Drones ajudam a combater a dengue em várias regiões do DF
Historicamente, o Distrito Federal não apresenta um número elevado de casos de dengue em junho. Contudo, a Secretaria de Saúde (SES-DF) segue atuando em locais propícios à reprodução do Aedes aegypti, impedindo a formação de novos focos de proliferação da doença. Drone lança pacotes de larvicidas, que se dissolvem e se espalham ao entrar em contato com água acumulada, impedindo a formação de novos focos de proliferação da dengue | Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF "A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar" Vladimir Sales, agente de Vigilância Ambiental da SES-DF Uma das principais medidas para localizar e combater esses possíveis pontos de reprodução é o uso de drones, como as ações que ocorrem ao longo desta semana em vários pontos do DF, como Santa Maria, Gama, Água Quente, Recanto das Emas, Plano Piloto, Park Way, Vicente Pires, Arniqueira, Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Estrutural, Águas Claras, entre outros. "A tecnologia do drone chegou para deixar o combate à dengue mais acessível em pontos que não conseguimos alcançar", explica o agente de Vigilância Ambiental em Saúde (Avas) da SES-DF, Vladimir Sales. O servidor diz que a ferramenta tem sido útil para espaços como encostas, locais cercados ou mesmo casas e comércios fechados, onde não é possível fazer contato com os responsáveis. A operação dos drones segue os protocolos de segurança, tendo como principal foco garantir a segurança das pessoas Funcionamento dos drones [LEIA_TAMBEM]O aparelho é utilizado de duas formas. A primeira é para monitoramento: com uma câmera de alta resolução, ele faz imagens de cima dos locais de interesse e, com ajuda de inteligência artificial, são mapeados possíveis criadouros do mosquito, como caixas de água aberta e concentrações de lixo onde possa haver água acumulada. Caso não seja possível a atuação direta dos agentes, entra em ação o segundo tipo de uso. Nessas situações, o drone lança até quatro pacotes de 15 gramas com larvicidas, totalizando 60 gramas de carga. Em contato com a água, esses invólucros se dissolvem e o larvicida se espalha na água acumulada. "No caso da aplicação, o trabalho do aparelho é pontual. Normalmente, ficamos em uma área próxima de onde vai fazer esse lançamento", explica o operador de drones Luciano Martins. O trabalho do profissional segue os normativos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tendo cuidado específico com postes, fiação ou com pessoas. Contratado em setembro do ano passado, o serviço prevê que, ao longo de um ano, sejam realizadas 18.420 atividades de mapeamento e identificação de focos do Aedes aegypti e 10.808 tratamentos de pontos de interesse. *Com informações da SES-DF
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Ação combate a dengue e fiscaliza higiene em quiosques em ponto de apoio a taxistas no Aeroporto
Equipes de Vigilância Ambiental e de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde (SES-DF) encontraram focos de dengue e alimentos irregulares durante ação conjunta realizada nesta quarta-feira (18) no ponto de apoio a taxistas próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília. A demanda surgiu a partir de denúncia registrada na Ouvidoria do Governo do Distrito Federal (GDF). Entre os frequentadores do local houve registro de casos de dengue. Assim, agentes de Vigilância Ambiental foram enviados para analisar e eliminar os focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue e de outras arboviroses. Agentes encontraram ambiente propício ao aparecimento do Aedes aegypti e à proliferação de animais peçonhetos | Fotos: Matheus Oliveira/Agência Saúde-DF Durante a visita, os profissionais também identificaram um ambiente favorável à proliferação de animais peçonhentos, como escorpiões, além de moscas, baratas e roedores. Nesse cenário, não escapou aos agentes o funcionamento de quiosques com o comércio de alimentos. “Nós fomos atrás de um vetor de doenças específico, mas encontramos outros fatores ambientais que interferem na saúde humana”, afirma o biólogo Israel Moreira, da Diretoria de Vigilância Ambiental (Dival). “O trabalho integrado entre as vigilâncias fortalece a proteção do bem-estar público. Os agentes sanitários exercem poder de polícia administrativa. Ou seja, eles possuem autoridade para assegurar o cumprimento das normas relacionadas à comercialização de alimentos e também aos fatores ambientais de risco à saúde”, explica o biólogo. Trabalho integrado Algumas irregularidades constatadas em fiscalização em fevereiro foram corrigidas A ação foi a segunda vistoria realizada em conjunto no local. Desta vez, as irregularidades apontadas na primeira vistoria, realizada em 27 de fevereiro, foram corrigidas pelos administradores e comerciantes. O telhado de um dos quiosques foi refeito: agora apresenta caimento adequado e não acumula águas de chuva. As tubulações de fossas que estavam expostas estão tapadas com telas e, agora, evitam acesso, abrigo e proliferação de insetos. Riscos à saúde [LEIA_TAMBEM]As atividades realizadas pela Dival têm a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle dos fatores ambientais relacionados a doenças ou agravos. Já a Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa) atua para eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde da população, intervindo em problemas sanitários decorrentes da prestação de serviços. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 162 ou pelo site ParticipaDF. É possível também acionar o serviço de vigilância ambiental por meio do número (61) 3449-4427 ou pelo Disque-Saúde 160. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Saúde pública do DF tem ano com serviços ampliados
Em 2025, a Secretaria de Saúde (SES-DF) avançou na ampliação e melhoria de serviços, com destaque para o investimento em tecnologia e reforço na infraestrutura. Para garantir atendimento mais rápido, coordenado e humanizado, foi lançado o programa O câncer não espera. O GDF também não. A iniciativa ampliou o número de consultas, exames e tratamento de pessoas com câncer, com redução de 71% no tempo de espera da primeira consulta, com mais de 4 mil pacientes atendidos. “O tempo é crucial para o atendimento de quem é diagnosticado com câncer”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Outro destaque foi o programa OperaDF, que realizou mais de mil cirurgias. O programa contratou oito hospitais privados e três empresas de anestesia para expandir a capacidade cirúrgica da rede. As intervenções incluíram procedimentos vasculares, gerais, urológicos e de cabeça e pescoço. “Ampliamos a oferta por meio de instituições privadas e agilizamos os procedimentos complexos nos hospitais públicos”, explica o gestor. A secretaria de Saúde investiu R$ 50 milhões para aquisição de equipamentos e R$ 60 milhões em ações preventivas e corretivas | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde O GDF investiu mais de meio bilhão de reais na ampliação e revitalização de espaços e renovação de equipamentos. Estão sendo construídos dois novos hospitais, sete unidades de pronto atendimento (UPAs), cinco unidades básicas de saúde (UBS) e dois novos Caps. São R$ 50 milhões para aquisição de equipamentos e R$ 60 milhões em ações preventivas e corretivas. O GDF entregou, em dezembro, duas iniciativas inéditas que modernizam a rede de atenção psicossocial: o Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea) e o Serviço de Assistência em Saúde Mental com Uso de Inteligência Artificial (SAMia). Os equipamentos expandem o acolhimento às crianças com transtorno do espectro autista (TEA) e reforçam o atendimento à população. O combate à dengue foi uma das prioridades do GDF em 2025 Neste ano, a população da capital federal teve voz ativa nas ações da Saúde. Entre janeiro e 1º de dezembro, a pasta recebeu mais de 71 mil manifestações na ouvidoria. Os profissionais de saúde foram os que mais receberam elogios no GDF. A SES-DF capacitou 28,8 mil servidores, em cursos sobre gestão financeira até técnicas avançadas para atendimento a pacientes. Ao longo do ano, foram admitidos 314 servidores de carreira. Com foco em prevenção, cuidado contínuo e inovações tecnológicas, agentes de vigilância ambiental visitaram mais de 1,8 milhão de residências no DF em 2025. As ações de combate foram realizadas de forma ininterrupta, em residências até locais públicos. Outra frente de atuação inovadora foi o uso dos wolbitos, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão da dengue. Desde outubro, mais de 1,6 mil tablets estão sendo empregados por agentes SES-DF para agilizar atendimentos e qualificar registros dos cidadãos nos sistemas do SUS. A iniciativa é um passo estratégico para a transformação digital da saúde. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Biofábrica no DF produz mosquitos que ajudam no combate à dengue
Na biofábrica do mosquito wolbito, instalada no Distrito Federal pela Secretaria de Saúde (SES-DF), o ciclo de produção funciona de forma semelhante a uma fábrica tradicional: a matéria-prima chega, é transformada, embalada e distribuída. O diferencial é que o produto final será um aliado no enfrentamento da dengue e de outras arboviroses. Trata-se dos mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O objetivo é reduzir a transmissão dessas doenças na população. O novo método é seguro e não representa riscos, conforme explica o coordenador de operações da empresa Wolbito do Brasil, Caio Rabelo: “A Wolbachia já está naturalmente presente em vários insetos, inclusive naqueles com que temos uma proximidade extrema, como as abelhas. Consumimos esses produtos e temos contato com a Wolbachia desde sempre, então sabemos que a bactéria não causa nada.” O método é seguro e não apresenta riscos, tanto para os próprios insetos quanto para os seres humanos | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF O subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos Martins, destaca que, além de inofensiva, a bactéria não permite que os vírus se multipliquem no organismo do mosquito. “A Wolbachia não faz nenhum mal, nem para o mosquito, nem para qualquer outro animal que tenha contato com ela, como nós seres humanos. Mas ela impede que o vírus consiga se reproduzir nesse mosquito”. Como funciona a produção Os ovos dos chamados “mosquitos amigos” (wolbitos), vindos de Curitiba (PR), chegam ao DF já encapsulados. Na biofábrica da SES-DF, os ovos são colocados em potes com água e alimento. Um pedaço de tule, firmemente preso à boca do pote, permite ventilação e segurança dos mosquitos. Semelhante a uma fábrica tradicional, a biofábrica de 'Aedes aegypti' produz mosquitos aliados ao combate da dengue Os potes ficam em um ambiente com temperatura controlada, por volta de 30ºC, para melhor evolução e reprodução. Em um período de sete a 14 dias, os mosquitos saem de larvas e pupas até se tornarem adultos. Os recipientes com os wolbitos são transportados em caixas para as regiões administrativas e soltos no meio ambiente. Esses insetos serão lançados em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás. Reprodução [LEIA_TAMBEM]Após a soltura, os wolbitos se reproduzem com os mosquitos selvagens, transmitindo a bactéria para as próximas gerações. Há ainda outro efeito importante: quando um macho infectado com a Wolbachia cruza com uma fêmea selvagem, não nascem filhotes, contribuindo para substituir a população de insetos transmissores. Segundo o gerente de Implementação da Wolbito do Brasil, Gabriel Sylvestre, a estimativa é que o processo seja autossustentável. “Com a soltura dessa população de ‘mosquitos amigos’, a tendência é reduzir a transmissão desses vírus. Dado um tempo, a população de wolbitos vai subir de uma forma significativa e a de selvagens, diminuir”, explica. *Com informações da Secretaria de Saúde
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