Governadora assina decreto que regulamenta a Política de Boas Práticas Agropecuárias
O Distrito Federal deu um novo passo para reforçar a segurança alimentar com o decreto que regulamenta a Política de Boas Práticas Agropecuárias (BPA) e amplia o controle de qualidade dos alimentos produzidos no campo. O programa alcança cerca de 200 produtores anualmente. O documento foi assinado pela governadora Celina Leão, nesta sexta-feira (22), durante a AgroBrasília. Agricultor em meio a plantação: novo decreto incentiva boas práticas em toda a cadeia produtiva | Foto: Arquivo/Agência Brasília “A gente sabe que o agronegócio hoje no Brasil é aquilo que move a economia. Não é fácil empreender no Brasil. Um governo precisa dar todas as condições necessárias, e o nosso governo tem feito isso, tem cuidado das pessoas no campo” Celina Leão, governadora O novo decreto, que substitui a regulamentação anterior, revoga o Decreto nº 42.584/2021 e traz uma abordagem mais ampla para incentivar boas práticas em toda a cadeia produtiva agropecuária do DF. “A gente sabe que o agronegócio hoje no Brasil é aquilo que move a economia. Não é fácil empreender no Brasil. Um governo precisa dar todas as condições necessárias, e o nosso governo tem feito isso, tem cuidado das pessoas no campo”, destacou a governadora. O programa é executado de forma integrada por órgãos como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF (Emater-DF), Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa-DF), Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Visa-DF) e o Banco de Brasília (BRB), reforçando a articulação entre produção, fiscalização e comercialização. Entre os principais objetivos do BPA estão a produção de alimentos mais seguros, a melhoria das condições sanitárias nas propriedades, a conservação ambiental, o uso racional da água e do solo, o bem-estar animal e a rastreabilidade dos produtos. “É uma garantia de qualidade desses produtos, adequação ambiental e o produtor vai poder também acessar, com o BPA, uma linha de financiamento chamada ABC+, agricultura de baixo carbono, com juros mais baixos, mais adequados, mostrando que tem uma qualidade e uma adequação ambiental”, enfatizou o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno. Novas medidas vão valorizar a produção rural do Distrito Federal Editais da Emater-DF Também nesta sexta-feira (22), a Emater-DF lançou dois editais voltados à valorização da produção rural do Distrito Federal. Um deles seleciona produtores para integrar a segunda edição do catálogo bilíngue Conexões e Experiências: Turismo, Histórias e Produtos do Campo que Encantam, enquanto o outro cria o projeto Do Agro a Você, iniciativa que vai identificar e fortalecer produtos produzidos no DF por meio de um selo próprio. O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou que as iniciativas devem ampliar a visibilidade da produção local e fortalecer a renda das famílias do campo. “O selo Do Agro a Você vai identificar e valorizar os produtos produzidos aqui no Distrito Federal. Com isso, vamos aumentar as vendas, melhorar a renda das famílias e fortalecer ainda mais a produção rural do DF”, afirmou. Feira agrícola [LEIA_TAMBEM]Com apoio do GDF, a AgroBrasília ocorre até este sábado (23), no PAD-DF, no Paranoá. O evento de negócios e tecnologia é voltado a empreendedores rurais de diferentes portes e segmentos e feito pela Cooperativa Agropecuária da Região do Distrito Federal (Coopa-DF). A feira funciona como uma grande vitrine de inovações, com destaque para negócios focados em maquinários, insumos, sustentabilidade, genética animal e vegetal, além de debates e palestras sobre o setor produtivo. Durante a visita à AgroBrasília, Celina Leão também anunciou mudanças no Fundo de Desenvolvimento Rural, entregou cinco licenças ambientais, lançou edital para regularização fundiária de 182 imóveis rurais e assinou o decreto que regulamenta o Programa Reflorestar. Além disso, a feira também foi palco da assinatura simbólica de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Pecuária (Seagri-DF) e a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), iniciativa que fortalece a defesa agropecuária e amplia a integração sanitária entre o Distrito Federal e Goiás. “Essa é uma feira que movimenta mais de R$ 5 bilhões em negócios, tem uma presença maciça do DF aqui, com os nossos órgãos, nossas secretarias dando apoio, fomento e investimento para que as pessoas tenham a oportunidade de expor seus produtos, seus projetos”, enfatizou a governadora.
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Representantes do Ministério da Saúde de Portugal visitam UBS 1 do Lago Norte
Representantes do Ministério da Saúde de Portugal estiveram na Unidade Básica de Saúde (UBS) 1 do Lago Norte, na sexta-feira (8), para conhecer o Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico (Hamb) desenvolvido no local. O projeto da Secretaria de Saúde (SES-DF), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, possui 42 hortos, cujo foco está nos cuidados com a saúde, na segurança alimentar e na integração da comunidade. Servidores dos ministérios brasileiros da Saúde e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome também acompanharam a visita. "Foi uma experiência enriquecedora porque, de fato, percebe-se que a unidade envolve a comunidade em um conjunto de atividades que promovem a saúde como um todo. E a rede deve realmente ter espaços de promoção da saúde, não só de tratamento de doenças", avalia a representante do Ministério da Saúde de Portugal, Maria João Gregório. Árvores frutíferas e ervas medicinais estão entre as dezenas de espécies cultivadas no horto | Fotos: Arquivo/Agência Saúde DF Do lixo à inovação No passado, o espaço chegou a acumular lixo e hoje abriga dezenas de espécies de vegetais, incluindo árvores frutíferas e ervas medicinais. Parte da produção dos hortos também é enviada às duas Farmácias Vivas da SES-DF, que produzem medicamentos fitoterápicos. O desenvolvimento desses locais envolve, ainda, a capacitação de servidores integrantes do projeto. [LEIA_TAMBEM] Chefe de gabinete da Subsecretaria de Atenção Integral à Saúde da SES-DF, Lina Alencar destaca a integração dos 42 Hambs aos demais serviços oferecidos à população. "Os hortos representam, além do cuidado com a terra, plantas e ambiente laboral, um cuidado à pessoa, à saúde mental. É uma interface entre o profissional e a coletividade, entre o serviço de saúde e a comunidade", explica. A gestora também lembrou que a iniciativa já foi reconhecida como experiência bem-sucedida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). *Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
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Rede de Hortos Agroflorestais do DF recebe visita de órgão da ONU
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB) do Distrito Federal, instalada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto, recebeu a visita de um organismo internacional na última quinta-feira (5). Em meio à 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (Larc 39), a iniciativa da Secretaria de Saúde (SES-DF) despertou o interesse de autoridades estrangeiras. Marcos Trajano, gerente de Práticas Integrativas da Secretaria de Saúde: "A rede de hortos é a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo" | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF O serviço da rede pública é reconhecido como uma experiência bem-sucedida na área de segurança alimentar e nutricional. Segundo a vice-presidente do Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA), Jhenifer Mojica, e a secretária do CSA, Chiara Cirulli, os hortos eram justamente o exemplo que procuravam para apresentar ao mundo. "Estamos buscando ser mais concretos em nossas propostas. Por isso, queremos exemplos que mostrem que as recomendações de políticas não são abstratas, mas sim ações que já existem e que podem ser replicadas", afirma Cirulli. [LEIA_TAMBEM]A 39ª edição da Conferência Regional da FAO ocorreu ao longo da semana, entre os dias 2 e 6 de março, no Palácio do Itamaraty. O CSA é a principal plataforma internacional e intergovernamental na área de segurança alimentar e nutrição, responsável por desenvolver e endossar recomendações científicas e orientações políticas. Projeção internacional Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde (PIS) da SES-DF, Marcos Trajano, o interesse demonstrado pelo órgão da FAO representa mais do que o reconhecimento da RHAMB como uma prática bem-sucedida: "É a projeção de uma contribuição da pasta para o mundo". A RHAMB foi instituída por meio da Portaria nº 137, de 15 de abril de 2025. A iniciativa promove o cultivo comunitário de plantas para a melhoria dos serviços de saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. O monitoramento é de responsabilidade da Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis). Desde 2018, já foram implementadas quase 40 unidades e capacitados mais de cem profissionais da rede pública do DF. A expansão é fruto de parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Público de restaurantes comunitários tem tempo de espera reduzido nas filas
A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) tem investido em ações para reduzir as filas e tempo de espera de atendimento nos restaurantes comunitários. Entre as medidas, estão o aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições e de balcões de atendimento, além do cadastramento dos frequentadores — que recebem um tíquete de identificação prévia. Tempo de espera médio tem sido de pouco mais de 20 minutos nos restaurantes onde a medida já foi implementada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília “Nós acompanhamos diariamente junto às equipes dos restaurantes o andamento das filas para evitar que o tempo de espera seja maior que o normal para os frequentadores, mas é claro que a procura aumenta em dias de cardápios específicos, como na terça-feira, em que é servido o frango assado, e na sexta-feira, com a feijoada; por isso estamos implementando essas ações que vão qualificar o atendimento”, explica a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Nas unidades em que a medida já foi implementada, como no restaurante de Sobradinho, o tempo de espera na fila é em média de 21 minutos, prazo dentro da Lei nº 2.529/2000, que estabelece o máximo de 30 minutos para o atendimento. “A ideia é que o tempo de espera diminua gradualmente de acordo com o cadastramento e implementação do sistema”, complementa a secretária. 17 milhões Total de refeições servidas pelos restaurantes comunitários do DF em 2025 Atualmente, os restaurantes de Santa Maria, Itapoã, Paranoá e Sobradinho já possuem o tíquete implementado e em funcionamento. A meta é que todos os 18 restaurantes comunitários do Distrito Federal sejam contemplados com o sistema. “É importante destacar que o cadastro não tem a finalidade de impor qualquer restrição ao cidadão que queira utilizar o restaurante comunitário; é uma medida que vai agilizar o atendimento, além de trazer mais segurança para a unidade, porque essa identificação inibe a entrada de pessoas que tenham objetivos diferentes que não sejam os de se alimentar”, resume a titular da Sedes-DF. O aumento do número de caixas para venda das fichas das refeições e de balcões de atendimento também foi uma demanda identificada pelas equipes da Sedes-DF para qualificar o atendimento. “Como estamos implementando o tíquete, muitas pessoas ainda não sabem que têm que fornecer o CPF”, relata a diretora de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da secretaria, Karen Moreno. “Muitas vezes, o cidadão chega na hora, vai procurar o CPF e isso acaba demorando um pouco”. Combate à fome [LEIA_TAMBEM]Desde 2019, a Sedes-DF tem ampliado o alcance dos restaurantes para a população. Além da inauguração de quatro unidades, 15 dos 18 restaurantes passaram a servir as três refeições diárias: café da manhã (R$ 0,50), almoço (R$ 1) e jantar (R$ 0,50), com abertura todos os dias, incluindo domingos e feriados. A medida possibilitou a este Governo do Distrito Federal (GDF) oferecer 17 milhões de refeições nos restaurantes em 2025, o que contribuiu para o DF ficar em primeiro lugar no ranking nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome. “A procura com certeza aumentaria, por isso estamos atentos para sempre aprimorar o serviço”, pontua a secretária de Desenvolvimento Social. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social
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Restaurantes comunitários ampliam acesso à alimentação no DF
Os restaurantes comunitários se consolidaram como ponto de apoio diário para quem precisa garantir as principais refeições do dia, como a dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento, de 41 anos, que sempre almoça na unidade do Sol Nascente com a neta. Antes em situação de rua e hoje com um teto para chamar de seu, por meio do programa Morar Bem, implementado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ela relembra o período difícil e associa a mudança de vida ao acesso à moradia e à alimentação. “Tinha dia que a gente nem comia. Hoje a gente pode ter o prazer, o orgulho de dizer assim: vou levantar e tomar um café. Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço. É quase grátis, você não compra nem uma balinha com 50 centavos. Aqui você toma café da manhã com fruta, café, um pãozinho com queijo, é uma maravilha, eu só tenho a agradecer. Eu ganhei até uns quilinhos”, contou, com bom humor. A neta de 8 anos, Sophia Sousa Nascimento, também elogia a comida do restaurante e tem até seu prato favorito: strogonoff. “A comida é muito boa, a gente sai satisfeito daqui”, completou. O Distrito Federal tem 17 restaurantes comunitários em funcionamento; cada um deles serve, por dia, uma média de 2,7 mil refeições | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília A unidade integra a rede de 17 restaurantes em funcionamento no Distrito Federal, que servem, por dia, uma média de 2,7 mil refeições cada. Apenas em janeiro foram mais de 1,4 milhão de refeições e, em 2025, o total chegou a 16,9 milhões, sendo 1,9 milhão destinado à população em situação de rua. O investimento anual do GDF na rede é em torno de R$ 96 milhões. A refeição, que chegou a custar R$ 3 em 2015 e R$ 2 em 2016, hoje é oferecida ao preço de R$ 1. Outro avanço foi a ampliação do cardápio e do atendimento dos espaços. Atualmente, 13 restaurantes comunitários funcionam de domingo a domingo, incluindo feriados, com a oferta de café da manhã e jantar pelo valor de R$ 0,50 cada. Nessas unidades, a população tem acesso a três refeições pelo total de apenas R$ 2. Atualmente, o café da manhã, o almoço e o jantar são servidos em Arniqueira, Brazlândia, Gama, Itapoã, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia (Rorizão), Santa Maria, Sobradinho, Sol Nascente/Pôr do Sol e Varjão. Os espaços Ceilândia (DJ Jamaika), Estrutural e Sol Nascente servem café da manhã e almoço. Os cardápios podem ser acessados neste site. A dona de casa Maurícia Barbosa Nascimento sempre almoça no Restaurante Comunitário do Sol Nascente: "Eu sou muito grata, porque em nenhum outro lugar você acha uma refeição dessa por esse preço. É quase grátis" Desde 2019, foram inaugurados quatro restaurantes comunitários, localizados em Samambaia Expansão, Sol Nascente/Pôr do Sol, Arniqueira e Varjão. Outros espaços foram reformados com o objetivo de aprimorar a estrutura e melhor receber a população, com reparos executados nas unidades de Sobradinho, Gama, Paranoá, Santa Maria, Samambaia e Planaltina. Atualmente, os serviços estão em andamento no equipamento da Estrutural. A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, declarou que o combate à fome é uma prioridade do GDF, apontando a redução dos valores das refeições, a inauguração e ampliação de unidades, além das reformas, como ações práticas de atenção ao tema. “Todo esse empenho foi premiado com o primeiro lugar nacional do Selo Betinho de ações de combate à fome, que é o reconhecimento de trabalho e investimento consistentes para os que mais precisam", destacou. Ao lado do esposo, Telma Moreira da Silva frequenta regularmente a unidade do Sol Nascente: "A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível" Mudança de verdade Na visão da comunidade, a mudança é prática, com as refeições principais garantidas: mesmo com o bolso vazio, o estômago estará cheio. O pedreiro José Estácio Filho, 55, frequenta o Restaurante Comunitário do Sol Nascente todos os dias desde que a unidade foi inaugurada na região, há três anos. Ele conta que o espaço faz parte da sobrevivência dele e de outros moradores da cidade. “Funciona de domingo a domingo, tem café da manhã, almoço e jantar. O atendimento é maravilhoso, uma atenção completa para a gente. E a comida é uma delícia”, destacou. A esposa de José, Telma Moreira da Silva, 46, observa a mudança de realidade de quem chega ao local, muitas vezes sem ter o que comer em casa. Para a dona de casa, o restaurante representa uma alternativa segura e acessível. “A comida é boa, feita por nutricionistas, saudável, leve, com um preço bom e acessível. Tanta gente que não tem o que comer vem aqui, come e sai satisfeita”, observou. Morando há um ano na região após receber habitação pelo programa do GDF Morar Bem, a dona de casa Jacqueline de Santana Ribeira, 48, passou a incluir o restaurante na rotina da família. Ela diz que a refeição ajuda a equilibrar o orçamento: “A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico. Tomamos café da manhã, almoçamos e ainda levo marmita. Alimenta toda a família com qualidade”. Jacqueline de Santana Ribeira, dona de casa: "A maioria dos dias a gente vem almoçar aqui, porque além de ser uma refeição completa, é econômico" Atenção aos mais vulneráveis Mesmo para aqueles que não conseguem pagar os R$ 2 que englobam as três refeições, há um cadastro que atende aqueles em vulnerabilidade social. Com o objetivo de alcançar ainda mais pessoas, durante a pandemia de 2020 o governo garantiu o direito à alimentação sem custo nas unidades para a população em situação de rua. O número de refeições servidas a esse público subiu de 200 mil em 2021 para 1,2 milhão em 2024. Até abril de 2025 foram servidas mais de 550 mil refeições para pessoas em situação de rua. Hoje, as pessoas em vulnerabilidade social podem ter acesso a qualquer uma das refeições disponíveis nos restaurantes comunitários de forma gratuita. [LEIA_TAMBEM]Em 2025, os 18 restaurantes comunitários ofereceram mais de 17 milhões de refeições — cerca de 3 milhões a mais que no ano passado e mais que o dobro do total registrado em 2019. Em 2024, foram ofertadas 14 milhões de refeições, enquanto em 2019 foram 6,55 milhões de pratos. Todos os equipamentos estão sob gestão da Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan). Líder comunitário e gerente da unidade do Sol Nascente, Márcio Oliveira acompanha o funcionamento do espaço e o perfil das famílias atendidas. Ele afirma que o restaurante é parte essencial da rede de proteção social na região: “É uma ferramenta nesse sentido, eu classifico ele até como a vida da população, porque se você não se alimenta, você não tem vida, não tem saúde. Esse equipamento trouxe o direito à alimentação nesses três anos de existência e a gente, como liderança comunitária, percebe isso no dia a dia das famílias. A população está mais feliz, com mais gratidão. É uma política pública muito essencial para as periferias do Distrito Federal”.
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Refeições gratuitas: restaurantes comunitários reforçam segurança alimentar para pessoas em situação de vulnerabilidade no DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) vem fortalecendo a segurança alimentar e nutricional na capital por meio dos restaurantes comunitários. Desde 2019, a política pública foi reforçada com a inauguração de novas unidades, a ampliação do número de refeições e dos dias de atendimento e a redução do valor do almoço, que passou de R$ 3 para R$ 1. Já em 2020, as pessoas em situação de rua passaram a ter direito à gratuidade nas refeições servidas. Em 2025, mais de 1.800.000 refeições gratuitas foram fornecidas pelos restaurantes comunitários do DF a pessoas em situação de rua | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília O secretário-chefe da Casa Civil e coordenador do plano distrital, Gustavo Rocha, citou a gratuidade e o volume de refeições oferecidas como parte da estratégia de segurança alimentar. “O governador Ibaneis Rocha determinou que a alimentação para essas pessoas no restaurante comunitário é gratuita. Só neste ano passado a gente forneceu para essas pessoas mais de 1.800.000 refeições. É justamente para que essas pessoas tenham condições de se alimentar, tenham a sua segurança alimentar e possam seguir com o seu dia a dia, pelo menos, alimentadas.” A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, relacionou a política de segurança alimentar ao combate à fome e ao acesso regular a refeições. “Quando a gente fala de segurança alimentar e nutricional, nós estamos falando do combate à fome e é o que eu digo, ninguém com fome pensa direito. Então, a primeira coisa que a gente precisa fazer é alimentar bem todas as pessoas que estão aqui no Distrito Federal.” Ela também ressaltou a trajetória dos restaurantes comunitários e a manutenção do valor atual das refeições. “Os restaurantes comunitários já faziam de alguma forma esse trabalho com um preço simbólico, mas é importante sempre colocar que governos anteriores aumentaram esse valor para R$ 3. Hoje, o almoço continua sendo R$ 1.” “Independente do dia, aqui eu tenho minha refeição garantida” Frequentador do Restaurante Comunitário de Ceilândia, Rafael Bruno de Oliveira acompanhou de perto as mudanças no serviço ao longo dos anos. “Eu venho aqui desde 2014. Naquela época era só o almoço. Hoje tem café da manhã, tem jantar também. O cardápio muda todo dia: peixe, feijoada, costelinha de porco, costela bovina. A comida melhorou bastante. Eu gosto demais da comida daqui.” O local serve cerca de 600 refeições gratuitas por dia a pessoas em situação de vulnerabilidade. Rafael relata que vive em situação de vulnerabilidade após perder os pais e romper vínculos familiares. “Eu perdi meus pais muito cedo e a minha família não me aceitou em casa pela minha orientação sexual.” Para ele, a gratuidade ajuda a assegurar a alimentação diária. “Um almoço de R$ 1 é barato, mas nem todo dia a gente consegue R$ 1 para comer. Independentemente do dia, aqui eu tenho minha refeição garantida. De segunda a sábado eu como aqui. Se eu tivesse que correr atrás de comida todo dia, ia ser bem mais difícil”, explica. Rafael Bruno de Oliveira: "Eu venho aqui desde 2014. Naquela época era só o almoço. Hoje tem café da manhã, tem jantar também. Eu gosto demais da comida daqui" “Eu trabalho com reciclagem, mas nem todo dia a rua está rica de lata. Tem dia que você consegue algum dinheiro, tem dia que não consegue quase nada. Não é um dinheiro certo. Por isso eu ainda não consegui alugar uma casa. Saber que todo dia você vai comer já é muita coisa”, acrescenta. Jaílson Santos Gonçalves frequenta o restaurante comunitário há cerca de cinco anos. Ele conta que passou a viver em situação de vulnerabilidade após problemas com drogas e rompimento familiar. “Foi problema com drogas. Depois disso, a família não aceita. Aí eu fui morar na rua.” O acesso às refeições gratuitas veio após atendimento no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). “Eu fui no Cras, expliquei a minha situação, eles fizeram a ficha e me deram o encaminhamento. A partir daí eu comecei a almoçar aqui de graça.” Jaílson Santos Gonçalves, frequentador do restaurante comunitário há cerca de cinco anos: "Saber que você não vai passar fome muda muita coisa" Para Jaílson, ter a alimentação assegurada traz tranquilidade. “Antes, eu acordava e não tinha café da manhã, não tinha almoço. Hoje eu sei que vou acordar e vou ter o meu alimento. Isso me deixa mais tranquilo. Teve época que eu tomava café da manhã, almoçava e pegava a janta aqui. Saber que você não vai passar fome muda muita coisa. Hoje eu estou tentando mudar. Já faz quase um mês que eu estou sem usar drogas. Estou tirando meus documentos, um passo de cada vez.” Ele resume o impacto do serviço de forma direta. “Mesmo sendo de graça, é uma grande coisa. Saber que todo dia você vai comer já é muita coisa para quem vive na rua.” [LEIA_TAMBEM]Crescimento no número de refeições servidas Veja a seguir o número de refeições servidas pelos restaurantes comunitários nos últimos anos: • 2021: 99.922; • 2022: 320.175; • 2023: 628.910; • 2024: 1.111.253; • 2025: 1.724.871 (até o final de novembro); • Previsão total para 2025: 1.881.677.
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Programa Brasília Verde fortalece a segurança alimentar e leva saúde e sustentabilidade às cidades do DF
Não é só na área rural que a Emater-DF está presente. Por meio do Programa Brasília Verde de Agricultura Urbana, a empresa tem fortalecido ações no Distrito Federal e ampliado o acesso à segurança alimentar. Em 2025, foram 164 unidades atendidas com insumos — das quais 94 escolas e creches, 26 instituições sem fins lucrativos e 11 unidades vinculadas à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) — quatro do sistema penitenciário e sete do sistema socioeducativo — e 33 unidades de saúde e socioassistenciais. São diversas hortas agroecológicas comunitárias, escolares, medicinais e terapêuticas que têm levado segurança alimentar e nutricional a milhares de pessoas no Distrito Federal. O programa também investe em infraestrutura sustentável: 21 escolas da rede pública receberam sistemas de captação de águas das chuvas, uma forma sustentável de reutilização da água e também de disseminar educação ambiental entre crianças e adolescentes. Ao todo, foram investidos R$ 350 mil nas hortas urbanas e R$ 233 mil em captação de águas pluviais. Outro R$ 1,4 milhão foi investido na aquisição de 714 kits de insumos, distribuídos ao longo do ano a famílias rurais, com o objetivo de fortalecer e ampliar a produção no campo. Uma das hortas medicinais apoiadas pela Emater-DF está na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 do Guará. A farmacêutica Rosane Lopes, responsável pelo espaço, conta que o “horto”, como é chamado, foi inaugurado em fevereiro de 2025. “Fizemos um curso de horticultura urbana, ministrado pelo Instituto Arapoti [ONG] e, com apoio da Emater-DF, Fundação Oswaldo Cruz e Embrapa, implantamos o espaço”, relata. “Temos abóbora, couve, berinjela, capim-limão, pimenta-de-cheiro, citronela, hortelã... É muita coisa”, comemora a farmacêutica Rosane Lopes | Fotos: Divulgação/Emater-DF São mais de 80 espécies de plantas num sistema de agrofloresta. “Temos abóbora, couve, berinjela, capim-limão, pimenta-de-cheiro, citronela, hortelã... É muita coisa”, comemora Rosane. As hortaliças e frutas são destinadas à comunidade atendida pela UBS, com colheitas todas as quintas-feiras. Rosane Lopes informa ainda que a Secretaria de Saúde (SES-DF) implantou, em abril de 2025, a Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais Biodinâmicos (Rhamb). “Trata-se de uma estratégia de saúde da família que reforça vínculos e amizades, promove a integração entre os pacientes e ajuda a construir um ambiente mais saudável, o que ajuda no acompanhamento e tratamento das pessoas atendidas na UBS”, explica a farmacêutica. Mario Moriani, morador do Guará, é voluntário na horta. “Trabalhar aqui me deu a oportunidade de plantar muitas coisas, faz parte do meu projeto de vida. Me sinto conectado à terra, é uma ação que envolve o lado emocional, o lado espiritual e me conforta saber que estou produzindo alimentos orgânicos e de qualidade para a comunidade”, comemora. O engenheiro-agrônomo Rogério Lucio Vianna Filho, gerente de Agricultura Urbana da Emater-DF, explica que o programa Brasília Verde não se resume a incentivar a produção e consumo de alimentos de qualidade. “Também propomos a adoção de tecnologias sustentáveis e de baixo custo, como captação de águas da chuva e aproveitamento de resíduos orgânicos para fabricação de bioinsumos e compostagem”, relata. Ao todo, foram investidos R$ 350 mil nas hortas urbanas e R$ 233 mil em captação de águas pluviais Rogério Lúcio acrescenta que o programa tem uma importância social, na medida que atende a pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Sabemos que os alimentos de qualidade, especialmente os orgânicos, são menos acessíveis a parte da população, especialmente aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Nosso foco é levar segurança alimentar e nutricional, qualidade de vida e bem-estar por meio de uma alimentação segura para essas pessoas”, conclui o extensionista da Emater-DF. Escola-modelo Apesar de estar localizada na área rural, a Escola Classe (EC) da Jibóia, em Ceilândia, foi beneficiada com sistemas de captação de águas pluviais, energia fotovoltaica, horta pedagógica e fossa biodigestora. “O projeto já está todo instalado e pode servir de modelo para outras escolas da rede oficial”, informa Tiago Leite, técnico que também atua na Gerência de Agricultura Urbana da Emater-DF. A Escola Classe da Jiboia atende a cerca de 80 estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. De acordo com Tiago Leite, o programa Brasília Verde é executado por meio de recursos de emendas parlamentares, que viabilizam o trabalho da empresa em áreas urbanas e também periurbanas. *Com informações da Emater-DF
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GDF libera R$ 42 milhões para pagamento do Cartão Prato Cheio e do DF Social
A Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) liberou, nesta terça-feira (6), R$ 42,6 milhões para o pagamento do Cartão Prato Cheio e do DF Social. A maior parte desse montante, R$ 32,2 milhões, foi investida no Cartão Prato Cheio, com crédito de R$ 250, utilizado para a compra de alimentos. O auxílio é pago em um ciclo de 18 parcelas para 130 mil famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional. Para o pagamento do DF Social, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu R$ 10,4 milhões, beneficiando 70 mil famílias. Entre os contemplados pelo programa, 1.773 famílias abriram contas sociais digitais para receber o benefício mensal. [LEIA_TAMBEM]“O Cartão Prato Cheio e o DF Social são benefícios que combatem a fome e a pobreza. Estou na secretaria desde 2019, e essa luta sempre foi nossa ideia fixa. Hoje, somos referência nesses temas, com premiações nacionais sérias, como o Selo Betinho e o ranking nacional de sustentabilidade social. Quem ganha é a população mais vulnerável do Distrito Federal”, pontuou a titular da Sedes, Ana Paula Marra. Consulta A consulta para retirada dos cartões nas agências do Banco de Brasília (BRB) pode ser feita no site do GDF Social. No portal, o cidadão obtém informações sobre a agência do BRB onde deverá retirar o cartão, mediante busca pelo nome do titular do auxílio e apresentação de documento oficial com foto e CPF. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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Restaurantes Comunitários do DF inspiram boas práticas de outros estados
Os restaurantes comunitários do Distrito Federal servem de inspiração a governantes de outros estados como política de segurança alimentar. O Restaurante Comunitário do Varjão, por exemplo, recebeu durante a ação do Nosso Natal, na última quarta-feira (17), representantes de Pernambuco, Santa Catarina, Paraná e do Conselho Federal de Nutrição (CFN) para troca de experiências e boas práticas de programas de combate à fome do Distrito Federal. A comitiva conheceu as estruturas e o funcionamento do restaurante comunitário, onde foi apresentado o modelo de boas práticas de segurança alimentar e nutricional, referência para outras políticas públicas do país. A unidade é gerida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF). Márcia Ribeiro, secretária-executiva de Segurança Alimentar da prefeitura de Recife, relatou sua experiência durante a visita. “É um restaurante com uma estrutura maravilhosa, a gente na realidade se inspira muito na experiência dos restaurantes comunitários do Distrito Federal para implantar também essa iniciativa em Recife. Chegamos no dia ideal, ver todas estas pessoas, famílias inteiras, tendo essa oportunidade de consumir uma comida de Natal, isso é fantástico”, enalteceu Márcia. A comitiva conheceu as estruturas e o funcionamento do Restaurante Comunitário, onde foi apresentado o modelo de boas práticas de segurança alimentar e nutricional, referência para outras políticas públicas do país | Foto: Divulgação/Sedes-DF A comitiva veio a Brasília para participar do prêmio Brasil Sem Fome, organizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O Governo do Distrito Federal (GDF) foi destaque com duas ações de combate à fome e promoção da segurança alimentar e nutricional. “Isso só confirma que o governador Ibaneis Rocha é uma liderança nacional no combate à fome, além de enaltecer o trabalho que temos feito neste período em que estou na secretaria. A gente vê a evolução, mas quando outros estados e instâncias reconhecem e levam como referência, temos a certeza de que a população está bem assistida”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Cartão Prato Cheio Os representantes também estiveram no edifício-sede da Secretaria para reunião na Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan), onde conheceram mais sobre o programa Cartão Prato Cheio. O benefício que atende 130 mil famílias com 18 parcelas mensais de R$ 250 para compra de alimentos é referência nacional e foi uma das ações que contribuíram para o primeiro lugar do DF no Selo Betinho de ações de combate à fome. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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GDF lança banco de alimentos e amplia combate à fome na capital
Para muitas famílias em situação de vulnerabilidade no Distrito Federal, o acesso regular e direto a alimentos frescos e nutritivos está mais perto de se tornar realidade graças ao programa Todos Contra a Fome, lançado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) nesta segunda-feira (17), na Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). Com o novo banco de alimentos, a instituição prevê investir, inicialmente, R$ 50 mil na compra de produtos de aproximadamente 600 agricultores familiares cadastrados. “Quando a deputada Jaqueline Silva nos levou esse projeto, eu, na mesma hora, abracei a causa porque isso é importantíssimo. Além do que a gente fornece de assistência social, com os cartões e benefícios e o apoio aos pequenos agricultores, esse complemento que vem do banco de alimentos é muito importante porque ele fornece o que a gente chama de cesta verde, que alimenta e complementa nutricionalmente as nossas famílias”, defendeu Ibaneis Rocha. O GDF lançou nesta segunda (17) o programa Todos Contra a Fome, que pretende ampliar o acesso de famílias em situação de vulnerabilidade a alimentos frescos e nutritivos | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília A iniciativa inaugura uma nova fase da política de segurança alimentar na capital federal. Com o novo modelo, será possível ampliar a distribuição de alimentos, fortalecer a agricultura familiar e melhorar a logística de arrecadação e entrega às entidades socioassistenciais. Hoje, o banco de alimentos tem mais de 400 instituições cadastradas, mas, por limitações estruturais, atende somente 150. A meta agora é alcançar todas. Presente na solenidade, a vice-governadora Celina Leão destacou que essa ação faz parte da política pública adotada para atender famílias em situação de vulnerabilidade: “Criamos um governo que trabalha com um ecossistema social que parte do campo para as pessoas que mais precisam da agricultura familiar. Essa é uma gestão eficiente e sensível para quem realmente precisa do nosso apoio. Nessa cidade, ninguém pode passar fome. E estamos trabalhando para isso. A criação do novo banco de alimentos, dentro do Todos Contra a Fome, é um marco para a nossa política de segurança alimentar. É o governo garantindo a compra da agricultura familiar e expandindo, de forma estratégica, nossa capacidade de levar dignidade e alimento a um número muito maior de famílias e entidades no Distrito Federal, cuidando de quem mais precisa”. O novo banco de alimentos será operado por uma organização da sociedade civil de interesse público (Oscip), responsável por gerenciar cadastros, editar chamadas de compra e organizar a logística dos alimentos. Agora, pequenos produtores poderão vender parte da produção ao governo e continuar doando outra parcela. “Só mediante doação não estava sendo o suficiente. Esse programa é inédito no Brasil. Somos a primeira Ceasa a ter uma Oscip com esse objetivo”, disse o diretor-presidente da Ceasa-DF, Bruno Sena Rodrigues. A estimativa inicial é de que cerca de 25 produtores participem das primeiras entregas, com compras feitas a cada dois meses. “A Ceasa vai começar investindo R$ 50 mil por mês na compra da produção da agricultura familiar. Temos nutricionistas que vão apontar a sazonalidade dos produtos e vão lançar a dieta de dois em dois meses. A ideia é colocar a Ceasa como um grande potencial de combate à insegurança alimentar no Distrito Federal”, acrescentou Bruno Sena. Bruno Sena Rodrigues, diretor-presidente da Ceasa-DF: "A ideia é colocar a Ceasa como um grande potencial de combate à insegurança alimentar no Distrito Federal" No campo, pequenos produtores vislumbram uma fonte de renda contínua e a segurança de ver sua produção chegar a quem mais precisa, como é o caso da agricultora familiar Cleunice Bezerra de Magalhães, de 70 anos. Com uma propriedade em Sobradinho, onde cultiva maracujá, baunilha e pepino, ela conta que o novo modelo de compra direta dá estabilidade e reconhecimento ao trabalho que exerce. “Esse programa vem nos ajudar a escoar nossos produtos e aumentar a nossa renda. Além disso, nos fortalece como produtoras mulheres”, disse. Cleunice afirma estar vivendo um período especial: “A gente tá sendo muito reconhecido nesses últimos tempos. Isso está nos dando força, principalmente para nós mulheres com mais idade.” Para ela, o programa não é apenas uma política pública. “Acabar com a fome é um desafio. A gente tem que trabalhar mesmo, temos de fazer alguma coisa. Eu me sinto gratificada de saber que estamos colaborando com a sociedade”, completou. Cleunice Bezerra de Magalhães comemora o lançamento do Todos Contra a Fome: "Esse programa vem nos ajudar a escoar nossos produtos e aumentar a nossa renda. Além disso, nos fortalece como produtoras mulheres" Mais investimentos e reconhecimento para a Ceasa-DF Essa é mais uma das iniciativas traçadas por este GDF para beneficiar os produtores e clientes que frequentam a Centrais de Abastecimento. Somente neste ano, foram destinados aproximadamente R$ 18 milhões em investimentos para a modernização, incluindo reformas estruturais e ações de segurança e intervenções para garantir mais conforto e eficiência às operações realizadas diariamente no local. Os destaques vão para a reabertura do Mercado do Peixe, a construção de três novos pavilhões e melhorias de infraestrutura, como estacionamento gratuito, pista de acesso, rotatória e posto da brigada de incêndio. Segundo o governador Ibaneis Rocha, há mais investimentos previstos para 2026. [LEIA_TAMBEM]“Para o orçamento do ano que vem, vamos destinar mais R$ 20 milhões aqui para a Ceasa. Quando a gente chegar ao final de 2026, todas as estruturas estarão reformadas, dando melhor condição para os produtores e para os comerciantes que aqui estão”, anunciou o chefe do Executivo. Fundada em 1971, a Ceasa-DF é o principal centro de abastecimento de frutas, verduras, legumes e flores do Distrito Federal. O espaço reúne 150 empresas atacadistas e desempenha papel estratégico para a economia local e para a segurança alimentar da população.
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Ações de segurança alimentar no DF ganham novo painel para ampliar transparência
A Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional do Distrito Federal (Caisan-DF) lançou, nesta quarta-feira (15), o Painel de Monitoramento de Indicadores de Segurança Alimentar e Nutricional do DF. Por meio dessa ferramenta, o cidadão terá acesso com transparência a diversos dados e gráficos sobre o andamento de ações ligadas à Política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no DF. Com base nos indicadores definidos no IV Plano Distrital de SAN (2024-2027), o painel reúne e organiza informações estratégicas de monitoramento. O material está disponível no site da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), pasta que coordena a Caisan-DF. “Este novo painel, além de aumentar a transparência, vai facilitar o acompanhamento dos programas e ações intersetoriais da política de segurança alimentar, contribuir para a qualificação da gestão, o fortalecimento da governança e o exercício do controle social no âmbito do DF”, ressalta a presidente da Caisan-DF e secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. Por meio dessa ferramenta, o cidadão terá acesso com transparência a diversos dados e gráficos sobre o andamento de ações ligadas à Política de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no DF | Foto: Divulgação/Sedes-DF A Caisan-DF é formada por representantes das 12 secretarias e entidades da administração pública do setor, que vão alimentar periodicamente o painel. Em evento de lançamento do Painel de Monitoramento de Indicadores de SAN, promovido nesta quarta em comemoração do Dia Mundial da Alimentação, no auditório da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs), a nutricionista da Secretaria de Saúde do DF, Carolina Gama, detalhou como vai funcionar a ferramenta. “O painel inicia com dados sobre a população do DF, sobre índice de vulnerabilidade social, Índice de Gini [mede o grau da desigualdade de renda], sobre o consumo alimentar e o estado nutricional das famílias no DF, segurança hídrica e saneamento básico, por exemplo, sobre produção, onde ficam as feiras livres e orgânicas e finaliza com dados sobre o orçamento de todos os programas e políticas de segurança e nutricional do DF”, explicou a servidora integrante do Grupo de Trabalho de Monitoramento da Caisan-DF. Caisan-DF A Caisan-DF é composta pelas secretarias responsáveis pelas áreas de Segurança Alimentar e Nutricional; Agricultura, Abastecimento e Assistência Técnica e Extensão Rural; Saúde; Educação; Meio Ambiente e Recursos Hídricos; Direitos Humanos; Igualdade Racial; Planejamento e Orçamento; Relações Governamentais e com Movimentos Sociais; Assistência Social; Desenvolvimento Econômico e Sustentável; Assuntos Fundiários. Presidida pelo titular do órgão do Governo do Distrito Federal (GDF) responsável pela Política de Segurança Alimentar e Nutricional, a Caisan-DF é responsável pela elaboração e aprovação do Plano Distrital de SAN (Pdsan), principal instrumento de planejamento, gestão e execução das ações de segurança alimentar e nutricional no Distrito Federal, que estabelece metas para garantir acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade adequadas, de forma sustentável, respeitando a diversidade cultural e promovendo práticas alimentares que melhoram a saúde. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF)
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DF recebe primeiro lugar no Selo Betinho por avanços na garantia da segurança alimentar e combate à fome
O Distrito Federal conquistou o primeiro lugar no Selo Betinho pelos avanços e esforços permanentes no combate à fome. Concedido anualmente pela Organização da Sociedade Civil (OSC) Ação da Cidadania, o selo avalia as localidades que estão cumprindo as metas estabelecidas para garantir que seus cidadãos tenham acesso a uma alimentação adequada e duradoura. Como o Distrito Federal tem característica híbrida de estado e município, foi incluído nessa seleção e ficou entre as três capitais premiadas, à frente de Belo Horizonte e Curitiba. Ao conquistar o Selo Betinho, este Governo do Distrito Federal (GDF) demonstra o compromisso com a erradicação da fome e com a implementação de políticas públicas eficazes. Além disso, torna-se uma referência para outras capitais e municípios. Segundo a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), Vanderlea Cremonini, a colocação do DF no ranking foi divulgada recentemente. Como o Distrito Federal tem característica híbrida de estado e município, foi incluído nessa seleção e ficou entre as três capitais premiadas, à frente de Belo Horizonte e Curitiba | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “O Selo Betinho analisa as boas práticas em segurança alimentar e nutricional, quais são os projetos que a localidade desenvolve para garantir o acesso à alimentação. Vai desde os programas que o governo tem, quais são, quantas pessoas são atendidas, quanto de orçamento essa localidade investe em segurança alimentar e nutricional. Tudo isso vai sendo pontuado, quanto melhor o índice de segurança alimentar e nutricional, quanto maior a transparência dessas ações, se há um acompanhamento da sociedade civil”, explicou em entrevista ao programa Papo Social, veiculado na canal da Sedes no YouTube. Fortalecimento Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional; estabelecimento de políticas públicas e ações concretas para garantir acesso à alimentação saudável; e transparência, compromisso com dados abertos e participação social. Para receber o Selo Betinho, é necessário cumprir pelo menos 70% das propostas sugeridas pela Ação da Cidadania. A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, ressaltou a importância desse reconhecimento. “Nós já tínhamos recebido o Selo Betinho, junto com outras duas cidades, por avançar no combate à fome. Ficar agora em primeiro lugar no Brasil, além de gratificante, mostra que nossa política de segurança alimentar e nutricional é referência e está à frente por ser intersetorial, aliando programas da Sedes-DF e de outros órgãos, por exemplo, a merenda escolar, que é da Secretaria de Educação, além das ações da Secretaria de Agricultura, com agrocecologia, incentivo à produção agrícola, entre outros. É um conjunto de ações deste GDF que garantiram essa premiação”, comemorou a gestora. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF)
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Restaurantes comunitários servem 12,6 milhões de refeições em nove meses no DF
Comida de qualidade, preço acessível e dignidade à mesa. Os restaurantes comunitários do Distrito Federal se consolidam como um dos maiores programas de segurança alimentar mantidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF). De janeiro a setembro deste ano, foram servidas 12,6 milhões de refeições nas 18 unidades espalhadas por regiões de maior vulnerabilidade social. Balanceadas e supervisionadas por nutricionistas, as refeições dos restaurantes comunitários têm preços bastante acessíveis à população | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília “Os restaurantes comunitários representam dignidade e inclusão” Ana Paula Marra, secretária de Desenvolvimento Social Além do volume expressivo de atendimentos, o serviço é bem-avaliado pela população. Uma pesquisa de satisfação elaborada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) aponta que 75% dos usuários classificam as refeições e o atendimento como “ótimos” ou “bons”. Apenas 0,005% das refeições resultaram em reclamações formais à pasta, o que representa 78 registros em um universo superior a 12 milhões de serviços prestados. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, o programa cumpre um papel essencial na proteção social e atende um grande número de pessoas em situação de vulnerabilidade social que muitas vezes não têm acesso ao alimento diretamente. “Os restaurantes comunitários representam dignidade e inclusão. Conseguimos garantir alimentação de qualidade a um custo acessível, fortalecendo a rede de segurança alimentar e nutricional para quem mais precisa”, avalia. Reabertura no Paranoá Entre as 18 unidades em funcionamento, o Restaurante Comunitário do Paranoá reabriu as portas na sexta-feira (3) após passar pela primeira grande reforma deste ano desde sua inauguração, em 2002. Foram instaladas três novas câmaras frigoríficas e um açougue, além de terem sido feitos serviços como a renovação na rede elétrica e hidráulica, troca do piso da área de preparo, reforma dos banheiros e obras de acessibilidade e cobertura para filas. Reaberto, o Restaurante Comunitário do Paranoá ampliou a capacidade e passa a oferecer café da manhã, almoço e jantar A unidade, que no ano passado serviu mais de 711 mil refeições, ampliou a capacidade de atendimento e agora oferecerá café da manhã, almoço e jantar, todos os dias, incluindo domingos e feriados. O novo contrato prevê mais de 1,2 milhão de refeições por ano, com média diária superior a 3,5 mil atendimentos. “Se a pessoa tomar café da manhã, almoçar e jantar na unidade, vamos ter a certeza de que ela estará bem-alimentada com um preço bem acessível” Vanderléa Cremonini, subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional A subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional, Vanderléa Cremonini, lembra que a obra foi executada para atender os requisitos sanitários, com o objetivo de promover a qualidade do alimento. “A garantia da segurança alimentar não é apenas você ter acesso ao alimento, mas ao alimento com qualidade”, especifica. A gestora também reforça que qualquer pessoa que se alimenta no Restaurante Comunitário garante as calorias necessárias para um dia, devido ao cardápio planejado pela equipe de nutricionistas. “Se a pessoa tomar café da manhã, almoçar e jantar na unidade, vamos ter a certeza de que ela estará bem-alimentada com um preço bem acessível”, afirma Vanderléa. “Com isso, a pessoa deixa de gastar em alimentos e pode investir em outros direitos, como lazer, esporte, cultura ou outra frente que pode desenvolver mais ainda a sociedade.” População satisfeita Sabrina Sousa, dona de casa: “Eu trago o meu pequeno para almoçar aqui, e o custo-benefício é excelente” [LEIA_TAMBEM]Atualmente, 15 unidades funcionam de domingo a domingo, inclusive em feriados, com a oferta das três refeições diárias: café da manhã e jantar a R$ 0,50 cada, e almoço a R$ 1. A dona de casa Sabrina Sousa, 31 anos, sempre frequentou o espaço com o filho e avalia que a reabertura do serviço é um alívio para o orçamento, além de facilitar o trabalho que ela teria fazendo compras e cozinhando em casa. “Eu trago o meu pequeno para almoçar aqui, e o custo-benefício é excelente, a comida é boa, balanceada e deixa a gente forte”, ressalta. “Para mim faz toda a diferença, porque quem trabalha é meu esposo; eu sou dona de casa, então já ajuda bastante nas despesas. Todo mundo lá de casa come aqui e gosta.” Marcelo Reis: “É uma comida boa e acessível; estava fazendo muita falta para nós da comunidade do Paranoá. A gente economiza bastante em casa” Para o servente Marcelo da Silva Reis, 41, o restaurante é uma ajuda fundamental: “É uma comida boa e acessível; estava fazendo muita falta para nós da comunidade do Paranoá. Muita gente depende disso aqui, e dá para ver a melhora nesses anos. Eu sempre vinha almoçar aqui, que é uma opção mais viável do que outros lugares mais caros. A gente economiza bastante em casa”.
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Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional elege presidente e dá posse a novos conselheiros
O Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional do Distrito Federal (Consea-DF) elegeu, nesta quarta-feira (1º), a nova presidência do colegiado para o mandato 2025-2027. Por maioria de votos, a atual presidente, Albaneide Peixinho, foi reconduzida ao cargo. Nutricionista e atuante na pauta da segurança alimentar e nutricional, Albaneide integra o Conselho como representante da organização da sociedade civil (OSC) Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável. “O Conselho interveio bem nas questões da liberação das cozinhas solidárias. Nos mobilizamos para solicitar que tomassem providências em relação à segurança nos restaurantes comunitários, foram diversas plenárias sobre o assunto. Acho que, a partir da sexta conferência, a gente fortaleceu muito o Conselho, a participação do coletivo. O conselheiro está intervindo melhor, está entendendo o que é o papel do Conselho e a importância de monitorar e fiscalizar as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional”, destacou Albaneide Peixinho, ao fazer um balanço da sua gestão anterior. O Consea-DF tem como objetivo acompanhar a execução da política de segurança alimentar e nutricional em âmbito distrital e propor medidas para aprimorá-la | Fotos: Carol Nogueira/Sedes-DF Vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), o Consea-DF é formado por dois terços de representantes da sociedade civil e um terço de representantes do governo, totalizando 36 titulares, além dos respectivos suplentes. Na mesma ocasião, tomaram posse os 48 conselheiros eleitos de 24 organizações e movimentos da sociedade civil que compõem o Consea-DF, escolhidos no último processo seletivo. Uma das novas conselheiras, Ana Lydia Gonçalves, representante da Associação de Produtores e Promotores das Plantas Alimentícias Não Convencionais (Aspanc), destacou a importância da nova gestão. [LEIA_TAMBEM]“Essa pauta que ela trouxe é muito importante, porque não é esperar as demandas chegarem, é mapear as demandas. Isso é muito importante para dar continuidade ao que começamos e avançar. Avançar em todas essas pautas em relação à alimentação, ao direito a uma alimentação justa e adequada aqui no Distrito Federal”, afirmou Ana Lydia Gonçalves. O colegiado tem como objetivo acompanhar a execução da política de segurança alimentar e nutricional em âmbito distrital e propor medidas para aprimorá-la, com foco em atender às comunidades mais vulneráveis. A presidência do Conselho é exercida por um representante da sociedade civil. O Consea-DF também é responsável pela organização das Conferências Distritais de Segurança Alimentar e Nutricional, importante espaço de debate sobre a política e de apresentação de propostas que servirão de base para o Plano Distrital de Segurança Alimentar e Nutricional, com vigência de quatro anos. As deliberações contribuem ainda com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. “A participação da população e das organizações da sociedade civil é fundamental para termos uma política de segurança alimentar e nutricional mais efetiva e que atenda os diferentes segmentos da população”, destaca a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra. *Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF)
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População em situação de rua tem mais acesso à alimentação e atenção em saúde no DF
Todos os dias, por volta do meio-dia, José da Cruz (nome fictício) chega ao Restaurante Comunitário da Estrutural com o mesmo propósito: garantir a refeição que, sem esse serviço, talvez faltasse. “Eu não tenho outro lugar. Aqui é de graça, é certo de vir comer, me alimentar”, resume. Em situação de rua, sem renda fixa e com dificuldades até para pedir ajuda, ele considera o restaurante uma verdadeira salvação: “Saio com a barriguinha cheia, satisfeito.” O depoimento de José sintetiza o impacto direto das políticas públicas voltadas à segurança alimentar no Distrito Federal. O terceiro estudo temático do 2º Censo Distrital da População em Situação de Rua, divulgado nesta semana pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), mostra que cresceu significativamente o número de pessoas em situação de rua que recorrem aos restaurantes comunitários. Segundo o Censo Distrital da População em Situação de Rua, 45,1% dos entrevistados já se alimentaram em um Restaurante Comunitário | Fotos: Divulgação/Casa Civil O levantamento revela que, em 2022, apenas 13% dos entrevistados conseguiam se alimentar nesses espaços. Agora, esse número subiu para 45,1%, um aumento de 32,1 pontos percentuais. O aumento na frequência também chama atenção: 44,7% disseram ter usado os restaurantes cinco vezes ou mais nos últimos seis meses. Mais que o dobro do registrado no censo anterior, quando esse índice era de 18,3%. “O acesso à alimentação é um direito básico, e garantir esse direito é uma das prioridades da gestão. Os dados mostram que os esforços do GDF, por meio da coordenação da Casa Civil, têm gerado resultados concretos para a população em situação de rua”, destaca o secretário-chefe da Casa Civil e coordenador da Política Distrital para a População em Situação de Rua, Gustavo Rocha. Atualmente, o DF conta com 18 restaurantes comunitários, sendo que 15 funcionam de domingo a domingo, servindo três refeições Para a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF, Marcela Machado, os dados revelam avanços importantes. “Este recorte do Censo nos ajuda a compreender com mais profundidade como estão as condições de vida de pessoas em situação de rua, especialmente no que diz respeito ao acesso à alimentação e à segurança alimentar. Os dados reforçam o quanto é essencial garantir ações articuladas, que respondam de forma efetiva às necessidades da população em situação de rua no DF”. Atualmente, o Distrito Federal conta com 18 restaurantes comunitários em funcionamento, sendo que 15 funcionam de domingo a domingo, inclusive feriados. Refeições completas e balanceadas são servidas no café, almoço e jantar por apenas R$ 2 – ou gratuitamente, no caso de pessoas cadastradas em situação de vulnerabilidade. A iniciativa é uma das principais frentes do GDF na promoção da dignidade e no combate à fome, com articulação direta da Casa Civil. A comparação entre os dois censos revela um aumento expressivo no acesso da população em situação de rua aos restaurantes comunitários Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino, o levantamento mostra a importância de uma gestão pública baseada em dados confiáveis. “A comparação entre os dois censos revela um aumento expressivo no acesso da população em situação de rua aos restaurantes comunitários, o que indica o impacto direto de políticas públicas implementadas nesse sentido, como a expansão dos restaurantes. O IPEDF cumpre um papel fundamental ao subsidiar o planejamento, a avaliação e o aprimoramento contínuo dessas ações”. [LEIA_TAMBEM]Além dos avanços no campo da alimentação, o levantamento trouxe subsídios importantes para o fortalecimento das políticas públicas de saúde. A pesquisa aponta que parte expressiva dessa população enfrenta desafios relacionados ao bem-estar físico e emocional, como sintomas de ansiedade, depressão e dores persistentes. Para o GDF, esses dados reforçam a importância da atuação articulada entre saúde, assistência social e direitos humanos. “A Casa Civil tem trabalhado para integrar as ações do governo e garantir que os serviços cheguem com mais eficiência a quem precisa. Este estudo reforça que estamos no caminho certo. A prioridade é ampliar a dignidade, o cuidado e a proteção social para todos os cidadãos do DF”, completou Gustavo Rocha. A pesquisa foi realizada entre os dias 4 e 7 de fevereiro de 2025 com 568 pessoas que estavam nas ruas ou em serviços de acolhimento. A coleta foi conduzida pelo IPEDF em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). *Com informações da Casa Civil e do IPEDF
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Pesquisa aponta que 75% dos usuários aprovam qualidade dos restaurantes comunitários no DF
Segundo pesquisa de satisfação da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), 75% dos usuários dos restaurantes comunitários do Distrito Federal classificaram a qualidade do atendimento e das refeições como ótima ou boa nos últimos quatro meses. O levantamento é realizado mensalmente para avaliar os serviços oferecidos pelas unidades. Os dados apontam que 50% do público classificam a qualidade dos serviços como “ótima”. A percepção “boa” corresponde a 25%, indicando que um em cada quatro usuários considera o serviço satisfatório. Aproximadamente 13% do público classificam o serviço como “regular”. Já a avaliação “ruim” foi de 12%. Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados classificam os restaurantes como "ótimos" e 25%, como "bons" | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília De janeiro a abril deste ano, foram realizadas 7.174 pesquisas com os frequentadores de todos os restaurantes comunitários. O levantamento é feito pela Subsecretaria de Segurança Alimentar e Nutricional (Subsan) da pasta. “A pesquisa é um importante termômetro para avaliarmos a qualidade dos nossos serviços oferecidos à população”, destaca a secretária substituta de Desenvolvimento Social, Jackeline Canhedo. “A partir dos dados, podemos observar que são poucas as reclamações, especialmente se considerarmos que se trata de uma cozinha industrial com capacidade para mais de 3,5 mil refeições por dia”, acrescenta. O Distrito Federal tem 18 restaurantes comunitários, localizados em áreas de grande vulnerabilidade social e insegurança alimentar, preferencialmente perto de pontos de transporte público. O objetivo dos equipamentos é preparar e oferecer refeições saudáveis a preços acessíveis. Em geral, as unidades disponibilizam café da manhã por R$ 0,50, almoço por R$ 1 e jantar por R$ 0,50. Confira o funcionamento do restaurante na sua região. [LEIA_TAMBEM]Ouvidorias Além disso, dados da Ouvidoria da Sedes mostram que os restaurantes comunitários registraram uma média mensal de 77 reclamações de janeiro a maio deste ano, o que representa menos de 0,1% em relação a 1,4 milhão de refeições servidas mensalmente. O número indica que, diante do elevado volume de atendimentos, a qualidade dos serviços oferecidos é considerada positiva pelos usuários. Durante o período, foram registrados um total de 405 ocorrências na Ouvidoria, abordando temas como segurança, acessibilidade, qualidade das refeições e do atendimento, além de questões referentes à higiene e à infraestrutura dos restaurantes. “Avaliamos que temos feito um ótimo trabalho na segurança alimentar e nutricional no DF. Todas essas ouvidorias são tratadas para fortalecer os nossos equipamentos", avalia Jardesson Calazans, diretor de Gestão de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional. Refeição boa e barata Lindaura Ferreira de Oliveira almoça todos os dias no restaurante de Samambaia Expansão: "A comida é preparada no ponto certo, atendendo às necessidades de quem tem problemas de saúde" | Foto: Divulgação/Sedes-DF O pedreiro Robson dos Santos Rodrigues, 26 anos, sempre morou em Samambaia Expansão e elogia a qualidade das refeições oferecidas. “Para mim, é maravilhoso, pois me proporciona a oportunidade de comer todos os dias a um preço acessível. A comida aqui é uma delícia”, afirma. Para a dona de casa Lindaura Ferreira de Oliveira, 61 anos, a comida servida no restaurante é não apenas saborosa, mas também acessível. “Além disso, o restaurante fica perto da minha casa, o que facilita a rotina da minha família. Nós tomamos café da manhã, almoçamos e jantamos aqui todos os dias”, conta. “A comida é preparada no ponto certo, atendendo às necessidades de quem tem problemas de saúde. Eu como aqui diariamente, e isso faz uma grande diferença na minha vida.” *Com informações da Sedes-DF
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Abrigo contra o frio na Asa Sul faz mais de 2,2 mil acolhimentos em 20 dias com dignidade e conforto
Segurança e acolhimento são as palavras usadas por Ulisses Silva (nome fictício), 38 anos, para definir o abrigo provisório contra o frio, montado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na Asa Sul, desde 22 de maio. “O abrigo está sendo uma mãe, ajudando bastante. Aqui temos a janta, o café da manhã, o banho, a dormida e apoio dos assistentes sociais”, afirma ele, que utiliza o serviço público há 11 dias consecutivos. “Aqui me sinto seguro, os funcionários acolhem a gente, são muito educados, nos tratam bem.” Mais de 2 mil atendimentos já foram feitos no abrigo provisório contra o frio, na 907 Sul, desde 22 de maio | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Ele e a esposa, a acolhida Luana Ribeiro (nome fictício), 42, souberam da iniciativa pelo Centro Pop da Asa Sul. Nascidos em São Paulo, eles estão em situação de rua desde que foram dispensados de um emprego na área rural do DF. “Na rua a gente ia passar frio, mas aqui eles dão tudo que precisamos, até roupa”, afirma ela, que recebeu um casaco da Campanha do Agasalho Solidário. O abrigo provisório contra o frio promoveu 2.224 atendimentos a pessoas em situação de rua em 20 dias de funcionamento - desde a abertura até a última quarta-feira (11). A estrutura é instalada diariamente no ginásio do Centro Integrado de Educação Física (Cief), na 907 Sul, com funcionamento das 19h30 às 6h. Do total de assistências, 337 são referentes às pessoas com deficiência (PcD), 67 a mulheres, 20 a mulheres transexuais, 12 a crianças e adolescentes e 67 a animais de estimação, enquanto o número de homens acolhidos chega a 1.337. Além disso, em 12 dias de atividade houve o preenchimento de todas as vagas disponíveis. O espaço é uma iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), conforme previsto no Plano Distrital para População em Situação de Rua, coordenado pela Casa Civil. Outros locais serão abertos conforme a demanda. Em 2024, os abrigos temporários foram instalados no Plano Piloto, no Gama e em Ceilândia, com atendimento de mais de 8 mil pessoas. O inverno começa no DF, oficialmente, apenas no dia 20 deste mês. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na última segunda-feira (9), um alerta amarelo de leve risco à saúde devido ao declínio de temperatura em 15 unidades da federação. No DF, a temperatura poderá variar e cair entre 3º C e 5º C, com registro de 21º C a 23º C nos próximos dias. “Abrir o abrigo provisório antes mesmo do início oficial do inverno foi uma medida necessária diante da queda brusca de temperatura. Essas mais de 2 mil pessoas em situação de rua foram acolhidas com segurança, alimentação, banho quente e estrutura adequada”, enfatiza o chefe da Casa Civil, Gustavo Rocha. “Temos articulado esse esforço com os demais órgãos do GDF para garantir uma resposta rápida, eficiente e sensível às necessidades de quem mais precisa. É assim que reafirmamos o papel de um governo presente e comprometido com a dignidade de todos.” Bem-estar "O pernoite vem para a proteção social das pessoas que nesse momento se encontram em maior situação de vulnerabilidade", afirma Raqueline Neves No local, os abrigados têm acesso a duas refeições (café da manhã e jantar), colchões e cobertores limpos para dormir, banho quente, kit higiene e casacos fornecidos pela Campanha do Agasalho Solidário, iniciativa da Chefia-Executiva de Políticas Sociais idealizada pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha. Também são oferecidos atendimentos socioassistenciais e foram montadas duas tendas da Defesa Civil para crianças e mulheres. A subsecretária substituta de Assistência Social da Sedes, Raqueline Neves, explica o processo de acolhimento: “As pessoas que chegam aqui são cadastradas no nosso sistema e, depois, recebem um kit de higiene para o banho quente. Também são oferecidos alimentação e agasalho, além de atendimento socioassistencial.” [LEIA_TAMBEM]Segundo Neves, o objetivo é oferecer, de fato, segurança e conforto à esta população. “O pernoite é uma meta do Plano de Ação para a População em Situação de Rua, que tem a oferta de diversas políticas, incluindo a assistência. Dentro disso, o pernoite vem para a proteção social das pessoas que nesse momento se encontram em maior situação de vulnerabilidade.” Agasalho Solidário Lançada em 8 de maio, a 6ª edição da Campanha do Agasalho Solidário segue até 17 de julho para reforçar o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social. Cerca de 4 mil itens já foram arrecadados até o momento, dos quais uma parte foi entregue em ações no Sol Nascente, Pôr do Sol, Estrutural e Santa Maria. Casacos, mantas, meias, toucas, gorros e calçados em bom estado, para todas as idades e públicos, podem ser entregues em pontos de coleta dos órgãos do GDF. O ideal é que os itens estejam em sacos plásticos transparentes, com identificação do tipo, tamanho e público da peça, para facilitar a triagem e distribuição. Os pontos de coleta estão distribuídos em locais estratégicos, como o Palácio do Buriti e o Anexo, secretarias, administrações regionais, órgãos e entidades públicas. Para mais informações, acesse as redes sociais da Chefia-Executiva de Políticas Sociais ou entre em contato pelo WhatsApp (61) 99195-4079.
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Cerca de 200 profissionais de saúde se capacitam em manejo nutricional a crianças alérgicas ao leite
Mais de 200 profissionais da rede pública de saúde participaram da qualificação sobre o Protocolo de Manejo Nutricional na Alergia às Proteínas do Leite de Vaca (APLV) para crianças menores de 2 anos. Promovida pela Secretaria de Saúde (SES-DF), a capacitação busca aprimorar a assistência a esse grupo, integrando a atuação de servidores. O Protocolo de Manejo Nutricional na Alergia às Proteínas do Leite de Vaca (APLV) para crianças menores de 2 anos foi o tema de capacitação promovida pela Secretaria de Saúde na semana passada | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF “Capacitar os servidores é fundamental para garantir a aplicação correta do protocolo. Isso impacta diretamente na qualidade do atendimento e na segurança alimentar das crianças atendidas”, destaca a gerente de Serviços de Nutrição (Gesnut) da SES-DF, Carolina Gama. A APLV é uma das principais condições clínicas acompanhadas pelo Programa de Terapia Nutricional Enteral Domiciliar (PTNED) - regulamentado pela Portaria nº 374/2023. De 2013 a 2024, o número de crianças com até 2 anos cadastradas com esse diagnóstico cresceu 126%. Apenas entre 2023 e 2024, foram mais de 800 incluídas em cada ano, número representa cerca de 2,3% dos nascidos vivos nesses períodos. Mais de 200 profissionais de saúde participaram da capacitação, realizada no auditório da Fiocruz Brasília Diante do cenário, a presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia do DF (Asbai-DF), Marta Guidacci, destaca que qualificar os profissionais é essencial para padronizar a assistência, pois coloca todos na mesma página. "Uma integração fortalecida entre os servidores permite a oferta de atuações mais seguras, baseadas em evidências científicas. O conhecimento compartilhado aqui vai refletir na prática do dia a dia", avalia a gestora. Protocolo [LEIA_TAMBEM]Publicado em julho de 2024, o Protocolo de Manejo Nutricional na APLV foi desenvolvido por um grupo multidisciplinar com especialistas dos hospitais Materno Infantil de Brasília (Hmib) e da Criança de Brasília José Alencar (HCB), dos Bancos de Leite Humano (BLH), além de nutricionistas e alergistas da SES-DF. Segundo Gama, um dos principais desafios na aplicação do protocolo é a utilização do Teste de Provocação Oral (TPO). “Esse protocolo veio com a proposta de que todas as crianças com suspeita de APLV passem pelo TPO. Assim, evitamos que aquelas sem alergia fiquem cadastradas no programa, sofram restrições desnecessárias e enfrentem problemas sociais ou nutricionais", explica a gerente da SES-DF. Programação A capacitação ocorreu na sexta-feira passada (23), no auditório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, e contou com debates sobre aleitamento materno, condutas médicas após o TPO e o papel dos BLH no manejo nutricional. Uma das palestrantes foi a diretora clínica do HCB, Elisa de Carvalho, que abordou a APLV, seu conceito, diagnóstico, tipos de alergia e sintomas relacionados. "Entre os oito alimentos mais alergênicos — leite de vaca, ovo, soja, trigo, castanhas, peixe, crustáceos e amendoim —, o leite é o mais prevalente na pediatria. A APLV afeta entre 1,9% e 4,9% das crianças, uma taxa bem maior do que em adultos, o que exige atenção redobrada dos profissionais que atuam com o público infantil", destaca a médica. *Com informações da SES-DF
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GDF investe em sustentabilidade e alimentação saudável na merenda escolar da rede pública
Logo de manhã cedo, a movimentação para a hora da merenda começa na Escola Classe 708 Norte – não só na cozinha, mas também nos corredores. Enquanto os temperos ainda estão dourando nas panelas, as crianças já chegam na porta e perguntam: “O lanche do dia vai ser o que? Já está na hora do lanche? Faltam quantos minutos?”. Os alunos da Escola Classe 708 Norte ficam ansiosos pela hora da merenda, curiosos para saber o que será servido; refeições balanceadas e nutritivas são elogiadas pelos estudantes | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília A ansiedade dos pequenos é relatada pela cozinheira Julia Pereira de Oliveira, que trabalha montando as merendas dos alunos na instituição pública de ensino. De seis em seis meses, ela e todos os funcionários da cozinha fazem um curso de preparação que passa por todo o ciclo de preparo, desde a higienização dos alimentos que chegam do campo até a hora de servir para os alunos. E, em todo o processo, o ingrediente que mais se destaca é o amor. “A gente tem que ter certeza do que tá servindo, de tudo que sai daqui para as crianças. Para mim é muito gratificante e para eles também, que adoram. Eles dizem: ‘Nossa, vovó, adorei essa comidinha hoje’. E isso para a gente é tudo. Cozinho com amor, é como se eu estivesse servindo meus netos e filhos. Quando volta a panela vazia, fico feliz porque sei que deu certo”, ressalta. Para a cozinheira Julia Pereira de Oliveira, o ingrediente mais importante das merenda escolares é o amor: “Para mim é muito gratificante e para eles também, que adoram. Quando volta a panela vazia, fico feliz porque sei que deu certo” São 355 alunos que compõem a escola localizada na Asa Norte. Entre eles, o Cauã Santos da Cruz, de 8 anos, que tem seu prato preferido na unidade: arroz com peixe. “As tias conseguem fazer um lanche muito gostoso com as habilidades delas”, afirma a criança. Já o colega Lucauã Fernandes Campos, 10, é mais fã do macarrão com carne: “A merenda da escola é muito saborosa, as tias da cantina dão a vida para fazer essa comida para a gente. Tudo é bom e faz bem para a saúde, para ficar forte”. A estudante Evellem Cristina Nunes da Silva, 11, também gosta do macarrão e do cuscuz servido no lanche. Ela afirma que a alimentação em casa melhorou depois da escola: “Antigamente eu comia muito doce e essas coisas assim. Aí vim para a escola e comecei a comer um monte de comida saudável oferecida aqui, daí acostumei a comer assim em casa também”. O estudante Lucauã Fernandes Campos é fã do macarrão com carne servido na Escola Classe 708 Norte: “A merenda da escola é muito saborosa, as tias da cantina dão a vida para fazer essa comida para a gente” Qualidade alimentar Com foco em alimentos nutritivos e balanceados, o Governo do Distrito Federal (GDF) investe na aquisição de produtos – parte deles orgânicos, vindos diretamente da agricultura familiar – para garantir refeições de qualidade aos estudantes da rede pública. Em 2025, serão aproximadamente R$ 222 milhões na aquisição de alimentos para a merenda escolar, conforme previsto na Lei Orçamentária Anual. Desse valor, já foram pagos R$ 53,4 milhões, sendo R$ 12,3 milhões (23,09%) destinados a alimentos oriundos da agricultura familiar. Até o momento, as escolas públicas do Distrito Federal já receberam 2.164 toneladas de alimentos não perecíveis e 6.399 toneladas de alimentos perecíveis, dos quais 2.481 toneladas são provenientes da agricultura familiar. São 14 contratos de agricultura familiar de frutas, legumes e verduras; um contrato de queijo e manteiga e outros 32 de itens diversos. [LEIA_TAMBEM]A diretora de Alimentação Escolar da Secretaria de Educação (SEEDF), Camila Beiró, afirma que a maioria dos alimentos são in natura ou minimamente processados – apenas 3% têm algum tipo de aditivo para manter a validade ou algum corante específico. “Nossa alimentação vem direto do campo para o prato dos estudantes. É muita variedade. Hoje contamos com mais de cinco tipos de proteínas, desde suínos, ovos, e cortes diferentes de carne vermelha e frango, é bem diversificada. Garantimos que os alunos em vulnerabilidade social recebem pelo menos duas refeições diárias, incluindo na zona rural. Então, promovemos segurança alimentar para os nossos alunos”, destaca. Cerca de 825 famílias de agricultores são beneficiados com o Programa de Aquisições (PAA), que visa adquirir alimentos produzidos pela agricultura familiar e distribuí-los gratuitamente para pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional. Entre os serviços já pagos este ano, estão mais de R$ 450 mil de transporte de alimentos não perecíveis para escolas e R$ 395,5 mil de armazenamento de alimentos não perecíveis no armazém central. “O DF já investe seis vezes mais que o Governo Federal, então isso proporciona uma comida com bastante variedade. Estamos nos destacando nesse meio e temos atingido todas as metas que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) solicita. Além disso, é um recurso que fica no âmbito do DF e gira a nossa economia”, acrescenta Camila. O GDF investe na aquisição de alimentos nutritivos e balanceados para garantir refeições de qualidade aos estudantes da rede pública; diversos produtos são orgânicos, vindos diretamente da agricultura familiar Cardápio personalizado Uma média de 546 mil refeições são distribuídas por dia para cerca de 400 mil estudantes atendidos pela rede pública do DF. O planejamento do cardápio passa por avaliação técnica constante e envolve nutricionistas, gestores e merendeiras, num trabalho conjunto que começa muito antes da comida chegar à mesa e tem reflexo direto no bem-estar e no aprendizado dos alunos. A diretora da Escola Classe 708 Norte, Viviane Costa Moreira, afirma que o cuidado tomado pelo GDF em oferecer alimentação de qualidade para os estudantes é primordial, uma vez que muitos deles têm sua principal refeição do dia feita na escola. “A alimentação escolar tem fundamental importância na vida dos nossos estudantes. A maioria deles vêm de regiões administrativas para cá, porque os pais trabalham no Plano Piloto. Então, muitos saem de casa 5h e muitas vezes a alimentação de qualidade que eles recebem é na escola”, ressalta. Para os alunos que possuem restrições alimentares, como diabetes ou intolerância à lactose, as refeições são adaptadas. “A aceitação é boa e percebemos que aos poucos os alunos vão mudando os hábitos alimentares, principalmente os do primeiro ano, que têm uma certa resistência em aceitar alguns legumes, verduras e até frutas. Aos poucos a gente vai incentivando e, ao verem os coleguinhas comendo, eles vão melhorando”, reforça Viviane.
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Cesta do Trabalhador: Programa de combate à insegurança alimentar atinge a marca de 60 mil cestas entregues
O programa Cesta do Trabalhador chegou à marca de 60 mil cestas entregues. Lançada em novembro de 2023, a iniciativa, coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), oferece alimentos a pessoas sem registro na carteira de trabalho e que estejam em situação de insegurança alimentar. Beneficiária do programa Cesta do Trabalhador, Marineide Ferreira ressalta a importância desse apoio: "Eu operei de um câncer e gasto muito com remédios. A cesta chega em uma boa hora" | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “O programa foi criado para atender os trabalhadores que estão desempregados há mais de seis meses, que estão dentro do Cadastro Único, e que possivelmente não estejam recebendo nenhum tipo de benefício social de transferência de renda. Então, ele passa a ter o direito de, no máximo, três unidades de cesta por ano ou até que ele consiga um emprego, para o qual normalmente ele é encaminhado através da agência do trabalhador”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda, Thales Mendes. A cesta é um respiro em um momento de necessidade. Moradora da Vila Telebrasília, Marineide Ferreira, 56 anos, já recebeu o benefício três vezes. "É uma ajuda boa", define. Recém-operada, ela ainda cita o alívio econômico que a cesta lhe possibilita: "Eu operei de um câncer e gasto muito com remédios. A cesta chega em uma boa hora". Também morador da Vila Telebrasília, Adauto Silva, 56, recebeu o auxílio pela primeira vez, justamente na hora em que mais precisava. "Tinha acabado tudo e eu estou desempregado. Faço uns bicos, mas essa semana não tinha trabalhado nenhum dia ainda", conta. "Para quem está desempregado como eu, é muito importante", completa. "Para quem está desempregado como eu, é muito importante", diz Adauto Silva, morador da Vila Telebrasília Já Marcos Aurélio Sirqueira, 50, morador de Arapoanga, aponta que a cesta foi um respiro não só para ele, mas para os oito filhos. "Estou desempregado, em situação crítica. Aí veio em boa hora, está matando a fome dos meus filhos", relata. "[A cesta] é tudo, porque a gente não pode ficar sem alimento. A gente, adulto, até aguenta, mas a criança não. Tudo espera, menos a fome", arremata. Como participar [LEIA_TAMBEM]Os interessados devem se inscrever no site da Sedet – se precisarem de auxílio, podem procurar uma unidade do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Cras). Depois, devem comparecer pessoalmente a uma das 14 agências do trabalhador para comprovar os requisitos. Se aprovado, os alimentos são entregues diretamente no endereço informado. "A gente quer dar oportunidade para o trabalhador, não só para a qualificação profissional, acesso às oportunidades de emprego, mas dar aquela ajuda que é prioritária em um momento muito importante da pessoa, que é o momento que ele está passando por uma situação de vulnerabilidade. Então, a secretaria faz esse cadastramento imediatamente, dentro da própria agência do trabalhador ele já recebe o resultado, se é elegível a receber ou não, e nós temos um prazo de 72 horas para entregar essa cesta na casa do cidadão", arremata o secretário Thales Mendes.
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