e gostei” Estrutura A carreta conta com consultórios climatizados para atendimentos clínicos e procedimentos de diagnóstico, além de salas de espera com capacidade para até 60 pessoas sentadas. Os consultórios itinerantes percorrem diferentes regiões administrativas (RAs) desde outubro do ano passado e já passaram por Taguatinga, Ceilândia e Planaltina. O programa Agora Tem Especialistas foi criado com o objetivo de ampliar o acesso e reduzir o tempo de espera por exames e procedimentos. As unidades móveis de atendimento especializado realizam ações em municípios do Amazonas, Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

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Vacinação contra febre amarela em crianças está abaixo da meta no DF

Pais e responsáveis devem ficar atentos. A vacinação contra a febre amarela em crianças no Distrito Federal está abaixo da meta. Atualmente, a cobertura é de 85,6% entre menores de 1 ano — percentual inferior aos 95% recomendados pelo Ministério da Saúde. O dado reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. Os pais de Cecília Lustoza, de 10 meses, sabem dessa necessidade e levaram a filha para tomar a primeira dose do imunizante em uma sala de vacinação da Secretaria de Saúde (SES-DF), na Administração Regional de Águas Claras. "A vacina é muito importante porque é a melhor forma de prevenir doenças. Precisamos aproveitar que o SUS [Sistema Único de Saúde] disponibiliza esse imunizante para manter a saúde das crianças em dia", ressaltou o pai, Eduardo Lustoza. A pequena Cecília Lustoza, de 10 meses, recebeu a primeira dose da vacina contra a febre amarela; esquema será completado com reforço aos 4 anos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Recomendação O esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e uma de reforço aos 4 anos. Crianças a partir de 5 anos que tenham recebido apenas a primeira dose devem completar o esquema com o reforço. Para quem não possui registro de vacinação, a recomendação é de dose única para pessoas de 5 a 59 anos. Indivíduos com 60 anos ou mais podem ser imunizados mediante avaliação médica individualizada. As vacinas estão disponíveis em mais de 170 salas de vacinação distribuídas pelo DF. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, destaca a relevância da imunização: "A vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e representa a principal forma de prevenção contra a doença. Manter a caderneta atualizada é fundamental para proteger as crianças. A Rede de Frio possui 27 mil doses, e as salas de vacinação, outras 23 mil em estoque". [LEIA_TAMBEM]Pessoas com histórico de alergia grave a ovo de galinha ou à gelatina devem passar por avaliação médica antes da aplicação. Doença A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, de evolução rápida e gravidade variável. Os sintomas iniciais incluem febre súbita, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. Nos casos graves, podem ocorrer febre alta, hemorragia, pele e olhos amarelados (icterícia) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Equipe do Hospital da Criança de Brasília visita centros internacionais de terapias avançadas nos Estados Unidos

Entre 23 e 27 de fevereiro, pesquisadores do Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) visitaram dois dos maiores expoentes mundiais em saúde e biotecnologia: o The Ohio State University Wexner Medical Center e o Nationwide Children’s Hospital, ambos na cidade de Columbus, nos Estados Unidos. A iniciativa, viabilizada com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), integra o plano estratégico do HCB para a implementação de um programa próprio de terapias avançadas (celular e gênica), focado em oferecer tratamentos de alta complexidade de forma sustentável na rede pública. O coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB, Ricardo Camargo, e a bióloga Bruna Guido participaram de reuniões técnicas, visitas laboratoriais e intercâmbio científico com especialistas que atuam na linha de frente do desenvolvimento dessas terapias.  Ricardo Camargo e Bruna Guido representaram o HCB em visita a instituições dos EUA | Foto: Divulgação/HCB O encontro foi articulado pelo diretor do Programa de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do The Ohio State University Wexner Medical Center, Marcos de Lima, cuja colaboração permitiu a troca de experiências com lideranças globais que estão moldando o futuro da terapia celular e genética. Além das conexões estabelecidas com os centros americanos, os pesquisadores iniciaram diálogos para ampliar parcerias nacionais, incluindo projetos em desenvolvimento com a Universidade de Brasília (UnB) e com outros centros brasileiros que já avançam na implementação dessas terapias. Da pesquisa à clínica A visita técnica permitiu aos pesquisadores do HCB compreender, de forma aprofundada, como grandes centros internacionais estruturam programas de terapias avançadas desde a pesquisa básica e a produção laboratorial até a aplicação clínica em pacientes. Os profissionais do hospital tiveram acesso a todas as etapas do fluxo de desenvolvimento dessas terapias, incluindo laboratórios especializados, unidades de transplante de medula óssea, ambientes de produção celular e as chamadas salas limpas, que são instalações com controle rigoroso de partículas e esterilidade necessárias para a manipulação segura de células destinadas ao tratamento médico. Essa metodologia de aliar pesquisa laboratorial ao atendimento no leito do paciente é conhecida como pesquisa translacional e é um diferencial do atendimento ofertado pelo HCB. O hospital é habilitado pelo Ministério da Saúde como unidade de referência para aplicação da terapia gênica nos pacientes, mas ainda não desenvolve essas terapias avançadas no laboratório do hospital. "A visita nos permitiu conhecer em profundidade a estrutura assistencial, regulatória e de manufatura, os modelos de integração entre pesquisa translacional e prática clínica, além dos resultados concretos obtidos por esses programas" Bruna Guido, bióloga Bruna Guido ressalta que a experiência nos Estados Unidos foi essencial para entender outros modelos de gestão hospitalar que integram ciência e assistência em unidades de referência que se dedicam à pesquisa de alto nível: "A visita nos permitiu conhecer em profundidade a estrutura assistencial, regulatória e de manufatura, os modelos de integração entre pesquisa translacional e prática clínica, além dos resultados concretos obtidos por esses programas. Mais do que observar processos, foi uma oportunidade de discutir estratégias, desafios e perspectivas futuras da terapia celular com lideranças que vêm moldando esse campo globalmente". Inovação pode transformar o tratamento de doenças graves As chamadas terapias avançadas, que incluem terapia celular e terapia gênica, representam uma das áreas mais promissoras da medicina contemporânea. Essas tecnologias permitem modificar células do próprio paciente para combater doenças complexas, como determinados tipos de câncer, imunodeficiências e doenças genéticas.   O intercâmbio com profissionais estrangeiros trará mais informações para médicos do HCB usarem no tratamento de crianças no DF Em terapias celulares, por exemplo, células do sistema imunológico podem ser coletadas do paciente, modificadas em laboratório para reconhecer células doentes e, posteriormente, reimplantadas no organismo para atuar diretamente no combate à doença. Apesar dos resultados clínicos expressivos observados em diversos países, o acesso, no Brasil, ainda é limitado devido aos altos custos e à complexidade da infraestrutura necessária para produzir essas terapias. Ricardo Camargo defende a necessidade de desenvolver capacidade tecnológica como algo estratégico: “Hoje muitas dessas terapias são produzidas fora do Brasil e enviadas para aplicação clínica. Quando conseguimos desenvolver metodologias e infraestrutura localmente, ampliamos o acesso e reduzimos custos, tornando esse tipo de tratamento mais viável dentro do SUS”, aponta.  “Quando conseguimos desenvolver metodologias e infraestrutura localmente, ampliamos o acesso e reduzimos custos, tornando esse tipo de tratamento mais viável dentro do SUS" Ricardo Camargo, coordenador do Laboratório de Pesquisa Translacional do HCB Ainda segundo Camargo, estruturar um programa dessa natureza exige planejamento a longo prazo, investimentos em infraestrutura e articulação institucional. “Desde 2022 temos trabalhado no desenho de um programa de terapias avançadas no hospital. Isso faz parte do planejamento estratégico da instituição. Ainda precisamos de estrutura e financiamento para que isso se concretize, mas a visita foi fundamental para entendermos quais caminhos técnicos e regulatórios seguir para uma implementação sustentável", explica o coordenador. A adoção de terapias avançadas no Brasil tem potencial para gerar impactos estruturantes no sistema público de saúde. Embora inicialmente mais complexas, essas terapias podem reduzir a necessidade de múltiplos tratamentos prolongados, hospitalizações recorrentes e ciclos repetidos de quimioterapia. Além de melhorar desfechos clínicos, isso pode tornar a jornada do paciente mais curta e com maior qualidade de vida ao longo do tratamento. “Nosso objetivo é transformar o conhecimento em impacto concreto na vida dos pacientes. Cada visita técnica, cada parceria internacional e cada intercâmbio científico fortalecem a base necessária para ampliar o acesso dos pacientes ao que há de mais avançado em termos de terapias”, destaca Bruna Guido. [LEIA_TAMBEM]A gerente de Pesquisa do HCB, Cristiane Salviano, enfatizou o papel fundamental das parcerias interinstitucionais e do fomento da FAPDF para a viabilização da missão científica internacional. “Vejo nesta visita a oportunidade de estreitar laços entre grupos de pesquisa e pesquisadores seniores, o que promove a troca de conhecimentos, experiências e o desenvolvimento conjunto de tecnologias. Essa interlocução nos permite vivenciar novas soluções, especialmente no campo das terapias avançadas — o futuro no tratamento do câncer e de outras doenças complexas”, afirma a gerente. Salviano ressalta, ainda, o caráter competitivo e meritocrático da seleção. “A visita foi fomentada por um edital da FAPDF no qual nossos pesquisadores concorreram com pares de outras instituições e foram selecionados pelo mérito de suas trajetórias. O HCB também aportou recursos para a iniciativa, mas o apoio da fundação demonstra uma preocupação estratégica com a internacionalização e valida o perfil de excelência do nosso corpo científico", explica. Para a gerente, o sucesso na captação de recursos reflete o alto nível de formação das equipes do hospital: “A aprovação nesses editais, tanto para visitas técnicas quanto para projetos de pesquisa, confirma que temos profissionais com currículos sólidos e competitividade para buscar fomento externo, fortalecendo a inovação dentro da nossa unidade”. *Com informações do HCB  

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Saúde do DF recebe selo por reduzir pela metade de espera por exames respiratórios no SUS

O Governo do Distrito Federal conquistou o selo Esmeralda do programa Cidade Abraçar, certificação que reconhece o fortalecimento da atenção primária no diagnóstico e no cuidado de pacientes com doenças respiratórias. A cerimônia de entrega da placa de reconhecimento foi realizada nesta segunda-feira (26), na sede da Secretaria de Saúde (SES-DF). A iniciativa trouxe ganhos diretos para a população do DF e para a gestão da saúde. A partir do apoio técnico do programa, a SES-DF mapeou toda a jornada do paciente com sintomas respiratórios, identificando gargalos históricos e reorganizando fluxos que antes geravam longas esperas e dificuldades de acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A jornada do paciente na linha de cuidado respiratória caiu de quase dois anos para cerca de 12 meses | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF  Entre os principais benefícios para a rede pública estão a padronização do fluxo de solicitação de espirometria pela atenção primária, a implantação da estratificação de risco após o exame e o monitoramento mensal da fila de espera. Essas medidas permitiram priorizar os casos mais graves, otimizar o uso dos serviços e dar mais previsibilidade ao cuidado prestado no SUS. Como resultado prático da parceria, o tempo de espera para a realização da espirometria foi reduzido pela metade e a jornada do paciente na linha de cuidado respiratória caiu de quase dois anos para cerca de 12 meses, entre julho e novembro de 2025. Ao longo do último ano, mais de 2,5 mil exames foram realizados e mais de 320 profissionais da rede pública foram capacitados, fortalecendo a capacidade técnica das equipes e qualificando o atendimento em todas as regiões do DF. "O trabalho conjunto fortalece a organização do SUS e garante uma entrega de valor real ao paciente, com mais acesso, mais agilidade e mais qualidade no cuidado" Juracy Lacerda, secretário de Saúde Durante a entrega do selo, o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, destacou que a integração entre os diferentes níveis de atenção da rede pública, com o suporte do programa, foi decisiva para alcançar esses resultados. “Esse trabalho conjunto fortalece a organização do SUS e garante uma entrega de valor real ao paciente, com mais acesso, mais agilidade e mais qualidade no cuidado”, afirmou. O secretário reforçou que a SES-DF seguirá investindo na consolidação da Linha de Cuidado Respiratória, ampliando ações de diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento contínuo dos pacientes. “Nosso compromisso é estruturar um cuidado cada vez mais eficiente em pneumologia, assegurando atendimento adequado para quem depende do SUS”, completou. O programa Cidade Abraçar, coordenado pela farmacêutica Boehringer Ingelheim, oferece suporte técnico a gestores públicos para qualificar a atenção básica e estruturar linhas de cuidado sustentáveis. O selo Esmeralda é concedido aos entes que atendem a critérios técnicos rigorosos, como capacitação das equipes, organização dos fluxos assistenciais e acompanhamento sistemático das filas. *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa debate o tema “Conectando Saberes e Tecnologias para o Futuro da Saúde”

A velocidade das inovações tecnológicas já transformou o mundo, e a saúde pública não ficou para trás. No Distrito Federal, avanços em digitalização, pesquisa aplicada e novos modelos de cuidado mostram que o futuro deixou de ser projeção para se tornar realidade. É nesse contexto de transformação acelerada que o V Congresso de Inovação, Ensino e Pesquisa (Ciep 2025) do Instituto de Gestão Estratégia de Saúde do DF (IgesDF) começou na segunda-feira (17), reforçando que, na saúde do DF, o futuro é agora. O Ciep vai até a próxima quarta-feira (19) com uma programação dedicada à ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde. O evento reúne autoridades, especialistas, gestores, profissionais de saúde e estudantes para debater soluções que impulsionam a modernização do SUS. A cada edição, o Congresso cresce de forma consistente. Neste ano, atingiu seu maior público: mais de 1.800 inscritos, superando o número do ano anterior. O resultado consolida o evento como uma das maiores referências em inovação em saúde no Distrito Federal. O Ciep vai até a próxima quarta-feira (19) com uma programação dedicada à ciência, tecnologia e políticas públicas em saúde | Fotos: Fábio Porto/IgesDF A solenidade contou com a presença da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão; do presidente do IgesDF, Cleber Monteiro; da diretora de Inovação, Ensino e Pesquisa, Emanuela Dourado; do vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel; do secretário de Economia, Daniel de Carvalho; do presidente da FAP-DF, Leonardo Reisman; do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Vitorino; e da diretora da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), Viviane Peterle. Conectando ciência, gestão e inovação O presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, destacou que o Ciep marca um novo ciclo de colaboração institucional e uso estratégico da tecnologia. “Hoje estamos reunidos para mais do que uma troca de conhecimentos: queremos transformar ciência e tecnologia em ação concreta no SUS. Cada inovação discutida aqui, cada ferramenta e cada parceria firmada nos aproxima de uma rede mais humana, moderna e eficiente”, comenta. Para a diretora da Diep, Emanuela Dourado, o congresso reforça o papel do IgesDF como articulador de soluções que aproximam conhecimento científico da prática assistencial. “Conectar saberes significa integrar pesquisa, ensino e prática clínica. Este congresso é uma ponte entre o presente da gestão e o futuro tecnológico da saúde”, afirma. A vice-governadora Celina Leão destacou o compromisso do Executivo com a qualificação da saúde. “O DF avança quando unimos ciência, gestão e compromisso público para oferecer uma saúde mais digna e eficiente à população”, reforça. O secretário de Economia, Daniel de Carvalho, lembrou que a inovação depende de políticas públicas modernas e investimentos estratégicos. “Inovação é olhar para o que já existe sob uma nova perspectiva. Espaços como este nos permitem repensar processos e qualificar as políticas públicas”, aponta. O presidente da FAP-DF, Leonardo Reisman, comentou que o Distrito Federal possui uma produção científica consolidada e crescente. “Temos grande produção científica em saúde no DF. O desafio agora é fazer com que esse conhecimento chegue à prática assistencial e transforme a vida das pessoas”. Além das discussões técnicas, o Ciep 2025 oferece programação diversificada, incluindo feira tecnológica, atividades multicêntricas, apresentações científicas e espaços de integração entre estudantes, profissionais e especialistas. O Futuro é Agora O historiador Leandro Karnal conduziu a palestra magna do Ciep 2025, instigando reflexões sobre responsabilidade, adaptação e protagonismo diante dos desafios da saúde pública. Ao apresentar o tema O Futuro é Agora, enfatizou que a inovação deve ser uma prática diária: “O seu tempo é hoje. A inovação na saúde exige preparo, responsabilidade e adaptação contínua”, ressalta. Karnal também evocou a frase do psiquiatra Carl Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”, lembrando que, mesmo diante dos avanços tecnológicos, o cuidado humanizado permanece no centro das ações em saúde. FAP-DF reforça aposta na inovação em saúde Parceira histórica do congresso, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) reafirmou seu compromisso com a ciência aplicada à saúde. Os investimentos recentes incluem projetos voltados à modernização da gestão, inovação tecnológica e desenvolvimento de soluções para a rede pública. O historiador Leandro Karnal conduziu a palestra magna do Ciep 2025, instigando reflexões sobre responsabilidade, adaptação e protagonismo diante dos desafios da saúde pública A cooperação com o IgesDF permitiu avanços em pesquisas clínicas, programas de capacitação e iniciativas de fomento que impactam diretamente o cuidado aos pacientes. Com previsão de novos editais e linhas de financiamento para 2025, a FAP-DF sinaliza continuidade no apoio às iniciativas que ampliam o alcance e a qualidade das ações em saúde. Quatro anos de história consolidam o CIEP como referência no país Desde sua primeira edição, o CIEP se consolidou como um dos principais eventos da saúde pública no Distrito Federal. Em quatro anos, reuniu milhares de participantes, impulsionou a produção científica, promoveu debates estratégicos e aproximou universidades, centros de referência e profissionais da rede pública. O crescimento constante, coroado com o recorde de mais de 1.800 inscritos em 2025, reforça a força e a credibilidade do evento no cenário nacional. Entre os temas já abordados estão humanização, tecnologia, governança, pesquisa aplicada e formação multiprofissional. Em 2025, o Ciep chega à sua quinta edição mais estruturado, articulado e alinhado aos desafios contemporâneos da saúde pública, reafirmando seu papel como vitrine de conhecimento e transformação. O que esperar dos próximos dias A programação segue com conversas, workshops, sessões científicas, debates temáticos, rodas de conversa e atividades práticas que abordam inteligência artificial na saúde, inovações assistenciais, qualificação da gestão e tecnologias emergentes. O público poderá ainda visitar a feira tecnológica, participar de experiências interativas e acompanhar a exposição de trabalhos científicos que demonstram o potencial de transformação da saúde pública no DF. *Com informações do Instituto de Gestação Estratégia de Saúde do DF (IgesDF)

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Dia do Servidor: Profissional completa 50 anos de trabalho no Hospital Regional de Brazlândia

Você se lembra ou tem ideia de como era o mundo meio século atrás? Em 1975, o estado da Guanabara deixava de existir, o já bicampeão da Fórmula 1 Emerson Fittipaldi disputava ponto a ponto com o austríaco Niki Lauda, Pelé começava a jogar no New York Cosmos e, na televisão, a primeira versão da novela Roque Santeiro era proibida de ir ao ar pela ditadura militar. No Distrito Federal, uma jovem de apenas 20 anos começava a trabalhar no recém-inaugurado Hospital Regional de Brazlândia (HRBz). “Naquela época havia pouquíssimos funcionários. Era só um médico, e ele fazia tudo — atuava na ginecologia, na maternidade, na pediatria, na clínica médica, na ortopedia…”, lembra a servidora da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Marilene de Abreu, hoje com 70 anos, dos quais 50 foram dedicados ao HRBz. Marilene de Abreu começou a trabalhar no Hospital Regional de Brazlândia em 1975 | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde DF “No começo eu achava que ia permanecer pouco tempo, porque eu pensava: ‘Não posso ficar, não, essa é uma profissão muito sofrida, muito difícil’”, admite Marilene. “Mas, daí, comecei a ver como os pacientes que chegavam dependiam do nosso trabalho —  até hoje, as pessoas são bem necessitadas. Então, a gente tinha que fazer de tudo: executava o serviço técnico, de enfermagem, atuava como psicólogo, como assistente social… Com o tempo, fui me apegando àquilo, tomando gosto mesmo, e fiquei.” Nascida em Brazlândia, Marilene entrou no HRBz como atendente de enfermagem — cargo que já não existe mais na SES-DF —, mas, em poucos meses, conseguiu uma bolsa de estudos para se tornar auxiliar de enfermagem. Não muito tempo depois, concluiu outra capacitação e subiu mais um degrau, tornando-se técnica de enfermagem. Durante todo esse período, dedicou-se à unidade pediátrica do hospital, auxiliando no nascimento e na recuperação de incontáveis novos brasilienses. Em setembro, a servidora ganhou uma placa em homenagem aos serviços prestados Pacientes e colegas de trabalho Por um acaso do destino, um dos bebês a receber seus cuidados foi Alessandra Correa, hoje gerente de enfermagem do próprio HRBz. “Marilene me deu assistência no meu primeiro mês de nascida, quando minha mãe me trazia à pediatria. Eu tinha asma e vivia sendo atendida aqui”, conta. Alessandra também faz questão de falar da emoção que é trabalhar ao lado daquela que considera sua “diva”. “Para mim é uma honra, porque mostra a excelência do trabalho da enfermagem — a Marilene é sinônimo de compromisso, responsabilidade e cuidado. Ela tem o coração muito grande e conhece todos pelo nome. Ela não trata os pacientes pelo número do leito, faz questão de aprender o nome das crianças, das mães, dos acompanhantes.” Homenagem Quando Marilene completou 50 anos de serviços prestados à população de Brazlândia, em setembro, os servidores do HRBz organizaram uma festa de comemoração. Fizeram uma vaquinha, mandaram confeccionar uma placa de homenagem e encomendaram uma joia dedicada à servidora, como lembrança dos amigos do hospital. Marilene afirma que são muitas as memórias do local, formadas ao longo de cinco décadas — além dos inúmeros pacientes, foi também no HRBz que nasceram seus três filhos e, mais tarde, seus sete netos. [LEIA_TAMBEM]Mas há outro nascimento que desperta o mesmo orgulho em Marilene: ela viu surgir o Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde do mundo. Marilene conta que a implementação do SUS “trouxe a ideia de que a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Ela continua: “Antes havia o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social]. Naquela época, quem pagava o INPS tinha prioridade de atendimento sobre quem não podia pagar. Só depois que todos os que tinham o INPS eram atendidos é que se podia socorrer quem não tinha. Muitas vezes, quem não tinha dinheiro morria sem atendimento”, recorda. Com a criação do SUS, Marilene é categórica ao afirmar que o HRBz, a SES-DF e a saúde pública brasileira passaram por uma revolução. “Foi uma transformação profunda. Passou a vir gente de todo canto para ser acolhida aqui. Foi a partir da universalização do acesso que passou a existir a humanização do atendimento. Eu sou fã número 1 do SUS.” Os colegas de trabalho do HRBz organizaram uma festa em comemoração aos 50 anos de Marilene no hospital: "Servir ao outro é um privilégio que poucos compreendem, e meu coração está cheio quando vejo que cumpri com amor e carinho essa trajetória" Lição de vida Hoje, com o dia da aposentadoria se aproximando, Marilene de Abreu põe na balança da própria história os dias dedicados à missão maior da enfermagem: estar sempre na linha de frente do cuidado à população. “Acho que fiz parte da história do hospital, com ética, amor, coragem e humor, todos os dias”, conta. “E acho que sempre trabalhei fazendo o melhor que eu podia, até hoje. Ser útil com amor, com coragem… Acho que o legado que eu vou deixar é esse”. Questionada sobre o que aconselharia às novas gerações que pensam em trilhar o mesmo caminho iniciado há 50 anos, a servidora não hesita em responder. “Eu digo que estudem e que nunca deixem o afeto de lado. A técnica cura o corpo, mas o cuidado cura a alma. E que o SUS continue gratuito, humano e acessível. É importante que nós façamos o melhor — o mundo precisa de humanidade, de amor, de carinho, de gratidão. Servir ao outro é um privilégio que poucos compreendem, e meu coração está cheio quando vejo que cumpri com amor e carinho essa trajetória.” *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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