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Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)

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Samu ganha centro moderno de treinamento no Guará para aperfeiçoar socorro nas ruas

As equipes que salvam vidas nas ruas do Distrito Federal agora contam com uma estrutura nova para treinar e aperfeiçoar os atendimentos de urgência. O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta terça-feira (23), a reforma do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Guará. O prédio funciona no Parque de Apoio da Secretaria de Saúde (SES-DF) e passou por mudanças físicas em todos os ambientes. A governadora Celina Leão participou da cerimônia de reabertura da unidade. A chefe do Executivo ressaltou que preparar as equipes reflete diretamente na assistência à população. "Investir na capacitação do servidor é investir no cuidado; a pessoa vai estar apta e qualificada para fazer os atendimentos", avaliou, ao destacar a especificidade e a alta pressão do trabalho diário de resgate. "Aqui é um atendimento especializado. Ninguém chama o Samu quando está tudo bem. O Samu é chamado na urgência, na emergência, nas dificuldades. Falar sobre saúde pública e abraçar essa bandeira é só para quem tem coragem, porque a saúde pública tem problema todos os dias. A educação e a preparação são tudo. O treinamento é tudo". Com investimento de R$ 575 mil, o local recebeu novos pisos, divisórias em drywall para reorganizar as salas, banheiros reformados e aparelhos de ar-condicionado. Para as dinâmicas práticas e o conforto das equipes, a unidade agora tem um auditório ampliado, nova sala de reuniões, espaço para os instrutores e copa integrada a uma área de convivência e descanso. A unidade de ensino funciona desde 2006. No dia a dia, o núcleo executa cursos de capacitação contínua para os profissionais de saúde e projetos de pesquisa. O local também abriga o Projeto Samuzinho, que ensina noções básicas de primeiros socorros para estudantes e orienta a população sobre a forma certa de acionar o serviço de emergência. O Governo do Distrito Federal (GDF) inaugurou, nesta terça-feira (23), a reforma do Núcleo de Educação em Urgência (NEU) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), no Guará | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, pontuou a necessidade de preparo contínuo diante da tensão das ocorrências nas ruas. "Quem trabalha no Samu sabe o quanto é difícil, o tamanho da adrenalina e o quanto a gente necessita de treinamento constante. A equipe tem que estar muito treinada, cada um sabendo o que deve fazer. Cada minuto impacta. Isso reforça a necessidade de estarmos cada vez mais capacitando nossos servidores", concluiu. O suporte aos servidores do Samu, que lidam com milhares de ocorrências diariamente, é fundamental. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o serviço de emergência prestou 83.925 atendimentos no DF.   Para a enfermeira-chefe do NEU, Carolina Cunha, a reestruturação física assegura um melhor acolhimento aos profissionais e amplia a capacidade de ensino: "O espaço foi reestruturado com um piso totalmente novo e todas as divisórias foram trocadas por drywall, então ele tem um isolamento acústico entre salas, isso facilita a simulação realística", avalia. Ela ressalta a importância do ambiente para o treinamento contínuo: "Aqui é o local de errar, de acertar, de aprender para que a gente possa fazer o melhor para o nosso paciente na rua. Esse investimento em educação é primordial para os servidores e isso vai influenciar automaticamente no serviço prestado para os pacientes". O suporte aos servidores do Samu, que lidam com milhares de ocorrências diariamente, é fundamental; apenas no primeiro trimestre deste ano, o serviço de emergência prestou 83.925 atendimentos no DF Agora reformado, o espaço funciona como um centro voltado às necessidades pedagógicas atuais das equipes que atuam no atendimento pré-hospitalar. A nova estrutura amplia a capacidade de formação não apenas dos socorristas, mas dos servidores de toda a rede da SES-DF, com ambientes projetados para unificar o ensino teórico e o treinamento prático. Com a configuração física atual, o núcleo aumenta a oferta de simulações realísticas, uma técnica de aprendizado essencial que prepara as equipes para os cenários de alta complexidade encontrados nas ruas. O trabalho desenvolvido no local fortalece a qualificação técnica contínua, com reflexo direto e imediato na assistência oferecida aos pacientes do Distrito Federal.

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Operação Ad Sumus reforça a segurança em Ceilândia, Sol Nascente e Brazlândia

Nesta quinta-feira (14), 4º Comando de Policiamento Regional (4º CPR) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) lançou a Operação Ad Sumus, que reforça o policiamento ostensivo nas regiões de Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol e Brazlândia. Operação reúne representantes de diversos órgãos de segurança do DF | Foto: Divulgação/PMDF A ação, que ocorre até este sábado (16), mobiliza equipes do 8º, 10º e 16º batalhões da PMDF, além de unidades especializadas da corporação, como o Grupo Tático Operacional (Gtop). As equipes atuarão em patrulhamento ostensivo, fiscalização de trânsito, abordagens preventivas e apoio operacional, ampliando a segurança da população. [LEIA_TAMBEM]A solenidade contou com a presença de equipes especializadas da PMDF, administradores regionais e representantes das forças de segurança pública do Distrito Federal, reforçando a atuação integrada entre os órgãos. “É uma forma de trabalho integrada, e com certeza os resultados serão positivos para a segurança da nossa comunidade”, enfatizou o comandante do 10º BPM, coronel Lins. Apoiam a operação o Corpo de Bombeiros (CBMDF), a Polícia Civil (PCDF), o Departamento de Trânsito (Detran-DF), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), conselhos comunitários de segurança (Consegs), lideranças comunitárias e demais associações representativas. *Com informações da Polícia Militar do DF e da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol

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DF registra mais de 5,5 mil acidentes com animais peçonhentos em um ano

A Secretaria de Saúde (SES-DF) registrou 5.549 casos de acidentes com animais peçonhentos em 2025, um aumento de 24,55% em relação ao ano anterior. Mais de 90% dos casos ocorreram em áreas urbanas. Fenômenos como queimadas e início das chuvas fazem com o que o número de ocorrências cresça nos quatro últimos meses do ano. Nesse período, houve uma média de 42,8 acidentes por semana, sendo 86,4% causados por escorpiões e os demais por serpentes, aranhas e lagartas.   Servidora do Samu-DF exibe exemplar de cobra venenosa; acidentes devem ser imediatamente comunicados, para evitar riscos maiores | Foto: Jhonatan Cantarelle/AgÊncia Saúde-DF “Há erros comuns em caso de acidentes, como chupar a ferida ou garrotear, mas o maior erro é não procurar assistência médica” Vilma Del Lama, bioquímica do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) O lado positivo é que mais de 50% dos pacientes já foram atendidos em menos de uma hora, índice alcançado graças ao número de hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e unidades básicas de saúde (UBSs) disponíveis para a população.   “O atendimento é fundamental para evitar complicações, e no Distrito Federal a rede de serviços está distribuída em diferentes regiões administrativas, permitindo acesso rápido da população às unidades de saúde”, afirma a enfermeira Geila Márcia Meneguessi, da área de vigilância epidemiológica da SES-DF. Atendimento rápido Dos 5.099 casos entre moradores do DF, 4.676 (91,7%) foram considerados leves, enquanto 61 (1,1%) foram classificados como graves. Ao longo do ano, 328 pessoas precisaram receber o soro contra o veneno, atualmente disponível em dez hospitais da rede pública de saúde. Na maioria das ocorrências, o tratamento inclui medidas de suporte para alívio da dor e febre. “Há erros comuns em caso de acidentes, como chupar a ferida ou garrotear, mas o maior erro é não procurar assistência médica”, reforça a bioquímica Vilma Del Lama, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox). “Há alguns anos, uma criança foi a óbito após uma picada porque havia parado de chorar, e os pais pensaram que ela estava tranquila. Na realidade, ela estava entrando em choque.” Vinculado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da SES-DF, o CIATox é uma unidade de referência no tratamento de emergências toxicológicas, inclusive nos casos envolvendo animais peçonhentos. Com atendimento 24 horas, por meio dos telefones 0800 644 6774 e (61) 9 9288-9358, o centro orienta profissionais de saúde e a própria população.  Os servidores do setor têm acesso a dados sobre animais peçonhentos, tanto de arquivos brasileiros quanto internacionais. A partir dos sintomas dos pacientes e da identificação do animal agressor, é dada a melhor orientação a respeito da conduta a ser adotada, conforme o caso.  Animais peçonhentos [LEIA_TAMBEM]Animais peçonhentos são aqueles que produzem peçonha (veneno) e têm condições naturais para injetá-la em presas ou em predadores. É o caso de algumas espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas, vespas e até peixes, como arraias e bagres. Por sua vez, animais venenosos, como lagartas, águas-vivas e sapos, se protegem expelindo o veneno na vítima. Os principais sintomas de envenenamento são dor, inchaço e reação inflamatória no local. Nos casos mais graves, pode haver dificuldades para respirar, alteração cardíaca e até parada respiratória. Alguns venenos podem causar náuseas, vômitos, tremores e convulsões. Os sintomas, porém, variam muito conforme o animal, por isso é importante buscar atendimento especializado. As crianças podem ter choros intensos, contínuos, iniciados de forma repentina.  No Distrito Federal, a maior parte dos casos é provocada por escorpiões, sendo mais comuns as espécies escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) e o escorpião com patas rajadas (Tityus fasciolatus). No caso das serpentes, as principais espécies responsáveis por acidentes são as jararacas e cascavéis. Já entre as aranhas, as de maior importância médica no DF são as armadeiras (Phoneutria) e a aranha-marrom (Loxosceles).   *Com informações da Secretaria de Saúde

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Rede de ambulâncias da Saúde soma 289 veículos e registra queda de trotes

Na linha de frente do atendimento à saúde, a atuação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é primordial para otimizar o tempo de resposta, às vezes curto, mas sempre crucial para salvar vidas. No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde (SES-DF) contabiliza atualmente 289 ambulâncias distribuídas entre as sete regiões de saúde, o Samu e unidades de referência. No ano passado, ambulâncias do Samu prestaram mais de 80.600 mil atendimentos | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília O Samu-DF conta com 38 ambulâncias, sendo 31 unidades de suporte básico (USBs) e sete unidades de suporte avançado (USAs), além de um aeromédico (helicóptero) em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF). Os atendimentos prestados por ambulâncias do serviço, incluindo equipes de motos, somaram 88.957 ocorrências em 2023, 80.320 em 2024 e 80.626 em 2025. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos. Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas”  Lorhana Morais, diretora do Samu-DF Nos últimos três anos também houve redução nos registros de trotes: foram 16.075 em 2023, 12.713 em 2024 e 4.543 em 2025. De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, o trabalho pedagógico  tem impacto direto nos resultados positivos. “A parte educativa é essencial”, afirma. “Em uma ocorrência, quem estiver mais próximo é que vai fazer a diferença — e pode acabar sendo alguém que treinamos”, ilustra. “Quanto mais bem-treinadas as pessoas são, mais vidas são salvas. Cada minuto de massagem [ressuscitação cardiopulmonar], por exemplo, aumenta em 10% a chance de a vítima sobreviver e diminui muito a possibilidade de sequelas.” Capacitação Ocorrências de saúde mental, como atendimento a pessoas com TEA, também são atendidas pelo Samu Entre as ações educativas intensificadas nos últimos anos, está o projeto Samuzinho, iniciativa que promove a capacitação em primeiros-socorros em escolas públicas e privadas do Distrito Federal. Lorhana destaca, ainda, que as parcerias com outros programas e órgãos do GDF também são primordiais, consolidando uma integração que faz toda diferença, pois todos os setores envolvem atendimento à comunidade. O Samu-DF também passou a reforçar a capacitação das equipes para ocorrências de saúde mental e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). Segundo Lorhana, no último ano houve um treinamento específico para o tema, na intervenção em emergência psiquiátrica. “Somos pioneiros no trabalho de saúde mental, tanto na central de regulação quanto na viatura”, afirma a gestora. “O Samu é um suporte avançado, e desenvolvemos um programa educativo e preventivo, além da prática de atender as urgências e emergências da população, seja em grandes eventos, seja no dia a dia.” Deslocamentos No transporte de pacientes em estado crítico entre unidades da rede própria, a Central de Regulação de Transporte Sanitário administra o Contrato nº 053386/2025  SES-DF, firmado com a empresa Só Saúde — que prevê quantitativo mensal de deslocamentos com possibilidade de ampliação conforme a demanda. A empresa opera com quatro ambulâncias, sendo três em atividade diária e uma de reserva, todas equipadas para suporte avançado de vida, com médico e enfermeiro a bordo. [LEIA_TAMBEM]No último trimestre, foram registradas 1.392 remoções. Em média, são efetuados 16 deslocamentos diários de pacientes graves. Em um tempo médio de 90 segundos, as equipes identificam paciente, solicitante, endereço e característica principal da ocorrência. Em seguida, a chamada vai para um dos seis médicos reguladores que, em cerca de 127 segundos, decide qual tipo de suporte será enviado e permanece na linha dando orientações de primeiros socorros para o solicitante. Nos anos de 2023 e 2024, foram incorporadas 74 novas viaturas à frota, com a pasta em fase de planejamento para novas aquisições. Entre as medidas adotadas para aprimorar o serviço estão a revisão de protocolos assistenciais, a implantação de sistema informatizado para monitorar solicitações de transporte, o acompanhamento de indicadores de desempenho e a integração entre unidades hospitalares, tendo como foco a liberação de leitos e na redução do tempo de espera para transferências. Outros veículos de atendimento Veículos especializados da Secretaria de Saúde, como furgões, caminhões e vans, reforçam as ações | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Caminhões, furgões e vans especializadas da SES-DF também reforçam a distribuição de medicamentos, ações de vacinação e atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). A secretaria incorporou 50 novos veículos à frota da rede pública como parte do processo de renovação e ampliação da infraestrutura logística da rede. O investimento, que supera R$ 28 milhões em aquisições já contratadas, envolve caminhões, furgões e vans especializadas, definidos a partir das demandas operacionais das unidades e com impacto direto na qualidade dos serviços oferecidos à população.

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Moto com quase R$ 300 mil em débitos e 819 infrações é retirada de circulação

Na tarde desta sexta-feira (13), dois agentes de trânsito rodoviário do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) foram acionados pelo Centro de Controle Operacional (CCO) para atender a um sinistro com vítimas no Km 21 da DF-003 (Epia), sentido sul, próximo à Candangolândia. A ocorrência envolveu um carro e uma motocicleta. Motocicleta tinha licenciamento vencido desde 2008, além de diversas outras infrações acumuladas | Foto: Divulgação/DER-DF No local, durante as consultas de praxe, os agentes constataram que a motocicleta vermelha Yamaha, com placa de Timon (MA), estava com o licenciamento vencido desde 2008 e acumulava pendências financeiras superiores a R$ 297 mil, referentes a tributos, encargos e, principalmente, 819 autos de infração. Entre as infrações registradas estão excesso de velocidade (até 20% e 50% acima do limite permitido), avanço de sinal vermelho, circulação em acostamento e em faixas exclusivas. Além dessas irregularidades, o condutor não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), agravando o risco à segurança viária. [LEIA_TAMBEM]O motociclista recebeu os primeiros socorros no local do acidente e, devido a um ferimento na perna, foi encaminhado ao Hospital de Base, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). A motocicleta foi removida ao depósito. O caso evidencia como a condução sem habilitação, aliada ao descumprimento reiterado das normas de trânsito, potencializa acidentes e coloca em risco não apenas o condutor, mas também pedestres e outros motoristas. A fiscalização é importante para identificar e retirar de circulação veículos e condutores que representam ameaça à segurança nas vias do Distrito Federal.   *Com informações do DER-DF  

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Janeiro Branco enfatiza a importância de reconhecer e acolher crises emocionais

Quando Clara (nome fictício), de 29 anos, começou a tremer, perdeu o ar e caiu no choro no meio do trabalho, ninguém ao redor sabia exatamente o que fazer. Uma colega a levou até uma sala mais silenciosa, pediu que respirasse devagar e permaneceu ao seu lado até que ela conseguisse se acalmar. “Se ela não tivesse parado tudo para me ajudar, eu não sei como teria sido; achei que ia desmaiar”, lembra. O que parecia um infarto era, na verdade, uma crise de ansiedade, uma das emergências emocionais mais comuns atualmente. Campanha Janeiro Branco acende o alerta sobre a importância de refletir sobre a saúde emocional | Fotos: Divulgação/IgesDF No Janeiro Branco — a campanha reserva o mês para convidar a uma reflexão sobre esse tema —, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o Brasil está entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade no mundo. O nome é uma referência a “folha em branco”, que representa a possibilidade de rever emoções e escolhas de vida. A campanha Criada por psicólogos brasileiros, a campanha surgiu diante do aumento dos casos de ansiedade, depressão e estresse, e da necessidade de combater o preconceito e o silêncio que ainda cercam o adoecimento mental. A proposta é reforçar que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. Organismos internacionais, como a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), também alertam para a necessidade de colocar a saúde mental no centro das políticas públicas. No cenário pós-pandemia, os serviços de saúde também têm observado aumento significativo nas crises emocionais agudas, que chegam às unidades de pronto atendimento (UPAs), aos centros de atenção psicossocial (Caps) e ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “A pandemia agravou uma situação que já era preocupante. Muitos serviços de saúde mental ficaram interrompidos justamente quando a população mais precisava de apoio” Igor Santiago, psicólogo do Hospital de Base Segundo o psicólogo Igor Santiago Almeida, especialista em saúde mental do adulto do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), esse crescimento tem múltiplas causas. “A pandemia de covid-19 atuou como um importante catalisador, intensificando vulnerabilidades preexistentes e criando fontes de estresse”, explica. “A pandemia agravou uma situação que já era preocupante. Muitos serviços de saúde mental ficaram interrompidos justamente quando a população mais precisava de apoio”. Como reconhecer uma crise psicológica Santiago lembra que uma crise é um estado agudo de desequilíbrio emocional, psíquico e comportamental, quando o enfrentamento da pessoa se torna insuficiente. “Ela pode se manifestar como crises de pânico, agravamento de quadros ansiosos ou depressivos ou até crises suicidas”, detalha. Nas crises emocionais agudas, especialmente as de pânico, são frequentes sinais como respiração ofegante ou sensação de falta de ar, taquicardia (coração acelerado), tremores, sudorese e tontura, dor ou aperto no peito, formigamento nas mãos, choro intenso e agitação, confusão mental e pensamentos catastróficos e sensação de perda de controle ou medo intenso. “Muitas vezes, a pessoa realmente acredita que está tendo um problema físico grave”, ressalta Igor. Os primeiros socorros psicológicos (PSPs) são intervenções imediatas de apoio emocional e prático oferecidas a pessoas em sofrimento intenso ou em situação de crise. “Eles não substituem psicoterapia ou tratamento clínico, mas ajudam a reduzir o impacto emocional inicial e facilitam o encaminhamento para o cuidado adequado”, orienta o especialista. “Crises acontecem em casa, no trabalho, na rua. Ter noções básicas nessas horas ajuda a evitar agravamentos e salvar vidas”. Como ajudar alguém em crise ⇒ Mantenha a calma e ofereça ajuda Uma postura tranquila transmite segurança. Dizer ‘eu estou aqui com você’ tem um efeito muito importante ⇒ Reduza estímulos do ambiente Levar a pessoa para um local mais silencioso e com menos agitação ajuda a diminuir a sensação de ameaça ⇒ Ajude a regular a respiração Sugira respirações lentas e profundas ⇒ Escute sem julgamento Permita que a pessoa fale, sem interromper ou criticar. Em alguns casos, ela pode ter dificuldade até de organizar pensamentos ⇒ Valide o sofrimento Frases como “eu vejo que você está sofrendo” ajudam a reduzir a sensação de solidão ⇒ Auxilie a pessoa a se reconectar com o presente Descrever o ambiente e identificar objetos, sons ou sensações corporais pode ajudar na estabilização. Para ajudar uma pessoa em crise, é importante também saber o que não deve ser feito O que não fazer ⇒ Minimizar o sofrimento (“isso é exagero”, “é frescura”) ⇒ Repetir “calma!” de forma brusca ⇒ Pressionar a pessoa a falar ou tomar decisões ⇒ Oferecer soluções prontas ou conselhos não solicitados ⇒ Demonstrar irritação ou pânico ⇒ Realizar toques físicos sem consentimento “Essas frases e atitudes invalidam o sofrimento e reforçam a sensação de perda de controle, que já é um sintoma da crise”, alerta Santiago Almeida. Quando a crise vira emergência A crise deixa de ser apenas emocional e passa a exigir atendimento médico imediato quando há risco iminente ou desorganização grave. Entre os sinais de alerta, estão falas sobre desejo de morrer ou ideação suicida, confusão mental intensa ou diminuição da consciência, delírios ou paranoia e risco de machucar a si ou a outras pessoas. Nesses casos, é fundamental buscar ajuda pelo Samu (telefone 192), em emergências; nas unidades de pronto atendimento, quando há sofrimento intenso ou sintomas físicos associados; no Caps, para acolhimento especializado em saúde mental; e no CVV (telefone 188, apoio emocional 24h). Sinais silenciosos e prevenção [LEIA_TAMBEM]Além das crises agudas, há sinais de sofrimento que costumam ser ignorados, como isolamento progressivo, irritabilidade, fadiga constante, alterações no sono e na alimentação, negligência com o autocuidado e aumento do uso de álcool ou outras substâncias. “Esses sinais podem indicar esgotamento emocional e precisam ser reconhecidos como demanda de saúde”, indica o psicólogo. Manter uma rotina saudável, fortalecer vínculos sociais e buscar ajuda ao perceber os primeiros sinais são estratégias que ajudam a prevenir agravamentos. Para o especialista, o maior mito a ser combatido é a ideia de que crises emocionais são sinal de fraqueza. “Crises são respostas a um sofrimento que excedeu a capacidade de enfrentamento da pessoa e precisam ser tratadas como um problema de saúde legítimo, não como falha moral”, pontua.   *Com informações do IgesDF          

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Atendimento toxicológico do GDF orienta população e profissionais de saúde em casos de intoxicação

Além dos prontos-socorros dos hospitais e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), o Distrito Federal conta com um serviço especializado que atua na linha de frente das emergências toxicológicas: o Centro de Informação e Assistência Toxicológica do DF (CIATox). Integrado ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Secretaria de Saúde, o centro funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano, prestando orientações por telefone a profissionais de saúde e à população em casos de intoxicação por medicamentos, produtos químicos, agrotóxicos, drogas ilícitas e acidentes com animais peçonhentos ou plantas tóxicas. O CIATox pode ser acionado pelos números (61) 99288-9358 ou 0800 644 6774. O atendimento é exclusivamente telefônico — não presencial — e visa orientar condutas imediatas à população até a chegada ao serviço de saúde e orientações clínicas de conduta aos profissionais assistentes. “Nosso papel é oferecer informações rápidas e seguras sobre o manejo inicial de intoxicações. Mas é importante reforçar que o CIATox não substitui o atendimento clínico. Em casos graves, o paciente deve procurar imediatamente o pronto-socorro mais próximo”, explica a farmacêutica Sandra Márcia, integrante da equipe do centro. Segundo a profissional, o maior número de ocorrências envolve crianças intoxicadas por medicamentos e produtos de limpeza. “Grande parte das intoxicações acontece dentro de casa, e na maioria das vezes pode ser evitada. É fundamental manter produtos químicos, venenos e remédios fora do alcance das crianças e nunca associar o medicamento a algo ‘docinho’ ou ‘gostoso’, porque isso estimula o consumo acidental”, orienta. O atendimento é exclusivamente telefônico — não presencial — e visa orientar condutas imediatas à população até a chegada ao serviço de saúde e orientações clínicas de conduta aos profissionais assistentes | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília Atendimentos De acordo com dados do CIATox-DF, o centro registrou 26.838 atendimentos por intoxicação entre 2019 e junho de 2025. O número de casos cresceu de 2.654 em 2020 para 4.714 em 2024, um aumento de 77%. Apenas em 2025, até junho, já foram contabilizados 2.616 registros. Nas últimas semanas, o centro também registrou aumento nas ligações de pessoas em busca de informações sobre intoxicações por metanol, após a divulgação de casos suspeitos no país. “Nem todas as ligações são de pacientes intoxicados, mas houve, sim, maior procura por esclarecimentos”, afirma Sandra. Em situações de suspeita, a recomendação é procurar imediatamente atendimento médico. “O diagnóstico e o tratamento precoces aumentam muito as chances de recuperação. A orientação sempre é ir ao hospital e deixar que o médico entre em contato conosco para seguirmos o protocolo de orientações específico”, acrescenta. Atualmente, o CIATox conta com nove profissionais — entre médicos, farmacêuticos e enfermeiros — que se revezam em plantões ininterruptos. As orientações seguem protocolos nacionais e internacionais reconhecidos pelo Ministério da Saúde, com base em sistemas utilizados nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Cada atendimento gera um prontuário eletrônico, com registro da origem da ocorrência, identificação do agente tóxico, sintomas, orientações prestadas e acompanhamento da evolução clínica do paciente. O serviço tem o objetivo de auxiliar em casos de acidentes domésticos e casos envolvendo animais peçonhentos “Os dados coletados pelo CIATox ajudam a compreender o perfil das intoxicações e a orientar políticas públicas de prevenção. São informações que subsidiam, por exemplo, campanhas educativas e estratégias para reduzir acidentes domésticos e casos envolvendo animais peçonhentos”, detalha Sandra. Cuidado e prevenção Além das orientações emergenciais, o CIATox reforça o papel educativo. O centro promove ações de conscientização sobre armazenamento seguro de medicamentos e produtos químicos, cuidados com plantas tóxicas, e prevenção de acidentes com escorpiões e serpentes — casos que aumentam em determinadas épocas do ano, além de palestras em Universidades para acadêmicos da área da saúde. “Prevenir é sempre o melhor caminho. Mas quando ocorre um acidente, contar com uma orientação técnica rápida pode fazer toda a diferença”, afirma a farmacêutica. Serviço Centro de Informação e Assistência Toxicológica do DF (CIATox) - Atendimento 24 horas, o ano todo por telefone - Telefones: (61) 99288-9358 e 0800 644 6774 - Atendimento exclusivo por telefone para profissionais de saúde e população em geral - Vinculação: Secretaria de Saúde do Distrito Federal e Samu

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Cuidado com crianças deve ser redobrado nas férias escolares para evitar acidentes

Férias escolares são sinônimo de brincadeiras, descanso e muito tempo em casa. Para as crianças, é o momento de aproveitar cada cantinho do lar como espaço de diversão. Entretanto, para os pais, esse período pede atenção redobrada, pois o risco de acidentes domésticos com os pequenos cresce consideravelmente. Nessas situações, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) é fundamental. Com agilidade e segurança, os profissionais atendem ocorrências graves e orientam famílias sobre como proceder em momentos de emergência. “O Samu está pronto para agir em qualquer tipo de emergência e isso inclui os acidentes domésticos com crianças, que são comuns nas férias”, afirma a chefe do Núcleo de Educação em Urgências (NEU) do Samu-DF, Carolina Cunha. Em caso de acidentes, o primeiro passo é ligar para o 192 ou 193. O médico regulador orientará o que fazer até a chegada da equipe | Fotos:  Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Segundo Cunha, os acidentes mais frequentes são quedas, queimaduras, choques elétricos, afogamentos, sufocamento e intoxicações. No Distrito Federal, durante os meses de janeiro, julho e dezembro de 2024, que correspondem ao período das férias escolares, o Samu-DF registrou 694 atendimentos a crianças de até 12 anos. As quedas da própria altura, como tropeçar, escorregar ou perder o equilíbrio, lideraram as ocorrências, com 134 casos, seguidas por quedas de locais altos (127), ferimentos corto-contusos (109) e engasgos (38). Como prevenir Carolina Cunha: "É importante que os pais tenham um olhar crítico, verifiquem se tem algum objeto ou produto perigoso que possa causar acidente, como objetos de metal, pontiagudos e se a área da piscina está restrita à criança" Para evitar acidentes e garantir a segurança dos pequenos, a profissional orienta que pais e responsáveis façam uma avaliação cuidadosa dos ambientes, seja em casa, seja em locais de hospedagem, para identificar possíveis riscos. “É importante que os pais tenham um olhar crítico, verifiquem se tem algum objeto ou produto perigoso que possa causar acidente, como objetos de metal, pontiagudos e se a área da piscina está restrita à criança”, explica. Uma ocorrência que também exige atenção em qualquer época do ano é o engasgo, especialmente com objetos pequenos e brinquedos inadequados para a faixa etária. É fundamental verificar sempre na embalagem do produto a presença do selo do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e a indicação da idade recomendada. Arte: Secretaria de Saúde Outras medidas importantes incluem instalar grades ou telas de proteção em janelas, manter os pisos sempre secos, evitar o uso de tapetes escorregadios e bloquear o acesso a escadas, especialmente para crianças com menos de 5 anos. No uso do fogão, o ideal é utilizar as bocas traseiras e manter os cabos das panelas virados para dentro. Produtos de limpeza e medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças e as tomadas precisam estar protegidas com tampas apropriadas. As pipas, símbolo das férias infantis, também exigem cuidado e devem ser empinadas em locais abertos e seguros. “A pipa pode se enroscar na rede elétrica e isso levar a um choque elétrico, causando um acidente fatal. A linha chilena e o cerol também são perigosos, pois eles podem causar acidentes tanto com quem está manipulando aquele produto, quanto com motociclistas e ciclistas. Além disso, há risco de atropelamento quando as crianças correm atrás da pipa”, alerta Cunha. Intoxicação   Produtos químicos como desinfetantes, detergentes, alvejantes e medicamentos podem ser confundidos com bebidas ou alimentos pelas crianças, resultando em acidentes graves. É essencial manter esses itens fora do alcance delas, preferencialmente em armários altos e trancados. A médica toxicologista do Centro de Informações Toxicológicas (CIATox) do DF, Andréa Amoras, orienta que, em caso de intoxicação por produto químico ou picada de animal peçonhento, os pais liguem para o CIATox ou levem a criança a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou hospital mais próximo. “Se possível, leve também a embalagem do produto, pois há substâncias com nomes semelhantes, mas composições diferentes e essa informação pode ajudar na conduta médica." Saiba como agir Em caso de acidentes, o primeiro passo é ligar para o 192 ou 193. O médico regulador orientará o que fazer até a chegada da equipe. Para ajudar a população, o Ministério da Saúde firmou parceria com o YouTube e lançou vídeos de primeiros socorros, como a manobra de Heimlich, essencial em casos de engasgo.  *Com informações da Secretaria de Saúde  

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Atendimentos a emergências de saúde serão reforçados durante festividades de ano-novo

Para melhor atender os brasilienses que vão comemorar as festas de ano-novo, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) vai posicionar uma unidade móvel ao lado do posto médico disponibilizado pela organização do evento na Esplanada dos Ministérios, reforçando o suporte imediato a atendimentos realizados no local. Além disso, uma unidade de suporte a múltiplas vítimas (USMV) estará devidamente preparada para ser despachada à Esplanada sempre que necessário, garantindo resposta eficaz a ocorrências de maior complexidade, como situações envolvendo múltiplas vítimas. Com uma agenda de eventos distribuídos em todo o território, o Samu está devidamente preparado para atender às demandas de urgência e emergência que possam surgir. “Além do atendimento padrão esperado em eventos com grande concentração de pessoas, o serviço também está preparado para lidar com atendimentos em larga escala, caso necessário. Tendas infláveis, macas de campanha e todos os insumos e materiais necessários estão disponíveis”, explica o diretor do Samu-DF, Victor Arimateria. Além de unidades móveis instaladas ao lado do posto médico da Esplanada dos Ministérios, o atendimento contará com tendas infláveis e macas de campanha | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Todos os atendimentos relacionados às atividades do Réveillon passarão pelo acionamento tradicional via 192, com a Central de Regulação do Samu atuando de forma ágil e eficiente para garantir a assistência necessária. A central está preparada para organizar e despachar os recursos adequados às demandas identificadas, contando com equipes especializadas e protocolos ajustados à magnitude dos eventos. Outras regiões Para garantir assistência adequada durante os dias 31 deste mês e 1º de janeiro, a Secretaria de Saúde disponibilizou unidades estratégicas em diferentes regiões. Na Região Sudoeste, a UPA de Vicente Pires estará de prontidão. Já na Região Central, o Hospital de Base atenderá casos de politraumas, bucomaxilo, oftalmologia, otorrino, psiquiatria e suspeitas de AVC. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) será referência para clínica médica, cirurgia geral, queimaduras, suturas, quedas, odontologia e AVC. O Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib) complementa o suporte, tendo como focos a pediatria, a ginecologia e a obstetrícia, atendendo de forma abrangente as demandas do período festivo. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Equipe do Samu ofereceu apoio ao público no desfile de 7 de Setembro

No tradicional desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) marcou presença com cerca de 30 profissionais de saúde do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) garantindo apoio à prevenção de incidentes e oferecendo resposta rápida em casos de emergência ou de múltiplas vítimas. Desde as primeiras horas da manhã, equipes do Samu, compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores, permaneceram de prontidão na Esplanada dos Ministérios. Com um posto de atendimento, duas motolâncias, oito ambulâncias (uma de Suporte Avançado, duas de Suporte Básico e duas de Intervenção Rápida) e um Posto Móvel de Regulação, as equipes estavam preparadas para atender qualquer eventualidade. Alta nas coberturas vacinais foi um dos eixos temáticos do desfile de 7 de Setembro | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF De acordo com o diretor do Samu-DF, Victor Arimatea, o desfile transcorreu de forma tranquila, com três pessoas atendidas na tenda. “A atuação da equipe garante suporte imediato aos pacientes, uma demanda comum em todos os grandes eventos, e permite resolver a maioria dos casos dentro da própria estrutura instalada no local”, destacou Arimatea. Vacinação em destaque A celebração da Independência foi organizada em Três Eixos, o primeiro prestou homenagem aos profissionais que atuaram no apoio e socorro às vítimas no Rio Grande do Sul, enquanto o segundo tratou da participação do Brasil como sede do G20. E o terceiro deles focado em Saúde, destacou a importância da recuperação das altas coberturas vacinais no país e a ampliação dos serviços de atendimento, como a retomada do programa Mais Médicos. O icônico mascote do Sistema Único de Saúde (SUS), Zé Gotinha, participou do desfile ao lado de médicos no caminhão do Corpo de Bombeiros, representando o Movimento Nacional pela Vacinação. Carmen Para teve pólio com quatro anos e se emocionou com a participação do Zé Gotinha no desfile Como resultado desse empenho, Brasília se tornou uma das capitais que mais avançou na imunização infantil. A cobertura vacinal contra a poliomielite oral bivalente alcançou 82,72%, enquanto a primeira dose da tríplice viral atingiu 96,25%, e o primeiro reforço contra a Meningocócica C superou 111%, incluindo a vacinação de crianças do Entorno do Distrito Federal. Moradora de Brasília, Carmen Para assistiu ao desfile e destacou sua emoção ao ver o Zé Gotinha na Parada Cívica. “O desfile foi lindo! Eu amo muito o Zé Gotinha. Tive pólio com 4 anos e fiquei muito orgulhosa com o desfile. Vamos vacinar nossas crianças contra poliomielite, pessoal”, incentivou. O desfile também contou com a presença de atletas que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

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Recesso escolar requer atenção redobrada com acidentes envolvendo crianças

Férias escolares são sinônimo de brincadeiras, de dormir até mais tarde e de passar mais tempo com a família. A distância das salas de aula também reflete no aumento dos riscos de acidentes tanto dentro quanto fora de casa. É essa a hora em que os cuidados com os pequenos devem ser redobrados. A recomendação do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF) é que as crianças não fiquem sem supervisão de adultos e, em caso de acidentes, a corporação ou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) sejam acionados pelos telefones 193 ou 192, respectivamente. Produtos de limpeza devem ficar longe do alcance das crianças | Foto: Breno Esaki/ Arquivo Agência Saúde “Ao passar mais tempo em casa, aumentam os riscos de algum acidente doméstico com as crianças. Então, são maiores as probabilidades de um princípio de afogamento em piscinas e cursos d’água, engasgos, lesões e cortes com brinquedos, queimaduras ou quedas. O responsável precisa aumentar o tempo de supervisão também para poder viver esse momento de descontração com a criança durante as férias escolares”, detalhou o major Walmir Oliveira, do CBMDF. De acordo com o militar, é recomendado atenção redobrada com relação aos produtos de limpeza, que devem ficar fora do alcance das crianças. Já na cozinha, sugere-se a retirada de objetos cortantes, produtos inflamáveis, químicos e medicamentos. Limitar o acesso aos banheiros também pode prevenir afogamentos e acidentes com os boxes de blindex. O recomendado é que cabos de panelas que estão no fogo fiquem voltados para o lado de dentro do fogão | Foto: Breno Esaki/ Arquivo Agência Saúde Na hora de cozinhar, é essencial manter panelas e frigideiras com o cabo voltado para dentro do fogão, de preferência utilizando as bocas de trás. Além disso, é preciso ter cuidado ao manusear recipientes quentes no forno e, principalmente, no micro-ondas – que pode trazer uma falsa sensação de segurança. Em apartamentos, é importante não deixar móveis próximos às janelas, para evitar que os pequenos tentem fazer “escaladas”. Também é recomendável usar redes de proteção instaladas por empresas credenciadas. Queimaduras também podem ser prevenidas mantendo ferro de passar e equipamentos de alisamento de cabelo guardados e longe do alcance das crianças. É importante evitar a exposição prolongada aos raios solares, utilizando o protetor de hora em hora e evitando horários de pico (entre 10h e 15h). “Onde for se hospedar, é preciso se atentar aos cursos d’água, respeitar as orientações do guarda-vida e não perder o pequeno de vista. Outra estratégia é combinar pontos de encontro” Walmir Oliveira, major do CBMDF Caso os familiares viajem durante o recesso escolar, os pais ou responsáveis devem inspecionar os locais por onde passarem. “Se for de carro, é importante tomar os devidos cuidados e fazer todo o percurso na cadeirinha para crianças. Onde for se hospedar, é preciso se atentar aos cursos d’água, respeitar as orientações do guarda-vida e não perder o pequeno de vista. Outra estratégia é combinar pontos de encontro”, detalhou o bombeiro. Para quem gosta de brincadeiras na rua: cuidado com as pipas. A prática pode oferecer riscos de acidente se for em local inadequado, principalmente próximo às redes elétricas. No primeiro semestre do ano, a Neoenergia Brasília registrou 190 ocorrências relacionadas à brincadeira, um número 35% maior em comparação ao mesmo período de 2023, com 141 registros. O perigo de empinar pipa em lugares indevidos se dá quando a linha enrosca em postes, transformadores e nos cabos elétricos, podendo provocar curtos-circuitos e causar a interrupção do fornecimento de energia. Caso a pipa fique presa em postes ou na fiação, as pessoas jamais devem tentar retirá-las. A empresa também destaca que é terminantemente proibido entrar em subestações de energia. O acesso a esses locais é restrito a pessoas autorizadas e extremamente perigoso. Empinar pipa é uma atividade que requer atenção especial das crianças e dos responsáveis | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília “Jamais tente retirar uma pipa presa na rede elétrica. E nunca devem ser utilizadas as linhas chilenas ou com cerol, que podem danificar os fios, além de oferecer riscos à população, principalmente aos motociclistas”, defendeu a gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Brasília, Rosy Menezes. Cuidados com energia elétrica Não são apenas as pipas que merecem atenção redobrada durante as férias escolares. O ambiente doméstico também oferece riscos no uso da energia elétrica. Equipamentos eletroeletrônicos, como videogames e computadores, devem ser ligados ou desligados da tomada por um adulto, sempre utilizando o plugue e jamais puxando diretamente o fio. Não é recomendado que as crianças utilizem aparelhos eletrônicos durante o carregamento A fiação, inclusive, deve estar em perfeitas condições. Se o cabo apresentar algum desgaste no isolamento, o aparelho não deve ser conectado à tomada, caso contrário, pode provocar choque elétrico. O cuidado com o uso de tablets e smartphones deve ser maior, especialmente quando as baterias estiverem sendo carregadas via tomadas. Não é recomendado que as crianças utilizem esses aparelhos durante o carregamento. Os pequenos devem ficar longe de tomadas, fios e aparelhos elétricos. No caso de tomadas, o ideal é utilizar protetores para que não sejam introduzidos objetos metálicos, um risco potencializado pela curiosidade natural das crianças. Em ambientes internos e áreas livres de condomínios, as pessoas devem ficar distantes de quadros de energia e subestações internas. Socorro O que fazer caso haja algum acidente? “O primeiro passo é o adulto identificar os sinais de gravidade, ou seja, verificar se a criança está consciente, respirando normalmente, se está com a cor normal ou pálida. Caso apresente algum desses quadros, o ideal é pedir socorro. No caso do Samu, pelo 192, enquanto a viatura está em deslocamento, um médico regulador fica em linha com o solicitante fornecendo eventuais orientações até que a equipe chegue ao local”, explicou a chefe do Núcleo de Educação em Urgências do Samu-DF, Carolina Cunha de Azevedo. Em caso de acidentes envolvendo energia elétrica dentro de casa, a recomendação é desligar o disjuntor elétrico ou a chave geral e pedir socorro ao CBMDF ou ao Samu. Já as ocorrências com a rede de distribuição de energia devem ser comunicadas imediatamente à Neoenergia por meio do telefone 116.

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Remoção de pacientes críticos de hospitais recebe investimento de R$ 7,7 milhões

A Secretaria de Saúde (SES-DF) abriu, nesta terça-feira (18), pregão para contratar uma empresa responsável por transportar pacientes críticos entre hospitais da rede pública. Entre as exigências está a remoção de 600 usuários ao mês, em um prazo máximo de quatro horas. As propostas podem ser enviadas até 7 de julho pelo site www.comprasnet.gov.br. Atualmente, o transporte é feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que precisa se dividir entre as demais ocorrências. Com a nova contratação, as ambulâncias deixarão de ser compartilhadas com as remoções de pacientes inter-hospitalares e passarão a atender exclusivamente emergências. O novo contrato abrange remoção de pacientes adultos, neonatais e pediátricos | Foto: Sandro Araújo/ SES-DF O valor do contrato é de R$ 7,7 milhões e abrange remoção de pacientes adultos, neonatais e pediátricos. Todos serão em caráter de urgência ou emergência e deverão contar com equipe técnica especializada, em ambulâncias de suporte avançado, incluindo equipes, aparelhos, mobiliários e insumos necessários. Segundo o gerente do Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal (CRDF/SES-DF), responsável pelo contrato, Tiago Pessoa, esse é mais um passo da pasta no sentido de melhorar o serviço de remoção. “Com mais transporte à disposição, conseguimos diminuir a média de leitos vagos aguardando paciente e disponibilizar as viaturas avançadas do Samu para serviços de emergência”, explica. No novo fluxo sugerido, as unidades de saúde – após definição da necessidade de remoção, confirmação de vaga ou de realização de exame ou consulta – devem contatar a central de regulação, que irá avaliar a indicação de transporte, encaminhando à empresa executora. Investimentos A SES-DF convocou em março 61 profissionais entre padioleiros (42) e condutores de ambulância (19). Além disso, estão sendo investidos R$ 17,8 milhões na compra de 62 novos veículos, que devem começar a rodar no segundo semestre deste ano. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Força-tarefa do GDF para transporte de órgãos ajuda a salvar mais uma vida

Quando a missão é salvar vidas, todo esforço é válido e cada segundo conta. Ciente dessas premissas, o Governo do Distrito Federal (GDF) tem cumprido com louvor uma importante tarefa: a de transportar órgãos para a realização de transplantes. Na sexta-feira (7), toda a agilidade e o zelo se repetiram para trazer de Santa Helena de Goiás (GO) um coração para uma paciente da rede pública de saúde em Brasília. Ação integrada assegura o transporte de órgãos para a realização de transplantes em pacientes da rede pública do DF | Fotos: Vinícius Saiki/Agência Brasília Esse foi o 12º coração transportado pelo Departamento de Trânsito (Detran-DF), somente em 2024, e o 68º desde 2015, ano em que parceria entre o Detran-DF e a Secretaria de Saúde do DF (SES) e outras corporações, como Polícia Militar (PMDF), Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), foi firmada. Além dos corações, já foram transportados quatro fígados, um rim e seis córneas. Missão que é cumprida a bordo do helicóptero Sentinela.   Ver essa foto no Instagram   Uma publicação compartilhada por Governo do Distrito Federal (@gov_df) Para que os pacientes receptores ganhem uma nova chance, toda a comunicação e o deslocamento devem acontecer de forma muito eficiente. E assim foi feito novamente. Logo que a Central Estadual de Transplantes (CET) da SES foi informada que havia um coração compatível com um paciente de Brasília, o Detran-DF foi acionado para realizar o transporte da Base Aérea de Brasília para o Hospital das Forças Armadas (HFA). Esse trajeto leva cerca de cinco minutos. Um breve momento que faz toda a diferença, uma vez que o tempo de isquemia do coração, ou seja, o tempo entre a retirada do órgão do doador e o transplante no receptor, é de no máximo quatro horas. A integração dos órgãos do GDF é essencial para salvar vidas, segundo o chefe do ICTDF, Fernando Atik O chefe do Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF (ICTDF), Fernando Atik, destaca que é fundamental o tempo entre a captação e o transplante ser o menor possível. “O uso das forças especiais do governo, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Detran-DF, é absolutamente fundamental. E isso acontece de maneira muito regrada aqui no DF, funciona muito bem”, elogia o médico. Ele detalha que o coração foi recebido por uma paciente com um tipo sanguíneo muito raro e deu novo norte para o tratamento do receptor. “A probabilidade de isso acontecer é mínima. A gente já estava planejando outro tipo de tratamento, como um coração artificial, por exemplo, porque o transplante era uma coisa que não aconteceria. É como se ela tivesse ganhado na loteria, porque apareceu a pessoa certa, no momento certo, em que ela estava precisando. Agora, ela vai ter uma outra vida, é uma história fantástica”, celebra o médico. O chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Dolghi, diz que a tripulação se sente orgulhosa de atuar nesse tipo de missão Poder proporcionar essas “novas vidas” é um trabalho que o Detran-DF tem orgulho em colaborar. “Toda a tripulação fica muito orgulhosa de executar esse tipo de serviço e salvar uma vida”, admite o chefe da Unidade de Operação Aérea do Detran-DF, Sérgio Dolghi. Segundo Dolghi, a aeronave é utilizada em diversas missões do Detran, entre elas a fiscalização e o apoio operacional nas blitze. Além disso, há uma parceria com o Samu, por meio da Secretaria de Saúde, desde 2015. “Por esse termo de cooperação, a gente deu prioridade para utilizar a aeronave do Detran devido às missões de cada força de segurança”, explica. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros do DF, coronel Sandro Gomes Santos da Silva, afirma que o papel que a corporação desempenha na complexa rede logística tem ligação direta com a missão da corporação, que é salvar vidas. “Estamos dedicados a melhorar continuamente nossos processos e recursos para garantir que possamos continuar a servir nossa comunidade e contribuir para o bem-estar daqueles que dependem desses procedimentos para sua saúde e qualidade de vida”, ressalta. Segunda chance Dentro da Secretaria de Saúde, a diretora da Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (CET-DF), Gabriella Christmann, afirma que “o trabalho é proporcionar uma segunda chance de vida”. Para isso, a Central é acionada sempre que há um órgão compatível com algum paciente da região, que, por sua vez, entra em contato com os órgãos necessários para realizar o transporte e o transplante. “Precisamos conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Sou muito grato à família do meu doador, porque em uma hora de extrema dor ajudaram a salvar oito vidas” Robério Melo, fundador da Associação Brasileira dos Transplantados “É um trabalho que começa na sociedade, termina na sociedade e que depende da sociedade. Doar sem olhar a quem, com a certeza de que está salvando alguém. Sabemos que é um momento de dor para as famílias, mas a vida de outras pessoas pode começar”, afirma. Normalmente, os doadores são pacientes que sofreram morte encefálica em unidades de terapia intensiva (UTIs). Após a confirmação do quadro, é necessário obter o consentimento da família para a doação de órgãos. A distribuição segue critérios rigorosos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), e a prioridade é dada com base em fatores como compatibilidade sanguínea e tecidual, gravidade da doença do receptor, tempo em lista de espera e urgência do caso. Tudo coordenado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Doença silenciosa Em 2017, Robério Melo sentiu dores semelhantes à de uma gastrite e durante um exame descobriu ter hemocromatose, um distúrbio que faz o corpo absorver muito ferro e acumular a substância danificando órgãos do corpo. A saúde de Robério foi se deteriorando rapidamente e, caso não fizesse um transplante de fígado, ele não sobreviveria. “Meu fígado estava 95% comprometido. No hospital, o médico me deu três dias de vida. No último dia, recebi a notícia que havia aparecido um doador”, lembra Robério. Segundo ele, essa nova chance foi como renascer. Depois de vencer essa etapa na vida, ele decidiu fundar o Instituto Brasileiro dos Transplantados (IBTx) para auxiliar todos os que precisam passar por esse tipo de procedimento. A entidade orienta sobre os trâmites e ajuda os pacientes que precisam com cestas básicas. “Essa logística é muito importante porque quanto maior o tempo de espera, maior é a probabilidade de o transplante dar errado”, ressalta o transplantado. Ele lembra que conversar sobre a doação de órgãos também é fundamental para ajudar a salvar a vida de outras pessoas. “Precisamos conscientizar a população sobre a importância da doação de órgãos. Sou muito grato à família do meu doador, porque em uma hora de extrema dor ajudaram a salvar oito vidas.”

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Sessão no Congresso Nacional homenageia os 20 anos do Samu

Sessão realizada no Congresso Nacional celebrou os 20 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em nível nacional. Presente na solenidade, o diretor do serviço no Distrito Federal (DF), Victor Arimatea, destacou a experiência dos profissionais e o reconhecimento do trabalho do Samu em todo o DF. “Nestes 20 anos, renovamos nosso compromisso de garantir a intervenção pré-hospitalar dentro do menor tempo possível aos pacientes em situações extremas, fazendo a diferença em nome da vida” Victor Arimatea, diretor do Samu-DF “Graças aos nossos condutores socorristas, operadores de frota, técnicos em enfermagem, enfermeiros, médicos, psicólogos, mecânicos, assistentes sociais, instrutores, telefonistas e gestores, o que antes foi uma intensa jornada de aprendizado, hoje alcança a envergadura de uma experiência profissional”, reforçou o diretor do Samu DF durante a cerimônia. No Distrito Federal, de 2020 a 2024, foram mais de 3,6 milhões de ligações acolhidas via 192 e aproximadamente 255 mil pacientes atendidos com ambulâncias, motos ou unidades de resgate aéreo, resultando em cerca de 175 atendimentos diários nos últimos 4 anos. Além dos atendimentos, o diretor do Samu destacou os desafios superados e o compromisso do serviço. “Nestes 20 anos, renovamos nosso compromisso de garantir a intervenção pré-hospitalar dentro do menor tempo possível aos pacientes em situações extremas, fazendo a diferença em nome da vida”, enfatizou. Sessão realizada no Congresso Nacional destacou os 20 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Atualmente, em âmbito nacional, o Samu chega a mais de 187 milhões de brasileiros em cerca de 3,9 mil municípios, o que significa que 92% da população é atendida pelo serviço. Também presente na solenidade, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou o compromisso de chegar a 100% de cobertura do serviço. Em 2024, está prevista a entrega de 1.780 novos veículos em todo o Brasil. “Além disso, o Novo PAC vai destinar 350 novos veículos e construir 14 novas centrais de regulação do Samu 192 em áreas com vazio assistencial. O objetivo é garantir que o serviço alcance a universalização até 2026”, destacou a ministra. Atendimento de urgência Criado pelo decreto 5.055, de 27 de abril de 2004, o Samu é componente da Política Nacional de Atenção às Urgências do Ministério da Saúde, integrando a Rede Assistencial Pré-Hospitalar Móvel de atendimento às urgências. O atendimento pré-hospitalar móvel em situações de urgência é caracterizado pela resposta rápida à vítima após um incidente que afete a saúde, seja de natureza clínica, cirúrgica, traumática ou psiquiátrica. O tipo de atendimento evita o agravamento da condição da vítima, minimizando o sofrimento, prevenindo sequelas ou mesmo evitando o óbito. O serviço é gratuito, acessado pelo número 192, funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, oferecendo orientações e enviando veículos tripulados por equipes capacitadas, acionadas por uma Central de Regulação das Urgências. Saiba mais sobre o Samu 192 DF. *Com informações da SES-DF

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Infarto do miocárdio pode ser fatal, se não for tratado com urgência

Dor aguda no peito que irradia para o braço ou ombro esquerdo, suor frio, falta de ar, palidez e sensação de desmaio. Esses são alguns dos sinais de alerta de um infarto, a maior causa de mortes no país. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto. A cada cinco a sete casos, um resulta em óbito. Para diminuir o risco de morte, o atendimento de urgência e emergência, nos primeiros minutos é fundamental. “O tratamento mais eficaz é o mais rápido, pois a obstrução de artérias cardíacas pode levar à isquemia [sofrimento do músculo cardíaco]. Se não for tratada prontamente, pode ocasionar a morte de células cardíacas, levando a complicações, como insuficiência cardíaca pós-infarto ou morte súbita”, alerta a cardiologista da Secretaria de Saúde (SES-DF) Edna Maria Marques de Oliveira. Os principais fatores de risco são tabagismo, sedentarismo, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso | Foto: Jhonatan Cantarelle/ Agência Saúde-DF Infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco é a morte de células do músculo do coração devido à obstrução de uma artéria que interrompe o fluxo sanguíneo de forma rápida e intensa. Pode ocorrer em diversas partes do coração, dependendo da área que foi bloqueada. Em casos raros, o infarto pode acontecer por contração da artéria, interrompendo o fluxo sanguíneo ou por desprendimento de um coágulo originado dentro do próprio coração e que se aloja no interior dos vasos. Sinais de alerta Identificar um infarto agudo do miocárdio pode ser desafiador, pois os sintomas variam. Dentre os sinais de alarme estão dor ou desconforto na região peitoral, podendo irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, raramente, braço direito. Essa dor costuma ser intensa e prolongada, acompanhada de sensação de peso ou aperto sobre o tórax, provocando suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio. “Porém, há pacientes que apresentam outros sintomas, como dor no estômago, na mandíbula e vômitos”, esclarece a médica. Fatores de risco e prevenção A mudança no estilo de vida é o principal meio de prevenção do infarto | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília Os fatores de risco, como tabagismo, sedentarismo, histórico familiar, alimentação ruim, colesterol alto e estresse em excesso, influenciam nas estatísticas de infarto. Além disso, essas condutas podem provocar hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), obesidade, depressão e diabetes. Diabéticos e hipertensos têm, segundo o Ministério da Saúde, de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto. A mudança no estilo de vida é o principal meio de prevenção do infarto. Além da prática regular de atividades físicas, alimentação adequada, não consumo de álcool e qualquer tipo de tabagismo, Edna Maria Marques de Oliveira orienta o controle dos fatores de risco e o acompanhamento regular com o cardiologista. Atendimento Ao perceber os sintomas, deve-se procurar atendimento na emergência hospitalar mais próxima ou ligar para o Serviço de Atendimento Móvel (Samu), no número 192. “É preciso manter a calma e não deixar o paciente realizar esforço físico, nem dirigir. Afrouxe as roupas e, caso a pessoa esteja inconsciente, sem pulso e sem respiração, inicie a massagem cardíaca até a chegada da equipe de saúde”, orienta o enfermeiro e instrutor do Núcleo de Educação em Urgências (Nuedu) do Samu, Reinaldo Siqueira. A rede pública de saúde do DF oferece unidades especializadas em cardiologia, como o Hospital de Base (HB), os hospitais regionais de Ceilândia (HRC), Taguatinga (HRT) e Gama (HRG), além de todas as Unidade de Pronto Atendimento (UPAs). Assistência ágil No Projeto Sprint, as equipes de emergência recebem suporte direto de especialistas por meio de um aplicativo que conecta os profissionais às equipes de cardiologia do Hospital de Base e do ICTDF | Foto: Divulgação/ Agência Saúde-DF Lançado em 2018, o Projeto Sprint surgiu com o objetivo de proporcionar um atendimento eficiente e um tratamento qualificado para casos de suspeita ou diagnósticos de doenças cardiovasculares. O projeto forma uma rede interligada em que as equipes de emergência têm o auxílio de um aplicativo que os conecta diretamente às equipes de plantão de cardiologia do HB e do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF). Todas as portas de entradas das emergências estão capacitadas para estabelecerem o diagnóstico e iniciar o tratamento no primeiro atendimento. Temos uma equipe de retaguarda de cardiologistas 24 horas, que dão suporte para os plantonistas em qualquer UPA ou hospital da rede pública do DF”, explica Edna Maria, que também é coordenadora do projeto. Toda a rede integrada de Atendimento ao Infarto Agudo do Miocárdio é conectada por meio do aplicativo Join, possibilitando aos médicos da ponta (clínicos das UPAs e hospitais) fornecer orientações por meio da telemedicina. Os especialistas na área ajudam no diagnóstico, inclusive auxiliando na realização de trombólise – processo pelo qual se dissolve um coágulo (trombo) formado na corrente sanguínea – ainda no local do atendimento inicial. Além disso, indicam procedimentos e já se preparam para receber o paciente caso seja indicada uma transferência, feita em ambulância do Samu. Segundo a coordenadora, a ideia trouxe melhorias no atendimento a pacientes. “Houve uma redução da mortalidade por infarto agudo do miocárdio, além de menor período de internação com o acesso ao cateterismo e demais exames complementares”, afirma. Em média, 31 casos envolvendo infarto são atendidos por meio do aplicativo no mês. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Entenda a importância de se hidratar durante os dias de folia

Cuidar da saúde durante o Carnaval é um dos requisitos para uma diversão segura e prolongada. Aderir a cuidados simples pode ajudar a prevenir problemas, além de garantir saúde para curtir melhor os dias de folia. A hidratação adequada do corpo é um dos cuidados fundamentais. As altas temperaturas desta época do ano, o aumento da transpiração e a habitual ingestão de bebidas alcoólicas formam uma combinação que pode acabar mal. Consumo de água com fartura é aconselhável durante a folia | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília [Olho texto=”  “Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, e, se consumir, beba água concomitantemente” ” assinatura=”Carolina Gama, gerente de Serviços de Nutrição da SES-DF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Um dos efeitos do álcool é o de inibir o hormônio antidiurético, responsável por reter água no corpo”, afirma a médica Alice Ponte, referência técnica distrital (RTD) de Medicina da Família e Comunidade da Secretaria de Saúde (SES-DF). “Com a inibição desse hormônio, o corpo libera mais água pela urina, podendo levar a um estado de desidratação.” Por isso, é preciso ficar atento aos possíveis sinais de desidratação, que podem ser sede intensa, boca seca, redução do volume urinário, urina escura, dor de cabeça, tonturas e fadiga. Ingestão de líquidos Para evitar esses problemas, a gerente de Serviços de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, aponta algumas dicas. “Evite o consumo excessivo de bebidas alcoólicas, e, se consumir, beba água concomitantemente”, recomenda. Ela lembra que sucos naturais e água de coco também são opções para manter a hidratação nos dias de folia. “Na presença de qualquer sintoma de intoxicação pelo álcool, recomenda-se suspender a ingestão e hidratar-se”, complementa. Outra orientação importante, atenta a especialista, é que pessoas que estão com dengue não devem ingerir nenhuma quantidade de álcool. A procedência do líquido que será consumido também é um detalhe importante. De acordo com o diretor de Vigilância Sanitária (Divisa) da SES-DF, André Godoy, a água contaminada pode levar a sérios problemas. “Existe o perigo de contrair doenças transmitidas pela água, a exemplo de verminoses, gastroenterites e até a hepatite infecciosa”, aponta. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Levar a própria água para a folia é uma maneira de evitar a contaminação. Se isso não for possível, o gestor aconselha a compra apenas de água engarrafada,  e indica quais detalhes aos quais é preciso prestar atenção: “Tampa devidamente lacrada, embalagem íntegra com informações do fabricante e data de fabricação e validade vigente. Observar ausência de cor, sabor, odor e qualquer substância”. Fique atento Caso o folião sofra uma redução grave da coordenação motora ou mesmo da consciência, é preciso procurar atendimento médico de urgência nas unidades básicas de saúde (UBSs) ou nas unidades de pronto atendimento (UPAs) e emergências dos hospitais mais próximos da rede. Em caso de perda completa da consciência, é necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), por meio do número 192. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Gestores reforçam integração para atendimento em urgências e emergências

As secretarias de Saúde (SES-DF) e de Segurança Pública (SSP-DF) uniram esforços, nesta quarta-feira (17), para aprimorar a integração entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o Serviço Hospitalar de Emergência (SHE) e o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). A iniciativa, firmada pela Portaria Conjunta n° 40/2018, visa consolidar o Serviço Unificado de Atendimento Pré-Hospitalar (Suaph) no atendimento de urgências e emergências. Integração entre equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros aprimora o atendimento pré-hospitalar | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde-DF Um dos pontos centrais do encontro foi a busca por estratégias que assegurem ao paciente um atendimento eficiente e pontual. Entre as medidas consideradas, destaca-se a melhoria na comunicação entre os profissionais da SES-DF e do CBMDF no momento do encaminhamento do paciente para a unidade de saúde mais adequada para atender as necessidades específicas. A secretária de Saúde, Lucilene Florêncio, ressaltou a importância da parceria. “Estamos unindo forças para aprimorar nosso sistema de atendimento pré-hospitalar. Com essa integração entre a SES-DF e o CBMDF, buscamos garantir uma resposta mais eficiente e coordenada em situações de urgência e emergência no Distrito Federal”, afirmou. Também presente na reunião, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, expressou otimismo em relação à colaboração. “Para mim, o mais importante aqui é ver que estamos realmente buscando soluções conjuntas. Comprometo-me a contribuir para a evolução do sistema e, no que for possível, trabalhar fortemente para continuar nesse processo de construção.” Secretários de Saúde, Lucilene Florêncio, e de Segurança Pública, Sandro Avelar, participaram de reunião sobre a parceria entre as instituições no atendimento de casos de urgência e emergência | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Durante o encontro, o diretor do Samu, Victor Arimateia, destacou a evolução da integração e os desafios enfrentados ao longo dos anos. “A parceria entre a SES, por meio do Samu, e o Corpo de Bombeiros do DF é reconhecida como um exemplo de iniciativa a ser fomentada em outros estados”, ressaltou. Um dos representantes do CBMDF, major Leonardo Tizzo, destacou a evolução na comunicação entre as instituições. “Com uma comunicação mais eficaz, podemos prevenir conflitos e oferecer um atendimento mais eficiente aos pacientes”, apontou. A secretária de Saúde aproveitou a ocasião para mobilizar os servidores nas ações de combate à dengue realizadas no DF. “Planejamos abrir tendas de atendimento à dengue e começaremos as ações em Ceilândia, Samambaia, Brazlândia e na Região Centro-Sul. A parceria entre Samu e Bombeiros será fundamental para prestar assistência à população nessas localidades”, adiantou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Integração A Portaria Conjunta n°40/2018 institui o Serviço Unificado de Atendimento Pré-Hospitalar (Suaph) no Distrito Federal. O documento estabelece a integração entre a SES-DF e o CBMDF para oferecer atendimento em urgências e emergências por meio da infraestrutura, recursos humanos, materiais, insumos e equipamentos de ambos os serviços. A portaria abrange desde a organização da Central de Regulação até protocolos de atuação conjunta, insumos e recursos. “Estamos intensificando a análise para identificar áreas de aprimoramento. Mudanças ocorreram desde 2018, e estamos comprometidos em revisar e alinhar as ações conforme as diretrizes da portaria”, explicou a gerente de Atenção Pré-Hospitalar do Samu, Vanessa Rocha. Saiba mais aqui sobre o trabalho do Samu em parceria com os Bombeiros. *Com informações da SES-DF

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Samu teve mais de 68 mil chamados por mês em 2023

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Distrito Federal desempenha um papel fundamental na garantia de assistência qualificada e eficiente em situações de emergência. No decorrer de 2023, o Samu DF recebeu 817.867 ligações telefônicas por meio do telefone 192, totalizando uma média de 68.150 chamados por mês. Vinculado à Secretaria de Saúde (SES-DF), o serviço atua em diversos tipos de ocorrências, a maioria delas de natureza clínica, com uma média de 60% do total de atendimento. Entre os casos estão dor abdominal, hipertensão, infarto agudo do miocárdio (IAM), acidente vascular cerebral (AVC) e parada cardiorrespiratória (PCR). Cerca de 20% de atendimentos se referem a situações de trauma, como acidente automobilístico, quedas, violência com ferimento de arma branca ou arma de fogo, seguidos de 15% de atendimentos psiquiátricos, 2,5% obstétricos e 2,5% pediátricos. O Samu atua em diversos tipos de ocorrências, a maioria de natureza clínica, com uma média de 60% do total de atendimento | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF O tempo médio de resposta do serviço é de aproximadamente 34 minutos, contados a partir da chamada atendida pelo técnico auxiliar de regulação médica até a chegada da equipe no local da ocorrência. Diversos fatores interferem no tempo de atendimento, como distância, condições do trânsito, informações corretas do solicitante e até condições climáticas. O apoio às regiões adjacentes em situações de grande vulto também pode impactar o atendimento. Pacientes atendidos pelo Samu frequentemente elogiam a agilidade e eficiência do serviço, destacando a competência e o cuidado dos profissionais. “Os elogios, na sua maioria, referem-se à qualidade do atendimento da equipe de saúde, que passa por treinamentos periódicos realizados pelo Núcleo de Educação em Urgência [Nuedu] para manter um atendimento de excelência para a população”, afirma a gerente de Atenção Pré-Hospitalar do Samu, Vanessa Rocha. Em junho de 2023, o Samu recebeu um reforço importante com mais de 2,6 mil novos equipamentos de proteção individual (EPIs) | Foto: Tony Winston/Agência Saúde-DF Apesar dos avanços, os profissionais do serviço móvel enfrentam desafios significativos, como a necessidade de ampliação da frota de ambulâncias e a capacitação contínua dos profissionais. Para superar esses obstáculos, os gestores do Samu têm investido em treinamentos especializados e estão em constante busca por melhorias na infraestrutura e na logística de atendimento. Em junho de 2023, a instituição recebeu um reforço importante, com mais de 2,6 mil novos equipamentos de proteção individual (EPIs), que garantem a segurança dos profissionais durante as operações. Entre os itens fornecidos estão conjuntos térmicos (capas de chuva), coturnos, joelheiras, japonas (casacos de tecido grosso), macacões e luvas antichamas, além de conjuntos de inflajack (jaquetas com airbag), proporcionando um ambiente mais seguro para a equipe durante as missões de salvamento. Samu realiza treinamento para atendimento em acidentes de trânsito | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Em novembro do ano passado, o Samu passou a contar com 26 novas motolâncias com o objetivo de prestar uma assistência cada vez mais rápida e de qualidade à população. Cada motolância está munida de materiais necessários para dar assistência pré-hospitalar, tanto às vítimas de acidentes quanto às que passam problemas clínicos, desde risco moderado até demandas graves, como paradas cardíacas. Urgência e emergência Na rede de atenção às urgências e emergências, a importância da atuação do Samu está relacionada a diversos aspectos, como o atendimento pré-hospitalar de urgência, no qual os profissionais oferecem assistência médica rápida e especializada em situações de emergência, antes mesmo da chegada ao hospital. Isso permite um atendimento imediato e adequado, aumentando as chances de sobrevida e recuperação dos pacientes. Em novembro de 2023, o Samu recebeu 26 novas motolâncias com o objetivo de prestar assistência cada vez mais rápida e de qualidade à população | Foto: Jhonatan Canterelle/Agência Saúde-DF “O Samu é o grande responsável por alcançar a vítima no momento de maior vulnerabilidade. Estamos falando de quadros clínicos e traumáticos, em todas as faixas etárias, desde situações moderadas ou de alta gravidade. Isso demanda uma capacidade de atuação rápida, padronizada, seguida por estabilização na cena e remoção segura para a unidade hospitalar mais próxima dentro do menor tempo possível”, explica o diretor do Samu, Victor Arimatea. Para facilitar o trabalho dos profissionais do Samu em ocorrências no trânsito, os condutores devem estar atentos às situações de emergência nas vias, permitindo que o caminho para as ambulâncias esteja livre. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as ambulâncias têm prioridade de trânsito e livre circulação quando devidamente identificadas e com alarme sonoro ligado. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “A dica que compartilho com os motoristas é, ao escutarem a sirene, verificarem nos retrovisores a localização da ambulância e deslocarem-se no sentido oposto, reduzindo ou até mesmo parando, se necessário, para permitir a passagem da viatura”, orienta o condutor de ambulâncias do Samu, Rodrigo Nunes. Os pedestres também devem permanecer atentos. “Mesmo ao ouvirem a sirene, alguns continuam atravessando na faixa. Portanto, é mais prudente aguardar e somente atravessar a via quando o veículo já tiver passado pelo local”, completa. Uma rede de cuidados e preparo O Samu conta com 49 equipes móveis de intervenção, incluindo unidades de suporte básico (USBs), motolâncias, unidades de suporte avançado (USAs) e até mesmo uma unidade de suporte avançado aeromédico (helicóptero), capaz de oferecer atendimento em situações críticas. Com mais de 800 servidores, o Samu abrange uma equipe multiprofissional que inclui médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, condutores socorristas e analistas de gestão e de assistência pública em saúde, além de administradores. *Com informações da SES-DF

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Atenção redobrada com enfeites natalinos para evitar riscos de incêndios

Com a chegada do Natal, brasilienses se movimentam para decorar suas residências com enfeites característicos das festividades de fim de ano. Luzes coloridas, guirlandas e árvores iluminadas fazem parte da tradição natalina, mas é preciso estar atento, pois a má instalação das decorações pode resultar em choques elétricos e até riscos de incêndios residenciais. Para garantir que sua festa ocorra com segurança, a Agência Brasília elenca cuidados recomendados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) durante a instalação da decoração natalina. [Olho texto=”Em caso de incêndio, acione o socorro através do telefone 193, do Corpo de Bombeiros, ou 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência” assinatura=”” esquerda_direita_centro=”direita”] Segundo os bombeiros, a prevenção deve começar ainda no ato de compra dos enfeites natalinos. No caso das decorações alimentadas por energia elétrica, o recomendado é adquirir apenas os produtos com a devida certificação, especialmente a expedida pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “Hoje, com a facilidade de comprar produtos importados pela internet, é muito comum que os enfeites adquiridos não tenham o certificado. Isso configura um risco, pois a pessoa vai conectar esse aparato na energia de sua residência e nada garante que ele será capaz de suportar a carga da rede elétrica”, explica o major Fábio Bohle, do CBMDF. Segundo os bombeiros, a prevenção deve começar ainda no ato de compra dos enfeites natalinos. No caso das decorações alimentadas por energia elétrica, o recomendado é adquirir apenas os produtos com a devida certificação, especialmente a expedida pelo Inmetro | Foto: Cristiano Costa/Fecomércio-DF O bombeiro destaca que a sobrecarga da rede elétrica está entre os principais fatores que ocasionam os incêndios residenciais. “Muitos desses produtos não têm a durabilidade necessária para suportar a carga elétrica, gerando superaquecimento, que pode se tornar o foco do incêndio”, detalha. [Olho texto=”“Um problema recorrente é a sobrecarga dos multiplicadores de tomada, os chamados filtros de linha e extensões. Procure comprar equipamentos certificados, com a alternativa do fusível de segurança. Verifique, também, sua voltagem e vida útil”” assinatura=”Fábio Bohle, major do CBMDF” esquerda_direita_centro=”esquerda”] No caso das tradicionais luzes natalinas, opte por lâmpadas de LED – além de mais econômicas, elas não aquecem como as antigas lâmpadas incandescentes. Já os produtos para decoração em áreas externas devem ser exclusivos para esses ambientes, uma vez que terão de suportar chuvas e ventos. E, se o produto tiver sido usado em anos anteriores, faça uma inspeção visual antes de conectá-lo à tomada. Outra dica é não ligar muitos dispositivos em uma única tomada. O uso de extensões e filtros de linha pode ser uma solução, mas é fundamental respeitar a capacidade máxima de cada circuito. “Um problema recorrente é a sobrecarga dos multiplicadores de tomada, os chamados filtros de linha e extensões. Procure comprar equipamentos certificados, com a alternativa do fusível de segurança. Verifique, também, sua voltagem e vida útil”, aconselha. Também são recorrentes os atendimentos realizados pelos bombeiros que envolvem incêndios residenciais decorrentes da má utilização de velas. Enfeites comumente associados ao Natal, as velas precisam ser mantidas longe de mobílias e cortinas, por exemplo, já que são materiais de fácil combustão. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “Se for utilizá-las, procure colocar dentro de um pote de vidro ou de um copo. Isso evita que a vela caia e a chama possa ter contato com algum material que pode vir a ser um combustível para o incêndio”, pontua Bohle. “Se for sair de casa, nunca deixe velas acesas”, enfatiza o bombeiro. Como proceder Em caso de incêndio, acione o socorro através do telefone 193 (CBMDF) ou 192 (Samu). Ter um extintor por perto pode ajudar a debelar as chamas antes da chegada dos bombeiros. Se a causa do incêndio for elétrica, realize o desligamento do fornecimento de energia. Não tente se aventurar em apagar as chamas; procure um local seguro e aguarde a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros.  

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Distrito Federal adere a sistema nacional de segurança pública

Uma cerimônia realizada nesta segunda-feira (30), no Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), marcou a adesão das forças e dos órgãos de segurança do Distrito Federal ao novo sistema nacional de operações, o Sinesp CAD (Central de Atendimento e Despacho). Criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o instrumento integra serviços para suporte e redução de tempo de resposta a atendimentos públicos emergenciais, otimizando assim a gestão de recursos e o planejamento operacional. A implantação teve início em maio após o Governo do Distrito Federal firmar acordo técnico com o governo federal. Em outubro, o sistema passou a ser operado. A Polícia Militar (PMDF) e o Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) foram as primeiras forças do DF a aderir ao sistema, que se expandiu para Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil (PCDF), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Trânsito (Detran) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). [Olho texto=”“É uma ferramenta inteligente e vai auxiliar a segurança pública do DF no dia a dia e também uma forma de tratar a segurança pública dos estados de forma equânime”” assinatura=”Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública” esquerda_direita_centro=”direita”] “A implementação desse sistema é um grande salto no controle de atendimento de ocorrências. É uma ferramenta inteligente e vai auxiliar a segurança pública do DF no dia a dia e também uma forma de tratar a segurança pública dos estados de forma equânime”, ressaltou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, durante a solenidade. Além da rapidez de acesso às informações, a implementação do sistema teve custo zero para os cofres do GDF. “Ele é gratuito e está integrado a toda a base nacional de ocorrências, de veículos, de condutores, de mandados de prisão e de uma série de informações que podem ser acessadas facilmente”, completou Avelar. A capacidade de integração da ferramenta possibilita o trabalho unificado entre diferentes estados | Foto: Divulgação/SSP-DF Para o secretário nacional de Segurança Pública, Tadeu Alencar, a capacidade de integração da ferramenta possibilita o trabalho conjunto entre os diferentes estados e maior possibilidade de material para atuação integrada. “O DF passa a integrar uma ferramenta com coordenação nacional. Não há como tratar de segurança pública de forma isolada, mas é importante que tudo seja feito de maneira integrada, não somente com os estados, mas que englobe também os municípios. O objetivo é que a ferramenta possa contribuir para rápida resposta e centralidade de informações”, afirmou. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Uma das facilidades é a obtenção de dados de ocorrências em tempo real. O agente de segurança pública poderá preencher as informações de uma ocorrência in loco diretamente para o sistema por meio de um smartphone com o aplicativo linkado e acesso a dados durante uma abordagem policial. O DF é a 14ª unidade da Federação a aderir ao sistema. Ele substitui o Sistema de Gestão de Ocorrências (SGO). A implantação teve duração de cinco meses com treinamento das tropas e dos multiplicadores feitos pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), da PMDF, com instruções teóricas e práticas. *Com informações da SSP-DF

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