Maio Furta-Cor: Hmib oferece atendimento em saúde mental para gestantes
Um sangramento inesperado acabou revelando uma situação delicada na vida de Tamires Rodrigues, de 28 anos. Sem saber que estava grávida, ela passou mal e precisou de atendimento médico. Foi então que descobriu uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina). Submetida a uma cirurgia de emergência, ela precisou retirar uma das trompas e lidar, ao mesmo tempo, com a perda e o impacto emocional do episódio. “Eu queria muito aquela gravidez. Depois que tudo aconteceu, entrei em depressão, fiquei sem vontade de sair da cama, sem perspectiva”, relembra. O cuidado psicológico começou na unidade básica de saúde (UBS), que a direcionou para o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). No ambulatório, Tamires iniciou acompanhamento com a equipe especializada e encontrou acolhimento em um momento de fragilidade. “A equipe me ouviu, me acolheu de verdade. A psiquiatra conversava muito comigo, me ajudou a reorganizar meus pensamentos e a lidar com o medo”, conta. Saúde mental materna: serviço pioneiro no DF acolhe mulheres durante a gestação e no pós-parto, com foco em casos de maior vulnerabilidade psicológica | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF Em uma nova gestação, marcada por ansiedade e complicações, como pré-eclâmpsia, Tamires seguiu sendo acompanhada de perto. Hoje, ela celebra a maternidade ao lado da filha, Geovana, de 8 meses. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz. Atendimento especializado Pioneiro no país, o Ambulatório de Saúde Mental Perinatal do Hmib atende mulheres com transtornos mentais graves durante o período gravídico-puerperal, que inclui pré-natal, parto e pós-parto. Entre os casos acompanhados estão depressão, ansiedade, transtorno bipolar, estresse pós-traumático e transtornos psicóticos. “O foco é atender mães em sofrimento e adoecimento mental significativo nesse período, oferecendo cuidado com acompanhamento médico e psicológico, além de suporte em situações mais graves, inclusive, com internação”, explica a coordenadora do Serviço de Saúde Mental Perinatal do Hmib, Maria Marta Freire. As pacientes chegam ao serviço por encaminhamento do Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde (SES-DF). O atendimento inclui consultas individuais e grupos terapêuticos, como o pré-natal psicológico, coordenado pela psicóloga Alessandra Arrais, que aborda temas como rede de apoio, manejo das emoções e prevenção da depressão pós-parto. “Sem esse apoio, eu não teria conseguido. Foi essencial para eu conseguir viver esse momento e criar vínculo com a minha filha”, diz Tamires Rodrigues | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Durante os encontros, também se discute o impacto da saúde mental materna na relação com o bebê. “Quando a saúde mental da mãe não está bem, há risco de prejuízos no vínculo, na amamentação e no desenvolvimento da criança, que pode carregar consequências ao longo da vida”, afirma a psicóloga da unidade, Cristina Azevedo. Conscientização A trajetória de Tamires mostra como o cuidado em saúde mental pode transformar experiências marcadas pela dor em caminhos de reconstrução. “Cuidar da minha saúde mental fez toda diferença. Aprendi a lidar com meus medos, a focar o presente e a me permitir viver a gestação sem tanto sofrimento”, relata. Esse cuidado é o foco da campanha Maio Furta-Cor, que busca ampliar a visibilidade da saúde mental materna e incentivar o acesso ao tratamento. A iniciativa integra ações do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à promoção do cuidado no pré-natal durante a gestação e no pós-parto. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no mundo, cerca de 10% das gestantes e 13% das mulheres no pós-parto desenvolvem transtornos mentais, principalmente depressão. Em casos graves, o sofrimento materno pode ser tão intenso que há risco de suicídio, além de impactos diretos no desenvolvimento físico e emocional do bebê. Serviço também oferece apoio no luto perinatal, acolhendo pacientes que tiveram perda gestacional | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF Formação integrada O serviço também se destaca pela atuação de residentes de diferentes áreas da saúde, que participam diretamente do atendimento e contribuem para a construção de um cuidado integral. “A prática aqui permite desenvolver um olhar mais sensível, entender o momento de cada mulher e como oferecer apoio de forma respeitosa e efetiva”, afirma a psicóloga Bruna Adorno, residente em saúde da criança. Para a médica residente em psiquiatria Letícia Santana, a experiência amplia a compreensão sobre o papel da especialidade. “Aprendemos que o cuidado não se resume à medicação. É olhar para a mulher, para a família e para o contexto em que ela está inserida, com mais humanidade”, aponta. O acompanhamento das pacientes pode se estender por até um ano e meio após o parto, garantindo continuidade no cuidado e suporte especializado em uma fase marcada por intensas transformações físicas e emocionais. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Vacina na gestação fortalece a saúde materna e protege o bebê desde os primeiros meses de vida
A gestação marca um período em que o cuidado com a saúde se torna ainda mais essencial e cada escolha pode impactar diretamente o bem-estar da mulher. Entre as medidas mais eficazes está a vacinação, que protege a mãe contra doenças e também ajuda a proteger o bebê antes mesmo do nascimento. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) reforça a importância de manter a caderneta em dia ao longo desse período. “A vacinação na gestação é fundamental, porque protege a mãe contra formas graves de doenças infecciosas e reduz o risco de complicações como internações e parto prematuro”, explica a gerente da Central Distrital de Rede de Frio da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. A caderneta da gestante, disponível no SUS, traz informações sobre vacinação durante a gestação | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF As recomendações seguem diretrizes do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e orientações médicas baseadas em evidências técnico-científicas. Quando a gestante é contaminada, o bebê também pode ser afetado, com riscos que incluem malformações fetais, parto prematuro e aborto espontâneo. A vacinação ajuda a evitar esses cenários e ainda possibilita a transferência de anticorpos pela placenta, levando proteção para os bebês até que estes possam iniciar os esquemas primários de vacinação. Proteção antes do nascimento Com a confirmação da gestação, é fundamental verificar a caderneta de vacinação e organizar as doses indicadas para cada fase. Todos os imunizantes recomendados no calendário de vacinação para gestantes estão disponíveis gratuitamente nas salas de vacina da rede pública do DF. Confira aqui os locais onde os imunizantes estão disponíveis. Imagem: Agência Brasília Algumas vacinas, no entanto, não são indicadas durante a gestação, como tríplice viral, varicela e dengue, além da febre amarela, salvo situações específicas com avaliação médica. “Por isso, é essencial que a gestante procure uma unidade de saúde e receba orientação adequada antes da imunização”, reforça a gestora. Para vacinar, é necessário que a gestante apresente documento com foto, CPF ou cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), além da caderneta de vacinação e da gestante. Ainda que não possua a caderneta, a orientação é procurar a UBS mais próxima para que a equipe avalie a situação vacinal e oriente quanto à atualização do esquema das doses. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Consumo de ultraprocessados no DF diminui, mas índices continuam elevados
A ingestão de alimentos ultraprocessados apresentou uma redução entre os brasilienses. É o que mostra o mais recente boletim sobre estado nutricional e consumo alimentar da população acompanhada pela Atenção Primária à Saúde (APS), com dados referentes a 2024. Ainda assim, o estudo elaborado anualmente pela Secretaria de Saúde (SES-DF) mostra percentuais alarmantes. Os boletins são publicados todos os anos e apresentam o perfil alimentar e nutricional da população do DF. Segundo Gama, os dados servem de elemento para a elaboração de políticas públicas: “É de suma importância conhecer a população para planejar as ações voltadas à promoção da saúde e da alimentação adequada e saudável”, avalia a gerente do Serviço de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama. Dados mais positivos que indicam preferência por alimentos saudáveis, como frutas, foram encontrados nas pesquisas entre idosos | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Os adultos diminuíram em 5,3% a ingestão de ultraprocessados em 2024, alcançando 67%. Em 2023, o índice era de 72,36%. O consumo de bebidas adoçadas, como refrigerantes, sucos industrializados ou de fruta com adição de açúcar, também baixou, caindo de 52,58% para 49%. O grupo de gestantes, por sua vez, aumentou o consumo de ultraprocessados em 2024: 55%, pouco mais de 1% do que o registrado em 2023. Alimentação das crianças Entre o público infantil, os números preocupam. Aproximadamente uma em cada três crianças de 6 meses a 2 anos de idade consumiu alimentos ultraprocessados em 2024. Entre os mais velhos (de 2 até 5 anos), esse índice é superior a 78%. Desses, 9,63% já apresentam excesso de peso. A situação se agrava entre crianças de 5 a 10 anos, com 83,56% consumindo ultraprocessados e 25% com excesso de peso, além de ser um grupo que frequentemente faz refeições assistindo televisão, hábito também comum entre os adolescentes. Nesta última faixa etária, 84,78% consomem alimentos do tipo, 27,86% apresentam excesso de peso e apenas 68% realizam regularmente as três refeições principais ao dia. [LEIA_TAMBEM]O melhor cenário geral é demonstrado pelos idosos. Além de menos da metade optar por alimentos ultraprocessados (46,3%), a maioria — mais de 84% — ingere feijão, frutas, legumes e verduras, mantendo o hábito de fazer no mínimo três refeições principais ao dia. Produtos industrializados Os ultraprocessados são produtos industrializados que utilizam aditivos químicos (não naturais) para realçar o sabor e aumentar o prazo de validade. Possuem corantes e conservantes com elevado teor de açúcar, sódio e gorduras saturadas — elementos que, além do excesso de calorias, não fornecem os nutrientes necessários. “Esses ingredientes acabam ‘conquistando’ o paladar, especialmente das crianças”, aponta Carolina Gama. “Uma alimentação baseada nesses produtos é geralmente acompanhada de excesso de peso e desenvolvimento de diversas doenças crônicas, como diabetes e hipertensão.” *Com informações da Secretaria de Saúde
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Gestantes poderão tomar a vacina VSR neste sábado (6) em 40 pontos do Distrito Federal
Mulheres a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade, poderão receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) neste sábado (6). A Secretaria de Saúde (SES-DF) terá mais de 40 locais de atendimento, incluindo a Feira Central de Ceilândia. A lista completa, com endereços e horários, está disponível no site da pasta. No caso das grávidas, é fundamental levar o cartão da gestante, exames ou relatório médico que confirme a idade gestacional para a aplicação da vacina contra o VSR. Outros imunizantes também estarão disponíveis e serão aplicados conforme a faixa etária de cada indivíduo, seguindo o indicado no Calendário Nacional de Vacinação. [LEIA_TAMBEM]Para todas as pessoas, a orientação é levar um documento de identificação válido com foto e, se possível, a caderneta de vacinação. Em caso de perda desta última, a equipe da SES-DF irá avaliar a situação vacinal do paciente conforme sua faixa etária e registros anteriores. Não haverá imunização no domingo (7). Na segunda-feira (8), mais de cem salas de vacina retomam o atendimento normal, a partir das 7h. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Iniciada a vacinação de gestantes contra vírus que causa bronquiolite
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou, nesta quarta-feira (3), a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em recém-nascidos. A imunização está sendo realizada nas unidades básicas de saúde (UBSs) do DF. Clique aqui e confira os locais de vacinação. Podem receber o imunizante mulheres a partir da 28ª semana de gravidez. Não há restrição de idade para a mãe. A recomendação é tomar a dose única a cada nova gestação. A meta é vacinar pelo menos 80% do público-alvo e prevenir a bronquiolite em bebês recém-nascidos. A gestante Stéphane Aparecida Ribeiro, 30 anos, foi imunizada assim que foi iniciada a vacinação na UBS 3 de Ceilândia. Para a gestante de 32 semanas, a chegada do imunizante ao Sistema Único de Saúde (SUS) foi muito aguardada. “Fiquei muito feliz, porque é uma vacina muito cara e eu estava ansiosa para chegar no SUS antes de o meu bebê nascer”, comentou. Gestante Stéphane Aparecida Ribeiro, 30, agradeceu a chegada da vacina: "É uma vacina muito cara a eu estava ansiosa para chegar no SUS". Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF Grávida de 29 semanas, Jádia Barbosa, 27 anos, também demonstrou alívio pela chegada da vacina. “Eu já estava sofrendo, porque estava vendo os valores e eram muito altos. Ainda bem que chegou. É uma vacina muito boa, porque protege o bebê”, declarou. A referência técnica de vacinação da UBS 3, Letícia de Oliveira, explica que além do benefício financeiro para as gestantes e para a saúde dos recém-nascidos, a vacina cumpre um importante papel social. “Há toda uma questão emocional. Porque, para a mulher no puerpério, ter um bebê internado tem um peso psicológico muito forte, às vezes até por ela ter outras crianças em casa sem ter quem cuidar”, comentou. “É muito mais que dinheiro, é uma questão social”, completou. Nas UBSs, as equipes da Secretaria de Saúde também verificam e atualizam a situação vacinal das gestantes, incluindo influenza e covid-19. A vacina contra o VSR pode ser administrada simultaneamente a esses imunizantes. Foi o caso da gestante de 31 semanas Eduarda Mendes, 20 anos, que também recebeu doses da vacina de covid. “Quando vi pelas redes sociais que estava chegando ao SUS, fiquei feliz. Pensei: ‘Tomara que eu tome’, porque protege o bebê contra bronquite”, declarou. Eficácia De acordo com o Ministério da Saúde, a eficácia da estratégia foi comprovada em estudos clínicos que demonstraram que a vacinação materna tem efeito de 81,8% na prevenção de doenças respiratórias graves causadas pelo VSR nos bebês durante os primeiros três meses de nascimento. “A vacina materna contra o vírus sincicial respiratório é muito importante para prevenção da bronquiolite nos bebês. Quando a gestante toma a vacina, por meio da placenta é feita a transferência de anticorpos e o bebê já nasce imunizado”, explica a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira. Imunizante pode ser aplicado em mulheres a partir da 28ª semana de gravidez e tem papel crucial na proteção contra a bronquiolite em bebês recém-nascidos O Distrito Federal foi o primeiro local a receber as vacinas adquiridas pelo Ministério da Saúde, que fechou a compra de 1,8 milhão de doses. Das 673 mil doses do primeiro lote, 9.465 vieram para o DF. A oferta da vacina no SUS, que na rede privada pode custar até R$ 1,5 mil, foi viabilizada por meio de acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor, que assegurou a transferência de tecnologia ao Brasil. Com isso, o país passará a fabricar o imunizante, ampliando a autonomia e acesso da população a essa proteção. Vírus sincicial respiratório (VSR) O vírus sincicial respiratório (VSR) é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite e 40% dos casos de pneumonia em crianças com menos de 2 anos. A vacina oferece proteção imediata aos recém-nascidos, reduzindo hospitalizações. De acordo com o Ministério da Saúde, de janeiro a 22 de novembro, o Brasil registrou 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados por VSR. Desses casos, a maior concentração de hospitalizações ocorreu em crianças com menos de 2 anos de idade, totalizando mais de 35,5 mil ocorrências, o que representa 82,5% do total de casos de SARG por VSR no período. Como a maioria dos casos é decorrente de infecção viral, não existe um tratamento específico para a bronquiolite. O manejo é baseado apenas no tratamento dos sinais e sintomas que incluem: terapia de suporte, suplementação de oxigênio, hidratação e uso de broncodilatadores (substâncias que promovem a dilatação das pequenas vias aéreas nos pulmões). *Com informações da Secretaria de Segurança do Distrito Federal (SES-DF)
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HTLV: conheça essa infecção sexualmente transmissível
O nome pode não ser muito popular: Human T-cell Lymphotropic Vírus. Mas o vírus HTLV, da mesma família do bem mais conhecido HIV, faz parte do trabalho diário da Secretaria de Saúde (SES-DF) para proteger a população do Distrito Federal. Hoje, 10 de novembro, Dia Mundial do HTLV, ganham destaque as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento. No Distrito Federal, já existe até lei para proteger bebês desse vírus. Gestantes que estiverem contaminadas podem transmitir posteriormente o vírus ao bebê, durante a amamentação | Foto: Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde-DF O HTLV tem semelhanças com o HIV, vírus causador da Aids, também sendo uma das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) que afeta o sistema imunológico. No caso das gestantes, a preocupação é maior: uma mãe pode contaminar um bebê por meio da amamentação. Por este motivo, em 2024, a Lei nº 7.619 determinou a inclusão do teste de detecção do vírus na lista de exames obrigatórios no pré-natal das gestantes do Distrito Federal. Antes mesmo da lei, a SES-DF já intensificava a prevenção. Entre 2017 e 2024, foram aplicados mais de 180 mil exames de triagem para HTLV em gestantes, ainda no primeiro trimestre. As que tiveram resultados positivos passaram por novas testagens para confirmar o diagnóstico. Mediante resultado positivo, além de iniciar o acompanhamento, a mulher não pode amamentar o bebê, tal como ocorre com as portadoras do HIV. Entre 2013 e 2023, foram diagnosticadas 260 gestantes com infecção pelo HTLV no DF. São cerca de 0,7 casos para cada grupo de mil gestantes. De acordo com a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis da SES-DF, Beatriz Maciel Luz, estima-se que existam cerca de 2 mil pessoas vivendo com HTLV no DF. “É uma infecção silenciosa e negligenciada, com baixa visibilidade social e poucas campanhas de comunicação”, enfatiza. “Além disso, ainda não existe tratamento curativo nem vacina disponível, e os casos muitas vezes permanecem subdiagnosticados. Por isso, o tema acaba sendo menos abordado em comparação a outras ISTs”. Notificações [LEIA_TAMBEM]A vigilância epidemiológica da SES-DF trabalha para identificar pacientes. Todo caso positivo é de notificação compulsória, e o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF) participa do monitoramento. A SES-DF também firmou parcerias com instituições como Ministério da Saúde, Fiocruz e Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), tanto para ações de vigilância epidemiológica quanto educativas. Desde 2023, a SES-DF promove oficinas de capacitação para profissionais de saúde, abordando diagnóstico, vigilância, aconselhamento e manejo clínico das pessoas com HTLV. A pasta também trabalha para criar uma linha de cuidados específicos para os pacientes. A porta de entrada para o acompanhamento e testagem de HTLV em gestantes é a unidade básica de saúde (UBS). *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF reforça combate à transmissão da sífilis de mãe para filho
O Distrito Federal está perto de atingir um marco importante na saúde pública: a eliminação da transmissão vertical da sífilis, quando a doença é passada da gestante para o bebê durante a gravidez ou o parto. Em 2024, a taxa de incidência de sífilis congênita foi de nove casos por mil nascidos vivos, abaixo da média nacional de 9,6. Em relação ao ano anterior, houve queda de 13,5%, uma das maiores reduções do país. O resultado reflete ações de testagem precoce no pré-natal, tratamento adequado de gestantes e parceiros e integração entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde. Este ano, Brasília está entre as capitais com taxas mais baixas de detecção de sífilis adquirida, com 119,1 casos por 100 mil habitantes | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF O Brasil adaptou o modelo internacional para certificar estados e municípios com mais de 100 mil habitantes A taxa de detecção de sífilis em gestantes ficou em 34,6 por mil nascidos vivos, também inferior à média nacional, que foi de 35,4. Esses indicadores mostram que o DF tem conseguido interromper a cadeia de transmissão da doença por meio de diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo. Neste ano, Brasília está entre as capitais com taxas de detecção de sífilis adquirida mais baixas que a média nacional, com 119,1 casos por 100 mil habitantes. Também aparecem nesse grupo Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Belém (PA) e Teresina (PI). A transmissão vertical ocorre principalmente por via transplacentária, podendo acontecer também no parto, por contato direto com lesões. A falta de tratamento adequado durante a gestação pode causar aborto, natimorto, parto prematuro, morte neonatal e sequelas congênitas. O processo de certificação da eliminação da transmissão vertical faz parte de uma iniciativa global liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O Brasil adaptou o modelo internacional para certificar estados e municípios com mais de 100 mil habitantes, abrangendo também HIV, hepatite B, doença de Chagas e, futuramente, HTLV. Controle do HIV [LEIA_TAMBEM]O Distrito Federal já está entre os estados certificados pela eliminação da transmissão vertical do HIV. No país, 151 municípios e sete estados receberam algum tipo de certificação ou selo. No total, são 228 certificações municipais vigentes, sendo 139 relacionadas ao HIV. “Nos últimos anos, conseguimos manter a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Opas, que é manter em zero o número de crianças infectadas. As crianças nascem expostas”, afirma Daniela Magalhães, referência técnica distrital em vigilância da sífilis no DF. “A transmissão só acontece quando a gestante não realiza o tratamento ou quando há amamentação em casos ativos. A redução é fruto de um trabalho intenso de qualificação do pré-natal, ampliação da testagem rápida e tratamento oportuno.” O Brasil registrou em 2023 a menor taxa de mortalidade por aids desde 2013, com 3,9 óbitos por 100 mil habitantes. A cobertura de pré-natal também atingiu níveis recordes: mais de 95% das gestantes fizeram ao menos uma consulta e foram testadas para HIV, enquanto aquelas que vivem com o vírus tiveram acesso ao início imediato do tratamento. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde participa de evento que promove aleitamento materno
Mãe de primeira viagem, Sofia de Araújo, de 19 anos, amamenta o pequeno José Miguel há dois meses. Na verdade, seu leite é alimento para muitos outros bebês. Assim que percebeu que estava produzindo mais do que o necessário, a moradora de Ceilândia entrou em contato com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para se cadastrar e começou a doar o excedente. Além de amamentar o filho José Miguel, Sofia Araújo faz doação do leite excedente para outros bebês | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Sofia foi uma das mulheres homenageadas durante o evento AmamentAção, realizado nessa quarta-feira (20), na Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia. “Achei uma iniciativa muito bonita porque às vezes, nós, mães, passamos pelo puerpério e nos sentimos muito esquecidas e sozinhas, então é sempre bom ser reconhecida”, declarou. Segundo a nutricionista Natália Gouvêa, do Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), a medalha dourada recebida pelas doadoras representa o importante papel que exercem na sociedade e na saúde pública. “Sabemos que doar não é fácil”, pontuou. “No cenário há um bebê pequeno, noites maldormidas, bagunça e hormônios. Assim, dedicar um tempo para tirar o leite, com todo o cuidado que exige, é uma verdadeira doação de esperança e de si mesma.” “O Agosto Dourado nos lembra da importância de apoiar, orientar e proteger as mulheres nessa fase tão delicada da vida”, afirmou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira A homenagem, que reuniu mães e gestantes, teve como referência o Agosto Dourado, mês de conscientização do aleitamento materno. Organizado pela Secretaria da Mulher (SMDF), o encontro contou, ainda, com representantes das secretarias de Saúde (SES-DF) e de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). O objetivo foi orientar essas mulheres sobre seus direitos e desmistificar questões relacionadas à amamentação. “Amamentar é um direito da mãe e um gesto fundamental para a saúde do bebê”, lembrou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. "O Agosto Dourado nos lembra da importância de apoiar, orientar e proteger as mulheres nessa fase tão delicada da vida. Ao promover o AmamentAção, reafirmamos o compromisso do Governo do Distrito Federal em oferecer informação, acolhimento e políticas públicas que incentivem o aleitamento materno e valorizem as doadoras de leite humano, que são verdadeiras parceiras da saúde pública.” Cuidado e acolhimento Para que as participantes se sentissem ainda mais acolhidas e valorizadas, houve oferta de massagem, pintura gestacional, cortes de cabelo e maquiagem. Também foram oferecidos serviços de saúde, como testes de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e vacinação. “Reconhecemos que a mãe que está na correria também precisa desse olhar e acolhimento”, avaliou a subsecretária de Promoção das Mulheres da SMDF e uma das organizadoras do evento, Renata d’Aguiar. Como doar [LEIA_TAMBEM]Toda mulher saudável que esteja em período de amamentação pode se tornar uma doadora de leite materno, independentemente da idade do bebê. No DF, o recolhimento pode ser feito em casa e direcionado a uma das 14 unidades de saúde. As doações são entregues diretamente nos bancos de leite, em potes de vidro com tampas plásticas (como os de cafés solúveis), mas também é possível agendar o serviço pelo telefone 160 (opção 4) ou pelo site Amamenta Brasília. Após o cadastro, uma equipe do CBMDF recolhe o kit de coleta e o leva aos bancos de leite. O leite materno é fundamental para a sobrevivência e o desenvolvimento de recém-nascidos, especialmente prematuros e de baixo peso internados em unidades de terapia intensiva (UTIs) neonatais, protegendo-os contra doenças e reduzindo a mortalidade infantil. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Gestantes recebem atenção especial em projeto de acolhimento no Hospital de Santa Maria
Nesta quinta-feira (10), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) se tornou um espaço de acolhimento, aprendizado e troca para futuras mães. Por meio do projeto Acolhimento de Gestantes – Equipe Multi 2025, a unidade recebeu mulheres grávidas — tanto de primeira viagem quanto experientes — para uma tarde de palestras, visitas guiadas e partilhas, com o objetivo de tornar o parto e o pós-parto mais conscientes, seguros e humanizados. Realizado sempre na segunda quinta-feira de cada mês, das 14h às 18h, o projeto é voltado às gestantes de Santa Maria e também àquelas com indicação de parto no hospital. O objetivo é proporcionar uma verdadeira imersão no universo da gestação, com o suporte de uma equipe multiprofissional composta por enfermeiras obstetras, médicas, nutricionistas, fisioterapeutas, assistentes sociais, psicólogas, fonoaudiólogas e terapeutas ocupacionais. As participantes recebem orientações práticas, informações essenciais e, acima de tudo, acolhimento. “Esse projeto foi pensado para oferecer educação perinatal, apoio emocional e informações reais sobre o que esperar durante este momento. Elas conhecem a estrutura, entendem como funcionamos e o motivo de cada norma. Isso ajuda a reduzir medos e inseguranças”, explica Priscila Pinheiro, chefe do Serviço do Centro Obstétrico. Realizado sempre na segunda quinta-feira de cada mês, das 14h às 18h, o projeto é voltado às gestantes de Santa Maria e também àquelas com indicação de parto no hospital | Foto: Divulgação/IgesDF Conhecimento que transforma Ao longo da tarde, foram abordados temas fundamentais para o bem-estar da mãe e do bebê, como o uso seguro de medicamentos na gestação, nutrição adequada, amamentação, saúde mental, os benefícios do parto normal e as indicações reais para a cesariana. As participantes também receberam uma cartilha com orientações práticas sobre o trabalho de parto, os serviços da unidade e informações sobre seus direitos sociais — entre eles, licença-maternidade, registro civil do bebê e acesso ao kit enxoval. Além das palestras, as gestantes puderam visitar as instalações da maternidade, centro obstétrico, leitos de internação e o Banco de Leite Humano (BLH), que atua com estrutura completa e equipe especializada para apoiar a amamentação. O HRSM está, inclusive, em busca do selo Iniciativa Hospital Amigo da Criança (Ihac), reconhecimento nacional pelas boas práticas de apoio à amamentação exclusiva. Aprendizado constante Para muitas mulheres, a experiência é necessária. Juliana de Souza, grávida de 21 semanas do quinto filho, relatou que ainda assim aprendeu coisas novas. “Achei que já sabia tudo, mas muita coisa mudou. Antes, eu usava água quente no seio para descer o leite, agora aprendi que isso pode causar mastite. São orientações importantes que fazem toda a diferença”, destacou. O acolhimento de gestantes segue os princípios da Rede Cegonha, iniciativa do governo federal que promove atenção integral à saúde da mulher durante a gravidez, o parto, o pós-parto e também ao recém-nascido e à criança até os dois anos de idade. Um dos pilares dessa política é a chamada visita de vinculação, momento em que a gestante conhece a unidade onde realizará o parto e se aproxima da equipe que vai acompanhá-la. Para Priscila Pinheiro, do Centro Obstétrico, essa aproximação ajuda a alinhar expectativas, desfazer mitos e tornar a experiência do parto mais acolhedora e positiva. *Com informações do IgesDF
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Hospitais do DF são avaliados sobre boas práticas em todas as etapas da gestação
Durante maio e junho deste ano, os centros obstétricos dos hospitais públicos do Distrito Federal receberam visitas para avaliação e futura certificação em boas práticas de atenção ao pré-natal, parto e pós-parto. A iniciativa busca reconhecer e estimular o aprimoramento do cuidado oferecido às gestantes e aos recém-nascidos na rede da Secretaria de Saúde (SES-DF). Durante as visitas técnicas, foram inspecionados o centro obstétrico, o alojamento conjunto e a gestão das unidades hospitalares | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF Segundo Gabrielle Mendonça, gerente de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal da SES-DF e coordenadora da Rede Cegonha, a certificação é uma forma de reconhecer as unidades pela atuação. “Os hospitais vêm desenvolvendo, ao longo dos anos, um trabalho de qualificação do parto ao nascimento, visando sobretudo a um cuidado seguro e humanizado, baseado em evidências científicas”, reforça. Durante as visitas técnicas, foram inspecionados o centro obstétrico, o alojamento conjunto e a gestão das unidades. Também foram avaliados o alcance e a manutenção de indicadores, como o percentual de partos normais assistidos por enfermeiras obstetras, de infecções pós-cesáreas, entre outros. A partir desses pontos verificados, os hospitais serão classificados nos selos ouro, prata ou bronze. A entrega da certificação está prevista para setembro. Dados e diagnóstico Essa qualificação é uma ação conjunta do Grupo Condutor Distrital da Rede Cegonha e da Gerência de Serviços de Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Os dados resultantes vão servir para o diagnóstico situacional da rede materno-infantil do DF. “Com as informações levantadas no processo de certificação, será possível identificar fragilidades e potencialidades dos serviços, subsidiando a formulação de ações qualificadas para a melhoria contínua da atenção obstétrica e neonatal”, pontua Gabrielle Mendonça. *Com informações da Secretaria de Saúde
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DF aplica mais de 594 mil doses contra gripe, mas índice é baixo entre grávidas
As equipes de saúde do Distrito Federal chegaram a mais de 594 mil doses aplicadas contra a gripe, entre janeiro deste ano e 22 de junho. Porém, a procura por parte das gestantes ainda é baixa, com apenas 1,4 mil doses administradas. Mas será que a vacina da influenza é segura para a mãe e o bebê? Vacina contra gripe é segura para ser administrada em gestantes e puérperas | Foto Geovana Albuquerque/Arquivo Agência Saúde-DF A gerente da Rede de Frio Central da Secretaria de Saúde (SES-DF), Tereza Luiza Pereira, afirma que a imunização é considerada a melhor estratégia para prevenção da gripe, reduzindo o risco de agravamento da doença, internações e número de óbitos. “A vacina contra a influenza é segura para ser administrada em gestantes e puérperas, apresentando poucos efeitos colaterais, como uma leve dor no braço e febre baixa, que desaparecem em um ou dois dias”, explica. [LEIA_TAMBEM]Segundo o Ministério da Saúde, a vacina pode ser administrada em qualquer idade gestacional e até 45 dias após o parto. Para se proteger, basta apresentar informações sobre a gestação ou um documento que comprove o puerpério. “Os vírus da influenza tipo A, principalmente os subtipos H1N1 e H3N2, tendem a ser mais agressivos e preocupantes para as gestantes. Eles estão associados a maiores taxas de hospitalização e complicações respiratórias. O tipo B é menos severo. Ainda assim, todo quadro gripal em grávidas deve ser levado muito a sério", reforça a gerente. Dentre as principais complicações que uma gestante pode enfrentar ao ter influenza estão pneumonia, insuficiência cardiorrespiratória, maior risco de parto prematuro e até óbito materno e/ou fetal. O foco da SES-DF é alcançar quem ainda não se vacinou. Além das gestantes, crianças e pessoas com comorbidades também estão entre os que mais preocupam as autoridades sanitárias. Toda a população do DF a partir de seis meses de idade pode se vacinar contra a gripe na rede pública. A dose está disponível em 164 salas de vacina nas unidades básicas de saúde (UBSs) e, para se imunizar, é necessário apresentar um documento de identificação e, se possível, a caderneta de vacinação. *Com informações da SES-DF
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Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna reforça a importância do pré-natal e do cuidado especializado
Tawini Pontes, 31 anos, está grávida de 35 semanas e internada pela quinta vez no Hospital Regional de Santa Maria por conta de infecção urinária, diabetes e pressão alta. Essa é a oitava gestação dela, que já teve três abortos. No ano passado, a paciente estava no interior do Nordeste e, devido a um pré-natal sem o acompanhamento devido, acabou perdendo o bebê com 37 semanas de gestação. Condições prévias, caso a gestante tenha diabetes ou hipertensão, por exemplo, pedem consultas mais frequentes ao obstetra e, a depender da doença, o acompanhamento também do especialista | Fotos: Divulgação/IgesDF A gravidez de Tawini é de alto risco e ela recebe atendimento especializado no hospital administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Hoje, a paciente faz parte de estatísticas mundialmente positivas no acompanhamento médico das gestantes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 2000 e 2023, o acesso a cuidados pré-natais aumentou 21%. A presença de profissionais qualificados no momento do parto cresceu 25%, e os cuidados no pós-natal subiram 15%. Esses indicadores mostram que ações para redução da mortalidade materna são cada vez mais frequentes em muitos países, incluindo o Brasil. Nesta quarta-feira (28) é celebrado o Dia Nacional da Redução da Mortalidade Materna. A data foi criada para alertar a sociedade sobre a importância de debater o tema e promover políticas públicas de assistência e acolhimento que garantam o bem-estar da mãe e do bebê. A mortalidade materna é considerada aquela que ocorre durante a gravidez, o parto ou até 42 dias após a mulher dar à luz. Segundo dados da OMS, cerca de 260 mil mulheres perdem a vida todos os anos em razão da gravidez ou do parto. Muitas dessas mortes são preveníveis ou tratáveis com uma boa assistência médica durante a gestação. Atendimento de alto risco no HRSM Com um ambulatório voltado para a gestação de alto risco, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) é referência na região de Saúde Sul e Entorno do DF para o cuidado na linha materno-infantil. A ginecologista e obstetra Rafaella Torres atende as pacientes de alto risco e esclarece que um pré-natal bem feito garante a saúde e a segurança da mãe, o bom desenvolvimento do bebê e um encontro tranquilo dos dois durante o parto. "Estou sendo acompanhada por uma equipe muito bem-preparada e criteriosa nos detalhes. Apesar do medo, tenho mais confiança de que vai dar tudo certo", diz Tawini Pontes, que realizou 18 consultas no ambulatório de gestação de alto risco do HRSM Segundo a médica, um pré-natal de alto risco se refere ao acompanhamento que será feito de uma gestante que tem uma doença pré-existente ou que surge durante a gravidez. Isso sugere que essa seja uma gravidez de risco. Assim, há três condições para um pré-natal de risco: as mulheres com doenças crônicas prévias à gestação, aquelas que tiveram uma gestação anterior de alto risco e aquelas que identificam, no curso da gravidez, uma condição ou doença que vai oferecer risco para ela e a para o bebê. “No primeiro caso, se enquadram mulheres que sofrem de hipertensão arterial, diabetes, lúpus, doenças psiquiátricas, obesidade grave, doenças neurológicas ou cardíacas, ou infecções crônicas, como Hepatite e HIV”, informa. As pacientes com essas condições devem compartilhar com seu especialista o desejo de engravidar, antes de interromper o método anticoncepcional. Dessa forma, o médico que a acompanha, como cardiologista, neurologista, infectologista, reumatologista ou outro especialista, já deve alinhar com o obstetra, as medicações e condutas que devem ser tomadas antes da concepção e durante a gestação. Para o segundo grupo, Rafaella explica que é recomendado o acompanhamento de alto risco quando houver uma gravidez anterior com histórico de hipertensão, diabete gestacional, abortos de repetição e descolamento prévio da placenta, por exemplo. “Tudo isso deve ser observado pelo obstetra para colocar essa futura mamãe sob um olhar mais criterioso. E ainda, se no decorrer da gestação acontecer um quadro de diabetes que não existia antes, ou a descoberta da pré-eclâmpsia, bem como ter uma infecção viral ou bacteriana, o obstetra mudará o olhar para essa grávida e ela se tornará uma gestante de alto risco”, afirma. A depender dessas três classificações – e outras que possam ser diagnosticadas pelo médico no início ou no decorrer da gravidez – a avaliação pré-natal será diferente de uma avaliação normal. [LEIA_TAMBEM]A obstetra exemplifica com o caso de uma gestante diabética, que pode ter que fazer mais consultas do que uma mulher sem essa condição. De acordo com a especialista, um pré-natal normal tem uma consulta por mês, começando o mais cedo possível, até a 32ª semana. A partir daí e até a 36ª semana, uma consulta a cada 15 dias e depois, até o parto, uma consulta semanal. São mais do que as seis consultas mínimas preconizadas pelo SUS. “Condições prévias pedem consultas mais frequentes ao obstetra e, a depender da doença, o acompanhamento também do especialista. Avaliações laboratoriais e de imagem podem ser solicitadas em maior número para saber se o bebê está sofrendo com a condição da mãe”, explica. Pré-natal rigoroso Tawini Pontes faz o pré-natal desde o começo da gravidez no HRSM. Ao todo, a gestante realizou 18 consultas no ambulatório de gestação de alto risco do hospital e se sente menos apreensiva para a chegada da filha Maria Tereza. “Segura a gente nunca fica totalmente, porque tenho tido picos de pressão alta, e as taxas da diabetes estão altas, mas estou sendo acompanhada por uma equipe muito bem-preparada e criteriosa nos detalhes. Apesar do medo, tenho mais confiança de que vai dar tudo certo e minha filha nascerá bem”, relata. O parto de Tawini está marcado para ser realizado até o dia 10 de junho, com no máximo 37 semanas de gestação. A paciente fará a cirurgia de laqueadura, pois já tem três filhos com 14, 9 e 5 anos, respectivamente. A ginecologista e obstetra Rafaella Torres destaca que um pré-natal bem planejado e criterioso proporciona mais segurança para a saúde da mãe e do bebê, além de garantir maior tranquilidade para a equipe que atuará no momento do parto. “Assim que a gravidez for confirmada, a gestante deve procurar imediatamente atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. Caso seja identificada uma gestação de alto risco, a paciente será encaminhada para acompanhamento em uma unidade hospitalar de referência, como HRSM”, reforça a médica. *Com informações do IgesDF
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Projeto do GDF homenageia gestantes com ensaio fotográfico na Esplanada dos Ministérios
Luciene Antônia de Moura Machado, de 36 anos, moradora do Arapoanga, vive a expectativa de um momento muito especial. Grávida de 8 meses da pequena Allana Isabely, ela terá, pela primeira vez, um ensaio fotográfico produzido durante uma gestação. Mãe de cinco filhos, Luciene foi uma das 40 mulheres sorteadas para participar da ação promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF), marcada para este sábado (10), em celebração ao Mês das Mães. Luciene Antônia de Moura Machado está animada com o ensaio fotográfico marcado para este sábado (10): "Tenho certeza que vou arrasar" | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus “Estou muito ansiosa. Me inscrevi sem acreditar que poderia ser sorteada”, conta. “A expectativa é muito grande. Primeiro porque é um sonho. Segundo, porque esta é minha última oportunidade. A Allana é a raspa do tacho. Já estou procurando looks, e minhas amigas também estão muito felizes e me ajudando. Tenho certeza que vou arrasar”, afirma, emocionada. A iniciativa é voltada para participantes do projeto Nasce Uma Estrela, da Sejus, que estiveram em um dos dez cursos realizados durante as edições do programa GDF Mais Perto do Cidadão, que já atendeu mais de mil mulheres. “Neste mês das mães, esse gesto simbólico é uma forma de reconhecer a força e a beleza da maternidade em todas as suas formas", diz a secretária Marcela Passamani A programação começa na Biblioteca Nacional de Brasília, onde as gestantes e puérperas sorteadas serão acolhidas entre 12h e 17h, com serviços de cabelo, tranças e maquiagem oferecidos pela equipe da Carreta da Beleza do Senac-DF — que estará estacionada no local — e por maquiadores voluntários da Mary Kay. Todos os procedimentos serão realizados com produtos de altíssima qualidade. Um espaço interno da Biblioteca foi preparado especialmente para recebê-las com conforto, estrutura de apoio, banheiros e um lanche especial. Ao longo da tarde, fotógrafos profissionais da Sejus estarão posicionados em pontos estratégicos da Esplanada dos Ministérios — como o Museu da República, o Sesi Lab e a própria Biblioteca Nacional — para registrar as gestantes em sessões individuais, com a luz suave do entardecer de Brasília como cenário. As participantes poderão escolher como desejam ser fotografadas: sozinhas ou acompanhadas de familiares. [LEIA_TAMBEM] “Ver o brilho nos olhos dessas mulheres ao se sentirem valorizadas e celebradas é emocionante. O Nasce Uma Estrela é um projeto que acolhe, informa e fortalece essas mães. Neste mês das mães, esse gesto simbólico é uma forma de reconhecer a força e a beleza da maternidade em todas as suas formas”, destacou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. "É com grande alegria que o Senac Distrito Federal participa, no fim de semana do Dia das Mães, do projeto Nasce uma Estrela, uma iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF, como um dos órgãos parceiros dessa importante ação. Com o envolvimento dedicado de nossos instrutores e alunos, o Senac proporciona às mães uma experiência especial, com maquiagem e penteado personalizados, feitos com a reconhecida qualidade da instituição. Além disso, elas participam de uma sessão de fotos em pontos icônicos de Brasília, exaltando sua beleza e importância. Essa ação valoriza as mães e esse momento tão significativo para as famílias, ao mesmo tempo em que reafirma o compromisso do Senac com a formação de excelência no segmento de beleza", diz o diretor regional do Senac-DF, Vitor Corrêa. Conheça o projeto Nasce Uma Estrela O projeto Nasce Uma Estrela é uma iniciativa da Sejus que oferece acolhimento e orientação a gestantes e mães de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade social. Criado para fortalecer vínculos e garantir acesso a direitos básicos, o projeto já atendeu mais de mil mulheres em ações realizadas nas regiões administrativas do DF. Durante os encontros, as participantes recebem informações sobre saúde, direitos da gestante, cuidados com o bebê, fortalecimento dos vínculos afetivos e acesso a políticas públicas. O atendimento é feito por equipes multidisciplinares e inclui momentos de escuta qualificada, atividades formativas e encaminhamentos para a rede de proteção. Cada mulher atendida também recebe uma bolsa maternidade, confeccionada por reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), contendo itens essenciais para os primeiros dias de vida do bebê. *Com informações da Sejus-DF
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GDF Mais Perto do Cidadão chega ao Gama com atividades e atrações para pessoas com autismo
A 49ª edição do GDF Mais Perto do Cidadão, programa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), será realizada nesta sexta-feira (11) e no sábado (12), na Vila Roriz, no Gama, e terá como tema principal ações voltadas à conscientização sobre o autismo, em alusão ao Abril Azul — mês de conscientização sobre o transtorno do espectro autista (TEA). Ação oferecerá serviços para diferentes públicos, como as gestantes | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Uma das principais novidades será a criação de um espaço sensorial, com ambiente terapêutico adaptado, ideal para auxiliar no tratamento de crianças com autismo. A sala foi planejada para proporcionar estímulos controlados, que ajudam a organizar e processar as informações sensoriais, promovendo mais conforto e bem-estar para esse público. “Abril é um mês de conscientização, mas esse cuidado precisa ser constante. Criar espaços de escuta, informação e acolhimento para famílias atípicas é essencial para que o DF se torne cada vez mais acessível e respeitoso com as diferenças” Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania A programação também inclui palestras com uma psicóloga, uma neuropsicóloga e duas advogadas. As especialistas vão abordar o autismo sob diferentes perspectivas, incluindo os aspectos clínicos e comportamentais, além de discutir os direitos das pessoas autistas e as políticas públicas voltadas a esse público. Haverá ainda demonstrações práticas sobre estímulos sensoriais, com explicações sobre como e por que eles impactam tanto o cotidiano dos autistas. Ao final, uma equipe especializada vai tirar dúvidas e oferecer orientações às famílias e cuidadores. Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, levar esse debate ao GDF Mais Perto do Cidadão é um avanço importante na construção de uma sociedade mais inclusiva: “Abril é um mês de conscientização, mas esse cuidado precisa ser constante. Criar espaços de escuta, informação e acolhimento para famílias atípicas é essencial para que o DF se torne cada vez mais acessível e respeitoso com as diferenças”. Brechó e capacitação O evento contará com mais uma edição do Brechó Compartilha Amor, ação solidária que oferece roupas, calçados e acessórios arrecadados ao longo do ano por meio das campanhas do programa Voluntariado em Ação, da Sejus-DF. Cada pessoa poderá levar para casa, gratuitamente, até cinco itens de sua escolha. A ação será no sábado, das 9h às 12h. Outra atração é o curso Protagonista da Casa, voltado para diaristas, empregadas domésticas e donas de casa interessadas em aperfeiçoar suas técnicas e aumentar a renda. Com duração de duas horas, a capacitação oferece dicas práticas, além de material impresso e certificado de participação. O curso será ministrado na sexta-feira, das 14h às 16h, com inscrições feitas no local. Qualidade de vida Exames oftalmológicos completos, além de doação de óculos, estarão disponíveis para a população local O evento no Gama também contará com mais uma edição do projeto Um Novo Olhar para a Melhor Idade, que atenderá 3.500 idosos nos próximos meses com exames oftalmológicos completos e doação de óculos. Iniciativa da Sejus-DF em parceria com a ONG Renovatio, o projeto oferecerá exames de aferição da pressão intraocular, autorrefração, retinografia, biomicroscopia, fundoscopia, consulta com oftalmologista e entrega dos óculos. Casamento Comunitário Casais que desejam oficializar sua união poderão se inscrever no programa Casamento Comunitário, que realizará mais três edições até o fim deste ano, com previsão de beneficiar 600 casais. No local, haverá um espaço exclusivo com equipe especializada para orientar sobre documentação, requisitos e comprovação de hipossuficiência financeira e residência no DF. A próxima cerimônia será em 29 de julho. Curso gratuito para gestantes A programação inclui ainda a nona edição do curso Nasce uma Estrela, voltado para gestantes e mães de recém-nascidos. A capacitação oferece orientações sobre cuidados com o bebê, amamentação, alívio de cólicas e bem-estar no pós-parto. O curso já beneficiou mais de 800 mulheres em São Sebastião, Paranoá, Ceilândia, Sobradinho, Planaltina e Brazlândia. No Gama, a expectativa é atender 100 novas participantes. Cidadania, cultura e bem-estar Tutores de animais domésticos poderão levá-los para vacinação no local O GDF Mais Perto do Cidadão também oferecerá uma série de serviços essenciais, como atendimentos do Na Hora, da Polícia Civil e de outros órgãos do GDF. A comunidade terá acesso à vacinação de pets, serviços de beleza e bem-estar, espaço infantil e apresentações artísticas. Outro destaque será o estande do programa Direito Delas, com informações e orientações sobre prevenção da violência contra a mulher. 49º GDF Mais Perto do Cidadão ⇒ Local: Quadra A, Lote B, Setor Oeste – Vila Roriz – Gama ⇒ Dias e horários: Sexta-feira (11), das 9h às 16h, e sábado (12), das 9h às 12h. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania
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Especialistas alertam que gestantes precisam redobrar os cuidados com a saúde bucal
O período de gestação é marcado por mudanças físicas, hormonais e psicológicas nas mulheres. As gestantes precisam redobrar os cuidados com a saúde na totalidade, mas sem esquecer a saúde bucal, pois as mudanças hormonais podem aumentar o risco de problemas dentários que podem afetar tanto a mãe quanto o bebê, gerando complicações como parto prematuro e baixo peso ao nascer. A ginecologista e obstetra Kheylla Gonzales diz que pacientes de alto risco têm mais chances de apresentar doenças bucais | Foto: Divulgação/IgesDF Kheylla Gonzales é ginecologista e obstetra do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e atende pacientes do pré-natal de alto risco. Ela faz um alerta sobre as doenças odontológicas, pois elas, especialmente a doença periodontal, têm sido associadas a diversas condições patológicas perinatais, incluindo o parto prematuro, a rotura prematura de membranas e a ocorrência de baixo peso. “As gestantes precisam manter uma rotina rigorosa de higiene bucal. Além disso, reduzir o consumo de açúcar e alimentos ácidos, beber bastante água para manter a boca hidratada e consultar o dentista regularmente para acompanhamento e limpezas preventivas” Ana Paula Araújo, cirurgiã-dentista intensivista “As pacientes de alto risco, com alterações metabólicas não controladas, têm mais chances de apresentar doenças bucais. Além disso, pacientes com processos infecciosos dentais possuem risco aumentado de focos de infecção e evolução para sepse, que podem causar aborto, trabalho de parto prematuro, as com diabetes gestacional podem descompensar de forma abrupta”, informa. A especialista destaca que toda infecção dental pode também aumentar o risco de abscesso dentário e até mesmo a necessidade de abordagem cirúrgica durante a gestação. “Em casos graves, como os abcessos, eles podem causar infecção cerebral materna, pois a bactéria está próxima ao sistema nervoso, podendo se espalhar para o cérebro através da corrente sanguínea, sistema linfático e causar um abscesso cerebral. É considerada uma infecção grave e potencialmente fatal”, alerta. Kheylla destaca que cuidar da saúde bucal na gravidez é essencial para o bem-estar da mãe e do bebê. Se houver qualquer sintoma, o ideal é buscar orientação profissional quanto antes, visto que atualmente no DF as unidades básicas de saúde (UBSs) possuem equipe de saúde bucal. Além disso, todas as gestantes ao iniciarem o seu pré-natal, seja com o médico de família ou enfermeiro, devem solicitar o encaminhamento para o profissional da área de saúde bucal, para que busquem integrar o atendimento/acompanhamento ao longo de toda a gestação. O HRSM possui atendimento de emergência na Odontologia de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h Doenças bucais mais comuns O HRSM possui atendimento de emergência na Odontologia de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h e tem recebido muitas gestantes com doenças bucais graves. Em todo o ano de 2024, foram registrados 385 pareceres na Odontologia, somente de gestantes. A chefe do Serviço de Odontologia e Cirurgia Bucomaxilofacial, Érika Maurienn, destaca a importância das gestantes cuidarem da saúde bucal desde o início da gravidez. “Durante a gestação, a mulher pode ter maior predisposição a problemas dentários devido a fatores como as alterações hormonais, que podem favorecer inflamações gengivais, aumento da acidez bucal, especialmente em casos de enjoo e vômitos frequentes, que desgastam o esmalte dos dentes; mudanças na alimentação, com maior consumo de carboidratos e doces, favorecendo o surgimento de cáries. Além disso, tem a diminuição da saliva, que pode tornar a boca mais suscetível a infecções”, afirma. A cirurgiã-dentista intensivista Ana Paula Araújo explica que os principais problemas bucais que acometem as gestantes são: gengivite gravídica, periodontite, cáries, erosão dentária e granuloma gravídico (épulis gravídico). “A gengivite gravídica é uma inflamação da gengiva causada pela alteração hormonal, que pode levar a sangramento e inchaço. Já a periodontite se dá quando a gengivite não é tratada, podendo evoluir para uma infecção mais grave, atingindo os tecidos de suporte dos dentes e sendo associada a riscos como parto prematuro. As cáries ocorrem devido ao aumento do consumo de açúcar e as mudanças na saliva favorecem o desenvolvimento de cáries”, explica. A erosão dentária também é outro problema, e ocorre por conta do contato frequente com o ácido do vômito, que pode desgastar o esmalte dos dentes. O granuloma gravídico ou épulis gravídico é um pequeno tumor benigno na gengiva, causado pela resposta inflamatória exagerada. “Para prevenir esses problemas, as gestantes precisam manter uma rotina rigorosa de higiene bucal (escovação e uso de fio dental). Além disso, reduzir o consumo de açúcar e alimentos ácidos, beber bastante água para manter a boca hidratada e consultar o dentista regularmente para acompanhamento e limpezas preventivas”, esclarece Ana Paula. *Com informações do IgesDF
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Projeto Nasce uma Estrela oferece amparo para mães da Estrutural
A Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) realiza nesta sexta-feira (21), na Estrutural, mais uma edição do projeto Nasce uma Estrela, dentro da 47ª edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão. Com duração de duas horas, o curso oferece informações práticas sobre os cuidados com os bebês, incluindo manejo das cólicas, aleitamento correto e bem-estar das mães no pós-parto. Além do conhecimento teórico, as participantes recebem um kit enxoval, com roupinhas, fraldas e manta para os bebês. O projeto já beneficiou 600 mulheres em situação de vulnerabilidade social em edições anteriores realizadas em São Sebastião, Paranoá, Ceilândia, Sobradinho, Planaltina e Brazlândia. Agora, mais cem mães e gestantes terão a oportunidade de participar do curso, que acontecerá das 14h às 16h. As inscrições serão feitas diretamente no local: Setor Central, Quadra 36, Área Especial 05 S/N – ao lado da Administração Regional da Estrutural. Novidades da edição Além das aulas com doulas e uma enfermeira, cada participante passará por uma avaliação de doutorandas da Universidade de Brasília (UnB) | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF A programação deste encontro apresenta novas atividades para ampliar o suporte às gestantes. Além das aulas com doulas e uma enfermeira, cada participante passará por uma avaliação de doutorandas da Universidade de Brasília (UnB), que medirão peso, altura, glicemia, pressão arterial e hemoglobina, contribuindo para um acompanhamento mais completo da saúde materna. Outro destaque será a palestra da psicóloga e psicanalista Simone Eineck Alcântara, que abordará o desenvolvimento da relação entre mãe e bebê, auxiliando as participantes a fortalecer esse vínculo essencial nos primeiros meses de vida da criança. Apoio à ressocialização Ao final das atividades, haverá o sorteio de slings, carregadores de bebês feitos de tecido que permitem que as mães transportem os filhos junto ao corpo de maneira confortável e segura. O acessório foi confeccionado por reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), que receberam capacitação de uma doula experiente na produção desses carregadores. Essa mesma profissional também estará presente no curso para ensinar as mães a utilizar corretamente o sling, garantindo conforto tanto para elas quanto para os bebês. “A cada edição do Nasce uma Estrela, buscamos novidades e ampliar o suporte para as mães e gestantes do DF. Além de oferecer informações essenciais sobre os cuidados com os bebês, estamos sempre atentos ao bem-estar dessas mulheres, proporcionando assistência em saúde e fortalecendo o vínculo materno. O projeto é mais do que um curso, é uma rede de apoio que leva segurança e acolhimento às famílias que mais precisam”, destaca Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania do DF. *Com informações da Sejus-DF
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Nasce uma Estrela chega a 500 atendimentos de gestantes e mães de recém-nascidos
Miguel Henrique ainda não chegou ao mundo, mas já está tudo preparado para recebê-lo. A mãe dele, Vitória Letícia Moura, de 23 anos, está passando por situações incomuns nesta terceira gravidez, mas, agora, está se sentindo mais informada e segura para a continuidade dos dois meses restantes da sua gestação. Ela foi uma das participantes do projeto Nasce uma Estrela, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), realizado nesta sexta-feira (24), durante o GDF Mais Perto do Cidadão, em Planaltina. “Estou me sentindo uma mãe de primeira viagem, porque tudo está sendo novo. Estava preocupada, mas agora me sinto mais tranquila e confiante”, disse. Vitória Letícia Moura se sentiu mais confiante e tranquila ao participar do Nasce uma Estrela | Fotos: Divulgação/Sejus-DF Com duração de duas horas, o curso leva informações sobre como cuidar dos bebês, tratar as cólicas, fazer o aleitamento correto e como as mães podem preservar a qualidade de vida no pós-parto. E não só de teoria trata o Nasce uma Estrela. As mães de recém-nascidos e as grávidas saem de lá com um kit enxoval, uma bolsa composta por roupas de bebê, fraldas e manta. A iniciativa já contemplou 500 mulheres em situação de vulnerabilidade social, em cinco edições do programa que já passou por São Sebastião, Paranoá, Ceilândia, Sobradinho e Planaltina. Cuidar de um bebê que acabou de nascer é desafiador. Esse é o sentimento de Andressa Lima, 29 anos, mãe de Mariana, 2 meses, que ainda vive o dilema de qual a hora certa para amamentar. “Estou tão feliz por ter participado desse curso, pois ele me ajudou a lidar com as dificuldades do pós-parto. Com as orientações que recebi, me sinto mais preparada para oferecer o melhor para a minha filhinha”, celebrou. Mais cuidado com as futuras mamães Andressa Lima: “Com as orientações que recebi, me sinto mais preparada para oferecer o melhor para a minha filhinha” O projeto é uma das atrações mais procuradas dentro das programações do GDF Mais Perto do Cidadão. Nestas cinco edições, as inscrições se encerraram poucas horas após divulgação nas redes sociais da Sejus. “Esse sucesso é porque o projeto trata do dia a dia destas gestantes e mães que estão vivendo as dificuldades do pós-parto. Em um momento de realização e, ao mesmo tempo, tão delicado, elas ficam à espera de que alguém especializado possa orientá-las sobre como superar os medos e ajudar a tirar as suas dúvidas”, explicou a doula Marilda Castro. E este ano o projeto está com uma equipe ainda mais robusta, com a participação de uma enfermeira, servidora da Sejus, que também orienta as futuras mães sobre como ter uma gestação ainda mais saudável e segura. O evento também trouxe reflexões sobre práticas parentais positivas, promoção e valorização da gestante e orientações estratégias para o planejamento familiar. “A proposta do curso é acolher as mães e oferecer informações essenciais, garantindo que o bebê chegue aos seus braços com todo o suporte necessário, apoio emocional e segurança, neste que é o momento mais importante da vida dela”, destacou Marcela Passamani, titular da Sejus-DF. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)
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4ª edição do programa Nasce uma Estrela amplia cuidados para futuras mães
Grávida de oito meses, Stephanie Alves, 26 anos, está mais confiante para dar à luz ao seu primeiro filho, Levi. Ela foi uma das 80 participantes da quarta edição do programa Nasce uma Estrela, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), nesta sexta-feira (10), durante o GDF Mais Perto do Cidadão em Sobradinho. “Meus medos por ser mãe de primeira viagem passaram. O curso me ajudou a me sentir mais consciente e segura para encarar essa nova fase da minha vida”, comemorou. Perto de dar à luz do primeiro filho, Levi, Stephanie Alves diz que se sente mais segura confiante com as orientações que recebeu pelo programa Nasce uma Estrela | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF O curso com duração de duas horas leva às futuras mães informações sobre os cuidados que elas devem ter com os bebês, sobre como tratar as cólicas, como fazer o aleitamento correto e como as mães podem preservar a qualidade de vida no pós-parto. No início da apresentação, a titular da Sejus, Marcela Passamani, anunciou novidades para o curso. A partir desta edição, a equipe que ministra o curso contará com uma enfermeira, servidora da secretaria, que orientará as futuras mães sobre como ter uma gestação ainda mais saudável e segura. “Essa novidade representa uma atenção ainda maior com as mulheres que fazem parte deste programa. Nossa intenção é trazer mais acolhimento e fortalecimento de vínculo para este que é o momento mais especial da vida delas. E nosso objetivo, enquanto poder público, é esse: unir todos os serviços que a gente pode oferecer, de forma humanizada, para ajudar a população do DF”, destacou Passamani. A enfermeira Júlia Laila diz que o objetivo é repassar informações necessárias para que as mulheres se sintam mais seguras e confortáveis durante a gestação Dentre as atribuições da enfermeira estarão, por exemplo, as recomendações sobre uma alimentação mais equilibrada, a necessidade de aferir a pressão arterial e dicas de como identificar sintomas de uma gravidez de risco. “A minha participação é para somar informações necessárias para as mãezinhas se sentirem mais seguras e confortáveis do início ao fim da gravidez”, explicou a enfermeira Júlia Laila. Na mesma linha, a doula Jaci Aires, voluntária do programa, que foi palestrante do curso de gestantes em Sobradinho, destacou a importância desta iniciativa. “O curso é um sucesso, uma vez que o parto é um dos acontecimentos mais importantes na vida de uma mulher”. “Nosso objetivo, enquanto poder público, é esse: unir todos os serviços que a gente pode oferecer, de forma humanizada, para ajudar a população do DF”, diz a secretária Marcela Passamani O evento também trouxe reflexões sobre práticas parentais positivas, promoção e valorização da gestante e orientações estratégias para o planejamento familiar. Ao final do curso, as gestantes e mães de recém-nascidos receberam um certificado e uma bolsa, confeccionada por reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), contendo manta e roupas. Assim como nas três edições anteriores, realizadas em São Sebastião, Paranoá e Ceilândia, as inscrições para o curso em Sobradinho foram esgotadas nas primeiras horas após a divulgação nas mídias sociais. Jaqueline Sousa foi uma das futuras mães que não perderam tempo e correram para ser uma das primeiras inscritas. “Meu marido foi quem viu o anúncio no Instagram da Sejus e me passou. Nós corremos para fazer a inscrição, porque não queríamos perder, de jeito nenhum, essa oportunidade. Estou com sete meses da minha primeira gestação e tinha muitas dúvidas”. O sucesso desta iniciativa já pode ser medido em números. Somados os públicos dos quatro eventos, já foram beneficiadas 400 mulheres. GDF Mais Perto do Cidadão Além do curso Nasce uma Estrela, o GDF Mais Perto do Cidadão continua neste sábado (11) com oferta de ações sociais para a comunidade de Sobradinho, das 9h às 12h. O programa já atendeu mais de 300 mil pessoas desde sua criação, no começo de 2023, levando para a população de várias regiões administrativas do Distrito Federal serviços públicos. Um exemplo é a carreta do Na Hora, da Sejus e da Polícia Civil, que é um dos serviços mais procurados em todas as edições. No geral, o programa está organizado em vários eixos temáticos, como Justiça e Cidadania, Saúde, Cultura e Educação e Esporte e Lazer. Até hoje, ele já passou por Água Quente, Arapoanga, Brazlândia, Ceilândia, Cidade Estrutural, Colônia Agrícola 26 de Setembro, Fercal, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Sobradinho II, Sol Nascente, Varjão, Vicente Pires e Gama. *Com informações da Sejus-DF
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Teste de HTLV agora é obrigatório no pré-natal das gestantes do DF
O teste para detecção do vírus linfotrópico de células T humanas (HTLV) agora faz parte da lista de exames obrigatórios no pré-natal das gestantes do Distrito Federal. É o que determina a Lei nº 7.619, publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) em 18 de dezembro. A medida tem como principal objetivo prevenir a transmissão do vírus de mãe para filho e reduzir sua disseminação. O HTLV é da mesma família do vírus da imunodeficiência humana (HIV/Aids) e infecta as células do sistema imunológico. Ele pode ser transmitido por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de agulhas e seringas, transfusões sanguíneas e de mãe para filho durante a gestação, parto ou amamentação, sendo esta a chamada transmissão vertical. Segundo dados da SES-DF, a rede realiza, em média, 30 mil testes anuais para detecção do vírus, garantindo suporte às gestantes atendidas pelo SUS | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF A ginecologista obstetra da Secretaria de Saúde (SES-DF), Elielma Almeida, destaca a importância da iniciativa. “A identificação de gestantes infectadas pelo HTLV é fundamental para prevenir a transmissão vertical e conter a disseminação do vírus. Isso protege não apenas o bebê, mas também reduz os impactos do vírus na população a longo prazo”, explica. Embora muitos portadores do vírus permaneçam assintomáticos por décadas, o HTLV pode causar complicações graves, como lesões de pele, fraqueza muscular, alterações no caminhar e incontinência urinária. “O vírus reduz a imunidade e pode gerar sintomas severos a longo prazo”, alerta Almeida. Rede pública Antes mesmo da publicação da norma, o teste para HTLV já era disponibilizado na rede pública do Distrito Federal por meio da Rede Alyne – programa do governo federal, antes chamado de Rede Cegonha, que organiza o atendimento a gestantes, parturientes, recém-nascidos e crianças de até dois anos. A partir deste mês, com a publicação da Lei nº 7.619/2024 no DODF, o teste para detecção do vírus HTLV passa a integrar a lista de exames obrigatórios no pré-natal das gestantes do DF | Foto: Sandro Araújo/ Agência Saúde-DF Segundo dados da SES-DF, a rede realiza, em média, 30 mil testes anuais para detecção do vírus, garantindo suporte às gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cuidados e prevenção O diagnóstico do HTLV é feito por exames de sangue seguidos de testes confirmatórios. Quando detectado em gestantes, medidas específicas são adotadas, incluindo a contraindicação da amamentação para evitar a transmissão para o bebê por meio do leite materno. Além disso, práticas preventivas, como o uso de preservativos, a não reutilização de agulhas e seringas e a triagem rigorosa de sangue para transfusões são fundamentais para reduzir os riscos de contágio. Todas as gestantes do DF podem iniciar o pré-natal nas unidades básicas de saúde (UBSs). O acompanhamento inclui o teste de HTLV e orientações para prevenir a transmissão vertical e garantir a saúde materno-infantil. Basta procurar a UBS de referência para receber o atendimento. *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Projeto Nasce uma Estrela reúne 100 futuras mães durante o GDF Mais Perto do Cidadão
Grávida de oito meses, Maria Hermileide de Moraes, 32 anos, comemora ter vencido os maiores medos e preocupações com o parto da primeira filha. “Estou muito feliz. Agora estou ciente dos meus direitos e tirei todas as minhas dúvidas para ter um momento tranquilo e especial durante o meu trabalho de parto e de pós-parto”, celebrou. Ela foi uma das 100 participantes da segunda edição do programa Nasce uma Estrela, um curso de duas horas destinado às gestantes e mães de recém-nascidos. O evento é uma das atrações da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) do GDF mais Perto do Cidadão do Paranoá, realizado nesta sexta (29). A primeira ação ocorreu em São Sebastião, na última edição do programa, quando outras 100 mulheres participaram do curso. Maria Hermileide de Moraes descobriu os direitos que tem como gestante e como mãe | Fotos: Divulgação/Sejus A iniciativa leva às futuras mães informações sobre os cuidados que devem ter com os bebês, sobre como tratar as cólicas, como fazer o aleitamento correto e como as mães podem preservar a qualidade de vida no pós-parto. O evento também traz reflexões sobre práticas parentais positivas, promoção e valorização da gestante e orientações estratégias para o planejamento familiar. Ao final do curso, as gestantes e mães de recém-nascidos receberam um certificado e uma bolsa, confeccionada por reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF), contendo manta e roupas. Iniciativa de sucesso Ana Beatriz Souza: “Estou com sete meses da minha primeira gestação e tenho muitas dúvidas” Assim como na primeira edição, realizada em São Sebastião, as inscrições foram esgotadas nas primeiras horas após a divulgação nas mídias sociais. Ana Beatriz Sousa foi uma das futuras mães que não perderam tempo e correram para ser uma das primeiras inscritas. “Não queria perder de jeito nenhum. Estou com sete meses da minha primeira gestação e tenho muitas dúvidas. Essa foi uma grande oportunidade de aprender sobre muitas coisas que eu ainda não sabia.” A secretária de Justiça e Cidadania do DF, Marcela Passamani, comentou que a alta procura pelo curso Nasce uma Estrela coroa o sucesso de mais essa iniciativa voltada às mulheres nas edições do GDF Mais Perto do Cidadão. “É a certeza que estamos no caminho certo, que é de levar cidadania a todos os públicos de todos os cantos do DF”. Na mesma linha, a doula Deilde Ferreira, voluntária do programa, que foi palestrante do curso de gestantes em São Sebastião e no Paranoá, destacou a importância desta iniciativa. “O curso é um sucesso, uma vez que o parto é um dos acontecimentos mais sutil na vida de uma mulher”. Benefício em números Além do curso Nasce uma Estrela, o GDF Mais Perto do Cidadão continua neste sábado (30) com oferta de ações sociais para a comunidade do Paranoá, das 9h às 12h. O programa já atendeu mais de 280 mil pessoas desde sua criação, no começo de 2023, levando para a população de todas as regiões administrativas do Distrito Federal serviços públicos. Um exemplo é a carreta do Na Hora, da Sejus e da Polícia Civil, que é um dos serviços mais procurados em todas as edições. No geral, o programa está organizado em vários eixos temáticos, como Justiça e Cidadania, Saúde, Cultura e Educação e Esporte e Lazer. Até hoje, ele já passou por Água Quente, Arapoanga, Brazlândia, Ceilândia, Cidade Estrutural, Colônia Agrícola 26 de Setembro, Fercal, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Sobradinho II, Sol Nascente, Varjão, Vicente Pires e Gama. *Com informações da Sejus-DF
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