Centro obstétrico do Hran terá nova estrutura para atendimento a gestantes e bebês
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. A governadora Celina Leão visitou, na manhã desta sexta-feira (23/10), o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) para conferir as benfeitorias concluídas no centro obstétrico da unidade de saúde — que voltou a atender as parturientes no dia anterior. O local, que registra, em média, 200 nascimentos por mês, recebeu novos pisos, paredes, pintura, instalações elétricas, iluminação, climatização e rede de gases medicinais, além de adequações dos ambientes assistenciais. Houve, ainda, ampliação da sala de recuperação com a inclusão de um leito. “Eu determinei que todos os nossos centros obstétricos fossem reformados com os alojamentos também, porque é o momento mais importante da mulher, em que ela vai dar à luz. Nós já fizemos isso no Hospital Regional de Ceilândia, no Hmib [Hospital Materno Infantil de Brasília] e, agora, aqui no Hran. Vamos partir para Taguatinga também. Aqui ficou outra coisa: é qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais. A gente está sempre criando a mesma padronização, são padronizações naquilo que a gente entende que pode melhorar a qualidade do atendimento dos nossos hospitais e dos nossos servidores", destacou a governadora. Celina Leão comemora as novas instalações do centro: "É qualidade de vida para o pai que está acompanhando, para a mãe no momento do parto e para os nossos profissionais" | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília A obra recebeu investimento de R$ 550 mil, para fortalecer a assistência materno-infantil na rede pública do Distrito Federal. “A revitalização do centro obstétrico do Hran representa nosso compromisso com uma assistência mais humanizada, segura e acolhedora, garantindo mais conforto e dignidade às mães e aos bebês, além de melhores condições de trabalho aos profissionais de saúde. Cuidar bem também é oferecer ambientes adequados para quem recebe e para quem presta assistência”, avaliou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Humanização do atendimento Médico ginecologista e responsável técnico do centro obstétrico, Cláudio Albuquerque ressaltou o impacto histórico do investimento, efetuado após anos sem intervenções estruturais profundas no local. "Eu entrei aqui em 2009. De 2009 até hoje, essa foi a primeira revitalização que recebemos. É como se você tivesse revitalizado a sua casa. Ela estava feia, e você pintou, com muita alegria. É um conforto para os profissionais e para as pacientes", elogiou. Além da reforma física, a unidade terá o atendimento humanizado aprimorado. As salas de parto contam com equipamentos específicos para o bem-estar das gestantes. “A gente prima pela humanização. Nós temos nas nossas salas de parto banqueta, que é aquele banco aberto na frente, se a gestante quiser ter o bebê de cócoras ou sentada. Tem bola para ela fazer exercício e o bebê não sai do lado dela", explicou o médico. O espaço dispõe de leitos para o período de pré-parto, parto e puerpério (PPP), onde a paciente permanece sob observação contínua nas duas primeiras horas pós-parto, momento crítico para a prevenção de complicações e sangramentos. De acordo com o responsável técnico, o empenho do Governo do Distrito Federal (GDF) renova o ambiente de trabalho e a assistência médica. "É importantíssimo, porque você tem uma melhoria na qualidade de atendimento da população e também na qualidade de atendimento do profissional, que passa a trabalhar mais satisfeito, vendo que que não é só ele, mas todo um conjunto que está trabalhando para o bem da população", conclui Albuquerque.
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GDF investe mais de R$ 2,2 milhões no Hran e acelera cirurgias com o programa Opera DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) tem intensificado as ações para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde, aliando a redução das filas de cirurgias eletivas a um amplo plano de modernização hospitalar. Com a meta de oferecer estruturas mais adequadas a pacientes e profissionais, as iniciativas integram o Programa Opera DF e um pacote de obras que supera a marca de R$ 2,2 milhões em intervenções no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). Para acompanhar os resultados dos investimentos e vistoriar as intervenções na infraestrutura, a governadora Celina Leão visitou a unidade na manhã desta segunda-feira (22). Segundo a chefe do Executivo, a estratégia do GDF tem sido ampliar a capacidade cirúrgica da rede pública enquanto procedimentos de menor complexidade são absorvidos pela rede privada credenciada, garantindo mais fluidez no atendimento. “A lógica de toda essa engenharia que nós estamos fazendo é a de pegar as cirurgias eletivas de menor complexidade e levar para a rede privada. Nós já contratamos mais de 20 mil. Até sexta-feira passada, eram 10 mil pessoas chamadas; hoje nós já temos 12 mil pessoas convocadas. Já temos 5 mil pessoas operadas. Então, estamos com uma fluidez muito grande”, afirmou Celina Leão. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada. A estratégia tem garantido procedimentos em especialidades bastante demandadas, como oftalmologia, urologia e cirurgias gerais, vasculares e de cabeça e pescoço. O Opera DF foi criado pela Secretaria de Saúde (SES-DF) para acelerar o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao combinar a força da rede pública à capacidade complementar da rede privada credenciada | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília Para ser contemplado programa, é importante que o paciente mantenha seus dados cadastrais atualizados. “Estamos tendo um pouquinho de abstenção também, de faltas, de pessoas que estavam marcadas para operar e não estão aparecendo. Então, a gente faz esse apelo para que prestem atenção às notificações da regulação, porque essa pessoa deixa de tirar a vaga de outra que está precisando”, alertou Celina Leão. Uma das grandes inovações do programa é o reforço nas equipes de anestesiologia: a contratação de cerca de 5,4 mil horas desses especialistas viabilizou o uso contínuo dos centros cirúrgicos, inclusive com a implementação de escalas noturnas. Aliado a isso, um trabalho técnico e contínuo de qualificação das filas de cirurgia do DF resultou na retirada recente de 3 mil registros de pedidos que já haviam sido atendidos ou cancelados, otimizando os recursos assistenciais. “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade. Nós mapeamos todos os centros cirúrgicos dos hospitais e identificamos necessidade de reforma, de insumos e de reforço de equipe. Quando resolvemos essas questões, conseguimos potencializar os centros cirúrgicos para ter maior número de cirurgias”, explicou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. Reformas Paralelamente à ampliação cirúrgica, o Hran passa por transformações físicas focadas no acolhimento. As obras atualmente em execução somam cerca de R$ 411 mil e contemplam áreas cruciais para a unidade. Durante a visita, a governadora constatou que as intervenções na Emergência do Pronto-Socorro estão avançadas, enquanto os trabalhos de adequações no refeitório dos servidores e nos vestiários chegaram à metade. O Centro Obstétrico e as enfermarias da maternidade também estão em fase de reformas. Secretário de Saúde, Juracy Lacerda: “Esse é um programa que tirou a cirurgia de menor dificuldade para a rede privada e está fortalecendo a nossa rede para procedimentos de maior complexidade” Durante a visita à unidade, o secretário Juracy Lacerda detalhou o avanço das obras e explicou como as intervenções físicas estão diretamente ligadas ao aumento da capacidade cirúrgica. “Nós sabemos que a realidade dos hospitais são hospitais antigos e que precisam dessa revitalização até para trazer um ambiente mais seguro para os nossos servidores trabalharem e também um ambiente mais humanizado para a nossa população”, acrescentou. O chefe da pasta destacou ainda que os resultados já são expressivos e a expectativa é de novo recorde este ano: “São essas ações que têm repercutido em um volume recorde de cirurgias aqui na saúde e esperamos que, neste ano, a gente ultrapasse muito esse recorde histórico da Secretaria de Saúde”. O GDF planeja, ainda, aplicar mais R$ 1,8 milhão em novos investimentos na unidade hospitalar. Os recursos serão direcionados à recuperação do hall, das esquadrias e das enfermarias da Unidade de Queimados, à reforma do auditório e às adequações no Núcleo Regional de Atenção Domiciliar. Também estão previstas pinturas internas, a construção de um novo abrigo de resíduos e a implantação de uma Sala de Simulação, consolidando o compromisso com uma saúde pública mais eficiente, resolutiva e humanizada.
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Junho Laranja: Hran é referência no atendimento a vítimas de queimaduras
No fim do mês passado, o pedreiro Bruno Oliveira* sofreu queimaduras após receber uma descarga elétrica durante o trabalho. “Eu já estava terminando o serviço quando a régua metálica que eu usava encostou na rede de alta tensão da rua. A descarga elétrica me atingiu e o choque foi muito forte”, conta. Após os primeiros atendimentos, Bruno foi encaminhado para o Hospital Regional da Asa Norte (Hran), onde está internado há 15 dias na Unidade de Queimados. “O tratamento tem sido muito bom. A equipe é bastante atenciosa e hoje já sinto uma melhora significativa em relação às dores que tinha quando cheguei”, relata. Atendimento especializado "A equipe é bastante atenciosa e hoje já sinto uma melhora significativa em relação às dores que tinha quando cheguei”, conta Bruno Oliveira Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF Referência no Distrito Federal, a Unidade de Queimados do Hran acompanha pacientes desde o atendimento de urgência até a reabilitação. Em 2025, a unidade registrou 339 internações, 1.588 banhos e curativos com anestesia e 574 cirurgias, totalizando cerca de 2,5 mil procedimentos. Entre os casos relacionados a acidente de trabalho, os mais frequentes envolvem queimaduras térmicas por fogo e líquidos inflamáveis, queimaduras elétricas, especialmente em eletricistas e trabalhadores da construção civil, queimaduras químicas causadas por ácidos, solventes e produtos industriais, além de explosões envolvendo álcool, gasolina e outros combustíveis. O serviço reúne pronto-socorro, enfermaria, ambulatório para pacientes agudos e crônicos, além de ambulatório de fisioterapia. A assistência é prestada por uma equipe multiprofissional formada por médicos, psicólogo, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, nutricionista e assistente social. Segundo o cirurgião plástico da Unidade de Queimados do Hran, Brenner Dolis, o cuidado é contínuo. “Muitos pacientes chegam pelo pronto-socorro, passam por internação e cirurgias quando necessário e seguem em acompanhamento ambulatorial. Também contamos com atendimento especializado para reabilitação e tratamento de sequelas”, explica. Segundo o cirurgião plástico, Brenner Dolis, aproximadamente 90% das queimaduras podem ser evitadas com medidas simples de prevenção Conscientização Anualmente, é realizada a campanha Junho Laranja, em alusão ao Dia Nacional de Luta contra Queimaduras, celebrado neste sábado (6) e instituído pela Lei nº 12.026/2009. Neste ano, a Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) escolheu o tema “Trabalho seguro sem queimaduras”. Com o slogan “Prevenção é o melhor equipamento de proteção”, a campanha alerta para os riscos de acidentes causados por eletricidade, produtos químicos, vapor, fogo e líquidos superaquecidos nos ambientes de trabalho. “A conscientização salva vidas. Acidentes com queimaduras geram impacto importante para o sistema de saúde e podem deixar sequelas que afastam trabalhadores de suas atividades. Além do tratamento das feridas, muitas vezes é necessária uma reabilitação ampla”, afirma Dolis. O especialista alerta ainda que aproximadamente 90% das queimaduras podem ser evitadas com medidas simples de prevenção. “Entre elas estão o uso correto de equipamentos de proteção individual, treinamentos periódicos, armazenamento adequado de produtos inflamáveis, sinalização de áreas de risco e capacitação em primeiros socorros”, aponta. O que fazer Em caso de queimadura, é essencial buscar atendimento médico. Antes de chegar ao hospital, recomenda-se resfriar o local com água corrente em temperatura ambiente por cerca de 20 minutos e cobrir a lesão com pano limpo ou gaze. “É importante não utilizar pasta de dente, manteiga, café, pomadas caseiras ou gelo diretamente sobre a pele, pois isso pode agravar a lesão”, orienta. Segundo o médico, a atenção deve ser redobrada em acidentes com eletricidade. “Os choques elétricos podem ser bastante enganosos. Muitas vezes observamos apenas pequenas lesões na pele, mas a corrente pode causar danos graves aos tecidos internos e, em alguns casos, levar o paciente a óbito. ” O pronto-socorro de queimados do Hran funciona 24 horas, todos os dias da semana. Após os primeiros cuidados, caso seja preciso, o paciente é encaminhado para a internação. *Nome fictício para preservar a identidade *Com informações da SES-DF
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Hemocentro inaugura Sala de Apoio à Amamentação nesta sexta (29)
A Fundação Hemocentro de Brasília inaugura, nesta sexta (29), às 14h, a Sala de Apoio à Amamentação, tornando-se o primeiro hemocentro público do país a contar com esse tipo de estrutura. A data faz referência ao Mês da Doação de Leite Humano, campanha que reforça a importância do aleitamento materno e da solidariedade entre mulheres. Nova sala tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado | Foto: Divulgação/Fundação Hemocentro de Brasília “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases” Osnei Okumoto, presidente da Fundação Hemocentro de Brasília A criação do espaço reflete a realidade da instituição. Das 357 pessoas que compõem o quadro de servidoras e servidores da fundação, 235 são mulheres — mais de 65% do total. Entre elas, 14 estão atualmente em período de lactação. Somados os 34 profissionais terceirizados, a proporção feminina ultrapassa 70% da força de trabalho. Espaço aberto A sala é aberta a todas as mulheres em período de amamentação que circulam pelo Hemocentro — trabalhadoras, servidoras e profissionais terceirizadas —, além de doadoras de sangue, familiares de pacientes do Ambulatório de Coagulopatias Hereditárias e comunidade em geral. O espaço também servirá de referência para servidoras e estudantes da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs). Projetada para oferecer conforto e privacidade, a sala de apoio tem poltrona, pia, refrigerador para armazenamento do leite, equipamento para extração manual e ar-condicionado. A iniciativa atende ao disposto na Lei Distrital nº 7.057/2022, que obriga órgãos e entidades da administração pública do DF a disponibilizar esse tipo de espaço para suas trabalhadoras. [LEIA_TAMBEM]“A criação desta sala representa um passo importante no cuidado com as mulheres que fazem parte do Hemocentro — trabalhadoras, doadoras ou pacientes atendidas pelos nossos serviços”, afirma o presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto. “Mais do que cumprir uma determinação legal, queremos oferecer um ambiente que respeite e apoie a maternidade em todas as suas fases.” Ponto de coleta A sala também funcionará como ponto de coleta de leite humano para doação. A mãe que desejar contribuir pode extrair e deixar o leite armazenado no local — a retirada será feita pelo banco de leite humano do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), que faz a coleta diretamente no Hemocentro. O leite doado passa por análise, pasteurização e controle de qualidade antes de ser distribuído a recém-nascidos prematuros e de baixo peso internados na rede pública. Para participar, basta procurar a equipe da sala. Mulheres que ainda estão amamentando só podem doar se o parto tiver ocorrido há mais de 12 meses. Caso a mulher já tenha encerrado a amamentação, basta que tenham se passado pelo menos três meses desde o parto. Em caso de qualquer dúvida, a orientação é procurar a equipe de triagem do Hemocentro antes de se dirigir ao local. * Com informações da Fundação Hemocentro de Brasília
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