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Podas e galhadas podem ser descartadas gratuitamente nos papa-entulhos

Neste mês, o Distrito Federal enfrenta o período de seca, época em que é comum que moradores de residências com áreas verdes façam podas de árvores e plantas, além de limpar os espaços e retirar folhas secas acumuladas. Mas o que fazer com esses resíduos? No Distrito Federal, há 28 papa-entulhos que, distribuídos por diferentes regiões, devem ser utilizados como locais de descarte de resíduos de poda e galhadas provenientes de pequenas intervenções realizadas pelos moradores. Os equipamentos estão em Samambaia (dois), Riacho Fundo, Riacho Fundo II, Asa Sul, Águas Claras, Granja do Torto, Paranoá, Santa Maria (dois), Recanto das Emas, Taguatinga, Planaltina, São Sebastião (dois), Brazlândia (dois), Guará (dois), Gama (dois), Ceilândia (três), Sobradinho II (dois), Sobradinho e Núcleo Bandeirante. Papa-entulhos estão disponíveis em várias regiões do Distrito Federal | Foto: Divulgação É o caso do Park Way, região predominantemente verde e que, por isso, registra uma demanda significativa por serviços de poda. É comum encontrar sacos contendo resíduos de jardinagem dispostos irregularmente em vias públicas. No entanto, a legislação determina que o prestador responsável pelo serviço de poda deve também recolher os resíduos gerados e dar a destinação ambientalmente adequada. Os moradores que contratarem um serviço de poda devem exigir que o prestador faça a retirada e a destinação adequada dos resíduos. Não é correto simplesmente colocar o material em sacos e descartá-lo em vias públicas. O prestador do serviço deve recolher os resíduos e garantir a destinação ambientalmente adequada do material gerado. Quando esse serviço é feito pelo próprio cidadão, existe a opção de descartar no papa-entulho: a pessoa pode levar para o equipamento até um metro cúbico de resíduos de poda e galhadas por dia, volume equivalente à capacidade de uma caixa-d’água de mil litros. Caso esse volume seja maior, é preciso contratar um transportador de resíduos para o descarte correto na Unidade de Recebimento de Entulho (URE). Para saber o endereço mais próximo da sua residência, basta acessar este site.       

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Programa de reflorestamento do Cerrado vai reforçar a segurança hídrica do DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) lançou nesta segunda-feira (22) o edital de seleção do programa Reflorestar. Com investimento previsto de mais de R$ 3 milhões, a iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental e a Fundação Banco do Brasil. O valor, originário de recursos de compensação florestal, será destinado à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento da regularização ambiental de propriedades rurais em todo o DF. O edital vai selecionar uma organização da sociedade civil (OSC) para executar as ações. A governadora Celina Leão já havia assinado o decreto de regulamentação do programa Reflorestar; agora, ações vão sair do papel e consolidar a iniciativa de investir na conservação ambiental aliada à geração de renda para produtores rurais | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A assinatura ocorreu no Palácio do Buriti, durante o lançamento do GDF na Sua Porta no Plano Piloto. A governadora Celina Leão ressaltou o papel da atual gestão em tirar as medidas do papel: “Isso é cuidar, é ouvir e ter coragem para tomar decisão. Todos os dias, tomamos decisões naquilo que a população tem anseio, e muitas delas a gente tem que ter coragem para tomar”. “Nós estamos aqui trabalhando para que tenhamos uma cidade resiliente com segurança hídrica” Gutemberg Gomes, presidente do Brasília Ambiental O programa Reflorestar integra ações de recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes e implantação de sistemas produtivos sustentáveis, ao aliar conservação ambiental à geração de renda para produtores rurais. Atualmente, a iniciativa trabalha com cerca de 30 espécies nativas e de interesse ambiental e econômico, entre elas, braúna, aroeira, peroba, ipês e buriti, o que contribui para a preservação da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas locais. Reflorestamento [LEIA_TAMBEM]Esta edição prevê um grande esforço de reflorestamento, que engloba a produção, o plantio e a manutenção de 130 mil mudas de espécies nativas do Cerrado — das quais 100 mil serão destinadas ao plantio e 30 mil à produção contínua. A ação vai beneficiar diretamente pequenos produtores rurais e agricultores familiares, com prioridade de atendimento para as regiões do Gama, São Sebastião, Brazlândia, Sobradinho e Santa Maria. O programa também abrange o monitoramento por até 24 meses de terras recuperadas, incluídas áreas de preservação permanente (APPs) e reservas legais.   Durante a solenidade, o presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, ressaltou o esforço conjunto do governo para tornar a ação real. “É uma parceria com a Seagri [Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural] e a Fundação Banco do Brasil”, lembrou. “Nós vamos usar o viveiro da Seagri para que, de fato, a gente produza as mudas. Nós temos a capacidade de plantio de mais ou menos 130 mil mudas nas áreas rurais. Ou seja, estamos cuidando dos recursos hídricos. Nós estamos aqui trabalhando para que tenhamos uma cidade resiliente com segurança hídrica”. O decreto de regulamentação do Reflorestar foi assinado pela governadora Celina Leão em maio deste ano, durante a feira AgroBrasília. Desde então, o programa passou a ter normatização oficial após mais de 20 anos de atuação. A medida trouxe segurança jurídica, ampliou a capacidade de execução e fortaleceu as políticas públicas voltadas para a preservação ambiental e para o desenvolvimento sustentável no campo.

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Aberta consulta pública sobre política de prevenção de acidentes elétricos com animais silvestres

A Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF) abriu consulta pública para receber contribuições sobre a criação da Política Distrital de Prevenção de Acidentes Elétricos com Animais Silvestres. O aviso foi publicado nesta quarta-feira (17), no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), e integra o processo de construção de um marco normativo voltado à proteção da fauna silvestre afetada pela infraestrutura de transmissão e distribuição de energia elétrica. Lobo-guará é solto na natureza: meta da Sema-DF é aprimorar prevenção de acidentes com animais que se aproximam de ambientes urbanos | Foto: Arquivo/Agência Brasília  A proposta busca estabelecer diretrizes para prevenir acidentes envolvendo animais silvestres e reduzir os impactos causados por redes, postes e demais equipamentos do sistema elétrico. A iniciativa também pretende fortalecer mecanismos de monitoramento, prevenção e mitigação de ocorrências que resultem em ferimentos ou mortes de espécies presentes no território do Distrito Federal. “Estamos construindo uma política pública que une proteção ambiental, conhecimento técnico e participação social”, aponta o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “O objetivo é reduzir os impactos sobre a fauna silvestre e ampliar as medidas de prevenção em áreas onde a infraestrutura elétrica representa risco para os animais.” Desenvolvimento sustentável [LEIA_TAMBEM]A consulta pública permanecerá aberta até 11 de julho, período em que cidadãos, pesquisadores, representantes do setor elétrico e organizações da sociedade civil poderão encaminhar sugestões ao texto em discussão. As contribuições recebidas servirão de subsídio para o aperfeiçoamento da proposta antes das próximas etapas de tramitação. “O desenvolvimento sustentável exige planejamento e responsabilidade”, enfatiza a governadora Celina Leão. “Estamos trabalhando para construir soluções que conciliem o crescimento da infraestrutura com a conservação dos recursos naturais e da fauna do Distrito Federal.” Os documentos submetidos à consulta estão disponíveis no portal da Secretaria do Meio Ambiente. As manifestações poderão ser encaminhadas aos endereços eletrônicos asbio@sema.df.gov.br e gedoc@sema.df.gov.br até as 23h59 de 11 de julho. Após o encerramento da consulta, as contribuições serão analisadas pela equipe técnica da secretaria. A expectativa é que as sugestões auxiliem na consolidação de uma política pública capaz de ampliar a proteção dos animais silvestres e reduzir os riscos associados à operação da rede elétrica no Distrito Federal.    *Com informações da Secretaria do Meio Ambiente

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Reciclotech se torna lei no Distrito Federal e fortalece a inclusão digital e a sustentabilidade

O Distrito Federal deu mais um passo importante na construção de uma cidade mais sustentável e conectada. O Reciclotech, programa desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), foi transformado em lei, consolidando uma política pública voltada para a logística reversa, o reaproveitamento de equipamentos eletrônicos e a inclusão digital. A iniciativa estabelece diretrizes para recolhimento, recondicionamento e destinação adequada de computadores e outros dispositivos eletrônicos, ampliando o alcance de uma ação que já vem gerando resultados concretos. Programa já capacitou cerca de 3 mil pessoas em todo o DF, com registro de 5,9 mil computadores recondicionados e doados | Foto: Divulgação/Secti-DF “Transformar o Reciclotech em lei significa garantir que uma política pública que já entrega resultados possa continuar crescendo e alcançando mais pessoas” Rafael Vitorino, secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Criado para enfrentar dois grandes desafios da sociedade atual — o descarte incorreto de resíduos eletrônicos e a desigualdade no acesso à tecnologia —, o Reciclotech transforma equipamentos que poderiam ser descartados em ferramentas de aprendizado, capacitação e novas oportunidades. O programa une sustentabilidade e inovação ao recuperar computadores, formar profissionais e levar tecnologia para quem mais precisa. [LEIA_TAMBEM]Os números mostram a dimensão do impacto. Desde o início da iniciativa, mais de 5,9 mil computadores foram recondicionados e doados, quase 3 mil pessoas foram capacitadas e mais de 3 mil toneladas de resíduos eletrônicos tiveram destinação correta no DF. Além disso, o projeto conta com uma rede de pontos de entrega voluntária (PEVs), fortalecendo a participação da população no processo de descarte consciente. Com a transformação em lei, o Reciclotech ganha continuidade e segurança para ampliar suas ações, fortalecendo uma política de economia circular em que os resíduos deixam de ser apenas um problema ambiental e passam a gerar benefícios sociais. “Transformar o Reciclotech em lei significa garantir que uma política pública que já entrega resultados possa continuar crescendo e alcançando mais pessoas”, reforça o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Estamos falando de um projeto que une sustentabilidade, formação profissional e inclusão digital, mostrando que a inovação tem valor quando melhora a vida das pessoas.” *Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF)

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Parque de Águas Claras ganha quadra, poço artesiano e reforço na segurança

Neste domingo (14), o Governo do Distrito Federal (GDF) fez uma série de entregas no Parque Ecológico de Águas Claras, ampliando a infraestrutura esportiva e aprimorando as condições de uso da unidade de conservação. Foram entregues uma quadra de grama sintética e um novo sistema de abastecimento de água por poço artesiano, além da assinatura de uma ordem de serviço para a reforma da academia ao ar livre do parque. Além do campo sintético, Parque Ecológico de Águas Claras será beneficiado com vários investimentos do GDF, que prevê reforço na preservação ambiental em outras unidades de conservação situadas no Distrito Federal | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Decretos e acordos de cooperação voltados à preservação ambiental e segurança dos parques também foram assinados na ocasião pela governadora Celina Leão, visando ao fortalecimento das políticas ambientais da capital. Os documentos preveem a instalação de câmeras de segurança em quatro parques, a formalização de parceria para conservação e educação ambiental e a assinatura de decretos que regulamentam a pesca no Lago Paranoá e o manejo do pirarucu no DF.  “Cuidar do meio ambiente não é só cuidar do futuro, é cuidar também do nosso presente”, declarou a governadora, ao assinar as entregas A chefe do Executivo destacou que as entregas e medidas, anunciadas durante a programação do Mês do Meio Ambiente, reforçam o compromisso do governo com a preservação ambiental, a recuperação dos recursos hídricos e a ampliação da infraestrutura dos parques públicos. “Cuidar do meio ambiente não é só cuidar do futuro, é cuidar também do nosso presente”, declarou.  “Cuidar das águas e preservar o Cerrado é uma obrigação nossa e uma política que não tem retrocesso” Governadora Celina Leão Além dessas medidas, ela elencou outras iniciativas do GDF: “Também instituímos o Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas e seguimos ampliando as áreas protegidas do Distrito Federal. Já criamos novos parques, estamos investindo na recuperação de nascentes, no plantio de mudas e na recuperação do Rio Melchior. Um parque garante que aquela área será preservada e continuará sendo um pulmão ecológico para a cidade. Cuidar das águas e preservar o Cerrado é uma obrigação nossa e uma política que não tem retrocesso”.   Investimentos no parque Com  investimento de cerca de R$ 570 mil, a quadra de grama sintética do Parque Ecológico de Águas Claras possui aproximadamente 20 metros por 35 metros e passou por uma reforma. O poço artesiano, por sua vez, foi instalado com recursos de compensação ambiental, em investimento aproximado de R$ 130 mil.  O engenheiro florestal Irving Silveira comemorou as medidas:  “Aqui conseguimos juntar uma coisa com a outra: conhecer a natureza, fazer uma prática esportiva e se integrar com a comunidade” A nova estrutura auxiliará no abastecimento dos viveiros, irrigação das quadras de areia, acionamento das duchas e outras atividades operacionais da unidade de conservação. A expectativa é que o novo sistema contribua para reduzir os gastos com água, que chegam a quase R$ 20 mil durante os períodos de estiagem, além de garantir melhores condições para a manutenção das atividades esportivas e ambientais desenvolvidas no local. “A comemoração do meio ambiente acontece dia 5 de junho, mas hoje reunimos, com apoio de todo o sistema ambiental, uma série de entregas importantes, para o meio ambiente e para a população” Rafael Santana, secretário do Meio Ambiente Também foi assinada a ordem de serviço para reforma da academia ao ar livre localizada ao lado da quadra sintética, um projeto que prevê a substituição do piso, pintura das estruturas metálicas e avaliação técnica para implantação de pergolado ou outro tipo de cobertura, ampliando o conforto dos frequentadores. “É muito importante a entrega de obras de infraestrutura para as pessoas irem mais ao parque, conhecerem a natureza e aproveitar”, ressaltou o engenheiro florestal Irving Martins Silveira, frequentador do Parque Ecológico de Águas Claras. “Aqui conseguimos juntar uma coisa com a outra: conhecer a natureza, fazer uma prática esportiva e se integrar com a comunidade. São equipamentos que trazem outras modalidades esportivas e só agregam mais atrativos para o parque receber a população.” Mais segurança Durante a cerimônia de entrega, a governadora também assinou a ordem de serviço para aquisição de câmeras de segurança 360 graus, destinadas aos parques ecológicos de Águas Claras, Setor O, Cortado e Ezechias Heringer, com o objetivo de reforçar a proteção dos espaços públicos e dos visitantes. Também foram assinados os decretos relacionados à pesca no Lago Paranoá e à pesca do pirarucu, iniciativas voltadas para a regulamentação e o ordenamento dessas atividades no DF. “A ideia é aproximar a população desses espaços e fortalecer esse sentimento de pertencimento” Gutemberg Gomes, presidente do Instituto Brasília Ambiental “É um dia muito especial”, comemorou o secretário do Meio Ambiente, Rafael Santana. “A comemoração do meio ambiente acontece dia 5 de junho, mas hoje reunimos, com apoio de todo o sistema ambiental, uma série de entregas importantes, como o decreto que trata da pesca do pirarucu, que é uma espécie sem predador natural no lago. Foi um conjunto de ações muito importantes para o meio ambiente e para a população.” Trilhas ecológicas Outra medida formalizada foi o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Jardim Botânico de Brasília (JBB) e o movimento de trilheiros Caminhos do Planalto Central, uma parceria que busca fortalecer ações integradas de conservação ambiental, educação ambiental e gestão das áreas protegidas do Distrito Federal, com mais de 100 trilhas ecológicas mapeadas. A programação contou, ainda, com caminhada ecológica e com o autógrafo da placa simbólica que marca a instituição do Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas do Distrito Federal e permanecerá instalada na sede do Parque Ecológico de Águas Claras. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, enfatizou que as ações combinam preservação ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e ampliação dos espaços de lazer para a população. A psicanalista Cosette Castro participou da caminhada: “A gente está vivendo mudanças climáticas, e muitos estão vivendo com solidão, então essa é uma forma de encontrar pessoas, estar em grupo e preservar a natureza” [LEIA_TAMBEM]“Estamos fazendo entregas consolidadas aqui”, lembrou. “A principal delas talvez seja o poço artesiano, porque estamos otimizando o recurso hídrico. Essa água será usada nas duchas, no viveiro e nas atividades do parque. Além disso, com a instituição do Dia da Caminhada nas Trilhas Ecológicas, os caminhantes ajudam a cuidar das unidades de conservação, na fiscalização e na preservação. A ideia é aproximar a população desses espaços e fortalecer esse sentimento de pertencimento.” Participante da caminhada ecológica no parque de Águas Claras, a psicanalista Cosette Castro avaliou: “A caminhada é importante, porque precisamos de espaços verdes na cidade. A gente está vivendo mudanças climáticas, e muitos estão vivendo com solidão, então essa é uma forma de encontrar pessoas, estar em grupo e preservar a natureza. Quanto mais renovações o parque recebe, mais as pessoas vêm para cá e passam a aproveitar esses espaços”. Além das novas entregas, o Parque Ecológico de Águas Claras recebeu recentemente a substituição completa do cercamento por estruturas mais resistentes. A unidade também conta com duas quadras poliesportivas reformadas e um parquinho infantil acessível, implantados com recursos de compensação ambiental há menos de dois anos.  

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Coleta seletiva de lixo cresce 70% no Distrito Federal

A coleta seletiva de lixo no Distrito Federal cresceu cerca de 70% entre 2021 e 2025 e passou de 36,3 mil para 61,3 mil toneladas de resíduos recicláveis. Atualmente, mais de 90% da população é atendida pelo serviço. Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 94 milhões em cooperativas e associações de catadores, e a receita com os recicláveis chega a R$ 180 milhões. “O GDF tem atuado de forma permanente e sensível às demandas do SLU [Serviço de Limpeza Urbana], promovendo importantes avanços na limpeza pública e na gestão de resíduos do DF”, ressalta o presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho. “Entre as principais iniciativas estão a implantação e ampliação de equipamentos de limpeza urbana, como os papa-entulhos, que já somam 28 unidades entregues à população, além da instalação de mais de 20 mil lixeiras e papeleiras em todo o Distrito Federal, equipamentos que havia mais de uma década não eram substituídos.” A ampliação de contratos de coleta seletiva por parte do GDF tem reflexos econômicos e sociais | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Segundo ele, o GDF também ampliou os contratos de coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis, para fortalecer o trabalho das cooperativas de catadores e promover inclusão social, que contribui diretamente para a preservação ambiental. “Além dos serviços rotineiros de coleta convencional, coleta seletiva, varrição, lavagem de áreas públicas e manutenção de pontos de descarte irregular, o SLU tem investido continuamente em ações de educação ambiental e mobilização social”, afirma Luiz Felipe Carvalho. Os dados mostram crescimento contínuo da coleta seletiva nos últimos anos. Em 2021, foram recolhidas cerca de 36,3 mil toneladas de resíduos, com aproveitamento de 98,6%; em 2022, o volume subiu para 42,5 mil toneladas, com índice de 86,4%; em 2023, foram 53,2 mil toneladas coletadas e 74,7% de aproveitamento; já em 2024, o total chegou a 58,8 mil toneladas, com 70,1% de reaproveitamento. Em 2025, o DF registrou o maior volume da série histórica, com 61,3 mil toneladas coletadas seletivamente. Desse total, 35,3 mil toneladas foram comercializadas, o que representa um índice de aproveitamento de 57,6%. O DF tem 15 instalações de recuperação de resíduos, onde atuam cooperativas e associações de catadores Para avaliar a qualidade da gestão de resíduos sólidos em uma cidade, são considerados indicadores relacionados à eficiência operacional, sustentabilidade ambiental e inclusão social. Entre eles estão a cobertura da coleta convencional e seletiva, o percentual da população atendida, o volume de resíduos reciclados e aproveitados, os índices de triagem, a destinação adequada dos rejeitos, a redução do descarte irregular e o reaproveitamento de resíduos orgânicos. Também entram na análise a infraestrutura disponível, como pontos de encontro voluntário (PEVs) e centros de triagem, além da participação da população e da inclusão de cooperativas de catadores. Centros de triagem Atualmente, o Distrito Federal conta com 15 instalações de recuperação de resíduos (IRRs), onde atuam cooperativas e associações de catadores contratadas pelo SLU para a realização da triagem dos resíduos da coleta seletiva. Hoje, a autarquia mantém 53 contratos com essas organizações, sendo 31 voltados para triagem e 22 para execução da coleta seletiva. “Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. A principal contribuição é realizar a separação correta dos resíduos dentro de casa, destinando os materiais recicláveis para a coleta seletiva nos dias e horários corretos" Luiz Felipe Carvalho, presidente do SLU O SLU aponta que o principal desafio da coleta seletiva e da triagem ainda é a separação correta dos resíduos na origem. Em grande parte, o material chega misturado, com alto volume de rejeitos, o que compromete o aproveitamento e reduz a eficiência do processo. Segundo o presidente do SLU, a participação da população é fundamental para o sucesso da gestão de resíduos: “Pequenas atitudes no dia a dia fazem grande diferença. A principal contribuição é realizar a separação correta dos resíduos dentro de casa, destinando os materiais recicláveis para a coleta seletiva nos dias e horários corretos. Utilizar os papa-entulhos para o descarte correto de restos de obras, móveis velhos, podas e galhadas é outra atitude indispensável para manter nossa cidade limpa”. No site do SLU e no aplicativo SLU Coleta DF, estão disponíveis os endereços dos papa-entulhos, além dos dias e horários da coleta seletiva.  

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Procedimentos de comunicação em emergências ambientais são aprovados

O Instituto Brasília Ambiental publicou no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 4 de fevereiro, a Instrução Normativa nº 5, que estabelece os procedimentos obrigatórios de comunicação, resposta e controle em casos de emergências e acidentes ambientais no âmbito da autarquia distrital. O texto se aplica aos empreendimentos licenciados ou em processo de licenciamento ambiental e àqueles que operem com produtos perigosos, em ocorrências ambientais no Distrito Federal. “Esses procedimentos obrigatórios são um marco importante para a proteção ambiental no Distrito Federal, trazendo diretrizes precisas para os empreendedores e garantindo uma resposta rápida e eficaz, em casos de emergências ambientais”, comentou a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Emergências ambientais deverão ser comunicadas de imediato ao Brasília Ambiental em até 24 horas | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Um dos principais destaques do novo regramento é que os estabelecimentos deverão dispor de Plano de Atendimento a Emergências (PAE), devidamente aprovado pelo Instituto Brasília Ambiental, sendo o cumprimento das diretrizes desse documento de responsabilidade do empreendedor. No surgimento de emergência ambiental, o fato deverá ser comunicado de imediato à autarquia e formalizado em até 24 horas. Medidas de contenção e redução de impactos previstas no PAE devem ser tomadas antes mesmo da chegada do órgão ambiental. [LEIA_TAMBEM]É obrigatório, ainda, o envio de ficha de registro de acidente devidamente preenchida e, quando for o caso, o relatório conclusivo de atendimento, com análises técnicas. “Na execução das políticas ambientais é de suma importância a definição das regras relacionadas aos produtos perigosos para que os empreendedores saibam o que fazer em pronta-resposta e na reparação de danos ambientais em decorrência de acidentes ambientais”, esclarece o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer. A normativa prevê, ainda, a responsabilidade pela comunicação, e demais etapas, em casos de acidente com o transporte de produtos perigosos e as sanções administrativas, civis e penais cabíveis no descumprimento das obrigações previstas ou na falta de comunicação imediata ao instituto. Os empreendimentos já licenciados que ainda não tenham o PAE terão um prazo de adequação de 90 dias, contados desde a entrada em vigor da instrução para apresentá-lo ao Instituto Brasília Ambiental. O prazo poderá ser prorrogado por até 30 dias adicionais, mediante solicitação fundamentada. *Com informações do Instituto Brasília Ambiental  

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GDF cria comissão para impulsionar metas sustentáveis da ONU

O governador Ibaneis Rocha criou, por meio do Decreto nº 48.225, a Comissão Distrital para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CDODS). A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta segunda-feira (2). A instância colegiada tem natureza consultiva, propositiva e de coordenação estratégica, com a finalidade de impulsionar a implementação da Agenda 2030 no âmbito do Distrito Federal. A CDODS atua na internalização, difusão e monitoramento das ações setoriais, promovendo a articulação, a mobilização e o diálogo permanente com os órgãos da administração pública distrital, a sociedade civil, o setor produtivo e a academia, para a integração e a aceleração do alcance dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). O novo órgão vai propor estratégias, instrumentos, ações e programas para a implementação dos ODS | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília A Agenda 2030 é um plano de ação global da Organização das Nações Unidas (ONU) adotado em 2015 por 193 países membros para promover o desenvolvimento sustentável até 2030. Ela abrange 17 e 169 metas, focados em equilibrar três pilares: crescimento econômico, inclusão social e proteção ambiental. À CDODS compete, por exemplo, propor estratégias, instrumentos, ações e programas para a implementação dos ODS. “Também vamos acompanhar, monitorar e avaliar o desenvolvimento das propostas no DF, com relatórios periódicos de progresso e resultados que subsidiem a tomada de decisão governamental”, reforça o secretário-executivo de Gestão da Estratégia, Otávio Veríssimo Sobrinho. [LEIA_TAMBEM]A subsecretária de Governança, Análise e Avaliação da Estratégia da Secretaria Executiva de Gestão da Estratégia, Priscila de Paula, esclarece que a comissão vai identificar, sistematizar e divulgar boas práticas e iniciativas do DF que colaborem para o alcance destas metas, além de promover a articulação com órgãos e entidades públicas para suas disseminação e a implementação.  A CDODS é integrada por um representante titular e respectivo suplente das secretarias de Economia (Seec-DF); de Governo (Segov-DF); da Mulher (SMDF); de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF); de Desenvolvimento Social (Sedes-DF); de Educação (SEE-DF); do Meio Ambiente (Sema-DF); de Relações Internacionais (Serinter-DF); de Saúde (SES-DF); e de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). Também integram o grupo representantes da Casa Civil do DF; do Serviço de Limpeza Urbana (SLU); da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF); do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF); da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal; e da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). A presidência é exercida pelo representante da Seec-DF. *Com informações da Secretaria de Economia 

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Autorizado início das obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do DF

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, assinou nesta sexta-feira (9) a ordem de serviço que autoriza o início das obras de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR-DF), localizado na Cidade Estrutural. O pacote de ações inclui melhorias na infraestrutura da Central das Cooperativas de Materiais Recicláveis (Centcoop), entrega de novos equipamentos operacionais e a formalização de parcerias institucionais, com investimento total de R$ 5,268 milhões. Durante a cerimônia, a governadora em exercício ressaltou a importância dos investimentos para a valorização dos catadores e fez um apelo à população. “Nós já somos referência na área da reciclagem e temos a melhor renda per capita para catadores no Brasil. Hoje estamos melhorando as condições de trabalho, entregando equipamentos, assinando ações de capacitação e ampliando esse espaço para a instalação de novos maquinários. Mas é fundamental que a população também nos ajude, fazendo a coleta seletiva e o descarte correto do lixo, porque, sem isso, reduzimos a qualidade do material reciclável e os índices de reciclagem”, afirmou Celina Leão. Celina Leão: "Hoje estamos melhorando as condições de trabalho, entregando equipamentos, assinando ações de capacitação e ampliando esse espaço para a instalação de novos maquinários. Mas é fundamental que a população também nos ajude, fazendo a coleta seletiva e o descarte correto do lixo" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Do total dos recursos, R$ 2,268 milhões serão aplicados nas obras de modernização da Centcoop, executadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), com reforço estrutural, adequações de engenharia e melhorias nos espaços de triagem e circulação. Já o Serviço de Limpeza Urbana (SLU-DF) investirá R$ 3 milhões na aquisição de pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões, equipamentos que vão ampliar a capacidade operacional e reduzir o esforço físico dos trabalhadores.   O secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, destacou o simbolismo da obra dentro da política ambiental do DF. “Estamos no principal complexo de reciclagem do país. Saímos de um lixão a céu aberto que funcionou por 57 anos para um espaço que dá dignidade aos trabalhadores, com equipamentos modernos e estrutura adequada. Essa modernização é a continuidade de um trabalho iniciado em 2020 e agora recebe novos investimentos, fortalecendo a economia circular e o cuidado com o meio ambiente”, explicou. "Essas máquinas vão dar uma condição diferenciada de trabalho para os catadores" Luiz Felipe Cardoso, presidente do SLU Já o presidente do SLU, Luiz Felipe Cardoso, enfatizou o impacto direto dos equipamentos no dia a dia dos trabalhadores: “Essas máquinas vão dar uma condição diferenciada de trabalho para os catadores. As pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões aumentam a eficiência, reduzem o esforço físico e permitem que as cooperativas trabalhem com mais tranquilidade. Esse investimento melhora significativamente as condições de trabalho de quem atua aqui.” Além da ordem de serviço, foi assinado um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria do Meio Ambiente do DF, o SLU, a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF, a Centcoop e o Sebrae-DF, reforçando a atuação integrada para o ano de 2026, com foco em capacitação, inovação, fortalecimento da economia circular e geração de emprego e renda. Para a presidente da Centcoop, Lúcia Fernandes do Nascimento, o momento marca uma nova fase para as cooperativas. “Esse dia é muito importante. É como se a criança tivesse nascido. Esses equipamentos estavam parados há anos e agora vão ser instalados para facilitar o trabalho das cooperativas. Aqui trabalham cerca de 450 catadores todos os dias, e essa estrutura vai melhorar muito a rotina e a produtividade de todos”, destacou. Estrutura estratégica para a política de resíduos Marcionília Pereira: "Com essas novas máquinas, vamos trabalhar mais rápido, aumentar a renda e ajudar ainda mais o meio ambiente" Instalado em uma área de 80 mil metros quadrados, o CIR-DF é o principal equipamento público da política de resíduos sólidos do Distrito Federal. O complexo tem capacidade para processar até 5 mil toneladas de recicláveis por mês e já contabiliza 37.574 toneladas processadas nos primeiros 28 meses de operação. Atualmente, beneficia diretamente 420 catadores, alcançando cerca de mil famílias, e reúne 13 cooperativas. [LEIA_TAMBEM]Segundo Gutemberg Gomes, a modernização do CIR-DF também é reflexo de uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, iniciada há 15 anos e considerada decisiva para a consolidação da política de gestão de resíduos no DF. A partir desse apoio, o Distrito Federal fechou o antigo Lixão da Estrutural, implantou o CIR-DF como pilar estruturante da política ambiental e passou a contratar cooperativas para serviços de coleta seletiva e serviços ambientais. Para quem vive a rotina da reciclagem, o avanço é sentido na prática. Catadora há oito anos, Marcionília Pereira, de 52 anos, celebrou a chegada dos equipamentos. “É uma grande conquista. A gente precisa muito dessas máquinas, porque as empilhadeiras quebram e o trabalho para. Com essas novas, vamos trabalhar mais rápido, aumentar a renda e ajudar ainda mais o meio ambiente. Ver o governo investindo no nosso trabalho é muito bom, dá uma sensação de reconhecimento”, disse.

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Trabalhos de zeladoria marcam a primeira semana do ano no Cruzeiro

A primeira semana do ano no Cruzeiro foi marcada por uma agenda de zeladoria na cidade. Organizados pela administração da região, os serviços têm o objetivo de dar continuidade às metas fomentadas no ano passado: gerar bem-estar para os moradores e aprimorar a limpeza urbana.  Roçagem de grama e mato foi um dos trabalhos executados durante esta semana | Foto: Divulgação/Administração Regional do Cruzeiro Entre os trabalhos, o serviço de roçagem iniciado na segunda-feira (5) pelas equipes da administração foi intensificado por causa do período chuvoso, que aumenta o crescimento do mato. As equipes da Novacap também participaram.  Houve poda de árvores e consertos de buracos em 12 localidades da região administrativa. Reforçando o engajamento com o meio ambiente, as casas de passarinhos voltaram a ser instaladas.  “Esse é o compromisso da Administração do Cruzeiro, seguindo com os cuidados de zeladoria bem-estruturados e fortalecidos pelas nossas equipes que trabalham, faça chuva ou sol, para manter a cidade cada dia mais segura”, afirma o administrador do Cruzeiro, Gustavo Aires.    *Com informações da Administração Regional do Cruzeiro

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GDF apresenta modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do DF nesta sexta-feira (9)

O Governo do Distrito Federal (GDF) promoverá, na sexta-feira (9), o evento de modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do Distrito Federal (CIR-DF), na Cidade Estrutural. A iniciativa reunirá autoridades, representantes de cooperativas, do setor produtivo e da sociedade civil para apresentar um conjunto de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da política de gestão de resíduos sólidos, à valorização do trabalho dos catadores e à consolidação da economia circular no DF. Complexo Integrado valoriza o trabalho dos catadores, beneficiando centenas de famílias no DF | Foto: Divulgação/Sema-DF “Esse evento vai mostrar que é possível unir responsabilidade ambiental, inclusão social e geração de renda” Celina Leão, governadora em exercício A programação se dará em três etapas. A primeira é o descerramento da placa que marcará o início das obras de modernização da Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis (Centcoop). A seguir, haverá a entrega de novos equipamentos operacionais e a assinatura de um Termo de Cooperação Técnica entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF), o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), a Centcoop e o Sebrae-DF. O montante global de investimentos a ser apresentado soma R$ 5,268 milhões. “Esse evento vai mostrar que é possível unir responsabilidade ambiental, inclusão social e geração de renda”, avalia a governadora em exercício, Celina Leão. “O Complexo Integrado de Reciclagem é um marco na superação do antigo lixão e na construção de um Distrito Federal mais sustentável, que valoriza o trabalho dos catadores e promove dignidade para centenas de famílias.” Política ambiental “A modernização do CIR-DF representa um avanço concreto na política ambiental do DF” Gutemberg Gomes, secretário do Meio Ambiente O CIR-DF é o principal equipamento público da política de resíduos do Distrito Federal. Instalado em uma área de 80 mil metros quadrados, o complexo tem capacidade para processar até 5 mil toneladas de recicláveis por mês, já tendo processado 37.574 toneladas nos primeiros 28 meses de operação. Atualmente, o espaço beneficia diretamente 420 catadores, alcançando cerca de mil famílias, e integra 13 cooperativas. “A modernização do CIR-DF representa um avanço concreto na política ambiental do DF”, enfatiza o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes. “Vamos apresentar investimentos importantes em infraestrutura e equipamentos, que vão ampliar a eficiência operacional, reduzir o esforço físico dos catadores e fortalecer um modelo de gestão baseado na sustentabilidade, na economia circular e na inclusão social.” [LEIA_TAMBEM]As obras de modernização da Centcoop, que serão executadas pela Novacap, contam com investimento de R$ 2,268 milhões e vão incluir reforço estrutural, adequações de engenharia e melhorias nos espaços de triagem e circulação. Já o SLU vai investir R$ 3 milhões na aquisição de pás-carregadeiras, empilhadeiras e caminhões, equipamentos que contribuirão para o aumento da produtividade, a melhoria da logística interna e a estabilidade das operações. A modernização do CIR-DF também é resultado direto da parceria de longa data com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato com a instituição teve início há 15 anos e foi fundamental para a consolidação de uma nova política de gestão de resíduos sólidos no DF. Graças a esse apoio, o Distrito Federal fechou o antigo Lixão da Estrutural, implantou o CIR-DF como pilar estruturante da política ambiental local e promoveu a inclusão socioprodutiva dos catadores, por meio da contratação das cooperativas para a prestação de serviços de coleta seletiva e serviços ambientais. “O apoio do BNDES à modernização do Complexo Integrado de Reciclagem do DF é uma ação estruturante, que permite aumento de renda para catadores de materiais recicláveis, ampliação da coleta seletiva e ganhos ambientais concretos para o DF”, afirma o presidente do banco, Aloizio Mercadante. "Com este projeto, com recursos não reembolsáveis que somam R$ 21,3 milhões, o banco fortalece um modelo integrado de gestão de resíduos sólidos e valoriza o papel da Centcoop e dos catadores. Esta é uma política assumida pelo presidente Lula, e o BNDES tem tido um papel relevante, com investimentos de longo prazo que unem sustentabilidade, desenvolvimento e justiça social.” Trabalho conjunto O subsecretário de Gestão das Águas e Resíduos Sólidos da Sema-DF, Luciano Miguel, lembra que o conjunto de ações reforça a integração entre os órgãos e parceiros envolvidos: “Esse conjunto de entregas vai além de obras e equipamentos. Ele fortalece a governança, amplia a articulação institucional e cria condições para inovação, capacitação e melhoria contínua da gestão dos resíduos recicláveis no Distrito Federal”. A assinatura do Termo de Cooperação Técnica vai formalizar uma atuação integrada entre Sema-DF, SLU, Sedes-DF, Centcoop e Sebrae-DF, com foco em inovação tecnológica, capacitação profissional, consultorias técnicas e estudos estratégicos, em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a legislação distrital. Com a realização do evento, o Governo do Distrito Federal reafirma seu compromisso com a sustentabilidade, a inclusão produtiva e o fortalecimento das cooperativas, consolidando o CIR-DF como referência nacional em economia circular e gestão moderna de resíduos sólidos. *Com informações da Sema-DF

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Corpo de Bombeiros reforça orientações de segurança e cuidados básicos para práticas de atividades em áreas naturais

A falta de planejamento e a desatenção a cuidados básicos figuram entre os aspectos observados pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) como os principais riscos em práticas de atividades em áreas naturais. Por esse motivo, a corporação decidiu reforçar as orientações de segurança para praticantes que pretendem desbravar a natureza. Uma das primeiras orientações é sempre procurar fazer trilha com alguma companhia | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília De acordo com a tenente Letícia Medeiros Alves Frinhani, do CBMDF, trilhas não devem ser encaradas como passeios improvisados. “Antes de sair, a pessoa precisa definir o percurso, avaliar o grau de dificuldade, verificar o horário e observar as condições do tempo”, aponta. “Em ambiente natural, qualquer imprevisto pode se agravar rapidamente”. Um dos primeiros pontos destacados pela oficial é a recomendação de nunca fazer trilhas sem alguma companhia: “É fundamental avisar alguém sobre o trajeto escolhido e o horário previsto de retorno. Essas informações são essenciais caso seja necessário acionar o socorro”. Clima e ambiente Entre os fatores de risco mais relevantes estão as condições climáticas, sobretudo em trilhas próximas a rios e cachoeiras. A tenente Letícia chama a atenção para a possibilidade de cabeça-d’água, fenômeno em que o nível do rio sobe de forma repentina, mesmo sem chuva no local. “Mudança na cor da água, aumento da correnteza ou descida de galhos e folhas são sinais claros de perigo e exigem saída imediata”, orienta. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco” Tenente Letícia Frinhani, do CBMDF  Ela reforça que não se deve insistir no percurso diante desses sinais: “A decisão precisa ser rápida; esperar pode colocar a vida em risco”. Também é recomendado evitar trilhas no fim da tarde ou à noite e priorizar saídas nas primeiras horas do dia, quando há mais tempo de luz natural e melhores condições de visibilidade. Comunicação limitada e decisões corretas Outro aspecto observado pelo Corpo de Bombeiros é a limitação de comunicação em áreas remotas. Muitas trilhas não possuem sinal de telefonia móvel, o que dificulta o pedido de ajuda em situações de emergência. “Por isso, o planejamento prévio é essencial”, explica a tenente. “Em percursos mais longos ou isolados, pode ser necessário o uso de equipamentos de comunicação”. Em caso de acidente, a orientação é avaliar a condição da vítima antes de qualquer deslocamento. “Se a pessoa não consegue se mover, o ideal é que alguém permaneça com ela, garantindo segurança e abrigo, enquanto outra busca ajuda, sempre evitando expor mais pessoas ao risco”, orienta. Áreas naturais e trilhas podem trazer ocorrências que exijam atuação de equipes do Corpo de Bombeiros | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília Nesse contexto, a tenente Letícia lembra que as ocorrências em trilhas e áreas naturais costumam exigir a atuação de equipes multidisciplinares do Corpo de Bombeiros, formadas por profissionais com diferentes atribuições, como bombeiros militares especializados em salvamento, atendimento pré-hospitalar e busca em ambientes naturais. “São situações que envolvem vítima, terreno e tempo de resposta, por isso o atendimento não depende de uma única função, mas da integração entre diferentes áreas de atuação”, pontua. As equipes atuam de forma coordenada desde a avaliação inicial do estado da vítima, passando pelos cuidados imediatos de saúde, até a definição da melhor estratégia de acesso e retirada, sempre considerando as condições do terreno. “O objetivo é garantir um atendimento seguro e eficaz, tanto para a pessoa atendida quanto para os profissionais envolvidos”, detalha a tenente. “A análise do cenário orienta todas as decisões”. O Corpo de Bombeiros também reforça que o uso de equipamentos adequados e a adoção de condutas preventivas ajudam a reduzir riscos e facilitam a atuação das equipes em caso de emergência. Equipamentos simples fazem diferença Calçados próprios para trilha, com solado antiderrapante, ajudam a reduzir o risco de escorregões e quedas em terrenos irregulares. Água em quantidade suficiente também é indispensável, já que nem sempre há pontos de apoio ao longo do percurso. Além disso, itens simples podem ser decisivos em uma emergência, indica a tenente: “O apito facilita a sinalização em locais de difícil acesso. O cobertor térmico ajuda a proteger contra o frio enquanto o socorro não chega. Um kit básico de primeiros socorros permite lidar com situações iniciais”. Vivência prática confirma as orientações Acostumada a correr em trilhas, a professora Patrícia Arruda recomenda: “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás. Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda” | Foto: Acervo pessoal Corredora de trilhas, a professora de educação física Patrícia Faim Arruda conta que os cuidados indicados pelos bombeiros fazem parte da rotina de quem pratica a modalidade com regularidade. “Existe uma regra clara na trilha: nunca deixar ninguém para trás”, enfatiza. “Se alguém tem dificuldade, a gente para, pergunta se essa pessoa precisa de algum auxílio e ajuda”. Uma das orientações importantes é contar com o acompanhamento de um guia  Ela relata já ter presenciado acidentes, como torções e fraturas durante eventos organizados. “Em muitos trechos não há sinal de celular, então alguém fica com a pessoa machucada enquanto outra procura a equipe de apoio ou tenta acionar o socorro”, ilustra. Segundo Patrícia, a diferença entre trilhas organizadas e expedições independentes está na estrutura disponível. “Em eventos, há equipes distribuídas ao longo do percurso; em expedições, não há esse suporte imediato, o que exige ainda mais preparo”, observa. “Se você não conhece a trilha , contrate um guia local. Nunca se aventure! É importantíssimo contar com um guia experiente para fazer a trilha com segurança”. Preparo físico também é segurança Como professora, Patrícia pontua que o preparo físico deve ser encarado como parte da prevenção. “Trilha envolve terreno irregular, subida longa e muita altimetria”, atenta. “O corpo precisa estar preparado para esse esforço”. Ela recomenda fortalecimento muscular e treino cardiorrespiratório, além de exercícios específicos, como esteira inclinada e escadas, para simular as exigências do percurso. “Quando a pessoa não se prepara, o risco de queda, exaustão e lesão aumenta”, diz a especialista. Calçado, vestuário e outros detalhes A escolha do calçado é outro ponto sensível. “Nunca faça trilha com tênis novo”, adverte Patrícia. “O ideal é usar um calçado já amaciado, testado em treinos”. Segundo ela, bolhas e ferimentos nos pés podem comprometer a continuidade do percurso. [LEIA_TAMBEM]Patrícia também recomenda atenção ao tipo de meia: “Meias de algodão devem ser evitadas porque retêm umidade e aumentam o atrito. As meias próprias para corrida ou trilha secam mais rápido e protegem melhor a pele”, diz. Conduta coletiva e responsabilidade ambiental Além da segurança individual, a conduta coletiva é decisiva. “Trilha não é competição; é preciso respeitar o ritmo do grupo e tomar decisões pensando na segurança de todos”, afirma Patrícia. O cuidado com o meio ambiente também integra as orientações. “Tudo o que a pessoa leva para a trilha deve voltar com ela. Não deixar lixo é uma regra básica”, reforça. Ao reunir orientações técnicas do Corpo de Bombeiros e a experiência de quem pratica a atividade, o alerta é direto: trilha exige preparo, atenção e responsabilidade. “Planejamento e decisões corretas fazem toda a diferença para que a trilha seja uma experiência segura”, conclui a tenente Letícia.  

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Pesquisa apoiada pela FAPDF ajuda na busca por espécies resilientes às mudanças climáticas

Na fronteira entre o Cerrado e a Amazônia, um dos biomas mais afetados pelo desmatamento, um grupo de pesquisadores e coletores de sementes se uniu em torno de um mesmo propósito: restaurar ecossistemas degradados de forma sustentável, combinando ciência, tecnologia e conhecimento tradicional. O estudo faz parte da iniciativa Amazônia +10, criada em 2022 para incentivar projetos interinstitucionais de pesquisa sobre sustentabilidade e adaptação climática. Com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), a iniciativa reúne instituições do Distrito Federal, Mato Grosso e Rio de Janeiro em um esforço conjunto pela restauração ecológica da Amazônia mato-grossense. O projeto, intitulado Integrando conhecimentos locais e ciência em busca de soluções para a restauração ecológica frente às mudanças climáticas na Amazônia mato-grossense, é coordenado pela professora Isabel Belloni Schmidt, da Universidade de Brasília (UnB), em parceria com o pesquisador Daniel Luis Mascia Vieira, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, e conta ainda com a colaboração de equipes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Isabel Schmidt: "Nosso foco é encontrar espécies capazes de resistir às mudanças climáticas e fortalecer as redes comunitárias que fazem da restauração uma fonte de renda e conservação ambiental” | Fotos: Divulgação/FAPDF “A proposta nasceu da vontade de conectar o conhecimento científico com a experiência prática dos coletores de sementes da Amazônia mato-grossense. Nosso foco é encontrar espécies capazes de resistir às mudanças climáticas e fortalecer as redes comunitárias que fazem da restauração uma fonte de renda e conservação ambiental”, explica Isabel Schmidt. Investimento em ciência e sustentabilidade O projeto tem duração de 36 meses e orçamento total de R$ 830 mil, dos quais R$ 110 mil são provenientes da FAPDF. O financiamento permitiu deslocamentos da equipe do Distrito Federal para a região amazônica, aquisição de insumos laboratoriais, coleta de sementes e análise de germinação e plântulas, pequenas plantas em estágio inicial de crescimento. A linha de apoio integra os esforços da fundação para estimular a pesquisa colaborativa entre estados e consolidar o papel do Distrito Federal na agenda de inovação e sustentabilidade nacional. “O apoio da FAPDF foi fundamental para que a equipe de Brasília pudesse atuar diretamente com as comunidades, garantindo o intercâmbio entre ciência e saber tradicional”, reforça Isabel Schmidt. "Apoiar projetos como este é investir em soluções sustentáveis que unem conhecimento local, inovação e conservação — pilares essenciais para o futuro do Cerrado e dos demais biomas do país" Leonardo Reisman, presidente da FAPDF Para o presidente da FAPDF, Leonardo Reisman, o projeto simboliza o compromisso da fundação com a ciência aplicada à sustentabilidade e à valorização dos povos da Amazônia: “A FAPDF acredita que a pesquisa científica deve dialogar com quem vive e protege o território. Apoiar projetos como este é investir em soluções sustentáveis que unem conhecimento local, inovação e conservação — pilares essenciais para o futuro do Cerrado e dos demais biomas do país. Cuidar da ciência é cuidar da vida: das florestas, das águas e do ar que respiramos. É pensar nas próximas gerações e na responsabilidade que temos com o futuro da humanidade”, afirmou Reisman. Sementes que guardam o futuro da floresta A pesquisa parte de uma realidade urgente: o avanço da degradação florestal no chamado Arco do Desmatamento, no norte do Mato Grosso, e a necessidade de restaurar as matas ciliares — faixas de vegetação nativa que protegem rios, lagos e nascentes — e outras áreas de preservação permanente. Para isso, o projeto investiga espécies nativas com potencial de adaptação a cenários climáticos futuros, usando abordagens científicas de ponta, como a modelagem de distribuição potencial de espécies (SDMs, do inglês Species Distribution Models), que indica as regiões onde cada espécie poderá sobreviver diante do aumento da temperatura e da redução das chuvas. As análises incluem atributos morfoanatômicos e ecofisiológicos das plantas — ou seja, características ligadas à estrutura das folhas e tecidos vegetais, à forma como realizam a fotossíntese e à capacidade de resistir à escassez de água. As sementes analisadas são coletadas pela Rede de Sementes do Portal da Amazônia (RSPA), cooperativa de agricultores familiares e organizações locais que atua na produção e comercialização de sementes florestais nativas. Oficina de trabalho junto a Rede de Sementes Portal da Amazônia (RSPA) em setembro de 2025 Durante o estudo, foram realizados testes de germinação e quebra de dormência em diferentes condições experimentais — em laboratório e em casa de vegetação — para identificar o desempenho das espécies e aprimorar técnicas de restauração ecológica. A quebra de dormência é um processo utilizado para “despertar” sementes que permanecem em repouso natural, mesmo em condições favoráveis ao crescimento. Por meio de técnicas controladas, como variações de temperatura, escarificação da casca ou imersão em água, os pesquisadores estimulam a germinação, reproduzindo os fatores que a planta encontraria na natureza. As análises também incluíram o acompanhamento do desenvolvimento das plântulas — pequenas plantas em estágio inicial de crescimento, que surgem logo após a germinação e antecedem a formação das mudas —, permitindo avaliar o vigor e o potencial de adaptação das espécies. Daniel Vieira: "As redes de sementes têm papel essencial na restauração ecológica, pois unem geração de renda e preservação ambiental"  “As redes de sementes têm papel essencial na restauração ecológica, pois unem geração de renda e preservação ambiental. Nosso objetivo é oferecer subsídios científicos para que o trabalho dessas comunidades se torne ainda mais eficiente e sustentável”, destaca Daniel Vieira, pesquisador da Embrapa. O método de semeadura direta, que consiste em lançar as sementes diretamente no solo, é uma das principais apostas do grupo. Apesar de mais simples e de menor custo, ele exige rigor técnico para garantir a germinação e o estabelecimento das plantas, especialmente em ambientes com gramíneas exóticas invasoras, espécies de capins trazidas de outros países que se espalham rapidamente e competem com as plantas nativas por luz, água e nutrientes. Por isso, o projeto também testa novas técnicas de armazenamento, beneficiamento e germinação, buscando reduzir as perdas e aumentar a diversidade de espécies utilizadas. Restauração ecológica Além dos resultados científicos já alcançados, a pesquisa mantém foco na continuidade das ações e na disseminação do conhecimento. Com olhar voltado para o futuro, o projeto prevê a ampliação da base de dados na plataforma WebAmbiente, o maior repositório nacional de informações sobre espécies nativas mantido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pela Embrapa. O estudo também contribui para a elaboração de um catálogo de espécies comercializadas pela Rede de Sementes do Portal da Amazônia O estudo também contribui para a elaboração de um catálogo de espécies comercializadas pela Rede de Sementes do Portal da Amazônia, com informações técnicas, imagens e dados de germinação que auxiliam coletores, restauradores e gestores ambientais. Essas informações fortalecem debates sobre políticas públicas de adaptação climática e restauração florestal, especialmente no âmbito do Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). [LEIA_TAMBEM]Ao articular ciência, conhecimento tradicional e gestão ambiental, o projeto busca consolidar um modelo sustentável de restauração ecológica, capaz de orientar decisões futuras e inspirar novas práticas voltadas à conservação e ao uso responsável da biodiversidade amazônica. Sobre a Amazônia +10 Lançada pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e pelo Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação (Consecti), a iniciativa Amazônia +10 é um programa nacional que fortalece a pesquisa científica voltada à sustentabilidade, conservação e valorização da Amazônia. O programa fomenta projetos interinstitucionais de grande escala, que unem diferentes fundações de amparo à pesquisa (FAPs) estaduais e promovem a cooperação entre universidades, centros de pesquisa e comunidades locais. Ao apoiar iniciativas integradas, a Amazônia +10 busca gerar soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável da região e a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. *Com informações da FAPDF

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Livro sobre a loba-guará Pequi é lançado no Zoo Brasília

Além da programação especial para o Dia das Crianças, o Zoológico de Brasília celebrou o Dia Nacional do Lobo-guará, no dia 12 de outubro, com o lançamento do livro Pequi e o Cerrado Voador. A obra convida o leitor a mergulhar em uma aventura poética pelo Cerrado. No enredo, os animais do bioma enfrentam o desafio de atravessar uma imensa faixa de pedra que ameaça a sobrevivência da fauna e da flora locais: a tão temida estrada. O destaque do livro é Pequi, uma loba-guará que habita os campos de capim alto e se une a outros animais, plantas e humanos para proteger o Cerrado.  Ao longo da história, os personagens trilham uma jornada de resistência e esperança. Mais do que uma narrativa sobre superação, o livro desperta a reflexão sobre a importância da cooperação e da preservação ambiental. A publicação é fruto de uma parceria entre a associação civil A Vida no Cerrado (Avinc) e a ONG Jaguaracambé (Associação para Conservação da Biodiversidade). A personagem principal do livro foi inspirada na história real de uma loba-guará chamada Pequi, que perdeu a vida em uma rodovia após uma trajetória de resgate e superação. “A história da Pequi nos ensinou muito sobre resiliência e sobre o poder da união em torno da conservação da biodiversidade e da manutenção do Cerrado”, afirma Ana Paula Nunes de Quadros, presidente da ONG Jaguaracambé. Quem foi Pequi? Pequi foi uma loba-guará resgatada ainda filhote após perder a mãe. Ela tornou-se um símbolo dos esforços de reabilitação e de conservação da fauna do Cerrado. Depois de meses de cuidados intensivos realizados pelo Zoológico de Brasília, pela ONG Jaguaracambé e pelo Parque Vida Cerrado, Pequi foi preparada para retornar à natureza. Durante o processo de readaptação, Pequi viveu em um recinto especialmente construído, onde aprendeu a caçar, reconhecer frutos do Cerrado e se comportar como uma loba selvagem. Pequi voltou à natureza depois de passar por cuidados no Zoológico, mas acabou atropelada | Foto: Vinícius Rozendo Viana/Zoológico de Brasília “O Zoológico guarda uma história muito bonita com a Pequi. Ela chegou ao Zoo junto com os irmãos, em 2020, com menos de 20 dias de vida”, recorda Ana Raquel Gomes Faria, assessora da Superintendência de Conservação do Zoológico de Brasília. “Ela era a menor da ninhada, mas sempre respondia bem ao manejo e ao processo de reabilitação, mostrando uma grande força e vontade de viver e, principalmente, uma vontade de retornar ao ambiente natural, como foi proposto desde o início”, acrescenta Ana Raquel. A soltura de Pequi ocorreu em abril de 2023. Ela mostrou força e instinto de sobrevivência por meses, mas foi atropelada em uma rodovia, revelando a difícil realidade que as espécies do Cerrado enfrentam diante da expansão urbana. Apesar da breve vida, Pequi conseguiu reforçar a importância das ações de conservação e educação ambiental Apesar da breve vida, Pequi conseguiu reforçar a importância das ações de conservação e educação ambiental, bem como a necessidade de medidas concretas para a redução do impacto das estradas para a flora e a fauna silvestre. “A Pequi nos mostrou o quanto é possível criar alianças entre os seres humanos e outros animais. Ela foi cuidada por vários profissionais ao longo da vida e esse vínculo continua vivo no livro. É uma forma de imaginar a Pequi livre e viva, caminhando pelo Cerrado e lutando, ao lado de outras espécies, por um Cerrado contínuo e saudável para todos”, afirma Dodó Riberiana, co-coordenadora do Núcleo de Educação Socioambiental da Avinc. O livro está disponível em versão online. *Com informações do Zoológico de Brasília  

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Pesquisa apoiada pela FAPDF analisa efeitos do combate químico a incêndios florestais

Em um cenário de queimadas cada vez mais longas e severas, o Projeto Prometeu DF reúne ciência, tecnologia e operação em campo para responder a uma questão central: quando (e como) o uso de retardantes químicos faz sentido no combate a incêndios florestais — e quais impactos essa escolha traz ao ambiente. A iniciativa é coordenada pelo professor Carlos Henke de Oliveira, do departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), por meio do edital Demanda Espontânea (2021). Retardantes químicos de chamas são produtos adicionados à água para aumentar a eficiência no combate ao fogo. Eles reduzem a propagação ou a intensidade das chamas, funcionando como aliados de brigadistas e bombeiros — mas também trazem potenciais impactos ambientais que precisam ser monitorados. Incêndios são fenômenos complexos que exigem leitura integrada da paisagem, do clima, da tecnologia e da operação | Foto: Divulgação/Fepecs Henke é biólogo formado pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde concluiu mestrado e doutorado em Ecologia. A trajetória interdisciplinar dele combina ecologia de paisagens, meteorologia aplicada e desenvolvimento tecnológico, incluindo experiências com fotografia aérea, eletrônica e até formação como piloto de avião. Esse mosaico de saberes, amadurecido desde os anos 1990, orienta hoje uma visão prática: incêndios são fenômenos complexos que exigem leitura integrada da paisagem, do clima, da tecnologia e da operação. O nome do projeto, Prometeu DF, foi inspirado no titã da mitologia grega que roubou o fogo dos deuses para entregá-lo à humanidade. No projeto, o fogo simboliza o conhecimento aplicado: a pesquisa que nasce na universidade e se transforma em ferramenta prática para quem enfrenta os incêndios diariamente. “Não é só a universidade que ensina; ela também aprende com a experiência de brigadistas, bombeiros e instituições ambientais”, explica Henke. O projeto conta com a colaboração do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), do Ibama/Prevfogo, do ICMBio, da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), integrando pesquisa e prática de campo. Tecnologias e experimentos Impacto ambiental: efeitos da fitotoxicidade do boro, que provocou a mortalidade do estrato rasteiro e arbustivo do Cerrado O Prometeu DF desenvolveu sistemas embarcados — dispositivos eletrônicos compactos que funcionam como “mini-laboratórios portáteis”, acoplados a drones, aeronaves ou equipamentos de brigadistas. Eles registram dados a cada dois segundos, como temperatura, poluentes, imagens termais e condições de operação, revelando detalhes invisíveis ao olho humano. As principais famílias são: Prometeu (acoplada a drones, mede temperaturas da atmosfera e do solo, sobrevoando as chamas em coordenação com aeronaves de combate); Saphira (seis dispositivos distintos, para aeronaves ou uso por pesquisadores em solo, coletando gases, parâmetros meteorológicos e imagens infravermelhas) e Obá (acoplada a bombas costais, registra condições atmosféricas e mapeia com precisão o lançamento de água ou retardantes durante o combate). Outro destaque é a mesa de combustão Osíris, uma câmara de grandes dimensões que simula queimadas lado a lado: um setor com combustível puro e outro tratado com retardantes. Com câmeras termais e sensores de peso, permite rodar várias queimas por dia, descartando rapidamente produtos ineficazes e economizando tempo, recursos e riscos em campo. Visão aérea de experimento do Projeto Prometeu, evidenciando a diferença no combate às chamas Os experimentos se distribuem em três frentes: combate indireto (aplica retardante com 24h de antecedência, isolando o efeito químico), combate direto terrestre (compara, em linhas de fogo idênticas, retardante e água, registradas por drones) e combate aéreo (testes com aeronaves do CBMDF, como o modelo AT802F, equipadas com telemetria e câmeras para medir precisão, distribuição e efeito sobre as chamas). Segurança ambiental A efetividade dos retardantes é sempre avaliada por comparação. No combate direto, por exemplo, a água já é um excelente retardante físico, exigindo desenhos experimentais rigorosos para medir se o produto químico realmente traz ganhos. Quanto à segurança ambiental, a constatação é clara: produtos mais eficazes tendem a ser mais impactantes, pois exigem maior carga química. Entre os efeitos comuns estão a morte de herbáceas e arbustivas e mudanças na dinâmica da vegetação, às vezes favorecendo espécies exóticas. “O impacto ambiental do retardante é inevitável. Ele pode ficar restrito a uma escala local, mas sua magnitude é alta e precisa ser considerada”, ressalta Henke. O Prometeu DF recomenda evitar o uso em áreas sensíveis ou com recursos ecológicos raros Como diretriz, o Prometeu DF recomenda evitar o uso em áreas sensíveis ou com recursos ecológicos raros — e, se inevitável, exigir monitoramento e mitigação. Em áreas de matriz produtiva (agricultura, silvicultura, pastagens exóticas, bordas ruderais), o uso pode ser considerado com critérios claros e registro. Já próximo a corpos d’água, os lançamentos devem ser proibidos, com rastreabilidade para prevenir falhas. Impacto científico Para transformar a experiência prática em aprendizado, o Prometeu desenvolveu um protocolo de registro do uso de retardantes, reunindo dados sobre segurança, desempenho das equipes, aeronaves e efetividade. A ideia é acumular evidências e permitir que agências como o Ibama avaliem avanços ou falhas em operações passadas. “A ausência de registros compromete o aprendizado coletivo”, reforça Henke. O Distrito Federal desponta como um “laboratório vivo” nesse esforço. A região dispõe do avião AT802F, capaz de lançamentos localizados e precisos — mas, sozinho, ele não resolve. “Se a frente de fogo sofre redução, mas não é combatida por equipes terrestres, o problema volta, às vezes pior”, alerta Henke. Por isso, a integração entre brigadas e operação aérea é essencial. O diferencial do Prometeu é analisar eficiência e impacto ambiental simultaneamente, superando posições extremas O diferencial do Prometeu é analisar eficiência e impacto ambiental simultaneamente, superando posições extremas. “Se não fizermos isso, caímos num cabo de guerra entre quem considera o retardante a solução definitiva e quem o rejeita de forma absoluta. Nenhuma dessas visões condiz com a realidade dos combatentes, com o orçamento público ou com a base científica disponível”, afirma Henke. As decisões também devem variar conforme o bioma: no Cerrado, o uso pode ser autorizado sob regras claras; em várzeas, veredas e no Pantanal, deve ser proibido; e, na Amazônia, ainda exige respostas a questões preliminares. “O fogo pode até ser extinto, mas o problema não acaba ali: pode se tornar ecológico, social, político e econômico ao mesmo tempo”, completa. Além dos artigos científicos, o projeto investe em documentários para ampliar o alcance social. O filme "Incêndios, poluição e Ciência Cidadã no Distrito Federal", sobre a qualidade do ar no DF, teve grande engajamento e inspirou cidadãos e instituições a criarem novas estações de monitoramento. Próximos passos O projeto se diferencia por estudar o combate, e não apenas o fogo, utilizando instrumentação de alta frequência e avaliando, em conjunto, eficiência e impacto ambiental Entre 2020 e 2022, a pandemia e a suspensão de licenças de queima atrasaram ensaios de campo. Em 2018, a primeira licença científica levou sete meses para ser emitida — demora que, por ser inédita, abriu caminho para fluxos mais ágeis nos anos seguintes. Essas experiências reforçaram o caráter inovador do Prometeu, que se diferencia por estudar o combate, e não apenas o fogo, utilizando instrumentação de alta frequência e avaliando, em conjunto, eficiência e impacto ambiental. O projeto optou por não patentear os sistemas embarcados, priorizando a divulgação aberta de métodos e achados. O objetivo é consolidar uma base metodológica robusta que sustente a futura regulamentação nacional sobre o uso de retardantes em incêndios florestais, diante das tecnologias atuais e das que ainda possam surgir. Rede de parceiros A UnB lidera o Prometeu com participação de alunos e pesquisadores de Biologia, Ciências Ambientais e Engenharia Florestal, em colaboração com a UFMS, a UFPR, o Prevfogo/Ibama e o ICMBio. Brigadistas atuaram em campo e no pátio, como no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em 2020. [LEIA_TAMBEM]A FAPDF tem sido decisiva desde 2016, quando apoiou a fase inicial do projeto, e novamente em 2021, pelo edital Demanda Espontânea. Os recursos viabilizaram experimentos de campo e laboratório, a construção de dispositivos eletrônicos, análises químicas de solo e plantas e mapeamentos sistemáticos com drones — além do acompanhamento de queimadas controladas e incêndios reais. Para o presidente da Fundação, Leonardo Reisman, a iniciativa exemplifica como a pesquisa aplicada transforma realidades: “O Projeto Prometeu mostra como o conhecimento científico pode embasar decisões estratégicas no combate a incêndios florestais. É um exemplo de ciência produzida no Distrito Federal dialogando diretamente com a sociedade e fortalecendo a preservação da nossa biodiversidade.” Mais informações sobre o Projeto Prometeu DF estão disponíveis no site *Com informações da FAAP-DF

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Estudantes do sistema prisional apresentam projetos de tratamento de água no Circuito de Ciências do DF

Uma página inédita foi escrita na história da 14ª etapa regional do Circuito de Ciências da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), que acabou na última sexta-feira (12). Pela primeira vez, estudantes do sistema prisional do DF participaram da competição científica. Os protagonistas dessa conquista histórica são alunos do Centro Educacional (CED) 01 de Brasília que estudam na Penitenciária IV (PDF-IV), no Complexo da Papuda. Matriculados no terceiro segmento da terceira etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), os estudantes desenvolveram dois projetos focados no tratamento e purificação da água. Eles foram apresentados na etapa regional da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Plano Piloto. A temática do 14º Circuito de Ciências foi a preservação da água | Fotos: Mary Leal/ SEEDF O primeiro projeto, intitulado Moringa Oleifera, uma Alternativa para o Tratamento da Água, foi desenvolvido por cinco alunos. A pesquisa explora o uso das sementes da moringa oleifera como agente natural de floculação, substituindo produtos químicos convencionais no processo de purificação da água. “A moringa oleifera tem substâncias químicas que auxiliam na floculação da água. Quando temos aquela água barrenta, adicionamos um floculante para que as partículas de sujeira se aglutinem e desçam para o fundo”, explica a professora Gabriela Cristiana Oliveira, que há sete anos leciona no CED 01 de Brasília e atua no complexo penitenciário. O segundo projeto, Ciência e Cidadania na EJA: Filtro Caseiro e SODIS para a melhoria da qualidade da água, foi desenvolvido por cinco estudantes da segunda etapa. O trabalho propõe soluções acessíveis de filtragem, utilizando materiais simples como pedra, carvão, areia e garrafas PET. Superando limitações com criatividade As restrições de segurança proibiram o uso de objetos cortantes, elementos químicos que pudessem queimar ou qualquer material perfurante. Mesmo com as limitações, os estudantes conseguiram realizar os experimentos   A realização dos experimentos dentro da unidade prisional representou um desafio único. “Tivemos que pensar numa temática sobre a água que pudesse ser realizada dentro de uma unidade prisional, cumprindo todos os requisitos de segurança”, conta a professora Luciana Moreira Braga, há 14 anos na rede de ensino. As restrições de segurança proibiram o uso de objetos cortantes, elementos químicos que pudessem queimar ou qualquer material perfurante. Mesmo com as limitações, os estudantes conseguiram realizar os experimentos. No projeto da moringa oleifera, eles utilizaram pilões tradicionais para triturar as sementes e observaram o processo de decantação após duas horas de aplicação na água turva.   Ciência como ferramenta de ressocialização As professoras Marina da Costa, Gabriela Oliveira e Luciana Braga foram as responsáveis pela orientação dos projetos A participação no circuito proporcionou aos estudantes uma experiência transformadora. “Ver o experimento acontecendo é muito gratificante”, relata a professora Marina Ribeiro da Costa, que atua no sistema desde 2019. O momento da apresentação foi especialmente marcante. “Eles ficaram superempolgados, ansiosos, nervosos. É interessante poder proporcionar todas essas emoções para nossos alunos”, destaca Gabriela Oliveira. Como os estudantes não puderam comparecer presencialmente à etapa regional, as professoras os representaram na apresentação, levando os resultados dos projetos desenvolvidos integralmente pelos alunos dentro da penitenciária. Apoio institucional  A iniciativa contou com o apoio decisivo da direção da PDF-IV e da equipe gestora do CED 01 de Brasília. A diretora da unidade escolar, Telma Cristiane de Almeida, destaca que este ano, com as devidas permissões, uma equipe avaliadora pôde visitar a escola. “A participação proporcionou aos alunos um senso de pertencimento e a compreensão de que possuem os mesmos direitos dos alunos de outras escolas. A experiência despertou o interesse dos alunos pela ciência e seu uso em benefício próprio”, complementa. "Os alunos viram que por meio da educação conseguem fazer algo para melhorar a vida das pessoas, usar o conhecimento para mudar o lugar onde vivem" Gabriela Oliveira, professora “O objetivo é fazer a ressocialização por meio da ciência com a educação. Os alunos viram que por meio da educação conseguem fazer algo para melhorar a vida das pessoas, usar o conhecimento para mudar o lugar onde vivem”, enfatiza Gabriela Oliveira.  Perspectivas futuras A iniciativa ganha ainda mais relevância considerando o cenário da educação carcerária no DF. Dos quase 17 mil presos na capital federal, mais de dez mil não concluíram a educação básica. Atualmente, entre 2.100 e 2.400 custodiados recebem atendimento educacional por meio da EJA semestralmente. O DF é destaque nacional na expansão da educação prisional. Em 2024, com a ampliação de 40% da oferta educacional, saiu do 8º para o 3º lugar no ranking nacional de ampliação de vagas para educação no sistema prisional. *Com informações da Secretaria de Educação  

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Flor do Cerrado: UnDF forma primeira turma do curso de tecnologia em gestão ambiental

A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) celebrou, em julho, a formatura da primeira turma do curso superior de tecnologia em gestão ambiental. Ao longo de quatro semestres, 16 estudantes foram preparados para enfrentar desafios que envolvem diretamente o bioma Cerrado, a realidade socioambiental do DF e as políticas públicas voltadas à sustentabilidade. A trajetória começou em agosto de 2023, após o ingresso dos alunos por processo seletivo próprio da universidade, com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O novo curso de tecnologia em gestão ambiental discute a realidade socioambiental do DF e as políticas públicas voltadas à sustentabilidade | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília Segundo a pró-reitora de Graduação da UnDF, Alessandra Edver, os cursos de gestão ambiental e de gestão pública, que também formaram a primeira turma em julho, surgiram da necessidade do próprio DF e da Região Integrada de Desenvolvimento (Ride) de contar com gestores comprometidos com a sustentabilidade, o cuidado com o meio ambiente e a atuação qualificada na administração pública. Ela explica que, desde o primeiro semestre, a formação é voltada para a prática, com os estudantes inseridos em espaços públicos. “Essa imersão permite compreender o contexto social, identificar necessidades e propor soluções assertivas para a realidade local”, ressalta. Alessandra destaca, ainda, que os cursos, de natureza tecnológica, têm duração de dois a três anos, o que possibilita ao estudante concluir a formação mais rapidamente sem perda de profundidade no conteúdo. As atividades articulam ensino, extensão e pesquisa, com projetos junto à comunidade, iniciativas culturais e trabalhos de iniciação científica. “Buscamos justamente permitir que o estudante possa enxergar esse contexto e pensar em resoluções para os problemas do DF, a diminuição das desigualdades sociais e o desenvolvimento da rede DF”, complementa. Randy Pulido quer integrar os conhecimentos de gestão ambiental a áreas como psicologia analítica e ecopsicologia Um dos formandos da primeira turma do curso de gestão ambiental, Randy Pulido, 38 anos, afirma que receber o diploma foi uma grande realização pessoal, sobretudo por ele ter participado do início da história da UnDF. Pulido destaca que, por se tratar de um curso novo, foi necessário um trabalho conjunto entre docentes, alunos e a gestão para aprimorar a formação e deixar um legado mais estruturado às próximas turmas. Atualmente, Randy busca integrar os conhecimentos adquiridos no curso à sua formação e aos estudos em psicologia analítica e ecopsicologia, com o objetivo de criar um empreendimento que leve essa abordagem a órgãos governamentais e empresas. “A minha proposta é usar o meio ambiente como porta de entrada para o autoconhecimento, promovendo mudanças de comportamento que beneficiem tanto as relações humanas quanto a preservação da natureza”, explica. Oportunidade "A UnDF formou profissionais comprometidos com a transformação social. É um projeto jovem, mas com grande potencial para se consolidar ao longo do tempo" Daniel Marques de Jesus, formando e orador da turma Flor do Cerrado Daniel Marques de Jesus, 24, foi escolhido como orador da turma, apelidada carinhosamente como Flor do Cerrado. “Fiquei muito feliz quando fiquei sabendo que poderia representar a turma. Acredito que consegui transmitir todo o esforço e a união que tivemos no discurso. Falei sobre a nossa trajetória, das dificuldades que enfrentamos por ser uma faculdade em formação e da importância do que alcançamos”, conta. “A UnDF formou profissionais comprometidos com a transformação social. É um projeto jovem, mas com grande potencial para se consolidar ao longo do tempo.” Daniel acredita que o cuidado com o meio ambiente pode transformar a realidade das pessoas. “Para mim, morador de Ceilândia que nunca teve a oportunidade de pagar uma faculdade, a UnDF foi muito importante. O curso me proporcionou uma base técnica e crítica para entender e atuar em questões ambientais. Meu foco sempre foram os concursos públicos e o conteúdo ajuda muito nisso”, comenta. Isabela Virgínia Miranda abriu o "leque de possibilidades" profissionais com o novo curso superior | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília Isabela Virgínia Miranda, 31, também celebrou a formatura na primeira turma de tecnologia em gestão ambiental da UnDF. Formada em radiologia, ela conta que sempre teve interesse em trabalhar com a preservação do meio ambiente e o uso sustentável dos recursos naturais. Na época da inscrição, a brasiliense estudava biomedicina e comandava uma pizzaria. Atualmente, ela trabalha no Instituto de Cooperação Internacional para o Meio Ambiente (ICIMA) e planeja a reformulação do empreendimento. “A universidade foi muito importante para mim. Agora consigo ter muitas opções profissionais abertas: posso ser consultora, trabalhar na administração pública, com certificação, licenciamento. É um leque de possibilidades”, afirma Isabela. Com o novo negócio, ela espera impactar positivamente o meio ambiente. “Com a pizzaria, minha intenção era trabalhar o reaproveitamento e a destinação correta dos resíduos sólidos. Hoje estou mais voltada para a implementação de uma alimentação à base de plantas, com uma cozinha lixo zero e essa pegada mais sustentável mesmo.” A UnDF [LEIA_TAMBEM]Desde a inauguração, em 26 de julho de 2021, a UnDF vem se firmando como referência no ensino superior público da capital. O nome é uma homenagem ao professor Jorge Amaury Maia Nunes, que foi um dos líderes da luta pelo surgimento da entidade. Atualmente, a instituição oferece 19 cursos de graduação, distribuídos entre bacharelados, licenciaturas e tecnológicos: medicina, enfermagem, ciência da computação, engenharia de software, sistemas de informação, matemática, pedagogia, letras-português, letras-inglês, serviço social, gestão ambiental, gestão pública, gestão da tecnologia da informação, atuação cênica, produção cultural, dança e, com início das aulas em agosto, ciências econômicas, psicologia e nutrição.

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Divulgado estudo inédito com Índice de Sustentabilidade Ambiental Urbana das regiões do DF

O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF) divulgou, nesta quarta-feira (23), o Índice de Sustentabilidade Ambiental Urbana, também chamado de ISU/DF. A metodologia da pesquisa é inédita e pode ser aplicada em outros municípios do Brasil. O estudo permite que, por meio de nove indicadores, a sustentabilidade das 35 regiões administrativas (RAs) da capital federal seja medida e avaliada. Os indicadores considerados são: áreas verdes, área verde em recarga de aquífero, evapotranspiração, consumo de água por habitante, potencial de infiltração, proporção de área com resistência à erosão, temperatura, casos de dengue e pegada de carbono. Estudo inédito sobre o Índice de Sustentabilidade Ambiental Urbana contribui para a criação de políticas públicas e a melhoria das questões ambientais | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília O índice também utiliza dados de satélite e informações oficiais do governo. Todos os resultados são convertidos em uma escala de zero a um, para facilitar a comparação: quanto mais próximo de 1, melhor é a sustentabilidade ambiental da região em relação ao que o indicador mede. Por ser um índice atualizado a cada quatro anos, o ponto de partida precisava ser uma data de início da gestão do governo. Os dados apresentados pelo IPEDF são referentes a 2022. A ideia é acompanhar a evolução até 2026, observando como as ações do governo e da população impactam a sustentabilidade das RAs ao longo do tempo. O levantamento apontou as regiões com melhor desempenho em sustentabilidade ambiental urbana: Plano Piloto, Sudoeste/Octogonal, Núcleo Bandeirante e Guará, classificadas com excelente desempenho. Em seguida, aparece o Park Way, com uma boa avaliação. O Guará é uma das regiões com melhor desempenho em sustentabilidade ambiental urbana | Foto: Paulo H. Carvalho / Agência Brasília Além do Park Way, 17 regiões do DF são consideradas boas, o que corresponde a mais da metade do território. Já 13 são classificadas como regulares, e nenhuma apresenta índices baixos. Na última posição, está a Estrutural, com desempenho regular. No geral, o DF apresenta resultados positivos. [LEIA_TAMBEM]O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, afirma que a iniciativa do estudo contribui para a criação de políticas públicas e para a melhoria das questões ambientais na capital. “Um dos grandes temas da nossa década está relacionado às emergências climáticas. Um tema que parecia distante no passado hoje é uma realidade, com eventos extremos da natureza interferindo cada vez mais na vida das pessoas. Nesse sentido, um dos grandes blocos de trabalho do Instituto está voltado aos estudos ambientais. Esta é uma das muitas iniciativas que desenvolvemos no IPEDF e que permite ao gestor público embasar suas políticas e ações para melhorar a questão ambiental em nossa cidade e em nosso território”, destacou. Já o diretor de Estudos e Políticas Ambientais e Territoriais do IPEDF, Werner Vieira, ressalta que os resultados do ISU/DF refletem um trabalho coletivo da população e do governo. “É preciso manter o monitoramento contínuo dos indicadores para avaliar a eficácia das ações e garantir um futuro mais verde para o DF. A população deve ser a grande parceira do governo, compreendendo que seus hábitos cotidianos têm impacto direto no meio ambiente. Pequenas atitudes, como a redução do consumo de água e energia, fazem a diferença. Precisamos abraçar a cidadania ambiental, entendendo que a sustentabilidade começa em cada um de nós. O futuro do Distrito Federal está em nossas mãos. Juntos, podemos construir uma cidade mais sustentável, resiliente e agradável para todos”, afirmou. Acesse aqui o sumário executivo do estudo e, neste link, o relatório. *Com informações do IPEDF

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Zoológico de Brasília terá programação gratuita neste fim de semana

A equipe do Zoológico de Brasília preparou uma programação especial para toda a família nos dias 26 e 27 deste mês, próximos sábado e domingo. Durante o fim de semana, o público poderá participar de uma programação educativa e recreativa em meio à natureza. Além do domingo, quando a gratuidade é garantida como parte do programa Lazer para Todos, a entrada será gratuita também neste sábado. As atrações incluem apresentações teatrais, tendas de educação ambiental, brinquedos infláveis, pintura de rosto, oferta de algodão-doce e picolé e outras programações pensadas especialmente para as crianças. As atividades serão realizadas entre as 9h e as 16h, com gratuidade para todos. A programação deste fim de semana foi pensada para que as família curtam juntas | Foto: Divulgação/Jardim Zoológico de Brasília [LEIA_TAMBEM] “O Zoológico de Brasília tem o compromisso de oferecer experiências educativas e de lazer para toda a família. Preparamos com muito cuidado essa programação especial para que as crianças e suas famílias possam vivenciar momentos de aprendizado, diversão e conexão com os animais e com a natureza”, explica o diretor-presidente da instituição, Wallison Couto. A iniciativa foi pensada como uma forma de manter o encanto sobre a vida animal e os aprendizados relacionados à educação ambiental que tradicionalmente marcam o mês de julho no Zoológico de Brasília.  *Com informações do Jardim Zoológico

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GDF e Poder Judiciário firmam parceria para o plantio de 70 mil mudas de espécies nativas do Cerrado

Agência Brasília · GDF E PODER JUDICIÁRIO FIRMAM PARCERIA PARA O PLANTIO DE 70 MIL MUDAS DE ESPÉCIES NATIVAS DO CERRADO Nesta terça-feira (15), a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF) participou de solenidade no Tribunal Superior do Trabalho (TST) para tratar da implementação de um Plano de Compensação Ambiental, em cumprimento à Resolução CNJ n° 594/2024. O encontro marca o início de uma parceria estratégica entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e o Poder Judiciário brasileiro, que visa à promoção da descarbonização institucional e à neutralidade de carbono até 2030. "Este acordo representa mais do que o plantio de árvores, é a semeadura de um compromisso duradouro com o Cerrado, com a justiça climática e com as próximas gerações", afirma a vice-governadora Celina Leão | Foto: Divulgação/Sema-DF A parceria prevê o plantio de 70 mil mudas de espécies nativas do Cerrado, dentro de um projeto com duração de quatro anos, que incluirá implantação e manutenção dos plantios de recuperação. A ação está inserida no Plano de Logística Sustentável do TST/CSJT e será um importante passo para a recuperação ambiental de áreas degradadas, com impacto direto na conservação da biodiversidade do bioma Cerrado. A iniciativa integra o Programa Justiça Carbono Zero, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e representa um marco ambiental para o país. Em atenção às diretrizes da Resolução, o TST, o Ministério Público do Trabalho da 10ª Região e o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região formalizaram a proposta de cooperação com o GDF para viabilizar ações concretas de recomposição florestal no território do Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]“Firmar esta parceria é avançar com responsabilidade rumo a um futuro mais sustentável. O Governo do Distrito Federal tem compromisso com ações concretas de recomposição ambiental e se orgulha de unir esforços com o Poder Judiciário e o Ministério Público no âmbito do Programa Justiça Carbono Zero. A formalização dessa cooperação atende à Resolução CNJ nº 594/2024 e estabelece diretrizes claras para a aplicação de recursos destinados à execução do Plano de Descarbonização do Tribunal Superior do Trabalho, com foco na recuperação de áreas degradadas no território do Distrito Federal", afirma a vice-governadora Celina Leão. "Este acordo representa mais do que o plantio de árvores, é a semeadura de um compromisso duradouro com o Cerrado, com a justiça climática e com as próximas gerações. Serão 70 mil mudas nativas plantadas ao longo de quatro anos, em um projeto que alia preservação, técnica e cooperação. Proteger o Cerrado é preservar a nossa identidade. Ao lado de instituições que compartilham esse propósito, mostramos que o diálogo interinstitucional é capaz de gerar soluções reais. Brasília reafirma, assim, sua vocação como capital que integra desenvolvimento, responsabilidade ambiental e inovação no serviço público”, acrescenta Celina. O secretário do Meio Ambiente do DF, Gutemberg Gomes, reforçou o papel estratégico da ação para a agenda climática local. "A implementação do Plano de Compensação Ambiental no âmbito do Programa Justiça Carbono Zero demonstra que o meio ambiente está no centro das decisões institucionais. Com o plantio de mais de 70 mil mudas de espécies nativas do Cerrado, damos mais um passo firme rumo à restauração ecológica e à mitigação dos efeitos da mudança climática no DF", declarou. *Com informações da Sema-DF

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