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violência contra a mulher

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Programa Acolher Eles e Elas já atendeu mais de 200 órfãos de feminicídio no DF

Criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em dezembro de 2023, o Programa Acolher Eles e Elas já atendeu 217 crianças e adolescentes órfãos do feminicídio até maio deste ano. Atualmente, 194 cadastros seguem ativos na iniciativa, considerada pioneira no país por oferecer assistência financeira específica para filhos e filhas de mulheres vítimas desse tipo de crime, além de suporte psicossocial e acompanhamento especializado por meio da rede de proteção do GDF. O benefício foi regulamentado pela Lei nº 7.314, de setembro de 2023, e pelo Decreto nº 45.256, de dezembro do mesmo ano. O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a implementar um programa voltado exclusivamente para a assistência financeira de órfãos do feminicídio. Desde a implementação, mais de R$ 6,5 milhões foram investidos na política pública. O Distrito Federal foi a primeira unidade da Federação a implementar um programa voltado exclusivamente para a assistência financeira de órfãos do feminicídio | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília Segundo a secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, a iniciativa busca minimizar os impactos causados pelo feminicídio na vida das crianças e adolescentes. “O programa Acolher Eles e Elas é algo que não gostaríamos que existisse. Afinal de contas, não gostaríamos que nenhuma mulher fosse vítima de feminicídio. Mas, sentimos a necessidade de apoiar essas crianças e adolescentes, que também são vítimas da violência e que, muitas vezes, viram a mãe falecer, às vezes morta pelo pai ou por alguém com que tinham uma convivência muito grande”, ressalta. De acordo com a gestora, a concessão individualizada do benefício faz diferença especialmente em casos de famílias numerosas ou quando a guarda das crianças é dividida entre diferentes responsáveis. “O objetivo de termos lutado tanto para que fosse um salário mínimo por órfão é que possamos realmente atender cada uma das crianças que foi vítima desse crime”, destaca. “O Governo do Distrito Federal atua para garantir acolhimento, proteção, dignidade e suporte às famílias que passam por essa situação tão dolorosa.”   Ajuda a quem precisa Entre os atendidos, a maior parte está na faixa etária de 7 a 12 anos, com 69 beneficiários. Outros 62 adolescentes têm entre 13 e 17 anos, 38 jovens possuem entre 18 e 21 anos e 25 crianças têm até 6 anos de idade. As saídas do programa ocorreram principalmente por beneficiários terem atingido a idade limite prevista na legislação, de 22 anos, ou por mudança para outros estados. A maioria dos responsáveis legais pelos beneficiários do programa são avós, que representam 67 casos. Em seguida aparecem pais que não são autores dos feminicídios, com 37 registros, além de 30 tias, 12 irmãs ou irmãos, quatro tios, três avôs, uma segunda mãe, um padrinho e uma prima. Há ainda 38 jovens maiores de idade responsáveis por si próprios. A dona de casa Joana Maria da Silva Lopes, 43 anos, passou a cuidar dos dois netos após a filha ser vítima de feminicídio. As crianças, um menino de 3 anos e uma menina de 5, recebem atualmente um salário mínimo cada por meio do programa, além de acompanhamento psicológico. Joana conta que foi orientada pelo Ministério Público a procurar a Secretaria da Mulher para buscar apoio após a perda da filha. Desde então, a avó passou a receber o benefício e atendimento especializado para ajudar no acolhimento dos netos, que ficaram órfãos há cerca de um ano e seis meses. Joana teve a guarda dos dois netos depois de a filha ser vítima de feminicídio: "O apoio do GDF está sendo muito importante. Eu faço acompanhamento com a psicóloga e o suporte financeiro ajuda muito no básico que as crianças precisam" “Eu dei entrada no processo de guarda provisória dos meninos e, depois que consegui a guarda, foi tudo bem rápido. Esse benefício é de grande ajuda nesse momento que estamos passando. Não que eu não possa trabalhar, mas tem os dois meninos pequenos que precisam dos meus cuidados integrais depois de todo o trauma que passamos. Eles presenciaram tudo”, relata. Joana se emociona ao lembrar da filha: “Para mim é muito difícil. A gente não se acostuma, só aprende a lidar com a situação. O apoio do GDF está sendo muito importante. Eu faço acompanhamento com a psicóloga e meu filho também, que agora está com 10 anos. E o suporte financeiro ajuda muito no básico que as crianças precisam, para dar um conforto melhor para elas”, reconhece. Como funciona O acesso ao benefício pode ocorrer em duas situações: para menores de 18 anos ou para jovens em situação de vulnerabilidade social até os 21 anos, conforme previsto no Decreto nº 45.256/2023. Para receber o auxílio, é necessário ter ficado órfão em decorrência de feminicídio, residir comprovadamente no Distrito Federal há pelo menos dois anos e comprovar situação de vulnerabilidade socioeconômica. Além do auxílio financeiro, a iniciativa oferece acompanhamento psicossocial às famílias, com atendimento humanizado e monitoramento contínuo da situação dos beneficiários. A subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Maíra Castro, explica que, assim que o crime é registrado, equipes da pasta buscam os filhos das vítimas ativamente, para garantir que tenham acesso à política pública. “A gente procura o máximo possível fazer com que eles se sintam acolhidos e saibam que podem contar conosco" Maíra Castro, subsecretária de Enfrentamento à Violência contra a Mulher “A gente procura o máximo possível fazer com que eles se sintam acolhidos e saibam que podem contar conosco. Hoje, quem possui a guarda da criança ou adolescente apresenta a documentação necessária e, após o cadastro, o benefício é liberado em cerca de 30 a 40 dias”, afirma a subsecretária. O trabalho também inclui atividades culturais, oportunidades educacionais e ações voltadas à integração familiar. “Quando pensamos em levar algo para eles, não pensamos apenas nos órfãos, mas em toda a família que assumiu esse cuidado. Nosso objetivo é ajudar essas crianças e adolescentes a reconstruírem suas trajetórias com mais dignidade e perspectivas para o futuro”, completa. [LEIA_TAMBEM]As famílias interessadas podem procurar diretamente a Secretaria da Mulher (SMDF) pelo telefone (61) 3181-1471, sem necessidade de advogado. No primeiro atendimento, a equipe orienta sobre a documentação necessária e agenda atendimento individual na sede da pasta, no Anexo do Palácio do Buriti. Após a análise documental e aprovação do cadastro, o cartão-benefício é emitido pelo Banco de Brasília (BRB) e entregue no endereço informado pela família em até 30 dias. O funcionamento do programa envolve diferentes órgãos do GDF. A Secretaria da Mulher é responsável pela análise, aprovação e distribuição dos auxílios financeiros, além da busca ativa das famílias. A Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) compartilha informações após o registro das ocorrências de feminicídio, auxiliando na identificação dos possíveis beneficiários. Já a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) faz o acompanhamento psicossocial das famílias e dos órfãos atendidos.  

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Projetos Conversa com Eles e Papo Delas conscientizam trabalhadores sobre violência contra a mulher no DF

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) ampliou, neste ano, o alcance dos programas Conversa com Eles e Papo Delas, levando debates sobre valorização da mulher, prevenção à violência doméstica e construção de relações mais respeitosas a novos ambientes de trabalho em diferentes regiões do Distrito Federal. Somente nos primeiros meses de 2026, as iniciativas já conscientizaram mais de 1,5 mil trabalhadores. As ações, coordenadas pela Subsecretaria de Apoio a Vítimas de Violência (Subav), passaram a ocupar espaços antes pouco alcançados pelas campanhas educativas, como atacadistas, garagens de empresas de transporte coletivo, clínicas, empresas de limpeza urbana e órgãos públicos. Ao longo deste ano, foram realizadas 17 atividades, alcançando trabalhadores de diferentes setores. A empresa Super Adega recebeu sete ações, totalizando 403 pessoas atendidas. O Atacadão Dia a Dia sediou uma atividade, com participação de 49 colaboradores. Já a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) concentrou seis encontros, alcançando 899 pessoas, incluindo a capacitação promovida para colaboradores da BSB Bus durante o período de Carnaval. Também participaram das atividades trabalhadores das empresas Valor Ambiental e Suma Resíduos Sólidos, com 50 participantes cada, além da Clínica Fenelon, que recebeu uma palestra para 50 colaboradores. Ao longo deste ano, foram realizadas 17 atividades, alcançando trabalhadores de diferentes setores | Foto: Sejus-DF/Divulgação Tradicionalmente realizado em canteiros de obras, o projeto Conversa com Eles ganhou novos formatos e públicos em 2026. A iniciativa, que até o fim do ano passado já havia alcançado mais de 2,5 mil homens da construção civil, passou a visitar outros ambientes predominantemente masculinos, promovendo diálogos sobre masculinidade, respeito, responsabilidade afetiva e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante os encontros, especialistas da Sejus conduzem rodas de conversa e reflexões sobre comportamentos cotidianos, relacionamentos abusivos, canais de denúncia e a importância do acolhimento às vítimas. Já o Papo Delas reúne trabalhadoras em palestras voltadas à conscientização e à prevenção da violência doméstica e familiar. As atividades abordam os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, sinais de relacionamentos abusivos, rede de proteção e a importância da denúncia. Para o secretário de Justiça e Cidadania interino, Jaime Santana, a ampliação das ações representa um avanço importante no fortalecimento das políticas públicas de prevenção. “Levar esse debate para diferentes espaços de trabalho é fundamental para construir uma cultura de respeito e conscientização. A violência contra a mulher precisa ser enfrentada de forma coletiva, com diálogo, informação e presença do poder público onde as pessoas estão”, destacou. A subsecretária de Apoio a Vítimas de Violência da Sejus, Uiara Mendonça, reforçou a importância de ampliar cada vez mais o alcance das iniciativas. “Quando conseguimos ocupar novos ambientes e conversar diretamente com trabalhadores e trabalhadoras, ampliamos a rede de conscientização e prevenção. São espaços estratégicos para desconstruir comportamentos violentos e fortalecer o respeito às mulheres no dia a dia”, afirmou. Programa Direito Delas Os projetos Conversa com Eles e Papo Delas integram o Programa Direito Delas, da Sejus-DF, que oferece atendimento jurídico, psicológico e social a mulheres vítimas de violência, além de acolhimento a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade. Desde sua criação, em novembro de 2023, o programa já realizou 9.586 atendimentos e alcançou mais de 4,8 mil mulheres por meio de ações educativas e rodas de conversa. Atualmente, o Direito Delas está presente em 12 núcleos regionais do Distrito Federal: Plano Piloto, Águas Claras, Ceilândia, Guará, Itapoã, Paranoá, São Sebastião, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Estrutural e Gama. *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF)

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Com apoio do GDF, espetáculo inspirado em Shakespeare aborda combate à violência contra mulheres

Com base em uma releitura da obra Otelo, de William Shakespeare, a peça DesdeSempre mistura ficção e relatos reais para abordar o combate à violência de gênero. O espetáculo será prestigiado por estudantes de escolas públicas na sexta-feira (8) e terá duas sessões abertas ao público no final de semana, no Teatro Sesc Newton Rossi, em Ceilândia. As apresentações serão às 20h, no sábado (9), e às 19h, no domingo (10), com ingressos gratuitos pela plataforma Sympla. O espetáculo é promovido pelo Coletivo Artístico CeinCena com recursos do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf) da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Escrita por Shakespeare nos anos 1600, a história de Otelo trata sobre ciúme, manipulação e violência nos relacionamentos. A realidade dos índices de violência e a dramaturgia de Shakespeare se encontram em 'DesdeSempre' | Fotos: Gabriela Jordão/Divulgação “A montagem começou em 2023, ano em que o Brasil teve muitos casos de feminicídio e o DF bateu recorde, passou de 25. Nos sentimos provocados a falar sobre isso”, relata a atriz Malu Guimarães. Para ela, o tema atravessa séculos sem perder atualidade: “É uma situação que aparece em uma obra de 1662 e que até hoje está presente, mas ainda não é abordada como deveria no teatro. O espetáculo vem como um espaço político, um lugar de voz para escancarar as violências que acometem nossos corpos”, explica. A atriz Clarisse Fleury enfatiza o impacto social e educativo da peça, especialmente entre jovens da rede pública. “Além de importante, é muito delicado, porque estamos falando com adolescentes de 15 a 18 anos e sabemos que a realidade deles está muito fragilizada nesse sentido”, afirma, alertando sobre o contato precoce com discursos misóginos. “Muitos jovens já têm contato com princípios ‘red pill’, que afetam a autoestima e reforçam atitudes machistas estruturais. Acreditamos na importância de chegar à juventude, porque é onde o adulto se forma. Estamos formando outros jovens para terem consciência de raça, gênero e classe, entendendo essas questões de forma interseccional”. Antes de ser apresentada para o público em geral, o espetáculo chegará a alunos da rede pública de ensino A sessão exclusiva para estudantes faz parte do Projeto Matilha — Teatro, Território e Periferia, que utiliza o teatro para criar espaços de escuta e debate sobre temas essenciais para a sociedade. Ao final, haverá um bate-papo com uma psicóloga e outros convidados. As escolas atendidas são o Centro de Ensino Médio 04, o Centro Educacional 06 e o Centro Educacional 11, em Ceilândia. Antes, todas receberam oficinas sobre pertencimento, responsabilidade social, ciclos de opressão e violência de gênero. DesdeSempre Sábado (9), às 20h, e domingo (10), às 19h, no Teatro Sesc Newton Rossi (Ceilândia). Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla. Não recomendado para menores de 14 anos.

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Programa da PMDF devolve segurança e autonomia a mulheres vítimas de violência doméstica

Por mais de 20 anos, a babá Rosineide da Costa Almeida, 37, conviveu com o medo constante dentro da própria casa. As agressões, físicas e psicológicas, vinham de quem um dia prometeu cuidado e proteção: o ex-marido. A rotina de violência só teve fim em 31 de janeiro de 2023, quando, no dia de seu aniversário, ela registrou a primeira ocorrência policial. Rosineide Almeida, que conseguiu pôr fim a um ciclo de violência praticada pelo então marido ao decidir denunciá-lo, recebeu ajuda do Provid: “Eles não estão 24 horas na minha casa, mas me protegem 24 horas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília Naquele momento, a trajetória de Rosineide começou a mudar: ela foi encaminhada ao Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (Provid), da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), e nunca mais teve contato com o agressor. “Queria que toda mulher tivesse a oportunidade que eu tive. Muitas morrem porque não sabem que existe tanta ajuda. Não é só um papel. Funciona. Salvou a minha vida” Rosineide Costa Almeida O Provid é um serviço especializado da PMDF voltado ao atendimento de mulheres em situação de violência doméstica grave, com foco na prevenção de reincidências e do feminicídio. São promovidas visitas solidárias, acompanhamento de medidas protetivas, ações educativas e articulação com a rede de proteção, junto ao Judiciário, assistência social, Saúde e órgãos de defesa da mulher. Em 2025, o enfrentamento foi reforçado com a aquisição de 27 viaturas, possibilitando a ampliação da assistência às vítimas. “Eu achava que a polícia não ia me proteger, que não estaria comigo o tempo todo, mas eu estava enganada”, afirma Rosineide, que recebeu o Dispositivo de Acionamento de Emergência Viva Flor e passou a ter visitas frequentes das equipes do programa. “Eles não estão 24 horas na minha casa, mas me protegem 24 horas. No começo, eu sentia medo até do barulho da viatura. Depois, aquele som virou sinal de segurança.” Registro de ocorrência Desde 2019, aproximadamente 115 mil mulheres já foram atendidas pelo programa O episódio decisivo para o fim do ciclo de violência ocorreu quando o agressor perseguiu Rosineide no dia do aniversário dela, por não aceitar o término do relacionamento. O homem tentou agredi-la em casa e, depois, a seguiu até o restaurante escolhido para a comemoração, em Taguatinga. “Ele foi me seguindo de casa até o lugar, jogava o carro para tentar me tirar da pista”, lembra ela. “Foi desesperador. Quando chegamos à QNL, minha filha pulou do carro pedindo socorro. Eu achei que ia morrer.” O desespero daquele dia não se repetiu mais após o registro da ocorrência policial, uma vez que Rosineide conseguiu uma medida protetiva e foi integrada à rede de atendimento do Provid, com acompanhamento psicológico, suporte social e monitoramento policial contínuo. “Hoje, me sinto protegida, como se estivesse dentro de uma bolha de segurança”, celebra ela. “Queria que toda mulher tivesse a oportunidade que eu tive. Muitas morrem porque não sabem que existe tanta ajuda. Não é só um papel. Funciona. Salvou a minha vida.” Atendimento especializado e preventivo Uma das principais políticas públicas no enfrentamento à violência doméstica, o Provid já atendeu cerca de 115 mil mulheres desde 2019. No ano passado, foram 25.565 visitas solidárias, 391 ações de prevenção e articulação com a rede de proteção, 2.095 triagens e 1.832 visitas. Tenente-coronel Renata Cardoso: “O Provid não é apenas número, é transformação de vidas” No período, 1.164 famílias foram acompanhadas de forma contínua e 883 medidas protetivas de urgência receberam monitoramento direto da PMDF. A iniciativa, presente em 22 batalhões da PMDF, oferece suporte a todas as regiões administrativas, tanto presencial quanto por meio do WhatsApp. De acordo com a tenente-coronel Renata Cardoso, responsável pela coordenação-geral do programa, o diferencial é o atendimento humanizado e individualizado. “É um policiamento especializado, feito por policiais capacitados, que avaliam o risco de cada caso e constroem, junto com a mulher, um plano de segurança”, explica. “O objetivo é proteger, orientar e ajudar essa mulher a retomar sua autonomia”. Em 2025, 32 policiais militares concluíram a formação específica. “Aqui no DF, a medida protetiva é expedida com muita rapidez, muitas vezes em poucas horas. Além disso, a mulher pode solicitar recursos como o Viva Flor e o acompanhamento do Provid, mesmo sem determinação judicial específica. São ferramentas que salvam vidas” Tenente-coronel Renata Cardoso, coordenadora do Provid Durante as visitas, as equipes elaboram um plano de segurança individualizado, com orientações práticas para o dia a dia. “A mulher recebe instruções sobre rotinas mais seguras, cuidados com o portão e a fechadura, trajetos alternativos, combinação de sinais com familiares e vizinhos e até estratégias para situações emergenciais. Tudo é pensado de acordo com a realidade daquela mulher”, detalha a tenente-coronel. Atuação integrada Segundo a oficial, a política atua de forma integrada com outros serviços da segurança pública, como o Copom Mulher, inaugurado em 2024 para o atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica, e a Diretoria de Monitoramento de Pessoas Protegidas (DMPP), responsável pela gestão do Viva Flor e do monitoramento eletrônico de agressores. Ela reforça ainda a importância das medidas protetivas e do monitoramento eletrônico: “Aqui no DF, a medida protetiva é expedida com muita rapidez, muitas vezes em poucas horas. Além disso, a mulher pode solicitar recursos como o Viva Flor e o acompanhamento do Provid, mesmo sem determinação judicial específica. São ferramentas que salvam vidas”. Em dezembro de 2025, o programa recebeu 27 novas viaturas, distribuídas entre as 22 unidades operacionais, incluindo o Batalhão Rural. “Esses investimentos permitem mais visitas, mais proximidade e mais efetividade no atendimento”, avalia Renata Cardoso. “O Provid não é apenas número, é transformação de vidas”. Como funciona O acesso ao Provid pode ocorrer de diferentes formas, a depender da situação vivenciada pela mulher. O principal caminho é o registro de ocorrência policial, que passa a ser um inquérito e, posteriormente, um processo judicial. A partir de uma avaliação de risco feita pelo juiz, nos casos considerados graves ou com risco extremo de feminicídio, a mulher pode ser encaminhada diretamente para acompanhamento especializado. [LEIA_TAMBEM]Outra forma é a demanda espontânea, em que a mulher pode procurar um batalhão da Polícia Militar que conte com equipe do Provid e solicitar, de forma direta, o acompanhamento, mesmo sem encaminhamento judicial prévio. Por fim, o Copom Mulher também serve de acesso, na situação em que uma mulher ou qualquer outra pessoa liga para o 190 para relatar uma situação de violência doméstica. A viatura faz o atendimento inicial, e, posteriormente, a vítima recebe a ligação da central, com orientações, acolhimento e informações sobre como registrar a ocorrência e acessar o Provid. Canais de atendimento à mulher → O telefone 180 é o canal geral de atendimento às mulheres vítimas de violência, também utilizado para denúncia por terceiros → Atos de violência em andamento e urgentes são casos de polícia (PMDF), que deve ser acionada pelo 190 → Para denúncias anônimas, o canal da Polícia Civil (PCDF) pode ser ativado pelo 197.  

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Encontro reforça enfrentamento ao feminicídio como política de Estado 

Autoridades, especialistas e lideranças femininas participaram, nesta quinta-feira (26), do evento “O Brasil pelas Mulheres — Proteção a Todo Tempo”, promovido pelo jornal Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília para ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência de gênero, às vésperas do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. O encontro contou com a presença da vice-governadora Celina Leão, e da secretária da Mulher, Giselle Ferreira, e do secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar.   Durante o encontro, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, ressaltou: “Combater o feminicídio exige envolver toda a sociedade civil” | Foto: Divulgação/SSP-DF O evento integra uma série de iniciativas do jornal voltadas à ampliação do diálogo sobre violência contra a mulher e à construção de soluções coletivas. Celina Leão reforçou: “O enfrentamento à violência contra a mulher no DF é uma política de Estado sólida. Estruturamos uma rede de proteção que é referência nacional por integrar prevenção, capacitação e acolhimento. Para o nosso governo, garantir a segurança das mulheres é um compromisso diário traduzido em investimentos e ações reais, pois proteger as mulheres deve ser um compromisso de toda a sociedade”. Luta de todos Para a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), espaços como esse promovido pelo jornal fortalecem a articulação entre poder público, imprensa e sociedade civil, consolidando uma rede de proteção que deve atuar o tempo todo — na prevenção, na denúncia, na investigação e na responsabilização. “Quando o assunto é feminicídio, não há o que comemorar enquanto houver uma única mulher assassinada por razão de gênero”, declarou Sandro Avelar. “Todos os estados estão buscando formas de enfrentar essa realidade, e aqui no DF trabalhamos de forma integrada, com protocolo específico que determina que toda morte violenta de mulher seja inicialmente investigada como feminicídio. Isso evita a subnotificação, fortalece a investigação e demonstra que essa é uma política de Estado, não uma pauta que possa ser politizada. É uma luta de todos nós.” “Para o nosso governo, garantir a segurança das mulheres é um compromisso diário traduzido em investimentos e ações reais, pois proteger as mulheres deve ser um compromisso de toda a sociedade” Celina Leão, vice-governadora O secretário também enfatizou o papel da sociedade no enfrentamento à violência: “É triste saber que, muitas vezes, vizinhos e familiares tinham ciência de que aquela mulher sofria violência e ninguém denunciou. Combater o feminicídio exige envolver toda a sociedade civil”.  Giselle Ferreira falou sobre o programa Acolher Eles e Elas, destinado aos órfãos do feminicídio: “É um benefício de um salário mínimo. Hoje cuidamos de mais de 207 órfãos. Além do apoio financeiro, os órfãos e as famílias são acompanhados pelos especialistas da SMDF para amenizar os impactos psicológicos das crianças e jovens. É mais uma política pública de assistência às vítimas realizada pelo Governo do Distrito Federal”. Denuncie [LEIA_TAMBEM]Além do registro presencial de ocorrências em delegacias, a Polícia Civil (PCDF) disponibiliza o registro de ocorrência por meio da plataforma Maria da Penha Online. A comunicante pode enviar provas com fotos, vídeos e requerer acolhimento. Outros canais de denúncia são o e-mail denuncia197@pcdf.df.gov.br; o telefone 197, opção zero; e o WhatsApp (61) 98626-1197, além do 190, da Polícia Militar (PMDF), disponível para atendimento emergencial.    *Com informações da Secretaria de Segurança Pública

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Projeto Banco de Talentos participa da Feira da Mulher Empreendedora em shopping de Brasília

De terça (2) a sexta (5) desta semana, das 9h às 16h, o Venâncio Shopping recebe mais uma edição da Feira da Mulher Empreendedora, iniciativa do projeto Banco de Talentos, que integra o programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A ação será realizada no Piso 2 e reunirá mulheres que encontraram no empreendedorismo uma oportunidade de autonomia, renda e reconstrução de trajetórias. Ao longo dos quatro dias, o público poderá conhecer e adquirir produtos feitos por artesãs e empreendedoras do DF, como acessórios, peças de decoração, vestuário e itens para o lar. A feira funciona como uma grande vitrine para esses talentos, dando visibilidade aos seus trabalhos e fortalecendo a independência financeira e a autoestima. As expositoras da Feira da Mulher Empreendedora podem enfrentar a violência doméstica com armas como geração de renda e aumento da autoestima | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF  [LEIA_TAMBEM]A iniciativa faz parte das ações de enfrentamento à violência contra a mulher, incentivando a geração de renda e promovendo caminhos reais para a transformação social. Em 2025, o Banco de Talentos já beneficiou mais de 600 mulheres em diversas regiões administrativas do Distrito Federal, oferecendo mentorias, oficinas, cursos de qualificação e atividades voltadas à economia solidária. Mais de 80% das beneficiárias eram vítimas de violência ou viviam em estado de vulnerabilidade social. “O Banco de Talentos é uma ferramenta poderosa de transformação social, que oferece visibilidade, oportunidade e autonomia para que nossas expositoras escrevam uma nova história de vida”, afirma a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. A participação na feira é voluntária, e todo o lucro das vendas é integralmente repassado às expositoras.  *Com informações da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF)  

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Principal canal de atendimento às mulheres, número 180 completa 20 anos de serviços prestados

O principal serviço brasileiro de denúncias de violência de gênero e acolhimento de meninas e mulheres no Brasil chega aos 20 anos com resultados expressivos e avanços significativos. No Distrito Federal, de janeiro a outubro de 2025, a Central do Ligue 180 registrou 20.804 atendimentos, somando ligações telefônicas, WhatsApp, e-mails e videochamadas, os dados constam no painel de dados do Ministério das Mulheres. O número reflete a confiança crescente das mulheres no serviço, que funciona 24 horas por dia e é referência nacional em escuta qualificada para a realização de denúncias. Criado em 2005 como um canal de orientação e acolhimento, o Ligue 180 passou a receber denúncias formais em 2014. Desde então, tornou-se um instrumento essencial para interromper ciclos de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e direcioná-las aos serviços especializados da rede de proteção — como a Casa da Mulher Brasileira, delegacias especializadas, Centros Especializados de Atendimento à Mulher, Defensorias Públicas e unidades de saúde. No Distrito Federal, a Secretaria da Mulher (SMDF) recebe os dados e acolhe as mulheres. A equipe, formada somente por mulheres, é treinada para a escuta qualificada e atendimento humanizado. Durante as ligações são tiradas dúvidas e realizados os encaminhamentos de meninas e mulheres para serviços de proteção da rede especializada. No Distrito Federal, a equipe, formada somente por mulheres, é treinada para a escuta qualificada e atendimento humanizado | Foto: Divulgação/SMDF “Os 20 anos do Ligue 180 mostram o compromisso do Estado com a vida das mulheres. Aqui no Distrito Federal, seguimos empenhados em fortalecer essa rede de proteção, garantindo que toda mulher ao procurar ajuda seja atendida com respeito, segurança e rapidez”, comentou a vice-governadora, Celina Leão. A modernização do Ligue 180 tem sido um marco na política de enfrentamento à violência contra mulheres no Brasil. Nos últimos anos, o serviço ampliou seus canais de atendimento, incorporando recursos digitais como WhatsApp, e-mail e videochamadas em Libras, garantindo acessibilidade e rapidez no acolhimento. A criação de painéis de dados e da Rede de Atendimento às Mulheres também fortaleceu a transparência e a articulação entre os serviços especializados, permitindo respostas mais ágeis e integradas. Com tecnologia atualizada, equipe qualificada e atendimento humanizado, o Ligue 180 se consolida como um canal moderno, eficiente e preparado para atender às demandas das mulheres de todo o país. Para a secretária da Mulher, Giselle Ferreira, além de ser o principal canal de denúncia, os dados do serviço auxiliam no desenvolvimento de políticas públicas de enfrentamento à violência no DF. “O Ligue 180 é uma ferramenta que salva vidas. Cada atendimento realizado é uma oportunidade de romper o ciclo da violência e garantir que mais mulheres tenham acesso à informação e segurança. E, principalmente, assegura que nenhuma mulher esteja sozinha”, completa Giselle. *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)

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Pesquisa vai traçar panorama da violência contra a mulher no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) inicia, nesta segunda-feira (3), a pesquisa inédita Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal, que vai mapear o perfil sociodemográfico das vítimas de violência doméstica na capital. O objetivo é subsidiar ações e políticas públicas voltadas à proteção da vida e à segurança das mulheres. A coleta de dados será realizada até 11 de novembro. O levantamento é conduzido pelo Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Vice-Governadoria e com a Secretaria da Mulher (SMDF). A pesquisa vai ouvir cinco mil pessoas — homens e mulheres — presencialmente, em todas as 35 regiões administrativas do DF. Além de traçar o perfil das mulheres vítimas de violência doméstica, o estudo vai investigar o contexto em que essas situações ocorrem: a presença de testemunhas, a autonomia financeira, as vulnerabilidades relacionadas às condições de trabalho, à rede de apoio e à presença de filhos. Também será analisado o grau de concordância da população com políticas públicas voltadas à proteção das vítimas e à promoção da equidade de gênero de forma mais ampla. Levantamento vai traçar o perfil sociodemográfico das vítimas de violência doméstica no Distrito Federal | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília “Essa pesquisa representa um avanço importante no enfrentamento à violência de gênero em nossa capital. Ao detalhar o perfil sociodemográfico das vítimas, estabelecemos um alicerce sólido para a formulação de políticas públicas mais eficazes, visando assegurar a vida e a segurança das mulheres no Distrito Federal. Nosso compromisso é transformar nossa cidade no melhor lugar para nascer menina e crescer mulher”, afirma a vice-governadora, Celina Leão. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, destaca que “compreender as múltiplas faces da violência é fundamental para enfrentá-la de forma eficaz. Esse estudo vai nos permitir enxergar a realidade das mulheres do Distrito Federal com mais profundidade, entender suas necessidades e fortalecer as políticas públicas que salvam vidas. A pesquisa é mais um passo do GDF no compromisso de proteger, acolher e garantir direitos às mulheres”. [LEIA_TAMBEM]O diretor-presidente do IPEDF, Manoel Clementino Barros Neto, reforça o papel estratégico do instituto: “Ao colocar esta pesquisa em campo, o IPEDF reafirma seu compromisso em fornecer inteligência de dados para orientar decisões públicas estratégicas. Com um diagnóstico sólido da violência contra a mulher no DF, o governo fortalece sua capacidade de responder com agilidade e responsabilidade, transformando conhecimento em ação concreta para proteger vidas”. Para a diretora de Estudos e Políticas Sociais do IPEDF (Dipos), Marcela Machado, “ao ouvir mulheres e homens em todas as regiões do DF, buscamos compreender as múltiplas dimensões que atravessam a violência de gênero, desde a autonomia econômica até a rede de apoio disponível. Produzir dados de qualidade é garantir que nenhuma decisão sobre políticas para as mulheres seja baseada em suposições, mas em evidências concretas que respeitam a vida e a realidade de quem enfrenta a violência no cotidiano”. *Com informações do Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF)

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Programa Empoderadas no Tatame leva defesa pessoal, fortalecimento emocional e qualificação profissional a 11 regiões do DF

Desde o lançamento, em agosto, o Projeto Empoderadas no Tatame já transformou a vida de 453 mulheres atendidas pelo Programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF). São participantes que encontraram nas aulas de técnicas preventivas de segurança, maquiagem e design de sobrancelhas uma nova forma de se fortalecer — por dentro e por fora. Criado com o objetivo de promover autonomia, autodefesa e autoestima feminina, o projeto segue com inscrições abertas até fevereiro de 2026, em todos os 11 núcleos de atendimento do Direito Delas, localizados em 11 regiões: Brasília (Asa Norte), Ceilândia, Estrutural, Gama, Guará, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia e São Sebastião. As alunas do projeto aprendem técnicas de prevenção e contenção que priorizam a autoproteção, o controle emocional e a confiança | Fotos: Jhonatan Vieira, Ascom/Sejus  As aulas de defesa pessoal são ministradas por Érica Paes, ex-lutadora de MMA, faixa-preta 5º grau em jiu-jítsu, especialista em segurança feminina e idealizadora do projeto. Com experiência de mais de duas décadas no esporte e no enfrentamento à violência de gênero, Érica ensina técnicas de prevenção e contenção que priorizam a autoproteção, o controle emocional e a confiança. “Mais do que aprender golpes, as mulheres aprendem a reconhecer situações de risco, a se posicionar com firmeza e a entender que têm o direito de se defender e de viver sem medo”, explica Érica. Autonomia e qualificação profissional Marcela Passamani (centro): "Quando as mulheres aprendem a se defender e ainda encontram ferramentas para conquistar a independência financeira, garantimos mais do que segurança física: promovemos liberdade, dignidade e protagonismo"  Além das técnicas de autodefesa, o projeto oferece oficinas de qualificação profissional em áreas como maquiagem e design de sobrancelhas, ampliando as possibilidades de geração de renda e independência econômica — fatores essenciais para romper ciclos de dependência e violência. “Quando as mulheres aprendem a se defender e ainda encontram ferramentas para conquistar a independência financeira, garantimos mais do que segurança física: promovemos liberdade, dignidade e protagonismo”, destaca a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. Elusimar Silva depois de chegar tímida às primeiras aulas, hoje já trabalha como designer de sobrancelhas: "Me sinto uma nova mulher" Moradora do Recanto das Emas, Elusimar Silva, de 50 anos, é uma das participantes que viu a vida mudar depois de entrar para o projeto. “Eu cheguei tímida, com medo até de falar. Hoje, aprendi a me defender, a cuidar de mim e ainda comecei a atender a minhas primeiras clientes com o curso de design de sobrancelhas. Me sinto uma nova mulher”, conta. Como participar As interessadas podem procurar o núcleo do Direito Delas mais próximo para se inscrever gratuitamente. As aulas ocorrem todas as semanas, e as vagas são abertas de forma contínua, com turmas sendo formadas até fevereiro de 2026. O projeto é uma das ações do programa Direito Delas, que oferece atendimento social, psicológico e jurídico a mulheres em situação de vulnerabilidade e a seus familiares, reforçando o compromisso da Sejus-DF com o enfrentamento à violência de gênero e o fortalecimento feminino em todo o Distrito Federal. *Com informações da Sejus-DF  

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Desfile Kids reforça laços familiares e promove autoestima na Estrutural

A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) promoveu, neste sábado (11), uma programação especial na cidade da Estrutural para celebrar o Mês das Crianças. O Desfile Kids Estrutural, organizado pelo Comitê de Proteção à Mulher em parceria com a administração regional da cidade, levou ao local um ambiente de acolhimento e convivência, unindo moda, afeto e autoestima. O evento contou com entrega de brinquedos, brincadeiras e atividades terapêuticas conduzidas por profissionais e estagiários do curso de psicologia da Faculdade Anhanguera. A proposta foi oferecer um momento de escuta, fortalecimento emocional e valorização dos vínculos familiares. O evento valorizou a autoestima das meninas e das mães | Fotos: Daniel de Melo Santos/SMDF Durante o desfile, mães e filhos dividiram a passarela em um momento simbólico de conexão e carinho. A governadora do DF em exercício, Celina Leão, ressaltou a importância da vivência para o desenvolvimento emocional das crianças. “Esse tipo de iniciativa fortalece a autoconfiança e a empatia. Quando a família se envolve em experiências de afeto, a criança cresce mais segura, confiante e consciente de seus sentimentos”, destacou Celina. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, ressaltou que o desfile representa o olhar humanizado e a missão da pasta em promover o bem-estar das mulheres e de suas famílias. “O cuidado é um ato transformador. Quando uma mulher é acolhida, ela se fortalece, e isso reflete diretamente na vida de seus filhos e na comunidade. Esse tipo de ação resgata a autoestima e inspira novas trajetórias de amor e superação”, reforçou a secretária.  "Quando a família se envolve em experiências de afeto, a criança cresce mais segura, confiante e consciente de seus sentimentos" Celina Leão, governadora em exercício Ainda de acordo com Giselle, o evento é um exemplo do trabalho dos Comitês de Proteção à Mulher, que atuam não apenas em situações de emergência, mas também por meio de ações educativas e preventivas, levando acolhimento e informação para dentro das comunidades. Além do acolhimento direto, os comitês têm papel estratégico na prevenção, realizando campanhas, conversas e eventos de conscientização nas cidades. Atualmente, há unidades nas administrações regionais de Itapoã, Ceilândia, Lago Norte, Estrutural, Sobradinho e Santa Maria e na Biblioteca Pública de Águas Claras. Entre as participantes, a chef de cozinha Emilsa Monteiro emocionou o público ao desfilar com a filha de 9 anos, Maria Cecília. “Faço acompanhamento psicossocial pelo projeto. Aqui, eu e minha filha fomos acolhidas com muito carinho. Esse programa mudou completamente a minha vida. Eu me senti protegida e valorizada. Esse momento vai ficar guardado na nossa memória”, contou Emilsa. Emilsa Monteiro e a filha, Maria Cecília, se emocionaram ao participar do projeto Os serviços coordenados pela SMDF garantem escuta qualificada, acompanhamento psicológico, social e jurídico, além de articulação com as forças de segurança e o sistema de Justiça. De janeiro a setembro deste ano, os Comitês de Proteção à Mulher já realizaram mais de 930 atendimentos em todo o Distrito Federal, reforçando o compromisso da Secretaria da Mulher em ampliar o acesso à proteção, ao acolhimento e à reconstrução da vida das mulheres em situação de vulnerabilidade. *Com informações da Secretaria da Mulher

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GDF fortalece rede de proteção a mulheres em situação de violência

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) coordena, por meio de integração e do uso da tecnologia, ações de proteção à mulher, voltadas à garantia de cumprimento das medidas protetivas de urgência e à prevenção de novos episódios de violência doméstica e familiar.  O Programa Segurança Integral consiste na articulação com a sociedade civil e na atuação conjugada entre órgãos e entidades governamentais e não governamentais mediante o conjunto de eixos de segurança integral, que priorizam projetos, ações e serviços com o objetivo de promover resultados diretos e ou indiretos na redução sustentável dos índices de criminalidade e violência, no aumento da sensação de segurança e na melhoria das condições sociais gerais da sociedade com a promoção de direitos humanos. Mais de 2.600 pessoas estão sendo monitoradas pelos programas ou utilizaram em algum momento os aplicativos e dispositivos da SSP-DF | Foto: Divulgação/SSP-DF Em 2025, o Distrito Federal registrou 708 inclusões de monitoramento pelo Programa Viva Flor e 35 pelo Dispositivo de Proteção Preventiva. Ao todo, mais de 2.600 pessoas estão sendo monitoradas pelos programas ou utilizaram em algum momento os aplicativos e dispositivos. O número reflete o aumento da confiança na rede de apoio e a importância da atuação conjunta entre a SSPDF, a Polícia Civil (PCDF), a Polícia Militar (PMDF), o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), o Tribunal de Justiça (TJDFT) e a Defensoria Pública (DPDF). "Nosso trabalho é garantir que toda medida protetiva seja cumprida com rigor e sensibilidade, de forma a salvar vidas e interromper ciclos de violência" Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública “A proteção da mulher é uma prioridade da política de segurança pública do Distrito Federal. Nosso trabalho é garantir que toda medida protetiva seja cumprida com rigor e sensibilidade, de forma a salvar vidas e interromper ciclos de violência. Nenhuma mulher protegida pelo nosso sistema teve sua integridade violada. Por isso é tão importante, aos primeiros sinais de possível violência, que a vítima procure ajuda e denuncie”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. Monitoramento e resposta imediata Os programas atuam em várias frentes para assegurar o cumprimento das medidas judiciais e evitar reincidências. Entre as ações estão o monitoramento eletrônico de agressores em tempo real 24 horas por dia, o uso de dispositivos de alerta em casos de descumprimento, a fiscalização preventiva realizada pela PMDF e o acompanhamento especializado feito pela PCDF e pelas equipes técnicas da SSP-DF. Com base nas informações constantes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, edição de 2025, observa-se que no Distrito Federal foram contabilizados 2.247 registros de medidas protetivas descumpridas em 2023. Em 2024, o total foi de 2.097 registros de descumprimentos, registrando uma redução de 6,7%. Quando há indícios de descumprimento, as forças de segurança são acionadas imediatamente e o caso é comunicado ao Judiciário, garantindo uma resposta ágil e articulada. Desde o início dos programas foram registradas 120 prisões de monitorados Desde o início dos programas foram registradas 120 prisões de monitorados. Segundo a subsecretária de Prevenção à Criminalidade, Regilene Rozal, “a integração entre os órgãos é o principal diferencial do programa, pois cada ocorrência é tratada de forma coordenada, permitindo uma atuação mais efetiva e humanizada”. Apoio e articulação em rede A fiscalização do cumprimento das medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), é uma responsabilidade compartilhada entre as forças de segurança e o sistema de justiça. No Distrito Federal, a Polícia Militar (PMDF) atua de forma direta na verificação e acompanhamento preventivo, realizando atendimentos emergenciais e visitas periódicas a mulheres que possuem medidas em vigor. Já a Polícia Civil (PCDF) é responsável por investigar eventuais descumprimentos e comunicar imediatamente ao Poder Judiciário e ao Ministério Público quando houver violação. Além do acompanhamento policial, o programa trabalha de forma articulada com serviços de assistência social, saúde e acolhimento psicológico, garantindo às mulheres suporte contínuo e fortalecimento da autonomia O Poder Judiciário, por sua vez, tem a competência de determinar, alterar ou revogar as medidas protetivas, podendo adotar mecanismos adicionais de controle, como o monitoramento eletrônico. O Ministério Público (MPDFT) atua na fiscalização legal e na responsabilização do agressor, podendo oferecer denúncia em casos de descumprimento. De forma integrada, essas instituições trabalham para garantir a proteção efetiva das mulheres e a aplicação rigorosa da lei em todo o DF. A SSP-DF promove, ainda, palestras nos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs) voltadas à prevenção da violência de gênero e à ampliação da rede de proteção às mulheres. A proposta é levar formação prática, acessível e descentralizada a diferentes regiões administrativas, promovendo diálogo direto com as comunidades. Além do acompanhamento policial, o programa trabalha de forma articulada com serviços de assistência social, saúde e acolhimento psicológico, garantindo às mulheres suporte contínuo e fortalecimento da autonomia. Campanhas educativas e ações de conscientização também integram a estratégia, com foco na mudança de comportamentos e na prevenção da violência de gênero. “O enfrentamento à violência contra a mulher vai além da repressão. É um trabalho de reconstrução de confiança, fortalecimento de vínculos e empatia. A SSP-DF tem investido em políticas integradas que acolhem, protegem e previnem”, destacou o Chefe da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios, Marcelo Zago. [LEIA_TAMBEM]Como buscar ajuda A SSP-DF reforça que o papel da vítima é essencial para a efetividade das medidas protetivas. “Em situações em que a mulher, por diferentes razões, permanece convivendo com o agressor mesmo após a denúncia, o risco de revitimização aumenta significativamente, impossibilitando ações efetivas da segurança pública. Portanto, é fundamental que à partir da Medida Protetiva, haja o real afastamento do agressor”, declarou a diretora de Monitoramento de Pessoas Protegidas da SSP-DF, Andrea Boanova.   Mulheres em situação de risco podem acionar imediatamente o 190, registrar a ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) ou pela Delegacia Eletrônica. *Com informações da SSP-DF  

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Consegs mobilizam comunidade no Gama contra a violência doméstica

O quarto encontro do Ciclo de Palestras dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública (Consegs), promovido pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), reuniu cerca de 350 pessoas de diferentes segmentos da sociedade — entre estudantes, lideranças religiosas, idosos, comerciantes, atletas, produtores rurais e moradores da comunidade. Realizado nesta quinta-feira (9), o evento registrou o segundo maior público da atual edição do ciclo. A iniciativa integra o eixo Mulher Mais Segura, do programa Segurança Integral, e dá continuidade às ações da campanha Agosto Lilás, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher. O encontro contou com o apoio dos Consegs do Gama e Gama Rural, regiões que enfrentam desafios específicos por estarem situadas em áreas de fronteira do DF. A programação reuniu especialistas da SSP-DF, representantes das forças de segurança, do Ministério Público do DF, da Secretaria da Mulher, do Sebrae e da sociedade civil. Foram debatidos temas como violência doméstica, empoderamento feminino, autonomia econômica e emocional, redes de acolhimento e canais de denúncia. A iniciativa integra o eixo Mulher Mais Segura, do programa Segurança Integral, e dá continuidade às ações da campanha Agosto Lilás, voltada à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher | Foto: Divulgação/SSP-DF Para o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, ações como essa reforçam o papel dos Conselhos Comunitários como espaços de escuta e transformação. "A segurança pública se fortalece quando caminha junto com a comunidade. O combate à violência contra a mulher não é responsabilidade de um único órgão, mas de toda a sociedade. Estar aqui, discutindo e construindo soluções com os moradores, é fundamental para ampliarmos a rede de proteção e garantirmos que nenhuma mulher sofra em silêncio", afirmou Avelar. Segundo o secretário-executivo Institucional de Políticas de Segurança Pública, Paulo André Vieira Monteiro, a mobilização representa um importante passo na união de esforços contra a violência de gênero. “Ter um evento como esse, organizado pela própria comunidade por meio dos Consegs, soma-se às diversas iniciativas do governo, por meio da Secretaria de Segurança e da sociedade civil para zerar os casos de feminicídio no DF. Essa mobilização é constante, e tenho certeza de que essa rede do bem trará mudanças reais na vida das pessoas”, destacou. Moradora do Gama, Maria Adalgiza Santos ressaltou o impacto da ação para a comunidade: “Participar deste encontro foi muito esclarecedor. Muitas vezes, a gente ouve falar de violência, mas não entende os sinais e nem sabe como agir. Aqui aprendemos que podemos ajudar, apoiar e orientar outras mulheres. Quando a comunidade se une, ninguém fica sozinha”. Sobre o ciclo O I Ciclo de Palestras dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública é uma das iniciativas do eixo Mulher Mais Segura, voltado à prevenção da violência de gênero e à ampliação da rede de proteção às mulheres. A proposta é levar formação prática, acessível e descentralizada a diferentes regiões administrativas, promovendo diálogo direto com as comunidades. A edição do Gama foi a quarta realizada neste ano. Antes dela, o ciclo passou pela Cidade Estrutural, Vicente Pires e Ceilândia. A próxima parada será em São Sebastião, no dia 23 de outubro. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (61) 3441-8703 ou pelo e-mail conseg@ssp.df.gov.br. *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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GDF amplia rede de acolhimento a vítimas em situação de violência e registra já mais de 25 mil atendimentos em 2025

“Eu cheguei aqui de uma forma bem vulnerável, debilitada, sem apoio da família e sem saber para onde correr. Hoje, posso dizer que encontrei uma nova vida, uma rede de apoio que me deu forças para recomeçar.” O relato é de Joana*, mãe solo de cinco filhos, que durante cinco anos viveu um relacionamento abusivo e foi vítima de violência, sendo mantida em cárcere privado por mais de dois anos. Joana chegou ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) há seis meses. Desde então, participa do grupo psicossocial Virando a Página, que ocorre de forma remota às quartas-feiras e reúne cerca de 30 participantes — os encontros são conduzidos por um psicólogo. Além disso, Joana passou a frequentar toda quinta-feira à tarde os cursos de artesanato do Ceam, onde tem aprendido fuxico, tapeçaria, crochê e bordado. Hoje, além do acompanhamento psicológico e social, ela recebe o Bolsa Família e o auxílio aluguel social, benefício temporário de R$ 600 mensais destinado a mulheres em situação de violência doméstica que precisam deixar suas casas para viver com segurança. Joana* encontrou ajuda no Centro Especializado de Atendimento à Mulher para sair do ciclo de violência que vivia em seu relacionamento | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília Rede em expansão Histórias de superação como a de Joana refletem o fortalecimento da rede de atendimento no Distrito Federal. Em apenas dois anos, a Secretaria da Mulher ampliou de 14 para 31 o número de unidades de acolhimento espalhadas por todas as regiões administrativas. As unidades oferecem escuta qualificada, orientação jurídica, apoio psicossocial e encaminhamentos para a rede de proteção. A Casa da Mulher Brasileira e a Casa Abrigo permanecem como referências de assistência, enquanto os novos centros, núcleos especializados e unidades móveis reforçam a capilaridade dos serviços. "A missão da Secretaria da Mulher é a prevenção, a informação. Quando acontece a violência, a gente tem que enfrentar; mas a gente quer que ela não aconteça e é por isso que a gente tem feito essa política de levar campanha, de levar informação e de, cada vez mais, ampliar os nossos espaços públicos. Nós saímos de 14 unidades para 31 unidades, este ano inauguramos quatro Centros de Referência da Mulher Brasileira para ampliar essa rede. Porque nós, mulheres, temos uma tripla jornada e se a mulher não vai buscar seu apoio, buscar sua informação, a informação tem que ir até ela”, destaca a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. Nos seis primeiros meses deste ano, foram registrados 24.983 atendimentos psicossociais em todas as unidades, com 11.226 mulheres acolhidas, conforme dados do Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio. A ampliação da rede foi possível graças ao aumento do orçamento da Secretaria da Mulher, que cresceu 743% entre 2020 e 2024. Em 2020, pouco mais de R$ 10,3 milhões foram aplicados. No ano passado, o valor empenhado chegou a $86,9 milhões. “Quem cuida de uma mulher, cuida de uma família, cuida de uma geração. Se a mulher está bem, com certeza nós vamos ter um mundo melhor. Então, é um investimento. Este é um governo amigo da mulher”, acrescenta a secretária. “Com o investimento contínuo e a expansão de nossa rede de acolhimento, mostramos o compromisso de nossa gestão em proteger e garantir o desenvolvimento integral de cada mulher. Nosso objetivo é que todas tenham acesso rápido e humanizado a serviços públicos e oportunidades para alcançar sua autonomia financeira. São políticas públicas que transformam vidas, tornando o DF um lugar cada vez melhor para as mulheres”, emenda a vice-governadora Celina Leão. Em apenas dois anos, a Secretaria da Mulher ampliou de 14 para 31 o número de unidades de acolhimento espalhadas por todas as regiões administrativas Responsabilização dos agressores A rede também atua na reeducação de homens autores de violência. Por meio de encontros com grupos reflexivos, o atendimento busca romper padrões de comportamento e prevenir reincidência. João* foi um dos assistidos. “No início, cheguei acanhado, fechado; mas fui acolhido e percebi que muito do que eu achava que estava certo era errado. Mudei meu jeito de pensar e agir. Hoje, sou uma pessoa diferente, aprendi a conversar antes de reagir, a ter paciência. Hoje, consegui reconstruir o diálogo com minha família”, relata. Segundo ele, o espaço funciona como uma oportunidade de reflexão. “Quando uma mulher é agredida, o silêncio protege o agressor, mas o agressor também precisa se proteger dele mesmo, porque cada violência só o aprisiona mais. Esse programa me deu coragem para mudar”, desabafa. A rede de acolhimento também atua na reeducação de homens autores de violência. "Hoje, sou uma pessoa diferente, aprendi a conversar antes de reagir, a ter paciência. Hoje, consegui reconstruir o diálogo com minha família", relata João*, um dos assistidos Denúncia Se você está passando por uma situação de violência, denuncie por meio do 197 (Polícia Civil); 190 (Polícia Militar); 156, opção 6 (Central 156 do GDF); 180 (Central de Atendimento à Mulher) e Maria da Penha Online. Confira, abaixo, os espaços especializados em atendimento psicológico a mulher disponíveis no DF: ⇒ Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher, da PCDF ⇒ Programa Direito Delas, da Secretaria de Justiça e Cidadania ⇒ Casa da Mulher Brasileira, em Ceilândia ⇒ Centro de Referência da Mulher Brasileira ⇒ Centro Especializado de Atendimento à Mulher ⇒ Espaços Acolher, vinculados à Secretaria da Mulher. *Todos os personagens usaram nome fictício por questões de segurança

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Projeto Conversa com Eles conscientiza motoristas e cobradores de ônibus sobre violência contra a mulher

Reforçando a importância da participação masculina no combate à violência contra a mulher, o projeto Conversa com Eles foi realizado, pela primeira vez, em uma garagem de transporte coletivo. A ação ocorreu na manhã desta sexta-feira (3), com mais de 100 colaboradores do Grupo São José, entre motoristas, cobradores, gestores e equipe administrativa. A iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), que nesta edição contou com a parceria da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF), promove diálogos sobre comportamentos machistas e sua relação direta com os índices de violência contra a mulher. Até agora, já impactou mais de 2,5 mil trabalhadores em ambientes predominantemente masculinos, como canteiros de obras e órgãos públicos do Distrito Federal. Luiz Carlos Araújo: "Trazer essa discussão é muito importante para que a gente aprenda a identificar e agir rapidamente caso uma situação de assédio aconteça durante o nosso trabalho" | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF Para o motorista Luiz Carlos Araújo, que atua há 17 anos na empresa, a conversa foi essencial para despertar reflexões no dia a dia da categoria. “Trazer essa discussão é muito importante para que a gente aprenda a identificar e agir rapidamente caso uma situação de assédio aconteça durante o nosso trabalho”, destacou. Mudança no trabalho e dentro do lar O gestor de RH do Grupo São José, Fábio Primo, ressaltou que a iniciativa pode gerar impacto não apenas na rotina profissional, mas também na vida pessoal dos colaboradores. “A violência contra a mulher pode acontecer tanto com as passageiras dos nossos ônibus quanto na vida familiar dos funcionários. Essa parceria ajuda a orientar nossos colaboradores para que a conduta no trabalho e em casa seja cada vez mais respeitosa”, afirmou. Marcela Passamani: "Ao levar o diálogo diretamente aos homens, o Conversa com Eles contribui para mudar mentalidades sem recorrer apenas à punição" A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, reforçou a importância do diálogo direto com os homens.  “Combater a violência de gênero exige informação, escuta e conscientização. Ao levar o diálogo diretamente aos homens, o Conversa com Eles contribui para mudar mentalidades sem recorrer apenas à punição.” O Conversa com Eles integra o programa Direito Delas, criado para oferecer assistência social, psicológica e jurídica a mulheres, crianças, adolescentes e pessoas idosas vítimas de violência doméstica ou crimes graves. Atualmente, o programa está presente em 11 núcleos regionais do DF (Ceilândia, Estrutural, Gama, Guará, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Samambaia e São Sebastião). Desde sua criação, em 2023, já realizou mais de 10 mil atendimentos e alcançou 5 mil mulheres. *Com informações da Sejus-DF  

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Em conferência nacional, GDF participa de discussão sobre direitos e igualdade de gênero

Brasília sediou a 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro. A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) marcou presença com uma delegação de 74 mulheres do Conselho dos Direitos da Mulher do DF (CDMDF). A sociedade civil e lideranças locais participaram de debates sobre autonomia econômica, saúde, educação, combate à violência, participação política, direito à terra e desenvolvimento sustentável. Com mais de 4 mil participantes de todas as regiões do país, a conferência teve como tema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas” e se consolidou como um espaço estratégico para debates, construção de políticas e fortalecimento da participação social.  Giselle Ferreira: "Na capital, contamos com uma rede estruturada de acolhimento, proteção e promoção da autonomia das mulheres" | Fotos: Luis Targino/SMDF “Estar presente em eventos como esse é fundamental para reafirmar que cuidar das mulheres é uma prioridade inegociável para o nosso governo. Trabalhamos todos os dias para garantir mais proteção, oportunidades e dignidade para todas as mulheres do DF”, destacou a vice-governadora Celina Leão. Para Giselle Ferreira, secretária da Mulher do DF e presidente do CDMDF, a conferência reforça o compromisso com políticas públicas que escutam e transformam realidades. “Na capital, contamos com uma rede estruturada de acolhimento, proteção e promoção da autonomia das mulheres. Somos referência nacional em inovação e seguimos trabalhando com sensibilidade e presença nos territórios, porque cada conquista precisa fazer diferença concreta na vida das mulheres.” *Com informações da Secretaria da Mulher  

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Ações do Setembro Amarelo são reforçadas com blitz de conscientização na Rodoviária do Plano Piloto

Agência Brasília · AÇÕES DO SETEMBRO AMARELO SÃO REFORÇADAS COM BLITZ DE CONSCIENTIZAÇÃO NA RODOVIÁRIA DO PLANO PILOTO A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) realizou, na quarta-feira (24), a 2ª edição da Blitz de Conscientização — Setembro Amarelo, na Rodoviária do Plano Piloto. A equipe de servidores da Subsecretaria de Proteção à Mulher distribuiu material informativo e orientação ao público do local. "Levar a ação para um local de grande circulação, como a Rodoviária, amplia o acesso à informação. Queremos que todos conheçam os Comitês de Proteção à Mulher e os canais de acolhimento da SMDF, para que saibam onde encontrar apoio e toda a sociedade esteja preparada para combater a violência", destacou a vice-governadora Celina Leão. A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira ação, promovida no mesmo local em 13 de agosto, durante a campanha Agosto Lilás, que alcançou mais de 1.500 pessoas, e reforça o compromisso do GDF com políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher. "Nossas equipes estão preparadas para divulgar os equipamentos da SMDF com o objetivo de garantir que cada serviço e projeto alcance o maior número de pessoas. Queremos que saibam onde buscar ajuda e sintam que podem contar com a rede  da nossa secretaria", afirmou a Secretária da Mulher, Giselle Ferreira. A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira ação, promovida no mesmo local em 13 de agosto, durante a campanha Agosto Lilás, que alcançou mais de 1.500 pessoas | Foto: Divulgação/SMDF Durante a ação, os servidores abordaram pessoas que transitavam pelo local, distribuindo cartilhas de orientação sobre os Comitês de Proteção à Mulher — criados pela Lei nº 7.266, de 23 de maio de 2023 — e materiais sobre violência doméstica e familiar. A iniciativa também incluiu o mapeamento e a identificação de possíveis vítimas, além de fornecer informações sobre todos os serviços da secretaria. Para Ronival Rosa, morador de Brazlândia, 41 anos, foi muito importante ter visto de perto a ação ocorrendo. "Acho muito bonito o que está acontecendo aqui na Rodoviária. É preciso proteger as mulheres. Os homens precisam entender que as mulheres não têm dono; mulheres não merecem sofrer violência, merecem amor e respeito", afirmou. A Secretaria da Mulher consolida seu papel na prevenção e no enfrentamento da violência contra a mulher no Distrito Federal, reforçando, como política de Estado do GDF, as ações que garantem que as mulheres sejam cuidadas como merecem, contando com estrutura e recursos necessários para atender a uma pauta tão importante. A Subsecretária de Proteção à Mulher, Luana Maia, enfatizou que a blitz é uma nova forma de comunicação direta com o público. “Apresentamos os Comitês de Proteção à Mulher, e também as localidades das sete unidades com o objetivo de ampliar o acesso à rede de proteção.” *Com informações da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF)

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Palestra reforça importância da saúde mental em casos de violência contra a mulher

Agência Brasília · PALESTRA REFORÇA IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL EM CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Com o objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), em parceria com a Secretaria de Saúde (SES-DF), promoveu, na última terça (16), uma palestra para mais de 70 servidores do GDF sobre práticas de acolhimento a mulheres em situação de violência e a importância da atenção à saúde mental nesse processo. A atividade foi conduzida pelas médicas psiquiatras da SES-DF Thayná Risuenho e Flávia Pontel, que apresentaram dados sobre saúde mental da mulher e destacaram a relevância do trabalho integrado entre os equipamentos das duas secretarias. "O acolhimento à mulher exige sensibilidade e, ao mesmo tempo, firmeza no cuidado" Celina Leão, vice-governadora “O acolhimento à mulher exige sensibilidade e, ao mesmo tempo, firmeza no cuidado. Avançar nessa integração entre saúde e proteção social é fundamental para oferecer políticas públicas efetivas”, destacou a vice-governadora do DF, Celina Leão. A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, afirmou que “nosso compromisso é garantir que as mulheres recebam não apenas proteção contra a violência, mas também apoio integral, especialmente no campo da saúde mental. Essa parceria fortalece nossa rede de atendimento.” Especialistas apresentaram dados sobre saúde mental da mulher e destacaram a relevância do trabalho integrado entre as duas secretarias | Foto: Joel Martins Santos/SMDF Segundo a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer, a iniciativa reflete o caráter complementar das ações. “Trabalhar a proteção da mulher envolve trabalhar a saúde mental. A promoção da mulher exige esse cuidado, porque são dimensões que se complementam. Hoje é um dia de celebração pela realização deste evento”, disse. *Com informações da SMDF

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Inscrições abertas para palestra sobre proteção à mulher em Ceilândia

Estão abertas as inscrições para a próxima edição do I Ciclo de Palestras dos Conselhos Comunitários de Segurança Pública, promovido pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF). O encontro, que ocorre por meio dos Conselhos de Segurança Comunitário (Consegs), será realizado no dia 10 de setembro (terça-feira), em Ceilândia. O objetivo é a prevenção da violência contra a mulher, o fortalecimento das redes de apoio e o empoderamento feminino nas comunidades. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link. O encontro será realizado das 8h às 12h, do dia 9 de setembro. A formação integra as ações do eixo Mulher Mais Segura, do programa Segurança Integral, e integra as ações da pasta pelo Agosto Lilás, dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher. A realização local é coordenada pelos Conselhos Comunitários de Segurança de Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol. “É fundamental que essa formação chegue a todas as regiões administrativas. Começar esse ciclo durante o Agosto Lilás reforça a urgência do tema, mas o fundamental é dar continuidade às ações durante todo o ano, ampliando a rede de proteção e levando informação para quem mais precisa”, afirmou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar. As palestras contarão com a presença de especialistas da SSP-DF, forças de segurança, Ministério Público do DF, Secretaria da Mulher, Sebrae e outras instituições parceiras. Serão abordados temas como os tipos de violência, canais de denúncia, acolhimento psicológico e jurídico, geração de renda e o papel da sociedade na proteção das vítimas. A formação integra as ações do eixo Mulher Mais Segura, do programa Segurança Integral, e integra as ações da pasta pelo Agosto Lilás, dedicado à conscientização pelo fim da violência contra a mulher | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília “Muitas mulheres não conseguem denunciar, seja por medo, dependência emocional ou econômica. Por isso, é tão importante que vizinhos, amigos e familiares estejam atentos. Essa formação mobiliza a comunidade para que todos possam agir em rede na proteção dessas mulheres”, ressaltou o subsecretário dos Consegs, coronel Paulo André Vieira. Para a presidente do Conseg Sol Nascente/Pôr do Sol, Ivone Santos, a iniciativa é essencial para a população. “O Ciclo de Palestras tem um papel fundamental para a população local. Muitas vezes acreditamos que já sabemos o suficiente sobre determinados assuntos, mas é nesses encontros que percebemos que a violência doméstica não se limita à agressão física: ela também pode se manifestar de outras formas, igualmente graves. Essa troca de conhecimento fortalece a comunidade, amplia o acesso à informação e contribui para a prevenção da violência. Além disso, abre caminhos para a formulação e implementação de novas políticas públicas voltadas à proteção e ao bem-estar das mulheres”. O presidente do Conseg Ceilândia, Caio Vinícios, também ressalta a importância do evento. “É fundamental combater a violência contra a mulher em Ceilândia. Para combater essa violência, é essencial fortalecer a rede de apoio com mais centros de atendimento e acolhimento para as vítimas. Além disso, campanhas de conscientização contínuas para comunidade são cruciais para informar a população sobre os direitos das mulheres e os canais de denúncia disponíveis”. Próximos encontros do Ciclo de Palestras: • 30 de setembro – Guará • 9 de outubro – Gama • 23 de outubro – São Sebastião *Com informações da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF)

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Agosto Lilás: GDF fecha o mês com mais de cem ações em todas as regiões administrativas

Agência Brasília · AGOSTO LILÁS - GDF FECHA O MÊS COM MAIS DE CEM AÇÕES EM TODAS AS REGIÕES ADMINISTRATIVAS Durante todo o mês de agosto, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Mulher (SMDF), promoveu mais de cem eventos em todas as regiões administrativas. As atividades integraram a programação do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência contra a mulher, com foco em informar, acolher, proteger e empoderar mulheres em situação de vulnerabilidade. A agenda incluiu desde iniciativas itinerantes até palestras educativas, sempre voltadas à promoção dos direitos femininos e ao fortalecimento da rede de proteção. A programação do Agosto Lilás da Secretaria da Mulher incluiu encontros comunitários e palestras educativas, entre outras atividades | Fotos: Henrique Araújo/SMDF Para ampliar a integração entre os equipamentos da SMDF e a comunidade, foram realizadas 36 ações institucionais: 14 palestras e capacitações, dez encontros comunitários e 12 grandes eventos. As iniciativas sensibilizaram a sociedade sobre a importância do enfrentamento à violência contra a mulher, fortaleceram a rede de proteção e ampliaram o alcance das políticas públicas voltadas ao público feminino, impactando diretamente mais de 7 mil pessoas no Distrito Federal. [LEIA_TAMBEM]As ações ocorreram em diversas regiões administrativas e contaram com a participação de órgãos públicos, escolas e instituições privadas. Também houve distribuição de absorventes, com o objetivo de combater a pobreza menstrual, reduzir a vulnerabilidade de mulheres e meninas e garantir acesso a itens de higiene essenciais, reforçando o compromisso da pasta com saúde, bem-estar e inclusão social. “As ações realizadas pela Secretaria da Mulher durante o Agosto Lilás mostram o quanto este GDF tem trabalhado com seriedade, presença e resultados na vida das mulheres do Distrito Federal. Foi um mês inteiro de atividades que levaram informação, acolhimento e serviços essenciais para todas as regiões. O sucesso da campanha reforça nosso compromisso com políticas públicas que garantam mais dignidade, segurança e oportunidades para as mulheres”, afirmou a vice-governadora Celina Leão. Um dos destaques da mobilização foi a atuação da Casa da Mulher Itinerante, que esteve no Centro Olímpico e Paralímpico (COP) da Estrutural, oferecendo atendimento jurídico especializado, palestras sobre direitos das mulheres, saúde, autoestima e cidadania, além de serviços gratuitos de emissão de documentos. A iniciativa foi essencial para levar informação e acolhimento às mulheres da região, reforçando o compromisso do GDF com a descentralização e o acesso equitativo às políticas públicas de proteção. Durante a ação, foram atendidas 444 mulheres e 480 crianças, evidenciando o impacto concreto da presença do equipamento móvel em comunidades de maior vulnerabilidade social. A 5ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres reuniu mais de 700 participantes e aprovou 12 propostas distritais, que serão apresentadas na etapa nacional “Todas essas ações são fruto de um trabalho incansável da nossa equipe e da dedicação diária da Secretaria da Mulher. O Agosto Lilás é uma vitrine do que realizamos ao longo de todo o ano. O cuidado com as mulheres não é pontual, é constante. Trabalhamos todos os dias para oferecer dignidade, acolhimento e oportunidade às mulheres do Distrito Federal”, declarou a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. Outro marco do mês foi a 5ª Conferência Distrital de Políticas para as Mulheres, realizada na Biblioteca Nacional de Brasília, com o tema “Mais democracia. Mais igualdade. Mais conquistas para todas”. O evento reuniu mais de 700 participantes e aprovou 12 propostas distritais, que serão apresentadas na etapa nacional. Uma delegação de 47 mulheres representará o DF na conferência federal, demonstrando o engajamento político e social das brasilienses. As atividades do Agosto Lilás evidenciam o compromisso permanente do GDF, por meio da Secretaria da Mulher, com a construção de políticas públicas que não apenas combatem a violência de gênero, mas também promovem autonomia, proteção e fortalecimento das mulheres em toda a sua diversidade. *Com informações da Secretaria da Mulher (SMDF)

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Comitê de Proteção à Mulher oferece atendimento gratuito a vítimas de violência em Ceilândia

Após anos de violência doméstica, uma mulher de 39 anos, cuja identidade será preservada, decidiu dar um novo rumo à sua vida. Com coragem, ela procurou ajuda no Comitê de Proteção às Mulheres, que funciona na Administração Regional de Ceilândia. O espaço, criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), já acolheu cerca de 300 mulheres desde junho de 2024. “Por muito tempo achei que não teria saída, mas encontrei no núcleo um lugar de acolhimento e profissionais que me escutaram. Hoje sinto que tenho uma nova chance”, contou ela.  Núcleo conta com uma equipe especializada e preparada para lidar com casos de violência, além de encaminhar, quando necessário, para outros serviços da rede de proteção | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia Esse serviço tem se mostrado crucial para muitas vítimas, como para uma outra mulher, dona de casa, de 40 anos. “Eu estava em um relacionamento tóxico e abusivo, sem ninguém da minha família aqui no DF, quando descobri o programa na Administração de Ceilândia”, lembrou. “Procurei atendimento e, com assessoria jurídica, pude ter medida protetiva contra o meu ex-companheiro, além de receber apoio, acolhimento e acompanhamento psicológico. Posso dizer que sou dona do meu destino”, acrescentou, emocionada. [LEIA_TAMBEM]Na cidade mais populosa do DF, a política pública voltada para mulheres vítimas de violência garante atendimento gratuito com psicólogas e advogadas, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O núcleo conta com uma equipe especializada e preparada para lidar com casos de violência, além de encaminhar, quando necessário, para outros serviços da rede de proteção, como a Casa da Mulher Brasileira, também em Ceilândia, atuando como ponte entre as mulheres em situação de violência doméstica e os serviços da Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF). Segundo a Administração Regional de Ceilândia, a proposta é garantir um espaço reservado, seguro e acolhedor, capaz de interromper o ciclo da violência. A intenção é fortalecer a rede de proteção e oferecer acompanhamento jurídico e psicológico para que essas mulheres possam reconstruir suas vidas com dignidade. Comitê de Proteção à Mulher em Ceilândia Atendimento gratuito, de segunda a sexta-feira Horário: das 8h às 18h Serviços oferecidos: acolhimento, apoio psicológico, orientação jurídica, encaminhamento para rede de proteção Endereço: Administração Regional de Ceilândia – QNM 13 Área especial *Com informações da Administração Regional de Ceilândia

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