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Brasília 60 anos

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Medalha Brasília 60 anos condecora 120 homens e mulheres

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Festival Cantando para Brasília animou a população de casa

Com mais de 10 horas de música, Brasília comemorou seu aniversário em grande estilo. Durante todo o dia 21 de abril grandes artistas da capital se reuniram para cantar os 60 anos da cidade. Respeitando o isolamento social, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) promoveu o Festival Cantando para Brasília, com uma programação eclética e completamente gratuita que marcou a data. [Relacionadas esquerda_direita_centro=”direita”] O dia começou com a tradicional missa, na Catedral Metropolitana, um dos símbolos arquitetônicos da cidade planejada e projetada por Lúcio Costa e Oscar Niemeyer a partir do ideal do então presidente Juscelino Kubitscheck. A celebração presidida pelo Arcebispo Dom Sérgio da Rocha, foi acompanhada pelo governador Ibaneis Rocha e o vice-governador Paco Britto e suas famílias, e também marcou os 60 anos da instalação da Arquidiocese de Brasília. Palcos diversos, espalhados por vários pontos do Distrito Federal deram uma nova cara para a festa, que normalmente acontece na Esplanada dos Ministérios, outro cartão postal da capital. O formato, “novo e desafiador”, como definiu o secretário de Cultura e Economia Criativa Bartolomeu Rodrigues, foi a solução encontrada pelo Governo do Distrito Federal para garantir uma celebração à altura da data. “Tivemos apoio de diversos artistas que voluntariamente participaram dessa grande celebração, mostrando todo o amor pela nossa cidade”, diz. De suas casas, artistas se revezaram em ‘lives’ transmitidas pelas redes sociais trazendo alegria para todas as idades. Os pequenos puderam acompanhar a história “A menina e o Ipê Amarelo”, contada por Fátima Venzi e Edna Ribeiro. De maneira lúdica, com direito a um cenário que trazia a árvore símbolo da capital, elas falaram um pouco sobre “o quadradinho mais querido do país”, como definiu a escritora Fátima. Ao longo de toda a tarde e noite, brasilienses de nascença ou de coração se divertiram ao som de samba, forró, pop rock, MPB, sertanejo e axé. Foram 15 atrações musicais que rechearam a programação preparada pela Secec. Nomes de peso como Vinícius Oliveira, Túlio Borges, Milsinho, Luciano Ibiapina, Renata Jambeiro, Roni & Ricardo, Collo de Mainha, Bebeto Cerqueira, Marcelo Sena, Banda Imagem, Dhi Ribeiro, Marcelo Café, Nego Rainer, Banda Crazy e Barão & Mauá participaram do Festival Cantando para Brasília. “Agradeço o convite da Secretaria de Cultura e Economia Criativa que proporciona essa festa também para nós”, traduziu o músico Milsinho que pela primeira vez participou das comemorações do aniversário de Brasília. Marcelo Sena também falou sobre a emoção de participar do aniversário durante o isolamento social. “É uma honra. Há muito tempo eu não me arrumava. Fiz isso especialmente para cantar para a minha cidade.” Homenagens Outras homenagens emocionantes marcaram as comemorações dos 60 anos de Brasília. A Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro fez um arranjo especial para celebrar a data. Cada um de sua casa, os músicos do corpo sinfônico da Secretaria de Cultura e Economia Criativa executou o “Hino de Brasília” (Neusa França/Geir Nuffer Campos, 1960), “Brasília, Capital da esperança” (Ariovaldo Pires/Simão Neto/Enrico Simonetti, 1960), “Peixe Vivo” (folclore, domínio público) e “Água de Beber” (Jobim/Vinícius, 1961) que somados ao tradicional “Parabéns pra você” garantiram um espetáculo de encher olhos e ouvidos. O coro de “Parabéns pra você” foi engrossado por grandes artistas da capital. Mulato e Cassiano, Paraná, Célia Porto, Manassés, Seu Estrelo, Vladimir de Carvalho, Felipe Gracindo Nicolas Behr, Marquin, Noélia Ribeiro e Nilva de Souza, por exemplo, falaram sobre o amor à capital em um vídeo emocionante. Moradores da quadra 210 sul também comemoraram os 60 anos de Brasília de maneira diferente. De suas janelas, eles puderam acompanhar a Serenata de Abril, parte do projeto Brasília 60+60, apoiado pela Secec. Músicos se apresentaram na rua, trazendo alegria e conforto a quem está em casa.   * Com informações da Secretaria de Cultura

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Brasília, aos 60 anos, vive um momento especial na saúde

Brasília chega aos 60 anos em um momento em que a Saúde é a protagonista. Apesar da pandemia de coronavírus enfrentada pelo mundo inteiro, o Distrito Federal se destaca pelas medidas que tem adotado desde o começo,  o que faz da capital pioneira nas ações que têm ajudado a cidade a atravessar a crise de maneira mais branda. O secretário de Saúde, Francisco Araújo, considera que Brasília, aos 60 anos, vive um momento muito especial da sua existência. “Estamos enfrentando o coronavírus, talvez o maior desafio da saúde pública da história, mas, felizmente, temos uma rede que se encontra num patamar bem melhor do que aquilo que foi encontrado no inicio de 2019”. Ele acrescenta que “se o governador Ibaneis Rocha não tivesse feito importantes investimentos na saúde pública, nesses 16 meses de administração, estaríamos numa situação complicada para enfrentar os desafios desse momento”. Francisco Araújo ressalta a importância dos investimentos matéria e de recursos humanos em toda rede para a melhoria das condições de atendimento da rede pública de saúde. “Ainda temos muito a fazer, principalmente na necessidade de ampliar e humanizar o atendimento para a população, mas, é inegável que houve uma avanço significativo com os investimentos já realizados”. “Não perde para nenhum hospital de primeiro mundo!”. Em resumo, é isso que o médico especialista em cirurgia torácica, Manoel Ximenes, pensa sobre o Hospital de Base do Distrito Federal, o primeiro grande hospital construído em Brasília e inaugurado pelo criador desta cidade, o então presidente Juscelino Kubitschek e que também completa 60 anos no próximo mês de setembro. O médico, hoje aposentado, começou a trabalhar ali quando ainda se chamava Hospital Distrital, na década de 1970. Formou-se em Fortaleza e foi trabalhar no Estados Unidos, onde conheceu as melhores unidades de saúde. “Vi uma foto da inauguração do Hospital de Base e senti um enorme desejo de trabalhar ali”, relembra. Hoje ele está aposentado, mas ainda participa de reuniões científicas semanais. “Quando estou na unidade, faço questão de visitar o centro cirúrgico. Tenho enorme prazer de ter ajudado a formar médicos, durante a residência, que hoje atuam em hospitais por todo o mundo”, diz. Pioneirismo Antes da inauguração do gigante, quem veio para construir a nova capital contava com atendimentos médicos no chamado Hospital Presidente Juscelino Kubitschek, localizado no que hoje conhecemos como Museu da Memória Candanga. “Brasília já nasceu oferecendo três princípios do Sistema Único de Saúde antes mesmo de se debater sobre isso. Já atendia gratuitamente, de forma universal, integral e com hierarquização assistencial na prestação de serviços”, destaca a chefe do Núcleo de Desenvolvimento e Controle de Projetos de Pesquisa da Escola Superior de Ciências em Saúde, Leila Göttems. Vale lembrar que o SUS só foi criado em 1988, quando Brasília já contava com 13 hospitais, localizados no Gama, Taguatinga, Brazlândia, Sobradinho, Ceilândia, Asa Norte, Planaltina e Guará, além dos hospitais Materno Infantil, Hospital de Apoio e Instituto de Saúde Mental. A capital também já tinha 40 centros de saúde, o que, na época, garantia 100% de cobertura de Atenção Primária, conforme relata Leila Göttems. Hoje, a rede pública de saúde do DF ainda conta com o gigante Hospital de Base, referência em traumas, e tem somada a ele outros 15 hospitais, 172 unidades básicas de saúde, uma laboratório central referência para o Centro-Oeste, além de centros de atenção psicossocial, sete unidades de pronto-atendimento e fundações como o Hemocentro e a Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências de Saúde, que por meio das três escolas (ESCS, ETESB, EAPSUS) ajuda a formar centenas de profissionais para Brasília e para o mundo. Trajetória Para se chegar ao que tem hoje, porém, muito se testou. No início de tudo, o foco era a atenção hospitalar, focado no mode biomédico. Somente depois de 1979, quando o mundo começou a discutir sobre a importância da atenção básica ou atenção primária, é que Brasília colocou em prática a construção do que chamamos hoje de unidades básicas de saúde. A atenção primária já esteve nas mãos do Instituto Candango de Solidariedade, da Fundação Zerbini e retornou para a Secretaria de Saúde, passou pelo processo de conversão e hoje atende em um novo modelo, com equipes formadas por médicos de família, enfermeiros e técnicos, odontólogos e agentes de saúde. “Um grande ganho em tudo isso foi a ampliação do horário de atendimento nas UBS, também na reorganização do trabalho das equipes para atender  a demanda espontânea e não somente por agendamento. Isso permite maior acesso oportuno da população”, ressalta Leila, lembrando que estudos apontam uma resolutividade de 85% dos problemas de saúde da população sem que ela precise procurar um hospital. Os modelos de gestão também andaram por muitos caminhos. Já tivemos a Fundação Hospitalar, o Hospital de Santa Maria sendo administrado por Organização Social e hoje chegamos a uma administração com vários modelos de gestão. Assim, a rede conta com o Hospital da Criança gerido por uma organização social, a Fundação Hemocentro que é uma fundação pública, e a mais recente criação: o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (IgesDF) como um Serviço Social Autônomo, que hoje administra o primeiro hospital construído em Brasília e o Hospital Regional de Santa Maria, além de todas as unidades de pronto-atendimento. Futuro Para Leila Göttems, do ponto de vista da assistência, “precisamos continuar reforçando e investindo na atenção primária e na formação de profissionais para desenvolver aperfeiçoamento da atenção à saúde da população. Precisamos, também, dos três níveis de assistência funcionando adequadamente, de forma integrada e com a regulação sendo o farol para todos eles”, finaliza. *Com informações da Secretaria de Saúde

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Lago Paranoá encanta pela prática de esportes náuticos e relaxamento

Nesta terça-feira, 21 de abril, Brasília comemora os 60 anos de sua fundação. Rica em belezas naturais como o céu, o pôr do sol e toda a flora e fauna do Cerrado, a cidade também se destaca pela prática de atividades ao ar livre em praças, parques, lago e clubes. E neste período de isolamento social, por conta da Covid-19, os atletas brasilienses buscam alternativas para se manterem em forma e ficarem preparados para os próximos eventos esportivos. O multiesportista, Estevão Lopes, 42 anos, nasceu em Brasília, e é morador do Guará. Ele tem o Lago Paranoá como a sua segunda casa, já que pratica três modalidades náuticas: vela adaptada, remo paralímpico e a paracanoagem. “Eu iniciei a prática esportiva sem pretensão de chegar no alto rendimento. O esporte entrou na minha vida como reabilitação, após o acidente que sofri em 2012 e me deixou paraplégico. Com o tempo eu passei a ter um contato diário com o Lago. Agora, ele é o meu cartão postal preferido e faz parte da minha rotina. O Lago é uma das coisas que eu mais sinto falta neste período de pandemia e quarentena. Ele é o melhor lugar do mundo. É o melhor espaço para a prática esportiva”, contou. Para Estevão, é um privilégio para os esportistas da Capital Federal ter um lago dessa proporção dentro de uma cidade grande. “Ele é ótimo para a prática de esportes convencionais e também para os as modalidades paralímpicas. O Lago Paranoá é perfeito em dimensão e na qualidade da água. É um diferencial das outras cidades grandes do país. E a gente do DF ainda tem a favor o clima semiárido. No começo é até um pouco difícil se acostumar com esse clima seco, mas depois que você se adapta ao clima de Brasília e você está preparado para qualquer lugar do mundo”. Com a participação em vários mundiais representando o Brasil na vela adaptada, Estevão se orgulha dos títulos conquistados como o bicampeonato brasileiro da modalidade. A última competição que o atleta participou foi a Copa Brasil de Paracanoagem, em março deste ano, na Raio Olímpica da USP, na cidade de São Paulo. Ele e a seleção brasiliense da paracanoagem (ACKC) voltaram da capital paulista com o tetracampeonato da competição. “Brasília hoje é uma referência na paracanoagem, por conta do Lago Paranoá e do trabalho de reabilitação feito pelo Hospital Sarah Kubitschek”, destacou o atleta. Estevão e a equipe do DF viajaram, para São Paulo, por meio do Compete Brasília, programa que contempla os atletas do DF com passagens aéreas e terrestres para participarem de campeonatos em outras cidades e no exterior. A gente, aqui de Brasília, tem o Compete Brasília, que é uma iniciativa única no país, e que realmente funciona. Sem a ajuda do Compete eu não teria ido tão longe porque as competições internacionais ficariam muito caras. E Compete Brasília paga as nossas passagens e isso é muito importante”, completou. O Lago Paranoá também é um dos lugares preferidos da arqueira Thaís Carvalho, 27 anos. Diferente de Estevão, que pratica atividades esportivas na água, Thaís precisa da ajuda do tempo agradável para a prática do arco e flecha e usa o Lago Paranoá para relaxar e curtir a natureza. “Meu lugar favorito da cidade é o a beirinha do Lago, qualquer canto que eu possa parar, sentar e contemplar o pôr do sol e a natureza”. Thaís, nasceu o Gama, e divide sua moradia entre o Cruzeiro e o Paranoá, e sua rotina, antes da quarentena, era composta entre trabalho, estudos e treino. “Eu treinava pelas manhãs num espaço público aqui Lago Norte, e às vezes, num espaço do Cetefe (Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial), no Cruzeiro. “O clima da Capital Federal é ótimo para a prática do tiro com a arco. Nós saímos na frente daqueles que treinam em condições climáticas frias e até na neve e também daqueles que moram em climas muito quente. E para atirar tem que ser em um lugar aberto, e o clima do centro-oeste contribui bastante com os treinamentos e por consequência no nosso desempenho. Agora, em casa, eu mantenho os treinos puxando o arco, e fazendo uma série de exercícios com o próprio arco e um elástico. Estou improvisando meu treino com os recursos que tenho disponíveis”. A atleta, que é amputada da perna direita, começou a praticar tiro com arco em 2012, no Cetefe, mas antes ela passou por outras modalidades como natação e badminton. “Eu nunca imaginei fazer arco e flecha. Mas um dia eu estava praticando o badminton e na quadra ao lado o pessoal estava treinando arco e flecha. E eu fiquei encantada, mas eu achava que a modalidade era cara para minhas condições financeiras, porque você precisa ter o equipamento, então eu resisti um pouco. Mas quando experimentei, me apaixonei e fiquei encantada”, disse a atleta que briga por uma vaga nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. “A mudança dos Jogos de Tóquio para o ano que vem foi muita sensata, não só para a segurança dos atletas, mas para todas as pessoas que estariam envolvidas no evento. É claro que você tem um planejamento e um ritmo de treinamento, mas é o tipo de coisa que a gente consegue manter até o ano que vem. Eu fiquei aliviada, já que brigo por uma vaga. No Mundial de tiro com arco, no ano passado, na Holanda, eu consegui bater o índice para Tóquio. Agora, em março, estava marcado o Parapan da modalidade no México e lá eu iria buscar essa vaga, a competição foi suspensas e ainda não tem uma data determinada, mas estou na briga e quero representar o meu país e minha cidade lá em Tóquio”, explicou Thaís. * Com informações da Secretaria de Esportes e Lazer

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