Resultados da pesquisa

Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas)

Thumbnail

Hfaus dá as primeiras altas do ano a animais silvestres

O Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre do Distrito Federal (Hfaus) iniciou 2026 com cerca de 100 pacientes e deu as primeiras altas do ano nesta quinta-feira (8). Entre os animais recuperados pela instituição do Governo do Distrito Federal (GDF), estão um filhote de bugio encontrado debilitado e com ferimento em um dos dedos, diversas aves e um jacaré — resgatado após ficar preso na piscina de uma residência na região de Planaltina. Jacaré resgatado em uma piscina residencial recebe tratamento para ser reencaminhado à natureza | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília O réptil chegou ao hospital com quadro de desidratação e hipotermia, mas já está estabilizado e pronto para retornar ao ambiente natural. Os animais foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para reintrodução na natureza. Aves estão entre as principais espécies que já passaram pelo hospital  Somente nos primeiros dias deste ano, quase 100 exemplares, entre aves, mamíferos e répteis, já passaram pelo hospital. No ano passado, o Hfaus prestou cerca de 3 mil atendimentos, reforçando a importância da estrutura para a preservação da fauna silvestre do Distrito Federal e Entorno. De acordo com o biólogo e coordenador da unidade, Thiago Marques, a maior parte dos resgates começa com o acionamento feito pela própria população, que encontra os animais em áreas urbanas e comunica os órgãos ambientais, permitindo que o socorro seja realizado de forma segura. O biólogo Thiago Marques coordena o Hfaus: “Somos o primeiro hospital público focado exclusivamente no atendimento de animais silvestres, e isso é motivo de muito orgulho para toda a equipe. É esse esforço coletivo que garante aos animais uma nova chance de voltar para a natureza” “Somos o primeiro hospital público focado exclusivamente no atendimento de animais silvestres, e isso é motivo de muito orgulho para toda a equipe, mas nada disso seria possível sem o trabalho em conjunto com a Polícia Ambiental, Bombeiros, órgãos ambientais como o Cetas e também o apoio da população, que é fundamental nesse processo”, enfatiza o gestor. “É esse esforço coletivo que garante aos animais uma nova chance de voltar para a natureza.” No hospital, os animais passam por uma abordagem multidisciplinar que envolve cuidados clínicos, alimentação adequada e enriquecimento ambiental para estimular comportamentos naturais e garantir que estejam aptos para viver em liberdade. Após a alta hospitalar, eles são encaminhados ao Cetas, onde permanecem em quarentena e passam por reavaliações comportamentais e físicas. Se apresentarem instinto de sobrevivência e autonomia, são considerados aptos para soltura. Resgate no aeroporto [LEIA_TAMBEM]Também recebeu alta um cachorro-do-mato que, resgatado dentro de um hangar do Aeroporto Internacional de Brasília pela Polícia Militar Ambiental em 31 de dezembro de 2025, será reintroduzido ao habitat natural em outro momento. Após passar por exames clínico-laboratoriais, avaliações de imagem, tratamento contra verminose e cuidados nutricionais, o animal está apto para ser encaminhado ao Cetas, onde passará pela etapa final antes da soltura em um recinto específico para recebê-lo. Segundo o coordenador do Hfaus, muitos animais chegam ao hospital aparentando um único problema, mas acabam sendo diagnosticados com outras alterações de saúde durante a triagem. No caso do cachorro-do-mato, além do estresse provocado pelo deslocamento até a área urbana, foram identificadas parasitoses e outras intercorrências que exigiram acompanhamento veterinário especializado. “As ações antrópicas acabam fazendo com que esses animais saiam da sua condição natural, então eles correm para a rodovia e outras áreas próximas”, explica o biólogo. “Eles já estão com todos os exames bons, e ficamos muito felizes de realizar as primeiras altas de 2026.”  

Ler mais...

Thumbnail

Após longo tratamento, lobo-guará é devolvido à natureza

Sensação de voltar para casa. Foi o que viveu o lobo-guará que estava internado em tratamento no Hospital e Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre (Hfaus), do Instituto Brasília Ambiental, desde 29 de setembro. Na tarde desta sexta-feira (7), ele foi devolvido à natureza na Área de Proteção Ambiental (APA) Gama Cabeça de Veado. Depois de dois meses e sete dias “fora de casa”, mesmo sendo um animal adulto, o retorno foi cercado de todos os cuidados necessários. A devolução foi feita por equipe técnica com representantes do Brasília Ambiental, do Hfaus e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Devolução foi realizada por equipe técnica com representantes do Brasília Ambiental, do Hfaus e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) | Fotos: Divulgação/Brasília Ambiental O gerente de fauna do Brasília Ambiental, Rodrigo Santos, lembra a importância de hospitais como o Hfaus, que tem capacidade atualmente para comportar até quatro lobos-guará. “Espaços como o Hospital e o Centro de Reabilitação de Fauna Silvestre, o Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) têm um papel muito importante para que consigamos recuperar esses animais e retorná-los à natureza. Por serem predadores, topo de cadeia, eles têm uma importância ecológica fundamental no meio ambiente. São reguladores de ambientes, então, poder retorná-los é uma grande vitória”, ressaltou. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, destacou o trabalho de excelência que vem sendo feito no Hfaus. “O nosso Hfaus é o primeiro hospital público do Brasil, exclusivo para o atendimento da fauna silvestre, o que o torna uma referência nacional em seu modelo de tratamento. Mantém atendimento especializado 24 horas com uma equipe qualificada. É um sonho que virou realidade e mostra um governo, efetivamente, comprometido com a causa ambiental”, disse. A equipe técnica enfatiza que a devolução de fauna silvestre à natureza, após tratamento, é um processo criterioso e multifacetado. Envolve resgate, tratamento veterinário, reabilitação comportamental e seleção de um local de soltura adequado. Tudo isso para garantir que o animal tenha condições de sobreviver e de se reproduzir em seu ambiente natural. Resgate e Tratamento O lobo-guará devolvido à natureza foi resgatado pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA), no dia 29 de setembro, após ser encontrado debilitado e vagando em uma rua sem saída da Ponte Alta do Gama. Deu entrada no Hfaus pesando 24 quilos, com sangramento na cavidade oral e em estado de inconsciência leve. Rôney Nemer: “O nosso Hfaus é o primeiro hospital público do Brasil, exclusivo para o atendimento da fauna silvestre, o que o torna uma referência nacional em seu modelo de tratamento" Foram realizados exames básicos de triagem como: hemograma, bioquímico, ultrassom abdominal, exame de fezes, avaliação cardiológica, exames para doenças infectocontagiosa como cinomose e parvovirose e doenças hemotaparasitária. Os exames acusaram positivo somente para erliquiose, mais conhecida como doença do carrapato. O lobo-guará foi submetido a tratamento para ehrlichia — agente etiológico da doença do carrapato — e tratamento cirúrgico periodontal, porque foi encontrado com uma fratura de dente. O tratamento dentário foi feito pela equipe da OdontoZoo. Segundo os técnicos do Hfaus, ao que tudo indica, o lobo- guará poderia estar vivendo em local que existiam cães domesticados ou de rua ao seu redor, uma vez que a erliquiose é uma doença mais comum em cães domésticos. *Com informações do Brasília Ambiental

Ler mais...

Thumbnail

Filhotes de arara resgatados em situação de maus-tratos recebem cuidados no Hfaus

As duas ararinhas não param quietas: bicam a grade, batem as asas, emitem gritos que ecoam pelo Hospital e Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Hfaus) inteiro. Elas foram resgatadas em situação de maus-tratos em uma agropecuária localizada no Sol Nascente. Segundo o biólogo Thiago Marques, em duas semanas as aves devem ser encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), onde passarão por testes de voo e comportamento antes de uma possível reintrodução à natureza. “As araras chegaram no dia 23 de setembro, entregues pela Polícia Civil após uma denúncia. Aqui, ajustamos a alimentação, iniciamos a suplementação e o acompanhamento veterinário diário, mantendo controle de temperatura e limpeza constante. Agora elas estão bem, crescendo e começando a emplumar”, explica o biólogo que acompanha a rotina das aves desde a chegada. O resgate das ararinhas do cativeiro até o Hfaus foi resultado de uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) que investigava a venda ilegal de aves após denúncia de uma protetora. Segundo o delegado-chefe Jônatas Silva, a equipe marcou um encontro com o suspeito, deslocou-se até a agropecuária indicada e encontrou os filhotes presos. O resgate das ararinhas do cativeiro até o Hfaus foi resultado de uma operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA) que investigava a venda ilegal de aves após denúncia de uma protetora | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília “Os animais estavam dentro de uma caixa de papelão pequena em um banheiro sujo. Dentro da caixa havia bastante fezes e fazia muito calor. Duas pessoas foram presas pelo crime de maus-tratos animais, cuja pena varia de 3 meses a 1 ano de detenção. Eles foram levados à delegacia, onde assinaram o termo circunstanciado”, explica o delegado. Atendimento 24 horas O caso dessas duas aves é apenas um entre tantos que chegam ao hospital, muitas vezes após resgates realizados pela Polícia Civil e órgãos ambientais. O Hfaus funciona 24 horas por dia e se tornou referência na reabilitação da fauna do DF. Desde a inauguração, em março de 2024, já recebeu mais de 3,4 mil animais silvestres vítimas de atropelamentos, queimadas, tráfico e maus-tratos. Segundo o biólogo Thiago Marques, em duas semanas as aves devem ser encaminhadas para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Ibama, onde passarão por testes de voo e comportamento antes de uma possível reintrodução à natureza “Muita gente ainda quer ter esses animais em casa como pets, mas eles não são bichos de estimação. O contato com animais silvestres assim aumenta o risco de transmissão de doenças entre animais e pessoas, como herpes, febre amarela, leishmaniose, pulgas, carrapatos e outros parasitas. Além disso, nem sempre conseguimos medir os impactos que essa interação causa na fauna silvestre", afirma Thiago. Delegacia pioneira Para combater crimes como o tráfico de aves e o maus-tratos animais, a população conta com a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), especializada em investigar denúncias de comércio ilegal e crueldade contra a fauna. O Governo do Distrito Federal foi pioneiro ao criar a unidade, em agosto de 2023, tornando o DF referência no enfrentamento desse tipo de crime. Quem souber de algum caso de maus-tratos aos animais pode denunciar diretamente à PCDF, no telefone 197. “Sempre que tiverem conhecimento de pessoas anunciando animais silvestres, façam a gravação da tela e entreguem para a polícia. Nossa delegacia foi criada justamente para que possamos investigar de forma mais incisiva e rápida. Com isso, conseguimos garantir que crimes não passem impunes e que a sociedade tenha respostas rápidas”, garante o delegado.

Ler mais...

Thumbnail

Recadastramento para criadores de pássaros silvestres tem prazo definido

Agência Brasília · RECADASTRAMENTO PARA CRIADORES DE PÁSSAROS SILVESTRES TEM PRAZO DEFINIDO A edição desta sexta-feira (12) do Diário Oficial do Distrito Federal conta com a publicação da Instrução Normativa (IN) nº 20/2025, que estabelece o período de 1º de outubro de 2025 a 31 de março de 2026 para o recadastramento de criadores amadores de passeriformes nativos do Distrito Federal. O recadastramento é exigência legal para quem está irregular no Sistema de Controle e Monitoramento da Atividade de Criação Amadora de Pássaros (SisPass). A medida busca regularizar a atividade e reforçar a proteção da fauna silvestre. A norma define que os criadores amadores deverão, dentro do prazo, regularizar suas licenças ou solicitar o cancelamento da licença, mediante exclusão das aves do plantel no sistema. O processo exige que o interessado mantenha um cadastro ativo na plataforma Gov.br. Criadores devem se recadastrar até 31 de março de 2026 | Foto: Divulgação/Brasília Ambiental Segundo a IN, os criadores amadores que manifestarem interesse em manter a atividade deverão apresentar os seguintes documentos: solicitação da regularização da licença pendente no Sispass, devidamente preenchida e assinada; documento oficial de identificação com foto; CPF; e comprovante de residência emitido nos últimos 60 dias. O pagamento de todas as licenças pendentes até a temporada 2025/2026 também é obrigatório. Já o criador que optar pelo encerramento voluntário da atividade durante o período estabelecido deverá solicitar o cancelamento da licença e a exclusão das aves do plantel, apresentando documento oficial de identificação com foto e declaração de desistência da atividade, devidamente preenchida e assinada, conforme Anexo II da publicação. Além disso, o criador deverá entregar as aves voluntariamente ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-DF) e apresentar o respectivo Termo de Recebimento de Animais (TRA). Caso não esteja mais de posse das aves e desconheça seu paradeiro, deverá preencher declaração conforme Anexo III. O recadastramento busca regularizar a atividade e reforçar a proteção da fauna silvestre “O recadastramento não apenas organiza o setor, mas também fortalece as políticas de proteção da fauna e preservação do Cerrado, assegurando equilíbrio entre tradição e sustentabilidade”, ressalta a vice-governadora do DF, Celina Leão. O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, lembra que a medida reforça o compromisso da autarquia com a legalidade e a preservação da fauna. “Queremos oferecer aos criadores a oportunidade de se regularizarem, garantindo que a atividade seja feita de forma responsável e transparente”, afirma. O não recadastramento dentro do prazo estabelecido implicará o cancelamento da licença para criação amadora de passeriformes silvestres e a exclusão do plantel registrado, salvo justificativa fundamentada aceita pela autoridade competente.   *Com informações do Instituto Brasília Ambiental

Ler mais...

Ordenar

Ordenar

Faceta do tipo

Tipo

Filtro personalizado

Faceta da marca

Marcador