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Sistema Único de Assistência Social

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DF estabelece novo fluxo de atendimento de saúde mental à população em situação de rua

Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada.   O Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou, de forma inovadora, o Modelo de Cuidado Humanizado Integrado no Distrito Federal. Regido pela Lei nº 7.923/26, o sistema estabelece um fluxo assistencial e estrutura de apoio para o acolhimento e tratamento de pessoas em situação de rua, com foco em saúde física e mental, e dependência química. A partir da sua regulamentação, pelo Decreto nº 49.089/26, a norma estrutura fases sucessivas e a integração de diversos órgãos do GDF, para garantir que cada pessoa seja atendida de acordo com suas necessidades específicas de maneira humanizada. O acolhimento passa a ter como regra o caráter voluntário, com internação involuntária apenas em situações excepcionais de risco iminente à vida, violência ou negligência extrema com autocuidados básicos. Triagem ajuda a identificar os casos em que há necessidade de internação, mas o foco é adesão voluntária ao tratamento | Foto: Divulgação/Sedes-DF O fluxo assistencial é iniciado com a pré-triagem, realizada por equipe multidisciplinar das secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Saúde (SES-DF) e de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), em busca ativa na rua, visando prioritariamente à adesão voluntária. Se identificados sinais de alerta para necessidade de internação involuntária, aciona-se a equipe especializada. O passo seguinte do fluxo é a triagem, feita por assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e motorista, com a avaliação da necessidade de internação involuntária e, se caso necessário, acionamento do Samu. A internação involuntária ocorrerá em caráter excepcional, por determinação médica, observando os critérios previstos na Resolução CFM nº 2.057/ 2013. A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de 72 horas, ser comunicada ao Ministério Público. Na próxima etapa, o Núcleo de Saúde Mental (Nusam) da SES-DF vai intervir e remover para uma unidade de pronto atendimento (UPA) a pessoa em situação de rua, se houver risco de morte iminente e necessidade de estabilização clínica. Posteriormente, caso necessário, o paciente será encaminhado à Unidade de Cuidados Clínicos em Saúde Mental do Hospital São Vicente de Paula (HSVP). A partir da internação no HSVP, a equipe médica avalia e determina a conduta que pode envolver alta referenciada — para continuidade do tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de referência da residência ou internação de até 90 dias. A partir desse momento, a Sedes-DF dará continuidade ao acolhimento com o acompanhamento no Sistema Único de Assistência Social (Suas), acesso aos programas socioassistenciais e inserção nos serviços das demais políticas para promover a saída qualificada da situação de rua, com preservação da autonomia e do projeto de vida da pessoa atendida. Pelo novo fluxo, quando a pessoa for conduzida à autoridade policial em razão da prática de infração penal que envolva agressão a alguém ou dano ao patrimônio e houver indícios de que a conduta possa estar relacionada a quadro psicótico agudo ou a outro transtorno mental capaz de comprometer, parcial ou totalmente, sua capacidade de compreender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, a autoridade policial poderá acionar o Samu para que a equipe do Núcleo de Saúde Mental possa apoiar a avaliação do quadro e indicar, conforme o caso, necessidade de remoção para unidade de saúde, referência hospitalar em saúde mental, para avaliação médica especializada e possível indicação de internação involuntária Política distrital Decreto regulamenta a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua | Foto: Arquivo/Agência Brasília Além de criar um fluxo assistencial para o acolhimento e tratamento de pessoas em situação de rua com foco em saúde mental e dependência química no DF, o Decreto nº 49.089/2026 que regulamenta a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua também organiza as competências dos órgãos do GDF na execução dos serviços voltados para esse público e fortalece a atuação intersetorial entre saúde, assistência social e direitos humanos. Entre outros pontos, a medida amplia o acesso a redes de apoio, identificação civil e políticas habitacionais. De acordo com o decreto, a coordenação e articulação político-administrativa entre os órgãos e entidades da administração pública distrital e a sociedade civil ficará sob a responsabilidade da Casa Civil. À Sedes-DF caberá a execução das ações de assistência e ação social, transferência de renda, inclusão social e segurança alimentar e nutricional destinadas à população em situação de rua; assegurar a continuidade do acompanhamento no Suas e o acesso aos programas socioassistenciais; e garantir o atendimento nos 18 restaurantes comunitários e unidades de acolhimento, observados os requisitos de segurança e proteção às mulheres. A Lei Distrital nº 7.923/2026 institui diretrizes para o acolhimento humanizado e atenção integral à população em situação de rua no Distrito Federal, como atuação integrada e coordenada entre os órgãos e entidades da administração pública e a sociedade civil; abordagem ativa, qualificada e humanizada da população em situação de rua; produção, integração e transparência de dados para subsidiar a formulação e a avaliação de políticas públicas; capacitação permanente dos agentes públicos; prevenção da violência; articulação com o sistema de justiça para promoção do acesso a direitos; promoção de soluções de moradia digna e inclusão produtiva; e fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde para a população em situação de rua, assegurada a atuação articulada das equipes de Consultório na Rua, das Equipes de Saúde da Família e dos demais pontos da Rede de Atenção à Saúde.   *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Protege DF agiliza concessão de benefícios para mulheres em iminente risco de feminicídio

Uma medida que vai salvar vidas. Com o objetivo de ampliar a proteção à mulher, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) lançou o Protege DF. A medida estabelece o atendimento e a concessão de benefícios socioassistenciais para esse público em, no máximo, 48 horas. Programa Protege DF tem como objetivo assegurar proteção integral a mulheres | Foto: Renato Raphael/Sedes-DF Entre os serviços disponíveis no programa, estão encaminhamento para casa de acolhimento, atendimento imediato e repasse de recurso financeiro para aluguel ou custeio de despesas.  “O principal objetivo foi garantir a proteção integral dessas mulheres, pois sabemos que agir prontamente é fundamental para assegurar que nenhuma violação de direitos ocorra”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Ela lembra que, até então, o benefício para mulheres em risco de feminicídio demorava 60 dias. [LEIA_TAMBEM]Com o Protege DF, o pagamento do auxílio será realizado entre 24 horas e 48 horas, e o encaminhamento para acolhimento institucional passa a ser imediato. “O Sistema Único de Assistência Social salva vidas, e nós não aceitaremos que uma mulher saia de casa e vá parar na rua com um bebê no colo – por isso estamos ampliando a rede de proteção”, enfatiza a secretária. As vítimas não precisam agendar o atendimento. Elas devem buscar diretamente qualquer unidade socioassistencial para relatar seu caso e ter os devidos encaminhamentos, como Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), centros Pop e casas de acolhimento.   *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social  

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Comunidade rural de Sobradinho recebe ação com foco em segurança alimentar

Em parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Lago Oeste, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) de Sobradinho realizou uma ação comunitária com 48 moradores da região. Intitulado “O Suas (Sistema Único de Assistência Social) chegando onde tem que chegar”, o evento teve como objetivo promover atendimento e orientação socioassistencial com foco na segurança alimentar e nutricional para moradores com dificuldade de deslocamento até o Cras. “A ação foi realizada no Lago Oeste (Sobradinho) na terça-feira (9), pois, por se tratar de área rural e de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, existe dificuldade de acessar o Cras, localizado a uma distância de 20 km dessa área” Mythsuer Monsueth, assistente social da Sedes A iniciativa garantiu atendimento particularizado à comunidade onde a principal intervenção foi a inscrição no programa Cartão Prato Cheio — pago em um ciclo de nove parcelas para auxiliar famílias em situação temporária de insegurança alimentar e nutricional. Na ocasião, as famílias receberam orientações sobre direitos, programas e serviços da assistência social. Também foram abordados programas com foco na dignidade menstrual e de incentivo educacional. “A ação foi realizada no Lago Oeste (Sobradinho) na terça-feira (9), pois, por se tratar de área rural e de pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, existe dificuldade de acessar o Cras, localizado a uma distância de 20 km dessa área”, explica a assistente social da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), Mythsuer Monsueth. As ações comunitárias, dentro do Suas, são iniciativas realizadas em parceria com a comunidade local visando promover a participação ativa dos cidadãos na identificação e resolução de questões sociais e na promoção do bem-estar coletivo | Foto: Divulgação/Sedes DF De acordo com a especialista, a iniciativa é baseada na intersetorialidade entre as unidades públicas de Saúde e Assistência Social e tem caráter continuado. “O objetivo é que aconteça em todos os territórios rurais e acampamentos que apresentam essa dificuldade de acesso ao Cras”, afirma. Ações comunitárias As ações comunitárias, dentro do Suas, são iniciativas realizadas em parceria com a comunidade local visando promover a participação ativa dos cidadãos na identificação e resolução de questões sociais e na promoção do bem-estar coletivo. Essas iniciativas envolvem a mobilização e organização da comunidade para o enfrentamento de desafios comuns, o fortalecimento de vínculos sociais, a promoção da cidadania e a construção de redes de apoio. “Essas ações têm papel fundamental na promoção do empoderamento comunitário, do protagonismo social e a busca por soluções para os problemas locais”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. *Com informações da Sedes-DF

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Rede Distrital debate proteção social contra violência de gênero

A Rede Distrital de Promoção da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, liderada pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), promoveu, nesta segunda-feira (4), seu quinto encontro no Anexo do Palácio do Buriti, 16º andar. O evento teve como foco aprofundar o entendimento sobre a estrutura do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Rede Distrital de Promoção da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar se reuniu nesta segunda-feira (4), no Anexo do Palácio do Buriti | Foto: Vinicius de Melo/SMDF Composta por representantes de diversas entidades governamentais, a rede dedica-se a discutir, desenvolver e analisar políticas voltadas para a prevenção e enfrentamento da violência de gênero. Com o propósito de aprimorar o suporte socioassistencial, destinado às mulheres em situação de vulnerabilidade social e suas famílias, a reunião abordou os serviços disponíveis, com o intuito de facilitar o acesso da população a programas, projetos, serviços e benefícios socioassistenciais. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, proporcionar suporte e recursos adequados não apenas oferece amparo imediato, mas também abre caminho para a reconstrução de vidas. “Conhecer os programas de assistência social para mulheres em vulnerabilidade social é uma estratégia essencial para construir um futuro onde todas as mulheres tenham a oportunidade de prosperar, independentemente das adversidades que enfrentem”, disse. Reunião contou com apresentação sobre a estrutura do Sistema Único de Assistência Social (Suas) O encontro abordou pontos cruciais, com a explanação dos serviços de baixa, média e alta complexidades realizados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). Além disso, foi discutido o formato de concessões de benefícios eventuais e excepcionais, como, por exemplo, auxílio aluguel, auxílio funeral e isenção em taxas para concursos públicos. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] Raqueline Pereira, especialista em Assistência Social da Sedes, apresentou aos participantes o Suas, suas normas e critérios objetivos. “O Suas é uma rede de proteção social que garante ao público atendimentos em quatro vertentes, acolhimento, apoio e auxílio, convívio e autonomia. É um modelo descentralizado e participativo que regula e organiza a rede de serviços socioassistenciais em todo o território brasileiro”, comenta. A Rede Criada por meio do Decreto nº 42.808, de 14 de dezembro de 2021, e coordenada pela SMDF, a rede é composta por representantes das secretarias de Saúde (SES), Desenvolvimento Social (Sedes), Justiça e Cidadania (Sejus), Segurança Pública (SSP) e de Educação (SEE), além da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Tribunal de Justiça, Ministério Público e Defensoria Pública do DF. *Com informações da SMDF  

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Abertas as inscrições para as conferências regionais de assistência social

Começam nesta segunda-feira (30) as inscrições para as Conferências Regionais de Assistência Social do Distrito Federal. Os encontros, realizados a cada dois anos, são uma oportunidade de usuários e trabalhadores da assistência social participarem da construção da política de assistência social no país e sugerir novas ações para qualificar o serviço. As contribuições serão debatidas em sete Conferências Regionais de Assistência Social do DF, entre os dias 16 de setembro e 7 de outubro. Para participar, basta preencher e enviar o formulário já disponível no site da Sedes, na aba “Saiba Mais”. Arte: Sedes-DF Os encontros (on-line para prevenir a disseminação da covid-19) serão abertos aos usuários residentes nas regiões administrativas abrangidas pela respectiva conferência regional e aos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social (Suas) que atuam nas unidades da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e instituições localizadas nessas regiões. Todo o processo é organizado pelo Conselho de Assistência Social (CAS-DF). Segundo a subsecretária de Assistência Social da Sedes e presidente do CAS-DF, Kariny Alves, para facilitar o debate e garantir que todos os temas pertinentes sejam discutidos de forma igualitária, as conferências, incluindo a distrital e nacional, foram divididas em cinco eixos temáticos: 1. Proteção social não contributiva e o princípio da equidade como paradigma para a gestão dos direitos socioassistenciais no enfrentamento das desigualdades; 2. Financiamento e orçamento como instrumento para uma gestão de compromissos e corresponsabilidades dos entes federativos para garantia dos direitos socioassistenciais; 3. Controle social: o lugar da sociedade civil no Suas e a importância da participação dos usuários; 4. Gestão e acesso às seguranças socioassistenciais e articulação entre serviços, benefícios e transferência de renda como garantias de direitos socioassistenciais e proteção social; 5. Atuação do Suas em situações de calamidade e emergências. “Os cinco eixos das conferências regionais foram selecionados e deliberados pela Comissão Nacional de Assistência Social. Ao final, as contribuições dos participantes desses encontros regionais vão servir de base para o debate da XIV Conferência Distrital de Assistência Social e para a Conferência Nacional, que será, logo depois, em dezembro”, explica Kariny Alves. A secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha, reitera que cada conferência é um espaço onde a comunidade, usuários, trabalhadores, entidades de assistência social e governo podem avaliar a atual política e elaborar propostas. “Eu convido a você que é trabalhador da Assistência Social, a comunidade, que participem das conferências regionais. Vamos contribuir para construir uma política de assistência social mais ampla, combater as desigualdades, garantir a proteção social e melhores condições de trabalho para o profissional do Suas. Essa política também é para você usuário, que utiliza os serviços e pode orientar a gestão a melhor forma de conduzir isso”, reforça a gestora. Representante dos usuários, a vice-presidente do CAS-DF, Lenice Neres, reforça que a participação do cidadão é fundamental no processo de construção da política para o setor. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] “Todas as ações são pensadas no atendimento às necessidades do usuário. Então, é importante o Conselho saber quais as demandas, e como o serviço pode ser melhorado, o que o cidadão considera importante. O controle social também faz parte desse processo. O beneficiário tem que monitorar e avaliar a política atual”, pontua. Conferências Regionais Serão realizadas sete Conferências Regionais de Assistência Social do DF, considerando as 33 regiões administrativas, com 80 participantes cada. As reuniões começam às 8h com o credenciamento dos participantes. De acordo com regulamento publicado do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), as conferências têm por objetivo avaliar o estágio de implementação do Suas à luz do III Plano Decenal de Assistência Social; analisar os avanços, as conquistas os desafios e as dificuldades colocados para a construção e consolidação do Suas nas diversas regiões administrativas do DF; indicar propostas para o aperfeiçoamento das ações do Suas no âmbito local e nacional; fortalecer a participação e o controle social, o reordenamento e a qualificação dos serviços socioassistenciais e sua relação com benefícios e programas de transferência de renda; e organizar a participação da sociedade civil e do governo para a XIV Conferência Distrital de Assistência Social. Em cada conferência regional, serão eleitos 42 delegados titulares e suplentes para participar da XIV Conferência Distrital de Assistência Social. Serão eles os responsáveis por levar as propostas da comunidade e trabalhadores do Suas e representar as regiões durante a conferência distrital em 21 de outubro, sob o tema “Assistência Social: Direito do Povo e Dever do Estado, com financiamento público, para enfrentar as desigualdades e garantir proteção social”. No encontro distrital, entre esses delegados credenciados, serão eleitos doze para participar da XII Conferência Nacional de Assistência Social, em dezembro. Confira as datas das Conferências Regionais de Assistência Social do DF: Quem pode participar:   *Com informações da Sedes

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Segurança jurídica para atender pessoas em vulnerabilidade

[Olho texto=”“As parcerias com essas instituições são de fundamental importância para o Estado, para a sociedade e, principalmente, para o cidadão” ” assinatura=”Mayara Noronha Rocha, secretária de Desenvolvimento Social” esquerda_direita_centro=”direita”] Há quase 30 anos, Deise Lourenço Moises aguarda a regularização do terreno onde executa projetos sociais em Samambaia Sul. Presidente da Assistência Social Casa Azul, instituição que atende, atualmente, cerca de duas mil pessoas, ela conseguiu realizar seu sonho na manhã desta quarta-feira (7). Com a sanção do Projeto de Lei nº 1.614/2020, foi instituída a política pública de regularização fundiária de unidades imobiliárias ocupadas por entidades sem fins lucrativos no Distrito Federal. “É uma segurança que passamos a ter”, comemora Deise, sempre envolvida com ações voltadas à inserção de jovens no mercado de trabalho. “Agora podemos ampliar tudo aquilo que já fazemos.” Deise Lourenço Moises (C) comemora a conquista: “Agora podemos ampliar tudo aquilo que já fazemos” | Foto: Renato Raphael/Sedes Conhecido como moeda social, o benefício para as organizações da sociedade civil (OSCs) institui a política pública de regularização fundiária de suas unidades imobiliárias. São terrenos da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap) ou do Governo Distrito Federal (GDF) ocupados por essas organizações sem fins lucrativos e, prestadores de serviços gratuitos ao cidadão, como entidades socioassistenciais. Atualmente, a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) tem 52 parcerias com OSCs 13 serviços, atendendo mais de 13 mil pessoas em diversas situações de vulnerabilidade. “Essas entidades colaboram com o poder público no atendimento direto à população”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Mayara Noronha Rocha. “Muitas vezes, eles chegam aonde o governo tem dificuldades para chegar, oferecendo serviços, campanhas e ações. As parcerias com essas instituições são de fundamental importância para o Estado, para a sociedade e, principalmente, para o cidadão”. Parceria Pela Política Nacional de Assistência Social, essas parcerias formam a Rede Complementar Socioassistencial. Trata-se, de maneira objetiva, de um conjunto integrado de ações de iniciativa pública e da sociedade, que ofertam e operam benefícios, serviços, programas e projetos. Compõem essa rede as OSCs que assinam Termo de Colaboração com a Sedes para a execução, no DF, de serviços socioassistenciais, da política pública de assistência social, do Sistema Único de Assistência Social (Suas). O objetivo da legislação é agilizar a regularização de imóveis de propriedade da Terracap ou do Distrito Federal ocupados, de forma irregular, por associações e entidades assistenciais e religiosas. Para ter direito ao benefício da moeda social, é preciso que, até a data de publicação da lei, a entidade socioassistencial tenha adquirido o imóvel em licitação pública, mediante escritura pública de compra e venda com alienação fiduciária lei. Isso independe do tempo de ocupação. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”esquerda”] Critérios para obter o benefício As unidades devem comprovar que se instalaram no local do imóvel até 22 de dezembro de 2016, com documento estatal expedido por órgão ou entidade competente. A associação ou a entidade também precisa comprovar que, de forma contínua, planejada, frequente e gratuita para os atendidos, presta ou executa serviços, programas ou projetos de atendimento a um ou mais dos seguintes grupos destinatários: Pessoas em situação de risco e vulnerabilidade social; Alunos de instituições públicas de ensino do Distrito Federal; Cidadãos encaminhados por organizações da sociedade civil regularmente inscritas no conselho de política pública setorial, especialmente idosos e pessoas com deficiência; Pessoas encaminhadas por entidades de assistência social do Distrito Federal que preencham os requisitos da Lei Federal nº 8.742/1993; Pessoas encaminhadas pelos centros e núcleos de formação olímpicos e paralímpicos ou pelos centros universitários do Distrito Federal; Pessoas encaminhadas pelos órgãos e entidades da administração direta e indireta indicados no decreto. A associação ou entidade precisa assinar a escritura pública de concessão e o plano de trabalho bienal com a programação de atividades a serem promovidas aos grupos indicados. É preciso se atentar a algumas questões, como: Previamente aprovado pela Sedes e apresentado no prazo de um mês após a assinatura da escritura, o plano de trabalho deve contemplar, discriminadamente, os serviços, programas ou projetos de natureza contínua, planejada, frequente, e gratuita para os atendidos; Esse documento precisa apresentar viabilidade jurídica, econômica e operacional do serviço, programa ou projeto; relevância do serviço, programa ou projeto, em termos de impacto social; número mínimo de pessoas físicas a serem efetivamente atendidas por mês; e desenvolver o mínimo de oito horas semanais de atendimento. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Capacitação de servidores para atender famílias vulneráveis

Um dos pontos trabalhados com base nas discussões é o momento histórico e social | Foto: Sedes-DF Criar ferramentas teórico-metodológicas e fazer uma reflexão de forma colaborativa para a melhoria da atuação dos servidores do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Esse é o objetivo de uma pesquisa desenvolvida pelos pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, em parceria com servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e trabalhadores da Assistência Social. O projeto é financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa (FAP-DF). Com base nas contribuições dos servidores, em especial aqueles que trabalham na ponta atendendo o público nas unidades socioassistenciais, a PesquisAR Suas tem o objetivo de desenvolver e validar instrumentos de identificação de vulnerabilidades e riscos das famílias atendidas pela Política Nacional de Assistência Social. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] “O que nós tínhamos muito claro em relação a metodologia é que nós queríamos que fosse um processo de construção colaborativa, com a participação dos trabalhadores e a partir das experiências deles. O que é essencial é essa visão de o trabalhador trazer algo que é genuíno e único dele nessa discussão, que é permeada por um processo de educação permanente”, destaca a especialista em Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e pesquisadora do grupo PesquisAR SUAS. Daiana Brito participou do webinário Trabalho Social com Famílias: olhares, reflexões e construções colaborativas, transmitido pelo canal da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília no Youtube, que apresentou nesta sexta-feira (21) uma das fases da pesquisa que trata da revisão da literatura sobre trabalho social com famílias. Além da especialista em Assistência Social da Sedes, participaram do webinário a coordenadora do estudo Anna Pontes, que mediou o debate, e a pesquisadora do Núcleo de Pesquisa Interdisciplinar Sociedade, Família e Políticas Sociais, da Universidade Federal de Santa Catarina, Regina Célia Mioto. Segundo Daiana Brito, um dos pontos trabalhados com base nas discussões é o momento histórico e social. “É a compreensão do próprio trabalho social com famílias, de onde ele surgiu, como ele se consolidou, sabendo esse histórico, nos faz ficar atentos e agir de forma a uma leitura crítica. A gente se apropria disso para entender o que foi bom e o que não foi. As questões conceituais tem que ser trazidas para a prática”, reitera. “Ter o cuidado de olhar para essa família sem estigmatiza-la, sem criar um padrão de família que seja meu, a partir da minha experiência. Essa é uma questão que está presente em vários pontos da nossa atuação e serve de reflexão”, pontua. “Se o trabalhador não reconhecer suas próprias vulnerabilidades, a relação de poder estabelecida entre ele e o usuário também pode não ser reconhecida e a desigualdade que existe negada”, complementa a servidora da Sedes. “É uma pesquisa que parte de um revisão bibliográfica grande. O que a gente traz para essa pesquisa é o olhar do trabalhador porque é o trabalhador que está lá com a família fazendo atendimento. O trabalhador do SUAS é o foco, o que a nós queremos é qualificar esse trabalho. Essa é a razão desse webinário. Depois dessa etapa, a pesquisa continua, nós não temos resultados, a gente está mostrando de onde estamos partindo, estamos trocando de fase”, explica a coordenadora da pesquisa, Anna Pontes. Para a pesquisadora Regina Célia Mioto é importante fazer essas reflexões sobre o trabalho para enfrentar os desafios e dificuldades a que os profissionais estão expostos, em especial os que compõem o Sistema Único de Assistência Social. “Essa pesquisa na forma como ela está sendo construída e projetada é muito bem-vinda e nos traz esperanças de dias melhores”, destaca Regina.   * Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social

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