Reforma amplia pronto-socorro de Brazlândia de 26 para 55 leitos
Esta matéria foi produzida durante o período de defeso eleitoral (de 4 de julho de 2026 a 25 de outubro de 2026) e, em cumprimento à Lei nº 9.504/1997, está sendo publicada depois da vedação expirada. O Hospital Regional de Brazlândia terá mais que o dobro de leitos no pronto-socorro: a capacidade passará de 26 para 55, com a reforma e a ampliação da unidade. A governadora Celina Leão visitou as obras neste sábado (10/10) e pediu que as equipes priorizem a área destinada ao tomógrafo, para permitir o início dos exames antes da conclusão de toda a construção. “O meu pedido hoje para a engenharia foi que eles fizessem primeiro essa parte, que voltasse a força total nessa parte, que já me libera o tomógrafo”, afirmou a governadora. A intenção, explicou, é que o hospital possa oferecer o atendimento mesmo com os demais serviços da obra em andamento. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento. “O médico não conseguia dar um laudo, aquele paciente ficava internado custando mais caro para o Sistema Único de Saúde do que comprar o tomógrafo e instalar”, disse. O contrato para concluir os serviços que ficaram pendentes após a rescisão com a empresa anterior tem valor de R$ 16,19 milhões. Segundo o resumo técnico da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), a intervenção abrange 2.880,30 m² e inclui, além do pronto-socorro, reformas na agência transfusional, responsável pelo suporte às transfusões de sangue, na odontologia e no laboratório de análises clínicas. Também estão previstas uma unidade de cirurgia ambulatorial e intervenções na subestação de energia. Celina Leão destacou que a oferta do exame na própria unidade pode reduzir a necessidade de transportar pacientes para outros hospitais e ajudar os médicos a definir o tratamento | Fotos: Matheus Borges/Agência Brasília Mais atendimentos e novos serviços O secretário de Saúde do Distrito Federal, Juracy Lacerda, informou que o projeto prevê atendimento de ortopedia, dois consultórios odontológicos e duas salas para pequenas cirurgias. Para ele, a estrutura permitirá atender em Brazlândia pacientes que hoje precisam buscar parte desses serviços em outras regiões administrativas. A tomografia é um desses casos. “Imagina uma pessoa que precisa de uma tomografia aqui. Essa pessoa tem que se deslocar até Ceilândia, numa ambulância”, afirmou. Segundo o secretário, ter o equipamento no hospital também oferece melhores condições para o diagnóstico e ajuda a atrair profissionais. A projeção apresentada por Juracy é ampliar a capacidade de cerca de 1,5 mil para até 6 mil atendimentos mensais. Esse patamar depende da formação das equipes necessárias ao funcionamento da nova estrutura. Retomada da obra O presidente da Novacap, Fernando Leite, explicou que a substituição da empresa e a necessidade de manter o hospital em funcionamento foram alguns dos desafios. “Nós tivemos que fazer uma obra com o hospital em funcionamento. Isso trouxe uma série de atrasos”, relatou. Sobre a construtora anterior, Leite afirmou: “Ela teve que desistir da obra”. Segundo ele, os procedimentos para rescindir o contrato e contratar outra empresa prolongaram a execução dos serviços. O presidente também destacou as características da construção, como a altura entre o piso e o teto e o tipo de laje, e associou essas escolhas ao conforto de pacientes e profissionais. “Mais conforto ambiental, melhor qualidade de vida para quem está trabalhando, para quem está sendo atendido”, disse. A Novacap busca concluir os serviços antes do prazo previsto no contrato. “Nós vamos acelerar essa obra. Isso que eu quero destacar”, afirmou Fernando Leite.
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Dia do Servidor: Profissional completa 50 anos de trabalho no Hospital Regional de Brazlândia
Você se lembra ou tem ideia de como era o mundo meio século atrás? Em 1975, o estado da Guanabara deixava de existir, o já bicampeão da Fórmula 1 Emerson Fittipaldi disputava ponto a ponto com o austríaco Niki Lauda, Pelé começava a jogar no New York Cosmos e, na televisão, a primeira versão da novela Roque Santeiro era proibida de ir ao ar pela ditadura militar. No Distrito Federal, uma jovem de apenas 20 anos começava a trabalhar no recém-inaugurado Hospital Regional de Brazlândia (HRBz). “Naquela época havia pouquíssimos funcionários. Era só um médico, e ele fazia tudo — atuava na ginecologia, na maternidade, na pediatria, na clínica médica, na ortopedia…”, lembra a servidora da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Marilene de Abreu, hoje com 70 anos, dos quais 50 foram dedicados ao HRBz. Marilene de Abreu começou a trabalhar no Hospital Regional de Brazlândia em 1975 | Foto: Alexandre Álvares/Agência Saúde DF “No começo eu achava que ia permanecer pouco tempo, porque eu pensava: ‘Não posso ficar, não, essa é uma profissão muito sofrida, muito difícil’”, admite Marilene. “Mas, daí, comecei a ver como os pacientes que chegavam dependiam do nosso trabalho — até hoje, as pessoas são bem necessitadas. Então, a gente tinha que fazer de tudo: executava o serviço técnico, de enfermagem, atuava como psicólogo, como assistente social… Com o tempo, fui me apegando àquilo, tomando gosto mesmo, e fiquei.” Nascida em Brazlândia, Marilene entrou no HRBz como atendente de enfermagem — cargo que já não existe mais na SES-DF —, mas, em poucos meses, conseguiu uma bolsa de estudos para se tornar auxiliar de enfermagem. Não muito tempo depois, concluiu outra capacitação e subiu mais um degrau, tornando-se técnica de enfermagem. Durante todo esse período, dedicou-se à unidade pediátrica do hospital, auxiliando no nascimento e na recuperação de incontáveis novos brasilienses. Em setembro, a servidora ganhou uma placa em homenagem aos serviços prestados Pacientes e colegas de trabalho Por um acaso do destino, um dos bebês a receber seus cuidados foi Alessandra Correa, hoje gerente de enfermagem do próprio HRBz. “Marilene me deu assistência no meu primeiro mês de nascida, quando minha mãe me trazia à pediatria. Eu tinha asma e vivia sendo atendida aqui”, conta. Alessandra também faz questão de falar da emoção que é trabalhar ao lado daquela que considera sua “diva”. “Para mim é uma honra, porque mostra a excelência do trabalho da enfermagem — a Marilene é sinônimo de compromisso, responsabilidade e cuidado. Ela tem o coração muito grande e conhece todos pelo nome. Ela não trata os pacientes pelo número do leito, faz questão de aprender o nome das crianças, das mães, dos acompanhantes.” Homenagem Quando Marilene completou 50 anos de serviços prestados à população de Brazlândia, em setembro, os servidores do HRBz organizaram uma festa de comemoração. Fizeram uma vaquinha, mandaram confeccionar uma placa de homenagem e encomendaram uma joia dedicada à servidora, como lembrança dos amigos do hospital. Marilene afirma que são muitas as memórias do local, formadas ao longo de cinco décadas — além dos inúmeros pacientes, foi também no HRBz que nasceram seus três filhos e, mais tarde, seus sete netos. [LEIA_TAMBEM]Mas há outro nascimento que desperta o mesmo orgulho em Marilene: ela viu surgir o Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde do mundo. Marilene conta que a implementação do SUS “trouxe a ideia de que a saúde é direito de todos e dever do Estado”. Ela continua: “Antes havia o INPS [Instituto Nacional de Previdência Social]. Naquela época, quem pagava o INPS tinha prioridade de atendimento sobre quem não podia pagar. Só depois que todos os que tinham o INPS eram atendidos é que se podia socorrer quem não tinha. Muitas vezes, quem não tinha dinheiro morria sem atendimento”, recorda. Com a criação do SUS, Marilene é categórica ao afirmar que o HRBz, a SES-DF e a saúde pública brasileira passaram por uma revolução. “Foi uma transformação profunda. Passou a vir gente de todo canto para ser acolhida aqui. Foi a partir da universalização do acesso que passou a existir a humanização do atendimento. Eu sou fã número 1 do SUS.” Os colegas de trabalho do HRBz organizaram uma festa em comemoração aos 50 anos de Marilene no hospital: "Servir ao outro é um privilégio que poucos compreendem, e meu coração está cheio quando vejo que cumpri com amor e carinho essa trajetória" Lição de vida Hoje, com o dia da aposentadoria se aproximando, Marilene de Abreu põe na balança da própria história os dias dedicados à missão maior da enfermagem: estar sempre na linha de frente do cuidado à população. “Acho que fiz parte da história do hospital, com ética, amor, coragem e humor, todos os dias”, conta. “E acho que sempre trabalhei fazendo o melhor que eu podia, até hoje. Ser útil com amor, com coragem… Acho que o legado que eu vou deixar é esse”. Questionada sobre o que aconselharia às novas gerações que pensam em trilhar o mesmo caminho iniciado há 50 anos, a servidora não hesita em responder. “Eu digo que estudem e que nunca deixem o afeto de lado. A técnica cura o corpo, mas o cuidado cura a alma. E que o SUS continue gratuito, humano e acessível. É importante que nós façamos o melhor — o mundo precisa de humanidade, de amor, de carinho, de gratidão. Servir ao outro é um privilégio que poucos compreendem, e meu coração está cheio quando vejo que cumpri com amor e carinho essa trajetória.” *Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)
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Unidades de saúde do DF recebem novos equipamentos
Agência Brasília · UNIDADES DE SAÚDE DO DF RECEBEM NOVOS EQUIPAMENTOS Servidores, pacientes e acompanhantes terão mais conforto nas unidades da Secretaria de Saúde (SES-DF). Nesta semana, a pasta deu início à distribuição de novos equipamentos para hospitais, policlínicas e unidades básicas de saúde (UBSs). “Esses recebimentos fazem parte do plano de qualificação dos atendimentos, promovendo o bem-estar e um ambiente adequado”, afirma o secretário de Saúde, Juracy Cavalcante. Parcerias com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do DF também viabilizam a aquisição de equipamentos | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde Os hospitais regionais da Asa Norte (Hran), Planaltina (HRPl), Guará (HRGu), Gama (HRG), Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, Ceilândia (HRC), Brazlândia (HRBz) e Taguatinga (HRT), além do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib), receberão, no total, 95 camas infantis, a serem utilizadas tanto nas emergências quanto nos setores de internação. O investimento foi de R$ 492 mil. No Parque de Apoio da SES-DF, também estão em processo de recebimento, incorporação e distribuição 69 cadeiras de rodas infantis, com investimento de R$ 108 mil. A Subsecretaria de Infraestrutura da pasta já começou a distribuição de cinco mil colchões adultos. Arte: Divulgação/SES-DF Além disso, foi entregue, nesta semana, mais um lote de 549 equipamentos de ar-condicionado, parte da compra de 5 mil unidades, representando um investimento de R$ 2 milhões. Ano passado, foram adquiridos outros 1,1 mil aparelhos, que têm beneficiado consultórios, salas de espera, ambulatórios e outros espaços. Estão ainda sendo distribuídos 80 televisores entre unidades da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS), responsáveis pelo monitoramento e prevenção de doenças, e UBSs. Os aparelhos - fruto de investimento de R$ 85 mil - serão usados tanto como painéis de informações de atendimento quanto para áreas de espera. Parcerias De forma adicional, a SES-DF também firma parcerias para renovar as unidades de saúde. Acordos do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) vão qualificar o atendimento na rede de UBSs, para as quais está prevista a entrega de 25 bisturis elétricos, 166 balanças antropométricas e 166 estadiômetros, equipamentos que fornecem dados precisos sobre o crescimento das crianças. A secretaria precisa fazer todo o processo de escolha, recebimento, cadastro e distribuição dos equipamentos. Um destaque é na área de saúde feminina. Serão distribuídas às UBSs 168 macas ginecológicas, utilizadas em exames, partos e outros procedimentos de ginecologia e obstetrícia, além de 88 mesas auxiliares para esses atendimentos e 910 bandejas de DIU, conjunto de componentes necessários à inserção dos dispositivos intrauterinos. Veículos também têm sido entregues, por meio de parceria com o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). “Essas parcerias são de suma importância”, reforça o subsecretário de Infraestrutura da SES-DF, Leonídio Neto. “Os órgãos entendem que a melhor forma de atender ao interesse público é destinar recursos e bens à saúde, com atendimento direto à população”. *Com informações da Secretaria de Saúde
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Com investimento de R$ 20 milhões, obra de ampliação do pronto-socorro de Brazlândia é retomada
A obra de reforma e ampliação do pronto-socorro do Hospital Regional de Brazlândia (HRBZ) foi retomada após ajustes no projeto e liberação da área a ser demolida. Iniciada oficialmente em 2024, a intervenção marca a primeira grande reforma da unidade desde sua construção. O contrato firmado entre a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e a empresa Elshaday Engenharia prevê um investimento de R$ 20,2 milhões, com recursos oriundos de emendas parlamentares e do Banco do Brasil. Após ajustes no projeto e liberação da área a ser demolida, obras de reforma e ampliação do pronto-socorro em Brazlândia foram retomadas | Foto: Kiko Paz/Novacap De acordo com o diretor de Planejamento e Projetos da Novacap, Carlos Spies, a obra representa um avanço significativo para a saúde pública da região. “Ao final, a unidade está apta para aumentar a capacidade de atendimento”, destacou. [LEIA_TAMBEM]O projeto contempla a ampliação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), além da reforma das unidades de Odontologia Ambulatorial, Análises Clínicas, Agência Transfusional e da subestação elétrica. Também será incluída uma nova Unidade de Cirurgia Ambulatorial. Serão demolidos cerca de 1,3 mil m² de área existente para dar lugar a aproximadamente 10 mil m² de área construída, sendo 2.880 m² de edificações e mais de 6,1 mil m² de novo estacionamento. A área total de funcionamento do hospital também será ampliada de 5 mil m² para 6 mil m². A ampliação do pronto-socorro de Brazlândia é uma ação estratégica para fortalecer a capacidade assistencial da rede pública de saúde. A obra foi planejada para garantir mais segurança, dignidade e qualidade no atendimento aos usuários, além de melhores condições de trabalho para as equipes assistenciais. "Atuamos em parceria com a Novacap para assegurar o cumprimento dos prazos e a conformidade com todas as exigências técnicas e regulatórias de uma estrutura hospitalar”, disse o subsecretário de Infraestrutura da Secretaria de Saúde (SES-DF), Leonídio Pinto Neto. A população local acompanha com expectativa o avanço da obra. “Essa obra vai ser muito importante aqui na região, pois me desloco até Ceilândia ou Taguatinga para ter atendimento. Com ela, serei atendido próximo de casa”, afirma o motorista de transporte escolar, José Amilton de Oliveira, de 65 anos, morador de Brazlândia. *Com informações da Novacap
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