Para manutenção na rede, áreas de Ceilândia ficarão sem água nesta terça (22)
A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) realizará, nesta terça-feira (22), serviços de manutenção para melhoria do sistema de abastecimento de água em Ceilândia. Os trabalhos estão previstos para ocorrer das 9h às 21h. As áreas abrangidas pelos serviços serão: Setor N Norte, nas QNN 16, EQNN 18/20, QNN 18, QNN 20, EQNN 20/22, QNN 22, EQNN 22/24, QNN 24, EQNN 24/26, QNN 26, QNN 28, QNN 30, QNN 32 e QNN 34; CNN 1, CNN 2, QNN 4, EQNN 4/6, QNN 6, EQNN 6/8, QNN 8, EQNN 8/10, QNN 10, QNN 11, QNN 12 e QNN 14. A suspensão também afetará as quadras QNN 13, QNN 17, EQNN 17/19, QNN 19, QNN 19/21, QNN 21, EQNN 21/23, QNN 27 e QNN 29, além do Posto de Saúde Número 04, da Unidade Básica de Saúde 10, do Hospital Anchieta (Unidade Ceilândia) e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) – Hospital Cidade do Sol. A normalização do fornecimento de água ocorrerá de forma gradual após o término dos trabalhos. Todo consumidor do serviço de abastecimento deve ter caixa-d’água com capacidade correspondente ao consumo médio diário, conforme estabelece o artigo 50 da Resolução nº 14, de 27 de outubro de 2011, da Adasa. Durante a execução do serviço, a orientação é para que a população faça consumo consciente de água, já que o volume utilizado individualmente impacta diretamente o abastecimento coletivo. Para mais informações, basta ligar para o telefone 115.
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Canal recuperado garante água para produção de 60 famílias de Brazlândia
Depois de mais de dez anos convivendo com a falta de água nos períodos mais críticos do ano, produtores rurais da região do Pulador, em Brazlândia, passam a viver uma nova realidade. A recuperação do Canal do Pulador substituiu 2,5 quilômetros do antigo canal aberto por tubulações de Pead, garantindo que a água chegue de forma eficiente às 38 propriedades atendidas pelo sistema e reduzindo perdas por infiltração, evaporação e vazamentos. A obra representa mais do que uma reforma na infraestrutura de irrigação. Ela garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo. Uma das beneficiadas é a produtora rural Maria de Lourdes, 77 anos. Há anos ela enfrentava as dificuldades provocadas pela escassez de água. Agora, além de manter a produção de morango, já faz planos para diversificar a atividade. "Todo ano a água acabava. E, sem água, como é que a gente produz? A gente sofria com isso há mais de dez anos. Agora estou muito feliz. Comecei a produzir morangos e vou poder continuar. Já pretendo até criar peixes quando o tanque for instalado." Além da nova tubulação, o projeto prevê a instalação de 38 reservatórios revestidos com geomembrana, dos quais três já foram implantados. Os tanques permitirão armazenar água nas propriedades para utilização nos períodos de maior necessidade e também abrirão espaço para a piscicultura, criando uma nova alternativa de renda para os produtores. Para o presidente da Emater-DF, Cleison Duval, investir em infraestrutura hídrica significa garantir o futuro da produção rural. A obra garante segurança hídrica para cerca de 60 famílias produtoras, fortalece a produção de alimentos, otimiza o uso de um recurso cada vez mais escasso e cria novas oportunidades de geração de renda no campo | Foto: Divulgação/Emater-DF "Água é o principal insumo da agricultura. Quando investimos em obras como essa, estamos garantindo que esse recurso chegue ao produtor com mais eficiência, reduzindo desperdícios e assegurando melhores condições para produzir alimentos durante todo o ano. Essa é uma ação que fortalece a agricultura familiar, preserva os recursos hídricos e leva mais segurança para quem vive da produção", destaca. Segundo o presidente da Associação dos Produtores do Pulador, Demétrio Martins, a recuperação representa a retomada da capacidade produtiva da região. "O canal funcionava de forma muito precária. Muitas chácaras deixaram de plantar porque a água não chegava. Agora teremos condições de voltar a produzir. Tenho certeza de que esta região vai se consolidar como um grande polo produtor", afirma. A administradora regional de Brazlândia, Luciana Lima, destacou que o crescimento da área rural exige investimentos capazes de garantir o uso eficiente da água. "Antes havia água em abundância e poucas propriedades. Hoje a realidade é outra. A comunidade cresceu e os recursos naturais ficaram mais disputados. Essa canalização é fundamental porque mantém a área rural viva. É a água que garante boas condições para o plantio e permite que Brazlândia continue sendo um dos grandes celeiros de produção do Distrito Federal." O subsecretário de Desenvolvimento Rural da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), Paulo de Oliveira Barboza, também participou da inauguração e ressaltou que a obra é resultado da integração entre diferentes órgãos do Governo do Distrito Federal e os produtores rurais. O engenheiro-agrônomo e extensionista da Emater-DF, Rildon Oliveira, que acompanhou todo o processo de recuperação, explicou que o antigo canal, utilizado havia mais de três décadas, já não conseguia atender à demanda dos produtores. "Era um sonho antigo da comunidade. O canal era aberto e apresentava muitas perdas por infiltração. A água simplesmente não chegava às propriedades localizadas no final do sistema. Agora isso muda completamente. As 38 chácaras passarão a receber água de forma igualitária, com muito mais eficiência e sem desperdícios", disse. Atualmente, o Distrito Federal possui cerca de 65 canais de irrigação, que somam mais de 240 quilômetros de extensão e abastecem mais de mil propriedades rurais. Desse total, mais de 150 quilômetros já foram recuperados por meio da substituição dos antigos canais abertos por tubulações, reduzindo perdas de água e tornando a irrigação mais eficiente. A obra foi executada em parceria entre a Emater-DF, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), a Novacap, a Administração Regional de Brazlândia e a Associação dos Usuários do Canal do Pulador. O investimento de R$ 320 mil na aquisição dos materiais foi viabilizado por emenda parlamentar do deputado distrital Iolando. *Com informações da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF)
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Carnaval: veja dicas para manter a hidratação na folia
Calor intenso, muita animação e horas seguidas de festa fazem parte do Carnaval no Distrito Federal. Para aproveitar a folia com disposição e evitar mal-estar, como a desidratação, a Secretaria de Saúde (SES-DF) reúne orientações simples que ajudam os foliões a manter o corpo bem hidratado ao longo das comemorações. Durante os dias de festa, são comuns ambientes muito cheios e exposição ao sol, fatores que aumentam o calor e facilitam a perda de líquidos. Portanto, a hidratação deve ser frequente na rotina dos foliões. “A água é fundamental, mas pode ser intercalada com água de coco, sucos naturais e bebidas isotônicas, que ajudam a repor os eletrólitos perdidos com o suor”, orienta a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama. Durante os dias de carnaval, a perda de líquidos pelo suor é maior, principalmente em ambientes cheios e sob o sol | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Segundo a gestora, o álcool também aumenta a perda de líquidos pela urina. “A desidratação decorrente do consumo de bebidas alcoólicas, sem a devida reposição hídrica, pode causar confusão mental, dor de cabeça, sensação de fraqueza, cansaço, sonolência, tontura, queda da pressão, náuseas e vômitos”, elenca. Além dos líquidos, a alimentação contribui diretamente para a hidratação. Frutas ricas em água — como melancia, melão, abacaxi, laranja e morango — são boas aliadas. “As refeições devem priorizar alimentos mais leves e saudáveis, como cereais integrais, feijão, ovos, carnes magras, legumes, verduras e frutas, evitando preparações muito gordurosas, que dificultam a digestão”, aconselha a especialista. [LEIA_TAMBEM]Fique atento Também entram na lista de alertas os cuidados sanitários. A diretora da Vigilância Sanitária da SES-DF, Márcia Olivé, chama a atenção para a procedência da água e dos alimentos consumidos durante a folia. “É importante beber apenas água tratada, filtrada ou mineral engarrafada, sempre verificando se a embalagem está lacrada e dentro da validade”, afirma. Olivé reforça que, ao comer na rua, é importante evitar pratos muito manipulados, gordurosos e preparações com molhos, recheios e coberturas. Se for consumir molhos, prefira os industrializados, em embalagens do tipo sachê. “Alimentos preparados sem atenção às precauções sanitárias adequadas e sem controle de qualidade podem sofrer contaminação e provocar vômitos, diarreia e agravar a desidratação”. Água de coco, sucos e frutas como melancia e abacaxi podem ser bons aliados na hidratação do corpo para uma folia mais segura Atendimento Caso o folião apresente redução grave da consciência ou da coordenação motora, é preciso procurar atendimento médico de urgência nos prontos-socorros, como unidades de pronto atendimento (UPAs) e emergências dos hospitais da rede mais próximos. Em caso de perda completa da consciência, é necessário acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por meio do número 192. *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Estudantes do sistema prisional apresentam projetos de tratamento de água no Circuito de Ciências do DF
Uma página inédita foi escrita na história da 14ª etapa regional do Circuito de Ciências da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), que acabou na última sexta-feira (12). Pela primeira vez, estudantes do sistema prisional do DF participaram da competição científica. Os protagonistas dessa conquista histórica são alunos do Centro Educacional (CED) 01 de Brasília que estudam na Penitenciária IV (PDF-IV), no Complexo da Papuda. Matriculados no terceiro segmento da terceira etapa da Educação de Jovens e Adultos (EJA), os estudantes desenvolveram dois projetos focados no tratamento e purificação da água. Eles foram apresentados na etapa regional da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Plano Piloto. A temática do 14º Circuito de Ciências foi a preservação da água | Fotos: Mary Leal/ SEEDF O primeiro projeto, intitulado Moringa Oleifera, uma Alternativa para o Tratamento da Água, foi desenvolvido por cinco alunos. A pesquisa explora o uso das sementes da moringa oleifera como agente natural de floculação, substituindo produtos químicos convencionais no processo de purificação da água. “A moringa oleifera tem substâncias químicas que auxiliam na floculação da água. Quando temos aquela água barrenta, adicionamos um floculante para que as partículas de sujeira se aglutinem e desçam para o fundo”, explica a professora Gabriela Cristiana Oliveira, que há sete anos leciona no CED 01 de Brasília e atua no complexo penitenciário. O segundo projeto, Ciência e Cidadania na EJA: Filtro Caseiro e SODIS para a melhoria da qualidade da água, foi desenvolvido por cinco estudantes da segunda etapa. O trabalho propõe soluções acessíveis de filtragem, utilizando materiais simples como pedra, carvão, areia e garrafas PET. Superando limitações com criatividade As restrições de segurança proibiram o uso de objetos cortantes, elementos químicos que pudessem queimar ou qualquer material perfurante. Mesmo com as limitações, os estudantes conseguiram realizar os experimentos A realização dos experimentos dentro da unidade prisional representou um desafio único. “Tivemos que pensar numa temática sobre a água que pudesse ser realizada dentro de uma unidade prisional, cumprindo todos os requisitos de segurança”, conta a professora Luciana Moreira Braga, há 14 anos na rede de ensino. As restrições de segurança proibiram o uso de objetos cortantes, elementos químicos que pudessem queimar ou qualquer material perfurante. Mesmo com as limitações, os estudantes conseguiram realizar os experimentos. No projeto da moringa oleifera, eles utilizaram pilões tradicionais para triturar as sementes e observaram o processo de decantação após duas horas de aplicação na água turva. Ciência como ferramenta de ressocialização As professoras Marina da Costa, Gabriela Oliveira e Luciana Braga foram as responsáveis pela orientação dos projetos A participação no circuito proporcionou aos estudantes uma experiência transformadora. “Ver o experimento acontecendo é muito gratificante”, relata a professora Marina Ribeiro da Costa, que atua no sistema desde 2019. O momento da apresentação foi especialmente marcante. “Eles ficaram superempolgados, ansiosos, nervosos. É interessante poder proporcionar todas essas emoções para nossos alunos”, destaca Gabriela Oliveira. Como os estudantes não puderam comparecer presencialmente à etapa regional, as professoras os representaram na apresentação, levando os resultados dos projetos desenvolvidos integralmente pelos alunos dentro da penitenciária. Apoio institucional A iniciativa contou com o apoio decisivo da direção da PDF-IV e da equipe gestora do CED 01 de Brasília. A diretora da unidade escolar, Telma Cristiane de Almeida, destaca que este ano, com as devidas permissões, uma equipe avaliadora pôde visitar a escola. “A participação proporcionou aos alunos um senso de pertencimento e a compreensão de que possuem os mesmos direitos dos alunos de outras escolas. A experiência despertou o interesse dos alunos pela ciência e seu uso em benefício próprio”, complementa. "Os alunos viram que por meio da educação conseguem fazer algo para melhorar a vida das pessoas, usar o conhecimento para mudar o lugar onde vivem" Gabriela Oliveira, professora “O objetivo é fazer a ressocialização por meio da ciência com a educação. Os alunos viram que por meio da educação conseguem fazer algo para melhorar a vida das pessoas, usar o conhecimento para mudar o lugar onde vivem”, enfatiza Gabriela Oliveira. Perspectivas futuras A iniciativa ganha ainda mais relevância considerando o cenário da educação carcerária no DF. Dos quase 17 mil presos na capital federal, mais de dez mil não concluíram a educação básica. Atualmente, entre 2.100 e 2.400 custodiados recebem atendimento educacional por meio da EJA semestralmente. O DF é destaque nacional na expansão da educação prisional. Em 2024, com a ampliação de 40% da oferta educacional, saiu do 8º para o 3º lugar no ranking nacional de ampliação de vagas para educação no sistema prisional. *Com informações da Secretaria de Educação
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