Encontro discute cuidados e proteção de jovens nas redes sociais
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) recebeu, na última quinta-feira (23), na sede da Pasta, o delegado da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (Dciber) da Polícia Federal (PF), Thiago Rodrigues, para uma palestra sobre o tema relacionado à violência sexual contra crianças e adolescentes. A ação faz parte do programa Guardiões da Infância, fruto da parceria firmada entre a SEEDF e a PF, que já alcançou 3,5 mil estudantes e cerca de mil professores da rede pública de ensino. Organizado pela Assessoria Especial de Cultura de Paz nas Escolas da SEEDF, o evento lotou o auditório Neusa França com profissionais da educação que buscam capacitação sobre o assunto para estarem cada vez mais preparados para lidar com situações que envolvam bullying, cyberbullying, violência sexual, entre outros crimes cibernéticos ou não. Presente na abertura do evento, a secretária de Educação do DF interina, Iêdes Braga, destacou a importância da formação. “Nós precisamos estar atentos às condições do bullying, que não acontece só nas escolas, acontece em todos os espaços. A gente vive um momento em que o cyberbullying tem sido um grande vilão na vida dos nossos estudantes. Precisamos usar as redes sociais de forma consciente.” A secretária de Educação do Distrito Federal interina, Iêdes Braga, fala sobre a importância de abordar o tema com a comunidade escolar | Fotos: Felipe de Noronha/Ascom SEEDF Atenta à movimentação relacionada aos casos de bullying e cyberbullying nas escolas, a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, reforça a importância de falar sobre o tema, principalmente no primeiro semestre. “O bullying e o cyberbullying são os maiores casos de violência que nós temos dentro do ambiente escolar, especialmente quando se tem o abandono digital, no qual os estudantes ficam muito tempo nas redes sociais. Verificamos também um aumento dessas situações de violência no início do ano, em março e abril. Então, intensificamos nossas ações no semestre inteiro com a parceria da Polícia Federal, Secretaria de Segurança Pública, Batalhão Escolar e Anatel, para trabalhar segurança nas redes”, salientou. Acompanhamento e identificação de sinais O abandono digital refere-se a uma forma de negligência dos responsáveis, marcada pela falta de cuidado, proteção e orientação dos filhos no ambiente online. Quando crianças e adolescentes têm acesso livre e excessivo aos conteúdos da internet, sem o devido acompanhamento dos pais nesse universo digital, podem ser expostos a situações de risco e vulnerabilidade. Delegado da Polícia Federal Thiago Rodrigues concede palestra aos profissionais da educação sobre crimes cibernéticos Portanto, o intuito da palestra concedida pelo delegado da Polícia Federal, Thiago Rodrigues, é capacitar educadores em relação à temática da violência sexual infantojuvenil, perfis e sinais identificadores do abuso, bem como quanto à atuação em âmbito escolar e quais procedimentos a serem adotados no caso de suspeita de abuso sexual (abrangendo tópicos de segurança online e offline). Segundo dados oficiais do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, de 2024, a cada 100 mil habitantes, 41,2 já foram vítimas de estupro de vulnerável, e 80% dessas vítimas são menores de 18 anos. Um dos dados mais impressionantes é que 84,7% dessas pessoas foram abusadas por pessoas conhecidas ou familiares. Uma das espectadoras da palestra, a servidora da Unidade de Gestão Articuladora da Educação Básica (Unigaeb), Natalia Acioly, comentou: “A escola é um lugar onde tudo eclode, inclusive esses problemas sociais, de abuso infantil, tudo aparece dentro da escola, é o primeiro refúgio que a criança tem, depois do seu convívio mais direto com seus familiares, então, geralmente, ela procura um professor, alguém da escola para tentar ajudá-la a sair dessa situação”. O delegado Thiago salientou que não há um perfil definido de abusador, pode ser qualquer um. No entanto, ressaltou alguns pontos importantes que podem ajudar na identificação de casos. A equipe da Assessoria Especial da Cultura de Paz nas Escolas organizou o encontro dos servidores com o delegado da Polícia Federal - Aspectos que favorecem a vitimização de crianças e adolescentes: Grande quantidade de horas em redes sociais e pouca vigilância dos responsáveis; Crianças carentes emocionalmente (necessidade excessiva de afeto e atenção); Existência de alguma vulnerabilidade prévia (introspecção, deficiências, depressão, etc); Histórico de bullying; Ambiente familiar conflituoso. - Sinais identificadores físicos: Dor ou irritação na área anogenital ou alterações clínicas (hematomas, assaduras constantes, corrimentos, sangramento, infecção de repetição, infecções urinárias, etc); Dificuldades em urinar ou evacuar, escapes frequentes (diurnos ou noturnos); Doenças sexualmente transmissíveis; Gestação. - Sinais identificadores sociais: Mudanças comportamentais radicais, súbitas e incompreensíveis (oscilações de humor, agressividade, medo e/ou pânico); Tendência ao isolamento social, apresentando poucas relações com colegas e companheiros; Tristeza, abatimento profundo ou depressão crônica; Culpa e autolesão; Recusa de estabelecer contato físico; Medo de pessoas ou lugares específicos (casa, escola, etc); Comportamentos infantis repentinos (urinar nas calças, na cama, em público); Silêncio predominante; Dificuldade de concentração e queda de rendimento escolar; Curiosidade sexual, interesse ou conhecimento súbito e não usual para sua idade sobre questões sexuais. - Para os educadores terem melhores condições de identificar e acolher: Observar sempre seus alunos, criando vínculos com eles, principalmente com os “mais problemáticos" ou com os mais “tímidos”; Manter registros sobre o desempenho/histórico escolar do aluno; Conversar com o (a) aluno (a) quando perceber alterações no comportamento e humor; Demonstrar disponibilidade para conversar e buscar um ambiente acolhedor para a conversa; Ouvir atentamente, sem interromper, e não pressionar para obter informações; Utilizar linguagem acessível a criança/adolescentes; Evitar perguntas desnecessárias, perguntar somente o necessário para saber o que fazer em seguida; Levar a sério tudo o que ouvir, sem julgar, criticar ou duvidar do que a criança-adolescente diz; Manter-se calmo e tranquilo, sem reações extremadas ou passionais; Expressar apoio, solidariedade e respeito. *Com informações da Secretaria de Educação do DF
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CED 01 do Riacho Fundo promove debate sobre cyberbullying
Discutir o uso seguro das redes sociais tem se tornado cada vez mais necessário dentro das escolas. Nesta terça-feira (7), cerca de 300 estudantes do Centro Educacional (CED) 01 do Riacho Fundo participaram de uma palestra sobre cyberbullying, com orientações sobre riscos no ambiente digital e a importância do respeito nas interações online. A atividade integrou a programação do Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, celebrado em 7 de abril, conforme a Lei nº 13.277/2016. A data busca chamar a atenção para a prevenção de diferentes formas de violência e reforçar o papel da escola na construção de um ambiente acolhedor. Participaram do encontro a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação (SEEDF), Ana Beatriz Goldstein; a coordenadora de Educação para o Consumo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Carla Daniela Araújo; e a especialista em regulação da Anatel, Fabiana Vasconcelos de Souza. “Este é um dia importante para reforçar que o trabalho da Secretaria de Educação no combate ao bullying e ao cyberbullying acontece o ano todo, não se limita a uma data específica. Temos uma programação contínua, com palestras e ações em parceria com órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Militar, a Polícia Civil, a Secretaria de Saúde e a Anatel”, destacou Ana Beatriz Goldstein. Atividade reuniu alunos do CED 01 do Riacho Fundo para discutir sobre respeito e segurança no ambiente digital | Foto: Felipe de Noronha/SEEDF Orientação e prevenção Durante o encontro, foram abordados temas como segurança na internet, exposição nas redes sociais e os impactos do cyberbullying na vida dos jovens. A iniciativa destacou os riscos do ambiente digital e orientou os estudantes sobre comportamentos mais seguros, além de reforçar a importância do respeito e da empatia nas interações online. A ação integra as iniciativas da Anatel voltadas à proteção de crianças e adolescentes na internet e apresentou, de forma direta, os principais riscos do uso inadequado das plataformas digitais. “No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental” Carla Daniela Araújo, coordenadora de educação para o consumo da Anatel “A internet é uma ferramenta incrível, que permite estudar, comunicar-se e divertir-se, mas também exige cuidado. As crianças e adolescentes precisam evitar expor sua rotina, não compartilhar informações pessoais ou fotos íntimas e sempre agir com respeito e empatia. No ambiente online, é importante lembrar que nem sempre sabemos quem está do outro lado, por isso a conscientização é fundamental”, destacou Carla Daniela Araújo. Especialistas orientam que pais e responsáveis mantenham diálogo constante com os filhos sobre o uso da internet. Com o acesso cada vez mais amplo ao ambiente digital, crianças e adolescentes passam a interagir com pessoas de diferentes lugares, o que exige atenção redobrada quanto aos riscos. A recomendação é que as famílias se informem sobre o tema e criem um ambiente de confiança para que os jovens se sintam seguros em relatar situações estranhas ou desconfortáveis vividas no meio online. “O mundo online ampliou o contato das crianças com outras pessoas, então é fundamental que pais e responsáveis conversem sempre com seus filhos. A internet tem muitos benefícios, mas também apresenta riscos. Por isso, é importante manter um canal de confiança aberto, para que a criança procure um adulto sempre que algo parecer estranho ou inseguro”, orienta a coordenadora. [LEIA_TAMBEM]Ambiente seguro Para a direção da escola, a ação contribui diretamente para o fortalecimento da cultura de paz no ambiente escolar. O diretor do CED 01, Júlio Moronari, enfatizou que a palestra é fundamental para a segurança de toda a comunidade escolar. “Ao unirmos a expertise técnica da Anatel com a nossa sensibilidade pedagógica, oferecemos aos estudantes e professores ferramentas reais para identificar, prevenir e interromper ciclos de violência nas redes”, explicou Moronari. “Nossa gestão permanece aberta ao diálogo com as famílias e a comunidade, reforçando que a escola é, e sempre será, um território de paz, proteção e respeito à diversidade.” *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Palestra debate cyberbullying com alunos do Gama
Cerca de mil estudantes do ensino médio da rede pública de ensino do Distrito Federal participaram, nesta quinta-feira (5), de uma palestra sobre prevenção a crimes cibernéticos e cyberbullying no Centro de Ensino Médio (CEM) 02 do Gama. A atividade ocorreu nos turnos matutino e vespertino e reuniu alunos de 14 a 18 anos, matriculados na 1ª, 2ª e 3ª séries. A iniciativa integra o projeto Guardiões da Infância, desenvolvido em parceria entre a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) e a Polícia Federal. No âmbito da rede pública de ensino, as ações são coordenadas pela Assessoria Especial de Cultura de Paz da SEEDF e têm como objetivo orientar estudantes sobre segurança digital, responsabilidade nas redes sociais e formas de prevenir a violência no ambiente virtual. O Batalhão Escolar da Polícia Militar do DF também esteve presente. A palestra foi conduzida pelo delegado da Polícia Federal, Thiago Rodrigues, que abordou situações reais envolvendo crimes praticados na internet, além de explicar aos estudantes as consequências legais de condutas como ameaças, exposição indevida de imagens e ataques virtuais. “Quando falamos de internet, falamos de um espaço que também é regido por leis. Muitas vezes, o jovem acredita que aquilo que acontece no celular ou nas redes sociais não tem consequências, mas tem. Nosso objetivo é orientar, prevenir e mostrar que respeito e responsabilidade também precisam existir no ambiente digital”, destacou o delegado. Parceria e fortalecimento De acordo com a chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz da Secretaria de Educação, Ana Beatriz Goldstein, a parceria com a Polícia Federal fortalece as ações de prevenção nas escolas. Estudantes do ensino médio lotaram o auditório do CEM 02 do Gama para palestra da Polícia Federal sobre prevenção ao cyberbullying | Foto: Jotta Casttro/SEEDF “A escola é um espaço de formação cidadã. Quando levamos esse debate para dentro das unidades escolares, ajudamos os estudantes a compreender os riscos da internet, mas também a usar a tecnologia de forma consciente e responsável”, afirmou. Além das orientações sobre legislação e segurança digital, os estudantes puderam relatar situações do cotidiano e tirar dúvidas sobre o uso das redes sociais. Para muitos, o encontro trouxe reflexões sobre comportamentos que, muitas vezes, são naturalizados no ambiente virtual. A estudante Maria Valentina (nome fictício), 16 anos, do 2º ano do ensino médio, que participou da atividade, afirmou que a palestra ajudou a ampliar a compreensão sobre os impactos do cyberbullying. “A gente vê muita coisa acontecendo nas redes e, às vezes, acha que é só brincadeira, como já aconteceu comigo. Hoje deu para entender que isso pode machucar muito alguém e até virar crime”, relatou. Guardiões da Infância O projeto Guardiões da Infância é uma iniciativa da Polícia Federal voltada à prevenção de crimes contra crianças e adolescentes, com foco na conscientização sobre segurança na internet, combate ao abuso e exploração sexual online e promoção de uma cultura de proteção no ambiente digital. As ações incluem palestras, atividades educativas e orientação para estudantes, professores e famílias. Por meio de palestras e atividades socioeducativas, o programa leva informação, orientação e apoio a estudantes, educadores, famílias e integrantes da rede de proteção. Durante os encontros, são abordados temas como cyberbullying, exposição nas redes sociais, prevenção à violência e uso seguro e responsável da internet. A partir dessas discussões, os participantes aprendem a reconhecer situações de risco, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a rede de proteção de crianças e adolescentes. O combate à violência sexual é um dos eixos centrais da iniciativa, que utiliza o ambiente digital como ponto de partida para promover conscientização e prevenção. Na rede pública de ensino do Distrito Federal, a proposta tem sido levada a diferentes escolas como parte das estratégias de promoção da cultura de paz e de enfrentamento às diversas formas de violência que impactam o ambiente escolar. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Evento leva palestras e oficinas ao Centro de Educação de Jovens e Adultos
O Centro de Educação de Jovens e Adultos (Cesas) da Asa Sul promoveu de quarta (21) a sexta (23) a Semana da Educação para a Vida. A programação contou com palestras, oficinas, exibição de filmes e outras atividades. Participaram estudantes, servidores da coordenação regional de ensino do Plano Piloto, além de jornalistas e profissionais da saúde. Com o tema Fato ou Fake, a escola convidou profissionais da saúde para falar sobre vacinação e desinformação. Os estudantes participaram de oficinas sobre elaboração de currículo e entrevista de emprego, cyberbullying, gamificação do saber, grafite e busca por vagas de emprego no LinkedIn. O Cesas promoveu a Semana da Educação para a Vida com o tema Fato ou Fake | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF O evento contou com a apresentação de uma pesquisa sobre evasão escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA), exibição do curta-metragem Vida de Maria, além de oficinas gastronômicas com preparo de sorvete, sorbet, drinques, caviar molecular e pipoca, feitos com o auxílio de nitrogênio líquido. “Para a EJA, é muito importante abordar temáticas que impactam a vida dos estudantes em algum aspecto. Neste semestre, escolhemos o tema Fato ou Fake, promovendo palestras sobre educação financeira e cyberbullying”, destaca a vice-diretora do Cesas, Rita Roriz. “Todos eles são adultos, já estão inseridos no mercado de trabalho e, hoje em dia, com a internet, é mais fácil gastar pois existe o atrativo do consumo. Então, falar sobre educação financeira é essencial, até para que eles possam organizar o orçamento.” Educação financeira Educação financeira na prática foi o tema da palestra do analista de políticas públicas e gestão educacional da SEEDF, Heleno Albuquerque [LEIA_TAMBEM]O destaque da quinta-feira (22) foi a palestra Educação Financeira, ministrada pelos estudantes de Direito Heleno Albuquerque e Val Venâncio. Heleno é analista de políticas públicas e gestão educacional da Secretaria de Educação (SEEDF) e Val é funcionária pública do Banco do Brasil. “A ênfase de hoje é sempre a questão do consumo consciente, que você pelo menos tente gastar menos do que ganha. O importante também é tomar boas decisões, fazer pesquisa. Parte da educação financeira passa por isso também: tomar as melhores decisões para o seu bolso. Isso vai refletir no seu futuro”, disse Heleno Albuquerque. A palestra abordou formas de conhecer e defender os próprios direitos como consumidor de serviços financeiros, como fazer reclamações por meio do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), e os canais disponíveis para contato com o banco (agências físicas, atendimento presencial, telefones, aplicativos, chats, redes sociais e e-mails). Também foram discutidos golpes virtuais e como evitá-los. A família da estudante do terceiro segmento da EJA Gabrielle Oliveira tem uma empresa: “Acho muito importante saber lidar com administração de finanças” Gabrielle Oliveira, de 20 anos, estudante do terceiro segmento da EJA, afirmou que adorou aprender mais sobre educação financeira na prática: “Minha família tem uma empresa, então acho muito importante saber lidar com administração de finanças. É algo que me faz falta”. *Com informações da Secretaria de Educação
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Escola Classe 06 de Ceilândia homenageia aluna de 8 anos vítima de desafio na internet
Com balões brancos e mensagens de carinho, a Escola Classe (EC) 06 de Ceilândia viveu, nesta quinta-feira (17), um momento de emoção e reflexão. Estudantes, professores, familiares e amigos participaram de uma caminhada silenciosa em homenagem à aluna Sarah Raíssa, de 8 anos, que faleceu no último domingo após participar de um desafio perigoso propagado nas redes sociais. Passeata em Ceilândia reuniu estudantes, familiares e professores da Escola Classe 06 para lembrar a pequena Sarah Raíssa e reforçar a importância da conscientização digital entre crianças e adolescentes | Foto: Ícaro Henrique/SEEDF Emocionado, Cássio Maurílio, pai de Sarah Raíssa, descreveu a filha como uma criança carismática, afetuosa e cheia de vida. “Ela era uma menina com grande potencial, carinhosa, de opinião própria. Onde chegava, levava alegria. Não deixava ninguém ficar triste”, relembrou. A comunidade escolar prestou tributo à aluna e aproveitou o momento para fazer um alerta necessário: é preciso conversar sobre os riscos da internet, especialmente com crianças e adolescentes. “Temos trabalhado temas como segurança digital e uso responsável da internet em sala de aula. Mas, a partir de agora, essas ações serão intensificadas. Vamos promover rodas de conversa, palestras e atividades permanentes de sensibilização sobre cyberbullying, desafios perigosos e exposição online. É uma forma de proteger nossos alunos e valorizar a vida”, contou a diretora da escola, Maria de Fátima Bezerra. Para o pai da estudante, o assunto é fundamental, e é importante que famílias e escolas se unam na orientação sobre o uso da internet pelas crianças. “A gente precisa conversar mais com nossos filhos, estar presente. Mostrar pra eles o que é saudável, o que é perigoso. Se a criança quer ver algo, veja junto. Não proíba, oriente. Seja você o filtro da sua criança. Participe das brincadeiras, crie desafios do bem. Porque, muitas vezes, por curiosidade, elas se envolvem com coisas que não entendem – e isso pode ser fatal”, alertou. A comunidade escolar prestou tributo à aluna e aproveitou o momento para conversar sobre os riscos da internet Trabalho de prevenção Mesmo antes do triste ocorrido envolvendo Sarah Raíssa, a escola já havia iniciado um projeto pedagógico voltado para a valorização da leitura e o uso consciente da tecnologia. A ação foi retomada com ainda mais propósito após o incidente, tendo como ponto de partida o livro A fuga das palavras, da autora Silvana Brito. “Esse livro conta a história de um menino muito ligado às redes sociais e que vai perdendo o convívio social e o contato com as palavras. Ele percebe que precisa reconquistá-las, e isso acontece por meio da leitura. Escolhemos essa história para abrir o projeto porque ela fala diretamente com a realidade das nossas crianças”, explicou a diretora Maria de Fátima. O projeto é integrado ao trabalho já realizado ao longo do ano na sala de leitura da escola, com visitas semanais à biblioteca e rodas de conversa sobre os livros lidos. “A criança que quiser falar sobre a história tem espaço. Essa escuta é muito importante. Queremos que elas compreendam que o livro traz muitas coisas boas para a vida”, destacou a coordenadora pedagógica, Lidiane Martins. Sobre o uso da tecnologia, a educadora enfatiza que o trabalho precisa ser guiado por orientação. “A gente tem um laboratório de informática onde trabalhamos com jogos educativos planejados, sempre alinhados ao conteúdo de cada turma. O celular não é permitido em sala, mas os professores orientam os alunos sobre como fazer uma boa pesquisa e como utilizar a internet de forma segura e consciente”, afirmou. Cássio Maurílio, pai de Sarah Raíssa, ressaltou a importância de orientar as crianças sobre o uso da internet: “A gente precisa conversar mais com nossos filhos, estar presente. Mostrar pra eles o que é saudável, o que é perigoso” Suporte pedagógico A Secretaria de Educação desenvolve, nas escolas da rede pública do DF, ações de promoção da saúde emocional e prevenção de comportamentos de risco, com rodas de conversa, palestras e oficinas educativas conduzidas por profissionais da Secretaria, com o apoio dos Orientadores Educacionais (OEs) e das Equipes Especializadas de Apoio à Aprendizagem (EEAAs). Em 2024, cerca de dez mil profissionais da educação participaram de formações voltadas à cultura de paz e à comunicação não violenta. Desses, cinco mil educadores passaram por capacitações específicas sobre bullying, cyberbullying e segurança digital, em parceria com a Delegacia de Crimes Cibernéticos, a Secretaria de Segurança Pública e o Batalhão Escolar. A SEEDF orienta sobre a proteção de crianças e adolescentes e reforça a importância da atuação conjunta entre escola, família e sociedade para garantir uma experiência digital mais segura. Recomenda, sempre que possível, evitar o uso de celulares por crianças pequenas, priorizando o convívio, as brincadeiras e o aprendizado. Quando o uso for necessário, é fundamental que os responsáveis acompanhem de perto o conteúdo acessado. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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Escola Classe 01 do Guará trabalha o combate ao bullying de forma lúdica
No mês em que se celebra o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência nas Escolas, a Escola Classe 01 do Guará dá exemplo ao promover diversas atividades lúdicas de conscientização para estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. As crianças têm aprendido na prática a importância da empatia, do respeito e da convivência com as distintas características individuais. A professora Tiffany Carvalho, da Escola Classe 01 do Guará, criou diversas atividades lúdicas para incentivar o combate ao bullying entre alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental | Fotos: Felipe de Noronha/SEEDF A professora do 3º ano C, Tiffany Carvalho, desenvolveu ações inclusivas para tratar sobre diferentes formas de bullying. O projeto chamado Paz nas Escolas integra várias dinâmicas – uma delas é a Trilha do Bullying, na qual os estudantes assimilam, por meio de um jogo de tabuleiro, formas de gerar gentileza, explicam sobre o bullying psicológico, social, cyberbullying e aprendem como pedir desculpas. Ao final do jogo, o vencedor é chamado de Agente da Paz ou Combatente do Bullying. A professora destaca como trabalha nas dinâmicas: “Apesar de serem tão pequenos, eles aprendem rápido. Eu trabalho de forma a colocar que tudo tem consequência na vida, então, se você faz algo, terá consequência positiva ou negativa. Tento trazer para eles a importância de fazer o bem; independentemente do que aconteça, se colocar no lugar do outro, buscar entender suas emoções e a dos outros”. As ações de prevenção à violência têm rendido mudanças de comportamento entre os alunos, que estão mais solidários e empáticos Tiffany também menciona os resultados que esses projetos têm gerado: “Já tivemos crianças que tinham medo de se apresentar por conta de os colegas rirem. Com o tempo, eles começaram a incentivar: ‘você vai, porque se eu consegui, você também consegue’. Os familiares também conversam conosco dizendo que a criança está com um comportamento melhor em casa”. Ainda dentro do projeto Paz nas Escolas, há o Caderno de Elogios, que trabalha os elogios para além da aparência, e a Caixinha dos Monstros, em que os alunos identificam os seus sentimentos e falam sobre eles. Cada monstrinho indica uma emoção, de forma que eles reconheçam tanto as suas emoções quanto as do colega. Além disso, como parte do projeto, os alunos confeccionam cartazes e cordões contra o bullying para espalhar em várias partes da escola. Resultados A diretora da EC 01 do Guará, Silvana Akasaki, salienta a importância desse trabalho, integrado ao projeto político-pedagógico (PPP): “Na escola, nós trabalhamos com estudantes entre 6 e 10 anos, e percebemos que depois da pandemia, eles voltaram mais nervosos. Então desenvolvemos um projeto de prevenção à violência, que está no nosso PPP, não só em relação ao bullying, mas a qualquer tipo de violência. As ações têm dado resultado; as crianças estão mais empáticas umas com as outras”. Estudante do 3º ano, Laura Gonçalves, 8, demonstrou animação ao jogar a Trilha do Bullying e contou o que ela entende sobre o tema: “O jogo é legal, ensina muito. Bullying pode ser quando você fala mal da pessoa muitas vezes, pelas costas ou pela frente; é muito feio isso”. A menina ainda destacou como combater a prática: “Devemos conversar com a pessoa e mostrar que isso não é legal”. *Com informações da Secretaria de Educação (SEEDF)
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CEM 01 do Guará participa do VI Encontro Nacional das Equipes de Ajuda do Brasil em SP
Estudantes do Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Guará retornaram nessa quinta-feira (26) de Campinas (SP) após participarem do VI Encontro Nacional das Equipes de Ajuda do Brasil para apresentarem o projeto de combate ao bullying, cyberbullying e violência nas escolas “Vem Comigo”. O CEM 01 do Guará foi a única escola pública a participar do congresso nacional realizado nos dias 25 e 26 de setembro, na Unicamp, com o tema “Gente que cuida de gente: valorizando toda a forma de ser”. A participação do CEM 01 do Guará, mais conhecido como antigo GG (Ginásio do Guará), no encontro aconteceu com o apoio da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), que custeou o transporte dos estudantes até Campinas. O grupo de 16 alunos do CEM 01 do Guará foi recebido no Aeroporto Internacional de Brasília pela secretária de Educação do DF | Fotos: André Amendoeira/SEEDF Todas as escolas que participaram do encontro possuíam as chamadas “equipes de ajuda”. Esses grupos são equipes de apoio que reúnem jovens atuantes de forma voluntária nas escolas com ações que visam favorecer a convivência positiva entre as pessoas no ambiente escolar. Na unidade escolar do Guará, a equipe é composta por 74 alunos, cujo lema é “acolher, escutar e ajudar”. Desse número, foram selecionados 16 para representar o grupo no congresso. Para recebê-los de volta à capital, a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá, foi ao Aeroporto Internacional de Brasília acompanhar o desembarque. No local, os alunos entregaram uma carta de agradecimento e reconhecimento à secretária, que se emocionou ao ler. Ela destacou a importância desses jovens participarem de congressos fora de Brasília. “A oportunidade que os jovens têm de sair do Distrito Federal e participar desses encontros gera amadurecimento, crescimento e integração com outras culturas”, disse Hélvia, que ainda ressaltou a relevância do trabalho de grupos como esse. “A gente precisa cuidar um do outro, essa afetividade, esse acolhimento é muito importante”. Camisa da equipe de ajuda do CEM 01 do Guará conta com a frase: “Você não está sozinho” Troca de experiências A coordenadora pedagógica da escola e também integrante da “equipe de ajuda” do CEM 01 do Guará, Márcia Delgado, explicou sobre a origem desse programa. “O CEM 01 foi a primeira escola pública do DF a trabalhar e entrar nesse Sistema de Apoio entre Iguais (SAI), um programa internacional, que começou com um pesquisador lá na Espanha”, contou. Ela celebrou a oportunidade de troca de experiências. “Este momento foi muito importante para que ocorresse essa troca de saberes. Foi uma experiência inesquecível, com certeza, um momento de crescimento e evolução como ser humano para os estudantes. E é isso que nós queremos, uma educação humanizada”. Os estudantes que participaram do congresso relataram boas experiências nas oficinas, que se dividiram entre os temas de racismo, cyberbullying, respeito à diversidade, entre outros. A aluna do CEM 01 do Guará e também integrante da equipe de ajuda Luisa de Souza falou sobre a importância da formação de grupos como esse nas escolas. “Nós somos os olhos da equipe de ajuda, porque o professor nunca vai saber 100% o que acontece na escola, mas a gente consegue ver o que acontece de verdade, consegue interferir em casos de bullying, por exemplo, já que quando acontecem geralmente o aluno conta para um amigo, não para o professor”, explicou. A estudante Luisa de Souza e a coordenadora do projeto Márcia Delgado são integrantes da equipe de ajuda do CEM 01 do Guará A chefe da Assessoria Especial de Cultura de Paz, Ana Beatriz Goldstein, que também fez questão de receber os estudantes no aeroporto, concorda com o pensamento da aluna. “Quando os jovens têm algum problema, eles querem conversar com os pais ou com um amigo? Com certeza com um amigo. Então quando a escola tem um projeto desse, é maravilhoso, porque os meninos fazem a escuta ativa e encaminham o caso para o orientador, diretor ou psicólogo da escola”. Sobre o projeto O projeto “Vem Comigo” está no CEM 01 do Guará desde 2019. A proposta surgiu com o intuito de enfrentar e combater problemas de convivência como agressões, casos de depressão e automutilação. No início, o projeto tinha oito professores, que se reuniam uma vez ao mês para estudo e planejamento de ações com os alunos. Eles realizavam sessões de conversa sobre bullying e assembleias escolares. Já em 2023 surgiram as “equipes de ajuda” na escola, formada por estudantes e professores. Essas equipes colocaram em prática as atividades propostas, que começaram a mudar o clima e a convivência da escola, como: escuta ativa, acolhimento, murais interativos, caixinhas de S.O.S, nas quais os alunos colocam suas questões anonimamente, campanhas de conscientização e sensibilização para o combate ao bullying, cyberbullying e preconceitos às diversidades. As equipes de ajuda trabalham tanto de forma individual, ao acolher e auxiliar estudantes que se sintam sozinhos ou excluídos, formando uma rede de apoio, mas também de forma coletiva, com atividades de interação para alunos com dificuldade de socialização. Ações como essa estão em consonância com a Lei 13.185/2015 e a Lei 14.811/2024, que tratam do combate à violência nas escolas e propõe às mesmas organizarem em seus espaços, programas que permitam a cultura de paz e a prevenção de problemas de convivência entre os alunos. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Inscrições para oficina de combate ao bullying e cyberbullying terminam nesta terça (3)
Estão abertas as inscrições para a 2ª oficina Conexão Segura, focada no combate ao bullying e cyberbullying, iniciativa conjunta do Batalhão de Policiamento Escolar (BPEsc/PMDF), da Escola Superior de Polícia Civil (ESPC/PCDF) e da Assessoria Especial de Cultura da Paz da Secretaria de Educação (SEEDF). O intuito do projeto é fortalecer a segurança e o bem-estar nas escolas. A oficina será realizada nesta quarta-feira (4), no auditório da coordenação regional de ensino (CRE) do Paranoá nos turnos matutino e vespertino. As inscrições podem ser feitas até esta terça-feira (3) por toda a comunidade escolar pública e privada, preferencialmente, do Paranoá, de Itapoã e de São Sebastião. Encontros têm o objetivo de capacitar os servidores da Secretaria de Educação na identificação, prevenção e combate ao bullying e cyberbullying | Foto: Felipe de Noronha/ SEEDF O evento faz parte de uma série de encontros que serão realizados em diversas coordenações regionais de ensino até outubro, com o objetivo de capacitar os servidores da SEEDF na identificação, prevenção e combate ao bullying e cyberbullying. Também serão abordados temas como estratégias de prevenção, formas eficazes de lidar com situações de bullying e ferramentas para promover um ambiente seguro, tanto online quanto offline. Veja o cronograma das oficinas ⇒ CRE Paranoá/ São Sebastião – 4/9, na Escola Técnica Leste ⇒ CRE Taguatinga/ Gama/ Ceilândia – 11/9, no auditório do Senai ⇒ CRE Brazlândia – 18/9, no CEM 01 Brazlândia ⇒ CRE Núcleo Bandeirante/ Guará – 25/9, no auditório da CRE Núcleo Bandeirante ⇒ CRE Sobradinho/ Planaltina – 2/10, no Teatro de Sobradinho ⇒ CRE Recanto das Emas/ Samambaia/ Santa Maria – 9/10, no auditório da CRE Recanto das Emas *Com informações da SEEDF
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Fórum de Orientação Educacional debate bullying e cyberbullying
Cerca de 200 profissionais da educação participaram do VII Fórum Regional de Orientação Educacional, que ocorreu nesta sexta-feira (28) no Centro Educacional (CED) 8 Incra, em Brazlândia. Nesta edição, o fórum trouxe o tema do “Bullying e cyberbullying: reflexões e encaminhamentos sobre violência no âmbito escolar”. Profissionais receberam orientação sobre os tipos de violência que ocorrem nas escolas, para compreender suas origens e desdobramentos | Foto: Mary Leal/Ascom SEEDF O evento reúne anualmente orientadores educacionais de quatro regionais de ensino: Brazlândia, Ceilândia, Samambaia e Taguatinga. O objetivo principal é promover a integração dos orientadores dessas regiões, de modo a fomentar ações conjuntas e ampliadas em prol de uma mesma finalidade. Para a escolha do tema desse ano, uma pesquisa foi feita com os grupos de orientadores envolvidos. A temática selecionada foi o combate à violência no ambiente escolar e, para abordá-la, foram realizadas palestras de diferentes profissionais. No âmbito escolar, a pedagoga Maria Delmair Lacerda e a orientadora educacional Michelle Ribeiro Confessor, ambas da SEEDF, trouxeram reflexões relacionadas aos tipos de violência que ocorrem nas escolas, buscando compreender as origens e desdobramentos, bem como qual o papel do profissional da educação como agente de promoção em uma cultura de paz, de cidadania e de solidariedade. De modo a instruir os profissionais presentes, houve também a palestra do promotor de justiça Leandro José de Oliveira, do Ministério Público do DF, que trouxe o conhecimento jurídico aos participantes e orientações sobre como proceder em casos de violência, em especial o bullying e o cyberbullying. “Para este fórum, o objetivo principal é trazer o conhecimento da lei, da legislação como um todo, que trata de bullying e cyberbullying. Já temos leis desde 2015 e, este ano, uma nova lei que criminalizou esse fenômeno. Então, o objetivo é apresentar essa legislação e como o bullying é disciplinado, o que caracteriza de fato bullying e cyberbullying. Assim como quais as providências que os educadores e professores podem adotar para o enfrentamento dessa questão”, explicou Leandro. Cultura de Paz Para a pedagoga e orientadora Elane Melo da Rocha, da Regional de Ensino de Brazlândia, “o Fórum é uma oportunidade de estar em sintonia com as demandas dos jovens hoje em dia. É uma preparação para a nossa atuação porque, quanto mais nós aprendemos sobre a temática, mais conseguimos atuar com efetividade nessas demandas que ocorrem”, ponderou. Um dos pontos altos do Fórum foi o reconhecimento do papel fundamental desempenhado pelo orientador escolar no acompanhamento e avaliação dos processos de aprendizagens, além de ser um agente no fomento a grandes programas e projetos educacionais. O papel da orientação educacional abrange todas as etapas e modalidades da educação básica na rede pública de ensino do Distrito Federal, sendo um direito dos estudantes e parte integrante da organização pedagógica das unidades de ensino. Os profissionais dessa área têm a responsabilidade de planejar, coordenar, implementar e avaliar ações pedagógicas voltadas para os estudantes, professores, famílias e a organização escolar como um todo. *Com informações da SEEDF
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GDF participará de painéis na Campus Party
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com Secretaria de Estado de Segurança Pública do DF (SSP-DF) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), estará presente na Campus Party, nesta quinta-feira (28), para apresentação de painéis voltados para a disseminação e fortalecimento da cultura de paz nas escolas. Com a participação de seis professores da rede pública do DF e representante da Polícia Civil, temas como cyberbullying e o projeto NaMoral serão abordados nas palestras oferecidas no evento. Ano passado estudantes da rede pública de ensino visitaram a Campus Party | Foto: Mary Leal/SEEDF O engajamento de órgãos públicos, como a SEEDF, no fortalecimento das ações de cultura de paz em eventos como a Campus Party, que tem como público-alvo estudantes e jovens, é uma oportunidade para pautar temas que perpassam também o zelo pela ética no uso das tecnologias, como no caso do combate ao cyberbullying. A chefe da Assessoria Especial pela Paz nas Escolas da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein, frisou a relevância de levar o projeto NaMoral e temas relacionados ao bullying para o evento: “Trata-se de mais uma estratégia que está sendo utilizada pela Secretaria de Educação para difundir e promover a cultura de paz nas escolas, numa perspectiva de prevenção, dando a oportunidade aos nossos estudantes de vivenciarem games e desafios que tratem de valores éticos e geradores de conexões harmoniosas, além de conhecerem a respeito dos perigos a que estão expostos com o bullying e cyberbullying”. Com a participação de seis professores da rede pública do DF, temas como cyberbullying e o projeto NaMoral serão abordados nas palestras oferecidas no evento Projeto NaMoral O NaMoral foi criado em 2019 para levar às escolas públicas do DF vivências de integridade com o objetivo de desenvolver uma nova cultura. Nos anos de 2020 e 2021, o projeto foi implementado em sua primeira versão virtual, voltada para estudantes universitários. Em 2022, voltou a ser realizado de forma presencial e teve a participação de 12 escolas. Em 2023, foram 24 escolas participantes. O projeto utiliza ferramentas inovadoras, principalmente de gamificação, que transformam o processo de aprendizagem em um jogo. Ao refletir sobre o impacto das ações diárias, visa desenvolver uma consciência crítica nos jovens, capacitando-os para fazer escolhas alinhadas aos valores que defendem e ao mundo que desejam para si mesmos. Veja, abaixo, a programação. → Tema: Bullying e Cyberbullying Data: quinta-feira (28) Local e horário: Palco Serpro, das 14h50 às 15h20 Palestrante: Giancarlos Zuliani, diretor da Escola Superior de Polícia Civil → Apresentação do Projeto NaMoral Data: quinta-feira (28) Local e horário: Palco Fábrica de Empreendedores , das 15h30 às 16h30 Palestrantes: equipe de professores formadores da Eape. *Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
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Atividades de promoção de cultura de paz são prioridade nas escolas públicas do DF
A construção de um ambiente sem violência é um desafio vencido à base de muito diálogo. Na comunidade escolar, essa realidade é ainda mais complexa. Em uma sociedade onde o bullying e sua prática online — cyberbullying — se mostram cada vez mais presentes, as escolas desempenham um importante papel na promoção da paz, da cidadania, da solidariedade, do respeito ao pluralismo e à diversidade em todas as vertentes. Ciente da função social exercida pelas instituições de ensino, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promove uma série de iniciativas para conscientizar a comunidade escolar e combater a prática do bullying, considerada crime pela lei nº 14.811, de 12 de janeiro de 2024. O trabalho do GDF pela cultura de paz nas escolas envolve várias secretarias, como as de Educação, Saúde e Segurança Pública | Foto: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília Dar voz aos alunos, privilegiar o diálogo e promover estratégias de mediação para resolver conflitos são algumas das iniciativas adotadas pela rede para promover a cultura de paz e fortalecer o cotidiano da comunidade escolar. “O trabalho que a gente vem desenvolvendo é o de prevenção, mediação de conflitos e restauração de relações. Nós temos conversas, atividades artísticas e esportivas, palestras, formação dos professores e outros inúmeros projetos de conscientização sobre o tema. As escolas têm total autonomia para implementar no plano pedagógico outros programas e ações para combater o bullying”, afirmou a chefe da Assessoria Especial de Cultura da Paz nas Escolas da SEEDF, Ana Beatriz Goldstein. “O trabalho que a gente vem desenvolvendo é o de prevenção, mediação de conflitos e restauração de relações” Ana Beatriz Goldstein, Assessora Especial de Cultura da Paz nas Escolas Atualmente a rede pública conta com atividades desenvolvidas dentro da sala de aula para diminuir os casos de bullying. Algumas delas são a Arteterapia na Convivência Escolar e Cultura de Paz, programa do Centro de Ensino Fundamental 16 de Taguatinga que prioriza atividades arteterapêuticas no contexto escolar para a convivência escolar e promoção da cultura de paz; e o Bang-Bang: você morreu, realizada no Centro de Ensino Médio Elefante Branco que deriva de uma peça contemporânea sobre campanhas antibullying, antiarmas e antissuicídio. Trabalho integrado Além da Secretaria de Educação, outras pastas do GDF se juntam para executar ações efetivas de promoção da paz no ambiente escolar. No âmbito da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), foi elaborado o Protocolo de Operações Integradas (POI), no qual são estabelecidas orientações gerais advindas das forças de segurança para mitigar os resultados de possíveis ataques de violência nas escolas. A segurança nas escolas também está presente no programa DF Mais Seguro, coordenado pela SSP-DF. O Eixo 2 da iniciativa prevê ações de prevenção e combate à violência nas unidades de ensino, bem como a garantia de um espaço saudável para colaborar no desenvolvimento dos estudantes. Os profissionais da Saúde atuam no acolhimento e tratamento físico e psicológico de crianças e adolescentes envolvidos na prática Já a Secretaria de Saúde (SES-DF) trabalha lado a lado com a SEEDF. Os profissionais da pasta atuam no acolhimento e tratamento físico e psicológico de crianças e adolescentes envolvidos na prática. As ações são ampliadas para dentro das escolas também. Os centros infantojuvenis promovem o projeto Capsi Vai às Escolas, que tem bate-papo com alunos, instrução a professores e brincadeiras para divulgar o tema saúde mental. “O objetivo é trabalhar valores, princípios, afetuosidade e respeito. As atividades preventivas vêm sendo feitas com muito zelo e cuidado por meio de uma robusta rede de parceiros, como SES, SSP, Ministério Público do DF e Territórios e Secretaria de Justiça e Cidadania. Nós levamos para o ambiente escolar ações que sejam de caráter pedagógico de forma interdisciplinar e transversal sobre a temática do bullying”, revelou Ana Beatriz. É crime Em janeiro, foi sancionada a lei federal nº 14.811 que criminaliza a prática, tipificando os crimes de “intimidação sistemática (bullying)” e “intimidação sistemática virtual (cyberbullying)” O 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que, em 2021, 38% das 74 mil escolas pesquisadas confirmaram a existência de bullying entre os alunos. Em janeiro, foi sancionada a lei federal nº 14.811, que criminaliza a prática, tipificando os crimes de “intimidação sistemática (bullying)” e “intimidação sistemática virtual (cyberbullying)”. As penas podem ir de multa a reclusão de quatro anos, se não for identificado outro crime mais grave decorrente da prática. Trabalho voluntário Lair França percorre pontos como escolas, parques e bibliotecas contando histórias antibullying: “Como fui vítima de bullying na minha adolescência, eu carrego marcas. Eu não gostaria que mais gente sofresse com isso”, conta | Foto: Arquivo pessoal Lair Franca, de 63 anos, é professora aposentada da rede de ensino. Desde que parou de trabalhar diretamente dentro das salas de aula, ela adotou outra profissão: a de contadora de histórias. Desde 2012 ela percorre as escolas públicas e privadas do DF contando histórias e levando brincadeiras lúdicas que conscientizam sobre a prática do bullying. “Essas atividades fazem toda a diferença, porque permitem que a gente discuta temas mais polêmicos e de difícil abordagem de uma forma leve e lúdica. Utilizamos as narrativas das histórias e as brincadeiras para levar temas de uma forma mais gostosa e interessante para a criança”, defendeu Lair. Nos últimos quatro anos, a contadora de histórias esteve em 59 escolas, bibliotecas, parques, feiras e shoppings. O trabalho exercido por Lair neste período impactou positivamente mais de 20 mil crianças. “A contação de histórias traz um ganho enorme na vida dos estudantes porque os torna leitores pensantes críticos. Como fui vítima de bullying na minha adolescência, eu carrego marcas. Eu não gostaria que mais gente sofresse com isso. Por isso, procuro atingir o maior número possível de estudantes com as minhas histórias”, concluiu.
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Curso orienta estudantes de Ceilândia sobre segurança pública
O curso Promotor de Segurança Cidadã, realizado pela Secretaria de Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF) em Ceilândia, conscientizou estudantes da rede pública de ensino sobre segurança pública. O evento ocorreu nesta quinta (19) e sexta-feira (20) com o objetivo de sensibilizar, capacitar e transformar a visão dos jovens sobre o papel crucial que desempenham na prevenção da violência contra meninas e mulheres. O encontro, que contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica da Escola de Música de Brasília no encerramento, foi realizado no Teatro Newton Rossi, no Sesc da região. Cerca de 420 adolescentes de 12 escolas de ensino médio da Ceilândia participaram da capacitação. Estudantes aprenderam, em dois dias de palestras, sobre temas como gerenciamento de conflitos, enfrentamento de violência doméstica e cyberbullying | Foto: Divulgação/SSP-DF Foram realizadas palestras sobre a construção da autoconfiança, identificação, prevenção e combate à violência de gênero, enfrentamento ao tráfico de meninas e mulheres, reconhecimento e ruptura de ciclos de namoro abusivo, gerenciamento de conflitos e enfrentamento da violência doméstica e familiar, além de conscientização sobre crimes cibernéticos e cyberbullying. Para o coordenador de Programas Comunitários da Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade (Suprec) da SSP-DF, Henrique Neuto Tavares, a capacitação é essencial para que os estudantes se tornem defensores da igualdade de gênero e agentes de mudança em suas comunidades. “O curso de Promotor de Segurança Cidadã representa uma oportunidade única para nossa juventude se tornar agentes ativos na prevenção da violência contra meninas e mulheres. Ao capacitá-los com conhecimento e conscientização, estamos fortalecendo a proteção dos direitos e a preservação de vidas”. A palestrante e coordenadora de Políticas Públicas e Sociais da Suprec, Marina Rodrigues, o objetivo do curso não é apenas informar, mas também inspirar os jovens a se atuarem na construção de comunidades mais seguras e inclusivas. “O empoderamento pessoal não é apenas sobre adquirir poder, mas sobre usar esse poder para impactar positivamente nossas próprias vidas e as vidas daqueles ao nosso redor”. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] A aluna do Centro de Ensino Médio (CEM) 9, Erica Bruno, 18 anos, acredita que o curso foi uma oportunidade de conscientizar os estudantes. “Achei importante para nossa formação, pois apesar de termos acesso a tantas informações, nunca sabemos tudo sobre determinados assuntos. Por isso foi tão importante assistir palestras com especialistas”. Já Thandressya Thayssa, de 17 anos, também do CEM 9, ressaltou os temas abordados. “Achei importante, pois foram abordados temas que os jovens não estão acostumados a ouvir ou acham que nunca serão vítimas. Além disso, falaram do empoderamento de meninas e meninos, que é muito importante para nossa autoestima, para nos amarmos como somos”. O curso Promotor de Segurança Cidadã já ocorreu em outras regiões administrativas, como Sobradinho, Recanto das Emas e Taguatinga. Estão previstas outras 12 edições do projeto para 2024. *Com informações da SSP-DF
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